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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

OVERDOSE DE NÚMEROS... E ASPIRINAS

O Marcos, meu querido veterinário (mais pra frente coloco um poema em sua homenagem), explicou que, pra se tomar uma overdose de aspirina, vale o cálculo de 1,5 grama do remédio pra cada quilo da pessoa. Tô tendo dificuldade com esses números (eu faço Letras!). Vejamos, pra uma pessoa de 80 quilos, então, seria preciso 120 gramas de aspirina? Como cada aspirina tem 325 miligramas, pelo menos as americanas, então seriam 360 aspirinas? É isso? Puxa, é aspirina que não acaba mais... Bem mais que as 3 ou 4 chutadas pelo maridão. Eu já desconfiava, mas agora confirmei que, se eu não fosse a pessoa mais feliz (tem quem me chame de “boba-alegre”) do mundo, e algum dia viesse a contemplar o suicídio, aspirina não seria uma boa. Eu tenho problemas psicológicos pra engolir qualquer tipo de remédio. Fico com um comprimido na boca durante uns 5 minutos, enquanto o maridão faz a dança da chuva e grita “Engole logo!”. Com aspirina é mais fácil porque ela é mastigável. Daí só levo uns 2 minutos, bebendo muita água. Mas pra tomar 360 aspirinas, levando 2 minutos pra cada (lá vamos nós outra vez), eu demoraria uma hora pra cada dose de 30 aspirinas (isto é, se eu não engasgasse no caminho ou parasse pra fazer cálculos matemáticos)? Então precisaria de doze horas pra tomar as 360? Imagino que na terceira hora o efeito das duas primeiras doses já passaria. Sem falar que eu acabaria com as reservas de água do planeta. Sou ecologista, não posso fazer isso. Eu ia concluir que suicídio por overdose é uma impossibilidade física, mas agora lembrei de alguns filmes em que pessoas deprês colocam um monte de pílulas na boca ao mesmo tempo, não uma de cada vez, como eu tava calculando. Mas, obviamente, isso é ficção. Aposto como usam efeitos especiais.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

OVERDOSE DE REMÉDIOS

Saiu a autópsia do Heath Ledger. Parece que ele morreu por excesso e mistura de medicamentos. Horrível isso, alguém morrer acidentalmente tomando remédio. Se isso acontece com um cara rico, com acesso a médico e a remédios com receita médica, imagina o que não ocorre com os pobres mortais.

Isso é esquisito, ainda mais pra mim, que não tomo nada além da ocasional aspirina. Mas já fui viciada em gotinhas pra desentupir o nariz. Durante anos usei esse troço, e claro que a necessidade era muito mais emocional que propriamente física. Aí li que fazia mal. Em seguida que dava pra substituir o remédio por água boricada. Passei a pingar água no nariz. Como não fazia efeito algum, parei. Mas daí já tinha parado com o desentupidor de nariz também.

O maridão não usa nem nunca usou nada de remédio, e olha que ele é um velhinho caquético. Sempre me lembro da vez em que estávamos vendo “O Reverso da Fortuna” em vídeo. Um dos personagens no filme de 1990 toma uma overdose de aspirinas e entra em coma. Eu, legitimamente curiosa, perguntei pro maridão: “Quantas aspirinas a gente tem que tomar pra ter uma overdose de aspirina?”. E ele, 100% sério: “Não sei, umas três ou quatro?”.