terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

MELHORES MOMENTOS DO MBL, MOVIMENTO PROFISSIONAL DE DESTRUIÇÃO DE REPUTAÇÕES

Hoje soube que o deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP), um dos fundadores do MBL, e que tem um projeto de lei que prevê acabar com "crimes contra a honra", vai processar 17 pessoas que insinuaram que ele é nazista por causa de sua participação desastrosa no Flow com aquele tal do Monark (vale lembrar que ambos estão sendo investigados).

Entre as pessoas que Kim está processando, através do advogado Rubinho Nunes, que é vereador e também do MBL, destacam-se Jean Wyllys e Marcia Tiburi. Eles tiveram que sair do Brasil por tanto que foram ameaçados e atacados pelo MBL. Os ataques a Marcia, por exemplo, começaram um dia depois que ela deixou um estúdio de rádio por se recusar a debater com Kim. Outras figuras que respeito que serão processadas incluem Bolsoregrets, JornalismoWando, Veronica, Flavia Maynarte, Palmério Doria, Ivan Valente, Henry Bugalho, e Jones Manoel.

Mas elas não estarão sozinhas. Há muitas advogadas e advogados de esquerda que já se voluntariaram a defendê-las. E, se perderem, tem uma multidão de gente pra ajudar a pagar as indenizações. Mas processar custa caro. Temos que perguntar sempre: quem patrocina o MBL?

Eu estou bem acostumada ao assédio jurídico (já respondi oito processos, quatro vindos de mascus que me ameaçam de morte e estupro desde 2011; tive que fazer acordo em quatro, e perdi um no ano passado, mas estou recorrendo), mas fico impressionada ao ver o próprio coordenador do MBL dizendo em vídeo: "Tem que monitorar todos esses sujeitos do cancelamento. Eles têm que ser alvo rapidamente de um assédio jurídico". Assédio jurídico não cabe numa democracia! E cancelamento e destruição de reputações quem faz (em nível profissional, aliás) é o MBL!

Hoje um comentário não aprovado deixado aqui no blog foi: "Acusar de nazismo é bem sério. Estamos vigiando". Não sei se dá pra entender: não é nazismo que é bem sério pra essa gente. É acusar nazista de ser nazista que é bem sério. A liberdade de expressão que eles defendem é pra nazista! Pra quem é contra nazista, cadeia e assédio jurídico! 

Em solidariedade ao pessoal sendo processado pelo minúsculo Kim e seu cada vez menor MBL, coloco aqui uma lista bastante pessoal dos melhores momentos que esse movimento escroto (composto por Kim, Renan, Mamãe Chorei, Fernando Holiday etc) já protagonizou.

Caluniou em 2017 um professor de universidade pública com meses de salário atrasado. O professor foi às ruas pedir dinheiro pagar as contas, e recusou uma oferta de uma universidade particular. MBL disse: "Lá tem q trabalhar pra receber". Afinal, servidor público, segundo o MBL, não trabalha.

MBL foi (é ainda) um dos maiores apoiadores do Escola Sem Partido, movimento criado para perseguir e silenciar professores.

MBL atacou as jovens estudantes valentes que ocuparam escolas em protesto em 2016. Quando as ocupações cessaram, MBL colocou um outdoor agradecendo a si mesmo. Logo depois, vandalizou o próprio outdoor para fingir que estava sendo perseguido.

Junto a Luciano Ayan, o MBL foi responsável por espalhar fake news contra Marielle Franco desde o dia da sua execução. 

MBL promoveu a comemoração da prisão de Lula num puteiro. Os incels todos compareceram em massa.

MBL celebrou o enterro do PT. Não apareceu muita gente, como mostra a foto. E o PT segue sendo favorito nas eleições deste ano.

MBL considerou lançar Danilo Gentili para presidente. Agora está apoiando Sérgio Moro. Se houver 2o turno entre Lula e Bolso, obviamente apoiará Bolso.

MBL fez campanha contra o ótimo documentário de Petra Costa, DEMOCRACIA EM VERTIGEM, que foi indicado ao Oscar de melhor documentário, primeira vez q o Brasil é indicado nessa categoria. 

MBL atacou a incrível coreografia feminista "O estuprador é você", do coletivo chileno Las Tesis, q foi replicada no mundo inteiro em 2019. 

MBL atacando feminismo e feministas? É o que toda a direita faz no café da manhã. Se não ataca feminismo, não pontua, não lacra, não lucra. Claro que tem vezes q eles exageram...

Essa imagem eterna dispensa explicações, mas lá vai a legenda: Kim bem do ladinho de Eduardo Cunha e Bolsonaro sendo saudados como "exemplos de cidadania e esperança para um Brasil livre da corrupção".

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

PONTAPÉ INICIAL PRO 34o TRADICIONAL BOLÃO DO OSCAR DA LOLA

As indicações ao Oscar 2022 saíram semana passada e me deixaram bem animada (não sei o porquê, sinceramente). 

Até agora não vi muitos filmes. Como todo mundo que acompanha o bloguinho sabe, eu não gostei nada de Não Olhe Para Cima, e eis que ele foi indicado a melhor filme (e outras três estatuetas!). Pelo menos o meu preferido entre os que vi até agora, Ataque dos Cães, é o favorito (eu acho). Foi indicado a doze Oscars! Em segundo lugar, com dez indicações, uma produção que eu penei pra assistir: Duna. Não é ruim, mas certamente não é meu tipo de filme. 

Eu vi e gostei de King Richard: criando campeãs (sobre as origens das extraordinárias tenistas Venus e Serena Williams) e O Beco do Pesadelo, mas não sei se entrariam numa lista de melhores do ano. 

Dois filmes que eu odiei foram Apresentando os Ricardos (sobre Lucille Ball) -- eu larguei no meio, o que não é comum pra mim, mas tava chato que dói --, e Spencer, sobre a Diana (qualquer episódio do The Crown é melhor). E eu não amei A Filha Perdida, mas vou inclui-lo no meu curso de extensão sobre cinema e gênero, pra falar sobre maternidade. 

E foi praticamente tudo que vi até agora. Mas até o dia 27 de março, quando será a transmissão da cerimônia, verei vários outros. E fico na torcida pra Jane Campion levar melhor direção pra casa. Ela é a primeira mulher a ter sido indicada duas vezes na categoria (a primeira vez foi pelo lindo O Piano). Se ganhar (deve ganhar), será fantástico, já que ano passado Chloé Zhao levou por Nomadland. Será a terceira vez na história que uma mulher ganha em 94 anos.

E será a 34a vez que eu faço o meu já tradicional bolão do Oscar! Não sei se comecei em 1988 ou 89, apenas entre a família (lembro que meu pai ganhou o bolão e ficou insuportável). E de lá pra cá, organizo todo ano, sem falta. Quer dizer, desde 2009 quem organiza mesmo é um leitor querido e muito antigo, o Júlio César, direto de Maceió. Se não fosse ele, eu já teria parado faz tempo.

Ano passado foram 214 participantes no bolão grátis e 18 no bolão pago. E fiquei bastante feliz por quem ganhou (teria ficado mais se tivesse sido eu). Claudemir, um veterano do bolão (ele participa desde 2006, quando era adolescente) ganhou o bolão pago, com 15 acertos em 19 categorias. Foi a terceira vez que ele vence, o desgramado. E a Janaina Lira acertou incríveis 17 categorias no bolão grátis (e ficou em segundo lugar no pago). Ela participa do bolão desde 2012.

Então, gente, participe! Não custa absolutamente nada se você entrar no bolão grátis. É só entrar aqui e clicar nos seus palpites. O Júlio César, ou o computador, estimou que leva 7 minutinhos pra apostar. Aí na véspera da cerimônia você recebe por email uma tabela com todos os participantes e todas as apostas pra poder acompanhar a transmissão e torcer por quem vc apostou.

Por isso que é bem mais emocionante entrar no bolão pago: tem dinheiro envolvido. Não é muito. Quem quiser entrar deve me enviar um pix (minha chave é meu email: lolaescreva@gmail.com) no valor de R$ 25, e um comprovante pro meu email e pro email do Júlio César (jcaoalves@gmail.com) e fazer suas apostas aqui, nas 19 categorias principais (categorias mais difíceis de encontrar pra assistir, como documentário e curta, ficam de fora no bolão). Quem acertar mais, leva todo o montante apostado (ano passado foi R$ 450). Se houver empate, o prêmio é dividido. 

E só! É super simples. Então vamos lá! Só que, pra ter tempo hábil de fazer as tabelas, o Júlio César fecha o prazo pra apostar até as 23h59 do dia 25 de março. Tem um tempão até lá, mas não deixe pra última hora. Ah, e quem quiser pode entrar nos dois bolões (o pago e o grátis), com apostas diferentes. Vai, Jane!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

A HISTÓRIA DE DOIS EX-JUÍZES

Sei que é difícil comparar, mas vamos tentar: Sérgio Moro e Flávio Dino. Ambos ex-juízes que viraram políticos. Ah, e é fake que Dino ficou em primeiro lugar no mesmo concurso pra juiz de Moro (Dino realmente foi primeirão, mas não foi o mesmo concurso). 

Sérgio Moro formou-se em Direito em 1995 pela Universidade Estadual de Maringá (PR). Foi juiz federal entre 1996 e 2018. Coordenou a Operação Lava Jato. Condenou Lula em 2017 -- o que serviu para impedir que o favorito às eleições de 2018 pudesse concorrer --, mas sua sentença foi anulada pelo STF em 2021, que decidiu que Moro agiu com parcialidade e declarou sua suspeição. O Intercept publicou mais de cem artigos expondo a ação coordenada entre Moro e o Ministério Público (principalmente Deltan Dallagnol) para condenar Lula. 

Hoje é unanimidade internacional que Moro não foi nada imparcial no julgamento de Lula. Uma pesquisa publicada pela Folha de agosto de 2020 mostrou que, entre 283 professores de direito, 97% afirmaram que Moro não agiu com "a imparcialidade exigida para um julgamento justo".

Mas bem antes disso a mídia do mundo inteiro já ficou surpresa quando Moro, que beneficiou Bolsonaro prendendo Lula, virasse superministro de Bolso. Parecia, como dizer, haver um conflito de interesses. Também foi interessante que, para assumir o cargo de ministro, Moro pediu a Bolso que garantisse a pensão a sua família caso algo lhe acontecesse (o que é absurdo, já que o presidente não tem como garantir isso). 

Após uma atuação apagada e passa-panista em relação às acusações de corrupção envolvendo Bolso e a família, Moro deixou o ministério, em abril de 2020. 
Foi ser advogado e consultor na iniciativa privada. Em menos de um ano, entre 2020 e 2021, recebeu uma fortuna da consultora americana Alvarez e Marsal, que presta serviços de recuperação judicial e assessoria jurídica. Entre os clientes estão empresas investigadas pela Lava Jato, como Odebretch e OAS. Primeiro Moro entrou como sócio da empresa, depois foi rebaixado a consultor. O Tribunal de Contas da União determinou que Moro dissesse quanto ganhou trabalhando na Alvarez. Depois de muita insistência, ele revelou: R$ 3,6 milhões (fora um bônus de R$ 806 mil pela contratação). Mas ele insiste: "Não enriqueci". Pra ele, ganhar em um ano a bolada que a enorme maioria dos brasileiros não recebe na vida toda não é enriquecer (fora as palestras).

Hoje seu salário pelo Podemos é de "apenas" 22 mil reais por mês. "É um meio de subsistência", diz ele. Ele planeja se candidatar a presidente. Se continuar com menos de 10% nas pesquisas até abril, deve optar pela candidatura a deputado federal. 

Agora vamos a outro ex-juiz. Flávio Dino formou-se em Direito em 1991 pela Universidade Federal do Maranhão. Foi juiz federal entre 1994 e 2006. Aos 38 anos, pediu exoneração do cargo para poder concorrer a deputado federal pelo PCdoB. Foi o quarto mais votado do Estado. Foi eleito governador do Maranhão em 2014 e reeleito em 2018. Conseguiu acabar com décadas de poder da família Sarney num dos estados mais pobres do país. Agora deve se eleger senador pelo PSB. Espero que um dia se candidate a presidente.

Mas algo que nunca vou esquecer sobre ele foi o que a Manu, sua ex-colega de partido, contou numa palestra que dividi com ela em Porto Alegre. Os amigos criticaram Dino quando souberam que ele deixou de ser juiz pra ser candidato a deputado, em 2006. Como assim? Largar uma carreira tão próspera e disputada pra concorrer a deputado? E ele ele não se elegesse? 

Dino, calmo e seguro, sempre respondia: "Eu acho que consigo passar em concurso pra juiz de novo". 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

DEFENSORIA SIM!


Amanhã o STF retoma o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade, protocoladas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que questionam a prerrogativa de requisição das Defensorias Públicas. Sem esse dispositivo, os pobres ficam cada vez mais desassistidos. O combate à violência contra as mulheres, por exemplo, fica mais difícil.

Publico o curto texto de Samantha Vilarinho Mello Alves, defensora pública do Estado de Minas Gerais.

Será retomado amanhã o julgamento da ação que discute a prerrogativa da Defensoria Pública de requisitar documentos de qualquer autoridade pública e de seus agentes.

A lei atual permite essa requisição, mas a Procuradoria-Geral da República deseja que seja declarada inconstitucional.

Alexandre de Morais tinha pedido vista. Apenas Fachin, relator, votou a favor da manutenção dessa prerrogativa de requisição.

As Defensorias Públicas existem para garantir assistência jurídica integral e gratuita à população economicamente hipossuficiente e/ou vulnerabilizada. Está na Constituição.

Por lei, as defensoras públicas e defensores públicos podem requisitar certidões, exames, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e demais providências necessárias à atuação da Defensoria Pública.

A prerrogativa de requisição foi fundamental no apoio jurídico a quem tinha auxílio emergencial negado. O governo federal não expunha o motivo de um auxílio emergencial haver sido negado, mas a Defensoria Pública pôde requisitar essas informações para defender judicialmente as pessoas prejudicadas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

ASSUMAM-SE, NAZIS COVARDÕES!

Anteontem um reaça chamado Bruno Aiub, apelido Monark, que tem um podcast com 3,6 milhões de inscritos, o Flow, conversou com os deputados Kim Kataguiri (DEM-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) sobre liberdade de expressão. Num dado momento, Monark disparou (não foi a primeira vez): "Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido por lei".

O energúmeno do MBL concordou (disse que a Alemanha errou ao criminalizar o nazismo), Tabata não. Enquanto a internet pegava fogo, os participantes posavam pra foto. Teve gente, como Glenn Greenwald, que ao defender o modelo americano de liberdade de expressão irrestrita, acabou defendendo Monark. Mas a maior parte ficou ultrajada mesmo, e o canal perdeu um monte de patrocinadores. Mais tarde, o cara fez um vídeo de 8 minutos pedindo desculpas e explicando que estava bêbado.

E aí algo bem esquisito aconteceu: ele foi demitido do Flow! Como faz pra se demitir da própria empresa? Podem marcar aí: se algum dia eu falar uma barbaridade, eu vou me demitir do meu emprego não remunerado no Escreva Lola Escreva! (Me explicaram que Monark era sócio da Flow e que seu outro sócio vai lhe dar 50% pra que ele saia da empresa. Ou seja, o babador de nazista acabou de ficar mais rico! E teve gente que fez bolão: quem vai contratar Monark agora? Jovem Klan, Folha, Veja ou Estadão?).

E por falar em Jovem Klan (melhor trocadilho não há pro canal oficial do bolsonarismo), hoje pela manhã o Adrilles, um dos comentaristas frequentes da emissora, fez a defesa padrão dos reaças (se nazismo é proibido, comunismo também deve ser -- esta é a pauta: criminalizar o comunismo, como os nazistas fizeram na Ucrânia). Só que, no final, o podre total e stalker profissional mandou um Sieg Heil, aquela típica saudação nazista. O apresentador ao lado até balançou a cabeça e disse "Surreal". Adrilles riu, crente que tava lacrando. 

Diante da repercussão, a Jovem Klan afastou Adrilles do programa de amanhã. Mas alguém deve ter avisado que fazer saudação nazista é crime, então a emissora o demitiu. E o que fez o bolsonarista covardão (perdão pela redundância)? Em vez de bater no peito e gritar com sua voz fina "Fiz um gesto nazista sim, e daí? Nunca viu?!" ou pelo menos, sei lá, alegar que ele ia mexer a mãozinha (como fez várias vezes para se despedir), mas aí a tela congelou e ficou parecendo saudação nazista, Adrilles se lamentou: "Fui demitido da jovem pan. Por dar um tchau deturpado. Infelizmente a pressão de uma turba canceladora e sua sanha de sangue surtiram efeito" (sic). 

Pois é, saudação nazista virou tchau deturpado! 

Lembram do secretário de cultura Roberto Alvim fazendo cosplay de Goebbels? Do Bolso numa live com ministros bebendo copos de leite e o agora foragido Allan dos Santos copiando o gesto e falando, rindo: "entendedores entenderão"? Do assessor da presidência Filipe Martins (também conhecido como Sorocabannon) fazendo o gesto OK de supremacista branco no Senado, e depois inventando que estava apenas ajeitando a lapela? É tudo a mesma lógica. Chama-se dog whistle, apito de cães.

Ou seja: essa gentalha parece ser a mais ignorante possível, mas, no fundo, é mais perversa que imbecil. Eles sabem muito bem que a base mais sólida de apoio a Bolso vem dos nazistas e neonazis. 

Eles sabem que o que mais tem na extrema-direita internacional da qual fazem parte são fascistas. Sabem que o chefão não abre um sorrisão como aquele que abriu com a deputada nazista alemã à toa. Sabem que Alvim tava plagiando o ministro de propaganda de Hitler, que leite é um símbolo neonazi, que OK quer dizer white power, e que o "tchau" do poeta olavete é uma saudação nazista. 

E os nazistas que os assistem sabem disso também. Em público, eles negam. Tentam nos trollar: a gente que é doente por ver nazismo em tudo, somos nós os "canceladores que deturpam"! Mas quem tá na mesma frequência e sintonia do apito os saúda, e eles dão tapinhas mútuos nas costas sempre que conseguem escapar. 

A dúvida é: Adrilles vai ser demitido da Jovem Klan por quantos dias? Vai levar quanto tempo pra emissora contratar o Monazi? 

Vale lembrar que, em novembro de 2020, Rodrigo Constantino barbarizou numa live no YouTube ao falar da absolvição do acusado de estupro por Mari Ferrer. Uma das piores: "Se minha filha for estuprada nessas circunstâncias, ela vai ficar de castigo feio. Eu não vou denunciar um cara desse pra polícia". Na mesma live, o jornalista reaça disse que uma mulher bêbada deveria ser responsável pelo estupro que sofre, da mesma maneira que um cara que dirige bêbado, se matar alguém, é responsável pelo assassinato. Pouco misógino, não?

A pressão contra Constantino foi grande. Não sei se dá pra falar em cancelamento porque figuras caricatas da extrema-direita como Monark, Adrilles e Constantino são "canceladas" por todo mundo da internet que não seja reaça há muito, muito tempo. Não é algo pontual. Mas a Jovem Klan demitiu Rodrigo Constrangido.

E, dois meses depois, na surdina, sem falar nada, o readmitiu. Talvez aconteça com Adrilles.

Ou talvez eles possam logo se assumir, se juntar com outros fascistas da Jovem Klan, e lançar o Nazicast. Seria mais honesto.