sexta-feira, 11 de julho de 2008

CRÍTICA: WALL-E / Robô faz americanos mais humanos, mas não faz barata menos barata

O amor é lindo: Wall-E e sua robô avançada no ferro-velho que virou a Terra

Gostei bastante da mais recente animação da Pixar, Wall-E. Achei o troço fofinho e meigo em várias partes, até porque ele discute, através de um robô, o que nos faz humanos – música, dança, e musicais antigos que ninguém vê mais, como Hello Dolly (é certamente a maior homenagem dos últimos tempos a musicais). E tem uma mensagem plenamente ecologista sobre a importância do verde. Espero que influencie toda uma nova geração. Mas vem cá, quem falou pra Pixar que baratas são bichinhos de estimação queridos? Tá certo que não é uma barata real, é uma animação estilizada, mas faz barulhinho de barata, tem a maior pinta de barata, é indestrutível como uma barata! Perdão, sou mulher, e toda vez que a melhor e única amiga do robô aparecia na tela, eu queria jogar uma sandália. E quando a barata entra dentro do robô e ele sente cócegas? Vão se catar! Vou ter pesadelos com isso. Pixar, é o seguinte: existem tabus que não deveriam ser desafiados. Mulheres e baratas não podem ser amigas, ok? Já é bem chato quando vocês colocam um rato cozinheiro como protagonista. Ratinho azul que anda em duas patas, vá lá, a gente deixa passar. Mas barata não. Tudo tem limites. E barata voadora, ainda por cima! Ninguém tinha me avisado que era um filme de terror.

Vou tentar falar das partes não baratísticas. É que é difícil, porque na primeira e melhor parte do filme, todo lugar que o Wall-E vai, a barata vai atrás. Mas fazendo um esforço supremo pra esquecer a asquerosa: o robôzinho que é o personagem-título é uma gracinha, apesar de ser idêntico não só ao de Short Circuit como também ao ET (a mesma voz, o mesmo pescoço que cresce). Ele não é lá muito trabalhador, o que acho ótimo. Num breve momento mais pro fim em que ele se centra no trabalho, fica irreconhecível. Ele prefere colecionar coisas. É estranho que um robôzinho no ano 2700 não encontre o dvd de, sei lá, Homem de Ferro, e sim o vídeo de Hello Dolly! Não um i-Pod, mas um cubo mágico da década de 80. Ele ganha meu coração quando descobre uma caixinha com um anel de diamantes dentro. Joga fora o anel, fica com a caixinha, numa mensagem claramente anti-consumista. Eu sempre achei isso também, que a caixinha é mais bonita e útil. E quem não gosta de fazer ploc em bolhas de plástico (espero que que as crianças de hoje ainda explodam bolhinhas de embalagens)?

Há muitos outros pontos interessantes. Por exemplo, a gente vê nos comerciais que passam na Terra abandonada que, daqui a 700 anos, o mundo ainda não terá relacionamentos interraciais. É incrível também que, mesmo com todos os sobreviventes sendo obesos, a propaganda continue mostrando pessoas magras. Até aí, me parece uma crítica relevante da Pixar ao sistema. Mas, por mais que a animação indique que a Terra foi estragada (e dá pra ver que o planeta não é mais azul), toda vez que eles mostram o mundo, só mostram o continente norte-americano. Tem uma nuvenzinha cobrindo o resto. Só eles importam. E os humanos que sobrevivem? Todos americanos. Todos só falam inglês (sem sotaque), e são tipicamente americanos, tanto brancos quanto negros. Não há orientais ou hispânicos, muito menos franceses e brasileiros. É chato que até críticos brasileiros se refiram aos americanos sobreviventes como “humanos”, sem notar que só os americanos sobrevivem. Parece que esses americanos, não mais satisfeitos em usarem o nome de todo um continente (América) como se fosse o país deles (EUA), agora chamam de Terra o que é América. Pensa só como é triste o nosso destino: os americanos, 5% da população mundial atual, consomem o referente a 30%. Eles destroem o nosso planeta... e só eles sobrevivem?!

Uma outra mensagem de Wall-E é exclamada pelo capitão da nave: “Não quero sobreviver, quero viver!”. É um bom recado - dependendo de onde vem. Se vem de americanos, é perigoso, e pode querer dizer: “Não ligo se estou consumindo demais e acabando com a Terra. Viver é jogar comida fora, dirigir pick-ups, e comprar de montão. Se isso acabar com o planeta, paciência. Viver é mais importante que sobreviver”. Se vem de países pobres, pode ser revolucionário, como: “Não quero fazer tudo que me mandam e ganhar uma miséria pra sobreviver. Quero viver, trabalhar menos, aproveitar a vida”. Espero que a gente capte mais esta mensagem do que eles, portanto.

O ponto realmente negativo do filme é que ele faz coro à gordofobia, reforçando preconceitos contra gordos. Mostra pessoas obesas que não se mexem mais, não conseguem nem andar de tão gordas, e que não fazem nada além de comprar, comer (comida líquida!), falar por celular e olhar pra uma tela. Como é uma trama infantil, Wall-E não entra em detalhes sobre como se dá a reprodução dos novos americanos cidadãos, mas não deve ser atráves de sexo. Ou seja, os gordos são pintados como preguiçosos e inúteis. Convenhamos que, num mundo que odeia gordos, onde crianças gordas são maltratadas na escola, e onde esse preconceito já está mais do que difundido, esta não é uma mensagem necessária. Entendo perfeitamente a defesa do “largue a TV e o celular e vem ver a vida lá fora”, mas é uma pena que venha junto a toda uma linha de pensamento discriminatória. Ah sim, também não entendo por que o capitão insiste em voltar prum planeta devastado como a Terra. E que ainda por cima tem barata.

Logo, nem tudo é poesia no filme. Vejo montes de críticos mencionando como a primeira parte é poética. Alguém me diga qual a poesia numa barata voadora passeando pelo seu corpo. E fico meio assim quando vejo tanta gente chamando Wall-E de obra-prima. Deixa eu explicar uma coisa: nenhum filme com barata pode ser uma obra-prima.As fotos de divulgação do filme escondem as baratas......e os americanos (essas são as únicas fotos que encontrei das respectivas espécies).

16 comentários:

Liris Tribuzzi disse...

Achei a animação muito fofinha na primeira parte, apesar da baratinha, ecati! Mas o meio me deu um sono...O final deu uma reanimada, mas nada que me fizesse voltar oa entusiasmo da primeira parte.
Será que foi só eu que viu um tigre no lugar do dito continente toda vez que eles mostravam a terra?

Juliana disse...

"os americanos, 5% da população mundial atual, consomem o referente a 30%. Eles destroem o nosso planeta... e só eles sobrevivem?!"

hahaha perfeito

ainda não vi o filme, mas já concordo com a coisa da barata. não tenho tanto problema com rato, adorei ratatouille, mas barata não dá!!!

lola aronovich disse...

Então, Li, não consigo entender a crítica em geral (tanto a americana como a brasileira): os críticos homens lamentavam o mau gosto do Wall-E, porque ele ama musicais, e ninguém fala do mau gosto pra amizades! Que é isso de fazer amizade com barata? Não vi nem crítica mulher (não que eu tenha lido muitas) falar disso, mas pô, a barata é nojenta, vai.
Gostei de algumas outras coisas que não menciono na crítica, como do capitão chamando a planta de "thingy", ou sonhando com uma árvore de pizza... Mas não quis escrever o que todo mundo escreveu, sabe. Toda crítica que eu li falava de 2001. Ah, meus leitores são inteligentes. Não preciso mencionar 2001. Eles entenderam perfeitamente as homenagens de Wall-E a 2001.
E vc viu um tigre ao invés do mundo/continente? Que interessante! Isso eu não vi não.


Ju, essa foto que taí da barata realmente foi a única que encontrei no google images. Ou seja, a Pixar esconde a barata! Mas nos primeiros 20, 30 minutos de filme, só dá ela. E só de olhar a foto dá pra ver que é nojenta. Eu li um crítico americano falando que a barata tinha inspiração modernista. Pra mim só parece uma barata, com inspiração nojentista!

E ó, Li, não tem diminutivo nenhum. A barata não é uma "baratinha" (que também são nojentas, só que menos). É uma baratona mesmo! VOADORA! Cascuda!

Liris Tribuzzi disse...

Não acho a foto da Terra vista do espaço. Eu juro que aquilo era um tigre!

Silvio Cunha Pereira disse...

Eu nào assisti ao filme mas achei esta crítica tào boa que me deu vontade de conhecer o robozinho (pelo menos na primeira parte). Quanto à baratinha, nem mesmo a do Angeli consegue me comover. É uma pena esse pavor primitivo contra os bichinhos nojentos. Até porque eles tem um design bem legal. Quem sabe se elas fossem coloridas...

Andie disse...

Eu ameeeeei Wall-e, e nao importei com a baratinha nao! No comeco achei meio nojento, como a cena de Ratatouille onde a velhinha da de cara com a colonia de ratinhos (eeeewwwww!!!), mas no fim achei fofinho o amor dela com o robo. E nao sei se concordo que o filme eh anti-gordo. Num pais como os Estados Unidos em que a obesidade esta crescendo em numeros altissimos e ja tem muita gente nessas caiderinhas eletricas pra nao ter que andar a lugar algum, eh um aviso realista.
Quanto aos americanos sobreviverem, eu percebi sim! Falei com o James que achava ironico que "by Earth, they meant America", e que um navio daqueles nunca nunca caberia toda a populacao do mundo!
Mas o filme eh lindo assim mesmo!! :)

Bobby Madhatter disse...

Estou pensando sériamente em adotar uma barata!

XD

Ollie McGee disse...

"...os americanos, 5% da população mundial atual, consomem o referente a 30%. Eles destroem o nosso planeta... e só eles sobrevivem?! (Lola)"
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Acho que a Pixar quis dizer alguma coisa com isso. Tipo... "Os norte-americanos e as baratas são mais parecidos do que eles pensam" ou "se o mundo acabar só duas espécies sobreviverão: as baratas e os norte-americanos".
Não é lá muito lisonjeiro... ;)

Pedro disse...

Hm, eu gostei da barata, achei engraçada. Gostei do humor de Eva (Ivy) sei lá como é o nome original dela, mas não aguentava mais ouvir. Tipow aquela cena, Wall-e precisa de sol oq fazer ? Levar o Wall-e até o sol, não Eva leva o sol ao Wall-e com uma bazucada no teto haEUheEA.

E não compreendo pq esse sinistro com relação a baratas por parte das femeas, minha irma mesmo quando ve uma barata ela sai gritando sem parar, aí se fecha no quarto ainda gritando e se duvidar ainda se fecha no banheiro hEHE.

Lolinha, deixa de ser chata hahaha o lance a gordofobia deles andando é que realmente eles tinham tempo que nao faziam isso, tinham que fizesse isso por eles. E o Wall-e era trabalhador nao ? Aqueles milhões de prédios de lixo, pelo visto ele teve uma participação ativa.

lola aronovich disse...

Ai, Andie, não consegui dar "esse leap of faith" da barata nojenta pra baratinha fofinha que ama o robô! Não mesmo! Sobre o filme ser anti-gordo, bom, parece que a Pixar andou ouvindo umas críticas quanto a isso, e divulgou que as pessoas no filme não são gordas. É que tem massa disforme no espaço ou coisa assim, e elas são no fundo bebês dependentes, e que essa era a crítica, não referente ao tamanho das pessoas. Infelizmente, não foi isso que o público percebeu. E acho que o sucesso de Wall-E vai ajudar a despertar a consciência ecológica dos americanos, o que é fundamental, mas infelizmente também vai fazer aumentar a discriminação contra os gordos. E believe me, a gente já é discriminada o suficiente!
Que bom que vc percebeu isso do "by humans, they mean Americans". Porque vc lê as críticas profissionais (inclusive brasileiras) e NINGUÉM fala disso...


Isso, Bobby, e não adote apenas UMA barata. Por que se contentar com pouco? Adote logo TODAS!
Ai, não é em Papillon que o Steve McQueen tem uma barata como amiga? Essa gente que gosta de barata geralmente vai presa, e com justiça...

lola aronovich disse...

Pois é, Ollie, tem uma mensagem aí, só não sei se foi pensada ou não. Será que eles notaram que, quando tavam fazendo o filme, os sobreviventes seriam apenas americanos? Não é possível, devem ter pensado... E sobre as baratas, realmente, se tem uma espécie que vai sobreviver à qualquer catástrofe é ela... e os americanos?!


Pedro, acho que o nome da robô era Eve, que é Eva em inglês. É Adam and Eve. Aí os gays chamam de "Adam and Steve". Acho tão fofinho!
E eu sou que nem a sua irmã, Pedro. Quando vejo uma barata me tranco no recinto mais próximo longe da barata. E grito muito. E deixo o maridão pra matar a barata. Ele morre de nojo também, mas como é homem tem que ser corajoso e ir em frente. A porta não será aberta até a barata estar devidamente eliminada. Triste é quando ele viaja...
Sobre a gordofobia no filme, o problema é usar um estereótipo hiper comum de que gordo é tudo guloso sedentário, e fazer rir em cima disso. Só sei que vai ter mais criança gorda sendo zoada pelos coleguinhas na escola...
O Wall-E trabalha, claro, mas ele não é nenhum modelo de eficiência, nenhuma máquina que só pensa em trabalho. Se não ele trabalharia dia e noite e não teria tempo pra hobbies, como colecionar coisas e ver musicais. Sabe quando ele sofre um baque no final e começa a só pensar em trabalho? E a Eve nem o reconhece? É desse modelo de eficiência que estou falando. O filme no fundo passa uma mensagem anti-trabalho, ou melhor, viva a vida, a meu ver. E isso é bom!

Bárbara Reis disse...

Acho o filme muito fofo com barata ou sem barata, e olha que eu também tenho pavor/horror à baratas. Achei o Wall-e tão fofo. *-* E sim, a primeira coisa que reparei quando vi foi que ele era um Jhonny Cinco em miniatura, mas tão fofo e tão humano quanto O Homem Bicentenário, eu chorei com Wall-e. T_T

E sempre fui apaixonada pelo Jhonny Cinco, também... eu tinha um rádio muito parecido com ele. HAHAHA...

Porem, mesmo o filme sendo fofo, não dá pra ignorar a pretenção dos americanos, e a parte da gordo-fobia, mas acho que foi mais uma indireta para os 'couch potatoes' americanos, não por uma questão de beleza, mas por uma questão de saúde, já assisti um documentário sobre americanos vs McDonald's, nada muito legal. Eu realmente acho que nos EUA eles não se alimentam bem, tudo enlatado, tudo em conserva... e talvez não tenha sido uma direta para os gordos, mas mais para a questão de que a tecnologia nos trás comodidade... que acaba nos deixando acomodados à certas facildades, como não precisar levantar pra pegar um copo d'agua, por exemplo, e a falta de movimentação fisica causa acumulo de gordura, e energia. Acho que é mais isso que o filme tenta mostrar, que devemos aproveitar as coisas simples, como andar, e não ficar passeando numa bóia flutuante... ou de carro... nos tempos atuais...assim como mostra várias outras coisas simples a que não prestamos atenção. E que nos são importantes. Talvez o filme só queira mostrar que não devemos nos acomodar mesmo com facilidades... conforto, e essas coisas. Bom, espero ter conseguido mostrar o meu ponto de vista.

:]

Gabi Loka disse...

Confesso que tambem não fiquei muito fã da baratinha não. Na verdade eu comemorei quando ele atropelou ela logo no inicio do filme, mas pro meu azar ela pulo vivinha logo em seguida. Tudo bem, eu entendo a ideia que só elas sobreviveriam ao fim do mundo etc, mas sei lá não curti.

Agora com relação a população lá da nave eu encarei mais como uma critica ao estilo de vida que eles (americanos, representantes do mundo) estão levando e como seria/será se as coisas continuarem assim. Pq eu tenho a sensação que lá (EUA, hoje) se a pessoa chegou num nivel de gordura em que andar fica dificil não se resolve isso atraves de um meio saudavel, simplesmente compra-se um carrinho desses motorizados (tipo um triciculo adulto) que se ve por la e pronto! Pra que andar né verdade?!?? agora, com essa coisa da tecnologia é a classica ideia de que as pessoas vão praticamente evitar o contato pessoal, substituindo-o pelo virtual (como mostra na cena de 2 figurantes gordinhos conversando um ao lado do outro atraves daquele MSN futuristico) (como acharam que seria quando inventaram o telefone, que as pessoas não se veriam mais) e mais pra fente no filme quando os unicos gordinhos que a gente acompanha toca um no outro sem querer vendo o Wall-e e a Eva voando/dançando la fora a gente percebe que foi estranho para eles. Foi interessate. E o outro momento quando um dos americanos fica com os "MSN" desligado e percebe que tem piscina (Comassim!?!? A pessoas nasceu lá e nem sabe a cor das paredes????!? )

Bom, não estou me explicando tão bem quando eu queria, mas pra mim o filme é toda uma critica disfarçada de romance/filme infantil. É uma critica ao consumismo ("a moda agora é azul" e então todos ficam com o colã azul - alias quando o Wall-e desarma a buginganga tecnologica da cadeira e a roupa fica vermelha de novo eu super acho que devia ter passado por varias cores tantas quantas a moda tivesse imposto no passado), às propagandas excessivas, ao sedentarismo, à forma das pessoas se relacionarem etc etc etc E, claro, a parte ecologica que já foi comentada no seu texto. Eu tambem fiz meu comentario sobre o filme no meu humilde blog http://lokathoughts.blogspot.com.br/2011/01/wall-e-e-pixar.html .

Bom eu fiquei encantada com os filmes, pelos personagens, pela ideia, pela historia, pela narração, pela trilha sonora, pelas criticas. Soumeio suspeita para falar. Mas o ponto negativo de fato é a barata U_U

Mari Machado disse...

Lola! Que exagero com as baratas! Elas vivem aqui, como nós... Normal. E ratos são animais MUITO fofos, muito fofos mesmo! Sou super fã de ratinhos. Uma vez quando eu era criança até tentei salvar um filhote de rato (dos cinzas de esgoto mesmo) que deve ter se desprendido da mãe e meu pai acabou dando um fim nele. Foi horrível pra mim. Quanto ao filme, felizmente (ou infelizmente, sei lá) não notei gordofobia no filme. Eu realmente acho péssimo o consumismo exacerbado (de QUALQUER COISA) e penso que o filme fala disso... Do quão impactantes somos na busca pelo nosso conforto e do preço que pagamos por isso, seja a qualidade ambiental ou nossa saúde (que estão indiscutivelmente conectadas).

CritícasTudo disse...

A favor das baratas. Elas têm tanto nojo de nós como nós temos delas. Sério, se tocarmos numa barata, a sua primeira reação é se esconder e se limpar.Que importa os gordos, pare de descriminar as pobres baratas que são mortas no dia a dia só por estarem a fazer o que têm de fazer para sobreviver...

Acabando o drama, amo este filme!

CritícasTudo disse...

Você está descriminando as baratas. Coitadas, são mortas todos os dias por serem o que são e fazerem o que precisam para sobreviver, e agora ainda são descriminadas.