Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

COM QUANTAS PILOTAS E COMISSÁRIAS DE BORDO NEGRAS VOCÊ JÁ VOOU?

Eu me lembro da Luana Tolentino dos primórdios deste blog. Ela comentava sempre aqui. Minha mãe sempre falava dela, tinha uma enorme admiração por ela. Foi lindo ver a Luana crescer cada vez mais. Hoje ela é educadora, doutoranda da UFMG, palestrante, referência na luta antirracista, autora dos livros Sobrevivendo ao Racismo e Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula, entre inúmeros atributos.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui seu artigo mais recentes na Carta Capital, "Racismo explica a ausência de comissários de bordo negros nas empresas aéreas do Brasil", onde ela declara, citando dados, que ano passado não havia uma única mulher negra trabalhando como pilota no Brasil. No serviço de bordo não melhora muito: há 2,3% de negras que são comissárias (não se diz mais -- faz tempo -- "aeromoças"). Mas sabe onde tem negras? Na limpeza. Pois é, é puro racismo!

Ontem divulguei o artigo no meu Twitter e uma leitora, a Lorrene, recomendou o site Quilombo Aéreo, uma instituição incrível com um grupo de psicólogas, advogadas, mestres e doutoras negras que buscam visibilizar tripulantes negras e negros da aviação civil brasileira.

No site deles descobri que o aeroporto de Fortaleza, Pinto Martins, leva esse nome como homenagem a um aviador pioneiro dos anos 1920, que era negro

Segue o excelente artigo desta profissional maravilhosa que é a Luana!

Tenho trabalhado e viajado muito. Nos últimos 15 dias, estive em São Paulo, Taubaté, Campinas e Curitiba, participando de eventos em que a educação e o racismo foram temas destacados, o que me deixa muito feliz.

Sem sombra de dúvida, o crescente interesse pelo tema se deve à Lei Federal n.º 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira, como também à luta de ativistas e pesquisadores negros, que tensionam as escolas e toda a sociedade quanto à importância de se promover o combate à discriminação racial nas instituições de ensino.

Nesses dias em que fazer e desfazer malas têm sido uma atividade corriqueira, passei por vários aeroportos e companhias aéreas. Os primeiros pouco ou nada lembram os que tínhamos antes da Copa do Mundo de 2014. Ficaram enormes e, em alguns casos, as distâncias até os portões de embarque são quilométricas. Já o serviço oferecido pelas companhias aéreas, com raríssimas exceções… meu Deus do céu! É praticamente impossível se mexer nas poltronas de tão apertadas. Viajar nos assentos do meio é um verdadeiro castigo. Sem falar nos preços altos das passagens e na impossibilidade de despachar malas sem pagar uma pequena fortuna. Tudo cansativo e estressante demais.

Mas a visível piora da qualidade dos serviços não é o assunto principal desse texto. Viajando pelas principais empresas aéreas do país e aguardando a escala entre um voo e outro, não vi um único negro ou negra exercendo a função de comissário de bordo. E isso não é coisa da minha cabeça ou “vitimismo”, como gostam de dizer os que negam a persistência do racismo no Brasil. Muito pelo contrário. Minha observação encontra fundamento em pesquisas recentes.

Um estudo realizado pelo Organização Quilombo Aéreo, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), aponta que, em 2022, não havia uma única mulher negra trabalhando como pilota no país. O estudo mostrou ainda que, em funções relacionadas aos serviços de bordo, as afro-brasileiras representavam apenas 2,3% do quadro de funcionários efetivos das companhias aéreas.

Em entrevista à EBC, ao ser perguntada sobre as razões dessa baixa representatividade de pessoas negras na aviação civil, Natália Oliveira, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi taxativa ao apontar o racismo como principal responsável pela falta de afrodescendentes nesses espaços:

“O corpo negro incomoda e é rejeitado. Olhando para o cabelo da mulher negra, por exemplo, identificamos profissionais negras que foram barradas em processos seletivos porque estavam com seus cabelos naturais soltos nas entrevistas de emprego. É explícito como essas mulheres não são selecionadas, mesmo tendo um currículo bem qualificado ou até melhor que candidatas brancas.”

Em meio a esse processo de exclusão e discriminação, é explícito também que, nos aeroportos, os corpos negros são empurrados para as funções de limpeza. Um olhar atento nos corredores e nos banheiros permite perceber que é lá que as mulheres negras estão.

A ausência de profissionais da aviação negros é mais uma faceta de um Brasil racista que não se envergonha de sê-lo. Muito pelo contrário: banaliza os abismos que separam brancos e pretos no país.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

A POLÍCIA NÃO DEIXOU GENIVALDO RESPIRAR

Ontem marcou dois anos que um policial nos EUA matou George Floyd com um joelho em seu pescoço. As últimas palavras de Floyd foram "Não consigo respirar".

Ontem o Brasil de Bolsonaro produziu sua própria versão, que infelizmente não vai gerar a imensa onda de protestos que o assassinato covarde de Floyd gerou nos EUA. Em Umbaúba, Sergipe, três policiais rodoviários federais pararam Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, negro, que vinha de moto na BR101. 

Imagens gravadas por dezenas de pessoas que acompanharam toda a abordagem mostram os agentes gritando com Genivaldo, derrubando-o no chão, um deles com o joelho em seu pescoço. Enquanto isso, o sobrinho tentava explicar que Genivaldo sofria de transtornos mentais. Estava cheio de remédios para esquizofrenia nos seus bolsos.

Isso não comoveu os policiais, que amarraram um homem desarmado e o colocaram na viatura

Como se isso não fosse suficiente, lançaram algum tipo de gás dentro. Nas cenas, terríveis, é possível ver as pernas de Genivaldo se mexendo, é possível ouvir os gritos dele, é possível ouvir várias pessoas dizendo "Vão matar o cara", é possível ver dois agentes segurando a porta traseira do veículo para que a fumaça fique toda lá. Transformaram um camburão numa câmara de gás ambulante! 

Genivaldo foi torturado e assassinado à luz do dia, com um monte de gente assistindo e filmando. Os policiais provavelmente sabiam que sempre terão o apoio do presidente miliciano. Um dia antes, o genocida aplaudiu a chacina mais recente, que deixou 25 mortos. 

A nota divulgada pela PRF é um festival de cinismo. Fala da agressividade de Genivaldo (não da agressividade dos policiais!). Diz que "foram empregados instrumentos de menor potencial ofensivo" (o que seria maior potencial ofensivo? Matar com um tiro na nuca?!). 

Os agentes ainda tiveram tempo de registrar em boletim de ocorrência que Genivaldo morreu "possivelmente devido a um mal súbito", ou seja, sem qualquer relação com a ação deles. O laudo do IML já os desmentiu: foi morte por asfixia e insuficiência respiratória.

Será que esses agentes serão punidos? Quem os treinou? Por que, para a nossa polícia, as vidas humanas têm tão pouco valor? Por que, para eles, vidas negras não importam? 

Hoje moradores de Umbaúba fecharam a via para protestar. Mas é pouco, é muito pouco. 

Deveríamos ter protestos parando o país. Precisamos tirar Bolsonaro do poder urgentemente. É óbvio que não foi ele que inventou a nossa polícia que tortura e mata. Mas é óbvio que os policiais se sentem mais seguros para cometer atrocidades com ele distribuindo medalhas de mérito a quem mata mais. 

O Brasil precisa voltar a respirar. 

UPDATE: Já sabemos por que os policiais pararam Genivaldo: porque ele dirigia a moto sem capacete. Está no BO assinado por cinco agentes da PRF. Aquele mesmo BO em que eles descrevem uma "fatalidade" "desvinculada da ação policial legítima". Há duas menções indiretas a jogar gás dentro da viatura, descrito como "uso das tecnologias". Enquanto isso, o presidente miliciano participa de motociatas sem capacete dia sim, dia não. Sempre escoltado pela PRF.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

POR QUE A CÂMARA DE CURITIBA QUER CASSAR O VEREADOR NEGRO RENATO FREITAS?

Renato Freitas (PT) é um dos poucos vereadores negros na história da Câmara de Vereadores de Curitiba. E está pra ser cassado. Ontem, o Conselho de Ética da Câmara aprovou sua cassação por quebra de decoro.
No dia 5 de fevereiro o Coletivo Núcleo Periférico promoveu um ato antiracista. Ativistas se reuniram no Largo da Ordem, em Curitiba, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário de São Benedito, para protestar contra o bárbaro assassinato de dois negros, Durval Teófilo Filho e o congolês Moïse Kabagambe. Durante o ato, eles entraram na igreja.
Um detalhe: essa igreja foi construída por escravos para os negros, tanto que é conhecida como Igreja do Pretos. Fica próxima ao pelourinho, onde os negros eram açoitados em Curitiba. Como pergunta a designer Suiane Cardoso, "A direita afirmar que manifestantes negros entrando em uma igreja é uma invasão é o que?"
A extrema-direita pegou o caso e o divulgou, com todas as mentiras que são sua principal característica, para todo o Brasil. O Gazeta do Povo, um dos jornais mais retrógrados do país, fez um carnaval em cima disso. Renato pediu desculpas, disse que era cristão e que não quis ofender a fé da ninguém. Em nota, disse também: "Nos surpreende perceber que exaltar o amor e a valorização da vida em uma igreja causa mais indignação que o assassinato brutal de dois seres humanos negros no Brasil".
Na época, a Arquidiocese de Curitiba registrou boletim de ocorrência contra Renato. Mas agora a própria Arquidiocese diz não ver motivo para a cassação de mandato.
Ontem houve um ato em frente à Câmara de Curitiba em defesa do Renato. Uma hashtag, #RenatoFica, circula há dias. Ainda assim, haverá escapatória para o vereador? Por que não? Reproduzo o ótimo artigo do jornalista Rogerio Garlindo, do Plural.

Por que a Câmara de Curitiba vai cassar Renato Freitas? Punir um colega vai contra tudo que os vereadores da cidade acreditam – e no entanto, ficou claro que dessa vez não há escapatória. Derrotado no Conselho de Ética, Renato provavelmente sofrerá um resultado ainda mais humilhante em plenário. Perderá não só o mandato como os direitos políticos. Não exercerá mais o cargo para o qual foi eleito, nem poderá disputar as eleições de outubro.
Mas por quê? A Câmara de Curitiba é conhecida por seu corporativismo: teve todas as oportunidades para cassar mandatos, e sempre recuou. Um presidente que mandou por 15 anos a Câmara com mão de ferro foi pego em um escândalo milionário – não foi cassado. Vereadoras foram pegas fazendo rachadinha em seus gabinetes – não foram cassadas. Um vereador cometeu assédio sexual – não foi cassado. Outro cometeu racismo explícito – e escapou.

Por que Renato Freitas não escapará? Por que pela primeira vez a Câmara decide que é preciso punir como máximo rigor um de seus pares. Uma vereadora que roubou o erário perdeu apenas o direito de falar ao microfone por uns dias. Renato Freitas será cassado, expulso da Câmara, expelido da vida política de Curitiba – será enxotado como um cão indesejado que entrasse pela porta da Câmara. Por quê?
Há motivos para isso, e não são difíceis de se perceber. Renato Freitas é vereador, e aí acaba toda a semelhança entre ele e seus pares julgados anteriormente. Em todo o resto ele é uma exceção. E ser fora do padrão é seu crime.
O primeiro erro de Renato Freitas foi nascer preto. O segundo foi nascer pobre. O terceiro foi nascer na periferia.
Claro, há outros vereadores negros (poucos). Há quem tenha nascido pobre, e sempre há os representantes da periferia. Mas Renato Freitas é diferente dele também. Porque há outros crimes que o levam a ser alvo dessa cassação.
Ao contrário de outros vereadores negros, ele é um dos dois únicos que fez da raça a causa de seu mandato – a outra é Carol Dartora, e não seria de se espantar se ela for a próxima.
Ao contrário de outros vereadores pobres, Renato Freitas fez da defesa dos pobres um motivo de seu mandato. Não usou seus eleitores para trocá-los por emendas, por cargos e privilégios, e sim realmente tentou mudar suas vidas.
Ao contrário de outros vereadores periféricos, Renato Freitas continuou estando à margem: fez questão de manter seu cabelo afro, para horror da Câmara; e para horror da Câmara, veste camiseta, anda de skate, fala como quem é.
Esse é o quarto crime de Renato – não ter mudado depois da eleição, nem ter decidido que a política era algo que deveria mudar sua vida. Muito pelo contrário, ter tomado a decisão de ser quem é e de usar a política para mudar a vida de seus eleitores.
O quinto crime de Renato Freitas foi achar que não era preciso baixar a cabeça. Que chegando à Câmara seria possível ser encarado como um igual. Isso jamais acontecerá. No mandato, foi chamado de moleque, destratado, detido, preso, arrastado, levado à força pela Guarda Municipal, que subiu em seu corpo negro e algemado, como numa pintura do século 18.
O sexto crime de Renato foi acreditar que a Câmara era um lugar para se fazer política, para lutar por causas, e não para se dobrar ao prefeito, aos empresários, aos donos da cidade.
O sétimo foi sua convicção de que uma cidade pode mudar rapidamente, que é possível convencer as pessoas de que é possível viver sem se sujeitar a regras econômicas injustas, que é dever de um político se rebelar contra o que vê de errado.
O crime de número oito foi ter orgulho. O de número nove foi não ter medo.
Mas o décimo crime, o realmente imperdoável, foi o de revelar com sua coragem o quanto são pusilânimes os vereadores em sua maioria. Aqueles que se elegem em nome da ambição pessoal; que se realizam ao ganhar loas e cargos; que vivem para si e para navegar em privilégios; e que jamais pensaram em mudar nada com seus mandatos. Pelo contrário: pois na maioria os vereadores de Curitiba, como a maior parte dos políticos, existe para garantir que tudo permaneça exatamente como está.
Existem para garantir que os pobres continuem pobres.
Que o prefeito possa governar para os privilegiados sem que haja uma revolta.
Existem para garantir que a educação seja frágil e “sem partido”.
Para ter certeza de que a ganância dos empresários do lixo, do transporte, da saúde seja saciada e passe impune.
Ocupam seus mandatos para ser parte de uma máquina que garante a divisão da cidade em mandantes e mandados. Nos que podem tudo e nos que nada podem.
Revelar essa monstruosidade, revelar a cumplicidade da Câmara com tudo isso, é imperdoável. Lutar contra o racismo quando a maioria dos vereadores é racista; cobrar justiça quando a maior parte da Câmara é injusta; exigir que as coisas mudem quando tudo o que os vereadores querem é que tudo permaneça no seu lugar, principalmente o que está errado; eis o crime imperdoável.
Renato Freitas será expulso da vida pública. Mas surgirão outros Renatos. Porque não é possível que isso permaneça para sempre. É preciso acreditar que as injustiças não perduram indefinidamente, ou perderemos a vontade de ser cidadãos.
A Câmara de Curitiba nos ensinou mais uma vez a eterna lição: não existe mudança que venha fácil. Mas os eleitores jovens, negros, pobres, periféricos de Curitiba ainda vão prevalecer. E nesse momento, os atuais vereadores vão ser vistos pelo que são – artífices voluntários de uma cidade sempre mais injusta e excludente.

sábado, 20 de novembro de 2021

20 DE NOVEMBRO: DIA DE LUTA NEGRA E ANTIRRACISTA

Hoje, dia nacional da Consciência Negra, tem manifestações em todo o Brasil para derrubar o maior racista do país. A tag é #20NForaBolsonaroRacista 

Na última quinta, o Senado aprovou um projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que, ao classificar a prática de injúria racial como racismo, aumenta a pena para o crime, o que pode resultar em prisão de dois a cinco anos. O projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados para passar a valer. 

Ontem houve um ato inter-religioso online para marcar um ano do assassinato de Beto Freitas, no Carrefour em Porto Alegre. O movimento Minha fé é antirracista foi um dos responsáveis pelo protesto.

Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco e irmã da vereadora assassinada há quatro anos no Rio de Janeiro, será a entrevistada de segunda-feira do Programa Roda Viva, na TV Cultura, às 22h. Imperdível.

Vale a pena também ver os vídeos da Abong (Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns) para o Novembro Negro. São vídeos com reflexões para enfrentar o racismo institucional. Há também uma cartilha.

Para as negras e negros, todo dia é dia de luta.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

MEIO AMBIENTE, RACISMO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS: TUDO INTERLIGADO


A combativa vereadora do RJ Tainá de Paula (PT) fez uma thread bem relevante no seu Twitter. Vou reproduzi-la aqui. 

Tainá, mas que história é essa de achar que racismo tem a ver com meio-ambiente e tem a ver com as mudanças climáticas? Pois siga o fio.

As plantations [grandes extensões de terra onde são cultivados produtos tropicais com fins de exportação] deixaram um legado de produção agrícola perverso e danoso ao meio-ambiente, produzindo a monocultura em larga escala, deslocada das necessidades locais e reproduzindo mão-de-obra precária.

A produção de cana-de-açúcar, por exemplo é recordista de trabalho escravo até hoje, uma vez que a demanda aumenta com a alta da gasolina e a escassez de equipamentos faz com que o trabalhador rural seja mais requisitado. Adivinhem a cor dos trabalhadores rurais escravizados.

O uso ininterrupto do solo vem gerando o fim de sistemas hídricos inteiros, ocasionando mudanças climáticas profundas.

As populações ribeirinhas são diretamente afetadas pelas secas e migram para fora de suas terras em busca de condições melhores de vida, indo morar em grandes centros, sem trabalhos formais e fora de seu ambiente tradicional. Sem rio pra pescar, sem terra pra plantar.

Os negros são a maioria da população localizada em favelas e periferias e essas áreas estão suscetíveis a inundações, chuvas de 50 anos, ocupação de margens de rios e talvegues. Ou seja: a cada intempérie e mudança no regime de chuvas, essas áreas estão mais propensas a desastres.

O crescimento populacional, o aumento do consumo per capita, a expansão das cidades nas próximas décadas fazem mais presente o debate sobre a incapacidade de atender às novas necessidades humanas. Nós produzimos o que não precisamos comer ou o que não podemos pagar.

Deu pra descobrir porque negros precisam acompanhar a agenda do clima? Não é só um problema da Greta Thunberg!

Para saber mais sobre racismo ambiental.