quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AMAR É... TUDO MENOS ISSO

Como eu não fui muito bullied na infância (em compensação, estou pagando todos os meus pecados agora, com juros e correção monetária) e como não tenho filha (nem filho), nunca parei pra pensar nisso que aborda um post americano recomendado por uma leitora. Seguinte: parece que é muito comum meninas serem empurradas, derrubadas, chutadas, estapeadas, e terem seu cabelo puxado por meninos. Claro, imagino que por outras meninas também, mas não é esse o foco do post. Parece que é mais comum ainda o adulto que ouve essa reclamação vinda de uma menina justificar com um "Ah, isso quer dizer que ele gosta de você". E aí, aqui no Brasil é assim que esse comportamento é explicado? Porque, se for, realmente não soa como uma explicação convincente. O que a autora defende é que quer que sua filha aprenda que meninos que gostam dela vão tratá-la bem, não de uma forma agressiva. E ela tem toda a razão. O coleguinha insuportável que colocou chiclete no meu cabelo quando eu tinha sete ou oito anos -- eu tive que cortar uma parte da minha cabeleira pra conseguir tirar a nojeira -- certamente não gostava de mim, isso eu tenho certeza.
É lógico que, quando um menino bate em outro menino, ele não vai ouvir como explicação "Isso significa que ele te adora". Pelo contrário, vai ser ensinado a reagir, quase sempre com violência. E nem imagino qual é a razão dada para uma menina bater em outra menina, mas duvido que seja "She loves you ié ié ié". Então porque chamamos de amor o comportamento abusivo dos meninos? Ou não chamamos? Iluminem-me, por favor.P.S.: Hoje acordei com esta notícia aterradora: durante o carnaval em Nova Iguaçu, RJ, uma moça ouviu uma grosseria na rua, que os jornais e o senso comum chamam de "cantada". Segundo o Extra, ela o empurrou (o que denota que a "cantada" provavelmente não ficou só no campo verbal). O rapaz deve ter falado mais grosserias, ou tocado nela, e ela o estapeou. Ele tirou um revólver e lhe deu um tiro na testa. Ela morreu na hora, ele fugiu.
Este é mais um cas
o horrível, e que mais uma vez prova que grosserias na rua estão relacionadas a poder, a dominação, ao sentimento de "entitlement" (merecimento), ao velho "olha quem manda aqui", e não a paqueras e muito menos a tentativa de romance. Sempre que falo contra grosserias na rua, vem algum energúmeno dizer que se não reagimos, a culpa é nossa, e que nenhum homem é violento após receber uma cortada. E a gente vive contando casos de como, em questão de segundos, a "cantada" se transforma em ameaça, agressão física, ou o habitual disfarce da indiferença ("Você é gorda e eu nem queria nada com você mesmo, sua p*ta"). Mas tem homem que não acredita, pelo único motivo que isso nunca aconteceu com ele, e ele costuma empatizar com o agressor, não com a vítima.
Por outro lado, dependendo das circunstâncias, acho que temos que reagir, falar alguma coisa, não tornar a vida desses misóginos tão fácil. Mas é sempre um risco.
Voltando ao te
ma do post, minha opinião é que quem tem filha pequena deve colocá-la pra aprender algum tipo de defesa pessoal desde cedo. Além de ser um ótimo exercício físico, saber lutar ensina uma atitude e pode elevar a autoestima. Claro que não ia resolver nesse caso terrível do carnaval. E, pra quem tem filho, pequeno ou não, ensine a respeitar as pessoas. A começar pelas mulheres.
UPDATE: A grosseria que a moça ouviu não foi na rua, foi em um baile de carnaval. E, conforme eu suspeitava, não ficou nas palavras. O rapaz passou a mão nela e a encostou na parede. Ela o empurrou (a versão do tapa não existe mais). Em represália, ele sacou o revólver e atirou, fugindo em seguida em meio aos foliões. Como avisou
a leitora Marina, a Globo.com levou o dia inteiro para mudar a chamada: de "Paquerada na rua reage e é morta com tiro" a "Assédio acaba em execução em baile de carnaval". Ou seja, não é muito diferente do caso do playboyzinho que quebrou o braço de uma moça porque ela o rejeitou numa balada em Natal. A diferença está mais na arma usada, mas a intenção é a mesma: punir a mulher que ousou rejeitar o homem "merecedor". Já a narração da mídia continua a mesma: nenhuma contextualização, nenhuma comparação com outros casos. A Globo ainda fala que o rapaz "exagerou na dose durante a investida". Exagerou, né? Na investida e na sua reação. Se ele "só" tivesse quebrado o braço da garota que o empurrou, talvez nem viraria notícia.

135 comentários:

Shoujofan disse...

Excelente texto, Lola. Triste, muito triste. Essa história de que se ele maltrata é porque gosta de você, continua valendo e muito...

Lee disse...

Concordo com você, Lola. Dar ferramentas para que nossas filhas se defendam é fundamental porque esse tipo de agressão acontece o tempo todo. Comigo já aconteceu no ponto de ônibus. Um cara que estava no ônibus que pegava passageiros falou uma grosseria para mim. Eu nem respondi, simplesmente ignorei e ele cuspiu em mim. Achei aquilo surreal. Se o sujeito foi capaz de cuspir em mim, uma desconhecida no ponto de ônibus que sequer o respondeu, já pensou no que ele é capaz de fazer perante uma rejeição ou uma reação mais pontual?

Eva disse...

Aqui a gente ouve isso, sim. Apanhei muito de um priminho insuportável, e cansada de ouvir "ah, ele te bate porque gosta de você", um belo dia fechei a mão e devolvi com um socão na cara dele. Ele nunca mais me bateu nem agrediu verbalmente, não é impressionante?
Se eu tivesse filha, certeza que ia colocar cedinho pra fazer aikido - arte marcial que me ajudou muito, onde aprendi a ser ponderada, ser mais serena e a ter mais respeito por mim mesma, e que por mais pacífica que seja, me ensinou que temos que devolver agressões na exata medida da força do atacante, e usando a força dele, não a nossa, pessoal, e apenas na medida em que precisamos nos defender.

Sobre a menina que levou um tiro, não me espanto mais. Deixei de ir em balada hetero por causa disso. Uma vez, numa balada da Vila Olímpia, me colocaram pra fora. Um moço "de bem" tentou me dar um tapão na bunda, eu usei uma torção simples de pulso nele (que aprendi no aikido) depois de interceptar o golpe, apenas para que ele não me tocasse contra a minha vontade e, bem, muito menos me desse um tapa. Como ele tinha realmente usado força - eu não usei nenhuma - ele torceu o pulso mais feio. E o segurança me colocou pra fora.
Depois dessa, só vou pra balada da galera GLTTB - onde posso dançar sossegada, sabendo que, se encostarem no meu corpo na pista, foi um acidente, um esbarrão comum num lugar cheio, onde pessoas dançam e pulam, e não alguém querendo me dar tapa na bunda, colocar a mão nos meus seios ou me segurando agressivamente pelo braço pra me obrigar a parar pra demonstrar que é machinho pros amiguinhos e que sabe "laçar uma fêmea", como já ouvi por ai. Mesmo as lésbicas ou bissexuais dessas baladas são menos sem noção, e não saem pegando antes de saber se pode colocar a mão em algum lugar.

Josiane Caetano disse...

Lola, adoro seu blog! Ainda bem que vc coloca posts nele todos os dias.
Coisa mais triste do mundo é educar uma criança em casa e ela ter que aprender a violência na rua. No mínimo, aprender a se defender. Pode parece bobagem o que vou dizer, mas minha filha de 1 ano já foi mordida na creche. Por outro bebê, como ela, mas fico meio chateada em saber que ela terá que aprender a se defender tbém - provavelmente através de mordidas.E quem é que quer que uma filhinha tbém faça isto?
E já começar a se defender tão cedo...

Lord Anderson disse...

É, eu ja ouvi muito disso de adultos que ao ver duas crianças brigando solta o famoso "isso vai dar em casamento".

É mais um senso comum que precisa ser desmontado.

Crianças crescem pelo exemplo, precisamos tirar esse excesso de agressividade e ensinar mais respeito e honra ao proximo.

E mais esse caso tragico mostra as ameaças a que mulheres estão expostas no dia a dia.

Só não vé quem não quer ou quem não se importa.

Daní Montper disse...

No Brasil tem isso também, e eu falo pra minha sobrinha revidar e já falei com a mãe dela que vou pagar um curso de artes marciais, minha sobrinha gostou da ideia e vai escolher um - ela vai fazer 5 anos em breve.

Vejo também muit@s adolescentes que fazem brincadeiras depreciativas com @s amig@s e namorad@s, mais os meninos que as meninas, parece que só se faz isso com quem se gosta - segundo el@s - e eu não entendo essa lógica de jeito nenhum.

Horrível esse caso de Nova Iguaçu, pegaram o assassino? Esse é o tipo de violência que também deveria ser noticiada e mostrada pelo viés da violência de gênero, porque de uma 'cantada', nunca se sabe o que pode acontecer com a mulher, estamos sempre a mercê de algum misógino.

Lord Anderson disse...

E claro, vai ser triste e nojento ver os cretinos de sempre acharem uma maneira de culpar a vitima.

Antenor Nogueira disse...

Concordo com a Lola, eu acho que as pessoas que tem filha pequena devem colocar sim a criança pra aprender algum tipo de defesa pessoal. O mundo está muito violento e nossas crianças tem sofrido muito com isso.

Um dia a minha irma estava no onibus voltando da faculdade e um cara de seus 60 e muitos anos, tentava encostar o penis no braço dela. Minha irma na epoca estava com 23, faz uns 6 anos esse episodio. Ela o empurrou e dois caras que vinha no onibus e notaram o que estava acontecendo fizeram o senhor tarado descer de qualquer jeito ou fariam um escandalo pro onibus lotado saber do que se tratava.

Nosso mundo esta sem freio, sem leis, sem respeito a vida. Desde esse dia, eu passei a leva-la e busca-la na faculdade, ainda bem que final do ano passado ela se formou.

Beatriz disse...

Acontece no Brasil com meninas sim. Eu mesma "apanhei" bastante (e demorei para começar a reagir pq era boa aluna e tinha medo de ser castigada). Comigo, a coisa nunca foi muito justificada pelo clássico "ele gosta de vc" pq o meu motivo para sofrer bullying era bem claro: sempre fui uma aluna com rendimento muito acima da média da turma. Ganhava todos os concursos da escola, de matemática a poesia, e sempre era a primeira colocada nas notas (isso é péssimo em crianças e adolescentes, acho q várias meninas aqui passaram a mesma coisa que eu e podem confirmar). Isso atraía raiva e xingamentos de "CDF" e "sabe tudo". E empurrões e beliscões. Como meus pais sempre sabiam do q acontecia (eu era um "problema" desde os 6 anos, orientada inclusive a disfarçar o q sabia e não comentar dos livros q lia para não sofrer muito)eles no máximo diziam q era inveja das outras crianças. Quem me dizia que os meninos "gostavam" de mim eram, pasmem, as professoras. E as punições aos garotos que me agrediam eram sempre leves. Passei por isso até mais ou menos os 13 anos, qdo fiquei mais rebelde e aprendi a me defender.

Débora Vaz disse...

Já pregaram chicletes no meu cabelo quando eu era criança, o que fez com que eu odiasse minhas madeixas. Por causa disso, passei longos anos alisando o meu cabelo e só recentemente parei. Felizmente, não cheguei a sofrer agressões físicas maiores, mas aprendi desde cedo a só valorizar quem me trata com carinho e respeito. É difícil quando temos que passar por situações assim para aprender mais sobre a vida. :T

Charô disse...

Olá Lola,

mais um post excelente!!! Me deu até vontade de voltar para o Kung Fu, para aprender alguma forma de defesa pessoal.

Sobre puxar os cabelos... Quando criança sofri muito esse tipo de perseguição. Sobretudo nos dias em que minha mãe alisava meu cabelo. E sim, me diziam que eles gostavam de mim por causa disso.

E ainda completavam com um "quando casar passa".

Terrível.

Marina disse...

Excelente post, Lola!
Gostei quando chamou atenção para o termo "cantada". O que é uma "cantada"? Alguém falar grosseria? Alguém me tocar sem meu consentimento? E qual a diferença entre "cantada", assédio e violência?
Na chamada da Globo.com a notícia aparece da seguinte forma: "Paquerada na rua reage e é morta com tiro". Analisando, a chamada soa bastante machista: "reage" à paquera? Como quem "reage" a um assalto e leva um tiro por isso? Ou quem reage a uma tentativa de estupro e é morta?
Se ela não tivesse "reagido" não teria sido morta? É isso que o jornal diz nas entrelinhas? E "paquera" violenta é algo normal, corriqueiro, e esperado (principalmente no carnaval)?
Mais uma vez, e como sempre, é um passo até a culpabilização da vítima. E mais uma vez, nenhuma reflexão sobre o machismo e a violência contra a mulher na reportagem.
É bastante triste. Assim como no caso da Eloá, ou dos estupros coletivos que você analisou, a grande mídia ignora o cerne da questão e, ao meu ver, só faz colaborar com o machismo e a violência.
Lamentável.

Drica Leal disse...

Muito bom esse post! Percebo que as mulheres se safariam de muitas situações de agressão se fossem ensinadas a se defender. Mas não, desde pequenas somos repreendidas e criticadas se lidamos com os meninos de igual pra igual. Isso me lembrou quando eu era criança, entre 5 e 8 anos de idade brincava igualmente com meninos e meninas, e se algum menino se metia a besta, eu descontava, nunca fui passiva. As professoras achavam um absurdo eu reagir ás provocações dos meninos, mas não achavam absurdo o que eles faziam com as meninas. Passei a infância inteira ouvindo coisas do tipo "nossa, isso não é coisa pra uma mocinha", "É feio menina agir assim", etc. As meninas sofrem essa lavagem cerebral desde cedo para que sejam passivas a qualquer ataque vindo do sexo oposto (no máximo são ensinadas a chora e reclamar para outras pessoas) e mesmo em situações onde poderíamos nos defender o condicionamento que recebemos não permite. Não digo que meninas (e nem os meninos, claro) devam ser ensinadas a ser agressivas e resolver as coisas com violência, mas que simplesmente aprendam a não tolerar abusos por parte dos meninos e saber reagir quando tiver oportunidade pra isso. Caso contrário, continuaremos infinitamente recriando esse padrão agressor/vítima nas relações de gênero.

Uma sugestão que dou para quem tem filhas é a leitura do livro "Quando a Bela Morde a Fera", de Ellen Snortland. O livro traz observações interessantes, até mesmo do ponto de vista natural, biológico. A gente descobre, por exemplo, que na natureza nenhuma fêmea é totalmente indefesa diante do macho, isso só ocorre na espécie humana. Em todas as espécies, mesmo quando a fêmea é fisicamente menor ou mais frágil, ela sabe se defender quando necessário. Mas na espécie humana, o condicionamento cultural faz com que as mulheres fiquem á mercê da agressividade masculina sem nunca se defender, fazem com que desde pequenas elas acreditem que ela é fraca e que o homem é invencível, logo, ela nada pode fazer para se defender dele. Esse padrão de comportamento tem tido resultados desastrosos, como podemos constatar. Se as meninas aprenderem desde cedo que podem SE DEFENDER e os meninos aprenderem desde cedo a não agredir, violência de gênero será coisa de um passado horrendo, absurdo. Assim espero.

Mari Lee disse...

Sobre o caso em Nova Iguaçu, não tenho nem o que comentar...

Bullying é um problema muito sério. Felizmente hoje está sendo mais discutido.

Eu sofri muito com isso até o fim do Ensino Fundamental; até pessoas de outras salas - mais novas e mais velhas - me elegeram como alvo da escola. Ouvi algumas vezes essa história de que meninos provocam porque gostam da gente, mas não sei se levava isso muito à sério.
Quando eu era bem pequena - 5 ou 6 anos - o que mais acontecia era meninos provocando as meninas (xigamentos, chiclete no cabelo, estragar desenhos e outras coisas que fazíamos, etc.). Eu me inspirava na Mônica das histórias em quadrinhos e tentava bater neles para eles pararem (rs), mas nunca funcionou. Mas também, eu era uma criança meio fraquinha...
O que minha mãe me disse foi que eles se divertiam mais justamente por eu ficar brava, e que se eu simplesmente ignorasse iria perder a graça e me deixariam em paz. Daí eu passei a adotar essa estratégia e fingir que nem estava ouvindo/vendo/sentindo nada, o que também não funcionou e eu continuei sendo alvo de provocações até sair da escola aos 14 anos de idade (embora os agressores se diversificassem). Provavelmente, justamente por eu não reagir...
No colégio, felizmente, nunca vi esse tipo de coisa acontecer; não sei se as pessoas estavam mais maduras ou se a escola sabia lidar melhor com essas coisas e conseguiu criar uma "cultura de paz".

Anônimo disse...

Lola existe um filme, comédia romântica, chamado "Ele não está afim de vc". No filme aparece garotinhos agredindo e xingando uma garotinha e a mãe dizendo justamente que ele fazia isso pq gostava dela. Depois a garotinha já crescida descobre que qdo uma pessoa gosta da outra age bem diferente. Pra vc ver como essa explicação é comum...

Mateusz disse...

Lola, to encucado é com a notícia do G1. Como assim "Jovem reage à cantada"? Parece coisa da Novilíngua do Orwell, quando o Ministério do Amor torturava pessoas.

Como "reage"? Reagir a uma cantada como quem reage a um assalto? Como uma cantada pode ser comparada a uma coisa violenta e invasiva como um assalto? Fico pensando em uma "cantada a mão armada". Se o jovem a matou depois e ela "reagiu" por que não chamar de agressão, tentativa de agressão ou qualquer coisa do gênero? Quer dizer, o sujeito mata a moça a sangue frio e o que ele fez antes que levou a moça a "reagir" continua sendo só uma... cantada.

Drica Leal disse...

Lola e comentaristas, não sei se vocês já leram o texto "Machismo Oculto", de Milton Maciel. Nesse texto, ele fala da sua infância, do processo que faz um menino se sentir tão superior a uma menina, de como se forma essa masculinidade machista e misógina num garoto, desde cedo. É uma das coisas mais interessantes sobre machismo e acho que principalmente quem tem filh@s deveria ler. O link:

http://www.ideleditora.com.br/machismo1.pdf

Letícia Alves disse...

Eu fiquei mais uma vez estarrecida, e quando compartilhei essa notícia no meu Facebook, tive que ler de uma outra mulher que isso ocorreu por que foi na baixada fluminense. E o pior, foi ela dizer assim "mas a moça deu um tapa na cara dele, tem gente que não gosta". Fico pasma com essas atitudes. Não justifica em nada a violência e principalmente contra a mulher.
Excelente texto!

Drica Leal disse...

Arnold:

Falar escondido atrás de fake é fácil. Com perfil Fake eu posso dizer que fiz qualquer coisa e ninguém pode me contestar. Mas se você quisesse mostrar a cara, dizer quem é e marcar um encontro com qualquer feminista do blog pra mostrar essa sua macheza cara a cara, pelo menos de covarde ninguém poderia lhe chamar mais. Vamo lá, Arnold, salve a honra dos mascus, ;-)

Anônimo disse...

Na minha infância eu raramente me lembro de alguma garota empurrada ou agredida pelos meninos. Eu lembro dos meninos mais quietos que sofreram violência física e moral.

As meninas da minha escola se dividiram em:
- bonitas
- mais ou menos
- feias

As bonitas tinham todos os meninos assediando e se converteram muito rapidamente em "putinha da sala" e todo os garotos que queriam um experiência sexual procuravam essas poucas meninas.

Todas elas morreram de AIDS antes dos 30 anos. Eu lembro que na minha sala eram 3 meninas e na escola tinha outras, mas não tive contato.

As mais ou menos adotavam uma postura mais séria e fechada, principalmente por ser um colégio cristão com aula de educação religiosa.

As feias de vez em quando ouviam comentários desagradaveis, mas nunca vi ou ouvi falar de nenhum tipo de agressão.

Já os garotos quietos de boas notas, esses sim sofriam. No dia de educação física eles colocavam a roupa de educação física por baixo do uniforme, só para não ter que trocar dentro do vestiário, onde poderiam sofrer agressão sexual.

Esses garotos sempre apanhavam por razão alguma ou alguém roubava o lanche. Muitas vezes jogavam terra para sujar o uniforme. Mas nunca com as meninas.

Lord Anderson disse...

"jeito dele de resolver o problema"

assassinato mudou de nome agora...

Yaannoow disse...

Lamentável! Hoje em dia nem defesa pessoal tá resolvendo com a mulherada, creio que agora temos que fazer um bom curso de tiro israelense pra igualar ao nível.
Já não se tem mais o que fazer, se caladas possivelmente estupradas, se nos defendemos, possivelmente mortas.

Sendo assim a infância vai perdendo a doçura, e as mulheres a delicadeza.

Carol NLG disse...

Eu sempre achei essa explicação, no mínimo, estranha.

Quando eu era pequena, a primeira vez que me bateram (ou empurraram, não lembro), reclamei com a professora. A explicação foi essa: ele deve gostar de você.

Não tive a menor dúvida. Da segunda vez, reagi. Empurrei de volta. Um soco bem dado na cara (juro que sou contra a violência!). Eu devia ter 6 ou 7 anos. Um escândalo na escola. Chamam meus pais. Reunião com supervisora. Eu expliquei que tinha sido provocada antes. A professora disse que eu deveria falar com ela. Eu disse que tinha falado, a primeira vez, e ela tinha dado aquela explicação. Ou que usassem a mesma explicação pra minha atitude, ou que usassem a mesma raiva na atitude dele.

Por sorte, minha mãe me apoiou 100%. Disse que ela mesma tinha me ensinado a nunca bater em ninguém, mas a reagir em dobro se provocada.

Ouvi de muita gente, na infância, que eu não tinha atitudes de menina, de mocinha, e que garoto quereria namorar comigo se eu era assim? A resposta era a mesma: algum garoto que NÃO fosse me bater e, portanto, em quem eu não bateria.

E é assim que pretendo educar meus filhos, caso os tenha.

Drica Leal disse...

Arnold:

Diz seu nome aí, onde mora e onde quer o encontro. Mas terei que levar um vibrador, porque duvido muito que essa coisinha aí funcione com mulher, já que você tem tanta raivinha do gênero, ;-)
Vamo lá, Arnold, a honra dos mascus está em suas mãos, rs.

Estudante de Direito disse...

Lola, leia isso:

http://g1.globo.com/paraiba/noticia/2012/02/policia-indicia-10-por-estupro-coletivo-e-homicidios-em-queimadas-pb.html

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), apenas após autorização judicial eles poderão ser encaminhados às celas comuns.

Isso é a autorização para o estupro coletivo.

Você chama isso de justiça? O estuprador deve ser vítima de estupro homossexual dentro do presídio?

Você acha justo que os presidiários tenham aula de estupro? Considera importante que os presidiários considerem coisa normal e engraçada o estupro?

Você já parou para pensar que ao sair de um presidio tanto os estupradores como os estuprados adquiriram em suas cabeças valores diferentes sobre a relação sexual, que eles estuprarão por considerar algo correto.

Alguém aqui analisou os casos de "serial killer" onde a violência sexual estava envolvivda? Todos eles foram ex-presidiários.

Espero que isso seja útil para alguma coisa.

Mayara Arend disse...

Lola, você está certa.
Eu, quando criança, nunca ouvi essa de "ele gosta de você", não. Meu pai, gaúcho e militar, "raça" braba que só, me ensinou... "Bate de volta, filha".
Um dia, bati de volta. E me bateram forte de volta. Aí meu pai me ensinou "é, mas daí tem que correr, pô".
Nunca cheguei a bater em alguém de verdade (fora o acima), mas aprendi desde cedinho a torcer braço e dar chute nas partes. Uma vez torci o braço de um amigo, por instinto... Ele veio me abraçando (de bobeira, meu namorado do lado, era amigo, estava bêbado) e direto, peguei no braço e torci, quando vi já estava feito...
Ele adorou, achou engraçado rs E tive que ensinar pros marmanjos em volta que nem sabiam como fazer isso... Acho que mulher tem que saber se defender sim, seja verbal, seja fisicamente. Infelizmente. Preferia que ninguém precisasse nem pensar nisso (nenhuma pessoa).

Lorena disse...

Sobre o primeiro tema do post, eu já fui agredida por colegas de escola, verbalmente e fisicamente, e nunca foram meninas, NUNCA, mesmo tendo sempre mais amigos que amigas. Não eram agressões constantes, não era perseguida, mas acontecia, principalmente na adolescência. Mas, graças a Deus, nunca ninguém me disse que, se me agrediam, era porque gostavam de mim. E eu acreditava piamente que eles me detestavam, e eu os detestava de volta. Foram coisas que me marcaram tanto que, até hoje, todos adultos, ainda não consigo "engolir" muitos deles e ainda prefiro manter distância.

Mas já ouvi isso por aí, também, infelizmente. Meninos são tão incentivados a serem violentos que, supostamente, usariam a violência até para demonstrar afeto... Só na cabeça de uma sociedade muito doente pelo machismo algo assim faz sentido, né? Enquanto isso, meninas são ensinadas a serem passivas e "comportadas"... Pois eu concordo contigo, se tiver uma filha, ela vai aprender defesa pessoal. Eu, se pudesse, também aprenderia, porque não sei mesmo me defender do assédio, eu travo, morro de medo de reagir e acontecer alguma coisa... Aí leio uma reportagem como essa que você postou e fico com ainda mais medo. Sinceramente, me abalei muito com essa história da moça, mto. Eu não sou de baladas, de muvuca, tenho horror a lugares onde sei que o assédio é comum, mas isso não me deixa a salvo de um louco desses. Porque homens assim a gente encontra em qualquer lugar, não precisa estar na balada. Pode ser andando na rua, no ônibus, no trabalho, na faculdade... Difícil, viu.

Drica Leal disse...

Estudante de Direito:

Pois é, se não vivêssemos numa cultura machista onde o estupro serve para legitimar a subjugação do outro, esses homens não seria estuprados nos presídios POR OUTROS HOMENS. E, é claro, mulheres não passariam por essa violência e humilhação também. Por isso a proposta do feminismo é benéfica AOS DOIS GÊNEROS, já que o machismo é prejudicial aos dois, ao contrário do que os desinformados possam alardear por aí.

nina disse...

Lola, acontece isso sim. Eu mesma já ouvi adultos dizerem pra meninas que se o menino implica é porque gosta dela. E fico irritada com isso, porque quem garante que esse tipo de justificativa não vai ser usado por aquela garota a vida inteira, mesmo que ela encontre um cara agressivo?

E sobre essa história do carnaval, o festival de horrores não acaba, né?
Uma vez fui numa festa com a minha irmã e algumas amigas. Quando estávamos saindo, um cara pegou na minha cintura e me puxou pra perto dele, eu o empurrei. Ele me empurrou de volta e quase me derrubou. Saímos depressa, enquanto um amigo dele o segurava. Depois soube que na noite anterior ele tinha dado um tapa numa menina que se recusou a beijá-lo. Não deve ter sido a primeira vez. Só lamento não ter feito mais nada pra reagir...

Anônimo disse...

Yaannoow

Não adianta fazer um curso de tiro porque no Brasil o cidadão de bem não tem o direito de defesa, não pode carregar armas mesmo que cumpra todos os requesitos da Lei.

A Polícia Federal está negando todas as renovação dos registros de armas (registro é para deixar em casa sem usar, não é porte). Milhares de ações judicias estão correndo devido essa imposição brutal do Ministério da Justiça.

Agora se você pensa em fazer um curso de tiro para portar uma arma na rua. ESQUEÇA DEFINITIVAMENTE. Porte de arma é concedido apenas a alguns funcionários públicos que são citados na lei.

Fora isso, raras pessoas obtem o porte. Esse número é próximo de 30 pessoas por estado brasileiro, praticamente todas ligadas de alguma forma a políticos influentes e pessoas de grande poder aquisitivo.

Drica Leal disse...

Mas Arnoldinho...

Alguém que tem tanto desprezo por mulher fatalmente não conseguirá fazer sexo com uma, fato! E tô esperando até agora as informações necessárias pra conferir essa sua virilidade, assim só no "blá blá blá" de perfil fake não vale nada. Quem pode ter pau grande é homem, fake por trás de avatar de desenho animado trollando em blog não tem pau e nem tem nada. Só tem "blá, blá, blá."

Beatriz disse...

Tô vendo que logo a Lola vai ter que institucionalizar o uso da placa sarcasmo aqui no blog, que não tá fácil pra ninguém...

Anônimo disse...

Uma única coisa eu concordo do que esse Arnold disse: usar a argumentação de incapacidade sexual, de tamanho de órgão genital é uma irresponsabilidade.

Principalmente aqui onde a Lola sempre vem tentando quebrar esse paradigma da preocupação com o formato e tamanho dos seios, tamanho e cor dos lábios genitais, e tantos outros valores estéticos.

Apelar para esse tipo de ofensa é ultrajante. Nota negativa.

Eu tenho amigos homossexuais que quando ficam bravos gritam: "sua bicha, vai dar a bunda" ou seja, perpetuam o paradigma de que ser bicha e dar a bunda é uma ofensa, algo muito negativo.

Pensa nisso querida.

lola aronovich disse...

Ha ha, Anônimo das 13:21, troll é fogo, né! O Ministério da Saúde adverte: Ser menina bonita e fazer sexo faz mulheres morrerem de Aids antes dos 30 anos. E os meninos que transaram com essas “putinhas da sala”? Todos sobreviveram? Mulher pega Aids unilateralmente? Pois é, não basta mulher ser condenada moralmente por transar. Ela também deve ser punida com a morte! Mas pelo menos morrem felizes, né? E pra quê mulher viver mais que trinta anos, afinal? Se o nosso capital erótico se desmancha no ar quando viramos balzacas, e toda a nossa missão na vida (ser decorativa) acaba? Melhor transar adoidado e morrer jovem. Live fast, die young, baby. Se bem que falavam isso do James Dean, que não era mulher... Estranho.


Drica Leal, excelentes comentários. Obrigada pela sugestão de A Bela Morde a Fera e do Machismo Oculto. Vou tentar lê-los quando tiver um tempinho.

Paula Penedo disse...

Oi, Lola, muito bom o seu post de hoje. Apesar de ver quase todos os dias casos como esse de Nova Iguaçu,eu não consigo deixar de me surpreender. É tão triste, tão depressivo. Cada dia que passa eu perco mais a fé na humanidade.
No começo do ano passado eu escrevi um texto para as blogueiras feministas falando sobre essa justificativa que os adultos dão para o comportamento masculino (http://blogueirasfeministas.com/2011/02/infancia-e-o-desrespeito-masculino/). Nele eu citei a pesquisa de uma jornalista americana que dizia que isso tinha muito a ver com a separação que se fazia ainda na infância entre brincadeira masculinas e femininas. As crianças de sexos opostos não aprendem a conviver e as consequências disso acabam se estendendo para toda a vida adulta.

Meire disse...

"A começar pelas mulheres" - esse é o tipo de comentário sectarista e vitimizador feminino que afasta as pessoas de tudo o que o feminismo apregoa.

Respeitar PESSOAS, independente do sexo, já estaria de ótimo tamanho.

Anônimo disse...

Arnold

me liga, eu quero ver esse seu pinto

61 8179 7998

é de Brasília, mas liga que nos entendemos depois.

Beatriz disse...

Anônimo, eu concordo com isso sobre a ofensa sim, é machista, eu evito usar (embora as vezes faça, mau hábito, mas odeio).
Arnold, dar telefone cadastrado no "Quem perturba" não vale.

saturnreturn disse...

Ouvi isso a minha infância e adolescência inteiras, dos meus pais e de outros adultos.

Drica Leal disse...

Pô, Arnold! Isso não se faz!

E eu achando que ouviria sua voz por esse número... Mas fica pra próxima, quem sabe um dia você perca o medo de mulher e descubra algo melhor pra fazer da vida que não seja trollar, rs.

saturnreturn disse...

O filho da madrinha da minha irmã me tratava muito mal, desde que eu tinha uns 3 anos. Quando eu era criança eu apenas o odiava, mas quando me tornei adolescente, passei a me sentir atraída por ele. Ele já não me agredia fisicamente nessa idade, claro, mas me desprezava profundamente.

lola aronovich disse...

Estudante de Direito, acho que vc errou de blog. Aqui ninguém apoia estupro em presídios. Muito pelo contrário. Eu sou daquelas que os opositores dos Direitos Humanos odeiam. Eu acredito em reabilitação. Acho que um criminoso deve ser punido (não com estupro, nem com tortura, nem com pena de morte, nem com qualquer tipo de agressão física – “apenas” com a privação da sua liberdade, que é um bem preciosíssimo), mas também reabilitado para que, depois de cumprir sua pena, ele possa conviver em sociedade. Infelizmente, nosso sistema carcerário (e não só o nosso, mas também o sistema com maior número de presidiários no mundo, que é o americano) só cumpre a função punitiva. Raramente reabilita. Em muitos casos é só uma escola para criminosos iniciantes aprenderem com criminosos mais experientes. Isso tudo precisa mudar. Por que os movimentos masculinistas, que dizem se preocupar com direitos dos homens, não fazem uma campanha para impedir estupros nas cadeias? Bom, eu posso responder: porque mascus são, além de misóginos, também racistas e classistas. Pra eles, pobres e negros (a maioria da população carcerária) não são gente, logo, não têm direitos. Ironicamente, é esse mesmo pesssoal fascista, reacionário, que defende a pena de morte e torce para que estuprador seja estuprado na prisão. Não são as feministas.

Serge Renine disse...

Uma ADVOGADA, insultou uma juiza para provocar a suspensão do julgamento e evitar a condenação do Lindenberg, um assassino de uma moça indefesa na frente das câmeras de televisão.

Sorte que a juiza foi fria e deu no que deu.

Me admira essa advogada, sendo ela mesma mulher, aceite defender um monntro que por motivo torpe acabou com a vida de uma menina. Alguem vai me dizer que ele foi obrigada a defende-lo? Se me disserem que todos tem direito a defesa eu vomito.

Isso mostra que o problema não são só os homens matando as mulheres, são as pessoas que não tem mais senso de nada.

Anônimo disse...

Serge Renine

O dinheiro manda no mundo. Tem muita mulher milionária que só anda com garotos modelos. Tem muito homem caindo aos pedaços cercado de mulheres bonitas e jovens.

Veja o Michel Temer, vice-presidente da República que é casado com uma mulher 43 anos mais nova do que ele.

E se você disser que é por amor sou eu que vou vomitar.

Capitã Amélica disse...

Flavio, se vc leu o texto até o fim viu que ela escreveu "(...)Claro que não ia resolver nesse caso terrível do carnaval.(...)".

E sim, o conselho é ótimo. Não resolveria nesse caso, mas poderia resolver em vários outros.

Muitos estupram sem arma alguma, e aí, nesse caso, adiantaria e muito saber defesa pessoal.

carolinapaiva disse...

Gente burra é outra coisa, né não?
Serge e Arnold, estudem um pouquinho, não dói. Todos têm direito a defesa, parem de falar bobagens e abram um livrinho básico de direito. Outra coisa, e dai que quem defendeu Linderberg era uma advogadA? Feminismo não prega ódio aos homens, logo, tal afirmação de vocês carece de lógica. Agora, falar da promotorA vocês não falam, pois não é conveniente com seu discursinho de "mulheres defendem marginais".

carolinapaiva disse...

A sociedade machista é doente. Meninos são educados para somente demonstrar sentimentos violentos. Suas brincadeiras envolvem briga e dominação, é só dar uma olhadinha nos comerciais de brinquedos voltados a meninos (nem Lego escapa).
Meninos e meninas brincando juntos é coisa rara de se ver. Brinquedos neutros, mais raro ainda. A moçada não aprende a conviver, e aí começa a porcaria toda.
Meninas educadas para o amor e a doação, a nunca reagir, a serem pacientes com os meninos abusivos. E aí, quando uma mulher apanha por anos do marido, essas mesmas pessoas que ensinaram meninas a serem passivas e compreensivas culpam a mulher abusada por ser passiva, por "gostar de apanhar".

carolinapaiva disse...

Arnold, use sua "lógica masculina", please.
De acordo com sua afirmação, só existiriam advogadAs no mundo inteiro. O que vou falar agora pode ser chocante para você, talvez você até precise de anos de terapia após esse choque de realidade. Vamos lá:
Homens são advogados também, sabia? Sabe o que os advogados fazem? Defendem acusados.
Pronto, pode se chocar a vontade agora.

carolinapaiva disse...

Serge

Levantando questões? Parecia mais você dizendo que a advogada de lindemberg não tinha senso de moral por defendê-lo. Claro, e você foi suuuper educado ao dizer "Se me disserem que todos tem direito a defesa eu vomito".
Pode vomitar a vontade, pois todos têm direito a defesa. Isso é conceito básico.
Tu quer o quê? Vem aqui falando abobrinhas (e olha que não é a primeira vez, no outro post mesmo você foi ofensivo a uma comentarista que criticou HQ machistas) e quer ser tratado com educação?
A minha educação eu guardo para pessoas bem educadas, o que não é teu caso.

carolinapaiva disse...

Arnold

Presta atenção você, não adianta consertar o erro agora. Qual é a função dos advogados mesmo? A advogada é uma vagabunda por exercer a profissão dela? Se liga.
Lógica mandou abraços para você.

L disse...

Eu tinha um colega que vivia me irritando com puxões no cabelo, algumas grosseirias. Sempre discutimos muito e a frase que mais ouvíamos, era de que iríamos nos casar.
Acho que isso traduz a ideia que a sociedade ainda possui de que mulher gosta de 'sofrer', de aturar pentelhagem, e que por mais que berremos e dizermos que não gostamos de algo, tudo vai dar em pizza, porque no fundo gostamos de tudo isso.

carolinapaiva disse...

Arnold

Já abriu a constituição, parabéns. Pena que você não saiba que, em um blog, o dono tem total liberdade para deletar comentários ofensivos, ainda mais vindo de trolls.

Isabela disse...

Acho que a Lola deveria parar de deletar os trolls, pq querendo ou não eles são importantes para o desenvolvimento do debate aqui discutido

Pq os trolls, msm que não muito educados (hihihhi) eles mostram como a maioria dos homens, esses opressores, pensam.

Deveriamos deixar de exemplo as palavras dos trolls, como o Arnold.Para as pessoas verem bem com que tipo de sugeitos estamos lidando.

Mas é só a minha opnião

LisAnaHD disse...

Fui colega de trabalho de um senhor em São Paulo City que tinha duas ou três filhas: todas praticavam tiro ao alvo e todas eram faixa preta em alguma luta marcial. O pai me disse que era pras meninas saberem se autoproteger contra homens atrevidos. Dito e feito: um dia uma delas foi abordada por um sujeito cheio de atrevimento e com um golpe certeiro ela derrubou o cara no chão, transeuntes chamaram a polícia e qdo a polícia chegou o marmanjo tava lá no chão, dominado pela moça.

LisAnaHD disse...

Compreendo o comentário da Isabela qto aos trolls... deixar o comment deles, OK qto não passam dos limites. Porém entravar troca de comments com eles, NÃO. Deixemos que eles comentem, mas não os alimentemos.

André disse...

Drica Leal,
Na natureza os animais não tem armas de fogo, por isso a polícia recomenda nunca reagir. O dilema das mulheres costuma ser maior do que o das vítimas de assalto (p.ex) justamente por que na maioria das vezes o assediador não está armado.

lola aronovich disse...

Desculpe, gente que quer que eu deixe os comentários dos trolls publicados. Eu já fiz isso durante 3 anos, e não acrescenta nada. Inclusive, faz leitor@s que querem comentar irem embora. Por que abrir espaço pra gente que não tem nada pra dizer, que só quer tumultuar e xingar? Essas pessoas não merecem espaço. Vcs deixariam entrar na sua casa alguém que entra batendo, ou que faz cocô no tapete? Alguns comentários de trolls são até engraçados, fazem rir, mas a maior parte ultimamente está muito monótona. Se eu pudesse, se o blogspot deixasse, eu colocaria os nomes e IP dos trolls no sistema, e seus comentários não apareceriam aqui – iriam diretamente pra caixa de spam, pra que nem eu nem ninguém precisasse lê-los. Infelizmente, o sistema anti-spam do blogspot é o pior possível. Ele não deleta nem comentários repetidos! Por causa disso, estou pensando em migrar pro Wordpress.


E o que está acontecendo hoje? Uma convenção de trolls? Eles voltaram todos das férias? Ou são o mesmo mentecapto? Que saco, viu? E não se cansam de ser deletados. Não têm mais nada pra fazer em suas vidas completamente vazias...

LisAnaHD disse...

Eu tenho uma grande dificuldade em ser grosseira. Não que eu não tenha argumento, não que eu não tenha a resposta na ponta da língua. Não é nada disso. Eu tenho dificuldade em me igualar ao inferior.

Uma vez, qdo saía de uma aula por volta das 22 horas, e caminhava em direção ao ponto do ônibus, ali naquela ponte do Vale do Anhangabaú, em São Paulo City, à minha direita vi um grupo de rapazes sentados na balaustrada e qdo eu estava passando por eles, alguns deles me cercaram e um deles permaneceu sentado. Senti o perigo, mas mesmo disse-lhes boa noite amigavelmente. O cara que estava sentado disse ao grupo pra deixarem a mina em paz que ela é gente boa.

Doutra feita, desci do ônibus pra pegar o metrô qdo me dei conta de um rapaz me seguindo e olhando insistentemente pra mim. Parei e perguntei o porquê dele me seguir e me olhar tanto e ele disse que me achava bonita... bem, eu disse então que ele disfarçasse pq estava me incomodando. O rapaz saiu do meu caminho e pra mim ele queria me assaltar.

Mas é claro que nem sempre minhas boas maneiras foram suficientes pra me salvar do que poderia ter sido muito muito sério... uma vez corri tanto e tanto que cheguei em casa em fôlego... e não foi a única vez. Ainda assim, nunca consegui bater boca, nunca consegui me nivelar com o inferior... em desentendimentos com meu marido acabamos aos beijos e abraços pq 1-2-3 trago alguma tragédia bíblica ou shakesperiana pra nossa briga e nos enveredamos pro campo intelectual.

Não, não estou me dando como exemplo pra ninguém seguir ou imitar ou se inspirar. Estou apenas comentando algumas das poucas e boas pelas quais passei... uma vez, o que me salvou foi realmente meu fôlego pra dar um grito numa escada na Av. Nove de Julho (SPCity). Isso pq um motorista de táxi uma vez me disse que nós mulheres temos uma arma poderosa: nosso grito.

Uma irmã de meu pai passou fogo no marido beberrão e violento em legítima defesa. A irmã dela, casada com um policial dado a beber e a bater nela, um dia perdeu as estribeiras e deu uma surra tão grande no machão que o cara sumiu forever! Minha tia criou sozinha os cinco filhos, 2 rapazes e 3 moças. As três irmãs sempre foram de uma valentia admirável... deram surras em muitos caras metidos a valentões... elas foram criadas em SPCity, expostas aos perigos contra a mulher... eu fui criada no interior, cidade pacata e fui pra SPCity depois dos 18 anos.

Considerando toda a violência a que mulheres estão expostas, acho que o melhor é nos resguardarmos, evitando ambientes que podem ser comprometedores, pq de nada adianta a mulher ser valentona qdo o cara tem uma arma e a usa pra assassinar a mulher.

Drica Leal disse...

André:

Quando o agressor está armado, a vítima pode ser homem ou mulher, que o perigo é o mesmo, nesses casos não é recomendado a ninguém que reaja sob o risco de morte.Mas nas agressões específicas contra a mulher, a maioria das vezes o agressor não usa arma nenhuma. Eles sabem que, infelizmente, as mulheres não vão reagir. Pelo menos a maioria dos casos de agressão contra mulheres dos quis tenho conhecimento o homem não estava armado. Aliás, conversei sobre isso com um cara especialista em defesa pessoal. Ele disse que em casos de assalto, claro que a recomendação pra homem ou mulher é não reagir. Mas em casos de estupro, a maioria esmagadora dos agressores não portam arma, porque sabem que a mulher não vai reagir, afinal, foi condicionada a ter medo do homem mesmo quando poderia fazer alguma coisa pra se defender. Por favor, que ninguém tome isso como motivo para culpar a vítima, pois a culpa é sempre do agressor e não de quem não sabe ou não pode se defender. Mas em muitas abordagens de agressores desarmados, a mulher poderia se safar se fosse ensinada a fazer isso. O agressor pode ser mais forte, maior, mas também tem vulnerabilidades, sente dor, não é nenhum Super-Homem. E em casos de abordagem de estupradores em locais públicos, o que esses caras menos querem é chamar a atenção dos presentes para si. Qualquer atitude da possível vítima que chame a atenção dos demais para a abordagem ou perseguição deles, e eles desistem (afinal a primeira coisa que os estupradores que abordam mulheres nas ruas fazem é mandar que elas disfarcem e fiquem quietas). Mas infelizmente a cultura do medo não permite que a maioria das mulheres sequer consiga pensar nisso quando um nojento desses parte para o ataque.

Relicário disse...

Nossa esse post me serviu como uma luva...
Eu estava na 4ª série, e tinha um amenino, André que me batia sempre, me empurrava, me puxava os cabelos, empurrava a minha carteira, eu odiava ele com todas as minhas forças.
Numa dessas agressões durante a aula de educação física contei para a professora e ela "brincando" e desdenhando do meu sofrimento apenas disse "Quem muito se briga, muito se ama" e eu chorei, alí mesmo na frente de todos os colegas. E passei a odiar a professora de educação física também.

Luciana Barbosa disse...

Já que falaram do filme Ele não está tão afim de você (também lembrei da cena em que um garotinho maltrata uma garotinha. Uma adulta (provavelmente a mãe da garota) diz que isso quer dizer que o garoto gosta dela.
http://www.youtube.com/watch?v=P0wii_q1-MI

"Somos todas encorajadas, não, PROGRAMADAS para acreditar que se um cara age como um babaca, significa que ele gosta de você."

Helena disse...

Lola, mesmo nem sempre concordando com o que é escrito aqui (vá lá, concordo com 95% do que escreves...) eu admiro o teu blog pela diversidade. de gordas a magras, de bonitas a feias, sempre me surpreendo quando entro aqui porque os textos (às vezes enviados por algum/a leitor/a) descrevem situações pelas quais sequer imaginamos que alguém passou.

Aichego disse...

Saindo mas sem sair do tema: ontem precisava enrolar um pouco na rua e acabei vendo um filme chamado This Means War (estou no canada e nao sei o nome em portugues) sobre dois espioes que brigam pelo amor de uma garota. Eu sabia que era besteira, mas nao imaginava que veria um filme de terror machista.
Na "comeedia romantica"um dos espioes, o "feio"(que é lindo) é todo romantico mas nao acha ninguem e o "bonitao"(feio que doi, mas é alto, forte, cabelao) um galinha. O primeiro tenta convencer a jovem a ficar com ele sendo ele mesmo e o segundo faz tudo para convercer ela de algo que ele nao é. No final ela descobre que os dois se conhecem (dãaaa) e fica com o que enganou ela o filme todo. Durante a disputa os dois espioes brigam, mas no final se reencontram no meio de um tiroteio e voltam a ser melhores amigos (o amor entre amigos homens é indestrutivel, mesmo quando um rouba a mulher que o outro arrumou e destroi seu coracao). O "feio"tem, como preco de consolacao, a esposa de volta, uma vez que ela descobre que o ex-marido é na verdade um espiao macho pra caraleo e não um simples agente de viagens. O filme termina com os dois conversando sobre um ter comido a mulher do outro. The Horror The Horror.

Helena disse...

Lola, em tempo... Lendo alguns comentários dos leitores, lembrei que quando estava na pré-escola, tinha um coleguinha muuuito malvado, e que em relação a mim especialmente, era muito cruel. Um dia ele pediu minha borracha emprestada e picou toda ela na minha frente, noutro dia eu fui sentar, ele puxou a cadeira e eu caí, um verdadeiro cavalheiro, não? Estranho mesmo é lembrar que o tal garoto era tido pelas professoras como o "don juan" das menininhas...

Alessandro disse...

E reagir vai mudar o quê? Pode resolver a situação de uma mulher em uma situação específica. Mas não vai resolver o problema.

A solução é a educação. Enquanto aqui no Rio de Janeiro, um homem agarra uma mulher na boate para tentar pegá-la, em Madrid os homens olham, flertam, mas em hipótese nenhuma encostam na mulher sem permissão.

Como a situação está crítica, acho que a educação tem que vir de vários meios: legislação mais rígida, propagandas de conscientização na TV, exemplos nos programas de massa (novelas, etc), enfim.

E tem que haver mais mobilização também para tentarmos mudar essa situação.

Drica Leal disse...

Alessandro:

"E reagir vai mudar o quê?"

Individualmente, reagir quando houver oportunidade para pode fazer toda a diferença em certos casos de violência de gênero! Mas concordo, tudo passa pela educação, e, mais ainda, pela revisão dos papéis de gênero.

Anônimo disse...

Ótimo texto, Lola.
E tenho algo p/ compartilhar:
Sou mulher e muitas vezes ouvi cantada vulgar e sempre tentei não 'reagir', apenas dava uma de negociadora policial tentando convencer um 'Lindenberg em potencial' a me deixar (ou minhas colegas) em PAZ enquanto o maluco tentava me arrastar pelos cabelos ou me xingar de vadia p/ logo depois me "elogiar"(gostosa, potranca, ninfeta). Isso aí não te parece um distúrbio psicológico? Juro, isso é real! Há caras que nunca se contentam em nos xingar, eles sempre partem p/ agressão. E sim, nos puxar pelo cabelo, nos agarrar pelo braço, puxando nossas roupas (às vezes até rasgando-as) É SIM AGRESSÃO FÍSICA! Perdi as contas de quantas vezes tive de defender minhas amigas e primas de caras que as puxavam pelos cabelos, as agarravam e tentavam beijá-las à força quando elas EDUCADAMENTE diziam que não estavam interessadas nos tais ou inventaram uma desculpa qualquer p/ que esses homens as deixassem em paz.
Acreditem, havia momentos em que eu - e acredito que a maioria das mulheres - fazia o possível para não perder a paciência e dar uns berros p/ ver se afastava o sujeito. Minha irmã já teve que dizer que era minha namorada p/ um aborto da natureza desinfetar de perto de mim, mas mesmo assim o sujeito saiu dizendo: - Sapatão escrota!
...até outro infeliz aparecer e repetir o modus operandi dos psicóticos galãs de sarjeta.
Enfim, a verdade é que isso às vezes NÃO funcionava! E o que me assusta é que se isso acontecia há uns 5 anos trás na época em que eu saía com frequência (p/ ruas, boites, shows...), hoje é ainda pior pelo que minhas colegas contam.
Isso sempre foi do feitio da maioria dos homens, agir como se nós fossemos suas posses. Hoje(no ocidente) eles só mudaram a vestimenta e o vocabulário, pois continuam querendo nos forçar a ser seus objetos.

Vocês machistas são o câncer do mundo!

Sara disse...

Amei essa frase !!!!!

"Vocês machistas são o câncer do mundo!"2

Marina disse...

Demorou, mas finalmente Globo.com mudou a chamada de "Paquerada na rua reage e é morta com tiro" para "Assédio acaba em execução em baile de carnaval".

"A vítima estava no baile, com a prima e um amigo, quando começou a ser assediada pelo rapaz, que teria passado a mão na moça e a encostado na parede." -> isto era "ser paquerada", até mais cedo, de acordo com o Globo.com

Cassandra disse...

Oi Lola! Primeiro quero dizer adoro seu blog, e segundo é que isso é infelizmente uma realidade, me atrevo até dizer "comum" na infância, quem nunca sofreu nas mãos de UM "colega" de classe?

Infelizmente já passei por esse "calvário", quando era criança minha mãe achou melhor me transferir para uma escola "particular", sofri bullying por um garoto que sentava atrás de mim, esse garoto fazia tudo para me humilhar, dizia que não queria sentar atrás de mim porque não queria pegar piolhos (Eu tinha um cabelo longuíssimo na época e nunca tive piolhos, meus cabelos sempre foram lisos, limpos e macios), eu nunca fui muito boa de matemática e para minha infelicidade eis que a professora(Que também pratica bullyng comigo) começa uma maratona de matemática, e para meu azar, advinhem com quem eu ia competir? Com ele mesmo, que na época se destaca em matemática... bom resumindo, nós nunca nos enfrentamos porque.... ele fez tanta pressão psicológica comigo naquele dia, que acabei passando mau e outra professora(Uma pessoa maravilhosa) me socorreu e me tirou da sala de aula. Depois de tudo isso acabei me tornando uma pessoa introspectiva, tudo isso acabou refletindo na minha personalidade, parei os estudos pois não conseguia conviver com tantas pessoas desconhecidas, voltava todos os dias pra casa, não tinha amigos, ficava sozinha na classe.
E acho que a pior coisa que ficou em mim, foi o medo do fracasso! Tudo isso me destrui, me feriu no orgulho, só queria que as pessoas educassem melhor seus filhos para que "respeitem", as feridas que o bullyng causam são quase incuráveis.

PS: Desculpem os erros, as frases desconexas, são coisas tão doloridas que até para "botar para fora" é difícil! Nunca contei nem para minha psicológa contei, essa é a primeira vez em 10 anos que consigo tocar no assunto.

Anônimo disse...

Oi gente.
Tbém já levei algumas "cantadas" quando adolescente. Minha saída na maioria das vezes era a de me fazer de boba ou dizer que era lésbica...
Hoje, tenho um filho de 3 anos de idade que já sabe respeitar a mãe, as avós, as amiguinhas e as primas. Ele é totalmente averso à violência, tanto que agora estou tendo que ensina-lo a "reagir" contra bullying (pasmem, ele já sofreu com isso).
Na escolinha, as professoras normatizam que todos são "amigos", então depois que meu filho sofreu a agreção física de outro aluno (3 anos mais velho) ficou repetindo que o "amigo" Rafael (o agressor) só o machucou pois estavam brincando de espada (devo ressaltar que durante a "brincadeira" de espada, o tal Rafael pegou meu filho pelo tornozelo e o arrastou pela sala de aula, com tanta força que 4 dedos do garoto fizeram uma marca rocha na perna do meu filho, perfeitamente desenhados).
Eu e meu marido tivemos que sentar com nosso filho e lhe dizer que "se o Rafael fez isso com vc, então ele não é seu "amigo", pois amigos e meninos bons não machucam as outras pessoas!" Depois dessa conversa senti que meu filho entendeu que não foi ele o responsável por ter sofrido a agressão!
Contei essa história pois é exatamente isso que ocorre com as meninas, moças e mulheres. A sociedade sempre tenta nos fazer acreditar que nós somos as responsáveis pelas agreções que sofremos; quando o certo seria nos dizerem "se ele fez isso com vc, então ele não é seu "amigo", tão pouco gosta de vc, pois amigos e meninos bons não machucam as outras pessoas!"
Abraços

LisAnaHD disse...

O material a seguir está todo apresentado em inglês. Qdo postada a passagem bíblica, a mesma poderá ser localizada na Bíblia em português. Minha inteção não é atiçar ninguém contra a Bíblia e sim ilustrar o qto antiga a crença de que o homem é senhor absoluto da mulher e respectiva prática do estupro.

"The Bible and the church have been the greatest stumbling blocks in the way of woman's emancipation." --Elizabeth Cady Stanton, 1815-1902, feminista americana
http://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Cady_Stanton

Women's Inferior Status
http://nobeliefs.com/DarkBible/darkbible7.htm

Fighting Against Immorality in Religion
http://www.evilbible.com/Rape.htm

"Now therefore, kill every male among the little ones, and kill every woman that has known a man by sleeping with him.(Num 31:17).
http://www.answering-christianity.com/sami_zaatri/book_with_no_limits.htm

Judges 19: Gang Rape, Dismemberment, and Body Parts Message
http://dwindlinginunbelief.blogspot.com/search/label/rape

Bible justification for rape, child murder, or murder of women?
http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20100601150245AALscQZ

Minha intenção é apresentar um exercício intelectual e não promover troca de farpas entre ateus e crentes e carolas... ímpios e pios e puros e impuros... religiosos e espiritualistas... homens e mulheres. E se alguém encontrar textos em português, equivalentes aos que encontrei em inglês, por gentileza, cite-os aqui.

EdFurtado disse...

Quando menino recebi a educação de que homem não bate em mulher, então nunca me passou pela cabeça bater numa coleguinha, ia ser muito feio.
(até os 15 anos achei que assaltante não roubava mulher... por noção de cavalheirismo,lol).
Quando eu era bem pequeno e os meninos incomodavam as meninas, quem recebia beliscão éramos nós, e claro que correr delas era bem legal...
Isso parou quando a turma fez seus 9, 10 anos.

LisAnaHD disse...

Uma questão de covardia
Não há nada que justifique o domínio do homem sobre a mulher... o homem se aproveita da força física, é isso... tanto é que cara valente é valente somente (até mesmo com outro homem) qto o outro é mais fraco ou qdo o mais fraco está armado então ele enfrenta o mais forte... o domínio do homem sobre a mulher é covardia e nada mais. Mulheres deveriam gastar menos tempo e dinheiro com produtos de moda e beleza e frequentarem academia onde possam aprender luta marcial até serem faixa preta ou ao menos quase chegar lá.

Rafaela disse...

Mas que conversa fiada essa de que os meninos bullies gostam de suas vítimas... Então o moleque idiota que puxou uma das minhas tranças com toda força que tinha, na 2ª série do ensino fundamental, me amava incondicionalmente!
Infelizmente a violência é naturalizada no nosso cotidiano, o que acaba por minimizar os sentimentos de quem sofre, principalmente com aquele discurso clichê de que "você está se vitimizando" ou com o sucinto "mimimi", como se vida fosse, para tod@s, linda e cintilante como os outdoors da Times Square. O mundo é machista sim, caceta! E se você acha que não sofre com isso, beleza, mas, por favor, não desdenhe apontando o dedo na cara dos outros mandando o papinho de vitimização, porque isso não ajuda em nada(se é que alguém que faça esse tipo de coisa queria realmente ajudar), só piora a situação de vez e isso não irá tirar a sua responsabilidade de continuar a propagar preconceitos.
Lola, é a primeira vez que tomo coragem de comentar por essas bandas, apesar de acompanhar seu blog há mais de 6 meses, pois esse assunto do bullying me faz lembrar de como nós somos instruídos a ser intolerantes desde muito cedo. Triste.

Cíntia Barenho disse...

http://www.youtube.com/watch?v=Vq4rdPaT1p0&list=PL402F93D60451F0DB&context=C3cf28baADOEgsToPDskIqhfpxOGUFJyNloGg00bdj

Maria disse...

Meninas: Só uma coisa sobre artes marciais para meninas/adolescentes/mulheres, escolham arte marciais de filosofias orientais que não foram deturpadas com o machismo ocidental! Ex: Aikidô, karatê, judô, kung fu, tai chi chuan etc. Boxe, jiu jtsu, capoeira são praticamentes "poços" de misoginia. Além estarem refém de tarados, já tive amiga assediada em treino de ji jtsu, e o tarado justificou que o perfume dela o excitou, e recentemente um caso de umestre de jiu jtsu estuprou uma adolescente que fazia parte do "projeto social" que ele coordenava.

Vejam o que um jovem atleta de MMA que vai ser pai de uma menina, respondeu ao ser questionado se sua filha poderia seguir a carreira de lutado: "Vai ser uma menina e vamos chamar de Joana. Menino poderia ser lutador, mas menina não. Vamos botar ela nos estudos, para brincar de boneca que é melhor".

LisAnaHD disse...

Sobe o uso de PERFUME, nos EUA as pessoas são alertadas para evitar o uso em local de trabalho, ida ao médico/dentista, academia... enfim, que usem perfume socialmente pois muita gente sofre de alergia e realmente o cheiro de perfume pra quem sofre de alergia é um tormento, como toda alergia séria... e eu sou uma que não sabe usar apenas uma gotinha já que o perfume é francês e tão caro... rs... sim, o objetivo do perfume é excitar sexualmente... alguém duvida? ah claro que isso não é justificava pra cara avançar o sinal etc. etc.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

O pior é que não duvido que os mesmos que vem dizer que homem que faz essas coisas é porque mulher gosta, se mulher não gostasse reagiria, blábláblá, ao ler uma notícia dessas vão dar um jeitinho de pôr a culpa na vítima, ou no mínimo, desviar a atenção pra atitude dela no lugar de falar mal é do crime dele, falando que ela não devia ter feito nada, que ela que foi errada ou inconsequente ao reagir e mais blábláblá...
Mas o problema acaba sendo esse mesmo em relação a atitudes machistas. Se a gente não faz nada, falam que a gente gosta ou a gente que deixa acontecer por não reagir, mas se reage, o risco de acontecer uma coisa mais séria, não é pequeno. O cara pode não te dar um tiro, mas pode te agredir fisicamente ou no mínimo verbalmente.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ah, e queria agradecer a quem deixou o link do texto Machismo Oculto. Ótimo texto.
Só discordei no final, quando o autor diz que antigamente não havia tanta violência contra a mulher. Creio que não temos como saber ao certo, já que antigamente, alguns tipos de violência contra a mulher nem eram considerados crimes, então nem tinham como serem denunciados... mas não é nada incomum a gente ouvir da boca de pessoas que hoje são bem idosas, que mulher apanhando de marido era visto como algo pra lá de comum, nem parecia incitar revolta ou indignação, como acontece hoje.

LisAnaHD disse...

A ardente ira de Jeová ou Javé, Deus dos Exércitos, no Velho Testamento, Livro de Isaías, 13:13-18

"13. Por isso farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do SENHOR dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira.

14. E cada um será como a corça que foge, e como a ovelha que ninguém recolhe; cada um voltará para o seu povo, e cada um fugirá para a sua terra.

15. Todo o que for achado será transpassado; e todo o que se unir a ele cairá à espada.

16. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres violadas.

17. Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco desejarão ouro.

18. E os seus arcos despedaçarão os jovens, e não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão aos filhos."

Taí um dos exemplos como toda essa violência em direção à mulher está arraigada em tantos povos... o texto acima é igualmente sagrado pros judeus, os cristãos, os muçulmanos - essas três religiões possuem a mesma base de fé. E o acima foi apenas uma das citações entre tantas semelhantes vitimando a mulher e crianças... outros textos poderão ser lidos tb no Livro de Juízes, um livro cheio de violência... eu não consegui ler até o final ou poderão ler como Gideão fez sua conquista para o povo escolhido por Deus.

Antes da Segunda Guerra Mundial, qdo o Japão invadiu a China, os casos de estupro por parte dos soldados japoneses foram horríveis tb... mas isso sempre foi assim em tempos de guerra, seja lá quem estiver contra quem, lamentável mas é a pura verdade. Esse é um dos motivos da Bíblia ainda ser um livro proibido na China, pois em nome do Deus Criador Ocidental a violência correu solta por séculos e séculos na literatura do Velho Testamento.

Mais uma vez saliento que meu objetivo é o esclarecimento histórico psicológico intelectual e não causar agressão verbal entre os que por aqui comentam... aprecio bastante a leitura bíblica e se alguém quiser trechos de deleite somente, isso é o que não falta no livro sagrado ocidental.

Cynthia disse...

Oi Lola,
Seu texto me lembrou de pelo menos duas situações diferentes que passei.
Na primeira, eu tinha uns 19 ou 20 anos, estava passando na frente de uma loja quando um funcionário dessa loja me falou uma besteira qualquer. Eu fiquei com muita, muita raiva e entrei na loja, chamei a gerente e reclamei. Ela fez ele me pedir desculpas e me garantiu que o episódio não se repetiria. Pois bem, quando eu cheguei em casa e contei feliz o que eu tinha feito fui criticada pela minha avó que disse eu poderia ter feito o "pobre rapaz" perder o emprego.
A segunda situação aconteceu no domingo de Carnaval desse ano. Meu irmão que deve pesar uns 130kg estava na piscina com meus sobrinhos (dois meninos) quando minha cunhada que deve pesar no máximo 55kg se preparou para entrar na piscina. Meu irmão então, no melhor estilo macho troglodita, berrou "atenção que a baleia vai entrar!". O olhar que a minha cunhada lançou poderia congelar o inferno e meu irmão se desculpou, mas mesmo assim eu dei uma bronca nele bem alto e falei que ele não poderia dizer/ fazer esse tipo de coisa. Meu irmão ficou meio assustado com a minha reação e dizia coisas como "era uma brincadeira porque a baleia sou eu" ou "eu não posso falar do peso de ninguém porque eu estou muito acima do peso ideal", etc.
Olha Lola, eu até acreditei no meu irmão quando ele disse que não pretendia agredir verbalmente minha cunhada, mas isso não mudou o fato que foi exatamente isso que ele fez além é claro de dar um péssimo exemplo aos filhos. E exatamente pelos meus sobrinhos eu briguei com meu irmão em voz alta e na mesma hora. Dane-se o clima de confraternização em família, esse já havia sido quebrado com a agressão verbal do meu irmão à minha cunhada, o importante naquele momento era mostrar aos meus sobrinhos que esse tipo de "brincadeira" é errado. Deus me livre de ver em alguns anos eles repetindo esse tipo de comportamento com as namorada/ noivas/ esposas ou pior, minha filha achar que um homem pode falar o que quiser para a namorada/ noiva/ esposa.

André disse...

EdFurtado,
Devemos ser da mesma geração porque eu também fui ensinado que homem não bate em mulher. Embora na escola houvessem algumas professoras babacas que achavam lindo quando um moleque tinha (o que hoje as revistas femininas chamam) "pegada".

Carol disse...

Já ouvi muita cantada na rua, por isso eu até gosto de me vestir de um jeito assim mais...comum, adoro usar roupa larga com frequencia, mas quando eu me arrumo e coloco um vestido ou uma saia o desrespeito rola solto, ou você escuta coisas do tipo "vou te pegar pra criar" ou escuta alguém cantando Michel Teló e o que a mulher pode fazer? fica constragida oudar umna risada sem graça? ou fingir que não escutou...

André disse...

Que merda: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2012/videos/0,,404051.html

Eduardo Marques disse...

Não estou defendendo que meninos batam em meninas, mas sempre achei que dizer que ele gostava dela era uma forma de constrangê-lo a parar.

Prafalardemuseu disse...

Aqui em casa sempre fui educada pra denunciar e reclamar de maus tratos de qualquer origem. Meus pais diziam as vezes: "não precisa dizer nada pra fulano. Apenas nos conte e tomaremos as medidas cabíveis" (caso o fulano fosse um adulto, e não pudesse medir forças etc.)

O único caso que lembro é de uma vez que um garoto me chutou na terceira série, minha irmã karateca, -aqui meu pai tem a filosofia da Lola sobre defesa pessoal- foi até a escola e conversou com o menino que ficou apavorado, ainda disse ao pai dele "ou o senhor educa seu filho ou vou ter que educá-lo" nunca mais o menino sequer me olhou feio, ao contrário, até uma lembrancinha de aniversário eu ganhei pfff
Ela é dez anos mais velha, então eu era praticamente uma filha pra ela.
Sempre fui muito muito pacífica, mas dessa vez não tinha jeito mesmo.
Já briguei anos e anos com um professor misógeno de educação física, sorte que meus pais sabiam de tudo e me apoiavam, no começo a pedagoga me perseguiu e depois vejam só, tanto "questionamento" e"teimosia" me deram uma vaga para participar de um congresso feminista internacional no segundo ano. Se fosse uma discussão vazia e de mera pirracinha de aluna teria dado em nada, mas ops tínhamos razão! (as meninas)
Vou descrever o que ele fazia, fazia afirmações como "toda mulher é uma prostituta." e coisas assim, eu sempre batia boca com ele, sempre dava um jeito de me fazer responder a pergunta final nas gincanas teóricas, uma dia ele me disse "sorte a sua ser inteligente, estou cansado de lutar com você dona fulana." estudei com ele 4 anos dos 6 da tal escola e minha amiga disse que no dia que as aulas começaram e eu não fui mai o cara falou bem alto "A fulana não veio?" e a moça disse "ela mudou de escola" ele na sua imeeensa ética disse "UFA, JÁ FOI BEM TARDE!" (???) Houve um tempo, antes dessas "honras todas" que a diretora estava me perseguindo, sempre fui muito cuidadosa com meus trabalhos de casa e nessa época minha mãe trabalhava e meu pai ficou 6 meses em casa comigo (azar deles foram me perseguir logo pro meu pai aaai) E la anotou mil reclamações na agenda de que eu não havia feito várias tarefas, meu pai então, 'delicadamente' arrancou todas as atividades, grampeou na agenda que quase não fechava e anotou de pincel "VEJA SE SÃO ESSAS TAREFAS COM O VISTO DO PROFESSOR."
Aí sim as coisas começaram a melhorar pro meu lado. Eles viram que eu não estava sozinha!

Agora quero entrar na capoeira porque não fiz lutas por falta de vontade, mas sempre recebi milhares de instruções a apoios possíveis.

sex pistol disse...

Gente,
sobre a questão da defesa pessoal:
arte marcial é esporte, rua é outra coisa. Isto porque, na rua há variáveis que não são consideradas dentro de muitas destas lutas, tais como mais de um agressor atacando ao mesmo tempo, uso de objetos para atacar a vítima, facas,etc. Dentro destas lutas há regras, coisa que na rua não há.Do meu ponto de vista, eu que já pratiquei diversas lutas, aconselho a fazer um sistema de defesa pessoal, tais como krav maga ou kombato. Todas as artes marciais são fantásticas, mas apenas servem como desenvolvimento pessoal, mais na maioria das vezes falham no seu propósito, que é deixar o praticante inteiro. Ou então, usar dispistivos de defesa pessoal, tais como taser, spray de pimenta ou bastão retrátil, embora não sei se há legislação específica para uso destes. Abraço

Prafalardemuseu disse...

Estou maluca por um Krav-Magá.


Aqui perto de casa aconteceu um caso em que a vitima teve sorte, em 2007.
Ela amarrou o estuprador com as roupas dela e chamou a polícia!

sex pistol disse...

PrefalardeMuseu,
é isso: uma situação que uma praticante de arte marcial tradicional, não estaria preparada para enfrentar.Isso porque as artes marciais ensinam valores,e na rua o que impera é covardia, malícia e oportunidade, para dizer o mínimo.As artes marciais ensinam a jogar pelas regras, a ser disciplinado, a respeitar o adversário. Na rua não existem adversários, existem pessoas que vão praticar inúmeras violências com a pessoa, várias vezes por motivos torpes.Abraço

Anônimo disse...

Não entendi o q a morte dessa moça tem haver com machismo, serio... alguém q vai armado para se "divertir" em um bloco de carnaval, me desculpem, mas não é machista, e sim um marginal mal intencionado... se por sorte a moça não tivesse reagido, e o cara não tivesse atirado nela, ele provavelmente mataria outra pessoa, um homem, uma senhora idosa, ou um jovem por um motivo futil qualquer... o mundo não é doente com o machismo, o mundo só é doente... infelizmente as coisas são e sempre foram assim, acordem pra realidade.

Prafalardemuseu disse...

Anônimo, ela não reagiu a um assalto, ela reagiu a uma intimação de beijo ou sexo. Isso é machismo.

Anônimo disse...

besteira, isso é estupidez mesmo. alguém q mata uma pessoa por recusar um beijo, é um animal, não tem nada de machismo nisso.

carolinapaiva disse...

Tem machismo sim, mas como é naturalizado, você não percebeu ainda.

lola aronovich disse...

Assim fica fácil, né, Anônimo? Negar o machismo num caso tão evidente é simplesmente negar o machismo, fingir que ele existe. Pois finja, se te faz bem. Eu fico pasma com pessoas que juram que machismo não existe, que é só o caso individual de um sujeito desequilibrado, um "animal", ou só a natureza humana, ou whatever... Vc não vê que é um padrão que se repete? Um cara vai a um baile de carnaval ou a uma balada disposto a "pegar mulher". Ele se acha no direito sagrado de abordar qualquer mulher desacompanhada (mulher sozinha é mulher disponível, reza a lenda). E ele se acha no direito de abordar uma mulher do jeito que ELE quiser, ou seja, já chega agarrando mesmo, apalpando, beijando. A mulher não quer. Ela tem o direito de não querer ser beijada/agarrada, ou de escolher quem quer conversar/beijar/agarrar. Ela empurra o sujeito. O cara, que não aprendeu a receber NÃO na vida, e que se acha tão superior às mulheres que no fundo as odeia (desejo e repulsa caminham juntos), decide punir a moça. Dando-lhe um murro, quebrando-lhe o braço, ou atirando nela (há países em que o modus operanti é jogar ácido nas mulheres). Para ensinar-lhe uma lição -- que ela não tem direito de recusar alguém tão especial quanto ele. E por que ele é especial? Porque é homem. Vc tem que ser um tanto sem noção pra não ver o machismo nessa situação. E dizer que o cara iria atirar em qualquer um, num outro rapaz ou numa idosa, é fechar os olhos para a realidade do que acontece com as mulheres em bares, casas noturnas e ruas de todo o país.

Sara disse...

Anônimo me desculpe o choque de realidade, mas como é que vc acha que não é o machismo que cria esse tipo de situação do post?
Ha alguma coisa muito errada com a educação dos homens no planeta inteiro, as cadeias estão lotadas de homens não de mulheres, quem pratica crimes a torta e a direita são homens e bem poucas mulheres.
Quem cria as guerras são homens, quem criou as leis injustas desse mundo foram os homens, nos mulheres só a bem pouco tempo estamos influenciando esse mundo, e nosso poder ainda esta muito longe da supremacia masculina.
Mas o que eu vejo são bandos de homens machistas extremamente revoltados com a possibilidade muito real do ocaso do macho.
Querem voltar para o passado, querem retomar o poder absoluto a qualquer preço, ficam defendendo um modelo que já provou que esta falido.

Anônimo disse...

blá blá blá lola, blá blá blá... pra mim essa carapuça não serve,esse padrão não se repete, eu nunca agredi ou atirei em mulher nenhuma por recusar uma cantada e não conheço ninguém q tenha feito algo parecido... me de 10 casos parecidos com o dessa garota, e eu lhe dou 20, de PESSOAS (é, aqui dou o braço a torcer, geralmente são homens matando homens) q matam as outras por nada, crimes por causa de R$ 2, ou 1 cigarro... isso não tem nada haver com a "sociedade machista patriarcal", é salvageria pura, simples assim... sua covardia intelectual é triste, sem mais... ah! e cadeia a esse assassino covarde.

Anônimo disse...

Sara

eu não preciso de choque de realidade nenhum, eu vivo no mundo real e conheço muito bem a maldade dele... a resposta q dei pra Lola serve pra vc tambem, eu nunca levantei nenhum tipo de bandeira, e não sigo padrão de porra nenhuma, portanto, não defendo nenhum tipo de modelo. admito sentir saudades da minha infancia (ah! não lembro de puxar cabelo das garotas, alias eu era bem bunda mole quando criança hehehe) não quero voltar ao passado. apesar de toda violencia e maldade, ainda acredito q vivo no melhor dos tempos, e o q vier daqui pra frente, espero eu, seja só pregresso... guarde suas "verdades" para os outros, porq não me identifiquei com nada do q vc falou.

Anônimo disse...

*progresso

Sara disse...

sr anonimo tampe suas orelhinhas com as mãos, e fique repetindo exaustivamente, boba, feia , chataaaaa!!!!
Quem sabe a realidade mude.....

Pietra disse...

Lola, migra sim pro Wordpress, é muito melhor mesmo!

Você vê os IPs, bloqueia de pronto, bloqueia range de IPs e se quiser ser bem sacaninha bloqueia direto no servidor, caso pague por hospedagem e domínio próprio (não é caro). Essa gentalha aí não agrega em nada e só está aqui pra encher o saco, deixa não.

carolinapaiva disse...

Anônimo

Em primeiro lugar, não estamos falando de você, logo dizer que "não bati em mulher nenhuma" não é argumento. Outra, não é difícil ver casos semelhantes a este, sugiro que leia outros posts daqui para ver mais exemplos do machismo. Não é porque você nunca viu, que não exista.
Segundo: essa agressividade toda pra quê, jovem? Não há motivos para você ficar na defensiva, não estamos falando que você é um agressor.
Terceiro: algumas dicas: procure sobre mansplaining e cultura de estupro. Uma palestra muito interessante de ver também é "Killing Us Softly". Recomendo a ver a quarta versão, disponível no Youtube, é sobre a objetificação e inferiorização da imagem da mulher na propaganda.

Anônimo disse...

aggressividade? toq vc ta falando meu? rsrsrs... sou muito bem humorado por sinal, é cada uma.

Lord Anderson disse...

Anonimo

Machismo é se achar no direito de beijar, tocar ou pegar uma mulher a força.

machismo é toda vez que acontece um estupro jogar a culpa na vitima pq ela tava de roupa curta ou "deu mole"

é xingar uma mulher pela maneira que ela vive sua sexualidade

é se sentir Dono de uma mulher a potnto de agredi-la ou mata-la quando um relacionamento acabada

(vc viu o julgamento da morte da Eloa certo?)

Machismo é desqualificar as experiencias e vivencias de uma mulher e dizer que as agressões, ameaças e medos que elas vivem não tem importancia pq são assunto menor.

é tb querer saber melhor do que elas, sobre as situações que elas vivem.

Tudo isso é exemplo de machismo.

e sobre vc dizer que nunca viu agressão causada pelo machismo, talves isso aqui ajude

http://machismomata.wordpress.com/

carolinapaiva disse...

Anônimo

Não me interessa se tu é bem humorado ou não. Aqui tu esta sendo agressivo e ficando na defensiva.
Já te dei as dicas, Lord Anderson também. Se quiser analisar as coisas, ótimo, se não, problema é teu.

Anônimo disse...

mostra aí minha agressividade, por favor... inclusive foram apagados 2 comentarios q não tinham nada de agressivos... não estou na defensiva,seus argumentos é q não foram convincentes. continuo achando q não tem nada haver com machismo a morte da moça... no fim é como vc disse, problema meu, então.

e cadeia ao criminoso

abraço.

carolinapaiva disse...

Anônimo

Simples: releia seus posts com atenção e você verá.
Já te apontei dicas sobre o machismo, se você quiser saber mais, é só procurar, simples assim. Não é meu trabalho ficar ensinando marmanjo.
Sobre argumentos convincentes: você não argumentou nada até agora, só fica repetindo a mesma coisa e se recusa a ouvir os outros, além de desdenhar.

Passar bem.

Anônimo disse...

OpenID carolinapaiva disse...

Anônimo

Simples: releia seus posts com atenção e você verá.
Já te apontei dicas sobre o machismo, se você quiser saber mais, é só procurar, simples assim. Não é meu trabalho ficar ensinando marmanjo.
Sobre argumentos convincentes: você não argumentou nada até agora, só fica repetindo a mesma coisa e se recusa a ouvir os outros, além de desdenhar.

Passar bem.

ahã... passar bem

Regina Prado disse...

Tenho uma grande amiga que desde a infância foi aquele tipo de "menina problema" que vivia engalfinhada com os meninos que vinham fazer graça com ela. A mãe a colocou num curso de taekwondo, não para que ela aprendesse a se defender, mas para que aprendesse a ter disciplina e não saísse por ai batendo nos outros. Acontece que foi mais útil do que ela poderia ter imaginado. Ela é alta e bonita, e sempre que saímos a noite ela é muito assediada por esses idiotas que se acham no direito de chegar metendo a mão (Daqui uns dias teremos de andar com uma plaqueta na roupa igual aquelas de padaria "Favor não tocar!"). Ela não se intimida porque sabe se defender. Ela sempre me diz o seguinte: "Homem machista só respeita o que é mais forte que ele." E quando ela diz forte significa que não se intimida, que parte pra cima com propriedade.
No caso dessa menina que morreu, o cara era bandido. Certamente, se ela não tivesse reagido seria estuprada.

Calíope Corcovia disse...

Olha, Lola, minha humilde experiência pessoal de vida aponta que esse pensamento [ui, ele puxa seu cabelo porque está apaixonado] vem morrendo com o tempo. Pelo menos é o que consta aqui em casa.
Minha irmãzinha mais nova [9 anos] sofreu com isso, mudamos ela de escola depois que um menino a agrediu: ela voltou pra casa com um ralado no joelho, ele a havia derrubado.
Enfim, as agressões são - na visão da minha vó - uma manifestação de uma "paixonite". Sobre os relatos da Lana [minha irmãzinha] a respeito dos meninos que puxam o cabelo dela, cutucam-na a aula toda ou a chamam de nariguda [o que de fato ela é HAHAHAHA], a minha vó responde "Ah, ele é um tonto.. Decerto ela gosta de você, por isso que fica te perturbando. Tá apaixonado!" -Facepalm-
Minha mãe - filha dessa minha vó - já é de um outro parecer. Quando a Lana reclama pra ela dos meninos que a insultam, minha mãe responde exatamente "Mete a mão na cara dele! Quero só ver se ele mexe com você de novo..!" e quando a Lana tenta argumentar com ela de que não, de que é errado bater nas pessoas e de que as professoras podem ficar bravas com ela por isso, minha mãe responde "É nada, [sic] fia.. Moleque que fica atazanando as ideias da gente tem mais é que levar um tabefe pra aprender! Pode tacar a mão na cara dele, sim. E ninguém vai ficar bravo com você, não; o errado é ele de ficar te cutucando e puxando seu cabelo."

Bom, a próxima geração deu no que deu! Minha irmã mais velha aconselha a Lana a contar sempre para um adulto, pergunta que tipo de coisa os meninos dizem e instrui pra que a Lana nunca tenha medo ou vergonha de contar em casa qualquer agressão ou ameaça. Ela diz à Lana pra não ter medo de revidar, caso cheguem a machucá-la de fato, ou tentem forçá-la alguma coisa. Eu? Eu digo "Lana, fica fria, me conta tudo e qualquer coisa é só me mostrar o desgraçado na rua. Eu vou adorar quebrar a cara dele!" ela ri, pois sabe que eu estou brincando, mas eu só falo assim pra dar pra ela a sensação de liberdade, de amizade. Ela tem que saber que tem uma família pra apoiá-la, ela tem que saber que será sempre defendida por todos aqui em casa e que pode sempre contar conosco. Me dou a liberdade de brincar com o assunto, dizendo que vou quebrar a cara do moleque, que vou estrangulá-lo, que vou arrancar as bolas dele fora e instruindo a Lana pra chutar sempre o saco e depois gritar "OMELEETE!!" porque as instruções corretas ela já recebe, ela já entende. E não hesita em nos contar o que acontece de errado, às vezes ela fica tímida de repetir algum palavrão diante do meu pai, mas pra mim ela sempre diz tudo com todas as letras (numa voz meio apertadinha, com o olhar meio baixo, mas sempre com todas as letras.)

Bom, espero ter colaborado em esclarecimentos.

sex pistol disse...

Regina Prado,
somente para deixar aqui uma observação: o que aconteceria se sua amiga não encontrasse um zé mané, mas sim um cara que realmente soubesse brigar(que é diferente de lutar)? o grande problema dessas lutas é a questão do espaço.Isso que dizer o seguinte: uma pessoa que sabe lutar joga com os espaços recuando dos golpes do adversário,desviando deles e avançando,desferindo os contragolpes, entrando na linha do adversário.Uma pessoa que tem idéia de defesa pessoal, sabe identificar os pontos fracos do outro lutador, anulando os ataques e sendo eficiente nos contragolpes. Fora, evidentemente, que, se o agressor tiver a oportunidade de usar um objeto,tal como uma garrafa, ele vai usar.Repito de novo: arte marcial é esporte, rua é sobrevivência. Desculpe se o texto pareceu arrogante, não é a minha intenção. Abraço

sex pistol disse...

errata: onde se lê uma pessoa que sabe lutar, leia-se uma pessoa que sabe brigar.Abraço

sex pistol disse...

Regina Prado,
outro ponto que me chamou a atenção:

"A mãe a colocou num curso de taekwondo, não para que ela aprendesse a se defender, mas para que aprendesse a ter disciplina e não saísse por ai batendo nos outros."

Se defender é não somente necessário, mais um direito inalienável.Acredito que a integridade física e mental de uma pessoa é sagrado.Ninguém tem o direito de tocar em outra pessoa, sem permissão desta. Ser pacífico, ser uma pessoa respeitosa, não significa que esta será passiva ante uma agressão. O foco deveria ser a disciplina, mas também se defender de uma forma justa e proporcional a uma agressão recebida. Abraço.

Anônimo disse...

Krav Magá e kombato são ótimos.
Esses malucos são cada vez mais comuns hoje em dia. Os caras são praticamente Rambos do mal. Além dos caras saberem arte marcial, andam armados.
O jeito é sair armada, tbm.
Sobre o q o Sex Pistol escreveu, concordo em parte. Pois nem todo agressor anda armado. ÀS vezes ele é só um vagabundo machista que se vale da própria força bruta. E pra saber se defender de um vagabal desses, há várias artes marciais que te dão uma boa base de auto-defesa.
Amigas, aprendam a se defender.

sex pistol disse...

Completando Anônimo(a) a sua análise, além de conhecimento de defesa pessoal, acho que vale também usar um taser, um spray de pimenta, bastão retrátil (aquele usado pelo exército israelense...),
pois sabemos que rola covardia, grupos contra uma pessoa, etc. Só que, como disse anteriormente: será que existe uma legislação específica para uso destes?
EX: requerer porte, etc.
Abraço

LisAnaHD disse...

Quando Deus é o Chefe do Homem e o Homem é o Chefe da Mulher"
segunda-feira, 23 de novembro de 2009

--O livro "Tirs Croisés", de Caroline Fourest e Fiammetta Venner fala sobre como os principios do integrismo e do extremismo é praticamente o mesmo nas religioes católica, judia e muçulmana. O primeiro capítulo aborda a situaçao das mulheres nessas três religioes (na sua forma mais fundamentalista) e como todas elas são usadas para oprimir o sexo feminino.
http://portedoree.blogspot.com/2009/11/quando-deus-e-o-chefe-do-homem-e-o.html

Sex Pistol disse...

Lisana,
não entendi nada, isso é referente ao que disse?
Você está querendo dizer que o fato de defender a integridade física ante uma agressão, o direito natural de defesa tem a ver com extremismo para oprimir o sexo feminino?, cacete, hein....
E ainda por cima, a ver com religião? que mistura esdrúxula, para dizer o mínimo.
Estou falando de situações práticas que acontecem a cada minuto numa grande cidade, como São Paulo, Rio de Janeiro e em muitos outros lugares de nosso Brasilzão.Teorias aqui, não ajudam muito não... e muito menos resolvem uma situação de risco.Abraço.

Sex Pistol disse...

E antes que isso seja levado a uma conotação fálica, é cacete no sentido de coisa chata.
Ex: fulano é um cacete, ou seja, fulano é chato.
Apenas uma brincadeirinha contigo, acho que conteúdo nunca é demais, mas acho que aqui, nessa circunstância não se aplica. Abraço

LisAnaHD disse...

sex pistol,
quem não tá entendndo nada sou eu... seu comentário provavelmente foi enviado a mim por equívoco seu... eu me reportei a algum comentário seu?tô viajando na maionese depois de uma escorregada no tomate... rs... r... axê!

Sex Pistol disse...

rsrsrrsr...
foi mal me enganei... rsrsrsrs
como seu comentário foi logo abaixo do meu, pensei que você estava se referindo a ele.
Lack of understanding, sorry.
Abraço. Voltemos a programação normal.

LisAnaHD disse...

sex pistol,
paz e amor!

sex pistol disse...

muito amor, principalmente...é o que está faltando no mundo hoje...
Abraço

LisAnaHD disse...

http://abcnews.go.com/blogs/headlines/2012/02/11-year-old-girl-dies-after-fight-with-classmate-over-boy/

o link traz matéria sobre uma menina de 11 anos brigando com outra por causa de um menino... horas depois, a menina deu entrada no hospital morta...

sex pistol disse...

racismo, misoginia, homofobia,violência física, psicológica, verbal, institucional, religiosa...cara, que mundo é esse!!!
Abraço

Anônimo disse...

Lola, fui bullied a infância toda e, sim, os pais, os professores, as diretoras das escolas, todos me diziam que se o menino me provocava era porque gostava de mim.
Como nunca acreditei nisso, revidava, batia, mordia. O que fazia com que as provocações continuassem, às vezes com castigos na diretoria (EU era castigada, não eles, veja bem).
Certa vez fui humilhada na aula de educação física por TODAS as colegas(aula só com meninas). Ao revidar fisicamente, eu fui suspensa e com a Bully (que atiçou todas as outras) não aconteceu nada.
Nem levou puxão de orelha.
Depois dessa, minha mãe conseguiu que eu não fizesse mais aulas de educação física e eu aprendi que era melhor abaixar a cabeça e ignorar.
Com o tempo, as provocações diminuíram, eu cresci e fui para a universidade.
Mas são coisas que a gente não esquece jamais. Até hoje me dói lembrar dessas coisas, apesar de já ter passado por coisa muito pior.

sex pistol disse...

Anônima 11:13, a verdade é que a sociedade ainda fecha os olhos para a questão do bullying.Falo da sociedade, pois o bullying ocorre não somente na escola, mais também em vários outros locais, como no trabalho, academia, e até no condomínio onde uma pessoa mora.
Peço que não esmoreça e nem fique triste, você agiu como deveria ter agido, com altivez e dentro do que era possível naquele momento.Mesmo que a escola tentasse te imputar a culpa pelo ocorrido. É ridículo, mas é o que ocorre: quando uma mulher se defende, é como se ela tivesse quebrado um "contrato social", que diz que ela tem que aguentar calada tudo de ruim que lhe aconteça.Quando esse "contrato social" é quebrado a vítima é que é punida.Agora a ficha caiu para mim: o bullying só existe, porque o machismo existe.O bullying é uma tentativa de demonstrar poder, muitas vezes perpetrada pelo sexo masculino, de forma a tentar obter vantagens tais como recompensa sexual,monetária, prestígio,enfim.Você nunca mais esqueceu, mas os pulhas também nunca mais vão esquecer as porradas que você deu neles.
Permaneça altiva, permaneça integra.Fé. Abraço

Anônimo disse...

@sex pistol
(anônima de 11:43)
Provavelmente essas experiências moldaram quem sou hoje. Provavelmente isso fez com que não entrasse (menos ainda permanecesse) em relacionamentos abusivos. Talvez isso tenha me dado vontade de lutar contra as injustiças sociais.
Acima de tudo isso me ensinou que AMOR NÃO É ISSO.
Na minha época de escola não existia essa história de bullying, não falavam sobre as consequências desse comportamento. Aliás, não existia nem nome esse tipo de comportamento.
Mas ainda é considerado algo "normal", assim como é normal você, como mulher, ser assediada na rua, esteja usando minissaia ou seja você freira.
Não é porque tem nome que deixou de existir, assim como não é porque tem delegacias da mulher que a violência contra ela é mais criminalizada.
E outra: já fui em delegacia da mulher levar uma conhecida que apanhou do ex namorado para ver e ouvir o agente dizer pra ela "deixar pra lá" e "tentar resolver isso com ele". Afinal, foi "só um tapa".
Eu falei que ela tinha que levar isso adiante, mas o pateta de plantão convenceu que era melhor ela "deixar disso". E vi ela desistir de levar aquela história adiante.
É essa a nossa vida...

sex pistol disse...

Anônima 11:43,
sou "o" sex pistol, apenas um cara tentando entender a essência das coisas... a vida de uma mulher nessa sociedade é muito difícil.Terrível, muitas vezes.
Agora, veja como são as coisas: o mesmo machismo que oprime a mulher, é o mesmo machismo que se volta contra a sociedade que o propaga, por exemplo,os assassinatos passionais da mulher e do amante, seguido de suicídio pelo "corno" etc.Abraço

Anônimo disse...

sexpistol

Foi mal! Não deu para descobrir o gênero e, como a maior parte dos leitores deste blog é do sexo feminino, enfim... Desculpas de coração!

A gente vive essa coisa na sociedade de que "amar" rima com "matar". Então o crime é "passional", etc.

Se eu tiver filhos (já passei dos 30 e não tive coragem de colocar um rebento num mundo como este), vou ensiná-los que amor rima com respeito, confiança, carinho.

E que ninguém é obrigado a ficar com ninguém.

A dificuldade, vejo, é que as pessoas sentem-se donas umas das outras. E muitos homens sentem-se "entitled", como a Lola já apontou em diversos posts.

Quando fico revoltada com alguma coisa que leio (por exemplo, o recente caso de estupro como "presente de aniversário", o recente caso da criança em Brasília que foi ASSASSINADA ao tentar separar uma briga de trânsito, etc), sempre tem um infeliz que me pergunta porque eu me abalo com isso, afinal não foi comigo.

Ora, e precisa?

Precisa acontecer comigo para que eu fique chateada? Ou com alguém da minha família? Um ex nunca entendeu o porquê da minha revolta cada vez que eu via uma coisa dessas acontecendo.

Muitas coisas ainda acontecem pelas pessoas acharem que tem um direito que, de fato, não tem.

Tipo um caso que eu vi. O pai tinha três filhas (crianças com não mais que 15 anos, se tanto!) que estuprava regularmente. Justificativa: "Galinha que eu crio, eu como."

E aí a justificativa, também, da violência. Tipo quando eu tinha uns 4 ou 5 anos e meu pai me batia com cinto porque "me amava". Juro, ele falava isso. E fala até hoje. Que me batia porque me amava. Já quase mandei ele enfiar esse amor todo dele naquele lugar.

"Ele puxa seu cabelo, te xinga, te humilha porque gosta de você!" É. Sei.

sex pistol disse...

Anônima 11:43
não precisa se desculpar não... que isso... só falei aquilo, porque como um cara, tenho visto através de relatos, comentários e textos nesse blog, casos estarrecedores envolvendo as vidas de mulheres. Esses textos tem feito eu pensar sobre uma série de coisas, sobre começar a escrever um blog sobre defesa pessoal, ou algo do tipo.Contudo, não sou especialista na área, e teria que chamar outras pessoas que entendessem mais disso para escrever.Fora também, o aborrecimento com trolls, gente achando que os textos incitariam a violência,hipocrisias mil, etc etc.
A Lola escrevendo esse blog, com casos reais, já recebe uma quantidade absurda de trolls, imagina um blog sobre defesa pessoal, o que não iria atrair. De fato tudo o que você disse eu comprovo no dia a dia, já que esse comportamento de " merecimento" no Rio de Janeiro é corriqueiro.Aqui, a agressividade e a violência, principalmente contra a mulher, está demais.Abraço

Anônimo disse...

sexpistol

Não é só no Rio. Nem só no Brasil. É um problema generalizado.

Eu moro em Brasília e outro dia um professor de Direito matou uma aluna pq ela não queria mais ficar com ele. Eles tinham tido um caso e ela não queria mais, enfim. Três tiros nela.

O que teve de gente (melhor, "jente", com "j" de "jegue") dizendo que ela era uma PIRANHA pq ela tinha se separado do marido pra ficar com esse professor e depois largou o "coitado" do professor e que ela MERECEU os tiros que levou...

Mas é assim. Se a mulher fica com o cara ela é vadia, se não fica, é vadia também. Pq, coitado dos homens que não conseguem conter a libido, né?

Penso em fazer algum tipo de luta para poder me sentir mais segura mas, ao mesmo tempo, adianta de q?

Violência gera mais violência? E de que adianta ter faixa preta em arte marcial se aparece um doido com uma faca ou uma arma de fogo?

No fim das contas, a gente não tem como se defender de certas coisas.

No final a "culpa" é nossa, se aceitamos a carona de um amigo, um drink na balada, se usamos uma saia mais curta. A "culpa" é nossa se temos o braço quebrado ou levamos um tiro por dizer "não" a quem não queremos ficar.

sex pistol disse...

Anônimo,
Citei o Rio de Janeiro, porque aqui existe uma certa peculiaridade: a mentalidade de muitos aqui de achar que a as mulheres estão sempre disponíveis, que o fato de usarem biquini fio dental na praia, faz com que elas estejam querendo chamar atenção, desfilando.E muitos cariocas se achando os verdadeiros "malandros da Lapa" assediando sem noção as mulheres, que não querem nada com eles.Sobre defesa pessoal,não se resume apenas a uma quantidade de golpes, técnicas;mas sim uma percepção de sobrevivência, de perceber e avaliar riscos, pessoas.
Claro que você não vai enfrentar pessoas com arma de fogo, embora nos sistemas de defesa pessoal citados, treina-se desarmar um indivíduo portando arma de fogo.Porém isso como último, mas último recurso, mesmo.O que você irá fazer é avaliar se a pessoa em questão, que se aproxima ou mesmo está com você poderá chegar a esse nível.Claro que nada é 100% preciso, mas pelo menos isso pode ser decisivo para escapar de uma situação.Não sei se me fiz entender, desculpa, mas minha escrita é péssima.Abraço.

Anônimo disse...

sex pistol

Eu entendi o que você quer dizer. Ainda assim, seria importante também ensinar os homens a respeitarem as mulheres.

A violência não ocorre só fora de casa. Acontece dentro também. Todos os dias.

Existem precauções que devemos tomar, sempre. Não andar em lugares ermos, escuros, etc. Tentar, sempre que possível, andar com outra(s) pessoa(s), principalmente saindo de uma faculdade à noite, por exemplo, ou da balada.

Enfim, tudo isso faz parte do senso comum (ou deveria fazer).

O problema, como dizem, está mais embaixo.

Está em toda uma sociedade que trata a mulher como uma coisa, um objeto, uma propriedade e nas pessoas que acham que isso é certo.

É uma sociedade de pessoas que riem de comediantes misóginos e de novelas que mostram que a felicidade suprema para a mulher é casar com o ser amado e, com ele, ter vários, VÁRIOS filhos.

Afinal, que mulher não sonha em "esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque?"

Desde que o mundo é mundo (ou desde que existe a democracia), o homem vota. Digo, o homem branco, livre, vota.

A mulher, no Brasil, vota há menos de 100 anos.

Até outro dia a mulher não podia nem abrir conta corrente (isso estou falando de uns 40 anos atrás). Para isso tinha que ter autorização do marido.

É uma luta contínua...

sex pistols disse...

Anônima,
tô aprendendo demais com você, você consegue expor muito bem o seu pensamento e leva a reflexão.
Pô, porque você não cria um nick e participa mais daqui, você tem muito a acrescentar.É só não ligar para os trolls. Agora, eu gostaria de saber: você acha que aqui no Brasil a situação da mulher é pior, devido ao culto, por sermos latinos, da virilidade, daquele estereótipo do "latin lover" machão? Abraço

Anônimo disse...

"Ele tirou um revólver e lhe deu um tiro na testa"


Head shot!
heuaheuaheaheauheua.

Mais falando sério,
Isso é um assunto bem mais complicado e complexo....