sexta-feira, 12 de junho de 2009

CRI-CRÍTICA DE TRAILER: DO COMEÇO AO FIM


Nunca entendi muito bem o tabu do incesto. Certo, incesto quase sempre envolve abuso sexual contra crianças, pai estuprando filha, irmão estuprando irmã, tio estuprando sobrinho, essas coisas. E is
so é indefensável sob qualquer aspecto. Mas mesmo sem a violência, a ideia de transar com os pais soa asquerosa. A gente não quer nem saber que nossos pais têm vida sexual, quanto mais que eles tenham vida sexual com a gente! Mas quando são dois irmãos mais ou menos da mesma idade, descobrindo a sexualidade juntos, não me parece algo assim tão chocante (quer dizer, isso em termos abstratos e teóricos. Na prática, a simples noção de eu desejar sexualmente os meus irmãos é bem argh, yuck, blergh). E quando a sociedade impõe que é incesto que dois primos de primeiro grau se juntem, aí é que não entendo nada mesmo. Tudo bem, convém que não se reproduzam. Mas dá pra ter um relacionamento sem se reproduzir, não dá? (eu e o maridão não devemos ser as únicas anomalias no planeta). Sei lá, quando penso em incesto nas artes as primeiras coisas que me vêm à mente são O Som e a Fúria, do Faulkner (em que Quentin se mata por não poder ter a irmã), e La Luna, do Bertolucci, que expõe um caso entre mãe e filho.
Quase sempre são tragédias, né? Em Do Começo ao Fim, a julgar pelo trailer, não parece ser assim. Primeiro que não há abuso nem relação de poder entre os irmãos. Pronto, elimina-se a parte mais condenável do incesto, que é a presença do estupro, e talvez tenhamos uma história de amor. O filme fala de dois irmãos de pais diferentes, e da suspeita de que o relacionamento entre os meninos possa ser demasiadamente próxima e íntima. O trailer avança no tempo até quando os irmãos são adultos, lindos de morrer, e agora parecem se amar sem fronteiras (e olha a vantagem: sem risco de engravidar).
Li que sugeriram pro diretor Aluizio Abranches (de Um Copo de Cólera, que não vi. Vi o trailer e não me deu vontade de assistir o filme. Lembro das formigas), na fase de roteiro, que os dois irmãos fossem transformados em duas irmãs. Sabe, porque faz parte da pornografia mainstream mostrar mulher transando, então seria mais palatável pro grande público ver duas mocinhas bonitas nuas. Felizmente, Aluizio não aceitou (isso me lembrou que um editor de Lolita recomendou pro Nabokov que ele transformasse a obsessão de Humbert Humbert num garoto. Acredite se quiser).
Não há dúvida que Do Começo vai gerar polêmica. Aliás, já está gerando. No entanto, pelo que li, a recepção é extremamente positiva, todo mundo elogiando a ousadia, a fotografia, os atores, a música... Óbvio, tem os homofóbicos de plantão jurando que incesto é fichinha, se comparado à "perversão" da homossexualidade. E tem gente dizendo que as igrejas de várias religiões vão pedir o boicote do filme. Se elas forem espertas, não farão nada, porque um pedido de censura só aumenta a repercussão. Também espero que os distribuidores percebam o potencial de Do Começo e o lancem em várias salas, inclusive fora do eixo Rio-SP.
Pelo menos desse filme ninguém vai poder fazer a maior crítica que fazem às produções brasileiras: que é igualzinho à TV. Não lembro de nenhuma novela global tratar de incesto. Claro, tem aquelas tramas mirabolantes em que o casal (hétero) se apaixona sem saber que são irmãos, e quando descobrem, ohhh, é o amor impossível. Do Começo parece ser totalmente diferente. Inovador, inclusive.
Faz tempo que não cri-critico trailers, mas minha nota é 5. É a mais alta Apesar do trailer contar um pouquinho demais da história, fiquei ansiosa pra ver o drama. Chega logo, 28 de agosto. E chegue a SC, por favor.

55 comentários:

Prity disse...

Olá Lola

Sinceramente não acho possível que uma história de incesto seja mostrado de outra forma senão um drama. Não consigo conceber a idéia, de um filme relacionado a incesto sendo contada em forma de romance ou comédia. Não se trata somente de leis jurídicas ou morais ( que condenam) o próprio DNA, o corpo não aceita, por exemplo, a consequência muitas vezes são as deformidades em fetos. O que seria melhor então , um filme que retrata a realidade que pode ou poderia ter acontecido entre a união sexual de dois irmãos, de forma leve sem ver nada de mais nisso, ou um drama que reflete a complexidade de um caso como esse? Ah. Bom quanto aos clichês novelísticos, lembra a comoção nacional em torno do suposto beijo homossexual que ocorreria na novela das oito "América"?Imagina então um tema de incesto. hahh

bjo
bjo

Giovanni Gouveia disse...

Os militares, durante a ditadura, tentaram prender "um tal de Sófocles", que tinha escrito uma peça (Édipo Rei) que atentava contra a moral e os bons costumes, pois, nessa peça, o filho, Édipo, casava com a mãe, Jocasta, e matava o seu pai, Laio...

Giovanni Gouveia disse...

Lola, a Globo reproduziu o mito de Édipo em uma de suas novelas, se não me engano chamava-se Mandala, mas não chegaram aos "finalmentes" na trama, embora Édipo (FElipe Camargo) e Jocasta (Vera Fischer) tenham se casado na vida real :D

Louis. disse...

o tema já foi abordado em diversos filmes, na sua maioria em dramas.

só os que eu consigo lembrar de cabeça tem cruel intensions, the dreamers, chinatown, mummur of heart, star wars. tem mais alguns que eu também recordo, mas que fazem apenas referencias ao assunto, sem desenvolve-lo.

creio que nunca mostraram tão escancaradamente como nesse do aluizio. na maioria dos filmes o incesto aparece como subplot da vida do personagem, não como razão para a historia estar sendo contada.

em 2005 lançaram esse curta, que também fala da relação entre dois irmãos. o enredo é tosquinho, mas o curta é até bem produzido.

http://mais.uol.com.br/view/d52rltzih2do/starcrossed-04023168C8C91346?types=A&

lola aronovich disse...

Prity, bom, tudo indica que Do Começo ao Fim seja um drama, não um romance e muito menos uma comédia. E não estou defendendo o incesto, só dizendo que nunca entendi como ele se tornou um tabu tão grande. Como eu disse, eu compreendo se a reprodução entra no meio. Pode sim haver deformidades nos fetos. Mas é só não se reproduzir, certo? Não creio que o filme mostre um caso de incesto “sem consequências”. Mas, pelo casal ser homossexual, pelo menos o problema da reprodução é descartado.


Gio, ah é? Os militares proibiram Édipo Rei? Eu lembro de Mandala, lembro da Vera Fischer com o Felipe Camargo (inclusive menciono isso na minha tese, já que uma das produções de Macbeth que analiso é justamente com a Vera, e como preciso contextualizar, explico que ela era provavelmente a atriz mais famosa do Brasil em 92. Estava na capa das revistas com muitas escândalos). Mas Édipo Rei é o suprasumo da tragédia. Nem Jocasta nem Édipo sabem que são mãe e filho. Quando Édipo descobre, ele arranca os próprios olhos. Bem light, né?

Mica disse...

Eu tenho verdadeira paixao por incesto, desde pequenininha. Mas como você, de uma forma teórica, não prática. Tanto que minha grande paixão em AS Brumas de Avalon (que li aos 8 anos) era justamente o relacionamento de Arthur com Morgana. E depois, na adolescência, veio Bala na Agulha, do Marcelo Rubens Paiva, e depois O Jardim dos Esquecidos e suas sequências, da V.C.Andrews... e assim continuei vida afora.
E quando me mostraram o trailer de Do Começo ao Fim no mês passado, é claro que quis assistir.
Espero que venha para os nossos cinemas ou pelo menos que venha logo para as videolocadoras.
Eles eram filhos de pais diferentes? Eu pensei que fossem do mesmo pai.
Vi um curta (star-não-sei-o-que) que era horrível, mas tratava do mesmo tema. Mas no curta os irmãos se matam no final quando a família descobre.

lola aronovich disse...

Louis, bem lembrado. Mas olha só, em Cruel Intentions eles não são irmãos biológicos. São só filhos de casamentos desfeitos e misturados. Se isso é incesto, então As Patricinhas de Beverly Hills também é. E Chinatown eu acho até difícil encarar como incesto. Aquilo lá é estupro mesmo. Os Sonhadores eu não vi. E Star Wars é justamente aquilo: eles não sabem que são irmãos. Aí é fácil. Mas um caso de incesto como Do Começo ao Fim, em que não haja violência e nem tanta culpa, onde o casal tenta levar o relacionamento adiante, eu não me recordo. Muito menos em se tratando de um casal gay.

Vitor Ferreira disse...

Esse filme parece interessante mesmo. Será que o mandarão pra disputa do Oscar?

Louis. disse...

bem, como qualquer tema que é considerado taboo, o filme atraiu muitos comentarios de pessoas intransigentes e preconceituosas.

nos lugares que eu li a noticia, os comentarios eram, em geral, positivos, pontuados por alguns condenando o filme usando deus como argumento.

no trailler do youtube, pipocaram comentarios de pessoas que não tem nada contra gays, mas se sentiram enojadas com o fato de eles serem irmãos. alguns, inclusive, diziam que uma coisa dessas (o filme) nem deveria ser feita.

eu, por mais que tente, não consigo entender essas pessoas. sei que a idéia de incesto com seu próprio irmão/ã seja repulsiva para a grande maioria, mas dai a sentir nojo do incesto dos outros, é um salto muito grande.

--

Prity, não existem leis no brasil atualmente que condenem incesto, elas apenas resguardam o direito de uma possivel prole de uma existencia sadia.

ademais, estás completamente equivocada em dizer que o corpo rejeita fetos de unioes consanguineas e por isso os bebes podem vir a nascer defeituosos.

filhos nascidos de unioes incestuosas tem mais chances de ter genes homozigotos quanto maior for o grau de parentesco, isso aumenta o numero de portadores de genes homozigotos numa população, caso esses pares de genes produzam defeitos de nascença, o numero dos individuos afetados por esses genes vai ser maior.

Em populações pequenas, como comunidades indigenas, incesto faz com que os filhos de relaçoes incestuosas não chegam a idade adulta, então não passam seus genes defeituosos para frente, criando populaçoes mais saudaveis.

em populaçoes grandes como a nossa, é provavel que essas crianças cheguem a idade adulta, se reproduzam e passem genes defeituosos para frente, continuando a propagação desses defeitos.

ou seja, biologicamente não existe nada que dê base para existir leis regulamentando isso, impedir que irmãos/primos se casem e tenham filhos é tão aleatorio quanto impedir que pessoas com conhecidos problemas geneticos de se reproduzirem.

lola aronovich disse...

Interessante o curta (com legendas em português), Louis. A propósito, esses 15 minutos são o curta inteiro ou só um pedaço? Há semelhanças com Do Começo ao Fim.


Acho que é desse Starcrossed, Mica, que o Louis tá falando. Só pode! Então, não é que eu tenha paixão ou mesmo obsessão por incesto, só nunca entendi como ele é alçado à categoria dos maiores tabus da humanidade. Tipo canibalismo, sabe? Puxa, não vi nem li Brumas, Bala na Agulha, Jardim dos Esquecidos... No filme brasileiro os irmãos são filhos de pais diferentes. O mais velho é filho da Julia Lemmertz com o argentino, e o mais novo dela com o Fabio Assunção (que eu continuo achando divinamente lindo).

lola aronovich disse...

Não sei, Vitor. Primeiro o filme tem que estrear e a gente tem que ver se é bom mesmo (como o trailer). Mas é um bom sinal que o trailer já esteja legendado em inglês. Atrai a atenção do pessoal de fora.


Louis, pois é, não li muitos comentários, mas os que eu vi eram mais positivos, de grande expectativa quanto ao filme, que negativos. E vc explicou exatamente o que eu penso sobre incesto: “sei que a idéia de incesto com seu próprio irmão/ã seja repulsiva para a grande maioria, mas dai a sentir nojo do incesto dos outros, é um salto muito grande”. É isso mesmo. Eu não tenho nojo do relacionamento de outras pessoas, a menos que envolva estupro. Aí é diferente. E a maior parte dos relacionamentos incestusosos são casos de estupro, não lindas histórias de amor como a do trailer. Mas só porque a maioria dos incestos envolve violência não quer dizer que alguém não pode fazer um filme com uma temática diferente.
E sobre os bebês nascerem defeituosos... Quando a gente começa a falar nisso, se aproxima perigosamente da eugenia. Não faz muito tempo em que casais em que alguém tinha alguma deficiência física eram esterilizados à força. A reprodução era proibida.

Vitor Ferreira disse...

Pena que eu não vou estar aqui pra ver. Será que vai demorar pra sair no exterior?

Carol S. disse...

Ei Lola,
Obrigada por ter aceito minha sugestão sobre esse trailer!
É um estímulo para os leitores saber que a dona do blogg está dando atenção às suas opiniões e ideias.

Beijos.

Má disse...

Oi LOlaa!
Fiquei com vontade de ver o filme também!!
Agora admito que não passa pela minha cabeça de maneira alguma uma relação de incesto entre mãe ou pai com filha-filho.
Acho que pelo menos para mim, o tabu do incesto como fundador da sociedade é bem introjetado, e acho até compreensível que por questões reprodutivas e biológicas viraram tabu na maioria das sociedades, afinal, com sexo se pensava em reprodução.
Agora irmão-irmã, primo-prima acho que trabquilo (será q porq não tenho irmãos?)
Tenho primos q tiveram filho e de boa.
Minha amiga recomendou estes dias um filme, que retrata uma relação um pouco diferente entre mãe e filho, chama-se "Ma mère" com a Isabelle Huppert, vc já viu? Fiquei com vontade de ver tb..
Agora relação meio irmãos em forma romântica (drama tb) e muito bonito em filme acho q até q tem alguns...

Abração Lola!

hericky disse...

acho o cúmulo criticar um relacionamento entre primos... um colega meu namora a prima, e eu vejo que eles precisam não das críticas mas do apoio. ela é uma garota sentimental (realista entretanto) e quer muito ter filhos.. eles se preocupam demias com as idéias de adoção, inseminação artificial, barriga de aluguel.. porque não querem assumir o risco de ter filhos. eles pensam, pensam, pensam. imagina quando morarem juntos. esse tipo de casal precisa de informação e compreensão, não olhares puritanos condenando.

quanto a irmão e irmã, eu dificilmente vou me posicionar contra isso. eu ainda não condeno a maconha, vou lah eu condenar o desejo sexual e a intimidade das pessoas.

asnalfa disse...

Gente boa... qualquer coisa façam o download do filme...
Nossa.. se tiver cena de sexo vou me mastubar a vontade com esse filme!!!
Adoro o contexto de incesto.... sempre quisfazer incesto consciente com um irmao imaginario... aocntece q sou filho unico! Mas jamais estupraria...
Bjos....

L. Archilla disse...

q pena, cheguei atrasada. mas olha só, algumas curiosidades sobre incesto...

as pessoas normalmente justificam o horror ao incesto pelo fator genético (grande possibilidade de gerar filhos com problemas), mas na verdade isso não justifica; 1o pq as pessoas podem se relacionar sem ter filhos; 2o pq o horror ao incesto é muito anterior ao estudo da genética.

os principais teóricos do incesto são Freud e Lévi-Strauss. Se eu não me engano, Strauss explica q antigamente as famílias arranjavam casamentos como um pacto de paz entre as tribos. os jovens solteiros eram tipo a "mercadoria". logo, se pessoas do mesmo núcleo se casassem, esse grupo ficaria sem mercadoria de troca e possivelmente seria dizimado pelos inimigos.

Já Freud conta a história da horda primeva, onde havia um "grande pai" que possuía todas as mulheres da família. certa vez, os filhos, possuídos de ciúme, mataram o pai e transaram com as mulheres. tomados pela culpa, passaram para as próximas gerações o costume de nunca ficar com a mulher do pai.

A partir de estudos antropológicos, constatou-se que o único costume comum a todos os seres humanos é o tabu do incesto. até em tribos onde os parentescos são vistos de maneira diferente (por ex: irmãos não são considerados parentes, mas tios sim), existe o tabu. obviamente, o tabu diz respeito à visão de núcleo familiar do tal grupo.

Então Freud definiu a castração (momento em q nos damos conta do tabu do incesto) como o principal fator "humanizador" do homem, digamos assim. se a pessoa não passa pelo período de castração, não só vai pensar q pode transar com pai e mãe, como vai ter certeza absoluta de q pode TUDO. a pessoa q concretizar o desejo sexual com um dos pais terá problemas psicológicos gravíssimos pro resto da vida. por isso o horror ao incesto.

já q estamos falando de filmes, uma dica é No Limite do Silêncio. é complicado indicar este filme qdo o assunto é incesto pq eu acabo de contar o final. hahahah. mas ele mostra bem o comportamento de uma pessoa q tem o desejo incestuoso realizado.

asnalfa disse...

Um filme sul coreano q adoro e tem incesto é Old Boy;...
ele é bem Tarantinesco... Eu ja recomendei pra Lola, mas ela faz vista grossa pra mim... depois acha um absurdo eu recomendar Philip Roth pros outros!!!

L. Archilla disse...

asnalfa, Old Boy não é tããão "incesto" assim, vai... são só umas brincadeirinhas... ou eu q nao lembro direito? :p

asnalfa disse...

Lauren... teve incesto entre pai e filha e incesto entre irmaos...

Vitor Ferreira disse...

Tinha incesto de fato em Oldboy. Um irmão era apaixonado pela irmã. Eu detesto esse filme, com todas as minhas forças. Não pelo incesto, mas pelo restante.

Anônimo disse...

Tenho um primo, filho do irmão da minha mãe. Desde criança a gente se quer. Na adolescência. Na idade adulta. No casamento de minha prima 20 anos mais nova. Sempre olhando, tocando. Ele casou 500 vezes. Eu nunca casei.

Já passamos dos 40, mas só ano passado demos nosso primeiro beijo.
E confesso que me senti estranha. Ele queria sexo. Eu fugi. Ainda não aceito bem.

Nossos pais, os meus e o dele, sempre foram contra. "Sai Antonio daí". "Cristina, vêm aqui!". Quando não tinham o que falar, começavam com a história de que nosos filhos nasceriam deformados.

Greta disse...

Seguinte:
O grau de compatibilidade (ou proximidade) genética com seu pai ou sua mãe é 50%, com seus irmãos é 100% (mais do que com seu pai ou sua mãe, seu primo em primeiro grau é também definido como primo "irmão"ou seja, o seu grau de proximidade genética com ele, embora não chega a 100%, chega a 50% (o mesmo grau de proximidade genética com um dos seus pais). Afinal de contas, seu primo herdou metade dos genes do irmão(irmã) do seu pai(ou mãe, portanto a proximidade genética entre primos "irmãos" é bem alta.
Portanto, fazer sexo com um(a) primo(a) em primeiro grau é quase a mesma coisa que transar com o pai ou a mãe.
(Além de ser meio...sei lá, íntimo demais, blergh!)

Greta disse...

Ah, sim, o filme parece que vai ser maravilhoso.
Adoro ver dois homens "se pegando".
Acho sexy...
Se forem lindos de morrer como esses do trailer então. (Gzuis me abana)
:)

Luma disse...

Eu não tenho nada contra. Se duas pessoas se gostam, por que elas não podem ficar juntas? Muito triste isso. E acho que é pior ainda quando duas pessoas começam a se relacionar e depois descobrem que são parentes próximos. Você constrói uma relação e de repente vem a sociedade e diz pra você que tudo que você fez estava errado e a partir de agora você não tem mais a desculpa do desconhecimento pra cometer o "pecado".

L. Archilla disse...

tb não gosto de Oldboy. comprei o dvd numa promoção mas só vi uma vez. não lembrava do incesto entre pai e filha, só do irmão-irmã, e, na verdade, só das brincadeiras eróticas, não da relação em si.

qt a relacionamentos entre primos, biologicamente pode ser uma aberração, conforme explicou a Greta, mas acho q se eles não tiveram um contato muito próximo (tem primos q são como irmãos, outros só se vêem nas férias), não é um bicho de 7 cabeças. o mesmo vale pra irmãos q se descobrem irmãos depois de apaixonados (novela da globo mode on). se eles não construíram uma relação de irmão primeiramente pra depois transgredir, não é uma transgressão. tirando o fato dos filhos correrem o risco de nascerem defeituosos, não vejo problema, sinceramente.

Αφροδίτη disse...

Eu já havia visto o Trailler, mais ou menos um mês atrás. E a primeira coisa que pensei foi: UAU!
Primeiro porque filmes nacionais estão me surpreendendo. Segundo porque é uma história muito 'forte'.
Tenho um irmão mais novo, por parte de pai, e isso me causou a mesma coisa que você (argh!)... Meu irmão tem 11 anos, e desde pequeno ele tem o complexo de édipo dele voltado para mim. HAHAHA... medo! [Ele vai se frustrar na vida quando souber que eu sou gay, além de que ele é meu irmão, e no way] Mas também quero ver o filme. Tentei no meu máximo, não deixar que a hierárquia da sociedade influênciasse no meu julgamento, e que eu tivesse pré-conceitos de toda a história. Mas me chocou! O_O

Você arrasa, Lola!

Beijão! :]

Bah.

Anônimo disse...

Lola,

Tenho uma amiga q tem uma relação assim, mas meio q secreta. Quase ninguem sabe. Ela e apaixonada pelo irmao e irmao por ela. Ele é 8 anos mais velho q ela, e apesar de serem de boa familia, os pais eram tao ausentes q quem criou ela foi ele. Não sei quando começou, sei que hoje sao adultos, ainda moram juntos. Tem gente q acha q sao so dois irmaos dividindo a casa. Deve ter gente q acha q sao casados, visto q o sobrenome é o mesmo. De qquer modo, eles estao mantendo a relação, que ja dura ha mtos e mtos anos. Eu nao lembro dela ter namorado outro.

Milena disse...

Lolinha, esses filmes citados nos comentários são fichinha perto de Ma Mere, do queridinho francês Christopher Honoré, adaptado de um livro de Georges Bataille. O filme é perturbador, especialmente o final. A história é sobre um adolescente (interpretado pelo "muso" do Honoré, o Louis Garrel, retornando à temática do incesto) que perde o pai no começo do filme e a partir desse momento, ele estabelece uma relação assustadoramente próxima da mãe, interpretada pela Isabelle Huppert (minha atriz favorita, por sinal. Acho interessante como ela não envelhece. Acho que ela só fica mais bonita). As cenas do filme são fortes, existem orgias, masturbação e nudez, sem cortes e nem firulas. Agora, surpreendentemente, mesmo com tudo isso, o filme não descamba para o lado do pornográfico, sabe? Se tivesse sido feito por americanos, com certeza o negócio teria virado um pornozão. Mesmo assim, eu não recomendo para as pessoas mais sensíveis ou que se choquem facilmente. (trailer no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=kOkGQUIvvzE)
Fiquei surpresa de ninguém ter mencionado o Lavoura Arcaica ou a adaptação televisiva de Os Maias. Falando em Eça, nem queria mencionar, mas não consigo superar o ridículo daquela adaptação capenga de O Primo Basílio, do Daniel Filho...

Giovani disse...

Eu não gostei da idéia da trama. Se fosse tratada apenas da homossexualidade, ótimo, mas incesto é anti-ético por causa do problema genético. Mesmo que eles não possam se reproduzir, nada garante que o filme não influencie o público heterossexual desavisado.
Parece que os dois elementos só foram colocados juntos pra causar bastante polêmica. E pode inclusive piorar a homofobia com essa história de irmãos. Não precisava...

Dai disse...

Eu não lembro direito das aulas de antropologia, mas (alguém me corrija se estiver errada, viu), salvo engano, a consciência do incesto é o tabu fundador de nossa civilização, de acordo com Levi-Strauss, pois, uma vez que proibidos os casamentos consaguíneos, ampliavam-se as alianças entre os grupos nas comunidades, o nome disso é exogamia. E este seria um tabu comum a todas as culturas. E um verdadeiro divisor de águas na organização social.
Lógico que os tabus são imposições culturais e, em função de contextos adversos, podem ser flexibilizados. Em comunidades muito isoladas é comum o casamento entre pessoas aparentadas - desde que não sejam do mesmo núcleo familiar.
Mas eu imagino tabus não sejam suficientes para conter a sexualidade de ninguém e acho que é papel do cinema espelhar isto. Essas histórias não oficiais - que não serão contadas no horário nobre, afinal, na novela das oito os protagonistas nunca são irmãos de fato, pois a mulher má do ex-marido sempre teve um caso extra-conjugal, etc.
Claro que há ressalvas, como você já citou em seu texto, numa sociedade patriarcal - onde os pais são considerados responsáveis e donos dos corpos de todos os outros membros da família - o incesto sempre esteve muito próximo do estupro, sim.

Mas, imagino que existam condições onde seja perfeitamente compreensível que dois irmãos se envolvam emocionalmente e sexualmente, de forma consensual.

Legal que o cinema exista para mostrar isto, já que ninguém conta esses testemunhos em mesa de bar, são histórias secretas.

E também fico bem contente que sejam dois homens, né. Não só porque eles são lindos, mas porque se elimina a contraditória chama do sexismo que costuma haver nessas abordagens.
Acho que o horror de algumas pessoas é muito mais pelo fato de que são homens do que necessariamente pelo incesto. Como já citaram, o incesto é um dos elementos mais recorrentes no cinema, não há nenhuma novidade nisso.
Ah, só pra constar, eu adoro Oldboy, tá. Fiquei triste com tanta críticas a um filme que acho tão lindamente bem feito (ouviu, sr. Vitor!).
beijocas!

Dai disse...

Foi mal, a Lauren já tinha falado (muito bem, por sinal) sobre o tadu do incesto. Desculpe, gente, prometo ler com calma os comentários da próxima vez...

caroline disse...

Que bom!

Shoujofan disse...

Incesto é tabu cultural e genética é loteria. Sou filha de primos em primeiro grau. Até onde me conta, não tenho nenhum problema de ordem genética. Já um tio que casou com alguém de fora do “clã”, teve a infeliz sorte de ter três filhos com problemas fruto da genética. Simples assim. Obviamente, quanto mais próximo, mais perigoso. Mas é loteria, não mais que isso.

A questão é, a meu ver, moldada muito mais por sentimentos religiosos. Por que quem não compartilha da crença “X” deve ser norteado/a por seus valores? E mais, ao longo da História, especialmente a partir do momento em que a Igreja Católica passou a controlar os casamentos, criaram-se muitos tabus, mas quase todos eles poderiam ser diluídos mediante pagamento de taxas. Por exemplo, para tentar convencer Henrique VIII a não romper com Roma, o Papado propôs liberar o casamento de Maria, filha do rei, com o filho bastardo do mesmo, Henry Fitzroy (*o vampiro de Blood Ties*). Mas isso era repugnante para muitos católicos, ainda que a Cúria Papal estivesse disposta a abrir exceções. Dito isso, concordo com Heleith Saffioti, se não for uma relação imposta pela violência (*casos que Lola bem descreveu*), deveria haver a escolha. Mas, claro, seria ingênuo acreditar que as pessoas sejam livres para escolher sem amarras religiosas, culturais, sociais e religiosas.

Falando por mim, eu particularmente não gosto do tema incesto e concordo que é quase impossível filmar qualquer coisa do gênero que não seja drama ou pornografia barata. Raras são as histórias do gênero que me comovem ou me toquem de alguma forma. Pretendo assistir este filme – já tinha assistido o trailer – mais para descobrir se a história é interessante do que por atração do tema em si.

Quanto aos incestos na rede Globo, não sei se vocês se lembram, mas houve um episódio de Você Decide com a Bruna Lombardi com o tema incesto entre irmãos. Obviamente, eles não sabiam que eram irmãos. Descobrem, vem o drama. O povo tenha que votar se ficavam juntos. Surpresa! O Sim ganhou. Só que eles não ficaram juntos. Acho que a Globo não tinha sequer filmado. Puxem só da memória. Mas Mandala não conta. A censura existia na época e avisou desde o início que nada poderia ocorrer. Aconteceu um beijo selinho e foi só. Mãe e filho não ficam juntos.

dannah5 disse...

Cara, eu nao sei, mas como mae me daria um aperto muito grande no peito viver uma situaçao assim com meus filhos.

Teoria eh sempre facil, mas na pratica a gente lida com nossos proprios medos e limitaçoes, e mesmo nao sendo catolicos, a ideia de irmaos se amando de forma sexual eh bem assustadora, o homossexualismo nao eh problema sim o fato de serem irmaos...

Nao eh facil achar natural, ainda mais quando nos colocamos no lugar dos pais!

mas confesso q o trailer me deu vontade de ver o filme!

Carou S. disse...

Queria comentar em cima do que a Day disse porque também estudo antropologia. Nada demais, só coisa do meu lado cri-cri (desculpas antecipadas por minha pézisse no saco). Então lá vai:

O tabu do incesto não seria fundador da NOSSA civilização, mas da organização cultural humana. Assim, se é ser humano, logo é um animal cultural. E se é cultural, tem tabu do incesto.
O caso é que seria um tabu universal. Buena, mas o conceito, não as formas que ele toma. Que parentesco é uma coisa danada: é a unidade básica de organização da vida social. Mas cada sociedade constrói o seu, ora. Então realmente não dá pra ficarmos nos justificando com genética. As variações da experiência dos grupos humanas são tantas possíveis... (suspiro apaixonado de antropólogo).

Adelante temos que lembrar que sociedades complexas (somos nozes) se diferienciam das tradicionais (las outras). A gente criou essas coisas de indívio e liberdade individual, que cada um faz o que quer e bla. O que a priori (a priori em comentário de blogue é pra matar, eu sei, esse é meu lado meio sadista) não rola nas comunidades tradicionais. De qualquer jeito tabus são funcionais. Eles organizam nossa sexualidade porque nos dão um norte. Nada muito além, as sociedades e seus tabus suportam as "falhas no sistema"...

Ai, cansei. Espero não ter estourado o limite de impertinência do Blogger.

lola disse...

Obrigada, gente! Vcs fizeram comentários muito legais aqui, principalmente os antropológicos. Só pra comentar alguns pontos:

Vitor, se não chegar a outras salas fora do circuito Rio-SP, a gente vai ter que baixar na internet, né?

Carol, todas as sugestões são muito bem-vindas por aqui! Podem dar dicas de trailers pra eu cri-criticar. É até um favor que vcs me fazem.

lola disse...

Má, obrigada. Vou anotar na minha agendinha e tentar ver Ma Mere. Também adoro a Isabelle Huppert!


Ah, Asnalfa, querer “incestar” sendo filho único é fácil! Duvido que se vc tivesse irmãos diria uma coisa dessas. Sabe que não me lembro se vi ou não Oldboy? Sinal que não devo ter visto! No entanto, o nome (e a trama) realmente me parece familiar...

lola disse...

Hericky, pois é, nada a ver, né? Não é por nada não, mas só de uma tia eu tenho nove primos. Com quem eu tive pouquíssimo convívio durante toda a minha vida. Se eu gostasse de algum e vice-versa, eles nem seriam muito íntimos meus. É difícil falar pras pessoas o que elas devem ou não fazer.


Lauren, então, é bem isso que não consigo entender sobre o tabu do incesto: tudo se baseia nos problemas genéticos. Mas se o casal não tiver filhos, então não haveria problemas, certo? E aproveitando o comentário da Dai (ótimo, como sempre, e nada repetitivo) e o da Carou S, é dificílimo encontrar algo na sociedade que seja realmente universal. Mas parece que o tabu do incesto é uma dessas coisas. Estupro não é outra coisa bastante universal? Homossexualidade também. Rir e chorar? Mais alguma coisa ou estou viajando? (e Carou, pode usar “a priori” por aqui!).

lola aronovich disse...

Anônimo, obrigada por compartilhar a sua história de amor proibido com o seu primo. Espero que algum dia, entre um dos 500 casamentos dele com moças 20 anos mais novas, vcs possam derrubar esse tabu. SE vc aceitar. Não precisa ter filhos!


Greta, tô confusa: a compatibilidade genética com os primos em primeiro grau não seria cerca de 25%? Desculpe a minha incapacidade matemática... Bom, joguinhos sexuais com primos na infância é a coisa mais comum que existe, né? Espero que ninguém engravide... Eu não passei por isso porque nunca tive grande contato com meus primos. Se eu viesse a ter algo com algum deles, não seria nada íntimo, porque são praticamente desconhecidos.

lola aronovich disse...

Luma, é isso que eu acho tb. Duvido que alguém se aproxime do primo querendo ter um caso. Imagino que seja mais comum rolar uma atração, e aí vem tudo aquilo que a sociedade faz, como narrou o anônimo acima. Os pobres primos se dão as mãos e vem alguém gritar “Seus filhos vão nascer deformados!”.


Muito interessante, Appoom nunca vou saber seu nome. Quer dizer que seu irmão por parte de pai tem uma queda por vc, mas ainda não sabe que vc é gay?! O Nelson Rodrigues escreveria altas tramas a partir desse enredo. Obrigada pelo carinho!

lola aronovich disse...

Anônimo, eu seria uma das pessoas ingênuas achando que são dois irmãos dividindo a casa! Assim como penso que duas mulheres morando juntas há 10 anos são apenas companheiras de quarto... (eu não tenho gaydar nenhum, nenhum). Bom, a verdade é que ninguém tem nada com isso. Que bom que esses irmãos estão conseguindo viver assim. Sinal de que nem todo incesto acaba tragicamente.


Milena, já anotei Ma Mere! Eu não vi Lavoura Arcaica, mas sei que há uma relação incestuosa. Qual Primo Basilio vc tá falando? Eu vi uns pedaços de um com a Giulia Gam e Marilia Pera que era ótimo!

lola aronovich disse...

Giovani, ah, desculpe, mas isso é besteira. Não acho que um filme de baixo orçamento tenha grande capacidade de influenciar as pessoas a desafiarem um tabu tão enorme como o incesto. Se a Globo fizesse umas 3 novelas seguidas mostrando casos de incesto em que tudo acabasse bem, aí talvez haveria influência na sociedade. Acho interessante que o cinema fale de tabus de vez em quando.


Já pensou, Valéria Shoujofan, se seus pais (que são primos em primeiro grau) tivessem ficado no que prega a sociedade? Vc não teria nascido! Não lembro desse Vc Decide com a Bruna Lombardi.


Dannah5, concordo totalmente contigo: uma coisa é falar na teoria, outra na prática. Se eu tivesse filhos iria ficar muito chocada com um caso de incesto entre irmãos. Não iria aceitar nem um pouco, imagino.

Shoujofan disse...

Ah, Lola, essa de não teria nascido não me angustia. Para mim, é a mesma coisa que perguntarem para alguém "E se você tivesse sido abortada?"

Mas meu pai quase não casou com minha mãe. Primeiro, porque tomou uma dura da família, e não foi por ser primo, mas por "não ser sério". E segundo, porque minha mãe um belo dia falou "ou o cigarro (*ou bebida, não lembro bem*), ou eu". Ele teve que escolher.

Quanto ao filme, também não acho que ele terá impacto algum. E ao tabu do incesto ser universal, bem, não acredito em universais, e Levi-Strauss também apontou como universal a troca de mulheres, como mercadorias. Isso, se me lembro bem de minhas leituras primárias de antropologia. Minhas leituras posteriores, especialmente feminsitas, apontam que a coisa não é bem assim. Mas se acreditamos, é, de fato.

Cris disse...

Depois de acompanhar a série "Os Maias", fui ler o livro.
No livro fica muito claro a sensação de desconforto e taé nojo que o rapaz ficou por descobrir que a amada era sua irmã.Bem mais contundente que no vídeo.

Incesto eu acho que é só entre irmãos, pai e filha, mãe e filho.
Restrito à família mesmo, não aos parentes.

Na adolescência dei uns beijinhos em vários primos.
Com um deles, tive um caso mais sério. Para nós era bem comum, mas quando minha tia e meus pais desconfiaram, foi um rolo só.
Hoje somos bem amigos, mas certamente ficaria de novo com ele, se eu não fosse comprometida e ele casado.

beijos

Mica disse...

Nada a ver com o peixe, mas grande parte do que nos afasta de relacionamentos com nossos irmãos/primos chegados e afins é a proximidade, o tipo diferente de relacionamento e amor. É muito difícil você amar de forma sexual alguém que é tão próximo de você por tanto tempo de sua vida.
Peraí, isso soa estranho, pq em tese é exatamente isso que um marido/esposa é, mas a forma como vemos as pessoas com quem crescemos, é diferente. É um amor solidário e não sexual, salvo exceções.
É como aquele vizinho com quem você tomou banho na infância, dividiu cama, brincou de faz-de-conta, contou histórias de seus beijos e afins. Pode rolar uma atração em algum ponto da vida, mas não é tão comum assim, pois você vê a pessoa como uma extensão de si mesma, um ser meio assexuado.

Flor Juliete disse...

Um filme falando de amor verdadeiro? Muito bem-vindo. Quero assistir.

Anônimo disse...

Esse filme vai passar em branco e somente os gays vão fazer fila pra ver.Não tenho interesse nesses temas.

Anônimo disse...

Um filme só de bichonas!Cruz credo!

Marcos Paulo - oooo M.P. disse...

Tive caso com a maioria dos meus primos e sim, já transei com meu irmão, como algo de descoberta entre dois garotos, mas que se for analisar foi mais que isso (afinal, foi durante anos). Hoje não falamos sobre isso mas nos criou uma intimidade muito grande, uma proximidade e pq não uma confidencialidade que nos proporciona um algo a mais que irmãos. Não consigo ver nada de errado...

Anônimo disse...

Relacionamento entre primos não é incesto. O parentesco, nesse caso, é de quarto grau. Legalmente, só estão proíbidos os casamentos em linha reta ascendente ou descendente e as ligações colaterais até o teceiro grau (tio/sobrinho). Tecnicamente, se alguém quiser casar com o sobrinho-bisneto ou comer a tia-avó, por mais estranho que pareça, pode, pq tb são parentescos de quarto grau.

Anônimo disse...

Acho um nojo esse filme, tenho dois irmãos de sangue eum irmão de criação e NUNCA teria coragem de fazer sexo com eles, é um amor diferente, não é tesão, acredito que as pessoas que praticam incesto devem ter dentro de si MUITOS DEMONIOS e por isso não enchergam a imoralidade que estão praticando. Assim como acho que o autor desse filme deve ser um imoral sem familia e indecente.

michele

Anônimo disse...

Devemos respeitar mais nossas familias e não permitir que uma indecensia dessa tenha destaque, além de serem gays, ainda são incestuosos, credo que nojo.

Diego disse...

Gostaria de baixar o filme, já que na minha cidade não irá passar no cinema. Alguem pode me passar um endereço para isso!
Desde já agradeço.

HISTORIA SEM FIM disse...

O Filme é sensivel, mas não convence na interpretação dos atores principais, o ator mais novo chega a passar alguma emoção, mas a cena final deixa a desejar lagrimas dos cinefilos. Mas vale apenas assitir e refletir!