sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CRÍTICA: AMIGOS, AMIGOS, MULHERES À PARTE / Enquanto isso, na ficção, homem é pago pra aterrorizar ex-namoradas

Porta aberta e sorriso Colgate pro terrorista emocional.

Fico pensando se odiaria tanto Amigos, Amigos... Mulheres à Parte (My Best Friend's Girl) se eu estivesse passando por uma fase menos feminista, agora que estou meio radical e muito revoltada mesmo. Mas acompanhe esta minha crítica, veja o trailer, confira o filme, quiçá, e me diga se esta não é a comédia mais misógina dos últimos tempos (uma honra e tanto, considerando a vasta concorrência). É a história de um rapaz meigo, mas totalmente chatinho (Jason Biggs, de American Pie), que se apaixona pela Kate Hudson (filha da Goldie Hawn, e ainda não entendi o que mais ela fez pra merecer uma carreira. Ah, sim: Quase Famosos). Como Kate quer ser apenas amiga dele, Jason contrata seu primo e melhor amigo, Dane Cook (de Maldita Sorte, e o irmão de Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, que estréia hoje no Brasil), pra traumatizá-la tanto que ela vai voltar correndo aos seus braços. Esse é o trabalho de Dane: praticar “terrorismo emocional” com as mulheres, pra que elas percebam que os paspalhos com quem namoram são na realidade carinhas incríveis.
Apesar de Amigos ser uma comédia romântica, gênero que tem o sexo feminino como público-alvo - e foi triste ouvir várias espectadoras morrendo de rir no cinema -, o filme não foi feito apenas para mulheres. Tá cheio de iscas pra homem. As cenas num bar de strip tease, por exemplo, não estão lá só pra humilhar a Kate, mas pra satisfazer o público masculino.
Há também um grande merchandising de cigarro que deve incomodar ambos os sexos. Quando aparece a
companheira de quarto da Kate, a câmera desce, um pouco fora de foco, pra mostrar o maço de cigarros de onde vem aquelas baganas que os personagens vão usar incansavelmente. Não dá pra ver direito, mas até eu, que não só não fumo como sairia por aí cortando cigarros, entendi qual marca é. E ninguém fuma em vão num filme. Tem um lobby tremendo da indústria tabagista por trás de cada cena e de cada personagem que dá umas tragadas, como provou Obrigado por Fumar. Aliás, acabaram de descobrir que já rolava dinheiro na época em que o cigarro estava associado apenas a glamour. A indústria pagava mais de cinco milhões de dólares por ano para que Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Bette Davis, Joan Crawford e tantos outros fumassem em todos os seus filmes.
Mas voltando a Amigos. A comédia inteira é machista, porque promove que mulheres adoram cafajestes (uma idéia amplamente difundida, que tenta justificar o comportamento de muitos homens, invertendo a lógica: não são os homens que não prestam, são as mulheres que não prestam por gostarem de homens que não prestam), que amizade de verdade só existe entre homens, que relacionamento entre mãe e filha não é nada, perto do de pai e filho. Mas a enorme ofensa - essa pra entrar pro Guinness - vem do personagem do Alec Baldwin, que faz o pai do Dane. Tudo bem incluírem um velho mulherengo. O problema foi a profissão que encontraram pra ele: professor de uma universidade conceituada. E professor logo de quê? De Women's Studies! Já deve fazer uns quarenta anos que Women's Studies se tornou um curso importante nas universidades americanas. Lá se discute feminismo, problemas de gênero, autoras etc. Nem sei se existem professores homens nos EUA dando esse curso. A enorme maioria é mulher, e feminista, lógico. Aí no filme temos um nojentão mulherengo dando o curso?! E todas as alunas são gostosonas jovens que aparentemente só aparecem nas aulas pra transar com o professor (uns 40 anos mais velho que elas)?! E a assistente dele (um cargo prestigioso nos EUA) só tem importância por fazer sexo com ele? Não sei se estou conseguindo transmitir como tudo isso é agressivo. É meio que tentar jogar no lixo 40 anos de feminismo.
Mas, claro, isso é fichinha se comparado ao que deve ser a cena mais perturbadora que eu vi numa comédia recente. É a do Dane dizendo como vai ficar a namorada do Jason depois que ele aprontar com ela: não vai conseguir dormir, vai ter ataques de choro constantes, e (ele imita o gesto) vai tremer durante horas debaixo de um chuveiro, tentando se lavar. Ao que o Jason responde: “Weird, but sweet” (“Esquisito, mas doce”). Esses sintomas que Dane descreve são típicos sabe de quê, né? De vítimas de estupro. Ah, os homens vêem graça em cada coisa! Eu também queria viver num mundo em que estupro fosse uma piada, não uma ameaça. E olha o slogan do filme: “It's funny what love can make you do” (é engraçado o que amor te faz fazer). Estranho, “engraçado” não é exatamente a palavra que me vem à mente quando penso no que o “amor” fez Lindemberg fazer com Eloá.

24 comentários:

Babs disse...

Nossa, já não queria ver, mas depois dessa crítica acho que nem de graça na tv eu consigo assistir isso.
ODEIO essas comédias românticas...

Pernambucobebendoparaomundo disse...

Lola, tuas críticas são óóóteeemas.
Noutro post eu dizia que era lugar comum as comédias hollywoodianas redundarem em drama, complemento que Hollywood, salvo raras escessões, só consegue produzir drama, comecem como drama, comédia ou tragédia...
Esse filma aí talvez seja uma dessas excessões, de "comédia romântica" passa a ser tragédia, a tragédia cotidiana de metade (pelo menos) da humanidade...
E a solução para um "final feliz" parece estar bem longe, apesar da heróica batalha que a militância de gênero (e todas as militâncias anti opressão) trava há algumas décadas.
Ontem eu fiquei desesperado, ao escutar meu filho cantando "um tapinha não dói", e eu perguntei onde ele tinha escutado e ele: "molecada", um DVD que seria para crianças, que meus pais, inocentemente, acharam que seria "pra crianças"...

Claudemir disse...

Lola, vc chegou a ver Baby Mama nos EUA? O filme chegou essa semana nas locadoras e tenho grande vontade de ver, já que a protagonista é a Tina Fey.

lola aronovich disse...

Babs, em geral comédia romântica é muito ruim mesmo. Mas tem umas que ainda por cima são hiper machistas. Mulher deve gostar muito disso, porque é impressionante que o público feminino continue vendo (e, na sessão em que eu estive, na última sexta, se divertindo) essas gosmas.


Clau, sim, vi Baby Mama nos EUA. Até tenho algumas anotações. Estranho o filme ter ido direto pra dvd aqui. Ainda quero escrever sobre ele, Forgetting Sarah Marshall, Rebobine por Favor, Stop Loss, e Dan in Real Life (que estréia hoje no Brasil com o título Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada). São todos filmes que eu vi nos EUA e tenho tudo anotadinho (se não eu não me lembraria de nada), só falta encontrar tempo pra colocar essas anotações em forma de texto.

lola aronovich disse...

Gio, obrigada pelo elogio. Essa comédia é uma tragédia mesmo. Talvez alguém veja algum ponto “feminista” no filme, já que a persongagem da Kate “responde”, com palavras, aos insultos do Dane. Bom, responder já é alguma coisa, mas qual a vantagem de responder e se apaixonar por um crápula ao mesmo tempo? O filme é MUITO sexista.
Ai meu Deus, acredita que eu nunca tinha parado pra pensar que músicas como “Um tapinha não dói” chegam aos ouvidos (e bocas) das crianças? Que péssima influência! E aí, como vc conversou com o seu filho?

Paula disse...

Lola, sinceridade parei com este filmecos a la block buster. Cheguei a ver o site do torrent anunciando este filminho, confio no seu bom senso quando defende os nossos direitos que foram conquistados ao longo dos anos. Por isso nao perderei o meu tempo assitindo isto.

Mudando de assunto voce por um acaso conhece o pessoal do making off, tem uma grande variedade de filmes estrangeiros de qualidade, se tiver oportunidade:

www.makingoff.org

So estou comentando sobre este site, porque te considero uma mulher inteligente e seletiva em relacao aos filmes que assiste.

* me perdoe a falta de acentuacao, moro no Japao e infelizmente o meu computador tambem eh japa.

Babs disse...

Lola, em geral nas comédias românticas as mulheres são sempre as idiotas, ups, digo princesas, que esperam se casar com o "principe", o "the one". E não importa o quão bem sucedida ela seja, é sempre esse mito de que a mulher "precisa" de um homem porque senão não pode ser feliz.
Eu me pergunto quantas das minhas amigas realmente "precisam" de um homem, ou apenas perpetuam aquela lavagem cerebral que toda mulher ouve desde pequena.
Quanto a mim, eu não preciso de um homem. Precisar é necessidade, é algo pejorativo, como se não pudesse viver sem.
Aqui com meu namorido eu sou feliz sem "precisar" dele, sabe como?
Amar pra mim não é "precisar", é muito mais... Deixa pra lá que já ficou longo demais...
Abraço!

meire disse...

hahaha...quando vi o tal Jason Biggs(eeek) na capa nem deu vontade de assistir e agora, menos ainda.

Pernambucobebendoparaomundo disse...

"E aí, como vc conversou com o seu filho?"
A forma que a gente tem encontrado pra dar enfrentamento a isso é não chamar atenção (e fazer sumir com a causa). Há alguns meses tinha uma "música" horrível http://www.sempretops.com/letras/forro/avioes-do-forro-chupa-que-e-de-uva/, e conseguimos fazer com que ele esquecese usando esse método. Afinal ele tem apenas 2 anos, não dá pra contra-argumentar (ainda), e principalmente pq, ariano e descendente de minha estirpe (rsrsrs), é teimoso que só

Claudemir disse...

Vale a pena alugar o filme?
Vc já viu este novo video onde a Sarah Palin assiste as imitações feitas pela Tina fey?
http://www.youtube.com
watch?v=br5jGTlX7sU
Adoro a participação do Alec Baldwin.

João Neto disse...

Lola:

Acho que você tem razão em reclamar de misoginia explícita e em implícita em filmes porque incentiva a proliferação do cafajestismo masculino, porém, você ha de concordar comigo: esse negócio de mulher gostar de cafajeste, não é preconceito. E um fato. Você, eu, e muitos, já vimos a história da moça que larga um cara super bacana para ficar com um que não vale nada e acaba se dando mal. Não quero generalizar, as mulheres não confessam, mas adoram um "nojentão mulherengo".
Se não é assim é a impressão que se tem e, talvez, por isso esses filmes chauvinistas.

Masegui disse...

Lola, (off topic)

Localize-se: Minha terra, Ponte Nova, é distante de BH 180Km. Melhor ainda, 70km de Ouro Preto!

Eu já gostava desse Pernambucano de uma figa por causa da cachaça... depois do texto do post anterior, virei fâ de carteirinha! Vixe mãe do céu, êta cabra porreta!

Tina Lopes disse...

Essa filha da Goldie Hawn pra mim virou sinônimo de porcaria, com exceção do Quase Famosos que já não é grande coisa. Tipos uma Meg Ryan cover. E esse tipo de comédia não me interessa nem de longe. Nem vendo de graça quando os telecines ficam abertos. Mas eu amo o Alec Baldwyn. Tá. Tenho esse defeito. Adorei até a bronca que ele deu na filha.

L. Archilla disse...

João, não é q mulher "gosta" de cafajeste. acontece q ela é treinada desde pequena para ser passiva, obediente, objeto sexual, etc. quando vai procurar um parceiro, acaba optando pelo que vai encaixar melhor na personalidade que foi moldada nela. aí vem o gosto pelos cafajestes. gosto este que é reforçado pela mídia, pela indústria cinematográfica, pela sociedade...

sem falar nos homens, q são treinados pra serem agressivos, competitivos, superiores às mulheres, ou, na melhor das hipóteses, cavalheiros para as damas. qd se deparam com mulheres q não se submetem, ou q simplesmente não precisam de um cavalheiro, e sim de um companheiro, não se interessam.

esse modelo (mulher submissa/homem dominador) se reproduz, então cria-se um círculo vicioso... e como as crianças tendem a formar vínculos de acordo com o padrão dos pais + reforço social + reforço midiático, oq vemos são zilhões de mulheres q gostam de cafajestes. mas não é por isso que é "natural"... :)

Masegui disse...

Lolinha,

Você disse por aí que o companheiro maridão jogou um torneio esses dias... Pô, "manda" ele comentar e botar as partidas no blog.

Andrea Cristina disse...

Ai Lola, super absurdo uma coisa dessas. O jeito é boicotar mesmo. Acompanhei essa semana seus textos sobre o caso Eloá, mas com a corrida de final de semestre eu apenas rascunho o comentário na cabeça e nao venho escrever (so sorry). No dia que li aquele seu texto sobre a culpa da mídia fiquei muito p***. Fui ver os vídeos, e é algo revoltante mesmo. Mas resumindo, acho q o problema neste caso não foi um grande erro (assim como vc pede pra votar na enquete, eu votei) mas sim uma combinação de erros que resultou nisso. O papo vai ser este por algumas semanas, vai ser a mesma coisa que foi no caso Isabella, todo mundo só fala disso em qq lugar q eu vou (as vezes chega a ser annoying) mas daqui a algumas semanas algum outro caso substitui, e vamos nos acostumando. Acho q no meu caso, fico com aquele comentário q não sei quem postou: "pára o mundo que eu quero descer".

Enfim, continuando o tópico violência. Assisti essa semana o filme Nunca Mais (Enough) de 2002, com a Jennifer Lopez. Passou na tv a cabo, não é nenhum marco do cinema mundial (hehe) caso vc ainda nao tenha visto. Mas gostaria de falar dele pois o filme marca algo que poucas mulheres fazem quando sobrem abuso (fisico/psicologico) que é denunciar. É um filme legal pra assistir no meio desse debate de violência contra as mulheres.

Abraço, e não deixe de postar, te leio todo dia (nas férias quero ficar menos invisível).

Paula Reis disse...

Lola, assisti ao trailer com o maridão (CALMA! O MEU), enqunato esperávamos o início de Mama-Mia, que você mandou eu assistir e, tipos, eu fui, porque, meu eu sou pau-mandado, mas é de pessoas ótemas (mas isso eu já disse) e, quando terminou, nós olhamos, um pra cara de outro de dissemos em uníssono: QUE BOISTA! Porque nós temos a boca suja, mas please, não deu. Engraçado que tinha um casal acima de nós que riu muito durante a exibição do tal trailer e quando nós tivemos essa reação, eles ficaram meio que indignados. Eu mereço? Devo merecer, né? Eu não vou ver nem morta! Pra quê? Meu coraçãozinho tão purinho já anda tão cheio de ódio, tadinho...
Uia, eu tô firme nesse lance de ser primeira, hein! Já bolei uma estratégia, fala pro povo ficar com medo que tô que nem i Luiz Hamilton. Abraços.

lola aronovich disse...

Paula, tudo bem, nem esquenta com a falta de acentuação. Isso não é crime. Quando eu usava o computador da universidade no meu escri nos EUA, tampouco podia acentuar. Não, não conheço o pessoal do making off. Vou dar uma olhada, obrigada.


Babs, tem toda a razão: as comédias românticas, de modo geral, só perpetuam essa ladainha que mulher precisa de homem e que o príncipe encantado existe.

lola aronovich disse...

Meire, é, eu posso viver numa boa sem ver as comédias com o Jason Biggs.


Ah é, não deve ser fácil argumentar com uma criança de dois anos, Gio. Talvez dar muita atenção à música só piore a situação. Mas puxa, como é difícil “proteger” as crianças dessas porcarias do mundo!

lola aronovich disse...

Clau, se vale a pena alugar o filme? Ele não é ruim. Se vc é fã da Tina Fey, o que tem a perder? Uns 5 reais e duas horas da sua vida?
Não vi o vídeo, e também não consegui abri-lo. Manda de novo?


João, cuidado ao citar “fatos”. Vc conhece estatísticas que provem isso que mulheres gostam de homens cafajestes? Primeiro, como determinar o que é um homem cafajeste? Se é ser um mulherengo, posso te dizer que não conheço uma só mulher, pelo menos entre as minhas amigas, que gostam disso. Mas sim, devem existir algumas mulheres que gostam de cafajestes algumas vezes. Eu só não conheço nenhuma. Até conheço mulheres que acabaram se casando com mulherengos, mas dizer que elas gostam é pedir demais.

lola aronovich disse...

Mario Sergio, Ponte Nova, ok! Vou tentar lembrar. Qual a população mesmo?
Concordo contigo sobre o pernambucano de uma figa! Se bem que nunca fui fã dele por causa da cachaça...


Tina, Quase Famosos eu só vi uma vez, e gostei, mas não amei. Ela tá muito bem no filme. Mas sério, o que mais ela fez? Só filme ruim! A Meg Ryan tinha mais sorte com os filmes. Sobre o Alec Baldwin, sou fã dele desde a ponta que ele fez em O Sucesso a Qualquer Preço. E ele tá fantástico na série 30 Rock. O problema é que ele se especializou em um só tipo de papel (que ele faz melhor que ninguém, claro). Em Amigos Amigos ele liga o piloto automático e vai. Sem charme algum! Que bronca que ele deu na filha?

lola aronovich disse...

Lauren, obrigada pela resposta que vc deu ao João. Mas, francamente, eu não conheço mulher que gosta de homem cafajeste. Talvez o meu círculo de amizades seja limitado, mas...Se uma mulher diz pro seu círculo de amizades que o marido/namorado a traiu, as amigas são bem solidárias.


Mario Sergio, tem uma lista tão grande de coisas pro maridão fazer que eu nem te conto... Eu cobro atualizações no blog todo dia. Ah, e faz mais de um mês que pedi um guest post pra ele. Até agora, nada. E depois vc fica chateado quando brigo com ele.

lola aronovich disse...

Andrea, ah, é bom saber que vc acompanha o blog, apesar de não poder comentar. Eu nem sei como ainda consigo atualizar o blog diariamente E comentar, com todas as coisas pendentes que preciso fazer...
Sim, claro, já já o caso Eloá sai da mídia e entra um novo escândalo/tragédia na pauta. Acho isso de só falar numa coisa péssimo.
Sobre esse filme com a Jennifer Lopez, eu acho que vi, mas não lembro muito dele. Existem poucos filmes que falem sobre esse assunto da violência doméstica, tão presente na rotina de tantas mulheres no mundo. Talvez, se o cinema não fosse um meio quase tão exclusivamente masculino, o tema seria mais comum.
Torço pra que cheguem logo as férias e vc se torne menos invisível por aqui. Abração!


Paula, mas e aí, a senhorita que faz tudo que eu mando (já falei pra mandar chocolate pro meu endereço?) gostou de Mamma Mia? Putz, o trailer de Amigos Amigos eu vi nos EUA, e na hora pensei: não quero, não quero, não quero! Só que aqui em Joinville a gente não pode escolher muito, ainda mais se quiser manter a média de um filme no cinema por semana.
E tô curiosa pra saber qual sua estratégia pra ser a primeirona nos comentários!

L. Archilla disse...

na verdade, não conheço nenhuma q descreva o homem dos seus sonhos como mulherengo ou desonesto. acontece q é muito comum a mulher suportar traições, agressões verbais e até físicas, justificando que no fundo, no fundo, o cara gosta dela de verdade, só faz isso pq perde o controle, etc.

é bem mais comum ver uma mulher suportando esta situação do q um homem cuja mulher o humilha e ele aguenta calado, por toda essa conjuntura histórica...