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domingo, 2 de agosto de 2009

TRÊS BOAS AÇÕES COLETIVAS

Sou péssima nisso de blogagem coletiva. Sempre perco as datas, nunca sei o que escrever... Mas como tem gente que acha que este bloguinho é popular e pediu, e como eu sei que minhas leitoras(es) são pessoas das mais conscientes, vou pedir a adesão de vocês pra essas três boas ações.

A Semana Mundial da Amamentação começou ontem e vai até o dia 7. A minha ídola Denise está organizando, pelo terceiro ano consecutivo, uma postagem coletiva pra divulgar a importância da amamentação materna. O tema deste ano é Amamentação: Segurança Alimentar nas Emergências. Parece óbvio, mas muita gente desconhece que, numa catástrofe (alagamentos, furacões, terremotos etc), a amamentação pode salvar a vida de crianças. E, obviamente, longe das emergências, o leite materno é sempre o melhor alimento pro bebê. Lá na Denise e no site da campanha tem mais informações. Ajude a divulgar também, por favor.

A Lei Maria da Penha tem três anos e representa um grande avanço no combate à violência doméstica. Mas ela não tem sido aplicada como se deve por alguns juízes que estão na contramão da história. Teve um que bradou contra a lei, porque ela representaria “O homem subjugado e o fim da família”, por exemplo. Incrível! A petição é para que a lei seja cumprida, e sem que seja adotado o retrocesso da representação. Leia a petição pra entender melhor e assine, please. E se precisar de alguns depoimentos de mulheres agredidas pra se "inspirar", aqui tá cheio. Nem preciso dizer: leitores homens, assinem também. A violência doméstica afeta todos os membros da família e gera mais violência no futuro.

O outro pedido é pra assinar a petição da Greenpeace convidando os principais líderes mundiais a participarem pessoalmente da COP-15, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Copenhagen, Dinamarca, entre os dias 7 e 18 de dezembro. Não precisa ser cientista pra notar como os invernos estão cada vez mais frios e os verões, mais quentes, e as consequências desse desequilíbrio: enchentes, secas, e até ciclones em lugares onde essas catástrofes “naturais” eram até então inéditas (lembram do ciclone aqui em SC em 2004? Tiveram que reescrever livros de geografia por causa dele). Não é porque a gente não vai estar viva daqui a cem anos (estou falando por vocês) que vai acabar com o planeta.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PRA COMEMORAR O DIA MUNDIAL NO COMBATE À AIDS, USE CAMISINHA. SEMPRE

Hoje é o Dia Mundial de Prevenção contra a Aids. No caso da transmissão sexual, existem duas únicas formas de prevenção possíveis: a castidade ou usar camisinha. Pregar a castidade não funcionou nem com a filha da candidata conservadora à vice-presidência nos EUA, então fica aqui a segunda sugestão.
Quando eu comecei a ter vida sexual ativa, no começo da década de 80, a Aids não existia. Ainda que o vírus HIV, causador da Aids, tenha sido descoberto em 79, pros héteros como eu a primeira vez que ouvimos falar na doença misteriosa foi em 1985, quando morreu o galã Rock Hudson. A gente nem sabia que ele era gay, e a gente nem sabia que a tal doença existia. Foi só aí que começou a sair na mídia. A princípio, achava-se que só afetava os homens homossexuais. Com o tempo, viu-se que era um problema sério pra todo mundo, principalmente mulheres heterossexuais, inclusive as casadas. E assola boa parte da África.
Eu obrigava meus parceiros a usar camisinha muito antes de tudo isso porque não queria ficar grávida, ué. E era impressionante como a maior parte dos meninos ou nunca havia usado camisinha ou não queria usar. Espero que isso tenha mudado, mas, se olharmos pras estatísticas de gravidez na adolescência, perceberemos que a idéia de que “hoje todo mundo usa camisinha” não é verdadeira. Tem muito cara que não gosta e prefere passar risco. Nem preciso dizer como isso é besta.
Quando surgiu a Aids, eu apenas continuei fazendo o que já fazia antes: usando camisinha. Com um motivo a mais, ainda mais sério - a Aids matava. Hoje, toda uma nova geração nascida no começo dos 90 não vê a Aids como doença fatal. Existem coquetéis, é verdade, mas todavia não existe cura, e ainda se morre de Aids, sim. O tempo médio de sobrevida é de 108 meses apenas. Portanto, vejamos: o que parece mais inteligente? Usar camisinha agora, sem ter a doença, ou se arriscar, pegar a doença, precisar tomar remédios pro resto da vida, que não será tão longa, e ter de usar camisinha de qualquer jeito?