terça-feira, 22 de dezembro de 2020

FILHOS SAUDÁVEIS DO PATRIARCADO

Domingo à noite vi uns trechos do ator e diretor Marcius Melhem dando sua versão a Roberto Cabrini, na Record (veja aqui). 

Ele me lembrou Robinho: segundo eles, seu erro não foi estuprar coletivamente uma mulher inconsciente (caso de Robinho) ou assediar moral e sexualmente várias atrizes (Melhem), mas trair a esposa.

Acontece que adultério não é crime. Estupro e assédio, são.

A professora Luciana Boiteux lembrou que o deputado estadual Fernando Cury, que apalpou os seios da deputada Isa Penna em plena Assembleia Legislativa de SP, também fez uso desse expediente tão comum -- em vez de reconhecer que cometeram um crime, fala da esposa, de como ela deve estar se sentindo diante da acusação. Só que ninguém fora eles está falando das esposas (ex-esposa, no caso de Melhem). Estamos falando das vítimas. E dos agressores. 

Ao adotarem esse discurso, estão divulgando uma narrativa antiga e machista: a de que existem mulheres pra casar, essas sim dignas de respeito e pedidos de desculpa, e mulheres só pra uma noite -- a humorista famosa ("quem mandou ser gostosa?"), a jovem albanesa que bebeu demais numa boate italiana, a deputada que dança funk. Como elas não são santas (santas só as esposas dos assediadores e estuprador), é como se merecessem tudo que acontece com elas. E segue a cultura do estupro, que vive de culpar as vítimas.

Reproduzo aqui um texto que Lorena Portela publicou na sua página no Facebook na semana retrasada, e que viralizou na internet. 

Vi uma entrevista do Marcius Melhem no Universa sobre o caso de assédio contra Dani Calabresa.

Particularmente, acredito mesmo que ele é um bom chefe para muitos. que é considerado um homem generoso, que é um bom amigo também, alguém que as pessoas queiram ter por perto.

Muita gente não gostou de ouvi-lo falando isso. Eu achei importantíssimo por um motivo: porque a fala dele reforça a verdade dolorosa que nós, mulheres, estamos tentando convencer a sociedade há tempos: a de que um agressor, assediador e/ou estuprador não é necessariamente um “monstro”, uma caricatura.

Ao contrário, agressores, assediadores e estupradores são homens que estão entre nós: nossos chefes legais, nossos pais amorosos, os amigos que respeitamos. figuras acima de qualquer suspeita.

Entendam isso de uma vez por todas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO QUE ESCRAVIZAVA MADALENA

Ontem o Fantástico fez uma reportagem triste e revoltante sobre uma realidade muito atual: a de meninas que crescem escravizadas como empregadas domésticas em casas de família.

Foi o que aconteceu com Madalena Gordiano, hoje com 46 anos. Quando ela tinha 8, foi pedir um pão na porta de uma casa em Patos de Minas (MG). A dona da casa, a professora Maria das Graças Milagres Rigueira, respondeu: "Não vou te dar não. Você vai morar comigo". Maria falou com a mãe de Madalena, que tinha outros oito filhos, e que concordou que a menina fosse adotada.

A adoção nunca foi formalizada. Em vez disso, Madalena foi tirada da terceira série da escola e passou a ser empregada na casa, sem salário, sem registro, sem qualquer direito trabalhista, como folga e férias. Viveu 38 anos de sua vida assim, em situação análoga à escravidão. 

Quando o marido de Maria começou a brigar com Madalena, a professora decidiu passá-la --como se fosse um objeto, um animal, uma posse -- para o filho, Dalton Cesar Milagres Rigueira, professor universitário. Lá ela continuou sendo escrava. A família a casou com um tio, um militar que morreu logo depois, para poder ficar com duas pensões de 4 mil reais cada. Dalton ia ao banco com Madalena para que ela retirasse o dinheiro, e lhe dava R$ 200 ou 300.

A situação só mudou quando Madalena passou a deixar bilhetes para vizinhos pedindo dinheiro emprestado para comprar, por exemplo, sabonete. Desconfiados, algum deles chamou a polícia. Madalena foi resgatada no final de novembro. Que todas as Madalenas sejam libertas!

A história toda causa enorme indignação, apesar de não ser incomum. Quanto mais pobre um país, mais crianças serão exploradas, escravizadas. Esse tipo de escravidão era bastante frequente até 20, 40 anos atrás. Temo que a volta estrondosa da miséria no Brasil (segmentada com o golpe de 2016) faça novas vítimas. 

Talvez o que tenha me chocado mais na história foi Dalton, um professor universitário, dizer que não motivava Madalena a retornar à escola porque ele não "acredita que ela se beneficiaria de receber educação".

Dalton tem graduação em zootecnia, é mestre e doutor, e dá aula na faculdade particular e filantrópica Centro Universitário de Patos de Minas. O @castilhoalceu escreveu e compartilhou este texto num grupo de Whatss, que reproduzo aqui:


Estava lendo sobre Dalton, o professor de Zootecnia que manteve durante décadas Madalena Gordiano (em um quarto pequeno em Patos de Minas) como trabalhadora doméstica, em condições análogas à escravidão. Ela foi libertada no fim de novembro.

O Fantástico contou essa história na noite de ontem. Mostrou Madalena finalmente andando em um parque. Falando do dinheiro (dela) que agora ela poderá administrar. Pois antes o professor — segundo o Ministério Público do Trabalho — o confiscava.

Bem. Dalton Cesar Milagres Rigueira, professor universitário em Patos de Minas, formou-se em Viçosa (MG). Não é de família rica, pelo que pude apurar. Pai e mãe (que adotou ilegalmente Madalena quando ela tinha 8 anos) são sócios numa auto elétrica.

O que mais me chamou a atenção foram as dedicatórias em sua tese de doutorado, defendida em 2014 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Os agradecimentos começam com as seguintes palavras: "A Deus, por me guiar nesta caminhada". (Mais à frente ele insere uma epígrafe atribuída a Chico Xavier: "O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... é amar mais ou menos".)

Depois ele agradece à UFMG. À empresa do agronegócio que permitiu a realização do experimento — algo sobre plano de nutrição para leitões desmamados.

Em seguida ele agradece ao seu orientador e a outro professor. Ato contínuo, à esposa Valdirene — igualmente investigada, como ele, por diversos crimes relacionados à exploração de Madalena.

As filhas, os pais e irmãos também são lembrados. Muito justo.

Como era de se esperar, Madalena, definida pela defesa do professor como "praticamente alguém da família", não aparece entre os homenageados. É ela a grande ausente.

Dalton agradece ainda a uma mulher que o hospedou em Belo Horizonte. A dois professores "pelas caronas". A todos os funcionários da granja que o ajudou na pesquisa. Menciona dois amigos.

Por fim, encerra os agradecimentos com as seguintes palavras:

"Aos suínos, meu eterno respeito".

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

AS ATROCIDADES MISÓGINAS DE TODOS OS DIAS

Ontem foi um show de horrores, mais um neste Brasil que cometeu haraquiri.

Quarta à noite na ALESP (Assembleia Legislativa de São Paulo), a deputada estadual Isa Penna (Psol) estava de pé frente à bancada, falando com o presidente da Casa, quando o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) chegou por trás e a apalpou, tocando seu seio. Um vídeo captou tudo. Isa rapidamente reagiu, o afastou, e registrou boletim de ocorrência por assédio sexual. O imundo continuou tocando seu ombro.

Mas a história só piora. Uns dias atrás, viralizou entre os reaças -- sempre misóginos -- um vídeo da jovem deputada dançando funk. Obviamente, o vídeo foi usado para xingar Isa e, por tabela, todas as mulheres da esquerda que estão na política. Cury certamente viu o vídeo. As imagens da Alesp o mostram falando com um outro homem antes de ir apalpar Isa. Ele tenta segurá-lo. O que eles conversaram? Foi uma aposta? De toda forma, a impressão que fica é que o assédio (na realidade, importunação sexual, que é "praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro", porque assédio requer que o acusado seja superior hierárquico) foi premeditado.

Num belo e comovente discurso na plenária, Isa chorou e protestou contra o machismo, que faz parte da política institucional contra as mulheres. Ela lembrou que o que aconteceu com ela não é um caso isolado, que aquela não era "nem a primeira, nem a décima vez" que passou por isso, e que outras parlamentares, como as deputadas Mônica Seixas e Erica Malunguinho, ambas do Psol, também já foram assediadas na Alesp. 

Nas palavras de Isa: "Eu sou uma jovem mulher eleita. Eu tenho o direito de estar aqui sem ser assediada, sem ser apalpada. E eu choro, mas é de raiva, de perceber que eu não sou tão gente pra alguns deputados aqui como vocês todos são. [...] O feminismo não é contra os homens. O feminismo é um processo de entendimento, de compreensão da realidade da mulher. [...]. Essa postura de omissão, de silêncio, é que faz com que seu colega aqui se sinta na liberdade de fazer o que ele fez comigo ontem. É não entender que não há igualdade aqui entre nós. Não há, porque eu sou uma mulher. Eu fui assediada e isso não aconteceria com você [ela se refere a Cauê Macris, do PSDB, presidente da Assembleia]. Mas pode acontecer com a sua filha algum dia. Essa é uma realidade das mulheres".

O deputado negou o assédio: "Quero dizer, de forma veemente, inclusive para todas as mulheres que estão aqui, eu nunca fiz isso. Mas se a deputada Isa Penna se sentiu ofendida com o abraço que eu lhe dei, eu peço, de início, desculpa por isso. Desculpa se eu a constrangi. Desculpa se eu tentei, como faço com diversas colegas aqui, de abraçar e estar próximo. Se com esse gesto eu a constrangi e ela se sentiu ofendida, peço desculpas". 

É muito cafajeste! Ele sabia exatamente o que estava fazendo! Desde quando apalpar o seio de uma mulher é "abraço"?! Mas óbvio que não faltou macho pra passar pano pra assediador (nunca falta) ou pra culpar feminista. O deputado bolsonarista Gil Diniz acusou a deputada de fazer drama para ganhar holofotes. Foi interrompido por Monica Seixas (Psol), e o que se seguiu foi aquela encenação de sempre de misógino -- machinho com o dedo em riste, gritando cinquenta vezes "Você não tem moral" e "Coloque-se no seu lugar", e histericamente falando que é um homem honrado, que não é assediador. Pra quem disse não vestir a carapuça, o "carteiro reaça" parece ter levado bem pro lado pessoal...

O Cidadania encaminhou o caso de Cury ao Conselho de Ética, alegando que não irá tolerar tal comportamento: "Temos uma história de luta em defesa dos direitos da mulher que nenhuma pessoa pode macular". Hoje o afastou. Mas o que quer dizer "afastar"? Isso é punição? Tem que expulsar. 

Já há um abaixo-assinado pedindo a cassação do mandato de Cury (assine!) e a tag #ForaFernandoCury. Isso é importante porque a Comissão de Ética da Alesp quer varrer o caso para debaixo do tapete, marcando sua análise apenas para março.

Mas não foi só isso que aconteceu ontem. Nunca é. Uma servidora do Poder Judiciário de Santa Catarina leu a ótima matéria de Schirlei Alves sobre a violenta audiência de Mariana Ferrer. Revoltada, a servidora se manifestou no seu Facebook. Um juiz instaurou sindicância punitiva contra ela. Dessa forma, são três mulheres sendo punidas: a jornalista Schirlei, q foi demitida do Nd+ após a matéria, Mari Ferrer, que foi tratada como criminosa na audiência em que seu estuprador foi absolvido, e agora a servidora do Poder Judiciário, que simplesmente escreveu: "QUE JUSTIÇA É ESSA?" (uma boa pergunta, convenhamos). 

Outro juiz, este de uma Vara da Família de SP, falou numa audiência online: "Se tem lei Maria da Penha contra a mãe eu não tô nem aí. Ninguém agride ninguém de graça". Ele disse isso (entre várias outras barbaridades) para uma vítima de violência doméstica. Apesar das medidas protetivas, o juiz queria porque queria reconciliar o casal. 

E hoje ficamos sabendo que a Operação Angel da Polícia Civil investiga festas de março a junho de 2020 em que meninas de 13 anos eram dopadas e estupradas por ricaços numa mansão em Belo Horizonte. Uma menina engravidou; o exame de DNA sairá logo. A mansão recebeu o apelido de "Casa dos Anjos". Asco total! 

E, pra terminar, o líder desses homens honrados, desses cidadãos de bem, fez mais uma de suas falas anti-vacina, afirmando que ninguém poderá reclamar "se virar chi...jacaré, criar barba em mulher, homem começar a falar fino, ou o que é pior: mexer no sistema imunológico das pessoas". Parece o tiozão do pavê pavoneando sua ignorância, mas o presidente genocida está transmitindo as teorias conspiratórias contra a vacina, que clamam que homens virarão gays (ou mulheres, o que for pior). Ou seja: toda a pandemia não passa de um plano chinês para femininizar (=destruir) o Ocidente. 

Ao ver as atrocidades que os homens vem cometendo, femininizar o mundo não parece assim tão ruim...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

MULTA POR EXCESSO DE MULHER

Ontem vi uma notícia curiosa (vamos usar esse eufemismo): a Prefeitura de Paris foi multada por contratar mulheres demais! 

Pô, é tão normal e aceitável que governos municipais, estaduais, federais tenham imensa maioria de homens! Nunca ouvi falar de alguma dessas administração ser multada por excesso de homens, ué!

A prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, que foi reeleita para um novo mandato no ano passado, ironizou a multa. Disse a primeira prefeita da história da capital de um país que nunca teve uma presidenta: "A gestão da prefeitura se tornou, de repente, feminista demais. Essa multa é obviamente absurda, injusta, irresponsável e perigosa". 

Pedi para uma leitora que é advogada e vive na França para explicar isso melhor. Bruna Dildeberg é formada em Direito pela Université de Franche-Comté. 

Moro na França e fiquei sabendo da notícia sobre a multa à prefeitura de Paris pela imprensa brasileira. Amigos e contatos divulgaram o link manifestando muita indignação (legítima!) com a multa de 90 mil euros por excesso de mulheres nomeadas a cargos de direção por Anne Hidalgo, prefeita de Paris. Onde já se viu isso, mulher demais?! Por que essa multa? Bem… acho bom começarmos pelo começo.

A inserção de mulheres na vida política francesa é muito recente. Somente em 1944 as mulheres obtiveram direito ao voto e à elegibilidade. Desde então, vários textos foram aprovados para contribuir com o acesso de mulheres a cargos públicos, grande parte delas impondo aos partidos políticos que apresentem o mesmo número de candidatos e candidatas a cargos legislativos (senado, conselhos regionais, conselhos municipais e comunitários). 

Antes de falar da lei de "paridade" para cargos de direção -- razão pela qual a prefeitura de Paris recebeu multa -- gostaria de falar do sistema eleitoral francês para as eleições municipais. Cada partido (ou coligação) apresenta uma lista de candidatos: um "cabeça de lista" e os demais (de 6 a 68, variando em função da densidade demográfica de cada cidade). Essa lista precisa comportar a mesma quantidade de homens que de mulheres, e a ordem dos candidatos deve alternar. As cidades com menos de 1000 habitantes não têm a obrigação de respeitar essa regra. Os eleitores votam assim para uma lista e em seguida o órgão legislativo municipal será composto em função dos votos que cada lista recebeu. Somente em seguida o prefeito é eleito pelo conselho municipal, mas sabe-se que a regra é que a cabeça da lista que obteve mais votos (e que tem a maioria do conselho ao seu favor) seja eleita. 

Os partidos que desrespeitam essa regra são multados e acredite, alguns preferem pagar multa que respeitar a lei! Nenhum partido até então (ao meu conhecer) havia sido multado por "excesso de mulher" na lista às eleições municipais. 

De 34.968  cidades, somente 6.858 são dirigidas por mulheres, sendo raro que elas dirijam grandes cidades. A cidade onde moro no nordeste da França, apesar de ter uma reputação progressista, somente este ano elegeu sua primeira prefeita. Paris, que tem uma prefeita, não é regra, mas exceção!

Voltemos então para a questão de cargos de direção. A lei, em vigor desde 2013 e em aplicação plena desde 2017, preconiza que ao menos 40% de cargos de direção na administração pública sejam atribuídos a um dos sexos. Em 2012, 60% dos cargos públicos eram ocupados por mulheres, mas somente um terço delas ocupavam um posto de direção. 

Hoje as municipalidades, os conselhos regionais e departamentais que não respeitam a paridade (essencialmente por terem mais de 60% dos cargos de direção ocupados por homens), são multados sim. O valor é de 90 mil euros por "unidade" em falta. Assim a cidade de Roubaix foi condenada em 2019 a pagar não 90 mas 180 mil euros por ter nomeado 5 homens e 0 mulheres para cargos de direção, quando deveria ter nomeado ao menos 2 mulheres.

Em 2017, no entanto, das 17 prefeituras multadas, uma o foi por "excesso de mulher": a prefeitura de Lille. Em 2019 foi a vez de Bourg-en-Bresse. Ambas as multas ocorreram durante mandatos do partido socialista, partido de Hidalgo. Alguns especialistas apontam o efeito perverso da "discriminação positiva", tema extremamente belicoso na França -- país laico onde a meritocracia é quase uma religião. 

As conquistas dos movimentos feministas e os debates para ampliar essas vitórias incomodam muita gente. Que seja a Academia Francesa de Letras que considera extremamente desnecessário feminizar as profissões (acreditem: em 2020 uma médica é "doutor", uma professora, "professor", e por aí vai, com algumas exceções -- conselheira, enfermeira… tirem suas conclusões!), os partidos políticos que se sentem obrigados a apresentarem mulheres nas suas listas (não sem antes abafar vários casos de abuso e assédio sexual), ou os homens simples, cidadãos que não podem mais nem "elogiar" uma mulher (coitados!) depois da lei do assédio de rua, em vigor desde 2018.  

"Comme quoi"… o problema está longe de ser a discriminação positiva! Quando cheguei aqui as pessoas me perguntavam o que mais tinha me impressionado/ chocado. A resposta sem pestanejar era (e ainda é): olha, eu sabia que ele existia, mas o que mais me chocou aqui foi o machismo. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

BIDEN NÃO CONSEGUE DORMIR

O mapa acima não está totalmente correto: não foi só o Brasil de Bolso que ainda não cumprimentou Joe Biden, o 46o presidente dos EUA. Kim Jong-un também não.

Juro que não me lembro quem falou antes de mim, mas é a pura verdade: o governo Bolso reconhece o golpista Guaidó presidente da Venezuela, mas não reconhece Biden presidente dos Estados Unidos. 

Como se diz em inglês, in a nutshell, resumindo, este é o fracasso diplomático do pior governo de todos os tempos. Justo  aquele que prometeu que não iria ser "ideológico". Nunca houve uma gangue de milicianos tão ideológica quanto esta!

A próxima vez que eu ouvir falar no Trump, ídolo de dez entre dez reaças brasileiros, é quando ele sofrer um divórcio ou for pra cadeia. Espero que sua queda seja ainda mais feia, e que inspire o mundo inteiro a se livrar da extrema-direita. Seu dia também vai chegar, Bozo!