segunda-feira, 20 de maio de 2019

LIÇÃO DO DIA

Adorei este tuíte, porque tem tudo a ver com a realidade.
Tá cheio de cara dizendo que só quer transar sem compromisso, namoro sério nem pensar, casamento nunca. E tudo bem, tá cheio de mulher querendo exatamente a mesma coisa. É ótimo quando esses dois seres héteros se encontram, ainda que a sociedade não os veja da mesma forma. O homem tá de parabéns, já a moça é uma vadia promíscua. Mas dane-se o que a sociedade vai dizer.
O problema é quando o cara que diz que é completamente desapegado se zanga quando vê que a mulher também é. Muitos homens têm a autoestima nas alturas (case in point: o presidente catastrófico espalhando que foi escolhido por Deus) e se acham a última bolacha do pacote, então como assim se a mina não o desejar como marido?!  
Nos meus tempos namoradeiros, no século passado, na década de 80, todos os meus casinhos eram sem compromisso. Eu deixava isso bem claro desde o começo. E tudo ia bastante bem até, sei lá, o terceiro encontro, quando o sujeito via que eu realmente o queria só pra sexo. É impressionante como tem cara que não lida bem com isso. Eu só pensei que a situação tinha mudado três décadas depois. Mas não.
Portanto, siga a dica da tuiteira acima: "Foi só uma transa, você tá emocionado?"

sexta-feira, 17 de maio de 2019

OS MELHORES CARTAZES TSUNAMI DA EDUCAÇÃO, PARTE II

O governo realmente deu um tiro no pé. Mexeu com educação, mexeu com todo mundo. Quem em sã consciência é contra universidades e institutos federais? 
As pessoas querem entrar numa universidade pública, não querem fechá-las! As fake news contra a educação superior não adiantaram, e agora muita gente identifica Bolso como o maior inimigo da educação.
Resultado: o fascistinha comprou briga com as pessoas erradas!
Nunca vi tanta gente falar de impeachment do Bolso como hoje. E isso só cinco meses depois do início do mandato! E sem reação dos bolsobots!
E preparem-se, porque já tem protesto marcado pro final do mês. Dia 30 vai ser maior.
Fiquem com mais imagens inspiradoras da grande manifestação nacional de quarta. Outros cartazes magníficos aqui.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

OS MELHORES CARTAZES DO PROTESTO TSUNAMI DA EDUCAÇÃO, PARTE I

Depois do post de ontem, muita gente passou a me mandar imagens de cartazes maravilhosos que viram nas manifestações também maravilhosas de ontem, essas manifestações que estão só no início e que ainda vão derrubar o governo fascista. 
Eu disse no Twitter que estava selecionando imagens, e isso fez mais gente me enviar ainda mais fotos de cartazes incríveis. São tantas que não cabem todas num post, então vou fazer dois. Aqui a segunda parte.
Queria contar a história por trás de cada imagem, mas não tenho essas informações. De qualquer jeito, na maior parte, são cartazes fantásticos que falam por si. 











quarta-feira, 15 de maio de 2019

BOLSONARO, OS ESTUDANTES NÃO TÊM MEDO DE VOCÊ

Os protestos pela educação e contra os cortes determinados pelo governo fascista foram sem dúvida um grande sucesso.
Houve manifestações em nada menos que 173 cidades, incluindo todos os 26 estados e o Distrito Federal. Milhares de jovens, professores, servidores, sindicalistas, pais de alunos, trabalhadores etc tomaram as ruas. A UNE estimou que 1,5 milhão de pessoas saíram para protestar hoje. No Twitter, pelo menos três hashtags dominaram os primeiros lugares dos trending topics durante o dia todo (#TsunamiDaEducação, #TodospelaEducacao, #NaRuaPelaEducação). 
Eu saí cedo para ir à Praça da Bandeira, em Fortaleza, que estava lotada. Partimos de lá em passeata até chegar em frente à Reitoria da UFC. Foi uma delícia cantar na rua "Bolsonaro, vai se f*der, os estudantes não têm medo de você" (outra versão diz "a juventude não têm medo de você". Ambas são lindas). 
Campinas hoje
Não sei se teve mais gente que o Ele Não, no final de setembro do ano passado, que foi a maior mobilização liderada por mulheres na história do país, e que também contou com inúmeras jovens. Mas é certeza que o presidente dos ignorantes sentiu. Ontem ele chegou a ligar na frente de doze parlamentares para o sinistro do MEC, pedindo que o corte fosse cancelado. Pouco depois o governo recuou, chamando os deputados de mentirosos. É assim que Bolso quer aprovar a reformar da previdência -- sem construir bases e atacando possíveis aliados.
No entanto, esse gênio da política e da vida teve a pachorra de chamar os manifestantes de hoje de "idiotas úteis". Vindo dele é elogio. Pois bem, idiota maior da nação, somos nós que vamos te derrubar. Pode marcar aí. Os protestos de hoje foram o começo do seu fim. Tem que ser muito estúpido mesmo pra subestimar a força da juventude. Foram os estudantes que derrubaram Collor. E foram os estudantes que deram a maior lição de resistência à toda esquerda em 2016, quando ocuparam escolas e universidades. 
Fico feliz que não sou a única que pensa assim. Faz uma semana, recebi este texto de Marcos Levi Nunes, educador social, graduando em Filosofia e mestre em Sociologia. No domingo publiquei outro texto dele sobre a importância dos cursos que Bolso quer cortar. Aqui Marcos aposta nos estudantes como a maior oposição contra Bolso. Eu aposto neles também.

O que é mesmo balbúrdia?
Primeiro atacaram as ciências humanas, Filosofia e Sociologia, mas nada fizemos. Depois anunciaram o corte em três universidades e ainda não havia pneus queimados nas veias do Brasil. Logo mais anunciaram que o talho de 30% se estenderia para todas as universidades e não se ouvia o som de uma frigideira sequer. Agora, desmentindo seus próprios anúncios e fazendo jus à sua imoralidade, o governo bolsão anunciou um corte severo em toda a educação, incluindo o ensino fundamental, mas ainda não é tarde! 
Agora eles mexeram em um maravilhoso vespeiro que ocupou mais de mil escolas em todo o país, em 2015-2016. Sim, são estas crianças, adolescentes e jovens -- do ensino fundamental ao médio -- que conseguiram uma das maiores mobilizações das últimas décadas. Descentralizada, impactante e usando a rede social como meio de disseminação de informações, realizaram a “mobilização estudantil exclusivamente secundarista mais bem-sucedida da história” -- o teatrólogo alemão ficaria orgulhoso. 
Aqui surgem as minhas perguntas: e se os estudantes forem tão fortes como foram os caminhoneiros? Já pensaram? Se a adolescente de 14 anos tiver tanto poder, com o livro na mão, quanto o motorista de 60 anos que bloqueia a BR com seu caminhão? Sem gasolina e com os tomates apodrecendo, o país entrou em um “caos” e um ano atrás chamaram exército, cantaram o hino, falaram em “prejuízo na ordem dos bilhões”. Agora, o que os estudantes unidos por todo um país continental podem fazer? 
Chamarão o exército para dar cabo das manifestações? Atirarão dos seus helicópteros contra as cabeças de crianças? Não que eu duvide do modelo carioca, longe de mim, mas fico realmente intrigado como o governo brasileiro irá responder se, de fato, ocorrer uma mobilização em massa dos estudantes no próximo dia 15.
A Greve Nacional da Educação, agendada para a terceira semana de Maio [hoje], pode representar o golpe mais severo contra os desmandos medíocres deste governo tristonho e hediondo. Acontece, inclusive, em data emblemática: o dia 15 de maio marca 45 anos do Massacre do Liceu, em Maalot, quando terroristas pró-palestina invadem uma escola em Israel e matam mais de 20 crianças -- nessa guerra horrenda em que o Brasil passou a se manchar de sangue. O que fará o governo federal com suas crianças aqui? Serão enquadradas na maníaca lei antiterrorismo da gestão passada?
Eu, com minhas ideias, continuo é acreditando na rapaziada. Como filho que ainda alarda um modelo tacanho de política, olho para o frescor, a criatividade e a coragem dessas meninas e meninos e me encho de esperança. Lembro que em 2016 visitei a ocupação em um dos Liceus de Fortaleza. 
Fui a fim de ajudar, querendo compartilhar a experiência adquirida nas construções do movimento social, mas na verdade levei para casa foi uma enorme lição de como mobilizar coletivos. A “meninada” tava toda articulada, com boas estratégias para a definição das pautas, realização de assembleias, efetivação dos encaminhamentos, diálogo com a mídia, cuidado com os espaços, agendas culturais. 
Apesar das contradições e equívocos que existem em todos os locais, há naquela experiência exemplos que representam um caminho que podemos seguir. Se falta nitidez sobre como avançar, quem sabe podemos nos aliar à marcha dessas crianças e adolescentes. 
Quem sabe, neste 2019, possam estar juntos também professores, universitários, mães e pais, para mostrar que nem só de gasolina, isenção para bancos e gasto com parlamentares vivemos. A gente quer sim comida e água, quer também arte, educação, felicidade, balé, mas nasce -- em alguns cantos desse país -- cada vez mais forte uma enorme fome de justiça.