sábado, 21 de fevereiro de 2009

A MALDIÇÃO DO PRIMEIRO MUNDO

Esse papo de que nada no Brasil presta e tudo que acontece no primeiro mundo é que bom eu ouvi durante toda a minha vida. Mas foi mais intenso nos meses que antecederam minha ida aos EUA pro doutorado-sanduíche (julho de 2007). Eu fui com bolsa do CNPq, com data pra ir e data pra voltar, tudo certinho. Só um ano, que é o máximo. Quando terminei o mestrado, minha orientadora disse que, se eu quisesse fazer o doutorado inteiro no exterior, era só falar com ela. Eu descartei de cara. Quatro anos longe do Brasil? Não, obrigada. Um ano já pareceu mais do que suficiente, pois jamais foi um sonho meu morar num país rico (nem casar na igreja, nem ter filhos, nem virar milionária etc). Quando eu estava pra terminar o segundo grau, um professor americano queria muito que eu fizesse faculdade nos EUA. Havia grandes chances de bolsa numa universidade em Minessotta. Eu recusei. Ele ficou chateado, sem conseguir entender como alguém de um país subdesenvolvido pudesse desprezar esse golden ticket. E foi mais ou menos a mesma incompreensão de um amigo de direita, quando lhe contei que ia fazer pesquisa durante um ano nos EUA. Ele insistia:
- Ah, quando você chegar lá, você vai ver a maravilha que é.
- Bom, eu já estive lá, faz tempo, e gostei, mas não pra morar lá.
- Você vai ver. Lá tudo funciona.
- É que eu tenho uma vida muito boa no Brasil.
- Sem comparação. Você não vai querer voltar.
- Olha, mesmo que eu ficasse tão deslumbrada com os EUA, morar lá não é meu projeto de vida. E ainda que eu mudasse completamente de opinião chegando lá, eu teria que voltar em um ano de qualquer jeito. Tá no contrato, sabe?
- Ah, você não vai voltar. Vai ficar morando lá pra sempre. Você vai ver.
Findo um ano, eu voltei, ué. Sem nenhuma dor no coração de abandonar um paraíso onde é inverno durante metade do ano.

21 comentários:

asnalfa disse...

Isso é algo pessoal. Eu nao posso dar minha opiniao pq nunca visitei outro país, entao é dificil opinar.
Mas gostaria de fazer turismo sim. Mas naturalizar-se, é outra coisa. Há coisas que funionam aqui, outras, em outros países... Nao existe Parságada.
Acontece que minha mãe nao deixa eu sair de casa... somente pra ir pra faculdade... nem mesmo de dia ela deixa eu sair de csa pra econtrar com amigos....
ela nao confia em mim.... ninguem me visita.. ninguem sequer deixa recados de parabens no meu orkut.... ninguem me liga pra ir pra festa...

Leila Silva disse...

Não existe mesmo paraíso na terra, mas é muito humano isso de imaginar que o 'pasto do vizinho é sempre mais verde'. É que às vezes as coisas vão ficando tão difíceis que as pessoas querem acreditar de todo jeito que em outro lugar pode ser melhor.Uma ilusão, enfim.

Eu não teria recusado nenhuma das chances que te foram oferecidas aí, never ever, ainda mais quando eu era nova porque sempre quis, acho que já nasci sonhando com isso, em viajar e conhecer outras culturas, viver em diferentes lugares. Felizmente tive (ou fiz) a ocasião, voltei para o Brasil mas às vezes ainda sinto uns comichões, uma vontade de andar mais, de viver ainda em lugares onde não vivi. Na verdade, quando fui para a Europa eu larguei meu trabalho numa universidade e fui pq as chances de bolsa ou de ser liberada mesmo sem bolsa eram bem escassas ou para um futuro bem incerto, ao contrário de você. Não, eu não teria recusado, não é por não gostar do Brasil e por idealizar outros lugares, nunca pensei nesses termos. Agora ando mais cansada de viajar, mas...sei lá, ainda assim, se aparecesse uma chance bem boa acho que eu agarrava.
Abraço

Santiago disse...

Lola:

Você gostar mais do Brasil do que estrangeiro, EUA por exemplo, é uma questão totalmente subjetiva e não quer dizer que o Brasil seja melhor que qualquer outro país.

O título "A MALDIÇÃO DO PRIMEIRO MUNDO" é uma bobagem.

Santiago disse...

Este post abaixo é do blog da Bárbara Gância. Uma amostra dos "intelectuais" da esquerda que compõem o governo do PT, esse partido que faz esse Brasil ser essa maravilha que você quer nos fazer acreditar.

A ignorância reina.

20 de Fevereiro de 2009

O brilhante Tarso Genro alega ter sido mal interpretado em entrevista ao diário espanhol “El País”.

O jornal publicou a conversa com o ministro dizendo que, segundo Tarso, o presidente Lula “será o maior obstáculo a possível candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010”.

However, a assessoria do Ministério da Justiça divulgou nota explicando que o ministro quis dizer justamente o inverso.

Ele teria usado a palavra “handicap” no contexto português (?), ou seja, no sentido positivo. E o jornalista espanhol a teria interpretado como “obstáculo”.

Ora, ora.

Como qualquer batráquio que já tenha passado pela aula do “the book is on the table” está cansado de saber, em inglês, “handicap” significa deficiência. Tanto é que “handicapped” é deficiente físico.

Ou seja, nós temos um ministro que se atreve a dar entrevista em inglês sem saber falar o idioma.

Obs. O Lula sabia das 4.200 demissões da Embraer desde segunda-feira e ontem veio dar uma de surpreso e fingindo estar contra as demissões, jogando pra torcida. Sofista é elogio pra esse infeliz; até porque ele não sabe o que é sofista.

Mari Biddle disse...

Oi. Lola, sabe que hoje eu postei uma foto minha no Orkut e escrevi abaixo que aquela foto ali "ia manchar a imagem do Brasil no exterior"! Fiz uma brincadeira com algo que sempre escuto aqui nos EUA vindo da boca de brasileiros.


Uma coisa engraçada: saí de um grupo virtual de brasileiras que moram nos EUA e comentei com uma amiga que tinha dado um tempo do grupo pq não aguentava mais os comentarios de que os EUA é a última maravilha do mundo.Quando comentei com minha amiga o motivo da minha saída do grupo, ela disse que tinha saido a muito tempo do grupo pois não aguentava mais os papaos de " americana que fala português fluentemente"! Esse é o perfil das brasileiras que moram nos EUA e que participam do grupo virtual. No dia em que o avião pousou dentro do rio Hudson teve uma criatura que comenteou "se foss no Brasil isso jamais teria acontecido, todos tinham morrido"!

Desculpe o nivel da minha linguagem mas, eu acho que é uma "pagação de pau" para os EUA horrorosa!

Mari Biddle disse...

Então, continuando...você acha que com essa crise economica desenfreada aqui nos EUA, o pessoal vai deixar de fazer comparações tão arrogantes entre EUA e BR? Será que com a crise os estadunidenses vão baixar a bola? E os brasileiros que são os novos Mexicanos daqui, será que vão ver os EUA e BR com outros olhos?


*Tô escrevendo terrivelmente pois ta dificil conciliar o bêbê e as outras aventuras da minha vida. Desculpe, tá? Não ando usando virgula, fico comendo letras ...um horror.

L. M. de Souza disse...

tb to aqui com bolsa sanduiche do cnpq, e olha, não vejo a hora de voltar. tudo funciona, sim, pra quem tem dinheiro pra pagar.

Liris Tribuzzi disse...

'Sem nenhuma dor no coração de abandonar um paraíso onde é inverno durante metade do ano.'
Mas pelo menos não tinha baratas!

Gustavo C. disse...

Que irritante o diálogo que termina o post. A pessoa queria que vc vivesse o sonho dela? "Fique nos EUA, pq se eu pudesse, eu ficaria."

Eu ouço tantas coisas boas e ruins sobre o hemisfério norte que a minha opinião nem sabe se acha melhor ou pior..

Carol Fontes disse...

É Lola eu tenho muita vontade de conhecer outros países e culturas, mas daí a largar meu país é outra coisa! Falar mal é muito fácil só que a maioria dessas pessoas que vejo falando todos esses clichês não movem um dedo pra serem a diferença no Brasil. Pelo menos alguns de nós ainda amam e se preocupam em melhorar o que está ruim e aproveitar o que está bom! Beijão =)

Leonel P Cordeiro. disse...

Nunca fui pros EUA e quando for espero não ser barrado no aeroporto, mas se for quero voltar pro Brasil tão logo vença o tempo do visto do meu passaporte. Acho ridículo essas pessoas (que existem aos montes) que vivem comparando o que tem com algo que tá longe e dizendo que lá tudo é melhor sem nunca ter ido praquele lugar, seja ele onde for.

Junior Torres disse...

Well, nada é tão bom que não possa melhorar, nada é tão ruim que não possa piorar...

De qualquer forma, confesso que ainda estou aqui por completa falta de oportunidade. Odeio o verão de nove meses por ano, odeio praias, odeio excesso de simpatia e intimidadade, odeio o carnaval.

Tenho certeza, entretanto, que meia dúzia de meses em um país qualquer seria o suficiente para criar uma nova lista como a de cima; então, nada de idealizações.

Mas um inverno de seis meses por ano compensaria qualquer coisa...

Deni disse...

eita..
brasil sil sil . . .

jah jah ao invés d ocmentar eu vo é pedir emprego pra vc poakspoaksoas..

bom..vc sabe e tem conhecimento sob o q faz..
então se vc tem certeza q está certa..
então tá certa.
fique no brasil
viva e seja feliz..
e realizada..



parabens pelo blog...
ótimo domingo
e tá convidad a vir
no meu viow..

www.bagageirodocurioso.spaceblog.com.br

abraço e serás bm vind ká!

Clotilde Tavares disse...

Nunca quis morar em outro país, onde sempre sempre sempre vou ser uma estrangeira. É claro que isso é um percepção pessoal de cada um, e estou colocando aqui a minha percepção, mas as pessoas fantasiam muito sobre o que veem nos filmes e na Tv, achando que se fossse com elas seria do mesmo jeito, e não é. Seja nos EUA, França ou Turquia, pra onde eu fosse, sempre saberia que aquele nao é o meu povo, nem meu chão, nem minha língua. Passear, tudo bem. Mas me radicar, nunca!

Juliana Bittencourt disse...

Puts, quando eu ia dizer que finalmente o Santiago falou uma coisa interessante quando disse "Você gostar mais do Brasil do que estrangeiro, EUA por exemplo, é uma questão totalmente subjetiva", ele solta uma agressão desnecessária e estraga tudo de novo, ai, ai...

Falando de Brasil e EUA, eu gosto mais de algumas coisas de lá e de outras daqui. O ideal seria poder juntar o que gosto de lá com o que gosto daqui.

Por enquando estou no time do Julio e faço minhas as seguintes palavras dele: "confesso que ainda estou aqui por completa falta de oportunidade. Odeio o verão de nove meses por ano, odeio praias, odeio excesso de simpatia e intimidadade, odeio o carnaval."

E odeio a falta de espaço pessoal.

E eu ainda tenho um agravante, digamos assim, hahaha.

Somnia Carvalho disse...

Oi Lola!

Sempre to atrasada com os comentarios. Tinha feito um aqui assim que vc escreveu esse post, mas acabei deletando. Senti que fiquei irritada com seu post e escrevi um recado na lata.

Conheco voce ha pouco tempo e seu blog. E um dos lugares mais interessantes de se visitar na blogosfera. Voce e tao ativa e perspicaz. Faz comentarios que eu penso e nao tenho coragem de fazer, e engracada e muito rapida.

No entanto, eu nao concordo com muito mesmo do que voce escreve, nem preciso e nem e a razao de eu visitar seu blog. Acho otimo ter gente inteligente por perto que pense o contrario de mim, mas esse post, em especial, eu nao gostei nadica mesmo, a comecar pelo titulo.

Lendo os comentarios agora vejo que, com excecao desse so seu comentador Santiago, a maioria endossa o que voce diz. Eu, ao contrario, acho uma bobagem pensar que o lugar onde nascemos e o unico onde voce pode se sentir em casa e ser muito feliz.

Mas eu nao quero generalizar meu sentimento porque eu estou vivendo na Suecia em uma condicao, numa epoca da minha vida em que isso me parece assim.

Terminei meu doutorado aqui tambem e imagino como esta sendo pra voce terminar tudo e dar conta do trabalho, desse super blog etc. Mas Lola morar fora como estudante e uma coisa. Morar trabalhando, ja com sua familia junto eu imagino que seja totalmente diferente.

Fui bolsista da Capes, CNPq, FAPESP e vida de bolsista e aproveitar o necessario.

Entao acho que voce generalizar essa ideia de que voce nao achou tudo aquilo e nao voltaria etc... ou que porque voce viveu nos EUA a experiencia de viver em paises desenvolvidos e achar que e bom e sempre idiota e muito fechada.

Acho tambem que tem um problema. Meus amigos que viveram nos EUA sempre reclamaram de muita coisa... a cultura, a clara separacao de racas etc...
Em todo canto ha isso e eu nao me sinto sueca, de forma alguma! mas acho que generalizar a vivencia fora do pais tendo por conta a sua nos EUA e ruim. E ainda que eu pense que vc nao estava generalizando e tal, como voce tem uma baita moral e escreve bem e e amada por muitos da margem para muita gente continuar pensando pequeno assim.

Eu acho bem mal alguem achar que o seu pais e o melhor e unico lugar possivel de ser feliz no mundo, seja esse alguem brasileiro, frances, americano, sueco ou o que for. E pequeno e preconceituoso do mesmo jeito.

Desculpa o comentario longo e entendiante. To vendo que escrevi demais e bla bla bla.. Ate a final do Oscar!

ps: ontem vi um filme sueco e fiquei louca de vontade que voce pudesse ver e queria ver sua critica. Vou tentar escrever uma para uma coluna do Brassar. beijao e prazer!

lola aronovich disse...

Somnia, obrigada pelo comentário, mas acho que vc generalizou o meu post. Em nenhum momento eu disse que as pessoas deveriam viver onde nasceram. Eu nasci em Buenos Aires e não moro lá, certo? (embora adore B.A.). Acho que as pessoas têm que tentar ser felizes seja onde for. Aliás, eu disse que penso que eu e o maridão seríamos felizes em qualquer lugar do mundo. Isso quer dizer aqui, ou em outro país. O que acho irritante é essa mentalidade desse meu amigo de direita, que é a mesma do pessoal falando do caso da brasileira na Suíça - isso de achar que o Brasil é um lixo e que o paraíso mesmo é um país de primeiro mundo. Nenhuma das alternativas é verdadeira: o Brasil evidentemente não é um lixo (e, sinceramente, acho o fim alguém falar assim do próprio país - tem muita coisa errada aqui, mas tb tem muita coisa boa. Pensando bem, acho o fim alguém falar assim de QUALQUER país), nem os países ricos são um paraíso. Esse meu amigo achava que eu ficaria tão deslumbrada com as maravilhas dos EUA que não iria querer voltar pro Brasil - mesmo TENDO que voltar. Ou seja, eu desrespeitaria a lei (brasileira e americana, inclusive, porque teria que ficar lá ilegalmente) pra viver o sonho americano. Mas e se o “sonho americano” nunca foi um sonho meu? E se eu sempre gostei do Brasil e quis viver aqui? Alguns comentaristas confundiram umas coisinhas tb. Viajar e conhecer outros países é ótimo. Morar em outros países é que eu tenho minhas dúvidas. Pelo menos pra mim, que tenho uma boa vida aqui. Vejo brasileiros com curso superior ir pra países ricos lavar louça em restaurante, e fico um pouco surpresa. Isso realmente é necessário? Compensa? Mas outro princípio meu, que nem mencionei no post, é que nada é para sempre. Se alguém quer se sacrificar por uns anos fazendo um trabalho ruim pra poder juntar dinheiro, como muitos imigrantes fazem, dou o maior apoio. Eu acho que deve ser muito bom viver na Suécia, como vc faz (principalmente pela ausência de baratas). Só detesto essa mentalidade elitista de “o último que sair apague a luz”, sabe? Ah, e o título do post é irônico. Não há maldição alguma em morar no 1o mundo. A maldição é um pessoal achar que só dá pra ser feliz morando no 1o mundo. Anyway, este post está conectado a todos os outros (4? 5? 6?) que publiquei durante a semana sobre as reações ao caso da brasileira na Suíça. Principalmente com os comentários que coletei de brasieliros dizendo "Como um lixo de país como o Brasil pode critar um país com a Suíça?". Eu acho que esses brasileiros que odeiam tanto o Brasil têm mais é que viver em outro país. O que não significa, de forma alguma, que os brasileiros que vivem no exterior odeiam o Brasil...

Cereja disse...

A reputacao de Detroit nao e' das melhores, nao sei se isso afetou a sua experiencia americana... Mas como tambem nao conheco a cidade nao posso falar nada, pura especulacao mesmo. So' suspeito que os EUA sejam um pais diverso e que devam sim existir areas interessantes o suficiente pra se morar la', mas isso e' vindo de uma pessoa com uma certa vocacao pro nomadismo. E eu entendo que deva ser irritante escutar tanta gente falando pra voce se mudar, como se todo mundo tivesse que gostar da mesma coisa.

Nunca entendi os brasileiros que vivem pra falar mal do pais, acho que o Brasil tem muito o que oferecer. E' ate' um pouco de falta de educacao ridicularizar o pais depois de ir morar fora na minha modesta opiniao, ingratidao mesmo. Uma coisa e' criticar, outra coisa e' pisar em cima. O Brasil tem os seus meritos sim, os EUA tem os seus, o raio-que-o-parta tambem deve ter os seus meritos, cada um mora onde quer.

Somnia Carvalho disse...

Bom dia Lola!

A proposito Lola não é nome ficticio ne? ou e?
Eu acho o nome demais.

Obrigadissima por comentar minha resposta. E bom saber que o titulo e ironico! voce lembra uma amiga querida minha, Janete, ela misturava ironia com criticismo e ai eu nunca sabia quando levar a serio.

Bom, mas concordo totalmente com voce nessa resposta ai. A gente na Suecia tem muitos problemas para se adpatar, e quase sempre nao se adapta mesmo. E muito diferente: lingua, cultura etc. Me lembro de um dia meu bebe doente, com 4 meses, - 2 la fora, neve, marido na china, eu perdidinha... hospital nao atende se for direito, nao tem o pediatra etc... e tudo fecha no fim de semana e a noite... Mas consegui resolver e tal...

Por outro lado, tanta coisa maravilhosa pode acontecer quando se vive fora. Acho eu, como você acho o fim da picada os brasileiros que acham que viver fora e o paraiso, mas sabe algo que me IRRIIIIITA que e uma coisa? Brasileiro que vem viver fora e so reclama!

Reclama porque nao tem arroz e feijao, porque o frango caipira brasileiro e melhor do que o sueco bla bla... mas continua e vive com os recursos gerados aqui e reclama de todos os suecos como se os brasileiros fossem sempre os caras perfeitos...

a gente nao e... sueco nao e. ninguem e... entao no fim das contas acho que o que me incomoda mesmo e gente que não e feliz onde tá mas nao faz nada para inverter a situacao... Adora mesmo e ficar na posicao de reclamante! o saco gente assim!

beijao e otimo dia!

Somnia Carvalho disse...

Ah! e eu nao sabia que voce era argentina... burrice minha, vai ver tem no blog e eu nao vi!

acho que com essa informacao eu teria mesmo entendido seu post melhor!

JAMINE BRUNO disse...

Lola,

O seu texto é de uma coerência maravilhosa. Moro há quase 4 anos fora do Brasil e concordo com tudo o que vc disse.

Moro legalizada, com plano de saúde, mas morar longe da sua terra natal tem outros custos. E além disso, somos expostos a situaçoes nem sempre agradáveis, só pq estamos morando fora...

Mas isso dá pano para muita manga *R*R*

bjos