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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

OS DEZ MELHORES FILMES DA DÉCADA

Depois de divulgar minha lista dos piores filmes da década de 00, recebi um email de um leitor reclamando que eu deveria ter sido impedida de publicar algo assim (como, meu deus, falar mal de sucessos de público?! Se um montão de gente viu e gostou, então o filme é ótimo e ponto final) e que não entendia como alguém com um mau gosto tão evidente podia ter doutorado. Mas isso não foi nada, perto do que ouvi de um troll português que invadiu o blog pra protestar contra minha inclusão de Senhor dos Anéis. Eu ri muito de suas pérolas, como “Devias a matar-te, pois logo vê-se que és uma suína com pouco ou nenhum talento literário”, e “São oito pessoas que estão na missão de destruir o anel, e não oito. Sabes contar, ao menos?”. Bom, espero que minha lista dos melhores da década provoque menos controvérsias.
A lista está em ordem cronológica. Não consigo escolher o melhor filme da década, porque há produções de vários gêneros diferentes, e é impossível compará-las. Tenho a impressão, pelas longas listas de menções honrosas que fiz, que esta década foi melhor pro cinema que a de 90. Ou eu que estou ficando doce como um cordeirinho? Vamos. Amnésia (Memento, 00), de Christopher Nolan. Sei que na realidade filmes do ano 2000 teriam que entrar na lista de 90, mas, como só vi esse drama depois, tenho que inclui-lo aqui. Amnésia é altamente original, contado de trás pra frente. Mas já vi a história em ordem linear também e, apesar de perder um tiquinho da graça, ela continua sendo excelente. Dá pra escrever tratados sobre Amnésia e suas relações com o pós-modernismo, sobre a importância de fazer memórias, e sobre a vontade de esquecer versus a necessidade de ter um objetivo pra viver. Minha cena preferida é quando Guy Pearce descobre o que há por trás da personagem de Carrie-Anne Moss, e precisa escrever aquilo em algum lugar ou não se lembrará daqui a poucos minutos. E ela esconde a caneta. Sempre andem com uma caneta por perto, gente. Também tem uma sátira perfeita dos filmes de ação: Guy “acorda” e está correndo, mas demora pra se dar conta se está perseguindo um sujeito ou sendo perseguido por ele. O que dizer de um filme em que o protagonista narra, em off, as frases “A memória pode mudar o formato de um quarto e a cor de um carro. Memórias podem ser distorcidas. Elas são apenas uma interpretação, não um registro, e são irrelevantes se você tem os fatos”. E aí ele passa o resto do filme criando esses fatos, só pra moldar sua memória. Da qual ele nem vai se lembrar mesmo.Cidade de Deus (02), de Fernando Meirelles. Este filme frenético causou sensação quando foi lançado, e sua reputação só aumentou. Hoje em dia ele tá incluso em praticamente todas as listas de melhores da década (se bobear, deve ser o único entre os dez que eu pus aqui que é unanimidade). Os vinte anos de uma favela são contados de forma visceral, com edição e fotografia consagradas, e personagens marcantes. Tenho duas amigas que reclamam da presença do narrador/fotógrafo (querem que o filme inteiro permaneça na favela), mas eu o considero importante pra captar o público de classe média que vai ao cinema. De certo modo, é uma concessão, mas não parece forçada e tem seu próprio sabor. E “Meu nome é Zé Pequeno” entrou pro folclore popular. Ah, e já falei que a co-diretora do filme, Kátia Lund, que fez todo o treinamento (fantástico) de atores, estudou na mesma escola que eu? A gente jogava handball juntas. Fale com Ela (02), de Pedro Almodovar. Acho que prefiro Tudo Sobre Minha Mãe (99) como meu top do diretor espanhol, mas Fale com Ela tá logo ali. O drama tem algumas narrativas que não me agradam (touradas, por exemplo, se bem que há uma cena magnífica de uma toureira sendo vestida; um estupro cometido por uma pessoa de quem gostamos). O próprio título já é dúbio, porque, apesar de conter “ela”, este é um filme sobre homens e suas conversas com mulheres ― infelizmente, mulheres em coma que não podem ouvi-los. Então as mulheres do filme são definitivamente passivas. Mas esse é um pretexto para que os homens explorem a sua sensibilidade. E onde mais a gente vai encontrar uma vagina gigante que não seja algo ameaçador, dentado, mas acolhedor? O filme dentro do filme, em que um homem encolhe até entrar na vagina da amada e ficar lá pra sempre, é puro surrealismo. E, como em tudo em Fale, é de uma delicadeza ímpar. Kill Bill – Volumes 1 e 2 (03-04), de Quentin Tarantino. Vou colocar os dois filmes juntos porque no fundo eles são um só. Era pra ser apenas um, mas Taranta criou tanto material que os produtores perguntaram, “Quer lançar dois filmes?”. E ele já anunciou o terceiro para 2014, ueba. Kill Bill é uma simples história de vingança, mas lotada de referências, com ritmo alucinante, e um total empoderamento das mulheres como raras vezes se viu no cinema. É, o título e o controle estão com um homem, Bill, mas a trama pertence inteirinha à Noiva (Uma Thurman), que se vinga de todo mundo e finalmente cumpre seu objetivo maior. Ah sim, não sei se você notou, mas tanto Kill Bill quanto Fale com Ela nos ensinam algo que eu sequer desconfiava: que há homens inescrupulosos que podem se aproveitar de vítimas em coma. Argh. Um leitor meu disse na época que Pulp Fiction é Pelé, e Kill Bill é Garrincha. E isso que ele só tinha visto o volume 1. Match Point (Ponto Final, 05), de Woody Allen. Logo o filme mais incomum do Woody, tão sem nada a ver com ele, é o seu suprasumo da década, e um dos melhores de sua longa carreira. Não tem muito humor, passa-se em Londres, não Nova York, é meio um film noir, e o mais incrível, trata de conflito de classes. Woody é conhecido por praticamente só retratar a elite. E aqui vemos um jovem (Jonathan Rhys-Meyer) fazendo de tudo pra subir na vida. O suspense tem um ar de Um Lugar ao Sol (o protagonista pobre que mata a amante grávida para poder ficar com a mulher rica), mas é muito mais imprevisível. Com um roteiro enxuto e muitíssimo bem amarrado, o diretor consegue manter um clima de ansiedade que não nos abandona nunca. Filhos da Esperança (Children of Men, 06), de Alfonso Cuarón. Como eu disse na lista das menções honrosas, estava na dúvida se colocava Minority Report nesta relação. Mas Filhos é uma ficção científica superior por ter um final mais satisfatório. E por ser toda uma fábula da falta de cuidados com o planeta. O filme já começa com seu protagonista, Clive Owen, quase sendo atingido por uma explosão num café. Estamos no ano 2027, daqui a pouquinho, e a pessoa mais jovem do mundo, um argentino de 18 anos, acabou de morrer. Se somos irresponsáveis com o mundo mesmo quando temos herdeiros pra deixar o legado da nossa miséria, imagina se soubermos que daqui a algumas décadas não haverá mais humanos? Caos absoluto nas ruas. O interessante é que o filme nos apresenta vários personagens de que gostamos, e vai tirando-os do caminho um a um, sem dó. Apesar do final mais ou menos feliz, pra mim não parece ser uma trama de esperança nem a pau (tanto que o título original é Filhos de Homens). Mas é um grande filme, melancólico, distópico.O Grande Truque (The Prestige, 06), de Christopher Nolan. Dois mágicos rivais (Hugh Jackman e Christian Bale) ficam cada vez mais competitivos e violentos no final do século 19, em Londres. Quer dizer, a história é bem mais complexa que isso, e envolve temas como duplos (doubles), clones, obsessão, vingança, e identidade. É uma delícia de acompanhar. Quando vi o filme pela primeira vez eu adorei, mas jamais pensei que ele acabaria na lista dos melhores da década. Mas a cada vez que o revejo, mais eu gosto. É, foi muito difícil decidir se gosto mais deste ou de Batman, Cavaleiro das Trevas. Sweeney Todd (07), de Tim Burton. O grande musical da década e, para muitos críticos, o melhor desde Cabaret, de 72. Estranho, porque não tem números de dança, e o casal de atores, Johnny Depp e Helena Bonham-Carter, não são bons cantores. E ainda por cima foi deprimente ver o diretor dizendo, numa entrevista do dvd, que acha que musical é coisa de gays. Como que um cara que detesta musicais foi logo fazer ums dos melhores? Além de todos os números musicais funcionarem aqui, tem tanta crueldade no ar, tanta perversidade, que fica até claustrofóbico. Definitivamente não é um feel-good movie.Bastardos Inglórios (09), de Tarantino. A maior homenagem ao cinema na década, e, talvez, à fonética também. Taranta pegou um tema pra lá de batido (o nazismo), e fez um filme vigoroso sem a menor preocupação histórica. E quantos filmes sobre a Segunda Guerra (e sobre guerras em geral) trazem mulheres ativas, participantes, lutadoras? Não sei se deu pra notar que o Taranta não se envergonha de retratar heroínas.
A Origem (10), de Christopher Nolan. Aquele tipo de filme em que todo detalhe conta. Um primor de edição e direção de arte. Um roteiro complicado, típico do Nolan, que mostra um sonho dentro de um sonho dentro de outro sonho, e confunde a realidade e a ficção. E, de lambuja, coloca um monte de discussões filosóficas e existenciais de um jeito pop. E tem um final aberto, permitindo uma série de interpretações. Um fenômeno.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MELHORES FILMES DA DÉCADA EM CADA CATEGORIA – PARTE 2

Como eu disse na introdução da lista anterior, praticamente todos os filmes mencionados aqui valem como menção honrosa. E nenhum deles entra na seleção final (que vou divulgar em breve) dos dez melhores filmes da década de 2000 a 2010.

Drama: Aqui tem um monte, e sei que vou esquecer alguns (já avisando: não gosto nadinha de Encontros e Desencontros). Por data, eu incluiria Amores Brutos (00), Psicopata Americano (00), Réquiem por um Sonho (00), As Horas (02), O Pianista (02), Longe do Paraíso (02), Dogville (03), Edukators (04), Mar Adentro (04), Senhor das Armas (05), Os Infiltrados (06), Labirinto do Fauno (06), Volver (06), A Garota Ideal (Lars and the Real Girl, 07), Senhores do Crime (07), The Visitor (07), Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 08), O Lutador (08). Como escolher entre eles? Vou julgar pelo critério “filme que não me canso de assistir”, e o vencedor é... Pecados Íntimos (Little Children, 06), de Todd Field.

Melhor comédia: Adoro Um Grande Garoto (02), que é bem agridoce; a primeira metade de Borat (06) me faz rir um bocado, depois entra na mentalidade fratboy e desaba; Queime Depois de Ler (08) é uma delícia. E cada vez que revejo Prenda-me se For Capaz (02), mais eu gosto. Ah, e admito que adoro Escola do Rock (03). Mas a melhor mesmo deve ser Pequena Miss Sunshine (06).

Melhor Comédia Romântica: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (01). A primeira vez que vi o filme nem amei tanto assim. Tive de revê-lo numa viagem de ônibus entre Joinville e Florianópolis (com cenas impróprias para crianças, como aquela em que Amélie conta o número de casais fazendo sexo) para realmente me apaixonar por essa produção francesa de Jean-Pierre Jeunet, com a adorável Audrey Tautou. É também um feel-good movie. Simplesmente Amor (Love Actually, 03) e O Diário de Bridget Jones (01) ficam atrás, num gênero bastante gasto que também podia se chamar “Melhor Filme Fofinho e Meloso com o Hugh Grant”. Aí entra também a abertura gracinha de Letra e Música (07, veja aqui e fique com a musiquinha no seu cérebro por um mês. Mas vale a pena).

Feel good movie: Acho que Pequena Miss Sunshine e Amelie Poulain poderiam entrar aqui, mas vou ficar apenas entre dois: Mamma Mia (08) e Julie e Julia (09). Por coincidência, ambos são com essa atriz fabulosa chamada Meryl Streep. Julie eu vi recentemente e adorei, porque tá cheio de joi de vivre e de apetite (tanto sexual quanto de comida). Mas Mamma Mia é um musical com músicas da ABBA, e nada melhor pra sair cantando do cinema. É só a gente bloquear o trauma que é ouvir o Pierce Brosnan cantando.

Melhor filme catástrofe arrasa-quarteirão: O Dia Depois de Amanhã (04). Sem concorrência. Tá certo que este é geralmente o tipo de filme indigno em que tudo o que conta é como a Estátua da Liberdade e a Casa Branca serão destruídas. Mas Dia é excepcional, até por ser ecológico e bem de esquerda. É antológica a cena em que os americanos tentam emigrar pro México, e os mexicanos fecham suas fronteiras até que o governo dos EUA perdoe a dívida externa dos países latino-americanos. E toda vez que eu passo frio me vem à mente as imagens dos quartos ficando congelando. E tem um navio com lobos fugidos do zoo no meio de Nova York. Ah vai, o que mais se pode querer? O Dennis Quaid bonitão? Tá lá também!

Melhor documentário: No ano em que morei nos States pude ver dúzias de documentários, entre eles Jesus Camp, Capturing the Freedmans, e Bigger, Stronger, Faster, todos excelentes. Documentários políticos como Uma Verdade Incoveniente, A Corporação, e A Névoa da Guerra também fizeram sucesso, assim como Supersize Me (04). No Brasil, o melhor deve ser Ônibus 174. Mas o grande documentarista dos nossos tempos é mesmo Michael Moore. Tiros em Columbine e Sicko: SOS Saúde são ótimos e divertidos, mas nunca um cineasta se engajou tanto pra influenciar uma eleição como em Fahrenheit 11 de Setembro (04). Moore não foi vitorioso (Bush foi reeleito), mas deixou o seu recado. É o doc da década.

Ação: Os dois primeiros Jason Bourne, Identidade Bourne e Supremacia Bourne (nunca sei qual é qual) são bárbaros, com um ritmo que não deixa a peteca cair. Não gosto tanto do terceiro, Ultimato Bourne, mas tá cheio de cenas incríveis também. Os dois primeiros têm perseguições de carro e lutas pra ninguém botar defeito, além de uma interpretação sensível do Matt Damon. E, se tudo isso não fosse suficiente, ainda serve como uma das piadinhas internas que tenho com o maridão. Jason está num bar, e desconfia que pode ser um agente super treinado quando, só de olhar, descobre que uma mulher brigou com o marido, o que um carinha comeu, que outro foi despedido do emprego... Isso tudo só de observar. E aí eu viro pro maridão e pergunto: “E você, sabe que dia é hoje?”

Mas óbvio que:
Melhor luta da década: Viggo Mortensen nu, numa sauna, em Senhores do Crime (07).

Gag individual: Jim Carrey abrindo a sopa de tomate como se fosse o Mar Vermelho em Todo Poderoso (2003) (trailer aqui).

Vilão: Tá entre o Coringa do Heath Ledger e o Chigurh do Javiem Bardem em Onde os Fracos Não Têm Vez. Fico com o segundo. Ambos são fantásticos, mas Chigurh é mais original.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MELHORES FILMES DA DÉCADA EM CADA CATEGORIA – PARTE 1

Depois de apresentar três listas com as contribuições de diretores importantes para o cinema na década que vai de 2000 a 2010 (tenho que incluir o ano 2000, que oficialmente pertence à década de 90, porque quando fiz a lista dos anos 90, o último ano ficou de fora. Assim como há filmes de 2010 que ficarão fora desta lista, porque vários ainda não estrearam no Brasil), deixo aqui os melhores filmes de cada década, por categoria. Mas atenção: de maneira geral, os que eu considero os dez melhores filmes (na categoria geral) da década não estão aqui. Bom, um está, e vou deixar pra vocês adivinharem qual. Então considere esta uma lista (que será publicada em dois posts) basicamente de menções honrosas dos anos 00. E sim, a maior parte dos filmes aqui são americanos. Não gostou? Sente falta do cinema asiático? Faça a sua lista. Esta acompanha os meus gostos.

Terror: O Nevoeiro (07). Não tem nem concorrente. Desculpe, pessoal que adora Deixa Ela Entrar (Suécia, 08), REC (Espanha, 07), Abismo do Medo (07): Nevoeiro põe todos esses no chinelo, com seu clima realmente assustador misturado com alegoria política.

Melhor filme de zumbi: Sem dúvida Madrugada dos Mortos (04), quando os mortos-vivos tomam um shopping center. Acho melhor que o original, e apresenta a definição perfeita pra zumbi: “deadish”. Diário dos Mortos e Extermínio também são bons. Recentemente eu vi, não no cinema, Zumbilândia, e gostei também, mas depois li que o inglês Shaun of the Dead (04) é o troço de verdade (depois vi Shaun e é mesmo muito, muito legal. Recomendo! Mas é diferente de Zumbilândia). Outro dia segui dicas e acabei vendo a minissérie inglesa The Dead Set, feita pra TV, sobre Big Brother. A ideia é ótima – BBB reúne pessoas um pouquinho menos mortas que zumbis -, mas não tá bem realizado. Ao menos deixa claro quem é o bicho mais apavorante de um BBB: o chefe. No nosso caso, o Boninho.

Desenho animado: Não é meu gênero favorito, admito. Até que tivemos boas amostras: A Viagem de Chihiro (01), Procurando Nemo (03), Wall-E (07), Up – Altas Aventuras (09). Mas, pra mim, o único que transcende mesmo é Persépolis (08). Esse sim eu amei.

Faroeste: Vi Bravura Indômita (10) esses dias e não achei grande coisa. Depois que Clint Eastwood desconstruiu o gênero em 92, com Imperdoáveis, não houve muitos faroestes na década de 00. Nem sei se dá pra considerar os ótimos Brokeback Mountain (05) e Onde os Fracos Não Têm Vez westerns (bom, creio que dá: tem cowboys). Os Indomáveis (07) é mediano. De toda forma, o mais interessante é um filminho que pouca gente viu, O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (07).

Filme de super-herói: Batman, o Cavaleiro das Trevas (08). Sem comparação, se bem que o anterior do Christopher Nolan, Batman Begins (05), também é excepcional. E a verdade é que eu me divirto demais com Homem-Aranha (antes de entrar o vilão). Mas, nessa categoria a concorrência árdua mesmo é pra ver quem fica com o título de pior filme de super-herói da década.

Ficção científica: Avatar (09) faz parte? Acho que sim. Adorei Avatar. Sei que muit@s de vocês amam de paixão Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (04), que pode ser enquadrado como ficção científica, mas acho cansativo, apesar de muitas belas cenas. Gosto pacas de Ensaio sobre a Cegueira (08), que deve ser o filme na década com menos esperança na humanidade (ou ao menos em metade da humanidade – nos homens). Outra distopia interessante é o cômico Idiocracia (06). Chega uma hora em que ele fica tão idiota quanto a sociedade do futuro que retrata, mas a primeira meia hora tem ótimas ideias. Como a melhor ficção de fato eu vou colocar diretamente na lista dos dez melhores filmes da década, vou deixar o posto de ficção da década pra Minority Report (02). Aliás, só não coloco Minority como um dos dez melhores da década porque o filme cai demais depois que sai o personagem do Colin Farrell, e Spielberg não tem a menor noção de como terminar. Mas tudo que vem antes eu amo. E a cena do Tom Cruise vendado na banheira com gelo, e as aranhinhas entrando por baixo da porta... Tem que estar entre as grandes cenas da década (aqui só um pedacinho).

Musical: Antes que me perguntem, não gosto nadinha de Moulin Rouge (01), com aquele estilo picotado. Adoro Chicago (02) e Across the Universe (07) e não me canso de vê-los. Dreamgirls (06) não é realmente bom, mas tem a Jennifer Hudson cantando “And I Am Telling You”, e isso basta. Deve ser o show stopper da década. Agora, quando saiu Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (07), e todos os críticos passaram a dizer que era o melhor musical desde Cabaret (72), achei que eles estavam exagerando. Não estavam. Não sei se Sweeney é o melhor em 35 anos, mas da década, tem que ser.