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sábado, 19 de fevereiro de 2011
HISTÓRIAS DE JOINVILLE

terça-feira, 7 de dezembro de 2010
DADOS DO BOM CENSO


Outro dado que amei é que o Brasil, cuja população atual é de quase 191 milhões (acho que não deveríamos arredondar pra 200 mi tão cedo), já tem 23 mil pessoas com mais de cem anos. A expectativa média de vida do brasileiro chegou a 73 anos.
E o país tem 3,9 mi a mais de mulheres que homens. Em compensação, essa diferença está bem distribuída. A cidade com maior porcentagem de mulheres é Santos, e é só 54%. Balbinos, uma cidadezinha no interior de SP, tem 88% de homens. Foi a cidade brasileira que mais cresceu do último censo pra cá. Por quê? Porque foi construída uma prisão lá.
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domingo, 11 de abril de 2010
LOLINHA VAI A UM CASAMENTO

É o seguinte: eu e o maridão descobrimos a família Cabral em Joinville (ahn, o descobrimos foi só uma figura de linguagem malfeita). Três dos quatro irmãos jogavam xadrez (e bem), e eram todos pequenininhos. O Marquinho tinha só 15 ou 16 anos, a Carol 14, a Cris 12, e o Leco, 8, e era desse tamanho (não dá pra ver o gesto que estou fazendo aqui). Só o Leco não se enveredou pelo caminho do xadrez. Eu lembro de muita coisa deles, d
os Akitas que eles tinham, de eu cantando “João e Maria” do Chico pras meninas pra acalmá-las antes de uma rodada por equipe, dos jogos de pôquer, do exemplo de coragem que foi a Ana (a mãe), que nunca tinha trabalhado, sempre ficado em casa cuidando dos filhos e que, após ser trocada por outra pelo marido e ver seu padrão de vida despencar, ao invés de se abater, foi à luta, cursou faculdade, e hoje é psicóloga, totalmente independente, dona do seu nariz. Lembro do Marquinho já adulto indo lá em casa e se refugiando em cima da cama, gritando, desesperado, “Tira esse monstro daqui! Tiraaaa!”, referindo-se ao nosso gatinho Fru.
Depois cada um foi pro seu canto. Marquinho virou engenheiro mecânico, foi trabalhar na Embraer, agora está em Montreal, empregado pela concorrente; Carol virou engenheira de alimentos (que eu sempre confundo com nutricionista, e ela quer me matar), Cris virou violinista, e hoje tr
abalha numa federal, e Leco já está com 24 anos, e estuda Química e Medicina. Ninguém mais tá em Joinville, eu inclusa.
Foi uma enorme surpresa receber um convite pra ir ao casamento de Marquinho e Elvira... aqui em Fortaleza! Prova de como o mundo é minúsculo. Eu havia me esquecido que a família Cabral é originalmente de Recife. Já a Elvira é daqui.
Então. Normalmente, eu já não teria o que vestir numa ocasião formal dessa
s. Mas agora que nossas roupas estão em caixas, imagina a desgraça. Consegui encontrar meu único vestido, um preto que eu tinha comprado em Detroit e nunca usado. Mas nada de sapatos. Ahn, fui forçada a ir de Moleca Comfort. E sem nenhuma maquiagem, porque nem batom eu tenho. Vamos fingir que ninguém notou. Já o maridão encontrou sua única calça social, lavou (mas ninguém passou) a camisa mais apropriada que tem, e pegou emprestado o paletó (grande demais) de um amigo. No caminho, já no carro, lembramos de um detalhe: e a gravata?! Tarde demais. Sem gravata.
Nos perdemos no trajeto (o Google pulou algumas ruas), chegamos atrasados, mas, felizmente, a cerimônia também atrasou. Foi tão legal rever todo mundo! Teve gente que nem reconheci. Rafael e Walda,
lindíssima, nos encararam, e a gente nem tchun (o maridão ainda achou que eles estavam olhando pra ele com cara de "Como essa gente entrou aqui?", ha ha). E devo confessar que mesmo eu, alheia a rituais, me emocionei quando a noiva entrou na igreja ao som da marcha nupcial. Mas casamento religioso realmente não é a minha praia. Antes do início, comentei com o maridão que ele e um tal de Jesus eram os únicos sem paletó e gravata no local. Blasfêmia! O padre também não tinha. E padre é aquela coisa de sempre, desde que aboliram a Teologia da Libertação, pelo menos. Os mesmos sermões de dois mil anos atrás. No penúltimo casamento que fui, em Joinville, o padre aproveitou para pregar que homem e mulher não
casados na igreja são pecadores. E que aqueles que vivem juntos sem o papel vão arder nas chamas do inferno. E eu lá, segurando a mão do maridão, os pecadores prestes a se bronzear.
Desta vez, o padre falou cento e três vezes de fidelidade e de como este é um sacramento sagrado entre homem e mulher (nesta ordem). E que é pra amar o outro sempre. Não é porque o Marco vai deixar uma toalha em cima da cama, segundo o padre, que a Elvira deve deixar de amá-lo. Não é porque a Elvira vai por sal demais na comida, ou porque ela vai se estressar, como toda mulher, “com todo o respeito às mulheres”, que o Marco deve deixar de amá-la. Sério, foram esses os exemplos. Homem nasce incapaz de deixar a toalha no lugar, mulher nasce pra cozinhar. Meu feminismo definitivamente é incompatível com dogmas religiosos.
E senti falta da fr
ase dramática do “quem tiver algo contra esse casamento, que fale agora ou cale-se para sempre”. Porque a minha mente diabólica já tinha arquitetado soltar um gato dentro da igreja, só pra ver o Marquinho subir no altar, horrorizado, gritando “Tira ele daqui! Tiraaaa!”.
Depois fomos pro buffet, que foi chiquérrimo. Enorme, lindo. O que mais gostei é que eu rapidamente deixei de ser a única com calçado inadequado. Um dos brindes dos noivos foi distribuir sandálias de dedo, e praticamente todas as moças trocaram seus saltos altos pelo conforto das sandálias.
Quem me lê sabe que casamento é um dos primeiros itens na lista de “Como evitar situações sem chocolate”. Sabe como é, bolo branco... Desta vez nem deu pra reclamar. Havia umas cinco mesas só de doces, a maior parte chocolates. Eu comi muito, e se arrependimento matasse, estaria morta agora, porque como é que eu não trouxe uns chocolatinhos pra casa?
Pra minha surpresa e do maridão (que não bebeu, porque sabia que iria ter que dirigir — ainda não me atrevi a pegar no volante em Fortaleza), eu fiquei bêbada! Pô, eu não bebo nada, só água. Mas, não sei se pelo altíssimo astral da festa, pelos bombons com u
m tiquinho (imperceptível) de licor, ou (o mais provável) pelo hálito de alto teor etílico dos meus amigos, às três da manhã eu já não respondia muito por mim não. E hoje tô de ressaca, juro. Pode isso? O maridão afirma que nunca viu uma coisa dessas.
Ontem descobri que ninguém lê o meu bloguinho. Ninguém! A mulher do Flávio (outro carinha legal de Joinville que virou engenheiro da Embraer) disse “Até que enfim conheço a famosa Lola!”, mas o famosa era porque eu sou aquela do bolão do Oscar do qual o Flavinho sempre participa. A Ana continua me lendo no jornal, mas nunca entrou no blog. Foi ela quem me autorizou a escrever sobre o casamento de seu primogênito (o que já é inédito, pois quase todo amigo e conhecido diz “Não vai escrever sobre isso no seu blog!”).
Se alguém se ofender com alguma coisa, culparei a ressaca. E termino
desejando muita felicidade a Elvira, uma das noivas mais lindas que já vi, e àquele felinofóbico que conheci quando ele tinha 16 anos e era desse tamanhinho.

Depois cada um foi pro seu canto. Marquinho virou engenheiro mecânico, foi trabalhar na Embraer, agora está em Montreal, empregado pela concorrente; Carol virou engenheira de alimentos (que eu sempre confundo com nutricionista, e ela quer me matar), Cris virou violinista, e hoje tr

Foi uma enorme surpresa receber um convite pra ir ao casamento de Marquinho e Elvira... aqui em Fortaleza! Prova de como o mundo é minúsculo. Eu havia me esquecido que a família Cabral é originalmente de Recife. Já a Elvira é daqui.
Então. Normalmente, eu já não teria o que vestir numa ocasião formal dessa

Nos perdemos no trajeto (o Google pulou algumas ruas), chegamos atrasados, mas, felizmente, a cerimônia também atrasou. Foi tão legal rever todo mundo! Teve gente que nem reconheci. Rafael e Walda,


Desta vez, o padre falou cento e três vezes de fidelidade e de como este é um sacramento sagrado entre homem e mulher (nesta ordem). E que é pra amar o outro sempre. Não é porque o Marco vai deixar uma toalha em cima da cama, segundo o padre, que a Elvira deve deixar de amá-lo. Não é porque a Elvira vai por sal demais na comida, ou porque ela vai se estressar, como toda mulher, “com todo o respeito às mulheres”, que o Marco deve deixar de amá-la. Sério, foram esses os exemplos. Homem nasce incapaz de deixar a toalha no lugar, mulher nasce pra cozinhar. Meu feminismo definitivamente é incompatível com dogmas religiosos.
E senti falta da fr

Depois fomos pro buffet, que foi chiquérrimo. Enorme, lindo. O que mais gostei é que eu rapidamente deixei de ser a única com calçado inadequado. Um dos brindes dos noivos foi distribuir sandálias de dedo, e praticamente todas as moças trocaram seus saltos altos pelo conforto das sandálias.

Quem me lê sabe que casamento é um dos primeiros itens na lista de “Como evitar situações sem chocolate”. Sabe como é, bolo branco... Desta vez nem deu pra reclamar. Havia umas cinco mesas só de doces, a maior parte chocolates. Eu comi muito, e se arrependimento matasse, estaria morta agora, porque como é que eu não trouxe uns chocolatinhos pra casa?
Pra minha surpresa e do maridão (que não bebeu, porque sabia que iria ter que dirigir — ainda não me atrevi a pegar no volante em Fortaleza), eu fiquei bêbada! Pô, eu não bebo nada, só água. Mas, não sei se pelo altíssimo astral da festa, pelos bombons com u

Ontem descobri que ninguém lê o meu bloguinho. Ninguém! A mulher do Flávio (outro carinha legal de Joinville que virou engenheiro da Embraer) disse “Até que enfim conheço a famosa Lola!”, mas o famosa era porque eu sou aquela do bolão do Oscar do qual o Flavinho sempre participa. A Ana continua me lendo no jornal, mas nunca entrou no blog. Foi ela quem me autorizou a escrever sobre o casamento de seu primogênito (o que já é inédito, pois quase todo amigo e conhecido diz “Não vai escrever sobre isso no seu blog!”).
Se alguém se ofender com alguma coisa, culparei a ressaca. E termino

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
CUIDADO: GENTE ANTIPÁTICA LIDANDO COM O PÚBLICO


Mas houve uma vezinha no final de 2009 em que o maridão ainda não tinha voltado dos Jogos Abertos de SC, e o pão e os tomates tinham acabado, então foi minha vez de ir ao mercado. Minha mãe tinha pedido pra eu comprar três p
ãezinhos pra ela também. Foi só isso que comprei: três pães numa sacolinha, mais oito em outra, e cinco tomates. O dono do mercado seria um sério candidato a pessoa mais antipática do universo. Sabe o tipo incapaz de sorrir? Ele que estava no caixa. Pra começar, não sei por que pessoas assim, carrancudas, insistem em trabalhar com o público. Deviam ficar isoladas num escri. Bom, como fazia um tempão que eu não comprava ali, não sabia que tinha que pesar os tomates lá longe (pensei que pesassem no caixa). Mas tudo bem, ele pediu pra um
dos funcionários ir lá pesá-los, e enquanto isso foi passando os pães. Fiquei feliz que agora eles têm uma tela de computador e os clientes podem ver os preços computados. Por isso, estranhei: os meus oito pães custaram R$ 1,10, e os três da minha mãe, R$ 0,90. Olhei pra sacolinha e tava marcado 0,40. Perguntei pra ele: “Esses pães são 0,40 ou 0,90?”. Ele olhou, olhou, olhou pra tela do computador, tentou me convencer que era 0,90, até que a mulher dele perguntou quantos pães eram e afirmou que o preço certo seria 0,40. Então o sujeito olhou pra sacola de novo e disse que o 4 que a moça tinha escrito tava fechado e parecia um 9. Mas sabe, nem um pedido de desculpas, nada. Olha, erros acontec
em, eu sei. Acho péssimo que aconteçam quando você está comprando apenas três itens e o mercado está vazio. Nessas horas tem que pedir muitas desculpas, na minha opinião. Pra ao menos fingir que isso não acontece sempre. E, se o patriarca é arrogante demais pra pedir desculpas, que ao menos a mulher e o filho, que presenciaram a cena, façam isso por ele (já que o aturam).
Outra coisa que não gostei: fui pagar os troços com moedas, porque o maridão guarda os trocados numa
caixinha (o martírio dos comerciantes e do Banco Central, pois poucas moedas circulam). E eu tinha pegado na caixinha várias moedas de 25 centavos. Tava lá, organizando os 3,33 que deveria pagar, e o cara já foi colocando a mãozona em cima das moedas. Espera eu terminar, pô! Qual é a pressa? Não tinha ninguém atrás de mim.
Do lado do mercado tem uma lanchonete/restaurante que vende costela e frango ass
ado nos finais de semana. Fiquei com vontade de comer um pedacinho mínimo de costela. Quando o maridão tá aqui nunca dá pra fazer isso, porque ele está cada vez menos fã de carne (bom pra ele!). Mas eu entrei querendo comprar uns 200 gramas pra mim. Não era nem 11:30, o restaurante vazio ainda. Um senhor no balcão me disse o preço (19 o quilo!), e pediu para que alguém da cozinha (que não dava pra ver) saísse e cortasse um pedacinho de costela pra mim. E aí mais nada a
conteceu. Eu fiquei lá esperando durante uns cinco minutos, enquanto me deprimia com a ideia de comer carne (eu sinto culpa), e mais ainda por ver um passarinho numa gaiola minúscula. Odeio gente que tem passarinho em gaiola, já falei? Vi que o negócio ia longe e desisti. Inventei uma desculpa (por que a gente faz isso?), disse que eu voltaria amanhã pra comprar carne, e o homem só respondeu “Ah, tudo bem”. Fui embora pra nunca mais voltar.
Esse tipo de atendimento antipático que, infelizmente, se vê bastante por aqui, eu sei que não vou encontrar em Fortaleza. Certo? Certo?



Outra coisa que não gostei: fui pagar os troços com moedas, porque o maridão guarda os trocados numa

Do lado do mercado tem uma lanchonete/restaurante que vende costela e frango ass


Esse tipo de atendimento antipático que, infelizmente, se vê bastante por aqui, eu sei que não vou encontrar em Fortaleza. Certo? Certo?
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
LOLINHA EM CRISE


Financeiramente, não vale a pena ir pra lá, só a longo prazo. O maridão está ganhando bastante bem. Se a gente ficasse aqui em Joinville e eu desse umas 15 a 20 horas de aula de inglês por semana numa escola de idiomas (como fazia antes de entrar no mestrado, e voltei a fazer durante um semestre, em 2005, que foi o tempo de espera pra entrar no doutorado), mais o dinheirinho que recebo do jornal, já daria pra equipará-lo. Juntos, receberíamos por mês o que mais ou menos eu ganharia sozinha em Fortaleza (líquidos, imagino, uns 5 mil. O salário inicial pra doutor numa federal é R$ 6.700). Mas sem stress de mudança, sem ter que comprar uma casa nova.
É tudo confuso, po
rque já estamos em Joinville desde 1993 (não seguidamente: durante parte do meu mestrado e doutorado, eu ficava em Floripa e só vinha pra cá no final de semana. E passamos 2007-8 em Detroit). Gostamos muito daqui, temos uma vida boa, recebo ingressos pra ir ao cinema de graça (infelizmente não há muitas salas, mas pelo menos quatro novas abrirão até abril), conhecemos os lugares onde gostamos de comer, eu dirijo numa boa, e a criminalidade é baixa. Não tem isso de “separar o dinheiro pro ladrão”, como eu fazia antes de sair em SP, quando eu vivia com medo. E vocês viram que nossa casinha é fofa, arborizada, com jardim, iluminada, aconchegante.
Assim que comecei o doutorado, falei pro maridão que, quando terminasse, eu prestaria concurso pra dar aula em qualquer lugar do país. Porque o mestrado eu fiz puramente
pelo prazer de estudar, mas o doutorado leva tempo pra caramba, e é um sacrifício em vários sentidos. Meu amor concordou. Tive uma sorte imensa de passar logo pro primeiro concurso que tentei, e bem numa capital nordestina, que era exatamente o que queríamos. Mas agora, chegando a hora de mudar, eu fico com o pé atrás de largar tudo aqui. Duvido que encontremos uma casa lá tão boa quanto a que temos aqui. Lá é cidade grande, e vou ter que voltar a me acostumar com a criminalidade e o trânsito caótico. Sem falar que o custo de vida é mais alto que o de Joinville. E vou ter que trabalhar muito, muito mais.
Tem outra coisa. Eu
e o maridão nunca ganhamos bem, mas, como sempre gastamos pouco, praticamente todo mês conseguimos guardar dinheiro. Pelos meus cálculos, mantendo um custo de vida baixo, como o nosso, daria pra gente se aposentar em menos de cinco anos. Por mais que isso pareça sedutor, nem eu nem o maridão pensamos no que faríamos sem trabalhar. Quem disse que eu quero me aposentar antes dos 50? Eu realmente não sei.
Bom, essas eram as dúvidas existenciais que eu tive ao acordar na terça (o maridão estava jogando um torneio de xadrez em Vitória, só voltou à noite), e que não se resolveram. Aí, na sexta, o departamento da UFC passou pra todos seus professores (incluindo os novatos) as matérias que cada um pegaria no semestre que vem. Vocês querem ouvir a boa ou a má notícia primeiro? A boa notícia é que minhas aulas não serão à noite. Pod
erei ir andando pro trabalho, se a gente não morar muito longe. A má notícia é... nem sei como dizer. Segue o diálogo que tive com uma amiga.
Eu disse: “Estou arrasada. Imagine a pior matéria que eu poderia pegar. A pior de todas, a que menos gosto”.
Ela: “Não sei... Literatura inglesa do século 11?”
Eu: “Literatura? Qualquer literatura seria uma benção! Claro que não! Fonética, foi isso que eu peguei!”. E ela, que também é da área de Literatura, admitiu que esse realmente é um baque duro.
Não vou repetir neste post que já está enorme a minha aversão por Fonética. Muitos anos atrás, antes até de
entrar no mestrado, falei sobre isso. Sofri recentemente porque um dos quinze pontos do concurso era sobre Fonética. Eu me preparei; felizmente não caiu. Mas é que eu pensava que, como no concurso (que realmente era pra Literatura e Linguística) a Literatura foi privilegiada, eu iria só dar aulas de Literatura. Chuif. Fonética! Uma outra matéria é Fins Específicos, relacionada à Leitura (outro tema linguístico). E só minha terceira disciplina será de Literatura.
Falei com uns amigos do meio universitário, e eles disseram que é assim mesmo, que ninguém pega as matérias que quer no primeiro ano, mas que depois melhora. Que em qualquer universidade que entrasse, eu teria que dar aulas sobre temas não totalmente do m
eu agrado. O maridão falou que não quer nem saber de frescuras e que confia em mim para garantir-lhe uma bela rede na praia e água de coco, e até deu um bom argumento: numa escola de línguas também haveria turmas difíceis (é verdade, eu sempre preferi mil vezes dar aula pra turma avançada que iniciante). Meus amigos ainda afirmaram que, se eu não assumir o cargo, a universidade perde a vaga, pois não terá tempo hábil de realizar outro concurso. E os temores de sempre sobre como não teremos mais contratações ou novas federais se o PSDB voltar ao poder.
Depois fui ver a grade curricular do curso de Letras Português e Inglês da UFC e constatei que há poucas disciplina
s referentes à Literatura em Língua Inglesa (veja aqui). E mais: lá não há pós-graduação em Literatura em Língua Inglesa, só em Linguística. Logo—e não sei se estou sendo ambiciosa ou lunática demais—eu e meus colegas simplesmente teremos que abrir um curso desses. Ou vai ou racha.
Bom, estou melhor e mais otimista depois de falar com meus amigos, mas minhas dúvidas existenciais vão e voltam. Minha mãe vai ter um treco ao ler isto, porque ela nem sabia que correu o risco de não ir pra Fortaleza... Claro que eu ainda posso ser reprovada nos exames médicos. Já contei que vi meu raio x das costas, e veio escrito “alterações degenerativas da coluna dorsal”? Minhas costas começaram a doer no ato, e olha que eu raramente tenho
dores! Quando o maridão voltou do trabalho eu já tava falando de não ser aceita pela UFC e de me aposentar por invalidez. Ele falou pra eu googlar o troço, e, de fato, eu ainda não me tornei uma completa inválida. Parece que todo ser humano tem essas degenerações, por sermos bípedes. Aqueles em idade mais avançada como a minha têm mais.
E sim, tenho ciência que estou reclamando de barriga cheia e coluna degenerada: vou receber um super salário, morar numa cidade linda, e trabalhar numa ótima universidade. Bem melhor que ser professora na Uniban, eu sei, eu sei.
É tudo confuso, po

Assim que comecei o doutorado, falei pro maridão que, quando terminasse, eu prestaria concurso pra dar aula em qualquer lugar do país. Porque o mestrado eu fiz puramente

Tem outra coisa. Eu

Bom, essas eram as dúvidas existenciais que eu tive ao acordar na terça (o maridão estava jogando um torneio de xadrez em Vitória, só voltou à noite), e que não se resolveram. Aí, na sexta, o departamento da UFC passou pra todos seus professores (incluindo os novatos) as matérias que cada um pegaria no semestre que vem. Vocês querem ouvir a boa ou a má notícia primeiro? A boa notícia é que minhas aulas não serão à noite. Pod

Eu disse: “Estou arrasada. Imagine a pior matéria que eu poderia pegar. A pior de todas, a que menos gosto”.
Ela: “Não sei... Literatura inglesa do século 11?”
Eu: “Literatura? Qualquer literatura seria uma benção! Claro que não! Fonética, foi isso que eu peguei!”. E ela, que também é da área de Literatura, admitiu que esse realmente é um baque duro.
Não vou repetir neste post que já está enorme a minha aversão por Fonética. Muitos anos atrás, antes até de

Falei com uns amigos do meio universitário, e eles disseram que é assim mesmo, que ninguém pega as matérias que quer no primeiro ano, mas que depois melhora. Que em qualquer universidade que entrasse, eu teria que dar aulas sobre temas não totalmente do m

Depois fui ver a grade curricular do curso de Letras Português e Inglês da UFC e constatei que há poucas disciplina

Bom, estou melhor e mais otimista depois de falar com meus amigos, mas minhas dúvidas existenciais vão e voltam. Minha mãe vai ter um treco ao ler isto, porque ela nem sabia que correu o risco de não ir pra Fortaleza... Claro que eu ainda posso ser reprovada nos exames médicos. Já contei que vi meu raio x das costas, e veio escrito “alterações degenerativas da coluna dorsal”? Minhas costas começaram a doer no ato, e olha que eu raramente tenho

E sim, tenho ciência que estou reclamando de barriga cheia e coluna degenerada: vou receber um super salário, morar numa cidade linda, e trabalhar numa ótima universidade. Bem melhor que ser professora na Uniban, eu sei, eu sei.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
VENDE-SE MINHA CASA
Continuo sem saber quando vou pra Fortaleza, ou sequer se irei. Já pensaram o preju que será se eu não for chamada? Sim, porque só passar num concurso não é garantia de con
tratação. O prazo de validade do concurso é por um ano, ou seja, até agosto do ano que vem. Mas, como 2010 é ano eleitoral, e pela lei não se podem realizar novos concursos ou contratações até seis meses antes das eleições, quem não for chamado até abril dança. Meu nome saiu no Diário Oficial, e boto fé que eu seja chamada em dezembro. A UFC abriu um novo vestibular de Letras-Inglês à noite, e não h
á professores suficientes para tocar essa novidade. O governo Lula está investindo pesado nas universidades federais, e não vai andar pra trás logo agora que chegou a minha vez, vai? Portanto, acho que me mudarei pra Fortaleza, sim. Mas, caso não me chamem, há uma chance de trabalhar em Marabá, Pará (que minha mãe não me ouca. Ela tá louca pra ir pro CE).
Salinha de casa. A mesa de xadrez foi o maridão que fez.
Por enquanto, estou só em compasso de espera, aguardando ansiosamente. Já fiz quase todos os exames médicos, mas acho que terei que refazê-los quando chegar a hora. Ando dando uma olhada em algumas casas próximas à universidade, no bairro de Benfica, em F
ortaleza. E minha casa em Joinville está à venda desde o comecinho de setembro. Infelizmente, até agora, só dois interessados vieram vê-la. Acho que tá hiper devagar, e a casinha é muito legal. Não vai ser fácil encontrar outra assim em Fortaleza.
Então deixa mostrar a casinha dos fundos, onde mora minha mãe. Eu acho esse sobradinho um charme, e moraria ali tranquilamente.
A cozinha da casinha dos fundos.
Este é o banheiro da casinha. Adoro o espelho.
O quarto onde minha mãe dorme. Fofo, não?
A sala no andar de cima, que minha mãe usa como ateliê. Tá meio bagunçado, tem umas caixas aí, porque finalmente a convenci a doar sua coleção da Enciclopédia Britânica. Edição de 79.
A sala vista por outro ângulo (observe a varandinha).
Vista aérea do depósito em frente à casa dos fundos.
Garagem com o nosso carrinho. Mas cabem dois ou três carros. Tem uma churrasqueira também, dá pra ver na foto?
E esta é a vista da rua, asfaltada, arborizada (pelo menos a parte que nos toca), tranquila e tal. E aí? Você compraria uma casa usada de uma Lolinha?



Por enquanto, estou só em compasso de espera, aguardando ansiosamente. Já fiz quase todos os exames médicos, mas acho que terei que refazê-los quando chegar a hora. Ando dando uma olhada em algumas casas próximas à universidade, no bairro de Benfica, em F

De repente alguém na internet queira comprá-la, então vou colocar umas fotos aqui. Aí minhas leitoras queridas(os) podem ter uma noção melhor de onde vivo. Não reparem na bagunça. Aqui, mais uma foto da salinha. Gosto de espaços com poucas portas.
Esta é a sala de jantar, ou antesala, sei lá. Onde passamos muito mais tempo que na sala. E parte da cozinha.
Mais cozinha. Viram que linda mesa? O maridão que fez também. Mas todo a concepção intelectual foi minha, óbvio. Opa, não dá pra ver direito. Mas a outra mesa é obra do maridão também. Concepção intelectual minha, de novo.
Um dos quartos, que reservamos pros hóspedes. Em cima do sofá-cama, três cópias encadernadas da minha tese.
Outro quarto, que usamos como escritório. Essa bagunça toda é do maridão. Vocês já viram este quarto aqui, quando gravamos uma crítica falada. Ah, e aqui também.
Quarto onde dormimos. Já mostrei esse quarto nos mínimos detalhes neste vídeo. Gatos em cima da cama não inclusos.
Banheiro. O maridão não é capaz de limpá-lo nem pra tirar uma foto. À esquerda tem um box, que já expus aqui, numa história de terror.
A imobiliária avaliou nossa casa em R$ 128 mil, mas na realidade você compra uma casa de 80 m2 num terreno de 420 m2 e leva mais uma, de 60 m2.
















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