Pessoas queridas, um post bem rapidinho só pra hoje não passar em branco e pra vocês não esquecerem de mim totalmente.
Fui pra Brasília sexta à noite, e voltei hoje à tarde. Pra variar, foi rapidíssimo, e nem poderia ser diferente, ainda mais no último final de semana do semestre na faculdade. Fui participar do I Encontro de Jovens Feministas da UJS (União da Juventude Socialista), que se realizou neste final de semana na UnB. Creio que este foi meu 50o evento no ano, entre mesas-redondas, palestras, debates, rodas de conversa etc. E foi uma bela maneira de terminar 2013, pelo menos no que se refere a palestras (porque, né, referente a todo o resto, o ano só termina quando termina, e eu nem tenho pressa que termine, porque, como todos os outros, foi/está sendo um ótimo ano).
É sempre muito bacana fazer parte de um congresso vibrante e cheio de gente jovem e idealista. Meus recados pra UJS foram basicamente dois: assumam-se feministas, sem nenhuma vergonha, porque não podemos deixar que quem odeia o feminismo o defina; e vamos varrer o machismo, a homofobia, o racismo, a transfobia, a gordofobia, dos movimentos de esquerda -- vamos fazer todo um esforço para que os preconceitos sejam exclusivamente uma bandeira da direita.
Tenho muito orgulho de ter sido convidada para o primeiro encontro feminista da UJS e, em outubro, em MG, do I Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta. Apesar de haver um pouco de rivalidade entre as organizações, porque a UJS é mais ligada ao PCdoB, governista, e o MML ao PSTU, oposição ferrenha, pra mim é tudo esquerda, é tudo feminista, é tudo gente que quer mudar o mundo. Então eu participo com gosto mesmo.
Nesta última viagem, tive um probleminha: abri o primeiro volume de Jogos Vorazes (uma leitora querida tinha me dado a trilogia no ano passado; o maridão e minha mãe já tinham lido, e eu, que não tive férias em 2013, não encontrei tempo pra ler muita coisa que não fosse teoria), comecei a ler no avião, e não consegui parar. O livro é absolutamente viciante.
Eu já tinha amado o filme também. Ainda não li o segundo volume, nem fui ao cinema ver Em Chamas (cinema? O que é isso? Acho que vi dois filmes no cinema durante o ano inteiro, que vergonha!). Depois comparo um pouquinho o primeiro livro e filme. Enfim, só pra explicar por que o blog foi mais ou menos abandonado este final de semana: culpe Jogos Vorazes.
Mas eu já fui uma cronista de cinema, na época em que eu e o maridão tínhamos tempo e íamos ao cinema uma vez por semana, toda semana (bons tempos!). E tenho um livro repleto de crônicas divertidas pra provar. Compre que ainda dá tempo! Custa só R$ 30, com frete incluso, e rende um ótimo presente de natal, com dedicatória exclusiva e tal.
Ah, uma coisinha pra registrar: olhem só a linda capa que uma revista feminista fez com uma foto minha de infância. Na realidade, a Dona foi o trabalho de conclusão de um curso de Jornalismo em SP, então não será publicada. A minha capa foi resultado de uma longa entrevista que dei pra duas alunas, na noite depois da minha participação da Casa TPM, em agosto. Foi engraçado, porque as lindas Carol e Jessica esperaram um tempão até que eu tirasse fotos com fãs e autografasse livros, e aí a primeira coisa que pedi a elas, quando finalmente ficamos a sós, era se elas podiam remover as dezenas de grampos que o cabeleireiro tinha posto no meu cabelo! A segunda foi: "Me levem pra jantar! Aí a gente pode conversar melhor". Lolinha, explorando estudantes de Jornalismo desde, ahn, 2013? (não, brinks, elas gostaram! Quem mais pode contar que salvou a entrevistada de trinta grampos aprisionando seu pobre cabelo?).










































