terça-feira, 20 de maio de 2008

CRÍTICA: INDIANA JONES 4 / Não quero a caveira de cristal do Indy

Fui ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ontem, em Detroit, numa sessão quase lotada pros críticos. O entusiasmo era tangível. Um carinha foi vestido a caráter, com chapéu, calça-cáqui, e chicote. Houve aplausos dispersos quando apareceu o logo do “Lucasfilm”. Só que, lamento dizer, após a sessão não presenciei muito entusiasmo. Os críticos foram embora caladinhos. E olha que todos eles, eu inclusa, têm uma ligação sentimental com a série. A gente sabe perfeitamente que os personagens são ícones da nossa infância e adolescência. Pra mim, ver Caçadores da Arca Perdida aos 14 anos foi como se eu estivesse numa montanha russa. Foi a primeira vez na vida que o cinema me fez sentir assim. Duvido que o pessoalzinho de 14 anos de hoje vai encarar Indiana da mesma forma. Pra essa nova geração, suponho que a franquia (que obviamente será lucrativa, e haverá um quinto e provavelmente um sexto filme, mesmo sem o Harrison Ford) não vai se distinguir muito dos outros filmes atuais de ação. Meu veredito, estritamente pessoal, é que este Cristal é o pior dos quatro Indies, fácil. Mas, ainda assim, uma boa matinê.

Começando pelo que gostei: o Harrison Ford pode estar velhinho e tal, mas ainda dá um belo caldo. E é legal que o roteiro se encarregue de fazer piadinhas com a idade dele pra tirar a graça das nossas. Por exemplo, logo de cara Indy diz que antes o trabalho era mais fácil, porque ele era mais jovem. Não que ele encontre a mínima dificuldade pra derrotar um exército de inimigos. E o Shia LaBeouf, que tá bem na sua entrada de moto imitando o Marlon Brando em O Selvagem (quer dizer, não dá pra comparar a sensualidade de um Marlon com a de um Shia), pergunta a Indy: “Você deve ter o quê, uns 80 anos?”. Hum, gostei das cenas com a areia mais ou menos movediça, com as formigas gigantes, e com a caveira de cristal espantando as formigas, como o fogo fazia com as cobras em Caçadores. O duelo de espadas e o Shia se equilibrando entre dois carros estão ok, mas os macacos? Nada a ver. Talvez seja uma homenagem ao macaquinho tão encantador/traiçoeiro de Caçadores, talvez seja uma homenagem ao Tarzã. Mas tá fraco. E um dos motivos é que os símios são tão claramente gerados por computador que mal parecem reais.

Mas vou me ater aos pontos positivos agora. Gostei muito da volta da Karen Allen. Tá certo que ela não faz muita coisa nas cenas de ação além de dirigir carro e desviar de metralhadora (ela fazia mais em Caçadores), mas seus olhos brilham perto do Indy, e ela exala felicidade por estar no elenco. E eu acho ótimo que uma mulher bem mais velha (imagina, ela tem 56 anos! Já passou da época da aposentadoria pras atrizes!) possa fazer par romântico com o herói. Lembra que a gente tá em Hollywood, onde é normal prum Sean Connery namorar uma Catherine Zeta-Jones quarenta anos mais nova. Mesmo em Indy 3, pai e filho se envolviam com a mocinha/vilã (aliás, sem sombra de dúvida, a pior personagem feminina dos quatro filmes. Alguém se lembra da atriz?), que tinha mais idade pra ser namorada do River Phoenix. Se você julgar pelo poster de Cristal, vai achar que a Karen é irmã-caçula do Shia. Mas o desenho rejuvenesce o próprio Harrison uns 30 anos. No filme a Karen aparenta bastante a idade que tem, e ainda assim tá linda. Outro cuidado com as mulheres foi usar figurantes que estivessem próximas do padrão de beleza dos anos 50, quando a ação se passa (um padrão muito mais pra Marilyn Monroe que pra Keira Knightley). Logo, em Indy 4 não tem esqueletos ambulantes. Quer dizer, tem, mas acho que são de cristal.

Tudo bem, a Cate Blanchett é magra que dói, mas ela encarna uma vilã meio dominatrix. Embora o maridão não tenha gostado dela, eu a achei eficiente. Gosto quando ela liquida uma formiga no meio das suas pernas, e sai um líquido gosmento. Uma alusão um tanto ejaculativa, é vero, e um tanto “olha como posso esmagar outras coisas que estiverem por aqui”, mas consistente com a personagem. O problema, pra mim, não é com a Cate em si – é com toda a trama dos soviéticos. Os russos não têm nada que fazer na história, que fica mal explicada. Sei que o roteiro pede uma classe de vilões conhecida e incontestável e, como já haviam usado nazistas, usam os soviéticos (a maior parte dos americanos acha que a Segunda Guerra foi entre EUA e União Soviética mesmo). No entanto, hoje em dia o “better red than dead” (“melhor morto que comunista”) soa datadérrimo, e quem vai entender o “I like Ike” (referência ao presidente Einsenhower)? A mesma coisa com o pânico da bomba nuclear. Em 1984, tempo de Templo da Perdição, com o Dia Seguinte e tal, ainda daria um bom subtexto. Mas hoje? Verdade que os americanos estão morrendo de vontade de bombardear o Irã, mas nem eles crêem que o país do Oriente Médio seja mesmo uma potência nuclear.

Outro defeito do filme é que, nos anteriores, os momentos falados, as explicações “científicas”, serviam não só pra alavancar a trama, como pra desenvolver os personagens. Aqui os diálogos são bem chatos, e param tudo. Quer mais um defeito? Bom, talvez eu seja a única pessoa a cometer uma heresia dessas, mas achei vários dos efeitos especiais ruins. Quando o tanque anfíbio cai nas cachoeiras, a aventura cai muito também, e não se ergue mais. Tudo aquilo se destruindo ficou vago demais. Tá, em Caçadores o cenário também entrava em convulsão, mas era diferente. Não acredito que vou dizer isso: os efeitos especiais de 1981 pareciam mais reais que os computadorizados de hoje, que deixam tudo hiper artificial. E existe pelo menos um erro grave de edição, também perto do fim. Há quatro ou cinco personagens indo de uma fase à outra, como se fosse um videogame. Até aí, tudo bem. Mas o grupinho tá parado, como se tivesse acabado de entrar no set, quando Indy grita “Vamos!”. Fica esquisitão. Ah, e já falei que o John Hurt tá totalmente desperdiçado? Mas esses erros todos são fichinha se pensarmos no mau uso da trilha sonora. Ela simplesmente não é aproveitada como deveria. Quando acompanhamos o relançamento de ET, o que emociona é a música-tema na cena em que os meninos pedalam pra lua (modo de dizer). É a música de Indy que levanta o trailer (que, convenhamos, não é grande coisa). Mas, no filme, são usados apenas aperitivos da clássica trilha do John Williams. Não cria momentum. Só no final, nos créditos, e aí já é tarde.

Isso que vou citar agora não é um julgamento, apenas uma constatação. Note que Indy 4 é bem menos violento que o segundo. O pior são as formigas gigantes, mas é tudo de mentirinha. Quase ninguém morre na frente da câmera. Bem no começo, quando os russos liquidam soldados na base americana, a câmera enfoca o Indy. Tampouco vemos nativos sendo exterminados. Compare com o coração arrancado do peito nos sacrifícios de Templo da Perdição. Não sei se você lembra que a classificação PG-13 foi criada em 1984 apenas para atender o segundo Indy. O filme era sanguinário demais pra menores de 13 anos sem supervisão dos pais e, como havia muito dinheiro por trás pra censurá-lo pra menores de 17, a organização americana que regula as indicações criou uma classificação exclusiva. De todo modo, a impressão que fica é que, perto de Indy 2, Indy 4 é uma aventura pra crianças. Estranho que, quanto mais o Harrison, o Spielberg e nós envelhecemos, mais os filmes se tornam infantis.

- E aí, Júnior? Será que você consegue levantar o torpedo em Indy 5?

28 comentários:

Silvio Cunha Pereira disse...

Os indiozinhos tambem estavam meio perdidos na história

Liris Tribuzzi disse...

Ainda não vi.
Me recuso terminantemente a ler antes de ver.

lola aronovich disse...

Entendo perfeitamente, Li. Mas desta vez eu nao revelo NENHUMA surpresa do filme. Nao conto nadinha mesmo.

Luciano JR disse...

Eu nunca esperei que fosse melhor que os outros três. Me lembro da primeira vez que vi Os Caçadores da Arca Perdida! Ai, ai... Eu pirei! Até hoje é um dos filmes que mais vibro. Vou ver esse quarto sem muitas expectativas. Por falar em efeitos especiais, hoje vi Eu Sou a Lenda e me surpreendi com os DEFEITOS especiais. Defeitos mesmo! São horríveis. Um dos piores que ja vi. Parece até que agente ta vendo aqueles filmes do Looney Toones, que live action se mistura com desenho.

Suzana Elvas disse...

Comentário nonsense: "I like Ike" foi uma das mais geniais, bem boladas e sagazes manchetes de jornais de todos os tempos. A maneira que o Washington Post furar todos os jornais, quando soube da vitória do presidente em primeira mão. Como eles já tinham fechado a primeira página e não havia como mudar a edição inteira, o "fechador" (a criatura que fica de madrugada supervisionando a rodagem do jornal) mandou tirar uma materinha que era uma tripa no canto do jornal, acima da dobra, e mandou compor em letras garrafais "I like Ike!".
Genial.

Indiana Jones: amo de paixão. Mas pra mim o terceiro é meu preferido. Só por ter Sean Connery (podia só ficar ali sentadinho, respirando) já valeu o ingresso. No dia em que puserem ele num asilo... Bom, é lá em casa, tô avisando. Nurse care 24/7.
;o)

chrisececilia disse...

Caramba, eu não consigo acreditar que a trilha sonora é meio inexistente. Poxa, era uma marca registrada da parceria Spielberg/Williams, não?

Eu também não esperava que este filme pudesse ser melhor que os outros, para mim, Caçadores é IMBATÍVEL. Mas, como fã de carteirinha, vou conferir e depois comento suas críticas!

Beijos

lola aronovich disse...

Acho que vc tem razao, Luciano. O melhor é ver Indy 4 sem tantas expectativas. E quanto aos efeitos especiais... Realmente, alguns deixam muito a desejar. Não me lembro tanto dos de Eu Sou a Lenda. Mas às vezes não parece que os técnicos desaprenderam? Não dá pra comparar os efeitos de Exterminador do Futuro 2 (que tem 17 anos!) ou os de Jurassic Park com os atuais. É bizarrro que os efeitos de Caçadores, que são pré-históricos, de 81, convençam mais que os de Indy 4. Não falaram que os efeitos computadorizados iriam revolucionar a indústria e baratear os custos? Baratear não baratearam mesmo. Pelo contrário, os filmes nunca estiveram tão caro. "Revolucionar"? Só se foi pra pior.

lola aronovich disse...

Su, interessante o que vc conta dessa manchete do "I like Ike". Acho um ótimo slogan, sem dúvida, apesar de nunca ter entendido porque o apelido do Eisenhower era Ike. Mas imagina os espectadores de hoje em dia ouvindo o Indy dizer "I like Ike". Quantos vão entender do que ele tá falando? Chega a 5%? Ah, o terceiro Indiana Jones era o que eu menos gostava, antes do 4. Mas preciso vê-lo de novo. Encomendei todos os 3 filmes pra rever com a Netflix, mas devia ter feito isso antes. Agora eles estão com uma fila de espera hiper longa...

Chris, não, não é que não usam a trilha sonora. Ela tá presente o TEMPO TODO. Mas são só pedacinhos. Acho que faltou uma sequência de ação mais longa pra usarem o "tan taram tan taram tan taram tan tan tan tan". Talvez porque a sequência de ação mais longa seja com o Shia, não com o Harrison Ford. Só sei que a trilha, embora seja usada no filme, não foi usada a contento. Uma coisa é tocar pedacinhos da música, outra é tocar a música inteira. Isso só nos créditos finais!

Luciano JR disse...

Isso que eu acho muito bizarro! Um exemplo mesmo é o Jurassic Park. O primeiro filme tem efeitos 100 vezes melhores do que o terceiro. Este último foi muito artificial.

Greg disse...

Mesmo não tendo assistido a Indy4, afinal ele está estreiando hoje, já imaginava que ele seria exatamente como foi descrito aqui no blog...
Mas preciso ser sincero, eu realmente não me importo nem um pouco que seja ruim! Esperei quase 20 anos para essa sequência ser lançada e vou ver de qualquer jeito.
Tem uma criança dentro de mim esperando com ansiedade por isso e não posso decepcioná-la [risos]

Igor Garcia disse...

E olha que esse seria a grande espectativa nesse feriado (comemoração de aniversário só no feriado) e infelizmente o Indi está ABAIXO do que esperam!
Eu só VIDRADO em Caçadores, e depois de décadas TINHA que ser melhor do que o último!
E Lô, achei FASCINANTE sua crítica-comentário! Concordo com QUASE tudo que escreveu! A réplica e a tréplica eu publico amanhã!

Bjs n'alma!!

Igor Garcia disse...

Aliás, eu não sei se é a hora que escrevo ou pura sacanagem ortográfica, mas alguns dos meus coments vem com os acentos errados!
E FINALMENTE aconteceu: quando publico um post o blogger me enche de prazer ao mudar a porcaria do tamanho das fontes!
Não está mais sozinha! Bjs!

lola aronovich disse...

Concordo, Luciano. Os efeitos do Jurassic 1 são melhores que o do terceiro (que tb são bons, né?). A historinha tb é melhor... Mas gosto muito mais do terceiro que do segundo.

Greg, Indy 4 não é ruim! Quem falou que é ruim? Ele só deixa a desejar se comparado aos outros (pra mim, principalmente, aos dois primeiros. Não morro de amores pelo 3). Mas é como eu disse, uma boa matinê. E é o tipo de filme que ninguém vai deixar de ver se algum crítico falar mal, ou mesmo se o boca a boca for negativo (que não será).

lola aronovich disse...

Que aniversário é esse que vcs estão falando? Hoje (quinta) é feriado? Não tô sabendo de nada. Por isso que meu bloguinho tá devagar hoje? Aqui nos EUA é feriado na segunda, eu acho, um tal de Memorial Day. Preciso de um post pra falar sobre isso.
Igorzinho, que bom que vc não ficou mortalmente ofendido com o que escrevi no seu blog. Quero muito ler a sua réplica e tréplica, ok? (pra quem tá boiando, o Igor escreveu dois posts interessantes contra o aborto, e eu respondi. Tá aqui:
http://esquizofreniavirtual.
blogspot.com/
Aliás, alguém pode me ensinar como colocar um endereço sem cortar, fazendo-o caber numa só linha?
Ai, que alívio saber que o Blogger não muda a fonte e tamanho (entre muitas outras coisas) só dos meus posts! Mas o que a gente pode fazer a respeito?

Claudemir disse...

Ontem 22/05 era feriado de Corpus Christi. No geral gostei do filme, só nao gostei do jeito que destroem a floresta Amazônica, mesmo que seja em efeitos especiais. No final, na cena do casamento, pensei: Putz, o Shia encontrou mais uma franquia lucarativa. E Lola vc também viu as cataratas do Iguaçu no meio da Amazônia?

lola aronovich disse...

Ish, aquilo era a Amazônia?! Eu perdi o senso de orientação no filme? E aquelas eram as Cataratas do Iguaçu?! Ah, é um erro normal pra americano, né, Clau? Fica tão pertinho...
Aliás, vc anda sumido ou é impressão minha?

Claudemir disse...

É sim a Amazônia e as cataratas do Iguaçu. Meses atrás teve uma equipe de filmagem lá nas cataratas. Pode apostar que essa equipe sabe que o Iguaçu nao fica na Amazônia, mas mesmo assim colocaram as cataratas no coração da Amazônia. Ultimamente estou com pouco tempo pra ler seu blog e deixar comentários, agora com o feriado me sobrou um tempinho.

Mica disse...

Pronto, assisti Indy4 hoje à tarde. Eu não esperava que fosse melhor que os outros 3, é claro, mas gostei bastante. Na minha opinião o filme tem um grande defeito: a fantasia da parte da cachoeira em diante fica fantasiosa demais, até mesmo para Indiana Jones. Fora isso, eu gostei de praticamente tudo.
Confesso que demorei um bom tempo para acostumar com um Indiana mais velho, mas depois que acostumei tudo rolou melhor. Não sou muito fã do Shia LaBeauf, não tem jeito, mas ao lado do Harrison Ford ele até que foi simpatico. Ou talvez, tenha sido o trio, Indy-Marion-Mutt que eu tenha gostado. A Karen está lindíssima e eu tenho que concordar com tudo o que você disse sobre ela.
Inclusive, concordo também no quesito efeitos especiais. Fiquei pensando enquanto assistia "se fosse nos outros Indianas, essa cena da perseguição no penhasco teria sido mais real", "se fosse nos outros Indianas, a cena nas cachoeiras não teria sido tão ridícula", "se fosse....", pq na hora dos efeitos a coisa realmente virava um problema.
Os índios lá na cidade perdida foram patéticos, só serviram para morrer. Como eles viviam lá!? E como a tal Irina conseguiu descer até eles se não tinha mais escadas?
Mas adorei voltar a assistir Indiana Jones e fui ao cinema com uma amiga de 18 anos que nunca assistiu os outros 3 e ela adorou e saiu cantarolando a musiquinha, o que significa que o filme não é tão decepcionante assim.

lola aronovich disse...

Oi, Clau. Não podem existir outras super cachoeiras na Amazônia? Tá, é rídiculo, eu sei. Esperar o que dos americanos? Mas também, francamente, não acho que eles tentam ser geograficamente coerentes em nenhum dos 4 filmes. Imagino que qualquer uma das locações nos outros países diria que "ahn, não é assim". É só uma fantasia. Bom, dá pra ver que estou tentando justificar só porque é Indiana Jones. Se fosse qualquer outro filme americano que colocasse as Cataratas do Iguaçu na Amazônia eu ia cair matando! Mas olha, eu nem notei isso durante o fime. Sinal de que não me incomodou (mas também nunca achei que eles estavam no Brasil).
Ô, Clau, arranja um tempinho pra visitar, ler e comentar o meu blog. Se eu tenho tempo pra escrevê-lo (quer dizer...), vc consegue ter tempo pra lê-lo!

lola aronovich disse...

Mica, que bom que vc concorda com tudo que escrevi sobre Indy, porque eu concordo com tudo que vc escreveu no seu comentário. Eu também não esperava que Indy 4 fosse tão bom quantos os outros. Não sei porquê. Um pouco isso do Shia (tampouco morro de amores por ele), um pouco pela idade do Harrison, e um tanto pelo trailer (que deixa muito a desejar). Mas é isso: se a gente vai com menos expectativas, não se decepciona tanto. E parabéns por vc ter como amiga a única pessoa no Ocidente que nunca viu nenhum dos outros 3 Indianas! (tá, não deve ser a única, mas eu não conheço mais ninguém).

Gi disse...

Eu e meu namorado vamos aproveitar uns dois convites + pipoca enviados por um banco (imagine.. hihihi, carivando os clientes que reclamam) pra assistir ao Indy (sou fã também! Nem só de europeu a gente vive. Eu vivo de tudo!) num cinema bem, digamos, comercial, com aquele som infernal.

lola aronovich disse...

Que legal, Gi! Eu adoro essas promoções! ADORO cinema de graça. Eu tô tentando descolar um cupom pra ganhar sorvete de graça no meu aniverário... Fazemos qualquer negócio.

Samuel disse...

Olá Lola, vi o link para o seu blog no Cinema com rapadura e decidi dar uma olhada, achei muito legal sua coluna. Sobre o filme, eu gostei dele, apesar de ter alguns pontos fracos teve também alguns pontos forte, como os citados na matéria. Um abraço e voltarei a te visitar.

lola aronovich disse...

Que bom, Sam. Visite sempre, e comente sempre que quiser. Abração!

Nelson disse...

não esperava também que fosse melhor que os tres primeiros e acredito que quem pensava que poderia, é porque não entende de cinema. naquela época o cinema era real cenário e não tela azul, maquilagem e não photoshop. Agora vcs tem que concordar comigo, de todos os heróis ressuscitados este ano com certeza indy é o melhor, pra mim, eu disse pra mim. É O FILME DO ANO!!!!! até agora, estou ancioso pra ver outro idolo dos anos 80 HULK, vamos ver se agora com Edward Norton eles acertam, com computação gráfica e tudo.

Abraços, e não se percam, pois vcs podem encontrar alguma caveira de cristal por aí, e já sabem o resultado.

lola aronovich disse...

Oi, Nelson! Então vc tá dizendo que seria impossível qualquer filme hoje feito com personagens de 20, 30 anos atrás ser melhor que aquele da época? Que a tela azul e photoshop estragaram o cinema? Achava difícil que Indy 4 pudesse ser melhor que os outros 3, mas não pelos efeitos (afinal, hoje os efeitos especiais deveriam ser MELHORES, não piores), e sim porque a comparação é muito difícil. Os 3 Indys têm todo um peso de clássico porque já estão com a gente faz muito tempo. Vai que 30 anos depois Indy 4 tb seja visto como um super-filme? Tá bom, não consigo imaginar isso acontecer, mas...
Mas concordo que, dos heróis ressuscitados até agora, Indy é sem dúvida o melhor. Não tenho boas expectativas pro Hulk. Vou escrever sobre os 3 outros Indys, e quero ler seus comentários, ok? Abração!

Lilian disse...

Assisti ao filme ontem. Pra mim foi uma singela homenagem ao personagem e a seus fãs. Não esperava mesmo uma aventura de verdade do Indiana, mas um desfecho mesmo, um adeus feliz ao herói, e foi o que foi.
Acho que nem o Spielberg tem mais idade para estas aventuras, hoje em dia ele está longe dos movies, produzindo filmes sérios, reflexivos e tal, e acho que a dedicação realmente foi mesmo a suficiente para deixar uma lembrança agradável para os fãs e não produzir algo à altura das demais aventuras... Por isso mesmo gostei, acho que a direção foi bastante honesta neste propósito (inclusive acho que por isso mesmo a trilha sonora não teve todo aquele peso, porque sabiam que não iria soar mais como antes)...

Gabriela Martins disse...

(só tô postando aqui por conta da sua retrospectiva, vi q vc tinha feito crítica desse e me interessei em saber a sua opiniao)

Eu concordo com tudo o que vc disse e com a Lilian, a última a postar. Vejo tb como uma grande homenagem ao herói. O filme tem os seus furos e inconsistências, mas o saldo final é positivo, justamente por terem levado em conta o tempo que passou entre um e outro.

Quanto aos efeitos, especiais, eu concordo. Os computadores baratearam os efeitos, sim (vide o orçamento de 300, baixo em comparação com outros blockbusters). Também facilitaram muita coisa, ex: cortar a necessidade de locações, ou de departamentos especializados (no lugar de um de maquiagem, um de explosões e outro de maquetes, basta um só de CGI). Grande parte dos orçamentos estratósfericos é gasta em divulgação, daí a conta ter até aumentado.

O que eu vejo que aconteceu é que CGI virou chamariz pra filme, e sinal de status: é como se filme que não tivesse CGI fosse "inferior", ainda que os efeitos tradicionais fiquem melhores. Mesma coisa se sucede com a animação: tem desenho feito com CGI muito porco, só porque "é CGI, que nem os da Pixar". Principalmente por estudantes e estúdios menores, que poderiam usar técnicas alternativas (procure por Coraline, se vc não conhece, é um ótimo exemplo). CGI é bonito quanto é bem feito, tem investimento, não quando feito de qualquer jeito.