ue muda a cada ano) seja Do Começo ao Fim (o Thiago já viu o filme em primeira mão e gostou, não amou). Eu continuo com muita vontade de vê-lo. E Besouro também, seus fãs de Besouro (apesar do título. Sei que é sobre capoeira, não sobre o nojento bicho cascudo que é parente próximo daquele inseto inominável. Mas ontem eu vi na TV que tem uma cidade no Paraná infestada por besouros! Eu já sabia, gente! Toda noite pelo menos um besouro entra aqui em casa e fica esbarrando nas coisas e fazendo barulhos assustadores. O maridão pega com um copinho e o põe pra fora enquanto eu me escondo. Ele, ingênuo, crê que é o mesmo besou
ro que vem aqui todo dia. Eu provei pra ele que não: a gente tem uma tela verde aqui no escri, pra não ter que fechar a janela, e todo dia surgem uns três besouros escalando a tela pra tentar invadir o recinto através da frestinha entre a janela e a tela. E só em um dos dias apareceu uma lagartixa e abocanhou um dos besouros... e engasgou! O besouro era grande demais pra sua estreita garganta lagartixiana. Mas cadê os sapos dessa terra, meu deus? Onde estão os predadores naturais dos besouros? Os passarinhos bem que podiam ser bichos mais noturnos, viu?). Opa, parece que divaguei um pouquinho. Mas então, o único besouro que tá passando aqui na minha cidade é esse da Tela Verde. O outro não vai estrear nunca, infelizmente.Oh deus,
divaguei mesmo. Aham, voltando, o Vitor torce por Do Começo ao Fim pra festa do Oscar de 2011, mas eu disse pra ele que esse filme não tem perfil de Oscar. Incesto, homossexualidade... É muito tema polêmico pra uma só Academia conservadora (se bem que o grupo que escolhe os filmes estrangeiros é menos conservador). E tudo indica que ano que vem o escolhido pra representar o Brasil no Oscar será Lula, o Filho do Brasil. Lógico, se o filme for bom. E esse eu já acho que tem perfil de Oscar, porque fala, em parte, de uma infância difícil (Oscar estrangeiro adora criança), além de ser uma história verídica e contar com um personagem internacionalmente conhecido e popular, o nosso presidente. Que já não será mais presidente quando o filme concorrer ao Oscar, em fevereiro de 2011, se concorrer. Eu já vi o trailer uma pá de vezes no cinema, e sempre me emociono. Não é a primeira vez que eu choro em trailer. Chorei em Central do Brasil, mas isso foi vendo o trailer depois de ver o filme. O trailer de Filho do Brasil é bem montado, bonito, feito pra com
over. Funciona dependendo do que cada espectador acha do presidente. Os 6% ou 16% de brasileiros que o odeiam e querem vê-lo pelas costas já apelidaram o filme de, óbvio, O Filho da Mãe do Brasil, pra não escrever coisa pior neste espaço familiar. Esse pessoal acha péssimo que não façam um filme sobre FHC, aquele sim um iluminado. Por coincidência, muita dessa gente é a mesma que detesta cinema brasileiro porque cinema não deveria receber financiamento público (aliás, nada deveria receber financiamento público num Estado mínimo, nem educação, nem saúde), e porque cinema brasileiro mostra pobreza, o que prejudica a imagem do país no exterior (mas dizer aos quatro ventos que no Brasil nada presta, como essa gente faz, não prejudica).
E sem falar que, eca, fazer um filme sobre um analfabeto, né? Cruzes! (O diretor de teatro Zé Celso escreveu um belo artigo respondendo ao Caetano). E o trailer ainda mostra várias imagens sindicais! Se tem uma coisa que esse pessoal odeia mais que analfabeto, é sindicalista, porque como alguém pode ousar constestar decisões patronais, sempre tão justas? Pra direita, sindicalista é tudo grevista, tudo baderneiro (estou mentindo?). Logo, dois minutos de trailer já têm o poder de levar ao vômito aqueles que chamam petista de petralha, e pede-se, encarecidamente, que essas pessoas se abstenham de ver o longa, porque os ruídos que produziriam poderiam incomodar os demais espectadores.
Já eu planejo inundar o cinema enquanto me derreto de orgulho pelo melhor presidente que o Brasil já teve. Nota 4 (em 5) pro trailer. O longa estreia 1o de janeiro, com a direita fazendo algazarra porque haverá exibições a preços populares. Inclusive, bem que podiam fazer um filme chamado Neurose, A Direita do Brasil.








































