terça-feira, 6 de maio de 2008

OS CARPENTERS ERAM MONÓTONOS

Foi só deixar o maridão sozinho um minuto com o computador que ele imediatamente encontrou alguma coisa pra ver no YouTube. Desta vez foi The Karen Carpenter Story, um drama feito pra TV sobre a vida da Karen Carpenter, que morreu de complicações cardíacas causadas pela anorexia aos 32 anos (Todd Haynes, que depois veio a se tornar um diretor importante com Longe do Paraíso e Não Estou Lá, fez uma versão anterior, de 1987, chamada Superstar, usando Barbies, que pode ser vista aqui). Enfim, eu sempre gostei dos Carpenters, embora as músicas sejam breguíssimas. Ah, vamos admitir: aquele Ahahahaha do coro do “Close to You” é de doer. E o “We've Only Just Begun” podia ter sido, sem detrimento do conteúdo, trilha sonora de afundar Poseidon no lugar de “The Morning After” (que não é dos Carpenters, mas é outro suprasumo kitsch, embora eu goste!). Essa produção que o maridão descobriu no YouTube tava dividida em dez partezinhas. Eu disse pro maridão:

- Não gosto de biopics [filmes biográficos]. Mas a história da anorexia dela deve ser muito mais interessante que a parte musical.

- Eu prefiro muito mais as músicas que a anorexia!

- Por mim, pode pôr direto na parte que ela morre.

Minha crueldade foi um pouco sem querer, eu sei. Acabei vendo todas as dez partes e devo concordar com minha intuição: ninguém estaria fazendo biopic sobre a Karen se ela não tivesse morrido de anorexia aos 32 anos. Pô, a julgar pelo telefilme, ela não tinha nem interesses românticos! A vida dela mostrada no filme parece ter girado em torno de duas coisas: trabalho e formas criativas de fugir da comida. Só a rotina do irmão consegue ser mais chata. Olha, nem Sandy e Júnior têm uma existência assim tão desprovida de escândalos.

17 comentários:

Anônimo disse...

Já ouviu a versão de um grupo brasileiro chamado 'Trash Pour 4' para "Close to You"? Muito boa. ☺

Anônimo disse...

Hahahah... má. Lola é muito má. Me diverti horores com esse post. "Pode ir direto na parte em que ela morre".Hahah. Um segredinho: eu também não gosto muito do The Carpenters... Na verdade eu não gosto nada. Mas fiquei com uma curiosidade imeeeensa de ver o documentario :)

Ah, intimada a fazer a lista de músicas de fossa :)

Anônimo disse...

Eu ouvi hits corta-pulsos dos Carpenters minha infância inteira. E ainda achava o brother Carpenter bunitim! :/

Lilian disse...

Êh, é novata de verdade! veja abaixo o reply-comentário que deixei para ti no meu blog. sobre a Karen Carpenter, fecho com seu marido, fico com a música, tipo sofrimento adolescente... fugir de comida, tô fora! abços

"Hm Lola, vamos ver se vc é novata mesmo... se ler esta resposta, escreva outra aqui no blog, ok?
Olha, entrego a tese daqui a três meses, se Deus ajudar, e daqui a 30 dias, se não ajudar...Não devia registrar isso em público, mas sabe como cheguei ao seu blog? Colocando no Google "escrever+tese"...rsrs
Tinha travado, fui atrás de inspiração!
E achei, seu blog é muito bem humorado. Ainda bem que vc caiu na rede!"

Lolla Moon disse...

eu adoro carpenters. o som é bem pop 70s mesmo, porque, afinal, era pop e eram os 70s!! soa datadíssimo hoje, mas beyonces e rhiannas, com sorte, soarão datados também, em breve.

o "pode ir direto na parte que ela morre" foi fabulous, though. gosto da música, mas não justifica um documentário.

J. Machado disse...

Lola, que pena que vc acha a música da banda the Carpenter, brega! Bom, é queastão de opinião e gosto. Eu quando casei em 1988, ganhei de presente (não de casamento calro) uma fita K7 dessa dupla e achei as músicas maravilhosas, já gostava deles acabei amando e até hoje, quando ouço Carpenter, me lembro de muita coisa boa.
Que bom vc lembrar deles!!!!
abraço aqui de laguna

lola aronovich disse...

Oi, Ollie, não conheço, não. Na realidade meus conhecimentos musicais são muito limitados, como vcs já devem ter notado.
Cler, que bom que vc se divertiu. Normalmente eu não sou má assim. Sou um poço de bondades! E não conheço quase nada de músicas de fossa. Mas pedi assessoria especial do maridão (que tá aqui do meu lado com um violão roubado de um aluno) e ele disse "Meu Mundo Caiu". Confere?
Abração, e apareça sempre!
Nick, acho que ele era bunitim mesmo. De um jeito meio suave demais, mas...

lola aronovich disse...

Lilian, achei hilário seu comentário! Que jeito triste de encontrar este blog!.. Mas agora vc tá na reta final da sua tese, muuuuuito mais adiantada que eu. Eu que vou estar procurando "escrever tese" no Google daqui a pouco. A novata aqui deixou um comentário no seu blog, ok?
Lolla, todo o meu gosto musical é datadíssimo. Não ouço música contemporânea. Continuo só escutando Beatles, Chico Buarque e musiquinhas bobinhas da década de 70. Minha mãe, por exemplo, está muito mais antenada às tendências atuais do que eu. Ela conhece coisa que eu nunca ouvi falar. Em matéria de música, eu pulei a década de 90 e dos últimos 8 anos tb. E aí, a Chantilly já taí, dormindo em cima da tela do seu computador?

lola aronovich disse...

Oi, J. Machado, é, eu acho brega, mas pra mim brega não é sinônimo de ruindade nem nada. Como disse o maridão, revoltado, "Como que alguém que adora ABBA pode acusar os Carpenters de bregas?!". Outro dia fui chamar de brega "Em Algum Lugar do Passado", e uma leitora não gostou. Mas eu gosto muito do filme! E gosto dos Carpenters tb. Agora, deve ter um monte de leitor por aqui que não entendeu o que vc quis dizer por "fita k7". A gente é velha, né? Abração!

Vitor Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor Ferreira disse...
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Vitor Ferreira disse...

Eu tinha visto essa biopic no Cinemax há um tempinho. A melhor cena é a primeira, ela indo pro hospital ao som de Rainy Days and Mondays Always Get Me Down, minha música preferida deles. A melhor versão de Close to You que ouvi foi a da Mary Beth Maziarz.

Edis de Paula disse...

Falar de música, nos caso a dos Carpenter, é uma questão de gosto mesmo... Vc só se esqueceu de dizer (talvez não, certamente porque não saiba)que ela, Karen, está entre as maiores cantoras de todos os tempos, bem ao lado de divas como Ella fitzgerald, Aretha Franklin, Dionne Warwick e etc, etc, etc...E cantando as “musiquinhas” bregas as quais vc falou! Realmente é preciso ser do ramo para enxergar, avaliar e opinar sobre um talento vocal assim!

Anônimo disse...

é realmente me admiro uma moça que se diz estudada como você, escrever tamanha besteira... Quando entender de música, quando estudar ai sim fale alguma coisa dos carpenter.. Que triste você querer aparecer falando de uma morte tão trágica a qual deixu milhares de pessoas desoladas, tenho certeza que se vc morrer , nem tantas pessoas sentirão sua falta!


Unknown disse...

Note Bem um simples coisa. "Essa Bandinha" Os Carpenters venderam somente 30 milhões de discos e ainda vendem. Pouquinho? No Japão eles "ainda são cultuados". Existem bandas covers deles. Eles tem uma estrela na calçada da fama.Eles levaram à parada de sucessos muitas canções no Top 40 da música americana.Gravaram 11 álbuns que atingiram o Top 10 das paradas.Os Carpenters estouraram nas paradas de sucesso em 1970 com a canção de Burt Bacharach e Hal David, (They Long to Be) Close to You, do disco de mesmo nome, que atingiu o topo e nele permaneceu por quatro semanas11 . A gravação seguinte, "We've Only Just Begun", atingiu o segundo lugar e se tornou o maior sucesso da dupla no final de 1970.

Vários sucessos mantiveram a dupla nas paradas no início da década, como "For All We Know"12 , "Rainy Days and Mondays"13 , "Superstar", Hurting Each Other", "It's Going to take some time" e "Goodbye to Love", "Sing" Yesterday Once More", dos álbuns Carpenters (1971), A Song for You (1972) e Now and Then (1973). "Top of the World" atingiu o topo das paradas em 1973. O álbum com os melhores sucessos entre 1969 e 1973 se tornou um dos mais vendidos da década, com mais de 7 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos.Ganharam 3 Grammys. Hoje o Richard Carpenter esta morando numa mansão, coleciona carros e está com uma fortuna nas mãos, fruto de música brega? Sei Não!!!!!!!

Anônimo disse...

blog brasileiro medíocre brasileiro brasileiro nascido no final dos anos 80 não deveria opinar na musica mundial

Anônimo disse...

Eu não discuto o talento vocal, é nítido q tem uma voz fenomenal, afinadíssima, mas só cantava musicas chatas e breguissimas, por isso vendeu tanto