quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FALA QUE EU TE RESPONDO: DOUTORADO-SANDUÍCHE

Uma leitora fofa, a Barbara, me mandou um email com essa colocação:

Na minha defesa da dissertação do mestrado, um membro da banca sugeriu que a obra do artista que eu estudo (sou historiadora da arte de um artista só) faz paralelos com artistas americanos. Isso me deixou com uma pulga atrás da orelha, e desde então (isso foi em abril) ando pesquisando o modernismo americano. Essa ideia fixa me fez pensar que o doutorado fosse uma boa opção. Cheguei à conclusão que o que seria melhor para minha pesquisa era um doutorado-sanduíche, já que o artista que eu estudo é brasileiro.
Chegando aos finalmentes: vi que você falou do processo de seleção do mestrado, doutorado e tudo mais, mas não vi nada sobre essa parte do doutorado-sanduíche. Só queria uma luz! Ainda não entrei no doutorado, só estou no processo de seleção, mas já queria me preparar.
Ah, e parabéns pelo concurso de professor na UFC. Que inveja dos seus alunos!

Pra quem não sabe, e não tem por que saber, doutorado-sanduíche (em inglês, split PhD) é um período de alguns meses a um ano que se passa em outro local, pesquisando pra poder escrever sua tese. Como um doutorado geralmente leva mais de quatro anos, o sanduíche se dá na metade, depois de uns dois anos e todos os créditos completos. Eu nunca tinha ouvido falar nisso antes de entrar pro mestrado. Enfim, Barbara, não sei como pleitear um doutorado-sanduíche se não for através da universidade onde você faz doutorado. Mas primeiro eu me preocuparia em começar o doutorado, já que não existe doc-sand sem doutorado!
No meu caso houve duas mudanças de regras bem quando fui pensar no sanduba, e ambas me prejudicaram. Uma foi que o CNPq/Capes deixaram de pagar o tuition fee (o que se paga pra estudar) das universidades durante o doc-sand. Acho que a decisão deles foi correta, porque as universidades estrangeiras realmente metiam a faca, e, pô, a gente não faz doc-sand pra cursar a faculdade, e sim pra pesquisar. Tudo que a universidade deve oferecer é a biblioteca à disposição e um co-orientador, que vai se reunir com a gente uma vez por mês no máximo. Imagina só, uma universidade na Inglaterra quis cobrar 9 mil libras de tuition fee de mim! E eu e meu orientador (que vai pra lá direto pra dar palestra) explicando: olha, é só pro sanduíche, dá um desconto. E nada! Claro que descartei essa universidade.
Outra mudança de regra foi interna, referente apenas à Pós-Graduação em Inglês da UFSC. Até o ano anterior ao meu sand, era muito comum todo doutorando no departamento sair pro sanduíche por um ano. Praticamente era só querer. Isso porque a PGI aproveitava a verba que não era usada de doc-sand de outros departamentos. Não é todo mundo que cursa, sei lá, doutorado em Engenharia Civil que tenha vontade ou necessidade de fazer um sanduíche. Então sobrava verba, e a PGI a usava pros seus próprios doutorandos. Mas aí teve uma mudança, e a PGI não pôde mais utilizar as sobras dos outros. E a verba pra PGI foi de doze meses de doc-sand por ano! 12 meses no total, já pensou? Pra todos os doutorandos de Literatura e Linguística! Você tinha que pleitear pra conseguir 3 ou 4 meses de sanduíche, não mais do que isso. Um ano era impossível, pelo menos através do departamento.
Então o que eu fiz? A regra do CNPq é que alunos de universidades com conceito abaixo de 4 (aquelas não tão bem conceituadas) poderiam entrar com pedido de doc-sand diretamente com o CNPq. Não passa por nenhum departamento. E aí você submete um projeto ao CNPq e ele vai avaliar se sua proposta vale ou não. Ou seja, como meu curso na UFSC é conceito 5, eu não poderia pedir doc-sand por um ano. Mas havia uma brecha. A exceção é que, se você, aluna, for bolsista do CNPq, e o seu orientador também for, você pode pedir diretamente ao CNPq. Se só um dos dois ou nenhum for bolsista, você vai depender do departamento mesmo. Como eu era bolsista e meu orientador também, pude entrar com pedido diretamente pro CNPq.
Ah, pra entrar com pedido precisa estar tudo certinho. E aí tem uma coisa pra você pensar desde já. Você não pode ir a qualquer universidade no exterior fazer seu doc-sand. Não é bem você que escolhe. Claro, precisa ser uma universidade que tenha algum tipo de pesquisa, ou pelo menos bibliotecas compatíveis, com o que você vai pesquisar. Mas a maior exigência é que o seu orientador precisa ter feito algum tipo de trabalho com seu futuro co-orientador (quem vai te orientar lá). Eles podem ter publicado um capítulo de livro juntos, ou podem ter dividido uma palestra ou uma mesa redonda, ou dado um curso juntos. Quer dizer, não é fácil, né? Se você tiver um orientador iniciante, recém-doutor (como eu!), há poucas chances do cara ter algum tipo de interação com um professor do exterior. No meu caso, o meu orientador tinha muito contato com gente da Inglaterra, mas pouco com universidades dos EUA (apesar d'ele ter cursado mestrado e doutorado lá, mas não foi na mesma linha de pesquisa de Shakespeare que ele está agora). A gente aproveitou que a UFSC fazia uma espécie de intercâmbio com a Wayne State University, de Detroit. Alguns alunos nossos de graduação iam pra lá passar 6 meses, e alunos deles, de Detroit, vinham pra UFSC. A WSU também tinha esse acordo com a UFMG. E o acordo envolvia os professores também: de vez em quando, professores deles vinham dar palestras e minicursos na UFSC, e vice versa. Numa dessas veio o meu co-orientador, que acabou dividindo um minicurso com o meu orientador. Meu co-orientador é super fera em Shakespeare, assim como meu orientador, embora as áreas deles sejam totalmente diferentes (meu co-orientador é mais ligado a Shakespeare histórico; e o meu orientador, em Shakespeare in Performance). Eu nem chequei outras universidades. A UFSC também tinha convênio com NYU, e de repente meu orientador tivesse alguma colaboração com alguém de lá, mas nem procurei. Claro que passar um ano em NY deve ser muito mais glamuroso que em Detroit, mas tem que se levar em conta o custo de vida. A bolsa do CNPq é a mesma em todo lugar, US$ 1,100 (na Europa, 1,100 euros; na Inglaterra, 794 libras) por mês. E não deve ser fácil sobreviver com esse valor em NY ou Londres.
Fazer doc-sand tem várias exigências. Uma delas é que você precisa voltar ao Brasil no prazo determinado. Não pode ficar lá no outro país, nem que te ofereçam um super emprego maravilhoso. Quer dizer, até pode, mas aí vai ter que devolver tudo que o governo brasileiro investiu no seu doc. Todas as bolsas, tanto do doc quanto do doc-sand. É uma grana federal, né? E, quando terminar o doc, você também não pode ir correndo pro exterior. Tem que permanecer no Brasil no mínimo pelo período do seu doc-sand. Uma dica pra evitar isso é não fazer doc-sand, mas sair pro exterior pra pesquisar de qualquer jeito. Como? Bom, se no seu doutorado você for bolsista do CNPq, você receberá, além da bolsa em si (hoje em R$ 1,800 mensais), um valor mensal que chamam de "taxa de bancada". Está em 394 reais por mês, e você deve usá-lo na sua pesquisa (viagens pra congressos, livros, xerox, etc). Precisa guardar todas as notas fiscais de cada trequinho gasto. Não precisa usar o valor todo mês: você tem 4 anos pra gastar tudo. O que não for gasto você tem que devolver. Bom, dá perfeitamente pra poupar um ano dessa taxa e usá-la pra pesquisa no exterior. Em um ano, dá R$ 4,730. Com isso, talvez dê pra passar um mês ou dois no exterior pesquisando. Um colega meu fez isso, e ficou livre da burocracia. Mas, claro, não dá pra ter certeza que a taxa-bancada continuará em vigor quando você estiver fazendo doutorado. Depende do governo. O FHC eliminou esse importante benefício, e foi o Lula que o colocou de volta.
Bom, essa é a minha dica: primeiro se preocupe em começar o doutorado, depois pense no sand. Mas ajuda muito se você estiver numa instituição que tenha experiência com doc-sand. Ou um orientador que mande frequentemente seus doutorandos para um sanduba. Pra você não ter que descobrir a pólvora sozinha, sabe?
Se quiser fazer alguma pergunta, sou toda ouvidos.

17 comentários:

Alba Almeida disse...

Bom dia, Lola!

Parabéns!!

Hoje é aquele dia, que gostaria de estar junto pra abraçar e dizer o quanto admiro e lastimo por não a ter como mestre. Afinal, você é uma referência.
Há milhares de forma de aprender, uma delas é freqüentar este.
Simplesmente, .... Obrigada!!!!
Aproveita muito o dia,.... beijos.

Ana Paula disse...

Engraçado vc citar o doutorando em engenharia civil como exemplo de "doutorandos que não vão pro exterior" pq eu sou eng civil, com mestrado e doc em geotecnica. No meu depto, da USP de Sao Carlos, todos os doutorandos são altamente encorajados a fazer o sand. Depois que eu defendi minha tese, meu orientador falou que agora quem quisesse fazer doc lá tinha que assinar um termo de compromisso que ia pelo menos tentar o sand.

O meu processo funcionou um pouco diferente. Não existia isso de ser pelo departamento e sim escrever um projeto direto pra Capes ou CNPq, ou ainda Fapesp (bolsa financiada pelo estado de SP) pra que tinha essa bolsa (que em 1998 já era de 1800 reais!!!). Eu peguei o FHC durante todo meu mestrado e doc então essa taxa de bancada é coisa que nunca nem ouvi falar. Ganhava 1072 reias e só!!!

Voltando ao processo, a gente escrevia o projeto direto pros orgãos financiadores e não tinha isso de que meu orientador tinha que ter trabalhado com alguém da outra universidade não. No nosso depto tínhamos um contado na Universidade do Colorado que era um professor argentino, que fez o mestrado dele no Rio junto com um dos profes do meu depto. A área dele não tinah nada av com a minha, mas ele era o contato. Só que depois do meu projeto estar aprovado, com passagem marcada, o cara mudou pra Univcersidade do Texas e eu precisava de um equipamento que só tinha no CO. Como eu seria a 5a. aluna a ir pra lá, meus colegas que já tinham estado lá me recomendaram escrever direto pra um dos professores de lá e pedir pra ele me orientar (como aqui nos EUA cada professor tem que ter sua própria verba pra pagar alunos, alunos que vem "de grátis" são sempre bem vindos). Foi isso que fiz e de novo, o meu orientador daqui não fazia pesquisas na minha área a milenios, não conhecia ninguém da minha USP-São Carlos e mesmo assim o CNPq não implicou. Só tive que escrever uma carta explicando o pq da mudança de orientador e mandar uma carta do novo orientador me aceitando.

Pra vc ter uma ideia Lola, nem tirar a nota mínima no Toefl eu tirei. Como o cara que ia ser meu orientador era argentino e tinha morado no Brasil e falava portugues fluente, ele mandou uma carta pro CNPq dizendo que eu não precisava falar ingles e o CNPq aceitou. Já a Capes não aceitou e por isso eu não consegui a bolsa por lá.

Acho que o processo deve funcionar diferente em cada universidade mas com certeza vc tem que estar já cursando o doutorado pra poder tentar o sand. Não exite um sand independente do doc. Acho que pra ter certeza que vc vai pelo menos poder tentar o sand, é importante checar no seu depto como esse processo funciona pq pelo jeito, vair amuito de universidade pra universidade, ou área pra área.

Bjo

=draupadi= disse...

"Não precisa usar o valor todo mês: você tem 4 anos pra gastar tudo. O que não for gasto você tem que devolver. Bom, dá perfeitamente pra poupar um ano dessa taxa e usá-la pra pesquisa no exterior."
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esta parte não entendi... Como economizar, se, para poder usufruir do dinheiro, preciso apresentar as notas fiscais???
.
beijo =)

lola aronovich disse...

Obrigada, Albinha! Nem tinha me tocado que hoje era Dia do Professor. Se eu já esqueço aniversário, o que dizer de datas desse tipo? Mas espero um dia ser uma boa professora universitária.


Draupadi, pelo jeito ficou confuso mesmo. Deixa eu explicar melhor sobre a taxa-bancada: quem é bolsista de doutorado do CNPq recebe todo mês R$ 394. Esse dinheiro é depositado na sua conta, junto à bolsa. A gente não precisa apresentar nota fiscal todo mês nem nada. Tem que fazer um relatório de prestação de contas semestral com o seu departamento na faculdade (ou pelo menos no meu caso, eu tive), mas prestar contas com o CNPq é mesmo só quando terminar o doutorado. E é tudo online. Eu mandei pra eles quanto gastei em cada item, em livros, em viagens para congressos, em xerox, em material etc. Eles não pedem pra ver as notas fiscais. MAS vc tem que guardá-las durante CINCO ANOS após terminar o doutorado porque eles podem pedir pra checar. Uma amiga me disse que eles fazem uma triagem. Sorteiam não sei quantos alunos de cada universidade e fiscalizam esses, porque checar nota fiscal por nota fiscal de todos os bolsistas seria impossível.
Mas o CNPq não está muito interessado em saber se o bolsista usa o dinheiro da taxa a cada mês ou se deixa tudo pra gastar em um ano (só que o dinheiro aparece na bolsa mês a mês). Uma amiga usou a taxa de bancada de um ano pra pagar uma palestra que ela deu num congresso em Cuba, por exemplo. Dá pra usar a taxa e viajar pra pesquisar em algum país ao invés de depender do doc-sand. Não sei se compensa, mas é uma possibilidade.

lola aronovich disse...

Ana Paula, obrigada por complementar a minha explicação com a sua experiência. Claro que no caso dos engenheiros civis foi só um exemplo à toa. Na realidade, não faço a menor ideia dos cursos na UFSC que não utilizavam os recursos pro doutorado-sanduíche, e aí a Pós-Grad em Inglês podia aproveitar esses recursos.
No meu caso, eu também tive que submeter um projeto pro CNPq. Mas, se eu fosse pelo departamento da PGI, acho que não precisaria (se bem que tem que apresentar projeto pra PGI). Enfim, como o meu projeto estava em inglês, tive que traduzi-lo pro português.
Ah é, bolsa da Fapesp sempre foi mais alta, né?
Eu acho tudo muito confuso, pra ser franca. Tá escrito no regulamento do CNPq que é preciso ter um monte de coisas, entre elas uma colaboração anterior entre orientador e co-orientador. Mas não dizem que tipo de colaboração é essa. Tá escrito que tem que entregar o resultado do Toefl, mas tb não tá escrito como (já que tudo que o CNPq pede é online, não querem nada por carta). Eu tive que perguntar pro CNPq: vcs querem que eu mande a minha certidão de casamento e o meu Toefl pra vcs por carta? E eles responderam que sim, mande. Mas fiquei com a impressão que, se eu não tivesse perguntado, eles nem pediriam! (e, no caso do Toefl, só fiquei sabendo depois que os exames da Cambridge – acho que CAE e CPE – também contam. Quem tem não precisa fazer o Toefl).
Mas é bem isso, varia muito de universidade pra universidade e de curso pra curso. De qualquer forma, é bom pro pessoal que está pensando no doutorado saber que existe essa possibilidade de doc-sand.

bibi move disse...

Lolíssima,'
primeiro: confesso que li por alto o post-
mas queria colocar que realmente há muitas razoes pelas quais pleitear um sand. E eu acho que a principal é sem dúvida a possibilidade de trabalhar com um professor que tu admires muito, cuja pesquisa seja chave no teu trabalho. A minha por exemplo eu encontro TODA semana e mais, caso acho necessario. Essa proximidade é essencial, no meu caso (também de teoria da arte) para o desenvolvimento de uma linha de análise que simplismente nao existe no brasil.
Caso nao estivesse aqui eu teria ainda sim realizado meu trabalho, mas o enfoque seria bem diferente, mais tradicional e mais sem graça.
Ainda na área de artes, acho que a universidade te proporciona muito, como artist talks, seminarios e simposios, me possibilitando ter contato direto com fontes que eram absolutamente distantes"- bebo direto na fonte.
Pra completar minha universidade aqui ainda paga para que eu vá em congressos, conferencias e me á acesso a todo o tipo de materiais que eu ache importantes pro desenvolvimento do trabalho. Tenho acesso a qualquer jornal e periódico do mundo inteiro, podendo contatar a ponta da ponta na produção do conhecimento.
No final acho que eu realmente usufruo bem mais do que pago e isso é um luxo- no canadá as tazas anuais são 8mil dólares, nem é tanto assim, menos do que em qq universidade privada brasileira.
Ainda assim acho que a boa relacao com o orientador e sua disponibilidade é fundamental pro aproveitamento do tempo fora, pois passa voando.
On the top of all, poder aprender com fluencia outra lingua, dentro do seu domínio profissional também vai te abrir muita bibliografia.
bjs querida
té mais

Ana Paula disse...

Ah Lola, esqueci de comentar que a Universidade do Colorado não cobrou nenhuma tuition minha pq isso é pra quem vai fazer créditos e eu só ia fazer pesquisa. Aliás, o que eu fiz aqui na verdade foram ensaios (testes) e tive todo o equipamento e material cedido pelo departamento. Nunca paguei nada aqui, nem um parafuso (literalmente). Eu assisti algumas aulas com ouvinte então tb não precisei pagar nada. Um colega meu que foi pro Texas com o professor que me abandonou tb não teve tuition cobrada de lá. Isso foi uma surpresa pra mim saber que alguma Universidades tentaram te cobrar isso se vc só ia pesquisar.

L. M. de Souza disse...

eu fiz, paguei do meu bolso a tuition fee. não era tão cara, 900 dolares por trimestre, mas daí trabalhei no projeto de pesquisa do meu orientador lá, 7hrs semanais e a grana que recebia dava pra pagar as taxas. claro, ele foi legal comigo, mas não é todo mundo que é assim. a gente inclusive se encontrava a cada 15 dias pra discutir meu trabalho. foi um puta privilégio. eu recomendo a todos os colegas a tentar.

Edgard Rodrigues disse...

Sou escritor e não deixo de sentir horror diante da burocracia da Universidade.É a literatura que está no fundo desse sonho mau? Em que lugar o amor por ela se perdeu? Quando os professores de literatura começarão a tentar despertar nos alunos esse amor?Conheci dois lugares onde estive mais distante do amor pela literatura: A Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, que frequentei e abandonei, e as editoras, que ainda sou obrigado a frequentar.

Edgard Rodrigues

Maria Cristina disse...

Em primeiro lugar meus parabéns pelas suas conquistas!!!

Neste semestre eu iniciei o doutorado na UFMG em Engenharia de Produção, como a grande parte da minha Revisão Bibliográfica do mestrado foi em alemão, logo eu imaginei, quero fazer o doutorado sanduíche na Alemanha.

Sei que quanto antes eu olhar mais fácil seria para que eu conseguisse atingir a minha meta. Entretanto tenho notado que o meu orientador não tem dado a mínima importância para isto, ele sempre está me desmotivando e eu estava achando muito estranho este comportamento. Com o seu post acredito que matei a charada do que está acontecendo.

Um grande abraço!

Adny Henrique Silva disse...

Sou estudante de doutorado em Farmácia e estou concorrendo a uma bolsa de doutorado sanduíche pelo ciências sem fronteiras. No site da Capes, a informação quanto a proficiência na língua é que basta uma carta do orientador informando que seu conhecimento na língua do país que vc está indo é suficiente, porém fui informada por membros da Universidade da Inglaterra para a qual estou me candidatando que preciso fazer uma prova de inglês, podendo ser o TOEFL ou IELTS. Você saberia me responder, afinal, se é preciso fazer esta prova para conseguir o visto?
Valeu! :)

Professora Maria do Rosário Figueiredo Tripodi (Zara) disse...

Oi! Pretendo ir para a Inglaterra esse ano para o doutorado sanduíche, na área de educação, e o meu possível co-orientador de lá, me pediu um relatório detalhado do que pretendo fazer lá. Eu ficarei apenas 03 meses e o que preciso é pesquisar, usar a biblioteca, encontrar com ele, enfim. Como fica isso no relatório que ele quer de mim? Como devo organizar esse texto a que ele se refere? Obrigada, Zara

wania disse...

Oi Lola
Gostei muito da maneira como voce explica e simplifica tudo.
Preciso de uma informação sua, pode fazer um doutorado sanduiche sem a bolsa especifica para isso? somente com a bolsa de Doutorado do Brasil? Isso é legal?
e precisa de alguma autorização por escrito da universidade aqui do Brasil para estar fora fazendo o sanduiche com a bolsa do Brasil?
Sei que lá fora não precisa dessa autorização mas a Universidade do Brasil pode questionar de o aluno estar fora usando a bolsa daqui?
Obrigada
Wania

Mestrado Educação disse...

obrigado por esta publicação!!

FDB disse...

Oláaa... tenho uma dúvida: aluno de doutorado sanduíche pode fazer pos doutorado no exterior logo após terminar a bolsa de doutorado? Obrigada

lola aronovich disse...

Que eu saiba, FDB, as regras mudam bastante, então é bom conferir. Mas, quando eu fiz doutorado-sanduíche (2007 a 2008), o aluno do doutorado-sand tinha que voltar pro Brasil e cumprir pelo menos o tempo que passou no doc-sand antes de fazer outra viagem pra estudar no exterior. Portanto, acho que a resposta é não. Mas confirme!

gu. disse...

Muito obrigado Lola! Sanou muitas dúvidas :)