sábado, 13 de dezembro de 2008

PETARDOS CONTRA O PETA

Depois de ver um documentário chamado I Am an Animal (que está passando na TV a cabo no Brasil com o título Em Defesa dos Animais, mas também poderia ser Eu sou um Animal: A História de Ingrid Newkirk e o PETA), decidi que a presidenta do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) virou minha ídola. Sempre gostei do PETA, que deve ser a organização de defesa dos animais mais conhecida e radical no mundo. Gostava quando, no final da década de 80, os ativistas jogavam tinta em quem usava casaco de pele. E lembro até hoje de um dos comerciais mais impactantes que já vi, de um desfile de moda. As modelos desfilavam os casacos de pele, e de repente começava a sair sangue deles. O sangue espirrava no público, e a modelo saía da passarela deixando um rastro vermelho atrás dela.
Muito mais tarde, um aluno de inglês meu fez uma apresentação pra classe sobre ser vegan, e trouxe vários folhetos (terríveis) do PETA. Ser vegan é mais difícil que ser vegetariano. O vegan não come nada que venha de animais, incluindo leite, ovos, e, naturalmente, carne. Eu sou a favor, porque não acho que os animais estão na Terra para nos servir. Porém, se eu fosse vegan morreria de fome em pouco tempo. Não estou acostumada a comer só legumes, vegetais, frutas e grãos. Posso ficar um tempo sem carne, mas ser vegan significaria abrir mão de chocolate (chocolate com leite de soja? Não, obrigada!) e queijo. Além do mais, uma coisa é ser vegan na Califórnia, onde há grande abundância de produtos assim. Outra é ser vegan no Brasil, ou mesmo no resto dos EUA, onde esses alimentos alternativos são escassos e caros. É só pra elite mesmo.
O problema, pra mim, é que os vegans não conseguem resolver um impasse. Se os humanos não comessem vacas, elas seriam extintas, como fazemos com todos os grandes animais. Não damos espaço a eles. E uma vaca consome muitos grãos e pastos inteiros. Até parece que deixaríamos que as vacas ocupassem tanto espaço se não fosse por interesse próprio. Portanto, pregar o fim da exploração das vacas não seria igual a defender a sua extinção, realisticamente falando?
O PETA tem mais inimigos que amigos, e é altamente criticado por fazer campanhas de mau gosto, como, por exemplo, promover anúncios de estrelas de cinema seminuas que viraram vegetarianas, o que também equivale a vender carne. Afinal, movimentos de defesa dos animais não deveriam usar a propaganda machista das grandes corporações pra se divulgar. Muita gente condena o PETA por entregar panfletos chocantes pra crianças na porta de escolas, e por algumas táticas de guerrilha um tanto exageradas. Uma vez manifestantes jogaram uma raposa morta no prato da editora da Vogue (aquela megera que foi retratada em O Diabo Veste Prada). E a campanha que o PETA fez comparando animais em jaulas com judeus nos campos de concentração levantou muita polêmica. O slogan dizia: “Pros animais, todo humano é um nazista”. Mas só assim o PETA consegue espaço na mídia. E só conseguindo esse espaço dá pra reverter algumas atrocidades. Se não fosse o PETA e outras associações, as companhias automobilísticas ainda estariam usando animais nos seus testes de impacto (a GM usou animais nos crash tests até metade da década de 80!). O PETA tem o costume de infiltrar voluntários em matadouros, laboratórios e circos e filmar os abusos cometidos contra os bichinhos indefesos. É incrível como pessoas em posição de poder podem ser tão cruéis. Essa gente não se contenta apenas em matar animais. Precisa torturá-los antes.
Outra coisa que o PETA faz seria muito bem-vinda na minha vizinhança em Joinville: ele vai a várias casas que têm cães e tenta falar com os donos sobre bichos subnutridos, presos em correntes, sem chances de locomoção, sofrendo maus-tratos... Francamente, não entendo por que algumas pessoas têm animais de estimação, se é pra tratá-los mal ou ignorá-los. Parece que nos EUA entre 3 e 4 milhões de cães e gatos são mortos todo ano. A culpa é obviamente dos humanos, que não castram seus bichos (e tem que castrar levando ao veterinário! Não vale castrar com “curandeiros”, sem anestesia, como já vi meus vizinhos fazerem), os deixam soltos pelas ruas, não cuidam direito deles. E isso que cães e gatos são animais privilegiados, se comparados aos outros. Esses são considerados nossos amigos. Sabemos bem o que fazemos com os menos queridos...
Pra mim também é duro compreender como as pessoas continuam comprando cães e gatos em criadores e pet shops ao invés de adotar um bichinho carente. É só por status mesmo? Mas sabe uma das críticas que o PETA mais recebe? É aquela antiga: “Como vocês podem se preocupar com animais quando há tantas crianças sofrendo?”. Essa crítica pode ser usada pra tudo. É só substituir “animais” por outro item. Dá pra substituir o “crianças sofrendo” por qualquer outra causa que o interlocutor julgar mais nobre. E o legal é que quem faz essas críticas geralmente não move uma palha pelas crianças. Apenas é contra alguém querer ajudar os bichinhos.

63 comentários:

Anônimo disse...

Lola,

Post muito bacana.

Este comentário sobre a comparacao animais/criancas, me fez lembrar a lamentável situacao de instituicoes de protecao animal que estao tentando trabalhar em Santa Catarina após o desastre ocorrido em novembro.

Transcrevo aqui uma informacao divulgada no site da Lele do "TDUD?" :
"Muito lamentável o descaso das autoridades de Itajaí. No pavilhão chamado "Marejada", as doações dos animais tiveram de ser escondidas para que a imprensa não filmasse e transparecesse que os animais são mais importantes que os humanos."

Aliás, o TDUD comecou uma campanha bem bacana que merece ser divulgada.(http://everywomansamadonna.blogspot.com/)
Saludos
Alessandra

Bruno disse...

Sou Publicitário. Usamos a PETA sempre que precisamos de um exemplo de propaganda que choque, assuste e cause desconforte no interlocutor. Sei que é essa intenção, porém acho essa prática muito forçada e, às vezes, até “desrespeitadora”.
A onda vegan tem se alastrado por muitos lugares. Aqui em Curitiba, os antigos pichadores e adeptos da street art montaram um grupo que picha açougues com os dizeres “carne é crime” e “não coma cadáver”. O ideal desses grupos pode parecer bonito: compaixão pelos animaizinhos. Afinal, também somos animais. Porém, pela famosa da lei da selva, “o maior come o menor”. Pode ver, a natureza também é malvada. Quantas vezes não vimos documentários na Discovery Channel mostrando as caçadas das leoas pelos pobres antílopes? Ou a desova de tartaruguinhas que não consegue chegar até o mar por que aves predadoras se alimentam dos filhotinhos? Retirar a carne da dieta de alguém é até condenável por nutricionista.
Mas o que mais me incomoda mesmo nessa onda vegan é a tentativa de convencimento por parte dos vegetarianos a nós, seres normais. Se eles querem lutar pela igualdade das espécies, defesa dos bons cuidados com os animais, o fim dos abatedouros, tudo bem, tem todo o direito. Porém, deixe a gente em paz. A escolha é deles, não minha. É como eu querer empurrar a minha religião como única, minhas convicções políticas e convencer que meu time de futebol é o melhor do mundo. Vegan consegue ser mais chato que corintiano.

Cereja disse...

A PETA passa do limite do bom senso na minha opiniao, o fim nem sempre justifica os meios. Usar o choque como estrategia pode ser necessario as vezes, mas a PETA acaba saindo como uma attention whore, acho que o radicalismo deles acaba por denegrir um pouco a imagem das pessoas que defendem o tratamento etico dos animais. Eu sou a favor de varios aspectos da causa deles, mas nao tenho simpatia nenhuma pelo grupo em si.

Nao acredito que nos deveriamos parar de comer carne, mas talvez atualmente nos tenhamos sim mais acesso `a carne do que naturalmente teriamos ou necessitariamos pra sermos saudaveis. Se nao fosse pelo problema da acessibilidade da carne a populacao de baixa renda, acho que o nosso sistema de criacao de gado, galinhas etc deveria ser feito de um modo mais humano, com espaco para os animais circularem, alimentacao livre de hormonios etc.

O grande problema e' o custo final de um produto desses, duvido que nao iria pro espaco - ai' quem ja' mal consegue comprar carne e leite hoje em dia vai ficar sem mesmo. Espero que consigam mudar essa industria sem mudar a acessibilidade dos produtos, seria o ideal.

Nao lembro se tinha isso no Brasil (deve ter), mas aqui no Canada' esta' cada vez mais comum os supermercados oferecerem produtos como ovos produzidos por galinhas criadas livres, ou carne de animais criados sem uso de hormonio. Eu dou preferencia a eles quando vejo a venda, sao mais caros mas nao impossiveis de se encaixar em um orcamento de classe media. Espero que a moda pegue, talvez com a economia escala todo esse problema de custo de producao se resolva.

Anônimo disse...

Lola,
Legal seu post. Minha opinião sobre ser ou não vegetariano é a seguinte, eu sou totalmente contra a exploração dos animais e os maus tratos que eles sofrem me deixam terrivelmente mal, incomoda mesmo. Mas eu não vejo nenhum problema em comer animais, contanto que eles sejam bem tratados. Eu sei que comprar carne orgânica ou galinha caipira e peixes não criados em cativeiro sai muito mais caro, mas ninguém precisa comer tanta carne todo o dia.
Então o que eu procuro fazer é reduzir o consumo e comer animais tratados humanitariamente.
O Michael Pollan tem um livro fantástico chamado O Dilema do Onívoro, acho até que a Fer do Chucrute com Salsicha já falou sobre ele aqui nos cometários, onde ele discute essa e outras questões sobre alimentação, produção de comida, consumo, etc... Recomendo muito.
Adoro seu blog, Lola, não concordo com tudo que você escreve, mas ele sempre me faz pensar.
Flávia

Cristine Martin disse...

OLá Lola,

Muito bom o post. Não sou vegetariana, mas também não concordo com os maus tratos infligidos aos animais. Fiquei chocada com sua informação sobre o uso de animais em testes de impacto automobilístico, que absurdo...

Gostei também dos comentários acima, muito sensatos.

Fico chocada também com os maus tratos aos animais de estimação, para quê ter um bichinho se ele será preso em uma corrente, passará fome e não terá nem a oportunidade de tentar se defender, procurando comida por conta própria? isso é campo de concentração, sim senhora. Acho que tem que fazer como a Doris Day, que quando via um cão sem água na vizinhança, dava água ao animal, tocava a campainha e dava uma bronca no proprietário.

No caso da enchente em SC, algumas pessoas podem não ter tido chance de salvar seus bichinhos, mas ao que parece algumas pessoas simplesmente os abandonaram, o que é outra crueldade. É louvável a atitude das instituições que estão tentando ajudar os animais.

Acredito que se a PETA não usasse imagens e argumentos chocantes, não conseguiria atenção; mas se não cutucarmos fundo, a situação não muda. As peruas continuarão a usar seus casacos, e milhões continuarão comendo seus hamburgueres e franguinhos sem se preocupar com o tratamento dado aos animais.

Um grande abraço!

princesa disse...

Eu acho lindo ser vegetariano,tenho amigas que são e as admiro muito por isso.Eu tentei uma vez mas não consegui,como você disse é mais pra elite mesmo,quando eu estava tentando ser vegetariana,tudo que eu encontrava na rua era carne e produtos vindos de animais,os outros eram muito caros,e o pior é que além de caros tinham um péssimo gosto,mas enfim,ainda vou tentar de novo,um dia eu consigo.
Quanto a cães e gatos me dá um ódio imenso de quem tem o bichinho e não cuida direito,a minha vizinha de baixo tem um poodle,você precisa ver o estado do bichinho,ele fica acorrentado o dia inteiro no quintal cheio de lixo daquela bruxa,perto dos próprios dejetos,ninguém faz carinho nele e ele não sai pra passear NUNCA,ela já teve uma cachorra também,deixava a bichinha presa no banheiro,o nome era tigreza,mas a coitada era tão magra que as crianças da vizinhança chamavam ela de magreza,já morreu a pobre.e a vizinha de trás também tem um cachorro que fica restrito a lage,e antes dela uma outra vizinha tinha uma pastora belga na mesma situação.quanto a essa do poodle eu já pensei até em denunciar,mas eu dúvido que façam alguma coisa,e se fizerem vão fazer o quê?levar pro centro de zoonozes,ou seja o bichinho vai ser morto em três dias.Sei lá,acho que o bichinho tem mais chances de sobreviver com a megera.
Quanto a mim,eu pretendo ter um cachorrinho,mas eu não vou comprar,primeiro porque acho errado estipular um valor pela vida do bichinho,segundo porque não quero dar dinheiro praqueles criadores cretinos.Eu vou adotar.Se eu achar um bonitinho e da raça que eu quero,maravilha,se não pego um vira-lata mesmo que eu sei que vai me dar amor igual.
Mas sabe eu acho que uma parte dessas pessoas que compra,compra porque acha que nesses lugares de adoção só tem cachorros doentes,e as vezes a pessoa não tem condição financeira e nem psicológica de cuidar de um bichinho assim.

L. Archilla disse...

não tenho opinião formada sobre o PETA, pq vi pouquíssimas campanhas deles. a maioria feitas pela lisa simpson ahahahah - acho q eles são mais populares lá fora, né?

eu gostaria de ser vegetariana, mas tenho um vício chamado frango. apóio o vegetarianismo nem tanto por amar os animais (não tenho muito sentimento), mas pq a natureza como um todo sofre com o cultivo em massa de carne. "cultivo em massa de carne" ficou bem estranho, mas a gripe não tá me deixando pensar muito. enfim, o gado bovino consome MUITA água e MUITO vegetal. se essa água e esse vegetal fossem consumidos por seres humanos, renderiam muito mais do q a carne que esse mesmo boi vai virar depois. credo, como tô escrevendo mal! mas acho q dá pra entender. o frango tb não é nenhuma maravilha, mas o boi ainda ganha disparado em termos de desperdício ecológico. penso q se ao menos as pessoas diminuissem consideravelmente o consumo de carne vermelha, já estariam fazendo um bem enorme à natureza. parei de comer carne vermelha em setembro e me sinto muito bem!

quanto aos vegans, é complicado... temos q lembrar q não é só a exploração animal q destrói o meio ambiente. um cultivo vegetal mal feito, sem planejamento, pode ser tão nocivo quanto uma queimada. então, não basta apenas não consumir produtos feitos de ou testados em animais. o certo seria a gente ter certeza absoluta de como é produzido TUDO o q a gente consome. ou então plantar tudo no quintal e viver como os índios brasileiros em 1500!

Anônimo disse...

Acho engraçado que sempre quem critica os vegetarianos de serem propagandistas é quem trata comer carne como objeto de culto. Eu sou vegetariana, nunca incomodei ninguém com isso, nunca fiz propaganda ou tentei converter ninguém, e tenho a impressão que tem gente que se sente incomodada. Como o simples fato de você ter feito essa opção coloque a pessoa na berlinda. Sinceramente Bruno, quem come carne é normal, então quem não come é anormal? e a gente que tem preconceito contra vocês, coitadinhos comedores de carne? aff. comparar maus tratos a animais com o que ocorre na natureza é uma falácia. animais não torturam. o que separa o ser humano dos outros é essa capacidade. E outra, essa de nutricionastas condemam tirar carne da alimentação é outra mentira. Existem vários nutricionistas vegetarianos. Quem fala isso é quem acha que comer carne é a única alimentação existente. Sua última frase é algo como falar: você quer lutar por um mundo melhor? pode lutar,mas deixe quem gosta do mundo injusto, feio, preconceituoso em paz. Não faz o menor sentido. abraços Lola.

Gi disse...

Estou com o Bruno.

Meu ex-namorado dizia o seguinte: um fuma cigarro e aí o resto experimenta e gosta, daí este um que fumava cigarro passa pra maconha e o povo imita, aí passa para aquela outra e mais outra... até não acabar mais e esse um sempre vai mudar pra poder se sentir "diferente da tchurma" e é assim que eu vejo toda essa febre do politicamente "correto" em todas as esferas da vida. Está um saco. O mundo tá ficando ultrachato. Imagine ter amigos ou tentar ter um amigo assim, defensor de mil causas. Uff..

Gi disse...

Ninguém em sã consciência vai gostar de ver o animal sofrendo, mas conheço uma pá de gente que se esbalda na churrascaria. A Brigitte Bardot é uma "incansável" "lutadora", "defensora" dos animais e vive sendo hiperpreconceituosa contra os muçulmanos, enquanto o país onde ela nasceu e cresceu só não mata formiga pra comer, porque o resto do "reino animal" vai todo pro estômago da francesada. E olha que nunca fui assim tão carnívora e adoro restaurantes vegetarianos, diga-se de passagem! Mas sou do estilo: nunca digo nunca nem sempre. Não consigo chegar e para radicalmente algo. Acho que só chiclete mesmo que me fazia mal ao estômago e era viciada! ;-)

E essa seita aí agora desse cara louco da Yoga? Essa gente estraga o Yoga praticado com responsabilidade.

Anônimo disse...

E outra, acho engraçado como o pessoa que é o tipo padrão do brasil (homem, branco, católico, classe média, que come carne, ou seja, pertencente a qualquer categoria que não seja a minoria ou corresponda a uma alternativa de pensamento) adora fazer essa pose de coitadinho. Aprenderam com o Reinaldo Azevedo? Essa coisa de ai, pobrezinho da gente. Somos uma minoria oprimida pelos politicamente corretos, ninguém se importa com a gente. Esses evangélico/ateus/vegetarianos/de outra raça querem nos converter e levar nossas filhas. Eu acharia engraçado se falácias retóricas não me deixassem tão irritada.

Anônimo disse...

Lola considero muito importante que se discuta esse assunto, embora eu tenha que confessar que não formei opinião pessoal a respeito. Li todas as opiniões e continuo sem a minha. As questões culturais são fortíssimas dentro da gente.
Adoro cachorros e acho estranho que
na China comam cachorros.
Gosto de comer camarão e minha
bisavó dizia: ui que horror, comer
esses bichos que parecem larvas...
Muitas vezes assei coelhos, fiz strognoff deles e minha mãe nem chegava perto da mesa. Pois é.
Estranho esse mundo. Muito estranho. Abraço da Fatima.

h e r i c k y × disse...

acho ke tem uma coisa muito clara na história, mas que ainda não atingiu a discussão aqui nos comentários, então eu vou falar.

o PETA é uma entidade internacional, por assim dizer. eles lutam contra uma realidade americana/européia, como queiram, de se usar peles de animais no frio do inverno, que simplesmente não se encaixa com a realidade brasileira. isso é que deve ficar muito claro pra todos nós ao ouvir falar de um escândalo que eles fizeram com gente manchada de tinta e pelada na Chechênia. se não, como convencer os russos a trocar suas peles quentinhas por outras roupas no frio de -30 graus? --'

eu tenho uma amiga que é desse tipo "chato" - vegetariana, anti-fumo, anti-drogas, até anti-sexo se bobear (eu brinco que ela não devia ter assinado tantos contratos com o Greenpeace), e de maneira alguma ela fica tentando me converter nem me enchendo o saco se eu fumo, se eu me drogo, se eu quiser sair caçando animais e levando a cabeça deles pra pendurar na minha parede. ela não tá nem aí, e eu também não vou aparecer na frente dela usando uma linda jaqueta de peles feita com o couro de 564 pequenas chinchilas, vou?

se o PETA quisesse lutar no Brasil como eles fazem no exterior, teriam que lutar mais pelos cachorros e gatos abandonados, porque convencer as pessoas a não comer carne no maior país produtor/matador de bois do mundo, é quase uma utopia. e ninguém pode dizer que os peões das fazendas não amam o gado - oh, eles amam. amar pra matar parece muito simples aqui, por ser feito aos milhões. alguém acha que alguma artista pelada dizendo "Sou vegetariana" ia sensibilizar as pessoas numa conjuntura dessas?

e de qualquer maneira, hoje em dias todas se pelam mesmo já no início da "carreira" ¬¬

lola aronovich disse...

Que legal, pessoas! A discussão tá boa, ainda mais pra um sábado fraco... Então vamos lá, colocar mais lenha na fogueira pra não deixar o fogo morrer.

Alessandra, pois é, acho louvável essas associações que resgatam animais em tragédias como enchentes, terremotos, furacões etc. É preciso lembrar sempre os idiotas que salvar animais não significa deixar de salvar as pessoas. Há montes de organizações ajudando pessoas, e isso é ótimo e necessário. Mas não se deve esquecer dos animais também. Eu odeio essa superioridade humana de achar que nós somos os mestres do universo e podemos fazer do planeta o que quisermos.


Bruno, acho engraçado que PUBLICITÁRIOS (que não são nenhum exemplo de ética - eu já fui redatora publicitária) usem propaganda de uma ONG sem fins lucrativos como a PETA (não sei se é O ou A Peta) como exemplo de propaganda chocante. Tipo, como se não existissem dezenas de comerciais de empresas privadas que chocam, assustam e causam desconforto na população. Por exemplo, todas essas campanhas que imitam e glamurizam estupros vc acha que causam o quê em boa parte da população feminina? Tesão? Vontade de sair correndo pra comprar o produto?
E justificar a natureza selvagem - natureza esta que vivemos destruindo, e pela qual não temos o mínimo respeito - pra explicar o comportamento humano é bem cansativo, não acha? Isso de “o maior come o menor” serve pra justificar também a opressão que as minorias sofrem, o tal darwinismo social. “É assim que as coisas são”. As coisas podem deixar de ser assim.
Eu tenho amigos vegans e vegetarianos e nunca, jamais, nenhum deles fez campanha pra que eu deixasse de comer carne. Claro, conversamos sobre isso, mais por curiosidade minha que por vontade deles de me converterem. Tenho muito mais amigas e conhecidas que fazem campanha pra que eu adote um tipo de diet shake que amigos vegetarianos fazendo campanha pra que eu coma soja. Vejamos, as pessoas falam mais de que? Dieta de emagrecimento ou vegetarianismo? No contest, né?
Ainda assim, acho que vegans e vegetarianos (ainda mais em associações de defesa dos animais) têm todo o direito de fazer suas campanhas. Francamente, eu não só apóio como aplaudo. Fazer campanha pra marca de carro é fácil. Muita gente tem carro, e muita gente quer ter carro. Carro faz parte do padrão dominante. Agora, fazer campanha pra que a maioria carnívora (eu inclusa) pense nos animais é muito mais difícil. Eu admiro minorias que remam contra a corrente.

Cacá disse...

Lola, eu tenho 15 anos e sou vegana há dois. Com treze anos decidi de parar de comer carne e uma semana depois parei de comer qualquer derivado.
Não sou rica, nem estou perto disso e também adoro chocolate. É uma questão de força de vontade mesmo.
A vaca leiteira vive uma vida totalmente artificial, isso me choca muito. Elas tem que produzir 12 vezes mais leite do que o normal, imagina isso numa mulher, como deve ser doloroso.
Leite e ovos são tão mais crueis que carne, e MATAM também. Dá pra imaginar o destino de pintinhos e bezerrinhos machos que nascem, né?
Se você realmente acredita que os animais merecem algum respeito, pense nisso, Lola.
Só de ler seu blog ja te adoro muito. Você é uma das minhas maiores idolas haha, acho que por isso que imaginei que você fosse vegana ;)

má disse...

Olá Lola!
Concordo com a anônimo sobre a opinião do Bruno. Também sou vegetariana e não tento converter ninguém, meu namorado come carne e acho isso uma escolha. Graças ao processo civilizatório não "necessitamos" comer carne. "ESCOLHEMOS" comer carne, não é mais ("era") uma necessidade comer carne, socialmente falando e também nutricionalmente comprovado.
Portanto acho a comparação do Bruno com a lei da selva infeliz e totalmente ahistórico.
Sobre o PETA LOla, ainda não tenho uma opinião formada não.Não estou envolvida nestes movimentos, mas o vídeo de vivissecção que ví uma vez era também beem forte!

Abraços e gostei do post do bom blog! rsrs

lola aronovich disse...

Cereja, como eu disse no post, a Peta realmente usa métodos polêmicos. Não gosto que usem mulheres nuas, por exemplo. Por outro lado, é preciso chocar pra chamar a atenção. A mídia (com seus anunciantes) não vai dar atenção pra um grupo assim a menos que eles façam coisas exóticas e agressivas. Há muitas outras entidades de defesa dos animais, e muitas odeiam a Peta porque a acham radical demais. Mas muita gente só sabe que existem organizações que defendem os DIREITOS dos animais por causa da Peta. Nesse caso acho que os fins justificam os meios. Oh God, escrevi mais um texto imenso. Vai ter que virar post. Mas sabe, isso de produzir alimentos por animais que não são maltratados é coisa de país rico. É pra atender um nicho de mercado que sente-se culpado por consumir e pode pagar pra apaziguar essa culpa. O certo seria que houvesse fiscalização e fosse exigido que abatedouros e galinheiros tratassem com o mínimo de dignidade os animais. Não que isso fosse um produto pra elite.


Flávia, bom, essas organizações de defesas dos animais já pedem pra que as pessoas pelo menos diminuam o consumo de carne. Se não dá pra parar de comê-los, vamos ao menos comê-los menos. Já ajuda. Vou tentar ler esse livro, O Dilema do Onívoro, assim que acabar de ler os outros 25 livros que preciso ler pro concurso. Obrigada, Flávia! É bom saber que faço as pessoas refletirem um pouquinho. Minhas leitoras(es) tb me fazem refletir.

Ferdinando disse...

"Mas sabe uma das críticas que o PETA mais recebe? É aquela antiga: “Como vocês podem se preocupar com animais quando há tantas crianças sofrendo?”. "
Me desculpe Lola, mas isso é boneco de palha, exitem criticas mais consistentes à eles.
A causa da PETA é elogiavel, mas o comportamento deles é incaceitavel. "Liberar" animais carnivoros de zoologicos ou de donos particulares e forçar eles a uma dieta vegetariana? Isso é completamente ridículo, e obviamente todos os animais submetidos a isso morrem.
Vandalismo em geral também não adianta nada, tu só cria inimigos ao invés de aproximar as pessoas de ti. É tática de um grupo que está contente em manter um nucleo fiel e ser odiado por todo o resto do mundo. Funciona para uma igreja, não para uma causa humanitária.
No final das contas a impressão que fica é que a PETA seguiu o mesmo caminho da MADD, eles se enamoraram da posição de grande ONG e agora vão fazer tudo para tentar mostrar que são necessarios, por mais que os atos deles não façam nenhum sentido em relação a causa que eles dizem defender.
E como o/a Cereja disse, a PETA acaba só denegrindo a causa dos direitos dos animais.

lola aronovich disse...

Cristine, e os animais usados em testes pra cremes de beleza? Tem marcas que os usam até hoje... Se não fosse essas organizações “terroristas” e exageradas como a Peta, nem saberíamos. É, não entendo por que alguém decide ter um cachorro se é pra deixá-lo preso numa corrente. Tem pessoas que nunca vêem o cachorro, nunca tocam nele, nunca brincam com ele, e as crianças da casa o ignoram tb. Eu fico pasma. Qual a graça de ter um bichinho de estimação então? Tem gente que só fala com o bicho se é pra mandar ficar quieto. Se eu fosse um cão acorrentado eu iria latir bastante, pode crer.


Princesa, é muito difícil a gente mudar a nossa alimentação. Ela vem de muitos e muitos anos, e tá ligada não apenas à rotina e sobrevivência, mas a memórias afetivas tb. Eu juro que queria ser vegan. Mas o que eles gostam de comer eu não gosto muito. Eu gosto de queijo, de cheeseburger, de chocolate ao leite, de ovos, às vezes de ovos com bacon, e de vez em quando eu acho um rodízio de carnes irresistível. É muito difícil eu aprender a olhar prum grão e salivar.
Que horror isso que vc conta do trato da sua vizinhança com os animais. Aqui tb é assim. A expectativa de vida dos bichos de estimação é baixérrima. Eles vivem uns dois anos apenas, não mais. A Blanche estaria morta há anos se eu não tivesse pedido ela pra uma vizinha. As gatas que estavam com ela, soltas na rua, embaixo dos carros, morreram pouco depois de eu “resgatar” a Blache.
Eu tô louca pra adotar um cachorrinho. Tô sentindo muita falta de um. É isso, não tem nada que comprar animal. Tá cheio de bichinho precisando de um lar. Vira-latas são lindos. Meu cachorrinho Hamlet, morto em dezembro passado com quase 16 anos, era uma mistura de yorkie e daschund. Nunca mais vou ter um cão tão lindo como esse. Nem tão original.

lola aronovich disse...

Ah, é verdade, Lauren: a Lisa é ativista. E ela é a única personagem inteligente dos Simpsons. Interessante. Isso que vc fala do consumo de grãos e água de um boi é o que essas organizações pró-animais dizem. Pra elas, não dá pra ser ecologista sendo carnívoro. Porque se a gente comesse diretamente o que as vacas e bois comem, ao invés de dar pra eles comerem, e aí a gente come eles, o impacto ecológico seria muuuuuuuuito menor, não há dúvida. O problema, pra mim, pelo menos, é que comer não é só uma necessidade. É também um prazer. E eu como gergelim e linhaça e grãos de aveia, mas sem prazer. Melhora logo dessa gripe, Lauren! Mas garanto que sua escrita não sofreu com ela (e não quero dizer que vc sempre escreveu mal, apenas que está na sua cabecinha carnívora que vc tá escrevendo mal).


Anônimo, tô com vc. Acho o cúmulo criticar as minorias, ainda mais as minorias que lutam pra que o mundo melhore. Aí a gente olha pras feministas, por exemplo, e diz: “Tá vendo?! É por isso que o mundo é uma droga!”. Ahn, não. Não mesmo. Elas só combatem o status quo. E acho que a Peta faz o mesmo. Os vegetarianos certamente não representam ameaça alguma ao mundo. E lógico que há nutricionistas que tentam promover dietas vegan. A Peta, em sua página, tem receitas vegetarianas e pedem pra que as pessoas façam uma experiência de viverem como vegans durante 30 dias. É uma falácia tb o que eu estou dizendo, que eles só comem grãos. Eu que sou ignorante, porque sei quase nada da dieta deles. Mas acho que uma reeducação alimentar pode ser muito saudável.

lola aronovich disse...

Gi, eu SABIA que vc iria estar com o Bruno!.. Assim que vi seu nome eu já sabia como vc iria se posicionar. Querida, seu argumento não faz o menor sentido. Comer carne não é se sentir o diferente da turma. É ser parte da maioria, do padrão dominante. Ser diferente é não comer carne. Inclusive, ser diferente é ser politicamente correto, isso que vc chama de um saco. Pra mim, o mundo tem muitos defeitos, e quem luta pra melhorá-lo nunca é chato. Chato é quem aceita tudo como é sem refletir e quem fica dizendo pros que lutam “por que vc tá fazndo isso, seu chatonildo? Nunca vai conseguir mudar nada!”.
E o que vc tem contra a Brigitte Bardot, pô? Eu não concordo com um monte de coisa que ela diz, mas essa parte dela de ser uma incansável defensora dos animais (tudo sem aspas) eu admiro. Posso ser contra o que ela fala contra os muçulmanos e ainda assim festejar que ela pose ao lado de foquinhas.


Anônimo (assine seu nome, ponha um apelido, iniciais, alguma coisa): perfeitamente, eu tb me revolto com isso. Acho que tem até nome pra isso, não? Quer dizer, não: acho que o “white man's burden” (a cruz do homem branco) se refere a outra coisa. Mas é isso mesmo: quem faz parte do padrão dominante fica choramingando que umas minorias guerreiras estejam querendo mudar “as coisas como elas são”. Deve ser o meu lado de esquerda, mas eu fico do lado das minorias guerreiras, sempre.

lola aronovich disse...

Fátima, sem dúvida, aprendemos o que comer e o que não comer desde que nascemos. E é muito difícil mudar isso. Somos educados pra achar um cão e um gato fofos e queridos (e mesmo assim os maltratamos), não pra comê-los. É muito difícil mudar isso. Coelho eu não como, porque o bichinho tá muito perto de bicho de estimação pro meu gosto. Dá pra gente se reeducar, imagino, mas ninguém disse que é fácil.


Hericky, tem toda razão. Não dá pra esquecer que a/o Peta é uma organização que opera nos países ricos, cria dos países ricos. É a mesma queixa que se faz a grupos feministas da EUA e da França. A condição da mulher lá é muito diferente da condição da mulher no terceiro mundo. Acho que o Peta luta muito mais contra a indústria da moda (que é pura elite) adotar roupas de pele que contra o pessoal pobre da Chechênia usar pele. O pessoal pobre não é o alvo deles. Acho que o Peta critica muito mais a futilidade que a necessidade. (mas sabe, eu vivi em Detroit durante um ano, e lá fez frio de quinze graus negativos durante muitos meses. E eu comprei um casaco sintético numa loja de roupas usadas - custou 9 dólares, se não me engano - e funcionou maravilhosamente bem).
Bom exemplo esse que vc dá da sua amiga ultra-“chata”. Pois é, a minha realidade é que vem muito mais gente do padrão dominante chorar suas pitangas que gente favorável às minorias. Juro: eu ouço falar de dieta toda semana. Todas as revistas femininas falam em dieta. Por que a gente não é contra elas? Por que elas não são chatas, e os vegetarianos são? Quem tá ditando quem é e quem não é chato?
Certamente, uma entidade como o Peta aqui iria lutar pelos cães e gatos abandonados, muito mais que contra os frigoríficos.

lola aronovich disse...

Cacá, ah, que fofo o seu comentário! Pois é, sempre esqueço que existe uma palavra pra isso em português tb, VEGANA. Olha, eu parei de comer tudo que vinha do mar quando vi um peixe ser aberto na minha frente na escola, numa aula de ciências. Tinha sete anos. Antes disso eu gostava de atum. Aí, aos 12 ou 13, vi uma galinha ser morta na minha frente. Pronto. Fiquei sem comer frango durante um ano. Se eu visse um boi ou um porco sendo abatido, acho que não conseguiria comer nunca mais. E isso que vc diz sobre a produção de leite e ovos é totalmente verdadeiro, e igualmente chocante. Eu gostaria de ser vegana e tenho muito respeito por pessoas como vc, que conseguem, mas eu ainda não atingi esse estágio. Mas se vc quiser contribuir com um guest post sobre a sua dieta de todos os dias, fique à vontade. Sério: o que vc come? Como se prepara? Como vc tomou sua decisão tão novinha? Me mande um email, se quiser: lola@lost.art.br
E sobre eu ser “ídola” de alguém, ha, vc ficaria tão decepcionada, se convivesse comigo mais de dez minutos!...

lola aronovich disse...

Má, é, eu também concordo com o anônimo. Leia as respostas que eu dei. É, comer carne é uma escolha, mas também é uma imposição cultural. E isso é muito difícil de derrubar. Por isso admiro quem tenta. Abração!


Ferdinando, eu sei, por isso que eu disse que essa é UMA das críticas que o PETA mais recebe. Inclusive porque essa de “como vcs podem se preocupar com animais?” é uma que EU sempre escuto quando digo que adoraria ter um abrigo animal. O pessoal me olha como se eu fosse uma monstra e pergunta: “Mas... mas... E as crianças?”.
Sei que a Peta tem vários comportamentos “excêntricos” e radicais demais. Mas pra muita gente (eu inclusa), ela é a única que realmente chama a atenção pros direitos dos animais. Ela faz muita gente pensar. E eu vejo como ela é odiada até por gente de esquerda, e só posso pensar que a propaganda do status quo contra um grupo de defesa dos animais vem sendo eficiente...

Ana disse...

Dona Dolores,:-)

olha, eu morei em sítio -e tou doida pra voltar - e a gente comia ovo, bebia leite, numa boa. Se a gente não comesse, estragava no galinheiro ou virava uma pintaiada doida que teríamos que soltar pelo sítio e ficariamos sem a horta. Se todo mundo resolvesse parar de comer frango, dez paus que matavam todas elas, pq elas comeriam a única fonte nossa: grãos e verduras. Sem mencionar que a coitada da Vaquete teria as tetas entupidas ou teria que viver prenha pra poder dar vazão e teria o mesmo fim das penosas.

Agora, o gozado. Mamãe até comia nossos coelhos, mas eu comprava carne no açougue. Era uma berraria dos infernos quando tinha que matar coelho ou galinha e eu invariavelmente passava dias sumida por conta daquilo. Mas ia no açougue se tivesse que ir. Paradoxos...

Fazer gato virar vegan é demência. O bicho fica doente e com falta de nutrientes, um não morreu pq tomamos o gato da mulher.O organismo dele é assim, cadeia alimentar e tudo aquilo que aprendemos no colégio. O gato é carnívoro, nós somos onívoros. Em outras palavras, a gente pode se virar - embora haja controvérsia no assunto - eles não.

Tenho meus felinos, ajudo a todos que posso e quando começam o lero de criança, eu pergunto quantas crianças o chato ajuda. Geralmente a pessoa fica com cara de azeitona. Aí eu aproveito e dou meu tiro de misericórdia: mostro trabalhos de alunos que preparo de graça pro vestibular, alfabetização, etc. Ouch.

beijos
PS: tu não me respondeste se recebeu meu email no lost art.

Elyana disse...

Eu concordo com as causas do PETA. Mas pra mim esse papo de usar mulher pelada pra chocar é uma grande balela. Isso não é nada de chocante ou inovador. É apenas mais um pouco de exploração misógena. Vc acha que um cara que vê uma foto vai pensar em não comer mais carne ou vai querer "comer a carne" dela? Não vejo a eficácia disso. E sobre casacos de pele, eu sempre achei que eram um absurdo até conhecer uma russa que me disse: "E vc acha que dá pra agüentar um frio de -40 com tecidos sintéticos?" Como eu sempre penso: Perspectiva é tudo.

Leo on line disse...

Bem, o que tenho a dizer é que sou vegetariano, não vegano, portanto bebo leite e como ovos, de vez em quando. Lactose de mais prejudica as articulações e ovo todo dia ninguém aguenta. Acho interessante a atitude dessas pessoas que lutam pela defesa dos animais, mas optei pelo vegetarianismo por uma questão de saúde, bem estar mesmo. Não sou muito fã de adotar animais, mas os que tive cuidei com o maior zelo. Tive um gato (Mingau) que me ensinou a perder o preconceito com os bichanos e agora temos um cachorro vira lata (o Ursinho que é lindo) que minha irmã encontrou abandonado na rua recém nascido a quatro anos atrás e o criou na mamadeira, dando de mamar de duas em duas horas,inclusive de madrugada. Mas acho exagero algumas atitudes desses grupos, acho que o mais importante é ter bom senso.
Ah, não é tão caro assim ser vegetariano não, aliás é até mais barato se levar em consideração o preço dos quilos de carne que se consome no mês e tem chocolate de soja que é uma delícia, caso queira fazer uma opção vegana.

Lili disse...

Já fiz macrobiótica na adolescência, por mais de dois anos. Mas morava em São Paulo, onde o acesso a este tipo de produtos era mais fácil, agora, com a moda vegan então, deve estar mais ainda.
Hoje eu moro em um Estado que tem mais gado do que gente, e como muita, muita, carne. Carne fresca, saborosa, tão boa que quando vamos para o sudeste, ninguem consegue comer carne.
Quanto ao bichinho de estimação, comprei depois de muita pesquisa, um filhote de shitzu, para ajudar na recuperação de um trauma da minha filha. Foi o dinheiro mais bem gasto da minha vida, ela nem precisou mais de terapia. Ele tem exatamente a personalidade descrita na raça, e é a paixão de todos aqui da casa.

Cereja disse...

Nao sei Lola, como eu falei acho que propaganda de choque pode valer sim mas a PETA perdeu a direcao da coisa, eu apoiaria o trabalho deles se achasse que fosse serio o suficiente. E nao sei se e' o caso so' pra fiscalizacao do trabalho dos criadores, acho que teria que haver uma legislacao mesmo, acho que muita dessas praticas crueis contra os animais nem ilegais sao ainda.

E esses produtos organicos da vida podem ate' explorar o nosso sentimento de culpa, mas tem sempre uma chance de, caso esse mercado cresca, ganhe impulso de verdade e se torne mais acessivel. E' a mesma coisa da questao ambiental, uma hora a gente vai ter que mudar de verdade, mesmo com a maior parte dos produtos reciclados e ecologicamente corretos sendo exploracao da culpa no momento, um dia eles vao ter que virar a norma. Ou isso ou o planeta vai pro brejo, das duas uma!

Cereja disse...

*legislacao mais especifica

Mei disse...

haha...eu já,escrevi uns 3 comments e deletei todos porque estava óbvio demais e vaisendo...

Assim como alguns comentários de algumas pessoas que li aqui, eu sou vegetariana e nunca fiquei fazendo propaganda ou tentando fazer alguém parar de comer carne. É uma escolha minha: se tem olho não como e não visto!!

E também sou "chata"..não tenho carro, não tenho celular, não tenho tv, não tenho dvd player, não tenho ipod...as pessoas se incomodam quando não fazemos parte do "mainstream", e eu juro que gostaria de entender o motivo.


Ia escrever sobre o PETA...mas deletei também...

Sarah disse...

Lola, sempre leio seu blog e agora tive que comentar.

A presidente do PETA financiou, por debaixo dos panos, ataques a centros de pesquisa científica em universidades americanas. Pesquisas essas que usavam animais como cobaias. Anos de pesquisas sobre remédios e doenças como câncer foram perdidos.

A vice presidente do PETA tem diabetes séria. Todos os dias ela injeta insulina em seu corpo para viver. A insulina só foi sintetizada porque animais auxiliaram na criação do medicamento.

Veja bem, eu amo os animais,não sei viver sem bichos perto de mim, mas entendo que, se for preciso que alguns morram para salvar a vida de uma pessoa (como a vice presidente do PETA), eu não hesitaria um minuto em sacrificá-los. A maioria dos remédios e muitos procedimentos médicos que existem hoje, que salvam vidas de milhares de pessoas todos os dias, existem porque animais deram suas vidas para isso. E o PETA não respeita a vida, respeita a incoerência.

Se o PETA colocasse em prática todas suas "lindas" idéias, voltaríamos ao século 19, onde 2 a cada 3 crianças que nasciam morriam de complicaçôes e doenças hoje tratadas com remédios testados em animais.

Me desculpe, mas se alguém prefere ver bebês morrerem enquanto coelhos contentes comem couve no jardim, tem algo muito errado nesse mundo.

Marjorie disse...

Eu concordo com a causa do Peta, mas não concordo com alguns dos métodos que eles utilizam.

Vi no site aboutface.com uma propaganda bastante sexista feita pelo PETA e as meninas do site mandaram uma carta à ONG, dizendo o que achavam. O Peta basicamente respondeu dizendo que os fins justificam os meios. Quaisquer meios.

(Agora não tenho as fontes, mas já vi o Peta retratando a mulher como objeto várias outras vezes. Tipo meninas panfletando nuas, com uma atitude meio sexual e tal, só pra chamar a atenção dos caras que passavam).

Enfim, eu não concordo com essa linha dos "fins justificam os meios". A resposta que o Peta deu às meninas do about face era basicamente esta: "olha, nossa causa é mais importante do que todas as outras, então foda-se se a gente prejudicar outras causas pela nossa. Fazer o quê? Temos que chamar a atenção!".

Tb detesto a coisa de jogar tinta no casaco dos outros, porque é uma invasão, uma agressão. É tratar a pessoa que usa o casaco como um monstro, e não um ser humano com quem se pode conversar sobre o assunto. Jogar tinta só provoca raiva no dono do casaco (ou seja: ele não vai ser sensibilizado nem conscientizado) e não ataca a indústra que produz estes casacos diretamente. Eu não acho certo jogar tinta em NINGUÉM, não importa qual seja a causa. Para mim, nada justifica a falta de respeito.

Bjs

Marjorie disse...

Sarah:

concordo com você. Acho que, quando se trata do tratamento de doenças, os testes em animais são um mal necessário.

Eu costumava pensar "porra, mas esses produtos não são para os humanos? Então, vamos assumir a responsabilidade e testar em humanos, uai! Por que sacrificar os animais para o NOSSO benefício?". Só que, se os testes fossem feitos em humanos, somente os pobres seriam cobaias. Os ricos não iriam querer correr o risco de sofrer reações adversas ou até de morrer em troca de um dinheirinho. Afinal, eles não precisam de um dinheirinho. Então, os testes em humanos acabariam se tornando uma forma de exploração dos mais pobres. Então, a única solução que eu vejo é o teste com animais, não tem jeito.

O que eu não concordo (e me deixa puta) é o teste de cosméticos em animais. Afinal, cosméticos não salvam a vida de ninguém. É uma futilidade. Por que centenas de milhares de animais têm de sofrer ou morrer para que a gente possa pagar de gatinha??? Isso não está certo.

Denise Arcoverde disse...

Lola, eu fui vegetariana por sete anos, um dia acordei e mudei de idéia, não morro de vontade de comer carne, mas não me sinto culpada.

Gosto das propagandas chocantes, mas me cansa a apelação pra nudez, tá, acaba funcionando, mas é aquela coisa de cobre um santo e descobre outro.

Bjs

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Hey hey,Lola (: é a primeia vez que escrevo mas não quer dizer que não não achei interessante os outros post :] esse me chamou a atenção por eu ser vegetariana e escutar muitas asneiras de pessoas que não sabem muito sobre o assunto.Bom,eu tenho 16 anos e fiquei sabendo do seu blog com a minha professora de redação/literatura e teatro a quem admio muito :)moro em brasília e é meu ultimo ano de escola \0/ pretendo fazer VETERINÁRIA para ajudar aqueles que eu posso.Não gosto de lidar com ser humano .. ainda mais doente.Acredito que os animais devem ser respeitados e ter seu lugar na sociedade,essa é a hora de um babaca falar:

' é!um lugar no meu prato! haha'

,mas enfim .. não sou nenhuma ambientalista ou hipponga..apenas me preocupo com os animais assim como eles se preocupam conosco.Concordo com você quando a PETA ou qualquer outra organização choca as pessoas pq é assim que elas tem espaço!Me preocupo com os humanos mas nem tanto quanto os animais (: enfim .. tenho muitas 'teorias' sobe isso .. mas foi bom encontra alguem que pense assim (:

Parabens pelo blog :* Fernanda Campelo

lola aronovich disse...

Dona Ana, não estou querendo entregar a sua idade, mas os tempos são outros de quando vc morava em sítio. Hoje, nos EUA, por exemplo, já não existe mais essa idéia bucólica de vaquinha e três galinhas criadas soltas num sítio para garantir a subserviência da família. Adotou-se um modelo industrial. Não existe mais gado criado solto nos EUA. E nem agricultura familiar. É tudo feito por enormes empresas, com subsídios do governo. Também acho que, se a gente não comesse mais frango ou vaca ou o que tiramos delas, elas seriam extintas. Não permitiríamos que comessem os nossos grão ou ocupassem o nosso espaço. E esse é o embate, pra mim: se eu fosse vaca, repare no SE, eu preferiria viver, mesmo que viver um pouquinho e em condições terríveis, ou deixar de existir? Juro que não sei.
Concordo que gato não nasceu pra ser vegan. Ninguém quer isso. Ainda que o meu gatinho adore batata e abóbora cozida, ele come ração com carne.
Ah, recebi seu email, sim. Só estou sem tempo pra responder...


Elyana, concordo. Não gosto nada disso de usar mulher pelada. E concordo que não é nem um pouco eficaz. Mas quanto a casacos sintéticos, olha, eles aguentam qualquer frio sim.

lola aronovich disse...

Leo, há, ontem mesmo recebi um email de um leitor do jornal (este post saiu no jornal tb), e ele é defensor de animais e disse que conhece alguns vegetarianos que não comem animais não porque sentem pena deles, mas porque querem distância deles. Simplesmente não gostam de animais, vivos ou mortos. Eu nem tinha pensado nisso. Aí, quando comecei a ler seu comentário, pensei que vc pudesse ser um desses. Mas não, vc teve um Mingau e tem um Ursinho. Acho que nunca provei chocolate de soja. Mas barato não deve ser, certo?


Lili, estado que tem mais gado que gente... Isso é Goiás? Ou eles têm mais tomate que gente? Olha, eu não estou preparada ainda pra virar vegetariana, muito menos vegana, porque salivo só de pensar em churrasco. Gosto muito mesmo. Mas só consigo comer se não pensar de onde vem. Pura hipocrisia, eu sei.
E sobre o filhote de shitzu, se é pra um fim específico - precisa ser de tal raça e tamanho pra ajudar a sua filha -, acho compreensível. Meu primeiro cachorro também foi um de raça, um Yorkie lindo, que a gente comprou, porque morava em apartamento e não podia ter um bicho grande. E também, foi meu primeiro. Na época ninguém na família pensava em adotar um vira-lata. Hoje é diferente. Estou mais consciente, vivo em casa, e sei que vira-latas são lindos e queridos.

lola aronovich disse...

Cereja, entendo o que vc quer dizer. Acho que o Peta exagera sim às vezes, e quer chamar a atenção acima de tudo. Mas também olho com muita atenção toda essa unanimidade criada contra o Peta. Porque é muito suspeito. Vejo gente que é de esquerda ser contra o Peta, gente que é vegetariana, outros grupos de defesa de animais... e, claro, toda essa gente que adora caçar e portar armas nos EUA. Eu fico com o pé atrás de ser contra alguma coisa que gente como a Sarah Palin é contra. Tento ver o que pode estar metido nessa campanha de difamação anti-Peta...
Sou totalmente a favor de produtos orgânicos. Tomara que eles se popularizem logo, e que crie-se uma legislação que faça do tratamento digno de animais uma regra, não uma exceção para a elite.


Mei, pensei em vc, porque vc foi a vegetariana mais recente que conheci... Eu te vi na quarta, comprei duas pizzas, uma de peito de peru, e a outra de frango com catupiry, e posso testemunhar que vc não fez nenhuma propaganda pra que eu trocasse as pizzas. Mesmo que vc ficasse sem comer. Ou seja, vc é capaz de passar fome, mas não vai importunar ninguém com as suas escolhas. E admiro também todas as suas escolhas que vão contra a corrente. Eu tb não tenho carro (por enquanto, já já talvez eu precise), nem celular, nem ipod... E não tô nem aí pra quem se incomoda que eu não sou consumista. Ah, mas quero saber sua opinião sobre o Peta tb. Fala aí.

lola aronovich disse...

Sarah que come coxinha, que bom ver vc aqui! Eu nem sabia que vc era minha leitora! Bom, eu não concordo com ataques físicos a laboratórios que usam animais como cobaias, mas também não concordo com o uso de animais como cobaias. Agora mesmo estava escrevendo um tiquinho sobre isso, numa resposta a um troll. Cem milhões de animais são mortos todos os anos em laboratórios. 30% deles são em produtos cosméticos. Felizmente, esse número já é a metade do que foi, porque - também graças à ajuda de movimentos pelos direitos dos animais como o Peta - criou-se uma nova mentalidade. Eu acho chocante que animais tenham sido usados em crash tests automobilísticos até o final da década de 80! Isso era necessário? Não podiam ter pensado em bonecos, como se faz hoje? Se grupos como o Peta não houvessem protestado, as empresas automobilísticas ainda usariam os bichos. Por que não? São muito mais baratos. E os consumidores nem ficariam sabendo. Da mesma forma, há inúmeros testes cientifícos que usam cobaias e que poderiam substitui-los. Tudo que se pede é uma mudança de mentalidade. Se não há pressão para que se pare de usar bichos, não haverá alternativas mesmo ao uso de cobaias. Na Europa, até o ano que vem, nenhum produto de beleza que use cobaias poderá ser comercializado. Em todas as áreas, buscam-se alternativas. Uma delas é fazer testes em células humanas criadas em laboratórios. Não há dúvida que as ações do Peta e de outras organização têm surtido efeito. Mesmo a gente, que é leiga no assunto, começa a ver o uso de animais em qualquer área com outros olhos. Por exemplo, quando eu era criança, eu não pensava nem por um segundo que animais em circos eram maltratados e explorados. Nem eu nem ninguém. Simplesmente não se falava nisso. Hoje há vários abaixo-assinados para proibir que circos usem animais. Eu considero essa mudança de mentalidade um grande avanço.

lola aronovich disse...

Marj, também não concordo com vários dos métodos que o Peta usa. Propaganda sexista não ajuda mesmo, por exemplo. Qual a vantagem de usar os mesmos métodos que as grandes agências de propaganda pras grandes corporações? Até porque o público a ser atingido é outro. Uma campanha como a do Paul McCartney (vestido) dizendo “I am a vegetarian” me parece mais eficaz que uma com a Alicia Silverstone nua. Quanto a jogar tinta em casacos de pele, isso é mais uma performance. É como aquilo que as feministas fizeram nos anos 60 de invadir um concurso de Miss Universo. É só pra chamar a atenção mesmo, pra conseguir mídia (o que é importante, como vc deve saber melhor do que eu). Mas tenho certeza que o Peta e outros movimentos têm mais sucesso quando conversam civilizadamente com os estilistas e os convencem a não lançarem uma coleção com pele.
Agora, não se pode pensar que testes com animais é o único jeito. Isso é o que querem que pensamos. Não é a realidade. Por favor, leia a resposta que eu dei pra Sarah.

lola aronovich disse...

Dê, eu gostaria de ser vegetariana por sete anos! Gostaria de simplesmente acordar e virar vegetariana. Mas não sei se isso vai acontecer algum dia.
Eu acho que muitas das propagandas chocantes são necessárias. Aquela do desfile de modas com o casaco de peles deixando um rastro de sangue, espirrando sangue nos outros (tentei encontrar no youtube, não consegui), eu lembro de ter me marcado há anos. Acho muito eficaz. Mas nudez feminina é tão comum, tão banal, tão over-used, que não funciona mesmo.


Oi, Fernanda! Seja bem-vinda à equipe de comentaristas. Que legal saber que a sua professora de literatura e teatro em Brasília faz propaganda do meu blog! E que bom saber que vc vai fazer veterinária. Eu acho que sou frustrada por nunca ter feito veterinária. Quer dizer, definitivamente não levo jeito pra coisa, porque não consigo me imaginar cortando, consertando e costurando um bicho, mas amor por eles eu tenho. Pois é, acho que precisamos aprender a respeitar os animais e ver que o mundo não é só nosso, mas deles também. Será que não podemos reservar um espacinho pra eles? Pensar assim não é ser anti-humano. Acho que o mundo é grande o suficiente pra todos (menos pras baratas).

Mei disse...

nham, sobre o PETA...
assim, eu acho que tem de mostrar os maus tratos, sim! O que eles mostram é chocante, mas é menos do que a realidade.
E quanto a usar nudez nas campanhas...se as pessoas se chocam mais com a nudez do que com a morte, sofrimento, caramba..vão se chocar com o que realmente????

Se houvesse pesquisa científica realmente séria, do jeito que as coisas andam hoje, eu tenho CERTEZA de que já teriam encontado uma solução melhor do que usar bicho pra testar seja lá o que for. A indústria farmacêutica é MUITO mais tirana que o PETA e suas imagens chocantes e as tintas jogadas nos casacos!

Ana disse...

Hahahahaha! Nem é entregar a idade - tenho quase 40 anos - mas é pq lá em casa era meio "artesanal". Até hoje é assim, moramos perto duma comunidade riporonguérrima, aí já viu...:-)

Sobre o mail, nem te preocupes na resposta, só queria saber se vc sabia que eu era eu, entendeu?

beijos mil!

Ana disse...

Ah, te linkei no Lide.
Bjos

Vitor Ferreira disse...

Lola, nem li os comentários que são muitos, e nem sei se alguém já tocou no assunto, mas vou postar a minha opinião. Sou contra aos maus tratos aos animais. Conheço muita gente que adora cachorro, mas odeia gato e chuta quando encontra na rua. Briga de galos, todas essas coisas, eu detesto. Abomino. Lembro quando minha mãe criava galinha e ela mesmo matava para cozinhar, eu morria de pena dos bichos. Mas ela não torturava (vale ressaltar). Mas isso não significa que eu apóie que todas virem vegetarianos. Até onde eu saiba, as plantas também são seres vivos, como os animais e nós. Só que elas não se movem, emitem sons, nem expressam nenhum tipo de emoção ou sentimento, por isso, eu acho, é mais fácil não sentir culpa ao consumí-los.

Samantha disse...

Sou pesco-vegetariana: como apenas peixes e vegetais. Eu preciso de alguma proteina, por isso adotei esta dieta. As vezes fico algum tempo sem comer peixe, porque esta cara ou eh dificil encontrar. Realmente, eh complicado seguir esse tipo de dieta no Brasil. Imagine entao ser vegan. Conhe'co vegans que nao comem direito e vao acabar ficando doentes. Eles precisam de orientacao, certamente.

Admiro muito o trabalho da Ingrid Newkirk e do PETA. Muitas vezes, eles chocam, para ganhar espaco na midia. No entanto, acho apelativo demais usar mulheres seminuas nas propagandas. Acho que ganha outra conotacao, e fica muito machista.

Anônimo disse...

Concordo que os animais devam ser respeitados e bem tratados, inclusive aqueles que serão abatidos futuramente para alimentação.Contudo, não sou vegetariana, e defendo o direito de nós humanos comermos carne, pois, além da proteína animal ser necessária a sobrevivencia e boa saúde ( a subtituição por produtos vegetais equivalentes, como vc mesma disse é caríssima) não podemos nos esquecer que a plantas também fazem parte do reino dos seres vivo, ué!!! Olha, inclusive ao respirar nós já estamos matando milhões de bactérias que também são seres vivos! Aprecio muito os animais...os respeito, não mato nem formiga, mas isto é uma questão de necessidade, por isso sou a favor do consumo de carne, e já que os bois são mortos para marar a carne...não vejo problema em utilizar o couro para fazer sapatos e bolsas. Só acho que estes animais deveriam sem bem tratados em vida e ter uma morte ( abate) o mais digno possível.

lola aronovich disse...

Pois é, Mei, eu fico feliz que exista uma organização que infiltre “agentes” em lugares onde o tratamento de animais é abominável, como abatedouros, circos, laboratórios etc, e eles filmem e divulguem as atrocidades. Por que como mais a gente vai ficar sabendo? E pra mim esse é um trabalho heróico, porque deve ser dificílimo. Imagina o pobre voluntário do Peta: o cara já é um vegan, e tem que passar MESES em companhia de gente maltratando animais. Deve ser uma experiência traumática. No documentário eles falam de um carinha que foi descoberto. A Ingrid fica brava com ele, diz que ele custou meses de investigações, mas come on, né?
E vc lembrou muito bem: se é pra falar de tirania, poucas coisas são comparáveis à indústria farmacêutica.


Ana, mas onde vc mora? Vc pode dizer ou é segredo? Ah, eu não conseguiria morar num lugar rural. Sou muito urbana. Quer dizer, como sou muito doméstica também, acho que eu me acostumaria a qualquer lugar... desde que tivesse internet e luz elétrica!

lola aronovich disse...

Vitor, eu não consigo entender como alguém pode maltratar um bicho. Isso de chutar gato... Pode-se até não gostar de gato (não consigo entender bem como, já que eles são maravilhosos, mas tudo bem), mas querer machucar um gatinho que nunca te fez nada?! Pra mim pessoas assim deveriam ser presas. E receber lições de cidadania para aprender a conviver em sociedade. E sociedade inclui outros bichos! Briga de galo, nem me fala. Farra do boi, tourada, todas essas coisas que exploram animais e incentivam a violência, sou radicalmente contra. Eu sempre torço pelo touro contra o toureiro. Sempre. Esse argumento de “plantas também são seres vivos”... Sei não. São, claro, mas de outro reino, o vegetal. Não dá pra olhar pruma planta e ver a dor que ela sente, como dá pra ver olhando pruma vaquinha. Mas eu não posso falar muito porque não sou vegetariana, nem estou pronta pra ser tão cedo. Mas eu gostaria.

lola aronovich disse...

Samantha, ai, peixe, odeio peixe e tudo que venha do mar. Sinto nojo do cheiro. Eu conheço muito mais vegetarianos que vegans, e eles são saudáveis. Sobre usar mulheres nuas nas propagandas do Peta, acho contraproducente mesmo. E de mau gosto.


Anônimo, bom, o “direito” dos humanos em comer carne não está sendo posto em cheque. Acho legítimo que organizações pelos direitos dos animais façam campanhas pra que mais gente se torne vegetariana e vegana, mas elas não estão questionando esse direito. Quer dizer, só moral e eticamente, e acho que vale a pena a gente refletir. Mal não faz. Eu não sou radical como o Peta, que são contra matar até insetos. Insetos não são bem-vindos aqui em casa. Eu mato formiga. Outro dia elas invadiram nossos teclados, pode? Quanto ao couro, concordo que, se se abate um boi, deve-se aproveitar tudo dele, inclusive o couro, ossos, carne, tudo. Mas deve ser muito triste ser um boi, não acha?

Anônimo disse...

"O vegan não come nada que venha de animais, incluindo leite, ovos, e, naturalmente, carne. Eu sou a favor, porque não acho que os animais estão na Terra para nos servir."

Alimentar-se, seja de uma planta ou de outro animal, é fundamental para que a vida na Terra seja possível.

Por favor, não seja tão exagerada assim, ok? Alimentação é algo que transcende os limites da consciência humana.

Gi disse...

Nossa, Lola, ando previsível, então. hihihi

Você não entendeu naaaaada do que eu disse! Aliás, você também é extremamente previsível porque raramente entendo algo que eu digo e se eu me explicar muito corro o risco de me tornar tolinha!

Lola, a comparação que fiz foi com os vegetarianos. De comedores de carne, viram vegetarianos, depois vega, macrobiático, depois faz "dieta da luz" e tudo pra ser diferente sim, se "di-fe-rir da multidão que come carne". Você não entendeu nada da comparação que esse meu ex-namorado fez.

Lutar por mundo melhor é extremamente válido e eu concordo plenamente conitgo e me considero uma pessoa muito reflexiva e não preciso dizer por aí o quão luto por tudo e ajudo descamisados. Não faço isso em blog e não mostro por aí. Não faço a mínima questão. Se um dia eu ficar famosa pelo que faço no meu dia-a-dia que tenha relação direta com a sociedade em que vivo (e o que faço para mantê-la "saudável") aí são outros quinhentos, mas propagandear, arrastar multidões, falar mal de muçulmanos como se fosse a última bolacha do pacote, e ser de direita (coisa que você despreza e sim BB é!) realmente não coisas que nunca farão parte do meu cotidiano.

A BB é casada com um cara radicalíssimo, da extrema "droite" francesa e tira a maior onda de defensora de animais. Eu morei na França e tenho muito contato com este país. Falo sobre o que sei.

Além do mais, tenho um filtro que não me deixa sair concordando com todo mundo só pra "manter amizade" que nem existe por sinal. Continuo desconfiando do papel de várias Ongs de vários países e desconfio muito de quem se diz "politicamente correto" com tudo. Sinto como se essas pessoas quisessem fazer um "tipo", sabe como é? E eu abomino esse comportamento. ;-))

ps: legal ver animais jogados por aí. Sobre esterilização ninguém fala nada. Só querem fazer a "indústria dos filhotinhos". Depois a culpa vai pra mim que ainda tenho de ouvir latido de cachorro!

Gi disse...

O legal pra bom entendendor meia palavra basta. Ou não. Então.. o legal é entre aspas, please! ;-)) Resumindo: acho perigosíssimo o trabalho desse "órgão" e desconfio que existam uns mil lobbys deles com várias empresas. Tudo nessa vida gira em torno do $, Lola.. por isso eu desconfio de quem se diz bonzinho e é capaz das maiores atrocidades e com todo mundo batendo palma depois. Me amedronta a capacidade do ser humano de dizer "amém" a tudo. Parece "sino de Pavlov". Socorro!

Chris disse...

Lola, amei teu post.

Não sou veggie, pelo contrário, adoro carne, mas também (na melhor Maria-vai-com-as-outras) não concordo com os maus tratos a animais. Assisti há alguns meses, parte de um documentário feito pelo Peta, sobre o comércio de peles na China e só de lembrar sinto calafrios...

Enfim, acho que já disse isso há alguns posts atrás, mas detesto qualquer tipo de exagero, sou sempre a favor da máxima que diz 'menos é mais'.

A Peta não se aplica às terras tupiniquins em que não se caçam baleias, não existe um comércio de pele de animais... mas mesmo assim, o radicalismo deles me incomoda.

Adorei os comentários da Sarah...
MAS, de qualquer maneira NADA justifica os maus-tratos.

Beijos

Gi disse...

Aliás, eu só concordei com o Bruno porque simplesmente ele foi um dos primeiros a comentarem aqui. Continuo respeitando a opinião dele (e a de todos aqui) e também achando tudo que disse perfeitamente plausível e, infelizmente, sinto um ranço por aí quando alguém diz que é jornalista ou publicitário (profissões que inspiram um misto de admiração com inveja) e agora também faço minhas as palavras da Sarah.

marina w. disse...

é isso aí. assino embaixo, em cima, dos lados.
beijos!

Joana disse...

Ola a todos,
Olá Lola

antes de mais sou vegetariana ha cerca de um ano, ovo lactea ou seja, como derivados de leite e ovos 8embora praticmante nao coma ovos).

Uma coisa não é bem entendida pelos activistas mais radicais (principalmente vegans), é possivel tirar o leite da vaca sem a maltratar, claro que a sociedade que temos, não se importa com isso, mas numa civilização mais evoluída isso poderia ser uma alternativa.

Muita gente precisa mesmo do leite de vaca pois nao consegue habituarse ao de soja, e há coisas que com leite de soja nem conseguem ser substituidas.

mas aprecio muito quem é vegan e dou valor.

outra coisa também é certa, aqui (Portugal) leite de soja (pra nao falar nos outros substuintes da carne) é exageradamente caro, em alguns sitios chega a ser mais de o triplo do preço,o que tambem influencia muito a escolha das pessoas.

O seitan soja tofu e todas as novidades que agora já ha ( hamburgers de soja,salsichas de soja, chouriço de soja etc...) substituem perfeitamente a carne e o peixe,
Desde que sou vegetariana sou muito mais feliz e ja nao sinto "o peso na consciencia" , o sabor das coisas,são os temperos que os dão!... muitas vezes pergunto a minha Mae se aquilo e mesmo seitan...

Aconselho a toda a gente experimentar durante um tempo (se não conseguir ser até ao fim)..ser vegetariano!

Acerca dos animais já Gandhi dizia que "a grandeza de uma nação poderia ser julgada da maneira como seus animais são tratados..".. a compaixão pelos animais é uma das maiores virtudes do ser humano, é a luta pela qual defendo desde que me conheço,e que defenderei até morrer.

O SER HUMANO é um ser egoísta,e que menospreza os animais!
que talves são muitas vezes mais "Humanos" que o Homem...

Se toda a gente der o seu contributo,passar a palavras, umd ia tudo será diferente,e esse dia pode ser já amanha!

Força e um Obrigado sincero a todos os que todos os dias tal como eu, fazem desta luta um objectivo para cumprir!


Joana Silva
Porto- Portugal

Lorena disse...

Lola, como você parece ser simpatizante da causa (até diz que gostaria de ser vegana) eu acredito que você ficaria feliz em poder divulgar, positivamente, a causa. Acho que, infelizmente, esse texto foi muito falacioso na hora de tratar sobre o assunto veganismo... Uma pessoa interessada em se tornar vegana, após ler seu texto, não estará mais motivada e sim o contrário. O texto cai em erros primários como dizer que "Ser vegano é coisa de elite". Para pessoas que trocam a carne apenas por imitações industrializadas como a salsicha de soja, hambúrguer de soja etc realmente a coisa fica mais cara. Acontece que a maioria dos veganos que eu conheço praticam o veganismo do arroz, feijão, batata,alguma coisa verde e mais algum grão como soja ou lentilha. Até o hambúrguer de soja, quando feito em casa, pode ficar mais barato que o de carne... Tofu também é um ingrediente que pode ser usado em várias receitas e é barato. Na minha cidade eu pago cerca de 4 e pouco em 750 gramas... A única coisa que eu consumo sempre, e é mais caro do que a versão "normal" é o leite de soja. Pago cerca de R$ 2,60 na caixa sendo que a de leite de vaca, na promoção, custa R$1,40. Acredito que se for fazer a conta, a minha dieta atualmente é mais barata do que quando eu era onívora... Querendo ou não, a carne é mais cara que os grãos e vegetais que fazem parte da maioria dos meus almoços hoje (é na verdade eles estão em todos, mas as vezes em formas de porcarias como batata frita, pizza, cachorrão etc.) Extinção das vacas se pararmos de cria-las para nossa alimentação? Poxa Lola, se toda espécie de animal que é deixada a própria sorte na natureza fosse extinta, a maioria das espécies que existem hoje não existiriam mais... Esse pensamento não faz sentido... Ainda acredito que o seu comentário sobre chocolate de soja foi muito infeliz e desnecessário "(chocolate com leite de soja? Não, obrigada!)". Quando me tornei vegana eu não sabia da existência de chocolate de soja, então comecei a comer chocolate meio amargo e amargo sem leite... Acostumei com o chocolate mais forte... Um dia eu vi esse chocolate da chocosoy e resolvi experimentar. Gostei, mas achei ele muito fraquinho, sonso... Já tinha me acostumado com o paladar do amargo... Tipo eu achei que o chocolate da chocosoy é como um chocolate ao leite normal, não tem gosto de soja... É como se fosse uma outra marca. O Garoto é diferente do da Nestlé, que é diferente do Lacta que é diferente do da Chocosoy. Todos os onívoros que eu conheço que já experimentaram o chocolate de soja, gostaram... Aqui uma barra de chocolate de soja de 1 kg custa R$ 31,94... Sim, é mais caro que o ao leite... Acho que ao leite custa uns R$20,00... Só que ele não tem gordura hidrogenada como a maioria dos "ao leites"... http://www.olvebra.com.br/Loja/Secoes/Produtos.asp?proId=75&secId=27 Tem também algumas versões "Vegan pobre", como o da Harald, que pago 12,50 em 1 kg... Apesar de ser meio amargo, ele tem o gosto mais fraquinho... Minha vovó e titia onívoras provaram e gostaram (logo depois de fazerem cara feia ao provarem meu chocolate amargo da arcor hahahaha)! O único contra é que ele também tem gordura hidrogenada... Mais barato tem que ter contra né? hahahahahaha A respeito de você não conseguir ser vegana e tal, eu acredito que as duas culinárias são gostosas, só que são diferentes... Quem está acostumado a comer carne e derivados a muito tempo, claro que vai ter dificuldade para alterar a sua alimentação... Toda a mudança é difícil. Se queremos de verdade mudar, nós conseguimos. Que tal querer agora Lola? Mude.
Ah, desculpe se, em algum momento, eu fui grosseira ao te criticar... Acho que não sei muito bem como fazer isso... Até algum dia!

lola aronovich disse...

Lorena, vc não foi grosseira não! Obrigada pelo seu comentário. Este post (em que eu defendo o PETA) é bem antigo, e de lá pra cá já publiquei ótimos guest posts de pessoas que entendem do assunto (o que não é o meu caso) sobre veganismo.
Tem este post incrível da Deborah sobre veganismo e ativismo.
Este outro que relaciona a luta contra o especismo à luta feminista.

Sobre o pessoal que ataca os vegetarianos.
Sobre a ligação entre direitos dos animais e ateísmo.
E, claro, se vc quiser escrever um guest post, fique à vontade. Apesar de eu não ser vegetariana nem vegana, apoio a causa.

Anônimo disse...

os documentários em defesa dos animais são basicamente de apelo ao emocional ou emoção,quase nunca usam argumentos de origem lógicas

segundo o que você escreveu o pessoal do peta,são um bando de fanáticos tentando impor a força para todo mundo o seu jeito de pensar

Anônimo disse...

Acho engraçado as pessoas comentarem sobre bom senso e mau gosto do PETA. Já viram o que acontece em matadouros? Já viram como animais são torturados aidna vivos para retirarem suas peles? Já viram uma foca ou um leão sendo mortos por caçadores? É assim. Tem sangue e dor. É "nojento", de "mau gosto". O PETA só mostra a realidade que nós não vemos porque não temos acesso (ou coração forte pra aguentar).