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Ela parece um poste pra você? Dilma e Carlito em JoinvilleO João comentou num post: "Lola, uma pergunta séria: com as declarações (!) que a Dilma te dado você acha realmente que ela tem condições de governar nosso país? Seja sincera. Ela não diz coisa com coisa! Não é possível que você ainda não tenha percebido isso!"
João, acho que você já tinha perguntado isso antes, dito algo sobre as declarações assombrosas da Dilma, sem ter dado um único exemplo. Sinceramente, não sei do que você está falando. Quero dizer, a mesma turma que insiste que o Lula é analfabeto e não sabe falar (embora ele seja o orador brasileiro mais carismático das últimas décadas) agora diz que a Dilma não diz coisa com coisa. Que a Dilma não tem o carisma do Lula, nenhuma novidade. Ninguém tem. Mas a Dilma fala bastante bem em público. Eu estive num pequeno comício em que ela falou. Foi em setembro de 2
008, em Joinville. Ela (e o Patrus Ananias, e a Ideli Salvatti - vou usar fotos tiradas pelo maridão naquela ocasião para ilustrar este post. Clique para ampliá-las) estava lá para dar apoio ao Carlito, e já naquela época foi saudada pela militância ao som de "Olê olê olê olá, Dilma, Dilma" e "Brasil, urgente, Dilma presidente". E então ela discursou durante uma meia hora. Foi um discurso um pouco técnico às vezes, sem grande emoção, mas muito bom. Ela falou das diferenças do PT com os outros partidos, da Petrobrás, do Pré-Sal, das
mudanças que estavam acontecendo, da necessidade de continuar o mesmo projeto... O maridão e minha mãe também foram ao comício e ficaram muito bem impressionados com ela. Dilma não leu, não tinha teleprompter nem nada, e falou bem. Foi um discurso informativo, cheio de dados, vindos de quem coordenava o governo e sabia do que falava. Ela foi aplaudidíssima. Lógico, todo mundo que estava lá era de esquerda e simpatizante do PT, mas sabe, essa é uma das principais diferenças entre nós e vocês - nós temos simpatizantes. Vocês têm cabos eleitorais, pagos por dia pra empunhar u
ma bandeira nos faróis das grandes cidades.
No final, várias pessoas cercaram Dilma (ela e o Carlito eram os astros do evento), e minha mãe até deu um abraço nela. Dilma precisou sair correndo, sem poder abraçar a todos e distribuir autógrafos, porque tinha um outro comício num outro estado. Era sábado.Sempre lembro desse comício quando leio a direita dizer que Dilma é um poste, ou que não fala coisa com coisa, ou que Lula empurrou Dilma goela abaixo dos militantes do PT. Grandes bobagens da hu
manidade! Vejo Dilma como uma escolha natural do partido. Seria ela ou algum governador do PT, como o Jacques Wagner, da Bahia. Dilma foi, afinal, o principal nome da administração no segundo mandato de Lula. Enquanto a grande mídia dizia que Lula ia dar um golpe e instituir um terceiro mandato pra ele (sendo que ele nunca fez qualquer declaração nesse sentido, e quem mudou a constituição em proveito próprio foi aquele outro, o príncipe dos sociólogos), nós, simpatizantes do PT, discutíamos quem poderia ser seu sucessor. O nome do Pat
rus também aparecia, do Tarso Genro, do Mercadante, do Suplicy (o da Marina não, pois ela não era vista como uma ministra de peso, e nem o do Ciro, que não é nem nunca foi petista, e todos exigíamos um candidato próprio). A primeira vez que vi o nome da Dilma sendo contemplado foi no início de 2007, numa comunidade pró-Lula do orkut. Alguém, um militante ou simpatizante anônimo qualquer, escreveu “Dilma 2010”, e na hora eu pensei: putz, que ótima ideia! É isso aí, eu também quero votar na Dilma! Naquele mesmo momento
conversei com o maridão sobre essa alternativa, e ele concordou que ela seria uma excelente candidata (e presidente). Claro que o fato d'ela ser mulher pesou no nosso entusiasmo. Os EUA estavam começando a ser tomados pela expectativa de ter ou um primeiro presidente negro (Obama), ou uma primeira presidente mulher (Hillary). Aliás, até hoje acho esquisito que não se fale nesse ineditismo de termos uma candidata mulher com chances reais. Marina é mulher, Heloisa Helena também (e foi ela a primeira mulher a disputar a presidência), mas vem
de partidos nanicos, e não tinham, nem tem, chances de eleição. Se aquele mini-comício em 2008 foi algum presságio, Carlito ganhou a prefeitura de Joinville, primeira vez na história que o PT conquistou a maior cidade de SC. Espero que tenhamos outra primeira vez em breve. Apesar de vocês.
Eu quero consolar o Forlán, que empatou o jogo neste lance.É, o Uruguai perdeu da Holanda, que triste! Eu achava, e acho ainda, que o Uruguai tinha mais chance de ganhar da Holanda do que a Espanha de ganhar da Alemanha, na semifinal de amanhã. E ainda vou torcer muito pelo Uruguai na disputa pelo terceiro lugar que, se houver justiça, será contra a Espanha. Suponho que o Uruguai vai encarar essa briga
pelo bronze muito a sério. Não é como o Brasil, que fica com vergonha de disputar terceiro lugar e, quando ganha, vai embora rapidinho, sem esperar a premiação, numa tremenda falta de espírito esportivo. O Uruguai não tem um time tão bom como este há uns 60 anos. Chegou à Copa completamente desacreditado, tendo se classificado apenas na repescagem, e foi longe. Pra muitos, muito mais longe do que merecia. Pra mim não. Forlán tem sido um dos craques da Copa (e um dos bonitões, mas juro que estou falando de habilidade!). Lugano e Suarez (que não jogou desta vez por estar suspenso, por causa da mão que salvou o Uruguai contra Gana na última partida) são outros dois belos jogadores (nos dois sentidos), e espero que todos estejam em campo, cheios de garra no sábado. Aproveitando,
pessoal: não acredito que tant@s de vocês disseram que iriam torcer contra o Uruguai só por causa da mão do Suarez na partida contra Gana! Teve gente que só faltou pedir a pena de morte pro jogador uruguaio! Após ler os comentários “defender com a mão é o ato mais hediondo que alguém pode cometer e deveria haver uma punição muito mais severa do que a expulsão do jogador e a marcação de um pênalti”, o maridão até brincou comigo que a Fifa deveria cortar a mão do meliante daqui pra frente. Gente boa, defender com a mão uma bola que está entrando no gol faz parte do jogo. Não vejo nada de anti-ético nisso. Os castigos são duros – tanto que, se fosse no início ou mesmo no meio do jogo, não valeria a pena um jogador colocar sua mãozona porque
ele seria expulso e o time jogaria o resto do jogo com um a menos. Mas, no segundo final, valendo a classificação, TEM que fazer. E qualquer um, de qualquer equipe, faria! Não é antijogo. Antijogo (tem hífen?) é machucar um jogador. Anti-ético é marcar um gol com a mão e sair comemorando como se não fosse ilegal (e tampouco defendo a pena de morte nesses casos). Até cavar falta pode ser visto como anti-ético. Se bem que tudo isso também faz parte do futebol (e de vários outros esportes). Eu até teria ficado r
evoltada com o Uruguai se, naquele lance da mão do Suarez, o árbitro não tivesse marcado pênalti e expulsado o jogador. Mas não foi o caso!Neste jogo contra a Holanda, eu fiquei foi indignada com o segundo gol holandês. O jogador estava impedido! E, se não fosse aquele segundo gol, não teria havido um terceiro em menos de dois minutos. Foi injusto.Não tenho absolutamente nada contra os holandeses. Muito pelo contrário. Todos os holandeses que conheci na vida (e foram muitos), sem exceção, são pessoas maravilhosas. Mas posso dizer o mesmo dos uruguaios, que são nossos vizinhos. Eu lembro vagamente
da Laranja Mecânica de 1974 (eu tinha 7 anos) e 78. Era um estilo vigoroso de jogar, sim. Só que este futebolzinho de 2010 não me convence. Ok, não é que o Uruguai tenha um jogo fantástico. A diferença é que ninguém fica falando que o Uruguai tem um jogo fantástico. E ficam falando isso da Holanda, e da Espanha, e eu me pergunto se esse pessoal anda vendo a mesma Copa do que eu. Futebol de primeira, só a Alemanha. Agora torço por ela.
“Boa tarde senhora Lola. Não a conheço, mas pelo que leio que escreves nesta coluna do jornal, posso concluir que és uma pessoa sem graça, infeliz,desgostosa, pois tudo criticas. Seu vocabulário não é de escritora. Quanto ao assunto do casamento da Princesa Victória então, foi um absurdo. Casamento é um ato sério, se querem
os entrar com pai ou mãe é da nossa tradição de quem teve uma família para amparar-nos e cuidar de nós. Não somos filhos criados pelo mundo ou pelos outros. Morar junto não foi isso que aprendemos como critérios de família quando crescemos.Mas é uma situação para mostrar aos outros que estão casados, pois não tiveram uma vida religiosa desde pequenos para valorizar o ato do casamento como levar Deus junto com sua nova família.Casamento na igreja não tem relãção com o casamento no civil que é o contrato de papel, para dividir seus bens.Não estás mais juntadas na verdade porque não casou. Peço que leia e converse com pessoas que lhe expliquem o por porque a igreja faz certas exigências sobre o casamento que tenho certeza que mudarás de opinião.Suas reportagens são muito sem conteúdos e não tem convicção do que diz, achar não é ter certeza. Você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa. Me desculpe, mas é para ajudá-la a melhorsr as suas reportagens. Estou a sua disposição. Professora ****”Então, nem sei se respondo. Primeiro que não entendi exatamente o que a
pessoa quis dizer em algumas passagens, porque tá confuso. Depois que ela já concluiu uma série de coisas a meu respeito – e eu a-do-ro quando alguém não concorda com algo que a gente diz e a única conclusão possível é que somos infelizes (faltou o mal-amada, né?). E, se temos uma opinião que vai contra o senso comum, é porque não nos informamos nem sabemos do que estamos falando. Se soubéssemos, certamente mudaríamos de opinião e correríamos para o lado da luz!Isso vindo de alguém que lê jornal mas não distingue reportagem de coluna, notícia de opinião... Agora, a parte de eu escrever sem convicção é interessante, porque é isso mesmo que eu quero passar. Escrevo muito “eu acho”, “creio que”, "talvez", “não tenho certeza” etc porque
não é minha intenção ser a dona da verdade. Não quero adotar uma linguagem autoritária e que, pra mim, soa arrogante. Tenho convicções, mas também tenho dúvidas. Muitas. Isso do “você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa” também é relevante. Quer dizer que minha opinião vai contra o que a sociedade pensa, certo? Deve ser porque não tenho muito apreço por essa sociedade que aí está. Gostaria de mudanças. E note como o email muda de tom no final. A leitora até pede desculpas! Suas conclusões de que sou uma pessoa infeliz são só pra me ajudar a melhorar. O que será essa “melhora”? Desconfio que signifique me encaixar melhor na sociedade, aceitá-la como ela é, sem criticá-la. E a leitora ainda se põe à disposição para me consertar (me senti como a Eliza
de My Fair Lady, com uma tutora só pra ela!). Assim, quem sabe, eu não apenas entre no caminho certo, como também passe a escrever com vocabulário de escritora. Será que ela sabe que sou doutora? Imagino que, se ela soubesse, exigiria que eu escrevesse como doutora.Aí eu fico pensando: o que é pior? Que exijam que a gente se encaixe num sistema pré-fabricado que não funciona, ou que a gente se comunique numa linguagem apropriada a esse sistema? Ou as duas demandas estão conectadas? Acho que minha pergunta é meio que um “dãããã”, mas decidi fazê-la de todo modo. E o propósito dessas exigências é mesmo nos melhorar? Ou nos calar?
Rei da Suécia parabeniza o novo genro.Com algum atraso venho falar da princesa sueca. Não da realeza em si, que monarquia pra mim é algo totalmente ultrapassado e que deveria ser extinto, mas da sensação que
causou o casamento de Victoria com seu personal trainer (assim até parece que ele é gente como a gente. Na realidade, vem de família rica). Dizem que foi a cerimônia real que recebeu mais destaque desde o casamento entre Charles e Lady Di em 1980, aquele que simbolizou tanto amor e felicidade. Cerimônias religiosas e rituais tampouco me interessam. Se me interessassem, eu teria me casado na igreja. Aliás, se eu não tivesse precisado me casar para que o parceiro com quem eu estava junto havia dezessete anos (na época) fosse reconhecido como meu parceiro, não haveria papelzinho nenhum pra provar nossa união. Mas se famílias reais e casamentos não me despertam a atenção, por que quero falar nisso? Porque foi na Suécia, e a Suécia é um país diferente, principalmente no que se refere à igualdade de gêneros. Parece que lá os homens realmente dividem tarefas domésticas com as mulheres, ao invés de dizerem que “ajudam” (ajudar tá longe de ser igual a divi
dir, certo?) porque lavam louça uma vez por semana. Uma leitora brasileira que mora na Suécia me contou que foi ver um dos jogos do Brasil na casa de amigos suecos e, que, no intervalo do jogo, o marido foi até a cozinha preparar um bolo para servir às visitas. Ou seja, suecos são ETs. No bom sentido.A princesa recebeu várias críticas ao anunciar que iria entrar na igreja de braços dados com o pai, que então a entregaria ao noivo. Sabe esse costume que a maior parte dos casamentos ocidentais tanto preza? Na Suécia não é desse jeito. Na maioria dos casamentos suecos, os noivos entram juntos na igreja, pois isso simboliza que ambos estão em pé de igualdade e de comum acordo em se unir. O arcebispo da Igreja da Suécia deu uma bronca pública em Victoria pelo mau
exemplo, e disse temer que esse costume fosse copiado por outras noivas suecas. É impressionante, né? Na Suécia a igreja não prega que mulher veio da costela de Adão, como se fosse um acessório. Nem afirma que o papel de toda mulher é ter filhos e ficar ao lado de um marido. Não. Nesse universo alternativo que é a Suécia, a igreja critica uma princesa por reproduzir um hábito arcaico! E não há dúvidas que o costume do pai entregar a filha ao noivo seja arcaico. Um casamento é algo repleto de símbolos, e cada detalhe significa alguma coisa. Nas cerimônias a que estamos acostumados, a mãe pode até entrar com o filho na igreja, mas ela não o entrega à noiva. Isso porque o noivo é visto como um ser autônomo, ao contrário da sua amada. A
noiva, vestida de branco, representando pureza, indica que está sendo passada como propriedade de um homem, de um dono (seu pai), para outro, o senhor seu marido. Eu tô por fora, e não sei se ainda é costume pro noivo pedir a mão da filha pro pai, ou se isso só existe ainda nas mais reacionárias comédias românticas americanas, como Entrando numa Fria (em que o pai literalmente investiga o futuro genro e tem o poder de decidir se a filha pode ou não casar-se com o pretendente). Fui tentar procurar algum dado a respeito e descobri que uma pesquisa de 2005 revelou que 53% dos noivos americanos ainda pede a mão ao pai. No Brasil também é assim ou americano é que é um bicho ultra-conservador? Nem com muito boa vontade dá pra afirmar que esse costume não é machista. Se lutamos pela igualdade entre mulher e homem, é preciso acabar com essa simbologia tacanha, que tanta gente leva tão a sério.Não acredito que s
eja possível dar o seu próprio significado para o costume do pai entregar a filha ao noivo. Não é o que você quer que signifique, é o que séculos de tradição dizem que significa. Mas, óbvio, não vou dizer que todos os casais que repetem esse ritual são machistas. A Somnia, uma ótima blogueira que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente mas já considero uma amigona, vive na Suécia há dois anos e vai voltar ao Brasil em breve. Assumidamente feminista, ela narrou num excelente post que você tem que ler que considerava o costume de entrar com o pai na igreja uma besteira antiquada ― até v
er o que isso significava para o seu pai. Como para ele levá-la até o altar era importante, ela permitiu. Pra ela não queria dizer nada, e pra ele, tudo. Bom, pra mim esse costume soa como a celebração do patriarcado em sua forma máxima (o que não impede que eu me comova quando isso acontece, nos raros casamentos que vou). E bem que a princesa poderia seguir os hábitos igualitários do casamento sueco e entrar na igreja do lado de seu noivo. Mas desde quando monarquia existe pra dar exemplos positivos?
Ah, gente, vamos admitir que o jogo Espanha 1 x 0 Paraguai foi o menos emocionante das quartas de final. Teve seus bons momentos, lógico, principalmente entre os dez e quinze minutos do segundo tempo e nos, sei lá, oito minutinhos finais. O resto eu achei meio modorrent
o. Naqueles cinco minutos agitados tudo aconteceu. O juiz marca pênalti a favor do Paraguai. O goleiro espanhol faz uma bela defesa. Em seguida, com o Paraguai desnorteado, a Espanha quase marca num contra-ataque. Agora pênalti a favor da Espanha. Pênalti cobrado, gol. O árbitro manda cobrar de novo por causa de invasão (êta regrinha estranha! Quer dizer que pode mandar repetir um pênalti cento e cinco vezes?!). E desta vez o goleiro pega (lindo que os heróis do jogo sejam logo os dois goleiros, capitã
es dos times!), mas há rebote, e quase que a Espanha faz um a zero. A Espanha acaba fazendo, sim, um bonito gol (em que a bola entra após bater duas vezes na trave). Ganha, mas não encanta. Pelo menos não a mim. Sigo sem entender por que tantos comentaristas elegem a equipe espanhola como a melhor, torcem por ela, e dizem que o Villa é o nome da Copa. Eu não tenho visto a mesma Copa então! Na minha, a Espanha só jogou bem uma partida, aquela contra Portugal. O resto...
E o Paraguai foi heroico, né? Um timinho daqueles, jogando de igual pra igual com uma das favoritas da Copa, disputando até o final, marcando super bem... Se a Argentina tivesse uma defesa como a do Paraguai, seria uma grande equipe. Já o Paraguai não tem ataque. Não sabe finalizar. É um time fantástico pra empatar, mas pra vencer... E, no entanto, neste jogo contra a Espanha ele foi pra cima, fazendo o melhor que pôde. E chegou pertinho. Agora teremos dois grandes jogos nas semifinais. Holanda e Uruguai na terça, e Alemanha e Espanha na quarta. Pessoalmente, acho que se a Alemanha jogar metade do que jogou hoje contra a Argentina, a taça é dela. Mas vou torcer muito, muito, muito pra que o Uruguai dispute a final. Não tenho
nada contra uma das duas seleções que nunca ganharam a Copa, Holanda e Espanha, conquistar o título pela primeira vez. Mas, se eu for pelo lado emocional, pelos laços de ternura, quero que nossos queridos hermanos uruguaios ganhem. E, se for por justiça, pelo melhor futebol, aí é da Alemanha e ninguém tasca.