segunda-feira, 13 de outubro de 2008

OS HOMENS, ESSES SERES RISONHOS

A revista Trip de setembro publicou uma carta aberta de seu colunista Henrique Goldman à empregada que ele estuprou, embora essa palavra nem chegue perto de ser usada. Henrique, que hoje é um cineasta que mora em Londres e está filmando um filme sobre a história do Jean Charles (que foi assassinado pela polícia inglesa no metrô), na época tinha 14 anos. Naquele tempo, ele passou a ter fantasias sexuais com Luisa, a empregada da família. Finalmente, chamou um colega seu, Adalberto, por ser "maior e mais corajoso", e juntos deram “o bote”. Ele é vago nos detalhes: “Você não queria, mas por força da nossa insistência acabou cedendo. Sinto ódio do Brasil quando penso que você provavelmente tivesse medo de perder o emprego. O Adalberto, é claro, foi o primeiro. Subi numa escada e fiquei olhando através da janelinha do cubículo que era o teu quarto. Depois fui eu. Não foi bom, Luisa. Na hora do vamos ver fiquei envergonhado e não rolou legal. Até hoje me envergonho. Muito. Espero que você esteja bem. Espero que para você a memória daquela tarde não seja tão ruim e que você possa rir do que aconteceu”.
A pá de cal vem no textinho editorial da revista que descreve o autor da coluna no fim da página: “Henrique Goldman, 46, cineasta paulistano radicado em Londres, tornou-se mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos”.
Ah, os homens! Como eles são bem humorados! Quanto riso, oh quanta alegria! Luisa deve estar rindo até hoje, lógico. Se não estiver, é porque é uma mal-amada, uma mulher azeda, talvez até uma feminista! E as leitoras da revista certamente abriram um sorriso ao ler a descrição do editor de que Henrique é hoje mais jeitosinho no seu trato com o sexo oposto. Eu não sei como é, porque sou mulher, mas imagino que deve ser bela e risonha a vida de quem faz parte do padrão dominante (homem, branco, hétero, classe média). As centenas de protestos que a revista vem recebendo só podem vir de mulheres sem nenhum senso de humor. Olha, não sei, mas se tem um assunto em que piadas não tem graça, é estupro. Simplesmente não é divertido, porque faz parte da história (e às vezes da rotina) de milhões de mulheres. A gente é educada pra temer o tarado que vai pular na nossa frente e nos arrastar pro mato - e, por causa disso, eu conheço moças que têm medo de sair de casa -, sem saber que esse tipo de agressor representa menos de 20% dos casos de estupro. O perigo quase sempre é conhecido: membros da família, amigos do pai, patrões, filhos de patrões...
É lindo o mundo em que a gente vive. Nele há duas populações: uma, que tem pavor de estupro se for pra cadeia; outra, que tem pavor de estupro ao sair de casa (sem se dar conta que em casa muitas vezes é pior). É uma diferença considerável.
O relato de Henrique tenta atenuar as circunstâncias e nem emprega a palavra estupro. Fala de “insistência”, de “dar o bote”, de “insistimos sem parar”, de “você não queria”. Esse último, o “você não queria”, já constitui estupro. Mas pro Henrique a culpa não foi dele, foi do Brasil. Estranho, eu não sinto ódio do Brasil quando leio algo assim, até porque isso está longe de acontecer só no Brasil. Além do mais, eu posso até sentir ódio do filhinho de papai que baba por uma servente que depende do emprego; posso sentir ódio do adulto que faz gracinha com isso 32 anos depois, lamentando mais sua performance (“não foi bom”) que o ocorrido; posso sentir ódio do editor que acha que tudo é uma questão de jeito, mas não sinto ódio do Brasil inteiro, genérico, usando um país como meu bode expiatório. Henrique praticamente diz: “Não fui eu que 'insisti' pra que você desse pra mim, Luisa. Foi o injusto sistema opressor do Brasil!”. Sem dúvida, a relação patrão-empregada ajuda a perpetuar esses abusos, mas não dá pra você, Henrique, se safar tão fácil. Você fez e faz parte desse sistema, por mais que agora viva alegremente em Londres. E sei que custa entender, mas muitas mulheres pobres precisam ser empregadas domésticas. Não é que elas gostam, não é que elas só existem pra povoar fantasias sexuais adolescentes. É uma questão de sobrevivência mesmo.
E por falar em sobrevivência, isso tudo me lembra do momento mais chocante de Ensaio sobre a Cegueira (filme e livro). Quando os cegos malvados da Ala 3 anunciam que vão trocar comida por mulheres, alguns homens da Ala 1 tentam convencer as mulheres que isso não tem nada de mais. É só elas irem ser estupradas por uma noite e pronto. Claro, é humilhante pra eles. Pra elas deveria até ser natural. E claro que uma das vítimas volta morta, e as outras retornam cambaleantes, feridas, com sangue entre as pernas e mordidas pelo corpo. Pelo menos cumpriram seu dever. Pena que filme e livro não apresentem muito futuro pros cegos malvados. Talvez eles, se recuperassem a visão mais pra frente, também se tornariam mais “jeitosinhos” com as mulheres. E todo mundo se recordaria dessas atrocidades com gargalhadas.
UPDATE: Escrevi este texto na sexta. Parece que os anunciantes da Trip receberam tantas ameaças de boicote que a revista resolveu agir. De forma arrogante, e provavelmente mentirosa, anunciou que tudo não passava de ficção, que Henrique não é um estuprador, que a notinha editorial havia sido “desastrada”, e que repudia qualquer crime desses. Sei. Pra começar, o texto parece bem autobiográfico. Mas, mesmo que fosse ficcional, ele ainda seria repulsivo. Segundo que, uns dois meses atrás, eu estava folheando uma Trip do ano passado (não sei como ela veio parar aqui em casa). Era um número especial bem mal-feito sobre sono. Mas o que me chamou a atenção, fora a má qualidade dos textos (inclusive o do Henrique), era que todos os colunistas e perfilados eram homens brancos. Não havia uma só mulher. Havia uma ou duas repórteres, mas colunista ou alguém que merecesse ser ouvida numa entrevista, zero. Entretanto, não é que a Trip não dedica espaço às mulheres. Dedica sim, desde que elas apareçam sem roupa e entrem mudas e saiam caladas. Em todo número, além das “celebridades” nuas, as (poucas, imagino) mulheres da sua equipe - só a Trip para Mulheres (TPM) tem colunista mulher, que ainda assim precisam dividir espaço com colunista homem, e que catzo de segregação é essa? - tiram a roupa na revista. E os textos que acompanham as fotos são sempre os mesmos, gracinhas convidativas. Porque homem ri à toa, né?

55 comentários:

Pam disse...

Lola,voce resume bem o sentimento de indignação que perpassou a mim e tantas outras mulheres.
nao existe justificativa plausivel,nem o risível argumento de tratar-se de ficção,que abone a TRIP de suas responsabilidades sociais e,devo dizer,juridicas,perante esse lamentavel fato.
eu,particularmente,gostaria de ver o senhor henrique,e o editor dessa revista responderem por essa apologia e descasso com a violencia sofrida por essa mulher,e outras mulheres.
mesmo lidando com a hipotese de se tratar de ficção,o assunto ali é tratado de forma tão deslocada e ironica,que,ainda assim,suscita indignação. a revista precisa assumir sua culpa e expor os responsaveis. é inadimissivel que eles possam se esconder e se desculpar somente por uma carta de retratação escrita a contra gosto e sem levar em conta os verdadeiros problemas da coluna.
eu nunca esperei nada minimamente interessante da TRIP,mas isso é escandalizador.

Carolina Rodrigues disse...

Não leio a revista TRIP, soube dessa confusão toda lendo textos em alguns blogs e, agora, por aqui. É interessante notar que alguns homens blogueiros se "solidarizam" com o autor do texto: acham normal o cara, adolescente (filhinho de papai) possuir fantasias com a empregada, e, melhor, se tiver oportunidade, realizar tal fantasia. Mesmo que seja a base do estupro.

Carolina Rodrigues disse...

E esses textos nos quais não ficam claras a ficção e a não-ficção estão cada vez mais presentes nas revistas masculinas. O colunista Ivan Lessa da revista Playboy é um exemplo dessa onda. Seus textos sempre invocam a mulher como sendo apenas um objeto sexual. Um deles é parecido com o relato da TRIP, a diferença reside no fato da empregada estar na praia quando foi abordada por ele e seus 6 amigos, que a "convidaram" pra ir a um apartamento. Delicado como só, ainda elogia a resistência da moça por tê-los aguentado, um a um. É repugnante...e ainda mais por ser publicado em uma revista de grande circulação.

Pernambucobebendoparaomundo disse...

De fato é vergonhoso ser brasileiro nas condições culturais, que, diga-se de passagem, tem abrandado a sua cultura de assédio/estupro, contra as mulheres subalternas, seja na condição econômica e a dependência do emprego, seja na condição de gênero em que é considerada mercadoria ou caça por boa parte dos homens.
Eufemismos (odeio essa denominação sexista da língua portuguesa) como "curra" eram usados quando o estupro era praticado por filhinhos de papai "brancos" de classe média ou alta.
E não, eu não tenho um pingo de vontade de rir sobre isso

Tina Lopes disse...

Na hora que li esse troço (texto? artigo? relato?) lembrei imediatamente da reação de uns primos do interior ao assistirem "Acusados", com a Jodie Foster, lembra? Eles simplesmente não entendiam, era uma coisa da natureza deles, não conseguiam compreender porque eu ficava tão brava com a curra cometida no filme, porque afinal a moça estava lá, bêbada e com "peitinhos" de fora, querendo um macho. Até hoje tenho pesadelos não com o filme, mas com a reação deles, pessoas relativamente boas e tudo. Bem, o que mais me incomodou desse cara da revista foram os trechos que vc separou, e que não deixam clara como foi a insistência para que a Luisa transasse com os dois nojentinhos. Imagino a coação:"se vc não der pra nós, vamos contar pra minha mãe que vc é biscate e dá pro taxista". Mas o que me mata mesmo, e até já comentei noutros blogs, é pensar no dia seguinte. Como ele encarou a Luisa, comeu a comida que ela fez?; ergueu os pés para ela passar a vassoura?; exigiu novos serviços sexuais tendo, agora mais ainda, motivo pra chantagem? Porque em sua descrição de cineasta, ele transa com ela, não é bom, tadinho, close em seu rostinho de 14 anos arrependido e pronto, fade-out, passam-se 32 anos e ele pede desculpas. Bem, tudo isso me azedou a semana. Bjk.

Serge Renine disse...

Cara Aronivich:

Lamento discordar de você, mas não são homens que tem atitudes do tipo desse marginal da Trip. São pessoas guiadas por uma moral misógina, educados por um infeliz pior que ele e apoiados pela fraqueza financeira da pobre empregada. Mas não são homens; são seres hediondos, que estão deixando de existir nos lares brasileiros, e espero que de todo o mundo, graças a evolução da convivência nas sociedades. Ressalto: homens, não fazem isso! Seres mal educados, e conseqüentemente sem auto- respeito, de quaisquer classes sociais, fazem.

Ju R. disse...

Nessa resposta deles, deixei um comentário assinando meu nome e outro como "Fernanda Cristina", dizendo isso:

"Podia ter ao menos a HOMBRIDADE de não querer safar o próprio rabo agora, logo agora que você viu a merda que deu.

Larga a bomba e sai correndo?? Maricas!"

Você não imagina o nojo que eu senti lendo o - blergh! - texto! Senti a veia da minha testa dilatada.

Ju R. disse...

E é claro que a Luisa leu a Trip....aham....

L. Archilla disse...

não conheço nada do código penal em relação a abusos, mas penso q uma pessoa q faz uma declaração dessas, sendo "brincadeira" ou não, merecia no mínimo um processo. talvez não pro henrique, que não está no Brasil, mas pelo menos pra Trip, que fez o "favor" de publicar essa palhaçada.

agora, se alguém fala em processar, já vem um BABACA falar em liberdade de expressão.

Pernambucobebendoparaomundo disse...

Infelizmente, L. Archilla, o (primeiro) crime de Henrique prescreveu...

Lolla Moon disse...

Eu já gostei de ler essa revista durante um tempo, mesmo ela obviamente não ser escrita pra mim. A Trip é voltada para a elite branca, masculina e paulistana. Eu até entendo que uma revista voltada para homens tenha que ter muitos colunistas machos - mas sempre é legal ouvir a opinião do outro sexo, então acho que uma ou duas colunistas mulheres não fariam mal, ali. Até pra tirar um pouco a fama de revista chauvinista e hipócrita que a Trip tem. Por querer sempre bancar a politicamente correta sem nunca dar VOZ às mulheres, por mostrá-las apenas peladas e até constantemente colocando suas próprias funcionárias nuas em suas páginas. Detalhe: todas são bonitas e gostosas. Será que ser "colírio" e topar tirar a roupa às vezes é pré-requisito pra se trabalhar na redação da Trip?

E pra mim, ficcional ali só o NOME da Luísa.

Pernambucobebendoparaomundo disse...

Agora, se "Luíza" tivesse feito desaparecer uma caixa de fósforos da casa teria apanhado na cadeia até confessar o roubo do trem pagador, afirmando que Biggs era inocente...
"Engraçada" essa sociedade, os crimes contra a propriedade são punidos exemplarmente, os crime contra a vida (vide as duas absolvições dessa semana) são punidos dependendo de quem seja a vítima e o algoz; os crimes contra a alma e a dignidade humanas são ridicularizados, esperando que as vítimas estejam "rindo" do episódio...

Fabi disse...

Nossa, estou realmente passada com o que acabo de ler.
O cara escreve isso numa revista de circulação nacional (mas que nunca sequer cheguei a tocar em uma delas) e depois vem dizer que é ficção?
Ah! Faça-me o favor, decerto eles acharam que as mulheres iam achar engraçadinho, como muitos homens devem ter achado, por terem lembrado de suas fantasias adolescentes. É muito cruel ler um texto desses!
E se Luíza tivesse ficado grávida? Ele ia achar que era culpa do sistema do Brasil?
Repugnante!

Serge Renine disse...

Prezado Pernambucobebendoparaomundo:

Esse seu desbafo faz sentido,e está muito certo, mas, devo lembra-lo que nos dez mandamentos tambem é assim: pelo menos sete deles preserva a propriededade e tres o resto. Ou seja, a coisa é antiga.

Masegui disse...

Já que tudo é ficção, que tal um final melhor? Vamos tentar estes, tipo novela mexicana:

1-Henrique descobre que seu pai fez a mesma coisa com a mãe de Luisa e que ela é, portanto, sua irmã!!

2-Henrique descobre que Luisa é filha de sua mãe com o motorista...

Tá, eu não devia brincar com coisa séria. Não tá mais aqui quem falou.

Lila disse...

Lola, li ontem esse texto e pensei em enviá-lo para vc. É indescritível o choque, o nojo e a indignação que senti ao ver tal crime hediondo ser tratado com ironia, descaso e futilidade. Tive a paciência de ler os 540 comentários e thank`s God a maioria é de repúdio e de boicote à revista. O pior é que o "coitado" do colonista (como o Paulo Henrique Amorim chama esses "colunistas") se diz ofendido pelos comentários chamando-o de tudo que ele É: misógino, machista, racista, elitista e possivelmente bandido e criminoso. Não, ofendidos não foram as mulheres e os leitores, foi ele "coitado". Não li ou comprei um único exemplar da Trip e nunca o farei. Quanto à liberdade de expressão, talvez por termos tido uma ditadura a tão pouco tempo, esses "jornalistas" e "colunistas" se esqueçam que liberdade de expressão não se confunde com machismo, manipulação, clientelismo, matérias pagas, injúria, difamação e apologia ao crime. Qaundo tiver mais tempo, ainda quero escrever no meu blog minha visão jurídica sobre isso.

Lila disse...

Ah, e outra coisa: estupro tinha que ser crime imprescritível. E se temos o crime de racismo, por que não criarmos também os crimes de machismo e homofobia? Sou totalmente a favor.

Anônimo disse...

Não conheço tal revista mas acho muito bom saber do comportamento,
assumido, de tal(ais) cidadão(ãos).
Lola o título: "Os homens, esses seres risonhos" é excelente para que certos sorrisos se enxerguem e tomem a cor verdadeira que possuem:se percebam o quanto são aberrações.As mulheres precisam tomar coragem e ir a público exigir reparação.Felizmente algumas já começam a enfrentar nos tribunais, esses senhores.
Senhores do(de) que(quem) mesmo?
Abraço da Fatima de Laguna.

Ale Picoli disse...

Meu marido comentou sobre esse texto ontem. "Você leu?", eu disse que não, "então não leia". Realmente ajudou a azedar meu dia. Os outros motivos foram as igrejas na Parada Gay ontem (2 promovendo a "cura" e 2 "inclusivas") e os homofóbicos falando merda entre eles nas sarjetas da Av. Atlântica. "Não importa se é cego, se vier com frescura pra cima de mim eu encho de porrada". Finos, né? Engraçado que, estando em minoria, eles só cochichavam entre si e não tinham coragem de expôr estes belos pensamentos em público.

Lasher disse...

"Mas não são homens; são seres hediondos, que estão deixando de existir nos lares brasileiros, e espero que de todo o mundo, graças a evolução da convivência nas sociedades."

eu queria tanto ser poliana e acreditar nisso que o Sergio diz, pois e enorme o meu pesar em discordar. Pq eles nao estao sumindo. Eles estao ganhando visibilidade e articulação. E estão ganhando em cinismo e artimanhas pra escapar dos seus crimes, estao proliferando a sua tibieza de pensar na internet, pelos blogs, orkuts e foruns fechados. Onde a lei nao os alcanca.
As eu vezes me sinto MUITO cansado sabe ?

Caroline disse...

é, eu não ri não.

Lúcia disse...

LOLA..vc como sempre colaborando com textos escelentes e temas delicados.Interessante essa visão de "cineasta" arrependido com erros do passado,ficção?Pena que a Luisa não tenha a mesma desenvoltura textual demosntrada por este senhor,pq a réplica dela não seria "estou rindo dessa ficção de 32 anos atrás".Ela provavelmente mandaria ele para os quintos do inferno,por lembrar de um dia desgraçado na vida dela!Alias acho que ela sequer leria essa historia,ainda mais por ser uma revista cara sem nenhuma serventia para conseguir o sustento da sua familia.

Anônimo disse...

Lola, eu fico feliz em saber que eu não sou a única pessoa que ainda se choca com essas coisas e fica pensando em que ponto ainda estamos! O título do tópico foi de uma felicidade incrível! Quando eu estava na faculdade houve uma série de atentados contra mulheres, é claro, e eu tinha aulas à tarde e à noite, então quando terminava tarde era um pavor andar pelo campus. Nós, as alunas, nós juntávamos em grupos e andávamos apavoradas olhano para todos os lados e os homens, gracinhas, ficavam rindo e achando que estávamos "fazendo drama"! É incrível que para muitos, para muitas também, nós continuamos sendo uma mercadoria à disposição, pega quem quiser e na hora que quiser, e nós deveríamos agradecer, afinal, não estamos pedindo por isso?! Essa história me lembrou um livro maravilhoso, "Conversación en La Catedral" do Mario Vargas Llosa, em que tem bem um caso assim também, jovens que ficam excitadíssimos com a empregada, etc, e que desenvolve essa e toda mais uma série de questões.
Beijos, Alê

Patricia Daltro disse...

Lola, eu li seu texto e foi me dando uma raiva! E só conseguia lembrar de uma frase, um ex-amigo citando um escritor qualquer, que dizia: que toda mulher tem fantasias com estupro! Ou a, pra mim, famigerada frase: na eminência do estupro, relaxa e goza!
Na faculdade, lembro de ter sido expulsa da sala, por discutir com o professor de psicobiologia que afirmava que a mulher se excitava até com bombril esfregado na vagina, logo, no ato do estupro, a mulher era capaz de atingir o orgasmo! Absolutamente nojento!
Quis citar esses casos, porque no final, tudo faz parte de um mesmo jogo sádico, machista, que realmente não tem nada a ver com país, fruto de diferenças sociais inconciliáveis ou coisas do gênero, também não acredito que todos os homens sejam como esse idiota da revista, conheço, e dou graças a esses, que também não riram quando leram o artigo e sentiram o estômago revirar assim como eu.

Ollie McGee disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ollie McGee disse...

Eu escrevi um texto imenso aqui, mas resolvi deletar. Você não tem nada a ver com meus problemas e, depois, isso não importa.☺

Quanto ao texto da Trip em si, ficcional ou não, o que ele "estupra" mesmo é meu bom gosto. Só isso. Nunca li coisa tão ridícula e aviltante na vida (talvez só alguns posts 'radicais' em alguns blogs pseudo-intelectuais que existem aos montes por aí, mas releve, Lolinha, releve. Você não tem nada a ver com o assunto. ☺)

lola aronovich disse...

Pam, a notinha da Trip é igual a todas as outras que a “grande imprensa coloca quando erra: é tudo super arrogante. A Veja, depois daquela capa histórica do “Eu salvei vcs”, na edição seguinte não colocou nem uma linha. É sempre assim. Eles se acham muito acima dos reles mortais. E acham que realmente formam a nossa opinião. Bom, mas eu fico feliz que o texto nojento tenha gerado tantos protestos. Sinal de que as pessoas não estão se calando. Esse é o lado bom. Há mais de 500 comentários no site da revista. Eu não li nem a metade, mas a maior parte parece ser de repúdio. Isso quer dizer que há 500 feministas (entre homens, mulheres e feridos)?

lola aronovich disse...

Carolina, ah, se souber dos blogueiros que se solidarizam com o Henrique, fala pra mim. Ter fantasia com empregada (e com enfermeira, e praticamente qualquer mulher uniformizada) pode ter, desde que não saia do campo da fantasia. Nós mulheres talvez tenhamos fantasias com bombeiros, mas a gente não sai por aí estuprando-os, né?
Ih, que nojo esse texto que vc falou do Ivan Lessa. Mas essas revistas vivem disso. Eu não espero que Playboy e Trip (revistas feitas exclusivamente pro público masculino, e que dependem de mulher pelada pra vender) tenham qualquer respeito por mulheres.


Gio, pois é, sabe que esse texto do Henrique me lembrou do caso Sirlei? Sabe aqueles filhinhos de papai que, de madrugada, espancaram a pobre Sirlei, que esperava num ponto de ônibus? E depois, pra tentarem justificar, disseram que achavam que ela era uma prostituta? Eu não entendo esses caras. Como que alguém pensa que tudo bem espancar uma prostituta ou botar fogo em mendigo? Que educação esses monstros tiveram?

lola aronovich disse...

Tina, nem fala. Seu comentário é muito legal. Não são apenas os homens que tem problemas de entender que “no means no”. Tá cheio de mulher tb, que diz: “Mas também, ela não tem vergonha, olha o jeito como tava vestida”. E eu não aguento isso. Eu sempre me lembro da Miss America, a que foi estuprada pelo Mike Tyson. Na época, TODO MUNDO (eu inclusa) achava que o Mike era um nojento e merecia ir pra cadeia, mas não por isso, porque obviamente não tinha havido estupro. Afinal, ela subiu pro quarto de hotel dele, sozinha, à noite. Claro que ela queria transar com ele que, ainda por cima, era rico e famoso! Eu pensava assim tb, até ver um documentário sobre o caso, em que a moça era entrevistada. E aí não tive dúvidas: ela foi estuprada sim. Violentamente, ainda por cima. Só porque uma moça vai a um quarto sozinha à noite não quer dizer que ela tenha que transar com um cara. Mesmo que ela esteja nua na cama dele, se ela mudar de idéia e quiser ir embora, e o homem insistir à força, É ESTUPRO! Será que é tão difícil de entender? Acho incrível que mesmo gente “de bem”, como seus primos do interior, tenham dificuldade pra compreender isso.
No caso da empregada do texto, eu também pensei no “day after”. Imagina, nem pensar em ela denunciar o filhinho de papai. Se falasse qualquer coisa, talvez ELA pudesse ir presa, acusada de “sedução de menores”. Imagino que a Luisa não ficou muito tempo naquela casa. E que Henrique passou a desprezá-la depois daquilo.

lola aronovich disse...

Serge, só porque são “seres hediondos” não deixam de ser homens. Sei lá, mulher não faz isso. Não quero dizer, de jeito nenhum, que todos ou mesmo a maioria dos homens seja assim. Mas há muitos. E nós mulheres também temos culpas, porque somos mães e professoras. E como que a gente deixa que um menino cresça com essa educação pra se tornar um ser misógino quando adulto?


Jur R, cuidado pra não combater um preconceito com outro. Isso de hombridade, de chamar o cara de maricas, cheira à homofobia. Acho que a gente tem que abolir termos assim, “hombridade”, “homem que é homem faz isso ou assado”. Isso não faz bem pra ninguém.
Pois é, o Henrique achar que a Luisa vai ler a Trip é ridículo...

lola aronovich disse...

Bom, Lauren, eu sou uma dessas babacas que fala em liberdade de expressão. Eu não acho que pessoas deveriam ser processadas por falarem ou escreverem alguma coisa. Sou a favor da liberdade de expressão pra tudo. Inclusive acho que grupos neonazistas devem ter o direito de existir e de instigarem ódio. Obviamente gostaria que essa gente sumisse da face da Terra, mas, como não vai sumir, acho que tem direito de existir e se manifestar. Às vezes eu sou Pollyanna e penso que, no fundo, essas manifestações machistas, racistas, homofóbicas, xenofóbicas etc fazem aflorar a nossa consciência contra o machismo, racismo, homofobia, xenofobia... Se tem uma coisa boa desse escândalo todo da Trip é que tantas blogueiras e leitoras/es protestaram...


Qual filme que me fez pensar qual crime eu não perdoaria de jeito nenhum? Ah é, foi o ótimo Marcas da Violência (A History of Violence). Eu pensei: suponhamos que eu descubra que o maridão fez algumas coisas inadmissíveis nos 30 anos de vida antes de ter me conhecido, o que eu não poderia perdoar de jeito nenhum, mesmo que ele estivesse completamente mudado? Bom, estupro seria um deles. Pedofilia, outro. Acho que assassinato eu perdoaria, dependendo das circunstâncias. Mas é interessante isso, Gio, de “crime prescrever”. Por que prescreve exatamente pra quem?

lola aronovich disse...

ois é, Lolla, só porque a revista é feita pra um tipo de público não quer dizer que não deveria trazer outros pontos de vista (de mulheres, negros, pobres, gays etc). Pelo contrário! O público habitual da Trip (e da Veja, e da Folha, e do Estadão etc etc) só teria a ganhar. Agora, isso das funcionárias da Trip tirarem a roupa parece mesmo a maior falta de respeito. Sem dúvida, imagina se “como essa mulher ficaria sem roupa?” não é um dos maiores critérios de avaliação na hora de contratar funcionárias numa revista dessas...
E sabe, eu acho que o nome não é ficcional...


Gio, não há dúvida que para uma elite branca e patriarcal, um crime contra a propriedade seja muito mais sério que crimes contra mulheres (a menos que sejam crimes perpetuados contra as mulheres deles, por homens que não sejam eles).

lola aronovich disse...

Fabi, pois é, ainda por cima tem isso: e se a Luisa tivesse engravidado? Obviamente seria despedida no ato. Se tivesse sorte, a família lhe pagaria um aborto. Mas o mais provável é que fosse chamada de mentirosa (“imagina! O nosso filhinho transar com uma empregada?! Jamais!”) e posta no olho da rua. Ai, que nojo. Dá muita raiva mesmo.


Serge, só porque a coisa é antiga não quer dizer que não pode ser mudada. Acho que a enorme maioria das leis judiciais foram feitas pra proteger a propriedade privada dos ricos...

lola aronovich disse...

Mario Sergio, tá, gostei da sua novela mexicana. Sabe outra coisa que me chamou a atenção no texto “ficcional” do cara? Que ele tenha ficado tão excitado com a frase “a empregada dá pro taxista”. Essa palavra, DAR, eu nunca engoli. Eu já transei, fiz sexo e fiz amor com vários homens, mas nunca achei que DEI pra alguém.


Lila, pois é, o tadinho do Henrique deve estar sofrendo muito... E o editor da Trip que incluiu o jeitosinho, então? Pobre alma! O pior é que esses dois caras (e muitos outros) devem estar nos xingando de histéricas, exageradas, mal-amadas, nojentas etc. Porque, pra eles, eles não fizeram absolutamente nada de errado! Quem tá errada é a gente, que não tem senso de humor nem admira a boa literatura “ficcional”. Puxa, eu adoraria ler a sua visão jurídica sobre o caso. Não deixe de escrever sobre isso no seu blog assim que puder.
Sobre esses crimes inafiançáveis, não sei... Como sou a favor da total liberdade de expressão, não acho que alguém deveria ser preso por falar algo racista, machista ou homofóbico. Se discriminar de alguma outra forma é diferente. O que acho que precisamos fazer é nós, que não somos racistas, machistas ou homofóbicas, ficarmos cada vez mais intolerantes com esses tipo de manifestações. Avisar sempre e reclamar quando ouve algo assim. Não deixar passar batido.

lola aronovich disse...

Pois é, Fátima, faz tempo que não tenho mais senso de humor pra machismo, racismo, homofobia etc. Não rio mais desse tipo de piada. Simplesmente perdeu a graça pra mim. Mas tenho certeza que quem conta essas “piadas” não se considera preconceituoso. O Henrique, tão sofisticado (mora em Londres!), certamente não se considera nada preconceituoso!


Ale, vc foi na parada gay? Que legal! Homofóbico vai fazer exatamente o que em parada de orgulho gay? Sabe, é justamente nessas horas que eu penso que mulheres sabem conviver em sociedade muito melhor que os homens... Porque vc consegue imaginar uma mulher hétero ir numa parada gay esperando ser cantada pra poder “encher de porrada” quem a cantou e assim provar a sua, sei lá, feminilidade?

lola aronovich disse...

É, Lasher, outro dia rolou uma discussão interessante. Eu li num blog (americano) jovens dizendo que, assim que a minha geração pra cima morrer (40 anos plus), o mundo será melhor, porque os jovens de hoje não são preconceituosos. E eu fiquei pensando: puxa, gostaria TANTO de acreditar que isso é verdade! Porque a gente acaba vendo muito ódio na internet, e muito desse ódio vem dos jovens. Mas não seria uma maravilha se os preconceitos tivessem hora marcada pra acabar?


Carol, nem eu.

lola aronovich disse...

Lucia, sem dúvida a Luisa nem ficaria sabendo dessa história. Mas uma coisa eu acredito: Henrique deve estar muito arrependido de ter escrito esse texto...


É isso mesmo, Alê: tem homem que acha que a gente é exagerada e que isso de estupro e violência contra a mulher é uma invenção nossa, uma histeria... É uma falta de empatia enorme, é não conseguir se colocar no lugar do outro. Como se estupro fosse uma invenção NOSSA, das mulheres! E nossa inteira responsabilidade, claro... É uma visão de mundo completamente diferente, né? Imagina só ter medo de sair de casa à noite por causa de assalto... Pra nós mulheres, a ameaça de assalto fica em segundo plano!

lola aronovich disse...

Patricia, ah, eu seria expulsa dessa sala também! Como que pode? E mulher ter ou não fantasia em ser estuprada é totalmente irrelevante. A gente pode ter um monte de fantasia, e não querer colocar em prática nem 1% delas. Isso que mulher fantasia em ser estuprada é uma fantasia, sim: masculina! Assim como acreditar piamente que prostituta adora transar com seus clientes! Bom, também não acredito de jeito nenhum que todos os homens sejam assim. Felizmente, tá cheio de homem inteligente e querido pra gente se relacionar.


Ah, Ollie, não deleta não! Tô com saudades dos seus textos. Volta a ter seu blog, volta!

Pedro disse...

O melhor são as fotos que vc usa como ilustração hahaha. Tenho acompanhado Lolinha, calado mas tenho, abração.

Chris, mãe da Cecília disse...

Lola,
acho que também tenho sérios problemas, pois não consigo achar a mínima graça neste tipo de violência e, perdão da palavra, 'escrotismo'.

Ai, ai...

Beijos

Ju R. disse...

lola, o "hombridade" foi destacado justamente pra ser irônica. ele não foi homem ao mostrar "seu poder de sedução" com a pobre da empregada? por que não ter um pouco dela e não tentar se safar depois da merda que deu? maricas foi no sentido de covarde mesmo, não gay.

fiquei com ódio, tinha que mexer com seus "brios".

Lasher disse...

Ah. eu sou piolho de internet faz tempos. E sempre que o assunto bate no top four das minorias [ mulheres, negros, gays,deficientes] a gente ouve coisas de arrepiar os cabelos. E o que deprime mais sao os "liberais". pq esses se acham tolerantes, esclarecidos, modernos, blablabla. Dai eles ficam realmente CHOCADOS quando vc diz" meu filho, que merda hein ? " Já os que batem no peito e dizem" sou preconceituoso, e dai ?" e tao mais facil argumentar e esclarecer, pq ja fica estabelecido que estamos em lados opostos e tem aquele respeito implicito do posicionamento mesmo. O outro grupo não. Fica com cheiro de fogo amigo sempre. Dai fode tudo, pois os " preconceituosos" acabam pescando argumentos dos ditos "liberais" e dai e sempre ladeira a baixo. Veja que eu nao acredito muito na humanidade.

Cris disse...

Lola, mas que coisa mais horrível!
Eu não li a matéria , mas vou enviar uma mensagem pra Trip manifestando meu repúdio.
beijão

lola aronovich disse...

Que bom que vc pelo menos gosta das fotos, Pedrinho, seu ausente! Me abandonou totalmente, chuif!


Chris, “escrotismo” é uma boa palavra pra coisa.

lola aronovich disse...

Ju R, meu conselho: tome cuidado com as palavras. “Maricas” ser usado com sinônimo de covarde é o mesmo que, em inglês, pussy (vagina) ser usado pra significar a mesma coisa. Por que será que essas palavras - uma que é usada contra gays, outra contra mulheres - são sinônimos de “covarde”? Será que foram mulheres e gays que inventaram esses sinônimos? Quem é feminista e anti-homofobia não pode usar palavras tão carregadas de significado. Elas perpetuam a opressão!

lola aronovich disse...

Lasher, piolho de internet é boa! Hum, não sei se concordo contigo de que seja mais fácil argumentar com um preconceituoso que com um liberal. Não na minha experiência...


Cris, legal, envie mesmo. Será que a revista tá lendo os comentários? Eu fico muito feliz porque, do pouco que li, eles me pareceram de alto nível.

Mito da Caverna disse...

Vai lavar louça que você ganha mais, sério..

Samara disse...

Èm tempos idos da faculdade de Jornalismo, passei muito perto de sofrer um "date rape" (é assim mesmo?=P)
Escapei porque sou grande e muito forte. Muito, muito forte mesmo. Não me salvou entretanto do abuso moral e de algum abuso físico, ainda que sem a consumação do ato.
Lembro do banho de horas que eu tomei depois e ainda me sentia suja.
Não há graça nenhuma em estupros. Não há orgulho nenhum em realizá-los. Não há motivo para nostalgia nisso.
Infelizmente isso não está muito claro para nossa sociedade. Nem para nossos meios de comunicação.
Que pena.

lola aronovich disse...

Mito da caverna, vai aproveitando o seu privilégio masculino, que algum dia ele acaba... Sério.


Samara, ai que horror. Isso de date rape deve ser terrível, porque é o tipo da coisa que a vítima se sente culpada - “por que eu saí com ele? Será que eu o incentivei? Será que não fui clara?”. Só sei que é muito comum nas universidades americanas, porque homem parece que tem problema pra entender que “não quer dizer não”.
Que bom que vc conseguiu escapar... por pouco, mas conseguiu. Acho que não dá pra sair ilesa de uma tragédia dessas.
Que o estupro é algo horrível e frequente tá bem claro pra metade da população. Mas não é essa metade que controla os meios de comunicação. Daí vemos a parte que não entende o que acontece (ou não acredita, ou acha que somos exageradas e neuróticas, ou acha até que tudo bem estuprar) escrever e/ou dizer idiotices como as do texto da Trip. Que, obviamente, não é um caso isolado.

Mito da Caverna disse...

Agora sério...

Até acho que ele tenha se perdido e que a história não é ficção, mas....o cara tá desabafando algo que aconteceu FAZ 32 ANOS! Ele é outra pessoa (era um garoto de merda de 14 anos, portanto desmiolado e INIMPUTÁVEL em relação ao crime) e parece que o fato causa DOR E SOFRIMENTO a ele até hj (tanto que não esqueceu e fez o renomado desabafo). Outra coisa que me chamou a atenção: ela tinha pelo texto algo entre 20 e 30 anos. Não saberia, a esta altura da vida, desdobrar 2 moleques punheteiros de classe média?? Vão me desculpar, mas duvido que ela tenha dado APENAS por medo de perder o emprego.
Existem muitos casos que podem ilustrar bem o que o abaixo assinado defende, mas não este. O que querem? Que ele seja apedrejado em praça pública??

Acho que a turma - 2/3 do congresso - que recebia mesadinha do seu Lula (dinheiro público desviado de maneira fraudulenta de estatais) para aprovar o que o governo quisesse deveria ter causado mais revolta na sociedade...

Mito da caverna disse...

Pronto Lola, falei sério agora...Sinceramente acho que isso é uma tremenda tempestade em um copo d´água, sinceramente.Se quiserem discutir sobre isso, meu email é mitodacaverna2@yahoo.com.br

Fiquem a vontade.

Elisabeth Lorena disse...

Lola,
Parabéns pea postagem hiper válida e de fato essencial neste mundo cão.Afinal esta até parecendo que o último já saiu e deixou a luz acesa. Fico revoltada quando a violência contra a mulher é discutida como um assunto banal e de novo somos passadas para trás.
Não acredito que tenha pessoas que acreditem que estar revoltado contra estas barbariedades seja fazer qualquer tipo de política.
Somos seres humanos, racionais?
as vezes penso que nem um nem outro.
Elisabeth

Luiz Henrique disse...

acho que na parte do comentario sobre Ensaio, tu foste muito tendenciosa, o sentimento geral, tanto nos homens quanto nas mulheres é de ultrage. a maioria dos homens concorda que é humilhante. há poucos exemplos extremistas, de um lado achando que é natural para elas o fazerem, e do outro, oriental proibindo-a em vão de se prostituir por comida em nome da honra dele.

quanto ao artigo, ainda que de qualidade ruim, moralmente condenavel e possivelmente juridicamente comprometedor, tem sim o direito de ser publicado, ainda que trate de forma leviana um problema sério. caso contrario estaremos vivendo daqui a pouco uma ditadura do politicamente correto.

entretanto, assim como nós temos o direito de entupir a caixa de mensagens dele com ingignação e raiva, de escrevermos textos criticando-o e de não deixar isso passar sem ser notado, ele tem todo o direito de publicar os textos hediondos que ele quiser, se alguem estiver disposto a pagar para publicar e, pior, para ler.

Milla disse...

Este Mito da caverna é um imbecil.
E o último paspalho que postou é outro idiota.
Quem sabe não fosse o relato de uma violência sexual sofrida por ele, pela mãe dele ou alguém próximo dele, ele se comportaria com um pouco mais de empatia.
E voltamos ao título do seu poste, Lola, Os Homens Esses Seres Risonhos...

Anônimo disse...

q medo de spoiler, parei de ler quando vc mencionou "ala"