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- Eu sou smart e sei ler!Na minha humilde opinião, esses foram alguns dos momentos inesquecíveis - no quesito ruindade - entre os filmes deste ano.
Prêmio Nobel de Literatura (pior construção de um personagem) - No fraquérrimo Vivendo e Aprendendo (Smart People, um filme com a Ellen Page que foi direto pra dvd no Brasil, agora em dezembro), o professor universitário Dennis Quaid pega um livro em que a capa diz, em letras garrafais, “Collected Poems - William Carlos Williams”. Dennis lê a primeira linha de um dos mais famosos poemas de Williams e a Sarah Jessica Parker, que faz a namorada de Dennis e uma estudante de literatura, exclama, em tom de reconhecimento: “William Carlos Williams!”. F
iquei feliz que ela sabe ler uma capa de livro. Se fosse uma comédia, o Dennis responderia: “Não, Manuel Bandeira”. Não Vale a Pena Ver de Novo (único filme em que saí na metade este ano) - Speed Racer. Era insuportável. Pensei que minha cabecinha ia explodir com tantas cores. Imagino que o filme tenha virado uma arma valiosa na mão de torturadores.
A samambaia roubou minha cena (pior atuação do ano) - Sem dúvida, Mark Wahlberg em Fim dos Tempos. Se bem que a atriz que faz sua mulher, Zooey Deschanel, está igualmente hedionda. Mas o Mark faz mais caras confusas. Numa cena, ele contracena com uma samambaia que tem mais expressões que ele. E olha que ela é de plástico.Mãe é mãe, paca é pac
a, mulher é tudo vaca (filme mais misógino de 2008) - Difícil decidir. Na categoria comédia, vai pra Amigos, Amigos...Mulheres à Parte, em que um nojento é contratado para aterrorizar ex-namoradas a fim de convencê-las que os homens com quem saíam eram maravilhosos. Na categoria independente, vai para The Foot Fist Way. Na categoria aventura, vai para Procurado, em que a Angelina Jolie faz uma assassina aparentemente muda que ensina o James McAvoy o valor de maltratar a namorada e a chefa gorda. Bombas que não precisei ver pra saber que são bombas - Mas a dúvida persiste
: por que alguém ainda produz lixos como Nem por Cima do meu Cadáver, Espartalhões, Guru do Amor, O Grande Dave (Eddie Murphy está determinado a fazer parte de todas as listas dos Piores do Ano), Jogo de Amor em Las Vegas, A Liga da Injustiça (foto), Super-herói: o Filme, Um Amor de Tesouro, Micos no Espaço, Zohan - o Agente Bom de Corte, e O Melhor Amigo da Noiva. Aposto que todos passaram em Joinville.Faço Tudo para
Agradar a Direita-Cristã (filme mais retrógrado do ano) - Hancock. Tá tudo lá: cinto de segurança causa morte (os conservadores são contra o governo mandar usar cinto), baleia encalhada na areia não merece viver, mulher com super poderes deve fingir ser frágil para não humilhar o marido, a lua é território livre e pode ser propriedade capitalista e, num dos vários momentos homofóbicos do filme, Hancock enfia a cabeça de um homem no ahn, como direi, ânus do outro. O único ponto negativo pros conservadores é que o sup
er-herói é negro.Como era Peludo o meu Mamute (pior representação histórica do ano) - 10,000 A.C. Dinossauros, mamutes, tigres dente de sabre, e humanos, tudo na mesma época. Junte a isso pirâmides, jardins suspensos da Babilônia, e metade dos selvagens falando inglês, e temos aí uma salada russa.
Homem mais sexy vivo, com esse penteado? (pior desperdício de homem bonito) - Ewan McGregor e Hugh Jackman, recém-eleito o homem mais sexy de 2008, não dizem a que vieram no tenebroso A Lista - Você Está Sozinho Hoje? O Hugh ainda usa um penteado à la Hitler. Só falta o bigodinho.
Desenterraram os Mortos e Não Precisavam (pior volta de coisa antiga) - Empate técnico entre Rambo 4, Arquivo X: Eu Quero Acreditar, e Agente 86. Nenhum desses filmes é tão terrível, mas eu consigo pensar em como torrar 200 milhões de dólares (chute pra quanto custaram os três juntos) em troços mais nobres.
Todas as atrizes viram a Gloria Menezes quando envelhecem (pior plástica do ano) - Meg Ryan, com os lábios tão cheios de colágeno que mal consegue falar em Mais do que Você Imagina. Em Mulheres - o Sexo Forte ela também deve estar assustadora, mas não tive o desprazer de ver o filme.
Preguiça Mata (idéia mais mal-aproveitada do ano) - Jumper. O filme todo podia ser promissor, porque é sobre um carinha que consegue se teletransportar pra onde quiser, sem os efeitos colaterais de A Mosca. Mas o que ele decide fazer com tanto poder? Se teletransportar do balcão da pia até a geladeira! Tô falando sério (e lembremos que os americanos ensinam que “com grande poder vem grande responsabilidade”).Blame it on Rio
(pior tratamento dado a um país por um filme americano) - Sex and the City, em que a patricinha Charlotte se recusa a comer qualquer coisa num resort cinco estrelas no México. O filme, pra provar que ela tinha razão em suspeitar daqueles cucarachas asquerosos, a faz ficar doente após engolir duas gotinhas d'água enquanto toma uma ducha. Repito: isso não num cafofo no meio do México, mas num resort cinco estrelas só pra turistas!
Cai Fora do meu Playground (pior filme infanto-juvenil) - Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor. Garotos contratam um vagabundo (Owen Wilson, que recentemente tentou suicídio na vida real, talvez sem relação com o filme) para protegê-los de valentões na escola. Deu muita vontade de sair no meio, mas aguentei firme.
A direita inventou que há uma guerra contra o Natal - e teve gente que acreditou.É sempre difícil escrever sobre Natal (e outras datas comemorativas) sem cair nos
clichês, mas vou tentar. Ano passado eu falei da campanha que a direitista Fox News, através de um de seus âncoras, Bill O'Reilly, fazia a favor do Natal nos EUA. “Ué, Natal precisa de campanha a favor? Já não faz parte da agenda majoritária?”, a gente pode se perguntar. Bom, este é um truque que os grupos pertencentes ao padrão dominante vêm adotando. Ao invés de assumir que mulheres, negros e homossexuais merecem sim direitos iguais, eles inventam que há uma guerra contra o homem branco hétero, impedindo que ele seja livre e másculo como foi desde o começo dos tempos, tadinho. Cotas para negros em universidades? Isso é que é racismo, não o fato de negros não terem acesso à educação superior. Casamento gay? Ora, isso
é uma ameaça ao sagrado matrimônio, que, pra ser sagrado, só pode ser entre sexos opostos. E aquilo de sempre: feminismo pra quê? As mulheres já não conseguiram muito mais do que queriam? Vamos ignorar que, no ritmo que está, vai levar 87 anos (!) pra que elas recebam o mesmo salário dos homens no Brasil. Portanto, a estratégia é fingir que as minorias estão tendo espaço demais e que isso equivale à extinção do grupo dominante. A mesma coisa
com o Natal. Há gente, muito pouca gente, já que ateus não representam mais que 10% da população, que nos EUA desejam “Happy holidays” (algo como “boas festas”) ao invés de “Feliz Natal”. Isso representaria uma afronta ao cristianismo. Ano passado a Fox divulgou que havia vencido essa guerra, e que o Natal estava salvo. Só que não foi bem o que aconteceu. Neste Natal, vário
s grupos de ateus estão se manifestando com cartazes que vão do inocente “Imagine no religion” (“imagine não haver religião”, como cantava John Lennon) a algo mais provocativo como o que anda circulando nos ônibus de Londres, “Provavelmente Deus não existe. Agora pare de se preocupar e curta a sua vida”. Mas o que realmente despertou a ira da Fox este ano foi uma placa colocada ao lado de um presépio em Seattle, dizendo
: “Não existem deuses, demônios, anjos, paraíso ou inferno. Religiões são mitos e superstições que endurecem os corações e aprisionam as mentes”. Nessas horas (e em muitas outras) a direita cristã americana acha que liberdade de expressão tem limites. O'Reilly, indignado, compara esse cartaz com a Ku Klux Klan se manifestando contra negros numa comemoração pró-Martin Luther King. A Fox acredita em Papai Noel, mas não na existência de algo chamado privilégio masculino (que engloba privilégio branc
o, hétero, cristão etc, e que é a vantagem de ser maioria). De qualquer jeito, por mais que eu não tenha o mínimo apreço pela Fox, discordo dessas provocações por parte dos ateus. Primeiro, porque são totalmente infrutíferas. Ninguém vai ver um cartaz desses e pensar: “Puxa, é mesmo! Vou parar de crer em Deus!”. Obviamente que os ateus têm todo o direito de expressar sua opinião, só não considero o método eficaz, e nem entendo bem o motivo. Eu sou atéia. Lá em casa
, meu pai era filho de judeus comunistas e era ateu. Minha mãe era (é) católica, mas das mais relaxadas. Eu e meus irmãos não fomos batizados. Hoje vejo, por um desenho meu, dos meus dez anos, que eu nem tinha uma imagem de Cristo na cruz (note que eu pensava que ele havia sido pregado ao contrário! - clique para ampliar). Mas fomos colocados numa escola católica, o que criava alguns conflitos. Todo mundo comungava, e a gente, que era obrigada a ir às missas escolares, só olhava. As freiras me influenciaram e, com treze anos, eu decidi que queria ser uma. Virei muito religiosa. Eu rezava o terço todo dia e forçava meu pai, ateu, a ir à igreja comigo todo domingo. Ele ia porque me amava. Eu me preocupava com o que as freiras diziam sobre pessoas não batizadas irem pro inferno. Não achava aquilo justo, porque me considerava uma santa. Sério: eu fantasiava, enquanto rezava na capela da escola, que ocorreria um terremoto em São Paulo, que uma estátua
cairia em cima de mim, que eu morreria soterrada e seria imediatamente canonizada. Sempre que eu falava pro meu pai que precisava ser batizada, ele respondia “amanhã”. Minha fase católica durou um ano, depois passou. Havia atrito demais entre o meu cristianismo e o meu feminismo. E eu nunca mais fui religiosa, nem quando meu amado pai morreu, ironicamente num domingo de Páscoa. Mas eu acredito nas pessoas, e creio que a religião pode ser benéfica pra muita gente. Natal não é uma
data muito especial pra mim, já que eu e o maridão não temos filhos e não trocamos presentes. Mas há toda uma ceia especial, com torta de frango e um enorme bolo de chocolate ao invés do tradicional peru e panetone, e aprendi que no Natal a gente pode comer sem sentir culpa. Não fico deprê. Tento é me aproveitar do espírito natalin
o das pessoas. Por exemplo, mais gente fica revoltada se um carro em alta velocidade atropela um cachorro em pleno Natal (como aconteceu na minha rua) que em outra época. Eu tento mobilizá-las, com a esperança que, se pararem de atropelar cães no Natal, talvez a lição dure pelos outros 364 dias do ano. Eu sou manipuladora assim, mas, apesar de atéia, não sou má pessoa. Boas festas!
Amor sofrido: eu fico vesgo e de cabelo em pé só de olhar pra você. Vocês vão
ficar pálidas(os), vão até querer sugar meu sangue, mas eu adorei Crepúsculo. Achei uma graça, um épico romântico. Só não vão esperando um filme de terror, porque aí já é propaganda enganosa. Certo, é um troço sobre vampiros, mas nem todo sanguessuga mete medo. Deixe-me contar um tiquinho da trama pra quem não conhece o filme que estourou nos EUA ou o grande sucesso editorial que virou a série de livros (já no quarto volume). Seguinte: Bella (Kristen Stewart, a filha da Jodie Foster em Quarto do Pânico e a quase namorada do protagonista em Na Natureza Selvagem) é uma adolescente que vai pruma vila chuvosa no norte dos
EUA passar uma temporada com seu pai (Billy Burke, de Banquete de Amor. Eu sabia que por trás daquele bigode havia um homem interessante). Crepúsculo já é diferente porque a escola onde ela vai parar não é uma selva urbana. Todo mundo trata Bella bem. Mas ela se apaixona perdidamente por Edward, um esquisitão (Robert Pattinson, que foi Cedric em algum Harry Potter da vida) que, após alguma resistência, também fica caidaço por ela. Ela repara que o rapaz é estupidamente branco, não come, lê pensamentos (não os dela), tem força fenomenal, e conclui: o meu amor é um vampiro.
Só que ele não é um vampiro qualquer. É um vampiro vegetariano, ou seja, só come animais que caça, não humanos. Ele define assim sua mísera existência: “é como comer tofu pro resto da vida”. Pra piorar, ele já tem uns cem anos, embora pareça ter uns 25 (17, jamais). Nesse século de existência, aparentemente, ele ainda não comeu ninguém (até comentei com o maridão: “Viu o que a falta de sexo faz com a pessoa? Ela fica pálida!”).
A gente sabe que o Edward é virgem porque ele mora com outros vampiros vegetarianos iguais a ele, e parece que vampiros se acasalam com o mesmo par pra vida inteira, como os pombos e os católicos, como já disse o Woody Allen. Ele deseja muito a sua amada (que o deseja mais ainda), mas teme perder o controle com ela e deixar de ser vegetariano, se é que vocês me entendem. Tanto que a melhor fala do filme é quando um vampiro do mal (ou seja, não vegetariano) sente o cheiro dela, olha pro seu colega de vampirismo, e pergunta, malic
ioso: “Ah, você trouxe um lanchinho?". Um crítico americano que não gostou de Crepúsculo o chama de duas longas horas de coito interrompido, mas concordo mais com um outro, que disse que a abstinência sexual nunca foi tão sexy quanto aqui. O filme é totalmente erótico. Inclusive, tem um beijo ultra sexy, que espero que concorra aos prêmios adolescentes de melhor beijo do ano. Enquan
to as meninas da minha sessão suspiraram alto, os meninos não demonstraram o menor respeito. Nessa parte do beijo, eles começaram a gritar, em coro: “Língua! Língua!”. Hereges! Os efeitos especiais são tenebrosos, mais ou menos como em Buffy, A Caça-Vampiros. Eu gostei da Kristen, mas o Robert é um canastra total. As caras e bocas que ele faz são pra rir mesmo, e a platéia compareceu. No entanto, lá pela metade, depois de uma hora de filme, ele se sai muito bem. A gente se acostuma com ele. Mas o começo é
decididamente complicado. E é tudo estranho, porque a diretora Catherine Hardwicke (do forte Aos Treze) cria tensão insistindo em close ups extremos. E aí eu olhava pro Robert e pensava: por que o batom dele é mais vermelho que o da Kristen? A realidade é que Crepe tem um toque andrógino. Percebam que não são apenas os vampiros machos que querem transformar Bella
em merenda. As vampiras também. E aqui há algo que não entendo. Ninguém fala nisso, parece que é assunto tabu, mas, se vampiro só toma sangue humano fresco (em Entrevista com o Vampiro o Tom Cruise passa muito mal ao beber o sangue de um menino já morto), então nós mulheres não precisaríamos exatamente ser mordidas, certo? Entre três e sete dias por mês, quase toda mulher e
m idade fértil poderia ajudar os vampirinhos a não morrer de fome. Não sei se algum livro fala disso, mas é sério. Imagino que, talvez, o patriarcado dos vampiros (porque vampiro é um bicho bem patriarcal, convenhamos) pense que nem South Park - “não confio num ser que sangra todo mês e não morre” - mas olha, taí uma dica. Vampiros, tomem nota. Mas, voltando ao sexo, porque tudo em Crepe gira em torno disso, lá pelas tantas Bella descobre que seu namorado não tem cama, e ele conta que não dorme, logo, pra que cama? Tá, sei que ele é virgem, mas alguém precisa explicar pro rapaz que cama não é só pra dormir. O mari
dão, por exemplo, usa a cama pra ver TV. E eu gosto de ler na cama. Aí eu fiquei com pena dos vampiros: eles não comem, não dormem, não transam, e repetem o segundo grau eternamente. Quem quer viver pra sempre desse jeito? Eu até perguntei pro maridão: - Você gostaria de viver pra sempre sem nunca mais fazer amor com a sua Lolinha? - Não, claro que não! Que pergunta perversa!
- E você aguentaria ficar toda a eternidade sem nunca mais comer manga? - Puxa, agora você pegou pesado. Perversão tem limite! Eu fui ver Crepúsculo como eu gosto - virgem, sem saber nadica da história. Só depois fui ler que ele é baseado numa história da Stephenie Meyer que já vendeu 20 milhões de cópias, e que ela é uma dona de casa mórmon. O filme caiu no meu conceito? Um pouco, admito, p
rincipalmente porque os mórmons não são o povo mais feminista do mundo. Mas, até agora (virão mais filmes por aí), não achei a trama machista. A protagonista corre perigo, mas ela não é passiva. Pra começar, ela quer transar. Quando ela diz que “sabe muito bem o que quer”, ela não está falando de passar o resto da vida de mãos dadas com o seu cara pálida. E eu até gosto da idéia de ter um homem carinhoso que me siga, proteja e idolatre o tempo inteiro (ainda que por que ele não tenha muito mais o que fazer), que me veja dormir, que
me leve pra passear nas árvores (quer dizer... Talvez ficar pulando de galho em galho não seja o meu sonho de consumo, mas namorar o Edward é quase como ter o seu personal teletransportator), que faça toda a minha lição de casa na escola, porque ele já conhece essa matéria de cor e salteado. E ainda tem a vantagem d'ele não querer um pedaço do meu chocolate. Não fazer mais sexo por toda a eternidade é um pequeno preço pra se pagar em troca de tudo isso.
Gente boa, acho que vou postar apenas um post por aqui hoje, tirando o das buscas absurdas do Google. Espero que vocês não se importem. É que tem pouca gente por aqui esta semana. Parece que todo dia é sábado em número de visitas! Espero que vocês estejam completamente de férias. Eu não estou. Preciso acabar um capítulo da tese e escrever outro inteirinho. Detalhe: até o final do mês. Eu fico querendo sair por aí, passear, dormir até tarde, ler o que quiser, e não posso. Muito triste. Mas não desapareçam, por favor. Aqui continua tendo post todo dia. Aproveitem este post meio sem tópico e escrevam sobre o que vocês quiserem: assuntos pendentes de outros posts, conversas paralelas, o que vocês vão comer na ceia de natal, presentes que vão dar ou receber, se natal é uma data deprê pra vocês, enfim, o que der na telha. Por falar em telha, torçam pelo maridão, que hoje jurou que vai subir no telhado pra trocar uma telha quebrada que vem provocando uma baita goteira no quarto de hóspedes (a gente é muito chique!)... há uns dois anos. Parece aquela piadinha do português dizendo “Seu gato subiu no telhado”, mas não é. Ou melhor, espero que não seja.Ah, tive uma idéia: vai aí uma foto da minha mãe, vulga La Mamacita, que também atende pelo nome de Nelly. Pode ser que vocês estavam curiosas(os) pra saber como ela é.
Mãe com pincéis em frente a sua casinha (que fica nos fundos da minha). Não sei se dá pra reparar na camiseta do Obama que eu trouxe pra ela dos States.
Mãe com pudim de café. Esse pudim é tão bom, gente... Nem queiram saber. Hoje ela nem vai chegar perto do computador. Está preparando a ceia de amanhã. Opa, tem uma cauda de gato Cal no canto direito da foto. Só reparei agora. Gato é tão onipresente, não?
Pois é, juro que não sei por que cargas d'água o Google costuma trazer pra cá muitas buscas por relações sexuais entre cavalos e humanas. O leitor zoófilo fica muito desapontado por cair do cavalo, assim dizer, e não volta mais. Eu dou nota 1 pra essa gente frustrada sem muitas alegrias na vida. Já quem chega aqui procurando o Al Pacino tem boas chances de se dar bem, e dou nota 5 de satisfação. A menos que sejam Pacinos não-identificados, como você verá a seguir.
Sexo com cavalo para assistir o treile - Ah, tá. À primeira vista, fiquei preocupada que você fosse um dos vinte tarados que entram aqui toda semana procurando vídeo pornô entre mulheres e pôneis. Mas agora notei, pela construção da sua frase, que você só quer um cavalo pra assistir a um trailer, é isso? Não sei se o pobre equino vai se interessar muito pela sua vida sexual, porque cavalo não é muito de se misturar com jumento. Nota 1.O vaticano condena casar grávida - Condena, mas felizmente os métodos condenatórios do Vaticano mudar
am bastante da Inquisição pra cá. Hoje você tem boas chances do Vaticano simplesmente não saber quem você é. A menos que você seja a Luciana Gimenez. Nota 2.Pacinos trepando – não sei o que são pacinos. O Al se multiplicou? Ou é mais uma dessas buscas por sexo equestre? Nota 1. Antônia você parece uma lagarta listrada - Já chegaram três buscas assim aqui, e não podem vir todas da mesma pessoa. Até porque não conheço nenhuma Antônia. Lagartas listradas há várias no meu jardim, mas não quero papo com elas. Enfim, se eu me chamasse Antônia, encararia como um insulto, e responderia assim, na lata, “e voc
ê se parece com uma lagartixa vesga”. Opa, agora que procurava uma imagem, vi que a frase vem de um poema do Manuel Bandeira. Entendi porque o narrador teve que ir-se embora pra Pasárgada. Só sendo amigo do rei pra se dar bem com mulheres depois de chamá-las de lagartas. Nota 1.Queria achar um filme mais não lembro o nome só lembro que era um vento que passava e matava as pessoa - eu sou nuvem passageira, que com o vento se vai. Pode ser Fim dos Tempos? No
ta 2.Fazer daloud de reler filmes de sex com cavalo - Lembra de quando os distribuidores brasileiros traduziram o filme do Jim Jarmusch, Down by Law, pra Daunbailó? E o pessoal chiou? Eram uns visionários, esses distribuidores. Agora download virou daloud numa boa. E este leitor é muito sofisticado. Tudo bem, ele procura filmes de sexo equestre, como tantos outros, mas este é pra reler. Ele quer fazer uma releitura de vídeo pornô, analisar ângulos de câmera, ironia nos diálogos, essas coisas. Por uma vez por todas, zoófilos: aqui no blog não tem nada de sexo com animais. Eu nunca montei num cavalo, e a recíproca também é verdadeira. Obrigada. Nota 1.Jogo de meninas mas tem quece legal - Ah bom, foi bom que você especificou que tem que ser um jogo legal. Eu só conheço jogos antigos do século passado, como amarelinha, que eu brincava com os meninos também. Os jogos que têm que ser legais podem ser uni
ssex? Tipo, eu adorava jogar futebol. E pega-bandeira, essas coisas. Como disse uma leitora outro dia, nessas eras pré-históricas a gente só ficava dentro de casa se estivesse doente ou se houvesse uma tempestade lá fora. Nota 1. Coisas que van no cavalo - Motorista e turista vêm à mente. Mas eu deveria ficar feliz. É o primeiro cavalo que van ao blog em muito tempo sem estar ligado à zoofilia. Nota 1.