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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

COMPRAR OU ALUGAR UM IMÓVEL?

Muitas leitoras queridas, entre elas a Aiaiai, sugeriram que eu alugue uma casa em Fortaleza, ao invés de comprar uma. Bom, em primeiro lugar, talvez eu tenha mesmo que fazer isso, se não conseguir vender minha casinha em Joinville a tempo (até janeiro, mês que vem, ha ha), o que parece bem provável, visto que a imobiliária que contratamos trouxe uma alma pra ver o imóvel em três meses (já mudamos de imobiliária; até agora, nada). E, claro, se não encontrarmos uma casa que nos agrade em Fortaleza, vamos alugar um local e continuar procurando.
Alugar muitas vezes é um bom negócio. Li que, até antes do final da Segunda Guerra, era normal pros americanos de classe média alugarem a casa onde moravam. Só depois de 1945, com a necessidade de se criar uma superpotência econômica, é que foi construído esse mito da casa própria, de que todo mundo deveria possuir seu pedacinho de terra (aliás, prometo que vou encontrar esse artigo fascinante e falar mais sobre ele). Pessoalmente, não acho que alugar seja dinheiro jogado fora, ainda mais se você tiver dinheiro pra comprar o imóvel à vista. Eu li (e recomendo) Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, em que Gustavo Cerbasi indica que alugar é quase sempre mais vantajoso que comprar, contrariando aquele sonho da casa própria. Por quê? Porque se você não gosta do imóvel, pode se mudar sem grande dor de cabeça. Se você troca de emprego, pode alugar uma outra casa mais próxima do trabalho. E até financeiramente vale a pena: aplicando os 170 mil que eu gastaria comprando um imóvel, com juros de 0,6%, eu teria um rendimento de R$ 1,020 por mês. Com um valor mais baixo que esse, imagino, poderia alugar uma boa casa no Benfica (para Cerbasi, para que haja vantagem financeira, o valor do aluguel deve ser aproximadamente metade dos juros conseguidos. Ou seja, no meu caso, eu teria que encontrar um aluguel de R$ 510 mensais, o que me parece meio impossível praquela localização).
Após apresentar vários argumentos em favor do aluguel, Cerbasi diz: "A conclusão que quero levar a vocês não é a de que sempre se deve alugar e nunca comprar. Pelo contrário. A decisão de compra será melhor depois de atingida a estabilidade financeira, profissional e familiar ou quando surgirem oportunidades de real investimento e vocês tiverem recursos para aplicar em algo que multiplique seu capital. Mas será um mau negócio quando os recursos poupados forem insuficientes para comprar uma casa e manter o padrão de vida da família" (81). Quer dizer, eu me encaixo mais na situação em que vale a pena comprar.
Mas a minha situação é um pouco diferente. Tem a minha mãe. Eu gostaria de repetir o esquema que temos em Joinville, de morarmos no mesmo terreno, cada uma com a sua própria casa, separada e independente. Todo mundo sabe o quanto é difícil voltar a morar com os pais depois de adulto. Portanto, eu não gostaria disso, e acho que minha mãe tampouco. O esquema que temos aqui é perfeito: os gatos têm duas casas a sua total disposição, minha mãe cuida da nossa casa quando viajamos, e nós da dela, quando ela viaja, e temos como subsidiar boa parte dos custos dela com internet, água, e telefone. Compartilhamos alguns eletrodomésticos, como a máquina de lavar roupa, por exemplo. E o maridão, vulgo “genrinho querido”, ajuda a consertar coisas. Sem falar que, por enquanto, ela está forte e 100% saudável, mas ela é uma pessoa idosa (embora não aparente pelas fotos — eu quero ter a aparência dela quando crescer), e fica insegura em viver completamente sozinha. O plano era que, se eu passasse num concurso no Acre (eu imaginava que faria concurso pra qualquer lugar), ela voltaria a morar em SP. Compraríamos uma quitinete lá pra ela, e alugaríamos um lugar pra gente no Acre. Mas, assim que ela soube do concurso em Fortaleza, não quis nem ouvir falar de morar em outra cidade que não fosse Fortaleza.
Ou seja, se fosse pra alugar um imóvel em Fortaleza, precisaríamos alugar dois, um pra gente, outro pra minha mãe. Comprando uma casa, daria pra fazer as reformas necessárias pra dividir o imóvel em dois, com duas entradas independentes e duas cozinhas.
Também tem um outro lado referente à isenção fiscal. Quando a gente vende um imóvel, precisa pagar pro governo 15% do valor em cima do lucro. Nossa casa de Joinville está avaliada no imposto de renda como valendo apenas R$ 45 mil. Isso porque, pra subir o valor na declaração, é preciso apresentar notas fiscais indicando melhorias, e já faz tempo que melhorias não são feitas por aqui (a última, que eu saiba, foi quando a rua foi asfaltada e fizemos a calçada). O imóvel daqui se valorizou (está à venda por 128 mil) não por causa de reformas recentes, mas por que toda Joinville se valorizou. O preço dos imóveis realmente subiu muito por aqui. Mas isso não é algo que dê pra detalhar na declaração de renda.
Se a gente conseguir, digamos, 115 mil líquidos pela casa, teríamos que pagar 15% em cima desse lucro de 70 mil. Dá R$ 10,500 só de imposto! Um dinheirão. O governo abre mão dessa grana se o proprietário só tiver um imóvel (nosso caso) e comprar um outro imóvel no prazo de seis meses. Logo, se eu não comprar uma casa em Fortaleza até seis meses depois de vender a minha em Joinville, vou ter que pagar 10,500 de imposto. Acho que não compensa. E tem a mudança também. Por mais que uma mudança na mesma cidade não saia caro, tem todo o transtorno de empacotar caixas e mais caixas. Eu prefiro fazer uma mudança só: de Joinville pra casa mais ou menos definitiva em Fortaleza.
E tem os gatos, que já vão sofrer pra se adaptar ao novo lar. Ter dois novos lares em poucos anos seria demais pra eles, tadinhos!
E mais uma coisinha: todo mundo com quem falei em Fortaleza me disse que a cidade deve se valorizar muito até 2014, quando um dos jogos da Copa do Mundo for disputado lá. O pessoal jura que até lá o metrô sai, e o valor dos imóveis deve subir bastante. Uma pessoa, não lembro quem, afirmou que imóvel em Fortaleza só se valoriza. Quando atinge um patamar, não volta atrás. Só sobe.
Imagina que legal comprar uma casa em Fortaleza por 170 mil, morar lá por uns cinco anos, depois vendê-la por uns 220, e comprar uma casinha num lugar menor e possivelmente mais barato, como, sei lá, João Pessoa? Hein? Hein?

domingo, 6 de dezembro de 2009

AH, VOCÊ NÃO QUER UM SÍTIO. PREFERE UM HOTEL

Lembram que eu falei que queria ter um sítio próximo à Fortaleza e bastante gente respondeu "Mas quem não quer?"? Bom, talvez você não seja de sítio e prefira ter um hotel. É, quem já não sonhou em ter um hotel com restaurante? Pra morar e trabalhar lá, sabe?Tem este aqui, um hotel em Guaramiranga, Baturité (não me pergunte aonde é, só sei que fica na serra do Ceará. Pois é, eu também não sabia que o Ceará tinha serra). Num terreno de 35 mil m2, e 2.432 de área construída. Custa 500 mil. Sabe, o preço de um apê de 120 m2 em Floripa? Porque eu vi alguns imóveis em Floripa, e fiquei pasma. Eu não sei se daria certo ter um hotel, mas admito que isso já passou pela minha cabeça dezenas de vezes. Tipo, toda vez que fico numa pousadinha mais caseira e sou muito bem atendida. O que não entendo é por que, se dá pra mais ou menos se aposentar e viver da renda do hotel, muitas pessoas continuam comprando coberturas e trabalhando sem parar pra pagar essas coberturas.Ok, mostrei praticamente todas as casas, sítios e hotéis que me interessaram vasculhando em vários sites de imobiliarias cearenses. Se algum(a) de vocês for muito minha fã e quiser me surpreender e me dar uma casinha de presente, eu não vou reclamar. O quê?! Pode acontecer, pessoas de pouca fé! Ou senão, olha só: o número de visitas do bloguinho já passou dos 500 mil. Se a cada visita o pessoal pagasse um real, pronto, eu comprava o hotel e convidava todo mundo pra pular nu nas piscinas!

domingo, 22 de novembro de 2009

CASAS INTERESSANTES EM FORTALEZA... E FORA DELA

Eu quero morar em Paraipaba, a 90 km de Fortaleza (você vai ter que ler até o final pra descobrir porquê).

Mais sobre as casas em Fortaleza que pretendo visitar. Mas antes um resuminho dos meus planos.
O ideal, ideal mesmo, se eu tivesse alguma escolha na situação, seria assim: a gente venderia a nossa casa em Joinville agora, mas o comprador nos deixaria ficar (a gente pode pagar aluguel) até o final de janeiro. Eu iria pra Fortaleza pra tomar posse do cargo (se é assim que se chama) mês que vem, olharia umas casas, e voltaria pra Joinville, pra passar natal e reveillon com a família. Iria pra lá de volta em janeiro, compraria uma casa, já faria as reformas, e maridón, mãe, gatos e tralha desembarcariam em Fortaleza no final de janeiro, pra encontrar uma casinha pronta esperando por eles. As aulas começariam no dia 18 de fevereiro, e eu ainda teria umas duas semaninhas pra prepará-las, descansando na nossa nova casa. E daí iria andando pra UFC. Não quero mais nada, eu sei.
Vamos a mais uma casa. Esta eu até gostei. A localização é ótima, a uns quatro quarteirões da UFC. Tem três quartos, 180 m2 de área construída, num terreno de 210 m2. É cara demais pra gente (195 mil), e eles teriam que baixar se quisessem vendê-la pros pobrinhos aqui (pobrinho que paga à vista, mas ainda assim...). Já falei que meu maior sonho de consumo burguês é ter um closet?Não dá pra ter muita ideia de como é a fachada, se há quintal, jardim, ou corredores laterais (que permitam ir à porta dos fundos sem passar por dentro da casa). Olhando assim, minha primeira ideia seria separar a sala em duas. Veem essa divisão entre as salas? Eu fecharia essa separação com uma parede, transformaria o lavabo num banheiro de verdade, com entrada pro outro lado, e essa parte toda (cozinha, despensa, parte da sala, banheiro e área de serviço - foto ao lado) ficaria pra minha mãe, com entrada independente pelos fundos. A gente ficaria com parte da sala (que tem escada pra cima) e todo o segundo andar. Aproveitaríamos este espaço em cima pra fazer uma cozinha pra gente. O maridão não gostou muito da ideia de cozinha em cima, mas se a gente morasse numa casa duplex seria dessa forma, não? Ele diz: "Claro que você não liga! Não é você que tem que carregar o botijão de gás!".Este é o hall lá de cima, que dá pra três suítes. Não entendi o que é esse troço bege do lado. É uma janela aberta?Agora, se a gente pudesse escolher mesmo mesmo, pô, não tenho nem dúvida:Infelizmente, ela não fica em Fortaleza. Fica a 90 km de distância, numa cidade chamada Paraipaba. Trata-se de um sítio de 4 mil m2, com 170 pés de coqueiro. Por R$ 150 mil. É ridículo de grande. Não vou nem colocar todas as fotos pra vocês, mas dá pra ver mais neste site. (Não é propaganda. É que eu acho um desperdício eu não viver nessa casa).Nem gosto muito de piscina, porque dá muito trabalho pra cuidar e é anti-ecológico. E porque afoga gatinhos desatentos que sempre caem dentro quando tentam caçar passarinhos (é uma atração irresistível: se você tem piscina, e tem gato, cedo ou tarde os dois irão se encontrar). Mas dá uma olhada no espaço (churrasqueira ao fundo).Isso aqui eles chamam de área de serviço. Eu chamaria de, sei lá, décima quinta sala.Tudo isso foi no térreo até agora. Vamos pra cima. Esta é a sala do piso superior.Um dos cinco quartos, pelo que contei.Varandinha básica, com vista pras árvores. Eu quero uma pra viver!E aí, quando você acha que já viu tudo, surge a casa do caseiro. Pára, né? Mas talvez 150 mil ainda esteja um pouco acima das suas posses. Que tal então este, por 60 mil? 60 mil, gente, por um sítio de 3,600 m2. É em Iguape. Esta é a fachada.O "defeito" é que tem piscina também. (Se você prestar bem atenção, dá pra ver o portão de entrada lááá no fundo. Eu nunca mais iria encontrar os meus gatos).Não é por nada não, mas entre um sítio e uma kitinete pelo mesmo preço, eu ficaria com o sítio. Quer dizer, com 60 mil reais dá pra virar uma latifundiária!
Por que não tem um sítio desses a quatro quarteirões da universidade, ó deus? Por quê? Por quê?

domingo, 15 de novembro de 2009

CASAS INTERESSANTES EM FORTALEZA, PARTE 3

Sala de uma casa legal, no bairro de Benfica, Fortaleza.

Vou mostrar mais duas casas, ambas no Benfica. Esta tem a melhor localização de todas, realmente imbatível, atrás da Reitoria. Infelizmente, as vantagens terminam aí. O preço é alto, 220 mil (teriam que baixar muito, inclusive porque, em comparação com as outras casas, soa fora da realidade), e as fotos são as piores das piores. Tudo fora de foco, com luz estourada. Precisa ter muita imaginação pra sacar qual cômodo está sendo retratado. Isto deve ser um quarto.Mal dá pra ver a casa, que tampouco parece grande coisa. Acho que é uma cozinha.O terreno é de 150 m2, com 144 de área construída. Difícil, né? Mas semana passada uma leitora de Fortaleza que ainda não conheci pessoalmente, a Grasi, me recomendou um outro imóvel, que parece muito bom. Esse tem cinco quartos (quatro suítes), num terreno de 5,80 x 36. Eis uma parte da sala (a outra parte, com a escada, tá na foto lá em cima, que abre este post).A casa também fica no Benfica, bem o bairro que quero, mas ainda não descobri aonde. Custa 180 mil. Há uma salinha no andar de cima (daria pra fazer uma cozinha aí, se necessário).A cozinha existente já é grande pra chuchu, e notem que a geladeira nem entrou na foto. Dá pra ver que o quarto é enorme porque tem duas janelas. Mas me ajudem a desvendar um enigma. Olhem bem pra fachada da casa. Tem uma garagem grande, e o que parece ser um portãozinho pra entrar (ao lado do número da casa). Não entendi bem o que é o troço verde, mas zuzo bem.O enigma é esse: um ponto comercial. Que tá na descrição do imóvel, mas não na fachada. Então onde fica isso? Numa lateral? Porque, óbvio, a gente não quer um ponto comercial. Teria que remover essa porta de enrolar abaixo (o maridão diz que a foto foi tirada do lado de dentro do imóvel), fechar a parede, colocar uma janela, talvez. Não sei nem de que lado da casa fica isso. E também, se tem um ponto comercial, não pode querer dizer que a rua é movimentada demais? Bom, entre esses dois imóveis, acho que não preciso nem perguntar qual é o melhor. Mas comparem com os outros que já postei aqui também, se puderem. E se souberem de mais algum, mandem! Domingo que vem tem mais.

domingo, 8 de novembro de 2009

CASAS INTERESSANTES EM FORTALEZA, PARTE 2

Vista do estádio no bairro de Benfica (opa, estádio é problemático).

Sei que os ânimos estão exaltados com o negócio da Uniban, mas como no domingo eu sempre tento colocar um post mais levinho, vou continuar com a minha saga dos imóveis que ando vendo (apenas virtualmente) em Fortaleza.
Esta casa parece muito boa, e o preço está um pouco abaixo do mercado, “só” 150 mil. Mas não sei nada sobre ela, nem a área total construída, a área do terreno, nem o endereço exato, só que fica no bairro que procuro, Benfica. A descrição diz que “o imóvel tem duas salas, cinco quartos (sendo quatro suítes), todos os banheiros com blindex, cozinha planejada, WC social e escada no granito”. Esta é a cozinha, e parece boa. O que me preocupa é que aquilo lá no canto é uma máquina de lavar roupa, né? Essa é a área de serviço? Tem uma sala bem bonitinha, com uma ótima escada. São dois quartos na parte de cima, pelo que entendi. E mais detalhes não tenho. Pra piorar, a imobiliária responsável por esta casa não parece das mais competentes. Já mandei dois emails pedindo mais detalhes e até agora, nada. O dinheiro que estamos pretendendo gastar com tudo, não sei se estou fora da realidade, é uns 80 mil. A gente venderia a casa daqui por uns 115 a 120 mil, líquidos, e compraria uma casa de 170 mil em Fortaleza. Mais a mudança, reforma na casa, compra de móveis e tal, daria uns 80 mil no total que teríamos que desembolsar (uns 50 mil pra casa e 30 mil pro resto).
Há um corretor que parece ser o mais competente. Eu falei pra ele o que queria, e ele, que tem uma imobiliária em outro bairro, no Cambeba, foi até o Benfica, andou por lá, encontrou umas casas à venda, e me mandou as informações. Bem razoáveis. Esta custa 170 mil, tem um terreno de 11 x 21, e três quartos. Não parece muito grande. Eis parte da cozinha. O que não gostei é que todos os pisos da casa são diferentes. Não tem um piso igual. O maridão diz que não liga pra isso.Ainda vou ver muitas casas quando eu chegar lá. A Manu, inclusive, mora nessa região e prometeu me ajudar a procurar. Sem falar que a mãe dela foi corretora de imóveis. Se vocês tiverem alguma outra dica, sou toda ouvidos. Não acabou! Tenho mais casas pra mostrar. E aí, qual o veredito para essas casas aqui?