Anteontem foi mais um dia em que o pior presidente da história do Brasil se esmerou em expor suas barbaridades preconceituosas.
Ao explicar para jornalistas por que o Museu Americano de História Natural de Nova York se recusou em sediar um evento que homenagearia o vizinho e amigo de milicianos (segundo o viralata dos EUA que se diz patriota, como ele é "aliado do Trump", os democratas locais fizeram pressão contra), a imagem que ele tem de ser homofóbico "ficou lá fora". Ele afirmou que essa imagem não prejudica investimentos. "O Brasil não pode ser um país do mundo gay, do turismo gay. Temos famílias. [...] Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade".
A declaração do estrupício sugere que pessoas LGBT não tenham famílias, ou não façam parte de famílias. Mais uma vez ele espalha homofobia! Não dá pra discordar do prefeito de NY, Bill de Blasio, que classificou Bolso como "um ser humano muito perigoso". ![]() |
| Embratur, 1983. Principal- mente nas décadas de 1970 e 80, até meados de 1990, era assim que a propaganda oficial vendia o Brasil para estrangeiros |
Muita gente me perguntou ontem no Twitter: como ficam as mulheres que votaram no energúmeno? Esta é a saída oferecida por ele para o desemprego? Mas é óbvio que as conservadoras não ligam. Elas devem achar que ele se referiu a outras mulheres, não tão "direitas" como elas. Ou então que ele não disse isso, foi apenas uma mentira da imprensa que o persegue, tadinho. Parece que a república só mudou de cafetão. Um ano atrás, a imagem mais emblemática da comemoração da prisão de Lula foi o dono de um puteiro expondo uma prostituta, enquanto um bando de reaças convocados pelo MBL celebravam. Ao fundo, uma homenagem a dois juízes. As palavras de Bolso combinam com a foto.
Bem fez o governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão. Ontem ele lançou uma propaganda na internet dizendo que "O Maranhão está à disposição dos turistas. A mulher maranhense, não". Touché, governador!
E por falar em propaganda, o paspalho que não passaria no Enem mas se sente perfeitamente à vontade para interferir no exame,
se meteu com um comercial do Banco do Brasil (veja o comercial). A gente pensaria que um presidente tem coisas mais importantes pra fazer do que exigir a retirada de um comercial, mas aí se lembra que ele escreve tuítes sobre golden shower.
O comercial do BB, que divulgava o serviço de abertura de conta corrente por aplicativo no celular (em outras palavras, direcionado para os mais jovens), que já vinha sendo veiculado há mais de uma semana, mostra moças e rapazes de vários estilos, muitos negros, alguns com tatuagens (veja o vídeo do canal Nada se Cria a respeito). Na hora, nem Bolso nem a alta cúpula do banco especificou o motivo da proibição do comercial (que levou à demissão do diretor de marketing do BB). Não ficou claro se foi por homofobia ou racismo ou uma mistura dos dois.
Só hoje Bolso explicou por que proibiu o comercial: "Quem indica e nomeia o presidente do Banco do Brasil, não sou eu? Não precisa falar mais nada, então. A linha mudou. A massa quer o quê? Respeito à família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira".
De novo: para o incompetente, "respeito à família" (só existe uma) equivale a banir qualquer um que não esteja no padrão branco e heteronormativo. Vamos esperar os novos comerciais de qualquer empresa estatal (que os reaças "patriotas" estão doidos pra entregar pros estrangeiros) mostrarem jovens bem comportados, à la Gilead de O Conto da Aia.
Os movimentos negros se manifestaram rapidamente para repudiar o ataque de Bolso à diversidade. Frei David, da Educafro, disse: "A comunidade negra gastou um tempo imenso para despertar na sociedade o respeito à diversidade. Essa propaganda consolida uma conquista dos excluídos". A Educafro irá entrar com uma denúncia na ONU contra a retirada do comercial.
Pelo jeito, este é o único comercial do Banco do Brasil que a "nova era" aprova.
Vale lembrar que Bolso já havia se metido numa ação do BB. Mês passado, o presidente dos ignorantes condenou um curso interno do banco sobre assédio sexual no trabalho e incentivou candidatos de concurso a processarem o banco estatal.
Pode ser que tudo isso seja apenas mais uma cortina de fumaça para que a gente não fale do pré-sal ou da deforma da previdência ou até da descoberta de uma nova laranja da famiglia. Assim como pode ser mais uma presepada entre tantas outras que este desgoverno nos oferece diariamente. Todo dia um 7 a 1, todo dia um retrocesso. Que fase, Brasil!E só piora... Leia a declaração do presidente do BB defendendo o veto.














































