domingo, 25 de maio de 2008

AMO O CHICO DE PAIXÃO E SOU CORRESPONDIDA

Eu tinha certeza que já havia falado quarenta vezes de um dos momentos mais marcantes da minha vida, mas, como não encontrei nada, vou escrever novamente. Tô falando de quando conheci o Chico Buarque.

Preciso contextualizar: o Chico é Deus pra mim. Sempre foi. Quando eu era criança, reunia meus amiguinhos e juntos cantávamos “Cálice” e “O Meu Amor”, entre outras, e eu não tava nem aí que as canções não eram exatamente infantis. Tive minha fase Saltimbancos, claro, e acho que qualquer um que cresce ouvindo “Nós gatos já nascemos pobres / Porém, já nascemos livres / Senhor, senhora, senhorio / Felino, não reconhecerás!” já ganha uma vantagem incrível sobre as crianças da década de 80 que cresceram ouvindo “Ilarie iliarie ilarie ô ô ô” (e não faço idéia do que o pessoal ouviu na década de 90 e na atual, mas duvido que bata os Saltimbancos).

Músicas podem moldar nossas vidas. Moldou a minha. Lembro de quando eu tinha uns dez anos e minha mãe me fez sentar e ouvir “Construção”. Acho que foi a primeira vez que notei que minha rotina de classe média (alta, na época) não era a mesma de todos os outros seres humanos do mundo. E escutando todos aqueles versos terminando em proparóxitonas eu comecei a chorar sem parar. E tive a certeza de estar diante do maior poeta do universo.

E eu não escapo aos clichês, óbvio. Acho que ninguém entende tão bem as mulheres como o Chico, que ele pode não ser um grande cantor, mas ninguém canta tão bem suas canções como ele próprio... E que ele é lindo. Mas sempre achei o Chico mais lindo por dentro que por fora. Admiro sua coerência política, sua humildade, sua postura, tudo.

Então, em janeiro de 1990, quando ainda morava em SP, fui com uns amigos ao Ibirapuera ver um show em comemoração ao aniversário da cidade. Era um show com três gênios: Chico, Tom Jobim e Milton Nascimento. Adoro os três de paixão. Mas o show em si não foi uma maravilha: O Tom estava completamente bêbado, e às vezes nem se ouvia direito a música porque as fãs exaltadas do Chico (creio que eu inclusa) não paravam de gritar.

Depois do show, eu e meus amigos fomos à uma pizzaria mais chique do que estou acostumada. E lá estava eu, entre um e outro pedaço de pizza, quando um amigo me cutucou, apontou pra duas mesas na frente, e perguntou: “Ei! Aquele lá não é o Chico Buarque?”. Minha resposta imediata foi: “Não, não pode ser”. Mas era. Ele estava papeando com um pessoal, e eu tive de ir até lá e interromper. Antes, pedi aos meus qualquer pedaço de papel pra suplicar um autógrafo.

Cheguei à mesa do Chico tremendo, comovida, como quem vê Deus pela primeira vez. E dei pra falar um monte de besteira. Coisas do gênero “Tudo que eu sou hoje devo a você”, sabe? Eu havia visto bastante o Chico meses antes, em 89, em vários comícios gigantes pró-Lula (contra o Collor – quem tinha razão? Hein? Hein?). Num deles, acho que no Pacaembu, o Chico havia chegado meio de improviso, sem ter preparado nada pra cantar. Eu me lembro de um carinha sem noção gritando “Canta 'Construção'!”. Chico acabou cantando “Gota d'Água”, que tem letra muito mais fácil. Perguntei pra ele, lá na mesa, se era verdade que ele esquecia a letra de todas as suas músicas. Ele disse que sim. E teve mais conversa que esqueci (ele muito prestativo), até que me dei conta que eu estava interrompendo e me preparei pra minha saída triunfal, não sem antes pedir um autógrafo. Ele, hiper gentil, quis saber meu nome, e rabiscou alguma coisa naquele cartãozinho. Agradeci, voltei pra minha mesa, e só aí vi o que ele havia escrito: “Lola, eu te amo. Chico Buarque de Hollanda”.

Pena que não tenho o cartãozinho aqui pra reproduzi-lo pra vocês. Mas é a pura verdade. Por uma grande ironia, o tal cartão que um amigo me passou tem o logo de algo como “Filhos da Revolução”. Pelo que sei, isso é parecido à TFP - Tradição, Família e Propriedade. É de doidos que chamam o golpe militar de 64 de revolução. Ainda bem que nem eu nem o Chico, embebecidos de amor que estávamos, reparamos no que tava escrito.

Vocês não podem ver o autógrafo, mas o maridão, que conheci meses depois de encontrar Deus, vê o tal cartãozinho semanalmente. Toda vez que ouvimos alguma música do Chico e começamos a discutir quem gosta mais dele, pergunto pro maridão: “Você tem comprovação por escrito que o Chico te ama?”. Pois é, gente, sinto muito, morram de inveja, mas uma declaração de amor dessas acho que nem a Marieta tem. Ou tinha.

46 comentários:

Andrea Cristina disse...

Ttsic, tsic, tsic, só acredito vendo o tal cartao!!! Ai q inveja!!!
Aprendi a gostar de Chico por que minha mae gostava muito. E infelizmente nasci na geração ilarilariê. O post hj vai curtinho que vou parar pra curtir um pouco das musicas do Chico.

abração!

lu disse...

eu cresci escutando saltimbancos E ilarilariê. (e não gostava de nenhum.)

lola aronovich disse...

Ah, Andrea, faz 3 dias (desde que eu coloquei o postzinho do Samba e Amor) que tô escutando músicas do Chico... Quando a gente tá no exterior, com saudade do Brasil, é ainda mais gostoso. E essa minha enquete aí do lado é TÃO ridícula! Primeiro eu pensei em fazer uma pesquisa do melhor disco do Chico, mas ele tem mais de 40, e sem ver a capa e sem saber que canções cada um tem, fica impossível saber qual é qual. Aí inventei de fazer da melhor música. Mas tb é impossível. São muitas.

Lu, querida, só tenho uma palavra pra vc: fresca!

naiara disse...

Gosto do Chico tbm , apesar de a maioria das pessoas com quem convivo nunca terem ouvido uma musica dele....
acho que vc esqueceu de por uma musica no topicos de escolha...a Minha Historia...acho ela fantastica....

Descobri a pouco tempo seu blog sempre lia suas cronicas no AN, agora que descobri ao blog acesso todo dia :)
beijos...

mari disse...

naiara, "minha historia" não é do chico, é uma versão de uma música italiana...

lola, eu já tinha meu autógrafo do chico antes de voce nascer.
ele não escreveu "mariana eu te amo" porque , na época, eu tinha 8 anos, seria muito pedófilo!
hahahahahaha

e eu cresci com muitas, muitas músicas.
sabe "...e por não se lembrar de acalantos a pobre mulher, me ninava cantando cantigas de cabaré..." ???
pois tirando o fato de que
1- se chamar minha mãe de "pobre mulher" leva uma garrafa de uísque na cabeça, e
2- é claro que ela sabia acalantos!todos! mas são idiotas! quem inventou essa coisa aterradora que é "boi da cara preta"??

essa podia ser minha mãe.
eu dormia ouvindo coisas como "...na serpente de seda dos teus braços alguém dorme ditoso sem saber...." e outras serestas, muito silvio caldas e mina (a cantora italiana)
quando o chico apareceu , e todos diziam "é o novo Noel!" (e eu adoro Noel) eu já era uma ouvinte ativa.
por isso nem vou votar nessa enquete.
como comparar "roda viva" daquele outubro de 1967 quando fiz primeira comunhão, ganhei um beijo do roberto carlos, o autógrafo do chico, caetano almoçou lá em casa e minha cachorrinha morreu atropelada, tudo em 48hs, de "que será que será" do fim do colegial, com todas suas festas e pileques, vestibular e a sensação forte da vida mudando??

a minha é uma longa vida com chico buarque (inclusive) na trilha sonora, não dá pra escolher.

sem contar que a música que mais brota sozinha na minha cabeça é "...veeem morena, não me despreza mais não, meu choro é coisa pequena, mas tirado a duras penas, do coração..." e nem está na enquete!

Andrea Cristina disse...

É assim mesmo. Qdo estava por aí tb me deu muita saudades das musicas brasileiras. De presente minha mae mandou pelo correio 3 cds cheinhos de mp3 que ela selecionou pra mim. Dentre essas musicas tinha muita coisa do Chico. Valeu pra matar a saudade e dar mais vontade de voltar pra casa.

Chico é bom demais!!!

Leo disse...

Legal Lola! Deve ser o máximo ter um encontro com alguém que você admira muito. Eu provavelmente ía ficar com vergonha de falar com a pessoa, atrapalhar a refeição e etc...
E pra quem cresceu ouvindo ilarilariê, acho que eu até que tenho salvação :P

ro salgueiro disse...

Ai, meu Deeeeus!
Eu já sonhei com ele. No sonho, ele também me amava.
Acordei tão feliz...

Kaká disse...

O Chico é genial, a capacidade dele de compor músicas combinando a letra com a música é sensacional, é poesia musicada (será que existe esse termo?). E como vc disse ele entende as mulheres (pelo menos na música) como ninguém. Eu adoro "O Meu Amor" que vc nem colocou na lista aí do lado.

Mas, não me mate por isso, eu não sou muito fã dele como cantor, não gosto da voz dele de jeito nenhum e prefiro outras pessoas cantando as músicas dele.

Eu cresci escutando Saltimbancos. :)

bruna; disse...

Sou geração ilari ilari ê, perdão :)
Mas também tenho meu gosto musical influenciado por meus pais, felizmente, são amantes da mpb.
Desculpas pela demora em te responder, Lola. Sobre os balões nas fotos, eu os fiz no paint brush, bem improvisados! Tu também podes fazer uns no word e copia-los, depois é só colar em cima das fotos. Funciona e é facinho!
Até mais ;)

lola aronovich disse...

Oi, Naiara, que bom que vc caiu aqui no blog. É, eu adoro o "Minha História", mas não é tão do Chico. É só uma adaptação de uma música italiana. Uma música mais recente que eu adoro é "Façamos", que ele canta com a Elza Soares. Mas é uma adaptação do "Let's do it" do Cole Porter, e nem a tradução pro português é completamente do Chico. Por isso... Apareça sempre!

Ué, Mari, não entendi por que vc não vota na minha enquete fajuta, cheia de omissões. Sei que é impossível escolher, por isso que eu, boazinha, deixo votar em três. Quer dizer, sei que é terrível. Muito da minha vida vem regada com trilha sonora do Chico tb. Tem um monte que não tá na enquete! Era impossível colocar todas.

lola aronovich disse...

É mesmo, né, Andrea? Quando a gente tá longe de casa música consegue ter um significado ainda maior.

Pois é, Leo, ter falado com o Chico, pra mim, só seria equivalente a falar com os Beatles - os 4! (na época que o Queen veio tocar no Rock in Rio, eu e meus irmãos falamos com eles, em Búzios. Acho que minha irmã pegou autógrafo num guardanapo. Eu adoro Queen, mas deus, deus mesmo, pra mim, só Chico e Beatles).

Ro, vai sonhando, que um dia ele aparece na sua frente também.

lola aronovich disse...

Kaká, eu tb adoro "O Meu Amor". Essa era uma das músicas que eu mais cantava com os meus amiguinhos quando a gente era criança. Acho que a gente não entendia totalmente o teor sexual da canção. Bom, vc não é a única a não gostar do Chico como cantor. E eu certamente não sou a única a adorá-lo inteirinho, como pessoa, cantor, compositor, jogador de futebol, tudo - se ele começar a sapatear eu aprovo tb.

Oi, Bruna, obrigada pela dica. Vou tentar fazer. Nem sei que balões em que fotos quero colocar...

Lolla Moon disse...

eu também sou geração ilariê, mas me recusava a reconhecer isso. nessa época eu estava ouvindo britpop dos anos 80, especialmente the smiths e até black sabbath. eu fui uma criança bizarra.

essa segunda foto pequena que você postou do Chico tem um timing perfeito. parece que ele está batendo com a mão na testa quando você diz que "tudo o que é, deve a ele". wow, tiete total, hein lola! :) e extremamente fofa. e ele arrasou quarteirões emocionais com o autógrafo; parece que quis matar você do coração ali mesmo pra evitar que interrompesse outros jantares, hehe.

saltimbancos é de uma beleza inenarrável, mesmo. tenho pena sincera das crianças que cresceram desconhecendo a riqueza da MPBI (música popular brasileira infantil). anos 90? elas ouviam o tchan! e agora aprendem a dançar nas cinco velocidades com a mulher melancia. alguém pare o mundo que eu tô a fim de descer no próximo ponto.

Cavaca disse...

Eu não conheço nada do Chico. Mas também chorei com uma musica do Roberto Carlos...a única que ouvi completamente e nem sei o nome. E por falar em musica italiana, talvez goste de la donna cannone...é pura poesia se conseguir perceber... procure no youtube. ah...chorei com essa tbém.

lola aronovich disse...

Que horror, Lolla. Essa é uma discussão que eu levantava na minha turma de Pedagogia (aquela do rolo todo). Sempre que a gente tinha que apresentar alguma atividade que envolvia música, elas traziam os hits do momento (Tchan etc). Era isso que as crianças ouvem, elas diziam, tem que ser relevante pro mundo da criança. E eu entendo essa parte, mas a função da escola não é também educar, revelar um mundo novo? Ah, nos meus estágios Chico esteve bem presente.
E que bom que vc gostou da foto escolhida. É, a intenção foi essa mesma, o Chico estar dizendo "Como é que pode?!".

Cavaca, recomendo que vc passe a conhecer o Chico. Vale muito a pena. Até gosto do Roberto Carlos, considero-o um excelente intérprete, mas, como ele é cantor mais que compositor, depende muito do repertório. E tem um repertório dele que é de lascar. Música italiana eu não gosto. Não que eu conheça muito, mas o pouco que conheço não gosto. Tinha uma fita-cassete chamada "Chico canta em italiano", e era horrível!

Laíza Felix disse...

aaah, eu lembro de ter votado em "joão e maria", que é de sivuca!GENIAL! a letra foi o chico que trouxe depois. ah, tem uma outra música dele que eu não lembro de ter visto na enquete, "Jorge Maravilha". pra mim é uma das booooooas mesmo! tenho até uns amigos que fizeram uma versão com samba rock dela, ficou jóia! ;D

beijo, lola!

nita disse...

aaaaai que inveja.
apesar de ter a idade que eu tenho, eu também cresci ouvindo as músicas do chico, junto com a minha mãe.
e sim, concordo que ele seja um dos maiores gênios existentes.
queria eu ter um cartãozinho dele escrito: Nita, eu te amo, Chico Buarque de Hollanda

lola aronovich disse...

Laíza, por coincidência, ouvi o Jorge Maravilha esses dias. Muito legal. Às vezes eu digo pro maridão: "Você não gosta de mim / mas o seu gato gosta".
É, boa parte das músicas do Chico são feitas em parceria. Em geral a letra é dele. Pensei em colocar na enquete "com Tom Jobim", "com Sivuca", "com Edu Lobo" etc, mas quis deixar mais simples.

Que legal, Nita, que vc, apesar de tão jovem, adora o Chico. Mas sinto muito, não acho que ele escreva "Fulana, eu te amo", pra toda fã que encontra. Foi um momento especial, íntimo, entre eu e ele. Certamente foi tão inesquecível pra ele como foi pra mim. Respeite. (tô brincando, ok?)

Demas disse...

Lola,
não preciso dizer que também sou um fã do Chico, né? Mas nem sempre foi assim, como já contei no Buarqueando. Suas canções foram me ganhando aos pouquinhos, nas vozes de outros. E a maturidade fez eu me render aos versos e melodias do Chico de vez.
Abração

Bel disse...

Lola, só vi esse post hoje, pelo link.
Eu também amo o Chico e ele também me ama, só não escreveu!!!
Eassa última foto, foi do show Carioca (que ele vestiu essa camisa em TODAS as cidades onde cantou, TODAS as vezes, será que era uma só???) que eu assisti em Salvador - Viajei 470Km e paguei R$80,00 - era meia - pra ver meu amor dos olhos cor de ardósia.
Tirei umas fotos lindas dele, e até pensei que essa daí tivesse sido das minhas, que soltei na net sem assinar - burra que era na época, hoje não mais!

Que bom saber que temos essa paixão em comum!

Beijooo

Carol disse...

Ahh que maravilha te ler de novo!Adoro a tua linguagem acessível e teus temas.Já agora vim cair aqui no Chico.Ahh injusto compará-lo a Deus,Lola!Deus é contestável em inúmeros sentidos.Chico não.Há algumas semanas assisti aos Saltimbancos,uma versão lusitana ótima,terminando com Tanto Mar-como não poderia deixar de ser.Aproveitando as histórias de Chico,tenho um amigo que foi convidado pra jogar futebol com o próprio quando este esteve aqui,em Portugal.Ruim né?Agora vai entrar em cartaz Gota D´Água.Já estou aflitíssima.Um beijo para você,outro pro Sílvio.

Anônimo disse...

ai lola, que sortuda!

Georgia Martins disse...

"Lembro de quando eu tinha uns dez anos e minha mãe me fez sentar e ouvir “Construção”."
Nem acredito que tem mais mães como a minha no mundo. Ela também me fez sentar e escutar Construção, me explicando o que significava cada verso. E daí no final ela começou a chorar, e eu também, claro. Chorava e falava da vida difícil que algumas pessoas levavam e que nem tudo era moranguinho como na minha vida (que tb nem era TAO moranguinho assim...).
E até hoje, dependendo do dia e do humor, escuto e meus olhos enchem de lágrimas.

Anônimo disse...

MEU DEUS. Só tenho uma palavra: INVEJA!

O mais puro sentimento de inveja!

Se o Chico me escrevesse um autógrafo dizendo que me ama, acho que eu passaria os anos posteriores de minha vida em estado de êxtase! rsrs

post antigo, mas sabe, né? no seu blog começamos num post e navegamos por mil outros poucos minutos depois. Estive por aqui durante boa parte da tarde, lendo os posts sobre a Lola precoce.. :)

Paulecca disse...

Lola você merece que o Chico te ame!
Eu tenho a sorte de ser da geração Saltimbancos, o que significa que meu pequeno de 3 anos tem a sorte de ouvir também. Ele tem o CD e o álbum, que eu guardei para ele. :-)

Laetitia disse...

lendo o post com alguns anos de atraso, mas... bom, se o tal cartãozinho for verdade, desculpa, mas eu tô morrendo de inveja e desde agora torcendo pra que vc seja atingida por um raio o mais depressa possível. rs

e mesmo que não seja verdade, estou com inveja. não vi e creio que nunca vá ver um show do Chico ou do Milton. do Tom tenho certeza que não verei. :P e provavelmente nunca terei um autógrafo do lindão... ai, ainda quero que um raio atinja você. hahaha

brincadeirinha, tá? (ou não.) hahahahaha

Jan disse...

acabei de ter certeza que inveja não mata.

Sara Siqueira disse...

Ah, o Chico é perfeito! Eu, graças ao bom senso de minha mãe, ouvia Chico no lugar da Xuxa. E graças a isso eu o amo desde criancinha também!
Que inveja que bateu em mim nesse momento (boa é claro), também queria uma declaração de amor do Chico :(

Anônimo disse...

Eu nasci em 94, e por incrível que pareça - e graças aos meus bons pais - ouvia e cantava todas dos saltimbancos. Tenho uma fita, de aparelho de som, até hoje.

Todas essas coisas que vivemos na infância influenciam completamente o que seremos no futuro. Ainda não defini um ídolo, assim como você fala do Chico; mas gostaria muito de gostar tanto de alguém que faz um belo trabalho assim!

Larissa disse...

Não acredito. Preciso de provas. heheheh
E na geração de 90 a gente ouvia "bate, bate, eu vim te convidar/bate, bate, me chama pra dançar/ a dança da fadinha pro mundo encantar".


E eu acho o Chico a pessoa mais linda do universo! Independente da idade dele ( e da minha). Tipo, muito gato mesmo, mais gato que qq galã de novela, mais gato até que o Brad Pitt. Tá, talvez eles empatem.

Anônimo disse...

Exibida demais hoje, Lola! Adorei! Hahaha

Eu nasci na geração "Pelados em Santos". Foi divertida e rockeira desde sempre! :D

Também sou fã da música de Chico, mas estou ficando um pé atrás com o caso da Ana Hollanda no Minc. Será mesmo um retrocesso. Será que o Chico não pode dar um puxão de orelhas nela? Será q ele condiz com o lance do ECAD? Ao que parece sim.

Mesmo assim, um viva ao Chico, que como eu também ama as mulheres. (No seu caso, tenho um encantamento platônico virtual, vale?) Beijos!

Mário Marinato disse...

Lola, você viu que a Abril está publicando uma coleção de discos do Chico? Comprei o 11º hoje e estou me amarrando cada vez mais.

Anna disse...

Chegando ao blog por causa do embate Lola X Tas, adorando e tudo e agora mor-ren-do de inveja de você!!!

Eu, quando vi Deus pela primeira vez, não tive outra reação senão chorar. Chorava e sorria. Como uma louca!

Ádamo disse...

Chegando ao blog por causa do embate Lola X Tas, adorando e tudo e agora mor-ren-do de inveja de você!!! [2]

Roberta Ritchie disse...

O Chico é um mestre. Aprendi as musicas deles com meus pais também.

Maíra disse...

Quando eu tinha uns 4 ou 5 anos, minha mãe foi a um show do Chico (ela ia sempre que tinha aqui em BH) e eu, me sentindo abandonada, O odiava. Uns anos mais tarde, quando eu tinha uns 8 anos, ela começou a me contar - e me mostrar - sobre a música dele. Aos 8 anos de idade, depois de muito ciúme, entendi o que e quem ele era. Com Chico passei a dividir mãe, irmãos (o pai resiste, nos ensinou a falar Chico Bundarque, mas acho que é ciúme também!), Boadrasta, namorados, namoradas, e quem precisar. Ah! Numa dessas aventuras de minha mãe, ela saiu correndo atrás do Chico. Ela jura que quando ele ouviu o nome dela, Helena, sorriu emocionado. Nunca acreditei muito nisso, mas depois do seu relato, acredito. O autógrafo dela ela guarda na pasta de documentos importantes. Chico é coisa mais que séria aqui em casa e nos nossos corações. Quanto a mim, só pude ir a um show dele, o Carioca, porque ou era muito nova ou não morava aqui (no caso das Cidades). Fomos duas vezes, ficamos horas na fila, essas coisas. Mas conto com orgulho os casos da minha mãe (Chico e Toquinho, Chico e MPB4, quando ela subiu no palco porque a música era censurada). E passarei a contar também os seus casos, Lola. Não conta pro maridão, mas somos tod@s correspondid@s.

Beatriz Saltarelli disse...

Ai! Pode morrer com o "cartãozinho" mesmo sem ter visto?rs
AMO o Chico! =)
Até escrevi uma declaração pra ele hoje...
http://biasaltarelli.com/2012/06/19/atras-da-porta-ah-chico/

Mariana Dias disse...

lola, querida
minha pergunta vai parecer muitoo impertinente, mas não é a intenção
vi no texto que o cartãozinho foi assinado em 1990... imagino que esse blog ainda não existia (nem internet direito tinha...)
como o Chico te conhecia? fiquei mto mto curiosa

bjs!
sualinda!

lola aronovich disse...

Mariana, eu e o Chico mantemos um caso platônico de amor selvagem desde os anos 70, quando eu tinha uns 10 ou 11 anos e minha mãe me apresentou a "Construção". Ha ha, não, não, vc tá confundindo as coisas e partindo do pressuposto que o Chico me conhecia, ou que o Chico me conhece hoje, ou que as pessoas que me conhecem me amam. Eu era só uma fã de 22 anos que foi até a mesa dele e, comovida por encontrar seu ídolo-mor, falou um monte de bobabem, tipo "tudo que eu sou hoje eu devo a vc". Não sei se ele escreve "Fulana, eu te amo" pra todas as fãs, ou foi só pra mim. Mas acho que só isso já mostra o carinho que ele tem pelos fãs.
Claro que eu prefiro vender a versão que eu e Chico somos unidos pelas galáxias.

Pryscila disse...

Que história linda!!!! Eu também cresci com os gatos pobres e livres. Excelente lembrança ! Bjs

Taty Valéria disse...

Lola, e se eu te disser que a minha sogra já deu um beijo na boca dele? E de língua? ! Eram os anos 70, ela estava em algum lugar no Rio de Janeiro onde a galera se encontrava e viu o Chico entrando no banheiro. Ela seguiu e quando ele saiu, deu um beijo nele e foi correspondida!! Ela namorava meu sogro e o namoro acabou naquele dia (obviamente que voltaram), mas o fato é que ela faria tudo de novo e eu sou quase nora do homem mais bonito do Brasil!

lola aronovich disse...

Hmmmm... ok, Taty, mas ainda sou mais o autógrafo. Ninguém acredita quando eu digo, mas meu amor pelo Chico é totalmente platônico.
Agora, que bom que o namoro entre seus sogros foi reatado depois. Lembra quando flagraram o Chico no mar com uma mulher casada? Pois é, acho que boa parte dos maridos não se importaria em ser "traída" pelo Chico.

Ferdi disse...

Ele é uma das grandes paixões da minha vida!
Eu leio o seu blog e só agora fui me deparar com essas declarações.
Esses dias atrás eu fiz um vídeo sobre a tremenda importância que o Chico tem na minha vida e no mundo, uma vez que ele humaniza, ele nos trás pra realidades que nunca seriam nossas.
E muito do que sou devo a ele de verdade, mesmo.
Se quiser ver, ó http://www.youtube.com/watch?v=DLZZHvP1IVE&feature=c4-overview&list=UUPPmVhuZCt-RfjXjVgrizEQ

Patty Kirsche disse...

Eita Lola, acho que o Chico estava dando abertura, hein? hehe

Anônimo disse...

Detesto ser a desmancha-prazeres do dia mas não acho que o Chico "entenda" tão bem as mulheres assim não. As mulheres que ele retrata são amélias demais pro meu gosto!

http://lounge.obviousmag.org/01100011_01110101/2014/09/sou-mulher-e-chico-buarque-nao-me-compreende.html

Mas o Chico é um gênio, sim. Isso é ponto pacífico.