Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

QUINZE ANÕES DE BLOGUINHO!

Olá, pessoas queridas! Semana passada este bloguinho que vos fala chegou aos inacreditáveis quinze anos de idade!

Eu nunca sei a data exata em que comecei o Escreva Lola Escreva, só que foi no final de janeiro de 2008, quando eu estava no meio do meu doutorado-sanduíche em Detroit. Já fazia tempo que eu queria ter meu próprio espaço com total liberdade editorial, mas não sou programadora, entendo muito pouco de internet, e não tinha ideia como fazer um blog. Então pedi pro Silvinho, que estava comigo em Detroit (ao lado, foto da época, no apê que alugávamos), aprender tudo que fosse urgente, e lançamos o blog. Depois disso foi tudo com a ajuda de vocês! 

Comemorei uma década de bloguinho em 2018

Eu me lembro até hoje quando o maridão, a meu pedido, tirou uma foto da tela do computador, porque eu queria compartilhar alguma estatística do blog com vocês. Aí um leitor querido e sarcástico escreveu nos comentários: "Lolinha, por favor, me diga que você não tirou uma foto da tela!" E foi aí que ficamos sabendo da gloriosa existência do print screen

Selo de 11 anos, em 2019, feito pela designer gráfica Veronica Sauthier

Bom, quando comecei, se alguém tivesse me dito que o blog ainda estaria vivo em 2023, eu não acreditaria. Até porque o auge do blog, em termos de visitas e popularidade, foi em 2013. Dez anos atrás! E acho que não estou falando apenas daqui quando eu digo isso. O tempo dos blogs passou. Ficamos obsoletos. Plataformas mais visuais, como o Instagram, YouTube, TikTok, tomaram conta. O Facebook acabou com a caixa de comentários dos blogs. 

Selo de 12 anos do blog, já com o traço inconfundível do Cris Vector

Então nem sei por que insisto. Não é mais pelas estatísticas, até porque o único contador de visitas que já usei teve um treco (em 2014 ou 2015), e nunca instalei outro. É porque aqui é um registro. Ainda que o sistema de buscas do Google (que também é o sistema interno de buscas do blog) esteja cada vez pior, tem muitas vezes que procuro algo que escrevi e ainda consigo encontrar. E isso ajuda bastante, é como um diário. Mas admito que os últimos quatro anos do governo fascista me deixaram exausta. Eu e muitas outras ativistas fizemos parte da linha de frente da resistência a Bolso. Não foi nada divertido. Mas sobrevivemos. E agora estamos cheias de esperança de que o Brasil possa ser reconstruído e que a extrema-direita seja varrida do mapa (bom, não será. O Congresso que toma posse hoje tá cheio dessas figuras grotescas).

Estou recarregando as energias. Ainda estou um pouco de férias. Mas não creio que voltarei a postagens diárias. Uma coisa que estou devendo desde 2019 é escrever um livro. Tem que ser prioridade! E claro que tem meu trabalho na faculdade, que não para (meu currículo Lattes não me deixa mentir). Mas estou otimista. 2023 será um ano bom. 

Agradeço muito a todas e todos e todes vocês que me acompanham. E ao lindo Cris Vector, que fez os selos comemorativos do blog (e também a ilustração do meu canal no YouTube, o Fala Lola Fala, que preciso retomar) nos últimos quatro anos. Ele hoje é um dos ilustradores mais celebrados e importantes do Brasil, reconhecido internacionalmente, e faz selo aqui pro meu humilde bloguinho. É ou não é uma honra imensa? 

Sinceramente, não sei até quando manterei o blog. Ando sonhando com a aposentadoria, mas falta ainda. Como sou sempre transparente com vocês, não se preocupem, que antes de tomar qualquer medida drástica, eu aviso, explico, me despeço. Não vou simplesmente sumir. Só não falo tudo por questões de segurança, porque, infelizmente, as ameaças e ataques, que começaram em 2010 ou 2011, continuam. Mas vou levando, sem medo.

Vai dar tudo certo! Antes este era apenas um lema sem muita convicção de uma eterna otimista. Mas agora, com o Brasil novamente no rumo, é uma certeza. 

domingo, 30 de janeiro de 2022

QUATORZE ANOS DE BLOG!

Semana passada meu bloguinho completou 14 anos de vida!

Comecei o Escreva Lola Escreva enquanto fazia doutorado-sanduíche em Detroit, Michigan. Foi no final de janeiro de 2008. Não lembro a data exata do primeiro post, algo entre os dias 24 e 27 de janeiro. Muita gente pensa que o blog existe desde 1998, já que há posts dessa época. É que, ao iniciar o blog, busquei outros artigos meus que estavam perdidos por aí na internet e os coloquei aqui, com a data da publicação original (é por isso que eles praticamente não têm comentários). A maior parte foi escrita para o jornal catarinense ANotícia, pois fui colaboradora lá entre 1998 e 2011. 

14 anos de blog é uma eternidade, e muitas vezes dá preguiça de escrever. Mas geralmente é por falta de tempo mesmo. Vou tocando o blog. Não será para sempre!

Pra comemorar, pedi pro grande artista Cris Vector fazer um selo comemorativo. Vocês podem vê-lo aí no lado direito da barra do blog, e também em cima neste post. Ele se baseou nesta foto ao lado de quando eu tinha uns 12 anos e meio, em Búzios. 

O Cris é um amor, e ele fez os selos pra celebrar também os 12 e 13 anos do meu bloguinho (aí em cima).

E também a ilustração do meu canal no YouTube, o Fala Lola Fala, que preciso retomar (parei em novembro porque, com a reforma-monstro aqui em casa, não havia silêncio). Conheci o Cris pessoalmente em SP, em 2019. Ele me deu este lindo quadro, que estava pendurado provisoriamente num quarto, mas agora está num lugar com mais destaque. Quando eu terminar de colocar todos os quadros (muitos da minha mãe), vou tirar fotos e colocar aqui. E vou encomendar quadrinhos dos três selos comemorativos. 

E vamu que vamu! Muito obrigada a todas e todos vocês que não cansam de ler o blog e que me acompanham há tanto tempo. E aos que estão chegando agora também! E também a quem divulga e conversa comigo no Twitter. E a quem colabora com guest posts, informações, ilustrações, comentários... Vocês são demais! Obrigada por tudo.


quarta-feira, 15 de setembro de 2021

TÃO BOM RECEBER ELOGIOS DE VEZ EM QUANDO

Primeiro eu recebi este tuíte da Bianca:

Eu acompanho o blog da Lola desde os meus 13 anos. Há mais de 10 anos! Eu não sabia muito sobre feminismo, política, questões sociais. E posso dizer que 80% do que sei hoje, foi pela iniciativa dela. Sou muito grata pelo conhecimento que ela me proporcionou.

Eu dei RT e passei a segui-la, e aí ela me mandou esta DM, que publico com sua permissão: 

Que gratificante você "perto". Sempre quis te contar isso um dia. Uma amiga minha do ginásio, de 12 anos, filha de pernambucanos, me apresentou seu blog. Na época, por mais que ela tivesse apenas 12 anos, ela era extremamente empoderada e assumiu ser lésbica pra sua família. Claro, foi muito difícil. E ela me apresentou seu blog. Eu tenho 24 anos e não perdi um post seu sequer. Apresentei para os meus pais, que também são esquerdistas. Meu pai, o único cara hétero que eu admiro, admirou muito seu trabalho! Sempre que posso, eu apresento seu trabalho para outras pessoas. A maioria mulheres, mas tem homens que se interessam também. Eu estou MUITO emocionada por você ter lido no meu tweet que acompanho seu trabalho há mais de 10 anos. E eu era uma criança. Mas o que eu quero te dizer é OBRIGADA.

Agradeci muito (é bom receber elogios e carinhos). E perguntei se poderia publicar seu comentário, e, em caso afirmativo, com seu nome. Ela respondeu: 

Meu nome é Bianca Vizza, pode publicar com o meu nome sim, Lola. Não sei se você já recebeu algo assim, de uma quase adolescente que lia seu blog há tantos anos... é um orgulho imenso pra mim, e me ajudou muito no meu processo de saber quem realmente sou, de respeitar as pessoas, raças, admirar culturas, ajudar o próximo... hoje eu já não sei se as coisas funcionariam como funcionavam há 11 anos, porque naquele tempo não existia tanta tecnologia e status. 
Hoje os adolescentes querem aparecer mais que os outros, ser melhores do que os outros. Ser popular no facebook, instagram (não tenho facebook). Eles esquecem de acompanhar as questões sociais do país e do mundo. Eu vim muito de baixo. Quase passei fome, meus pais me tiveram por um acidente e ainda assim fizeram de tudo por mim pra que eu me tornasse quem sou hoje. Mas o que quero dizer é que quem dera que as garotas de 12, 13 anos tivessem essa oportunidade de conhecer o seu trabalho e absorver o conhecimento que você transmite. Desde que acompanho seu blog, eu mudei muito minhas concepções e tenho orgulho de quem me tornei. Pode publicar o que quiser, Lola. Com meu nome sim. Somos mulheres, temos que estar juntas, não nos ocultar, não nos calar.

sexta-feira, 5 de março de 2021

PEDINDO AJUDA AOS QUERIDOS E QUERIDAS QUE ME LEEM

Pessoas queridas, faz tempo que não faço isso, desde junho de 2019! Mas agora preciso pedir uma doação pra quem pode ajudar.

Como vocês sabem, minha vida não está nada fácil. Eu e Silvio estamos cuidando sozinhos da minha mãe, que está muito doente, incurável. Tem sido um baque pra gente desde o início de janeiro, que foi quando ela parou de andar. E estamos tendo que aprender tudo. Não temos cuidadora porque eu imaginava que o lockdown estava próximo. E também porque não sabemos quanto tempo minha mãe ainda ficará com a gente. Como disse a geriatra, podem ser dias, semanas ou meses.

Isso vem afetando muito meu dia a dia. Parei com quase tudo, menos as aulas e o blog. Não recomecei o curso de extensão. Estou recusando praticamente todos os convites para lives e palestras. Creio que a semana que vem, do dia 8 de março, será a primeira em mais de onze anos em que não vou participar de nenhum evento. Fico triste com esse cenário, mas realmente estou sem ânimo e sem tempo. 

Além disso, tem todas as ameaças dos misóginos, que esta semana estão menos piores que na semana passada, mas continuam. Hoje a uma da madrugada recebemos um telefonema aqui em casa. A gente nem atende mais, só tira do gancho. Mas estou fazendo novos boletins de ocorrência, que estão sendo investigados pela Polícia Federal e Civil. E o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (do qual faço parte desde 2016) aqui do Ceará deve voltar em março, ainda bem. Mas não fiquei desamparada nesse tempo sem o programa, em parte graças às denúncias que faço no Twitter. E estou em contato com delegadas que vem sendo muito prestativas.

Esta semana tive uma péssima notícia. Fiquei sabendo que a pena do misógino neonazi Marcelo Valle Silveira Mello, que me atacou sem trégua durante cinco anos consecutivos (entre 2013 e 2018, e antes também, em 2011/12), foi reduzida de 41 anos para apenas onze. A justiça removeu suas condenações por terrorismo e coação no processo. E ele foi considerado semi-inimputável por autismo. Felizmente um habeas corpus pedindo progressão da pena para o regime semiaberto e transferência do Presídio Federal de Campo Grande (onde ele está desde abril de 2019) para Curitiba acabou de ser negado. 

Como Marcelo é reincidente, precisa cumprir no mínimo 30% da pena em regime fechado (até agora cumpriu 16%; foi preso em maio de 2018). E isso se tiver bom comportamento, o que parece não ser o caso -- a transferência para Campo Grande foi justamente porque ele fez ameaças via celular enquanto estava preso no Paraná. Nos próximos dias escreverei um post só sobre isso. Mas digamos que não me deixa feliz a possibilidade de saída da prisão de um criminoso que diz ter como missão infernizar a minha vida, e que jurou que iria contratar um matador de aluguel para executar a mim e ao meu marido. 

Apesar de todas as ameaças e ataques, foi Marcelo que me processou -- duas vezes -- e não o contrário. Até agora, nunca processei ninguém. Só entrei com reconvenção contra outro mascu, ex-comparsa de Marcelo, Emerson Eduardo Rodrigues, quando ele me processou. Ele foi condenado a me pagar R$ 25 mil de indenização por inúmeras calúnias e difamações, mas óbvio que nunca vai pagar, até porque fugiu do Brasil (agora eu vi que o YouTube removeu o meu vídeo em que eu falava desse processo que ganhei do Emerson!).

Até hoje, já respondi a quatro processos de mascus, outros dois de caras cuja existência eu desconhecia, e um, que ainda está em curso, embora bem parado, de um professor (não posso falar porque está em segredo de justiça). Não perdi nenhum, mas em três eu tive que fazer um acordo para encerrar o processo, e em dois desses (que não tinham relação com feminismo), eu tive que pagar uma quantia em dinheiro. Não posso entrar em detalhes para não dar ideia. Porém, fico indignada ao ver que meu bloguinho, que não dá lucro algum, ainda me faça pagar acordos processuais! 

Portanto, peço a quem puder ajudar, a quem ainda tem emprego, me fazer essa contribuição. Você pode ajudar com qualquer quantia no Paypal, ou depositar numa das minhas duas contas (uma no Banco do Brasil, agência 3653-6, conta 32853-7, outra no Santander, agência 3508, conta 010772760), no meu nome oficial, que é Dolores Aronovich Aguero, CPF 102.945-058-73 (nem tem por que esconder o número; os misóginos já o divulgam, junto ao meu endereço residencial, há anos). Ah, a pedidos, abri uma PIX! A chave é meu email, lolaescreva@gmail.com. E eu tenho Apoia-se!

Tenho evitado ao máximo pedir qualquer tipo de doação durante a pandemia, porque sei como está difícil pra todo mundo. Mas esse último valor eu tive que pagar em janeiro, e causou um rombo nas nossas finanças pessoais. Como vocês sempre colaboraram quando precisei, e como muita gente diz "Avise quando precisar de ajuda", estou aqui pedindo. Agradeço desde já. E continuo lutando, não vou parar!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

DE REPENTE 13

Pessoas queridas do meu coração, hoje comemoro treze anos de blog! E comemoro em grande estilo, com o selo que o grande ilustrador Cris Vector fez pra mim. 

Nunca estive tão linda num desenho! Nem naquele selo que o Cris fez ano passado, pra marcar os doze anos do Escreva Lola Escreva, nem na ilustração que eu uso pro meu canal no YouTube, o Fala Lola Fala. Muitíssimo obrigada mais uma vez, Cris!

Aliás, meu canal está paradão. Por favor, inscrevam-se pra que ele cresça e eu me inspire a fazer mais vídeos. Eu acho que comecei o canal em junho de 2019 (um ano e meio atrás), e o número de inscritos não sai muito do lugar (agora está em 15 mil).

Estou passando uma fase muito difícil que envolve a saúde da minha mãe, que tem 85 anos e 8 meses e mora com a gente (eu e Silvio) desde 1998. Ela não está nada bem, e não sabemos (não tem como saber) se é uma questão de dias, semanas ou meses. Não há o que fazer. Não me sinto confortável pra falar nisso agora, não porque seja um tema tabu (todos nós vamos morrer um dia), mas é que parece estranho não contar tudo pra ela e, ao mesmo tempo, contar tudo pra um monte de gente. Ela está lúcida e sem dor, que é o que realmente importa.

Estamos tristes, mas conformados. E minha mãe participou bastante de toda a história deste blog. Quando eu o comecei, no final de janeiro de 2008, ela estava em Joinville, morando sozinha, cuidando dos bichinhos que tínhamos na época (nosso incrível cãozinho Hamlet tinha acabado de morrer de velhinho, e os gatos Calvin e Blanche andavam bem, jovens ainda). Ela também ficou surpresa com o crescimento do blog em pouco tempo. 

Creio que ela tinha (escrevo no passado porque ela não acessa mais internet, dorme grande parte do dia, não tem vontade pra mais nada, não consegue mais andar) uma relação de amor e ódio com o blog. Por um lado, ela se sentia muito próxima de várias comentaristas frequentes, falava sempre delas. Ela mesma comentava como "La Mamacita", sempre demonstrando muito orgulho de mim. 

Por outro lado, ela odiava os trolls. Lembro quando fui viajar durante algum feriado, anos atrás, e pedi pra que ela fizesse a moderação dos comentários do blog, porque pra onde eu iria podia não ter internet, e também porque eu queria descansar, me afastar das redes sociais por uns dias (faz bem!). Ela topou, eu ensinei pra ela, ela moderou, e quando voltei ela me pediu pra nunca mais pedir aquilo pra ela de novo. Ela disse que os comentários de ódio faziam muito mal pra ela. 

Já naquela época muitas das ameaças de morte, estupro, tortura e desmembramento já a incluíam, uma senhora idosa que nunca fez mal a ninguém. E também incluíam o maridão. Eu decidi que, no que dependesse de mim, essas ameaças não chegariam até ela. Ela não precisava saber. Acho também que ela ficava tão confusa quanto eu às vezes: por que tinha tanto misógino xingando e ameaçando uma reles blogueira feminista e sua família? De fato, não faz qualquer sentido.

Minha mãe festejou comigo cada aniversário do bloguinho, cada vitória (ganhar e não perder processos), cada indicação a prêmios. De vez em quando ela falava sobre algum post comigo, embora não comentasse mais no blog. Ela era adorada por todos os alunos e alunas dos meus cursos de extensão na UFC, que ela frequentou ativamente até 2018, quando a maldita chicungunha, aliada à velhice, foi tirando sua mobilidade, sua independência. 

Aniversário de 85 anos,
maio 2020

Se der tempo e alguma agente da saúde vier aqui vaciná-la contra a covid (ela está no primeiro grupo e foi cadastrada), podem ter certeza que eu vou tirar foto e colocá-la no blog e no Twitter. Apesar dos 85 anos, ela nunca viveu nada parecido com esta pandemia. 

Bom, gente, é isso. Era pra ser um postzinho de comemoração de uma eternidade no blog, acabou virando esta coisa meio deprê. Infelizmente, não acho que minha mãe estará aqui no 14o aniversário do blog, mas sei do carinho que tanta gente que passou e ainda passa por aqui nutre por ela. Obrigada!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

12 ANOS DE BLOG

Pessoas queridas, hoje meu bloguinho faz 12 anos! 
Eu em Detroit 12 anos atrás
Na realidade não sei o dia exato em que comecei o blog, apenas que foi no final de janeiro. Era 2008 e eu estava congelando de frio em Detroit, na metade do meu doutorado-sanduíche. 
Muita gente acha que comecei em 1998, porque aqui tem posts dessa data, mas não, foi em 2008 mesmo. 
A professora Carla Rizzotto fez
do meu blog seu objeto de
pesquisa (leia artigo aqui)
É que bem antes disso, desde março de 98 (até o final de 2011), eu escrevia pro jornal catarinense ANotícia. E, quando comecei o blog, tratei de encontrar o máximo de artigos meus que estavam online para colocá-los aqui. 
Comecei o bloguinho sem saber praticamente nada de blogs (ou de internet em geral), e continuo sabendo muito pouco, só o básico. Agora que os blogs estão quase mortos é que não vou aprender mesmo! Mas eu sigo adiante. 
Algumas e alguns de vocês devem ter notado que em junho eu comecei um canal no YouTube, o Fala Lola Fala (por favor, inscrevam-se e apareçam de vez em quando!). De lá pra cá fiz uns vinte vídeos. Estou com 11,300 inscritos, beeem devagar. Por enquanto, vou tocando, mesmo sem grande ânimo.
Eu gosto mais de escrever. Meu problema é, e sempre foi, a falta de tempo. Como vocês sabem, eu não vivo disso. Tenho uma profissão (professora universitária) que exige muita dedicação. Quem é professor(a) sabe.
Não sei quanto tempo vou continuar com o blog e com o canal. Penso em parar de trabalhar (diferente da aposentadoria, que é só quando eu chegar aos 60 mesmo) daqui a alguns anos, e a ideia é parar com tudo, até com o blog. Mas não sei ainda se é isso mesmo que eu quero. 
Grande emoção: almocei com
Laerte em fevereiro do ano
passado, em SP
Só sei que 12 anos de blog é muito, muito tempo, uma eternidade! Mas vou persistindo. Podem deixar que tudo aqui é transparente. Eu nunca abandonaria vocês de repente. Avisaria antes, explicaria. Eu não escondo nada, e o pior: não tenho nada a esconder. Digo "pior" porque não seria emocionante se a minha vidinha fosse cheia de aventuras, contas de banco na Suíça, vários amantes e coletivos secretos, como fantasiam os trolls? Mas não é. É só isso mesmo. What you see is what you get. Não reclamo: eu adoro minha rotina sem sobressaltos. 
Gostaram do selo pra comemorar os doze anos? Foi o Cris Vector que fez! Ele é um artista incrível que fez também a arte do meu canal. Fico super feliz com todas as colaborações fantásticas que consigo. Meu muito obrigada a todxs vocês!
Bom, pra celebrar o aniversário do blog, vou sortear um livro que recebi da editora Matrix. Ainda não tive tempo de ler, chegou esses dias. É Enfrentando o Dragão: O Despertar do Feminismo na China, da jornalista Leta Hong Fincher. Parece fascinante, pois mostra a luta das mulheres para tentar derrubar o patriarcado num sistema autoritário. Se você quer receber este livro, deixe um comentário com seu nome na caixa de comentários. Mas apareça pra conferir depois, porque vou fazer o sorteio já já. 
Abração e muita força pra resistir, pessoas!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

MUITO OBRIGADA A TODXS POR UM ANIVERSÁRIO MARAVILHOSO

Pessoas queridas, ontem foi meu aniversário de 52 anos, e foi um dia tão bom que preciso contar mais detalhes.
Passei o dia num hotel próximo à Av. Paulista para uma reunião chamada Diálogos Feministas com algumas blogueiras e sindicalistas. Foi muito produtivo. E foi ótimo rever pessoas que admiro tanto, como a Charô Nunes, do Blogueiras Negras.
Enquanto eu estava lá, um querido seguidor do Twitter veio me conhecer e me trouxe cannolis de lembrança!
Pouco depois apareceu o Cris Vector com um presente divino. Contei pra vocês anteontem que vou lançar um canal no YouTube (espero que semana que vem!) e que pedi pro Chris, que é ilustrador, fazer um desenho de mim pra usar pra vinheta 
(o Nando Penteado, que é músico, está cuidando da parte musical). Cris fez este belo desenho e ontem ele me trouxe a ilustração emoldurada, pronta para decorar uma das paredes da minha casa. Amei! Aliás, todo mundo amou. Quando mostrei pras participantes do encontro, houve muitos aplausos ao desenho.
As mulheres do encontro foram muito gentis em se lembrarem do meu aniversário. 
Elas providenciaram um delicioso bolo de chocolate (fazia anos que eu não apagava velinha!), e me deram um livro incrível de presente, Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, da imprescindível bell hooks. Será muito útil tanto pro livro que vou escrever quanto pra publicação no pós-doutorado. 
Além disso, todas nós recebemos dois livros que parecem ótimos: Feminismo popular e lutas antissistêmicas, de Carmen Silva, e A razão neoliberal: economias barrocas e pragmática popular, de Verónica Gago.
No longo trajeto do hotel pro aeroporto de Guarulhos, dividi um táxi com a Laura, Dione e Sophia, e foi muito bom conversar sobre política com militantes tão antenadas. 
Fui super paparicada, no blog e principalmente no Twitter. Foram centenas de mensagens carinhosas, felizes com as novidades, me desejando uma vida longa. Estou me sentindo muito amada!
E agora acabei de chegar aos R$ 3.951 nas doações de vocês. Agradeço imensamente a Luzete, Uliana, Tiago, Claudia, Anita, Iuan, Paulo, Wilson, Karol, Flavio, Victoria, Luciene, Nibelung, Claudia, Patrick, Raphael, Daniel, Adriana, Solange, Danielle, Isabella, Maria, Regina, Flavio, Rosane, Tatiana, Zé de Abreu, Flavia, Adriana, Deborah, Edileuza, Cintia, Camila, Marcia, Joyce, Angela, Natalia, Henrique, Thais, Denise, Joana, Christine, e quatro pessoas que não consegui identificar. Além dos colaboradores frequentes no PayPal: Emerson, Bernardo, Sidney, Patrick, Mariana, Nelson e Marcus.
E a todxs que não puderam colaborar financeiramente mas ajudaram na divulgação. Desta forma vou pagar o acordo de R$ 4 mil e encerrar o processo. Acho até que vou comprar um microfone pro canal no YouTube se sobrar um pouquinho.
Aos mascutrolls que se aproveitaram que a moderação dos comentários ficou parcialmente desligada nos últimos dias e vieram xingar e me acusar de "ladra", vão catar coquinho na esquina! Devem achar que todo mundo é corrupto como o presidente deles. E isso que eles têm um guru que ganha cerca de 300 mil por mês com o curso eterno de filosofia online, e ainda assim pede dinheiro pra pagar multa por impostos que sonegou ou pra gastos em hospital (ele não explica). Só sei que nada dá mais raiva a um reaça do que o pessoal doar pra ativistas. No meu caso, eles fazem campanhas (sério!) pra que ninguém colabore. Afinal, sou professora universitária; logo, sou rica.
Ah, fiz o sorteio do livro Um guia Pussy Riot para o ativismo. Coloquei todos os nomes aqui (excluí os unknowns e anônimos), e pedi pro Random gerar um número entre 1 e 129. Deu 66, que é... o Claudio Rabelo, um comentarista querido do Twitter. Parabéns, Claudio!
Também fiquei feliz que o número gerado foi a data do meu niver, 6 do 6. E pra completar os presentes, hoje vocês me fizeram chegar a 80 mil seguidores no Twitter, que é a população de uma cidade média!