sexta-feira, 24 de abril de 2009

PROFESSOR DA USP MATA FILHO. CULPA É DA MÃE

Li essa notícia no Estadão de ontem: um professor de Direito da USP matou o filho de 5 anos e se suicidou porque a guarda do garoto tinha ficado com a mãe. Os comentários no site são sensacionais. Gostaria de ressaltar que não há centenas de comentários. Apenas doze (quando escrevi o post), quase todos anônimos. E a maior parte diz sandices como essas:

"Nada foi falado sobre a mãe, se trabalha, em que, se é tão letrada quanto o pai. Talvez seja mais uma dessas maria-chuteiras, pois em apenas 6 meses de relacionamento engravidou. Pode ser que quisesse a guarda para ter a pensão do filho ao seu dispor. Professor da USP ganha pouco, mas um advogado de sucesso com livros publicados pode ter uma renda muito maior. A justiça é comodista, sim. Não vê essa mulherada sem-vergonha que destrói a imagem da mulher brasileira mundo afora".

"Só pra variar a guarda do filho ficou para a mãe, é uma decisão mais cômoda. É claro que nada justifica a atitude do pai, porém devia estar revoltado com a postura discriminatória da justiça".

"Por que não punir aquele que deu razão à separação? Quem der motivo para separação é quem não deve ficar com a criança, salvo se o outro não quiser, porque quem quebra a tradição da família, é que deve sofrer consequências. Por que não seguir o que a Lei maior dita: Não haverá discriminação por motivo de sexo!"

"Até quando a lei vai pender sempre para a mãe? Quantas crianças pagarão o pato pela tradição das sentenças? Esse não é um caso isolado, nem será o último, porque até a justiça enxergar que não é o método que está agradando aos p
ais, muitas crianças morrerão".

"Será que nosso sistema legal não precisaria ser revisto nesses casos de justiça de família?? Será que não há quase sempre uma parcialidade em favor da mãe? Neste caso, parece-me, o desequilíbrio do pai pode ter sido provocado por uma decisão muito injusta. E a pressão "politicamente correta" tem piorado muito as coisas... Afinal, será que há, mesmo, igualdade de direitos entre os sexos ou a justiça está, agora, sempre tendendo a tomar o partido da mãe.. (sem falar em outros desequilibrios legais, como idade de aposentadoria, etc)".

Tá, vou resumir os comentários, se você teve ânsia e não aguentou ir até o fim: a culpa por essa tragédia em que um homem matou seu próprio filho de 5 anos é da mãe do menino, óbvio, e da Justiça, que deu guarda à mãe da criança, e não a um homem tão equilibrado que é capaz de matar seu próprio filho. Aliás, o problema maior parece ser essa sociedade injusta que discrimina tanto... os homens. Incrível como tem carinha que não só não reconhece seus privilégios, como ainda vê um universo cheio de privilégios para minorias historicamente discriminadas. Segundo esse pessoal, o “politicamente correto” está levando o mundo à destruição. Resta perguntar: qual mundo? (e eu adoro comentário de leitor da direita. Eles pensam tão parecido! Ah, sim: tô esperando alguém dizer que leitor do Estadão não é de direita).

CRÍTICA: GRAN TORINO / O último gran-machão

O heroico americano protetor dos fracos e oprimidos.

E mais um filme que vi sem anotar e por isso a crítica vai ser curtinha, a última:
Gran Torino - ah, este quem odiou com todas as forças foi o Vitor, que escreveu uma crítica contundente. Não sei se ele conta, já que detesta o Clint Eastwood. Eu gosto do Clint. Ou melhor: tem muita coisa dele que adoro (Imperdoáveis, Pontes de Madison), coisas que gosto (A Troca, Menina de Ouro, Sobre Meninos e Lobos), e coisas que não engulo (Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, e desculpa aí, mas não consigo gostar de Bird). O sujeito é um dos ícones do cinema, não dá pra negar. O que pra mim soa estranho é ver tanta gente lamentando que o Clint esteja se aposentando sem ter recebido um Oscar de melhor ator. Hmm, o Clint é perfeito no que faz, mas o negócio é que ele faz apenas um papel. É super limitado. É como achar o Woody Allen um excelente ator. É como querer dar o Oscar ao Stallone por Rocky: ele esteve ideal no papel, mas desafio que alguém se manifeste e diga “Puxa, o Stalla é um ator maravilhoso”. Porque não é, não são, e o alcance interpretativo de um Clint e de um Stalla não fica tão longe. Então fico bastante feliz que o Clint não tenha sido indicado ao Oscar por Gran.
Gran Torino é um carro que Walt, personagem do Clint, idolatra. É, idolatrar um carro -- daí já se pode ver como o carinha não é flor que se cheire. Walt podia dar as mãos ao instrutor de autoescola de Simplesmente Feliz e sair andando por aí. Eta sujeito macabro! Ele invoca com seus vizinhos Hmong (uma etnia asiática) e não se dá bem com ninguém, até que faz algum tipo de amizade com um rapaz e uma garota, adolescentes Hmong. Olha, o filme é bem feito e fácil de assistir, e não é preciso gostar do Walt pra gostar de Gran. Mas há uns probleminhas ideológicos sérios. Primeiro, todo o oba-oba de como o tradicionalismo (leia-se conservadorismo) americano é algo positivo. Numa cena péssima, a moça diz a Walt que ele é um bom modelo pro seu irmão e compara Walt ao seu pai. Walt seria melhor que seu pai por ser americano, afirma ela. Meus sais! Segundo, o filme apresenta várias questões de gênero, e puxa a sardinha pro lado reacionário. Gran dá razão a Walt por querer ensinar ao rapaz o que é ser homem. Pelos exemplos que vemos, parece ser detestável ser homem, mas o filme não critica isso. E ele está ocupado demais falando dos personagens machos pra se concentrar na menina. A adolescente Hmong é barbaramente estuprada e espancada por uma gangue, mas o filme indica que isso dói muito mais no seu irmão e em Walt do que nela. Mulheres são coadjuvantes até na dor do seu próprio estupro, vê se pode!
P.S.: Por outro lado, eu adoraria ter vizinhos que trouxessem comida deliciosa pra mim.
P.S.2: Note a posição final do Clint na última cena de Gran, e me diga se ele não é pintado como um mártir. É a velha ideologia
fascistóide americana em ação: como os EUA, o império mais poderoso da História, se sacrifica pelo resto do mundo! Eles se envolveram no Vietnã por nós!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

GUEST POST: MÉTODOS ALTERNATIVOS QUE NÃO FUNCIONAM NA PREVENÇÃO DA AIDS

Desde 2005, Adriana Calábria tem um blog que fala de prevenção à AIDS. Ela também dá palestras sobre o assunto, pois trabalha com combate a DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) desde 2002. Ela tem 33 anos, atualmente mora em Recife e, em julho, se forma em Serviço Social pela UFPE. Pretende começar um mestrado logo a seguir para falar de prevenção da AIDS relacionada às mulheres, que estão bem mais vulneráveis hoje. Pedi pra ela escrever um guest post sobre o assunto, e ela topou. Vamos seguir as dicas de uma especialista?

AIDS é um tema recorrente na mídia. Todo mundo sabe, todo mundo já ouviu falar em prevenção da AIDS e nos métodos de prevenção da dita cuja.
Se você perguntar, qualquer pessoa tem a resposta na ponta da língua: camisinha.
Mas não basta apenas saber. Tem de usar. E usar sempre! Infelizmente, na prática não é bem assim que a banda toca, não.
Pra uma transa eventual, com desconhecidos, as pessoas se previnem. Isto é fato, é dado estatístico. Mas existem métodos alternativos que estão por aí no meio da população que deixam de cabelo em pé quem trabalha com prevenção. Enquanto eles persistirem, a doença não vai parar de crescer. Aqui estão apenas alguns exemplos, mas existem muitos mais:
Método número 1: A barreira dos três meses.
Basta o relacionamento ficar mais firme, coisa que acontece lá pelos três meses, que a camisinha é a primeira a ser posta de lado. Saiu o nome “ficante”, entrou o termo “namorante”, a camisinha é prontamente substituída, acreditem, pela confiança!
Sinto decepcionar, mas confiança nunca protegeu ninguém! Antes de confiar cegamente, tenha uma conversa bem franca sobre o assunto. E passem os dois num laboratório pra fazer um teste de HIV.
Método número 2: Seleção de parceiros.
Explico: Basta ter uma carinha saudável, um corpinho malhado, que a figura já merece confiança. Olha ela aí de novo !
Pessoas, isso não quer dizer nada. Aqui não é a África, onde a AIDS está matando aos montes e está na cara e no corpo das pessoas. A cara da AIDS podia ser vista no Brasil até uns 15 anos atrás. Hoje em dia, temos o melhor programa de medicação pra AIDS do mundo. Só não toma coquetel quem não quer, porque o governo fornece pra todos de graça (o cara pode não ter o que comer, mas remédio ele tem. Mas isso é tema pra outro post). Além do mais, o vírus pode ficar anos no organismo sem dar nenhum sinal de existência, e nem o dono sabe que ele está lá.
Outro tipo de seleção é o da turma que só transa com gente “de família”. Os homens são os maiores usuários desse método. Tem aqueles que saem apenas com “meninas de família”.
Ao menos que a figura tenha crescido num orfanato (que também não deixa de ser uma família), todo mundo tem família, ou não? Só pra situar, estamos vivendo a pós-revolução sexual. Tem muita gente por aí que já tem mais horas de sexo do que muito profissional.
Não importa quantos parceiros a figura já tenha tido na vida, se um ou trezentos. O que interessa é se usou camisinha!
Método número 3: Transar apenas com os conhecidos.
Não precisa ser muito, não. Conhecer um pouquinho já é suficiente. Tipo: vizinho(a) de prédio, o(a) colega de trabalho etc. A lógica é: “eu conheço, posso confiar”.
Não, não pode. Não, não deve! Você pensa que conhece, mas não conhece. Mesmo aquele seu amigo(a) de infância pode ter algo que não te contou. Alguém aí lembra do ditado: de perto ninguém é normal? Pois é, em se tratando de sexo, isso quase sempre é verdade. Não bote a mão no fogo pelo passado sexual de ninguém. Basta um porre bem tomado pra rolar uma transa desprotegida. E não precisa de duas transas pra correr risco, uma já é mais que suficiente pra infectar alguém.
Método número 4: Casamento
Sem querer ser estraga-prazeres, mas já sendo: casamento nunca foi, nem é garantia de fidelidade. Casamento é uma construção social. Sexo é puro instinto. Tem horas que casamento não regula atração sexual. Uma coisa é amor, outra coisa é sexo, e nem sempre elas andam juntas.
O melhor a fazer é conversar francamente a respeito da questão. Fácil não é, eu sei disso. Ninguém gosta de admitir a possibilidade de que a pessoa amada possa sair por aí transando com alguém. Mas pode acontecer, e é preciso definir onde a camisinha vai entrar nessa questão - se dentro do casamento, ou fora dele, numa eventual pulada de cerca.
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Você pode ser hétero até a raiz dos cabelos. Nunca ter participado de uma surubinha básica na época da faculdade, nem muito menos ter ido visitar uma casa de swing na vida. Mas a AIDS pode, sim, cruzar ou ter cruzado seu caminho, basta você não ter se protegido ou não se proteger. (Antes que alguém diga que eu sou contra as surubas, contra o swing feito por casais gays ou héteros, vou logo dizendo: não sou contra nem a favor. Cada um no seu quadrado!). Apenas estou dando exemplos que as pessoas me dizem pra justificar que imaginam estar longe da AIDS.
Outra coisa que as pessoas se esquecem é que não existe apenas AIDS. São mais de dez DSTs que continuam por aí espalhadas. Sífilis, por exemplo, ainda está fazendo vítimas em pleno século 21. E temos também o HPV, que causa o câncer de colo de útero e que a cada ano mata milhares de brasileiras. Todas essas doenças podem ser prevenidas com uma coisinha simples: camisinha sempre!
E existem camisinhas para todos os gostos. E bolsos. Tem com sabor, sem sabor, com lubrificante ou sem. E tem a feminina , que é uma ideia ótima, pois deixa a mulher livre pra decidir. Mas ela é cara, custa em média cinco reais. O governo distribui, mas em poucos locais e em pouca quantidade, além de não ser prática pra colocar nem pra transportar. Eu, particularmente, ainda aposto mais na camisinha masculina, mesmo sendo mulher. Explico: ela cumpre muito bem o seu papel. É mais prática de colocar, cabe em qualquer bolso ou bolsa, é mais ecológica, e custa menos de um real. Além do governo distribuir de graça e em grande quantidade.
Pensem nisso!

Clique na palavra guest post abaixo para ler os outros textos escritos por convidadas(os).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

CRÍTICA: PRESSÁGIO / Tragédias, acidentes, catástrofes e Nicolas Cage

- Depois de decifrar esses códigos, vou passar pros rabiscos da Lolinha (abaixo).

Gente, como realmente estou 100% sem tempo, e como Presságio é tão fraquinho que nem dá vontade de falar sobre ele, vou comentar rapidinho. Ok, o filme não é tão terrível quanto eu pensava antes de entrar no cinema, como indicava o trailer (veja aqui). Mas é uma ficção apocalíptica com o Nicolas Cage fazendo sua cara expressão única (a gente já se arrependeu de ter dado o Oscar pra ele ou ele o mereceu por Despedida em Las Vegas?), e isso já diz tudo. Aliás, acho que o título dado pelos distribuidores brasileiros é eloquente também. No original, o título é um inócuo Knowing (conhecimento, saber). E aqui traduziram pra Presságio. Qual a palavra que sempre vem associada à presságio? Ué, mau presságio! Raramente se diz “tive um bom presságio”. Então creio que há uma mensagem subliminar da distribuidora falando pra gente chegar perto do filme com muita cautela. E sei que não tenho tempo, mas isso me lembrou muito uma das minhas tirinhas favoritas do Garfield. É uma bem antiga em que Jon conhece a garçonete da lanchonete onde vai sempre e lhe diz: “Waitress, this potato is bad” (“Garçonete, esta batata está ruim/má”). E a garçonete se aproxima, pega a batata e lhe dá umas palmadinhas, dizendo “Bad potato, bad potato!” (“Batata má, batata má”). Este Presságio é como a batata: tudo coisa má.
O filme começa com uma menininha, meio século atrás, escrevendo números loucamente num papel. Ao mesmo tempo que tive péssimas lembranças (Número 23, anyone?), me identifiquei com a guria. Dizem as más línguas que eu também, pra economizar papel, faço uns rabiscos indecifráveis (calúnia!). Mas os rabiscos da garotinha não são tão indecifráveis assim, já que o Nic e seu filho-meio-malinha são capazes de entendê-los. As anotações mostram exatamente o dia, o local e o número de vítimas de cada desastre global. O filme usa esse pretexto pra recriar os cenários de 11 de Setembro em várias cenas (sobreviventes saindo empoeirados de um metrô em Nova York, avião explodindo num acidente com carros etc. Pô, o Nic já não fez esse filme antes?). A história finge que pergunta se as coisas acontecem por acaso ou se já existe todo um destino traçado pra gente, mas é só reparar no mapinha dos acidentes pra saber a resposta. Por isso, e pelo fato de Presságio ser bem religioso em algumas partes, acho que o pessoal que acredita que a bíblia é literal ao falar de Adão e Eva e a Arca de Noé pode gostar.
Os críticos americanos não fazem parte desse segmento, imagino. Um disse que Presságio não é profético, só patético. Outro, que Presságio é o caminho pra dor eterna. Mas um crítico importante, o Roger Ebert, amou, deu nota 10, e afirmou que este é um dos melhores filmes de ficção que já viu na vida. Espero que suas palavras não sejam colocadas numa cápsula do tempo para serem descobertas daqui a cinquenta anos, porque pega mal.
Eu ri alto quando, lá pelo final, o Nic fala o understatement do século. O problema é que não sei traduzir understatement. É o contrário de overstatement, o exagero, a hipérbole. É como se understatement fosse uma narração incompleta, uma minimização de algo importante. Enfim, o Nic diz: “Sabe essa onda de calor que está assolando o planeta? Pois é, ela não vai melhorar”. Se você viu o filme, sabe ao que me refiro. Se não, não posso contar, sorry. Pelo menos não neste horário (daqui a algumas semanas, talvez, se eu ainda me lembrar da existência do filme).
Mas, sabe? Eu fiquei com pena dos alces em chamas. Isso não teve no World Trade Center.- Cadê os alces? Cadê os alces?

terça-feira, 21 de abril de 2009

CRÍTICA: SIMPLESMENTE FELIZ / A boba-alegre e o instrutor do inferno

Criança feliz não vira adulto traumatizado e preconceituoso.

Vou continuando minhas mini-críticas sobre filmes que vi sem anotar. Fique com esta:
Simplesmente Feliz - bem antes de ver esta comédia, li a crítica da Lauren, que detestou o troço com todas as suas forças. Eu comecei a tentar vê-lo duas vezes (no computador), mas tive que parar. Achei as primeiras cenas, com a boba-alegre Poppy (Sally Hawkins) rindo com as amigas, usando um pedaço de frango pra fazer gracinhas, bastante insuportável. Mas insisti, porque gosto do Mike Leigh (Segredos e Mentiras, Vera Drake), e porque, na verdade, eu também sou uma meio boba-alegre que gosta de ver o lado bom da vida (mas não brinco com comida). Acho que valeu a pena insistir, porque o filme melhora depois da primeira metade. O personagem da Poppy é fascinante na sua passividade (como alguém pode suportar tanto abuso sorrindo? Acorda, moça! Reaja!), mas pra mim, quem roubou as cenas foi o instrutor de autoescola, um carinha insuportável, preconceituoso, e rude. Um carinha que precisa se tratar urgentemente pra aprender a conviver em sociedade. Ou pelo menos que deveria parar de se relacionar com pessoas na vida real e só virar troll numa existência virtual, sabe?
Eu lembrei de quando fiz autoescola em SP. Tinha uns 19 anos e dei o azar de pegar um instrutor vindo do inferno diretamente pra me servir. Não entendo como alguém nervoso e impaciente pode virar professor de qualquer coisa, ainda mais de autoescola. Nunca aprendi a dirigir com o Atacadinho. Tive umas três aulas e só voltei a procurar uma autoescola anos depois, quando me mudei pra Joinville (um lugar muito mais apropriado pra dirigir que uma selva urbana como SP, diga-se de passagem).
Mas o legal de Simplesmente é que Poppy é professora, e o instrutor também é. Sinceramente, mesmo que discordando da meiguice exagerada da Poppy, quem a gente preferiria ter como professor: ela ou o psicopata? E pra ensinar nossos filhinhos? Um mundo cheio de Poppies de repente não me pareceu assim tão deplorável.