quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

GUEST POST: É DURO TER CABELO DURO

Recebi este email da Cecília, que tem 15 anos e mora no Rio de Janeiro. Ele me deixou triste porque suas palavras mostram o quanto Cecília internalizou o racismo que ouviu a vida inteira. O racismo não é explícito -- vem só disfarçado de "gosto pessoal" por um cabelo liso que, por coincidência, é o padrão caucasiano. Não sei muito bem como ajudar esta garota, a não ser recomendando ótimos vídeos como o "Solte o cabelo, prenda o racismo" e "O que o cabelo fez para ser chamado de ruim?". Já publiquei diversos guest posts de moças, algumas tão jovens quanto ela, que aprenderam a aceitar suas cabeleiras. Mas ela ainda parece estar muito longe desse estágio. Me ajudem a ajudar a Ceci!

Eu sou uma pessoa insegura desde sempre, com tudo. Nunca me achei bonita o suficiente, sou extremamente ansiosa, desenvolvi uma compulsão alimentar por doces e como o tempo todo pra descontar minha ansiedade. Depois da 'comilança' vem a depressão, o sentimento de que eu sou um lixo, me xingo de todos os nomes e fico me odiando por um bom tempo, autoestima lá embaixo. Detesto minhas curvas e meu corpo. Sou do tipo 'pêra', sabe? Não tenho seios, minha cintura é fina e meu quadril é muito largo, ou seja: muito desproporcional. Sou normal, nem magra nem gorda (me enxergo como uma baleia), mas tenho tendência a engordar, a celulites e flacidez. Já fiz várias dietas e jejuns, tenho pânico de engordar, mas sempre volto a comer.
Dizem que eu sou bonita, meu namorado vive afirmando isso, e tem dias que eu realmente me sinto assim, mas uma coisa sempre me impediu de ser feliz: meu cabelo. Eu não o suporto, sou extremamente infeliz e só fico bem no dia que volto do salão. No resto dos dias, me sinto péssima e insegura com minha aparência.
Você já deve imaginar que meu cabelo é crespo. Mas aí eu digo que crespo é pouco pro meu. Minha juba é insuportável de cuidar, de manter, de tratar, de alisar. É um inferno, de verdade. Embora eu seja bem branquinha, falo que meu cabelo é "de negro". E não é racismo não, meus avós são mestiços e me deram essa herança ótima (só que ao contrário).
É duro ter cabelo duro. Quando você é pequeno, as outras crianças riem de você, fazem piada e te humilham (quem falou que na infância nós somos inocentes, tá mentindo. Crianças sabem direitinho como atacar e ferir as pessoas). Conheci todas as marcas de palha de aço através dos apelidos carinhosos pro meu cabelo. "Assolan", "Bombril", "Sarará", "Pixaim", e outros nomes muito fofos pra quem tá com a autoestima em formação.
E quando você cresce, é o resto do mundo reparando mais ainda. Adolescente é um bicho cruel. Fala, aponta, segrega, humilha. Pratica bullying como se fosse algo normal. Por causa disso eu evito ir à praia e à piscina pra não molhar o cabelo sem ter chapinha por perto. Viajar é um inferno, porque preciso usar secador e prancha a cada ida à piscina, a cada banho que molhe o cabelo. Não saio de casa sem todo esse ritual de fritar o cabelo, e ficar 'ao natural' pra mim é insuportável, me sinto mais feia do que o habitual. Me arrumo horas antes pra dar tempo de tentar melhorar.
Gasto os tubos, às vezes mais do que posso, com salão de beleza. Perco um tempo precioso, arrisco minha saúde com produtos químicos desde muito novinha (sim, eu faço relaxamento desde uns cinco anos de idade, mais ou menos). E dói, Lola, dói. Arde o coro cabeludo, o olho e a pele, puxa, e mais toda a sorte de coisas ruins. Ainda sim, não dura pra sempre. Dois meses depois eu volto pra essa tortura de novo. Tudo porque eu não consigo abdicar da minha vaidade, não consigo desencanar e não ligar pro que pensam.
Não gosto de ter cabelo esticado o tempo todo. Queria poder acordar e ir pra escola sem ter que queimar meu cabelo todo dia. Não ter que gastar quantias enormes com coisa que faz mal pra mim. Juro que queria. Ter uma liberdade que a sociedade só dá pra quem tem cabelo liso, 'bom'. Mas não, não posso. Tenho que me sujeitar a algo que eu odeio e que me faz ficar igual a todo mundo (o mundo agora é louro e liso, já viu, né?) porque, se não for assim, apontam, julgam e falam mal. Eu sou uma pessoa infeliz, insegura com meu corpo e principalmente com meu cabelo porque as pessoas me fizeram assim.

81 comentários:

Carol disse...

Ceci, vc ja deu o primeiro passo, já entendeu que todas as suas inseguranças são fruto de pressões sociais. E vc fica aí se odiando e se sacrificando para atender um ideal de perfeição que não existe.

Agora é o momento de olhar pra Cecilia de verdade, que é mto mais do q uma casca física. Tem que olhar quem é vc como pessoa, do que vc gosta, com o que se identifica. Aí vc pode pensar: vale a pena isso td? E se não vale, pare. Sei que falando parece fácil, mas vc não deve nada às pessoas. Vc não deve se fazer agradavel aos olhos desse povo cretino que faz vc se sentir mal.
Vc não deve nada a ninguém além de vc mesma.

Marcelo R. Rezende disse...

Olha, um trem que eu indico é ler "Parem de Falar Mal da Rotina". Não parece, mas no livro Elisa nos ensina como nos aceitar e aceitar o cabelo. Elisa tem o cabelo crespão, eu também tenho, e como diz ela, cabelo ruim é aquele que cai e que nos abandona na caminhada da vida. De resto, todo cabelo é bom, é lindo. Os seus então, tirando a química dele, deve ficar todo crespão, aquele que faz o sorrir.

Beijão.

Anônimo disse...

Quem disse que criança é sem maldade é que é o verdadeiro ingênuo. Lembro muito bem da minha infância e dos amiguinhos, criança é má. Eu, quando era criança, era bem mais malvada do que agora.

Lorena disse...

Cecília, que post sofrido! Adolescência é mesmo uma época de muita insegurança, muita cobrança (principalmente nossa, conosco) e uma procura intensa por aceitação. Essa fase é assim ATÉ pr'aqueles mais seguros de si, viu? A moça loira, de cabelos escorridos e olhos claros... até dela a insegurança é companheira. Por isso quero dizer que entendo perfeitamente seu dilema e seu problema. Na sua idade, é complicado ser diferente.

Mas sabe uma campanha americana chamada "It Gets Better", você a conhece? É uma campanha direcionada ao público adolescente gay, mas serve bem a todos os adolescentes, eu acho. Uma hora, melhora. Não quero fazer pouco caso do seu sofrimento dizendo que vai passar, não estou aqui encarando como uma "bobeira" sua, porque não é. Mas acredite que esse momento de total insegurança vai passar, sim.

Mas aprender a se amar depende MESMO de você. E é um ato de coragem muito grande, sabe? É meio que se lançar no escuro, tentar muito, se agarrar na convicção de que, só se valorizando, os outros também te valorizarão. E eu não vou dizer que não dói... Dói sim. Mas também é libertador.

Ter cabelo "duro" é mto duro mesmo numa sociedade que valoriza o "padrão" cabelo liso. Mas acho que essa situação está mudando, porque tenho visto, cada vez mais, moças de cabelo crespo com os cabelos ao natural. Eu, particulamente, acho lindo demais. Que me desculpem as moças que alisam, mas eu sou muito fã dos crespinhos.

Uma historinha: minha namorada alisava os cabelos também, desde mto novinha, como você. Alisou a vida toda e sofria muuuuuito, porque o couro cabeludo dela é mto sensível, ela chorava de dor. Uma vez, foi testar um produto mais forte e o que aconteceu foi que o cabelo dela enfraqueceu; enfraqueceu tanto que começou a cair. MUITO. Aí eu comecei a pedir pra ela pensar na possibilidade de não alisá-los mais. Ela tinha mto medo de como eles ficariam, já que não sabia como era não ter os cabelos alisados... mas a queda estava tão intensa, e o cabelo dela cresce tão rápido, que a raiz foi ficando cheia (ao natural) e o resto do cabelo muito pouquinho, sabe? Aí ela resolveu que tentaria usar o cabelo natural, que se ela não gostasse, deixava crescer de novo e voltava a alisar.
Desde então ela não usa mais química e nem pensa em voltar a usar. O cabelo dela ao natural É LINDO, muito lindo. E ela nem sabia disso! Não sabia porque desde sempre alisou, desde a infância, ela não tinha ideia de como ele era naturalmente.
E o cabelo dela não é duro, assim como tenho certeza que o seu não é. É mto macio, na verdade, mto gostoso de pegar e passar a mão. Eu adoro. :)

Dá trabalho cuidar? Um pouquinho. Mas dá menos trabalho cuidar dele ao natural do que alisado.
Então eu indico um blog mto bacana que nós descobrimos na época que minha namorada resolveu deixar de alisar, que ensina a tratar dos crespinhos: http://www.cabelocrespoecabelobom.com.br/blog/
Dá uma lida e vê se te inspira.

Se você é vaidosa, Ceci, e gosta de se cuidar... nossa, vai adorar o blog! E quem sabe te inspira a "inventar moda" com o seu cabelo?? Assim vc passa a achá-lo mais bonito, a gostar mais dele... e, um dia, pode até assumi-lo ao natural, completamente.

Enfim, escrevi um testamento... rsrs. Espero que tenha ajudado.
--

Eva disse...

Ceci, conheço seu problema. Meu cabelo é crespo, e eu sou negra (porque me considero negra, independente da minha pele mais clara, é assim que me vejo), então eu sei como é o preconceito. Lembro que na sua idade, eu acordava 5 da manhã pra arrumar o cabelo, pra entrar na escola só sete e meia. E dói. Puxa, queima a orelha, dói na alma não poder ser quem você é.
Um dia (e não demorou muito, eu devia ter uns 16 anos) eu simplesmente decidi que ia deixar ele do jeito que era. Demorou, mas eu havia sofrido tanto, a vida toda, com meu cabelo, que o sofrimento causado pelo estranhamento das pessoas e seus preconceitos doeu menos do que a queimadura da chapinha nas pontas das orelhas. Porque o sofrimento me deixou mais forte por dentro, quer dizer, eu já havia encarado a vida toda de opressão, de baixa auto-estima, de cobranças, e me senti tão livre, que chegou no ponto de que a opinião das pessoas simplesmente resvalavam por mim e doíam cada vez menos. Me vi cercada de pessoas que me acolhiam e me amavam exatamente como eu sou, com ou sem cachos, com ou sem cabelos, com 50 ou 100 quilos, arrumadíssima ou de camiseta velha, bermuda e chinelo, simplesmente porque me amavam, eram minhas amigas.

Talvez, fosse um bom momento para você avaliar as pessoas que te cercam. Se abra com elas, conta como você se sente, como isso tudo te incomoda e te faz sofrer. Uma das melhores coisas do mundo é fazer parte, ser amada, acolhida, e aqueles que nos amam mesmo acabam por compreender o nosso sofrimento e nos ajudar a encontrar a liberdade e a paz de espírito.

Sei que é difícil dar os primeiros passos nesse caminho, mas mulher sofre tanto que somos capazes de descobrir, no nosso íntimo, forças que não imaginávamos ter. Acredite em você, e quando fraquejar, se apoie nos seus amigos, família, namorado. Faça novos amigos, pessoas que deem valores a coisas além da aparência, que aos poucos, talvez, você consiga desatar o nó que tá entalado na sua garganta e te impede de respirar.

Força menina, tô torcendo por você.

Luciana Mendonça disse...

Ai..até q enfim Lolinha escreveu sobre o tema! \o/ Se ela escreve todos leem ! já contei aqui q tenho razões pessoais pra querer que combatam cada vez mais isto de "cabelo bom"..minha filha, branca,cacheou o cabelo naturalmente com o passar dos anos e sofre muito com isto.Imagine se fosse negra? Valeu Lola! E quanto a garota, acho que podemos ajudá-la assim como já estamos fazendo, combatendo estas regras absurdas do que é belo e do q não é.Bjss.

G.A. disse...

Cecília, tbm já passei pelo famoso bullying na escola por conta de ser magra demais. Tá e o que isso tem a ver com seu caso? É que mesmo depois de adulta sentia que algo me incomodava muito na minha aparência, e tomei um monte de coisas pra engordar e por um tempo deu certo. Só que engordei DEMAIS e hoje percebo que eu deveria ter me aceitado e não ter feito de tudo pra agradar aos outros em suas opiniões que passaram a ser minhas, mesmo sem que eu me desse conta. Na sua idade a cobrança consigo mesma é enorme, afinal qual adolescente que se sente bem consigo mesma? Só que eu penso que de tanto você usar quimicas pesadas isso pode trazer riscos a sua saúde, mesmo que a longo prazo... E aí? Se um dia você adoecer por conta de querer agradar ao mundo com a sua aparência, alguém se preocupará? Uma coisa que eu aprendi na marra foi que: Se os seus amigos te julgam pela aparência, não são realmente amigos. Os verdadeiros não ligam pra estética, e sim para o que você é de verdade. Se te segregam por seu cabelo, são qualquer coisa, menos amigos de verdade. E gente assim não faz falta na vida de ninguém, mocinha.
Você mencionou que seu namorado vive te elogiando, dê mais atenção ao que ele fala pra você. Se mesmo assim você quiser continuar com isso de "ficar igual a todo mundo", pense em maneiras mais saudáveis de fazer isso, ok? E tente ao menos repensar essa forma de encarar e ser encarada pelo mundo. Se ficar muito difícil de fazer isso sozinha, quem sabe conversar com uma psicóloga poderia ser uma boa ideia. Alguém pra te ouvir,pra botar um pouco de ordem nesse turbilhão que está sua mente... Enfim, espero que meu comentário sirva pra você pensar sobre tudo o que está acontecendo e começar a se aceitar e se gostar do jeitinho que você é! Um grande beijo ;***

shan-Tinha disse...

não sei quantos anos vc tem, mas pra fechar aki em cima o que vou escrever já vou dizendo que nada como a idade pra gente enxergar e entender melhor tudo o que nos envolve, menossss o cabelo!!! esse é difícil de aceitar mesmo, qdo eu era novinha minha maior preocupação era: como vou acordar do lado do meu marido com esse cabelo, era chamada de poodle, caetano veloso e seus baianos, fazia touca q era encher de grampo, passava ferro de passar roupa, quente, alisei mtas vezes, ah e a música: "gosto de vc leãozinho..." q carinhoso né?! já observou q aonde vc estiver conte as pessoas que vc vê que tem cabelo crespo, geralmente é só vc, eu fiz mto isso, e pensa única filha de mais 3 irmãs lindas de cabelos compridos e lisos, pele mais clara q vc, olhos verdes e eu, mas sobrevivi e cheguei na era de todas as escovas: francesa, progressiva, japonesa... fica lindo como eu gosto, imagine a felicidade: balançar a cabeça e o cabelo se mexer!!! ai q lindo!!! mas não dura, tem q continuar cuidando, escovando e gastando, então já q as possibilidades são tantas hoje em dia se vc tem condições faça porque pior q ter um cabelo ruim, crespo e se chamar santa como eu e q até hj se pudesse acho q mudaria o nome, Deus me perdoe por isso! o tempo vai mostrar e te ajudar a aceitar-se como é, bjão queridas!

Prafalardemuseu disse...

Puxa Ceci...vou falar de dois casos de família um é o meu e outro da minha sobrinha. O CASO DA MINHA SOBRINHA É IGUALZINHO AO SEU!!!
O meu "problema" era sobre seios. Meu biotipo é a típica francesa pão com ovo, magrela, branquela de cabelo castanho...ou seja totalmente fora dos padrões: sem mega curvas definidas, sem cabelo loiro (é liso, mas é super murcho bem diferente dos comerciais)e pior: SEM PELE BRONZEADINHA DE SOL! Exato, se tomo sol fico 'rosa como um bebê' como diria minha mãe.
Meu drama começou quando eu ficava na casa de uma tia pros meus pais trabalharem e todo mundo lá tinha peitão, eu não achava aquilo nada bonito, via os problemas de coluna da minha prima de apenas 13 anos e etc...mas ACHAVA QUE EU ERA UMA TÁBUA! Me sentia horrível! colocava papel higiênico no top e tudo mais! Todas as meninas da minha escola tinham peito menos eu...eu sonhava com silicone, mas meu pai é (sabiamente) contra operar garotinhas por estética, dizia sempre que meu cabelo era bonito, que meu rosto era bonito, que eu era inteligente e educada que não precisava disso, na hora passava mas na hora que algum menino pedia pra ficar comigo na escola...não mesmo! Eu me sentia linda como bailarina, mas não me via como mulher? entende? como se eu só servisse pra uma coisa na vida por causa do físico? Isso é cruel.
Mas eu nunca sofri bulliyng, tive a sorte de conviver com pessoas muito civilizadas que aceitavam as diferenças, claro que tem suas excessões que eram nada diante de tanta gente lúcida mas as poucas palavrinhas faziam um efeito horrível!!! No ensino médio eu conheci o feminismo e passei a ter outros focos, minha auto-estima melhorou drasticamente! mas eu ainda pensava em silicone...depois do ensino médio, entrei na faculdade e olha...como minhas prioridades mudaram, como estou com a auto-estima restaurada! E estou sendo tratada como sempre fui tratada, com muito carinho e respeito, ah se eu tivesse ouvido meu pai antes teria me poupado tanto sofrimento! Eu sempre ouvi de todos que era 'uma gracinha' mas eu me sentia horrível!
Eu tenho sim pouco seio, mas hoje em dia? silicone nem pensar!!! eu penso nos riscos, na escravização etc, me acho linda ao meu modo e estou super feliz, demorou, mas eu cheguei lá, eu também era paranoica com depilação e hoje em dia estou mais tranquila, são pequenas paranóias que fazem um enorme estrago!

shan-Tinha disse...

olha minha foto q xik de cabelo liso aki do lado hehehe! bjs!

Iara disse...

A decisão de melhorar a vida só vai depender dela..
Eu acreditei durante anos que só eu era vitima de perseguição na escola, por ser gorda,depois conversando com outras amigas ( infelizmente anos depois) percebi que todo mundo ali pagou um preço.Uma por ser magra, outra por ser branca demais,outra por ser morena..Ou seja, sempre vai ter alguém para apontar qualquer coisa.As vezes quando sai uma foto da super Gisele tem gente detonando ela nos comentários.Não adianta escutar o barulho de fora.Mesmo com um cabelo liso,a menina teria problemas de peso, se nao tivesse isso, teria outra coisa,ela mesma se persegue.Não podemos escutar os outros.Ontem em um programa uma apresentadora disse que nunca havia visto pés mais feios do que de uma modelo,disse isso na frente da menina e mostrou com a camera.Precisava disso? Não .Mas é barulho de fora, somos nós que determinamos como vamos nos sentir em relação ao nosso corpo, não os outros .E uma coisa que aprendi depois de tanto sofrimento, pessoas são naturalmente insatisfeitas, por tanto, mesmo pesando 30 kilos e de cabelo liso, mesmo assim as pessoas vão achar por onde detonar .Somos nós que temos que fechar a porta .

Prafalardemuseu disse...

O caso da minha sobrinha:
Ela sempre teve cabelo crespo e cresceu em meio a mulheres de cabelo liso, pra piorar ouvindo todas as coisas que denegriam possíveis por parte da avó que só via a dificuldade de cuidar do tal cabelo.
Aos 6 anos ela pirou por uma progressiva, eu fui radicalmente contra mas minha mãe fez o tal relaxamento. Pasme...hoje em dia, depois de ficar de cabelo liso ela prefere o cabelo "pixain" como ela mesmo diz. Mas não foi de um dia pro outro, eu passei a mostrar para ela que haviam muitas mulheres que são divas e tem cabelo igual, contei sobre as moças bonitas da universidade e como eram os penteados, passei a estimular e hidratação e a fazer penteados alá Aishja Jambo (que pra mim é uma das tops, tops, ô mulher bonita!) etc...mas a auto estima vem de dentro pra fora, não é só cabelo... ou seios como no meu relato anterior. É um processo, e hoje fico feliz em ver minha sobrinha de 8 anos LIVRE desse preconceito contra ela mesma que a sociedade impôs a ela, agora aqui temos 3 moças de cabelo liso e uma de cabelo crespo, todas respeitando seu biotipo e se amando. MAS É UM PROCESSO!!!

Vanessa disse...

"A verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo DURO."

;D

Anônimo disse...

Gata, eu sou enorme (tudo grande) e tenho 3 fiapos de cabelo, bem escorridos. Meu apelido na escola? Rabo de rato.

A menos que você esteja com o cabelo igual de novela/capa de revista, você NÃO TÁ BONITA E NÃO TE É PERMITIDO SER FELIZ. Aliás, estendo para todo o resto do corpo.

Durante muito tempo eu quis o inverso de você: cabelo cheio, armadão. Mas acontece que eu nasci desse jeito e é assim que vou me virando.

Aprendi que se depois de lavar (e deixar secar um pouquinho) e prendê-lo num coque, consigo umas ondas e até um voluminho. É o que o meu cabelo permite e é o máximo que eu vou gastar de tempo com isso.

Sei que adolescente sofre porque vejo a filha de 15 anos da minha chefe escrava de prancha e secador. Sei o quanto isso é cobrado. E, penso eu, que ter o "cabelo perfeito" é uma maneira de esconder ou desviar a atenção de outra coisa que causa maior insegurança.

Enfim, reflita mesmo. Acho cabelo afro e cachos lindos! Talvez você tenha que "sair do armário" e assumir essa postura, pensando que por mais que as pessoas apontem e opinem, quem paga tuas contas no final é você mesma.

Cobre-se menos e viva mais.

Ellen G. disse...

Olha, tb tenho o cabelo crespo e sou do RJ. Sempre tive os mesmo problemas que você. Mas todos eles caíram por terra a partir do momento em que racionalizei toda essa lógica etnocêntrica e disse a mim mesma que eu seria quem eu sou. E para começar em grande estilo é claro, raspei a cabeça.
Mas você parece não ter simplesmente um problema com o seu cabelo. Pelo seu relato me pareceu que você construiu a sua auto-imagem a partir das opiniões emitidas pelos outros.
Acho que uma boa escolha a ser feita, seria procurar ajuda profissional. Um psicologo com toda a certeza ajudará.

Prafalardemuseu disse...

Sinceramente, na minha opinião não tem nada mais bonito, mais sexy, mais profissional, mais vibe, mais feliz, mais admirável...mais todas as facetas positivas de uma mulher multifuncional de hoje que um cabelo assumido!

Você só precisa encontrar seu estilo! O que te faz sentir bem além de cabelo liso? Brinque com seus cachos!
E olha na net quanta gente bonita de cachos. E aí você vai seguindo isso até que aprenda a aceitar seu cabelo e aí você estará livre!
Porque não adianta eu falar, falar de feminismo se auto-estima e´um processo e envolve várias áreas. Mas se você é uma seguidora de padrões, mire-se nas que são acessíveis e práticas e ao mesmo tempo bonita! Nessa corrreira de trabalho, estudo etc hoje em dia temos que ser práticas!

Gabs disse...

Ceci, uma coisa que a gente começa a entender quando cresce é que as crianças (e a sociedade) sempre vão achar algo pra apontar na gente. Se não fosse o seu cabelo, seria outra coisa. Dói muito, mas quando a gente aprende a amar a si mesmo, começa a perceber como eram ofensas vazias.

Você ficar nessa nóia toda só dá dinheiro pras pessoas que querem mais é que você acredito nisso. Já ouvi da boca de cabelereiro que sem os trocentos alisamentos definitivos que faz, o salão iria a falência. Se isso é o lucro que o dono do salão tem, imagina as indústrias químicas que ficam inventando tudo isso?

Sabe o que é um cabelo bonito? Um cabelo saudável! Simples assim... nunca reparo em cabelos alisados, mas cabelos crespos que a pessoa assume e cuida direitinho ficam lindos! E juro que não sou só eu falando, todo mundo que conhece (e passou dessa fase boba da escola) concorda.

Não sei qual reação os comentários vão causar em você, mas espero que te façam ver que a escola é uma fase muito boba da vida. Você é tão novinha e já é super articulada, aposto que muito amada por sua família e seu namorado... deixe o passado no passado! Como você mesma disse, as crianças são cruéis... mas todo mundo cresce! Quem continua cruel é porque não desenvolveu o músculo mais importante do corpo adequadamente ;)

Espero que ajude em algo :)

Pandora disse...

Ceci, eu queria te trazer para Recife e te apresentar a todas as minhas amigas dançarinas intelectualizadas, dançarinas de afoxé Oxum Pandá, ou as professoras com seus cabelos crespos lindos, elas deixam eles solos e colocam uma flor parecem rainhas o cabelo alonga o corpo, livre e solto, gostaria que você vice como elas são... Passaram por tudo isso que você passou ou pior uma vez que muitas são do candomblé e o preconceitos religioso é triste, mas deram uma volta por cima tanto que por se aceitarem foram aceitas, mas quando não são ignoram e as vezes processam também (depende do caso)!

Quem não te aceita não merece tua companhia... E sim, a infância e a adolescência passou linda, você é adulta, pode fazer coisas que a criança e a adolescente não podia, poder ampliar seus horizontes, buscar novos caminhos e se aceitar, independente da mídia que não paga tuas contas e nem te ama!!! As crianças e adolescentes se tornam vitimas porque não tem experiencia de vida suficiente para se defenderem, quando agem fazem por extinto ou segundo as orientações de adultos, mas nós não somos crianças podemos fazer coisas que elas não sonham serem possíveis, podemos agir por nós mesmas!!!

Força!!!

Mauricio disse...

Assistam ao filme "Good Hair", do Chris Rock. É insano o que se gasta com essa coisa de alisar e mudar o cabelo crespo. E quem ganha dinheiro c m isso são justamente os que não tem cabelo crespo e forçam o padrão "liso e loiro" pra cima do povão.

Somnia Carvalho disse...

Lolissima muito bom voce publicar o email dela!
Como ajudar?
Também eu diria a mesma coisa que todo mundo disse Ceci. Alias que nome lindo! me lembra a Ceci do Peri.

Aqui em São Paulo quando encontro uma negra na rua com cabelo armado, uma faixa colorida, sabe? total black eu amo! Acho lindo! acho genuino! Acho marca de uma mulher forte, de fibra, não maria vai com as outras!

agora entendo que na adolescencia se expor a mais criticas seja dificil! No fundo eu acho que quanto mais voce tenta parecer que tem cabelo de branco, um cabelo que nao e o seu, mais as pessoas vao te achar sem personalidade. Veja que as criticas vem de um jeito ou outro, entao por que nao se orgulhar mesmo da heranca dos avos?

concordo com outra leitora: se nao fosse seu cabelo seria outra coisa. Cresci cheia de apelidos horriveis sobre minha magreza. Tomei olho de figado de bacalhau a infancia inteira tentando engordar. E quando cresco tenho uma surpresa! Tem que ser magra para as pessoas te valorizarem.

a Lola tem razao: voce sofre porque ainda assume pra voce os preconceitos dos outros.

Tente pensar assim: o que os outros pensam do seu cabelo e de voce de fato e o que voce e?

então Ceci manda a merda o mundo e tente ser voce mesma o quanto conseguir agora!

Daní Montper disse...

Racismo é isso, fragilizar autoestima de boa parte da população para que ela se sinta constrangida e feia com sua etnia, ao ponto de querer 'clarear' a família e 'melhorar' o cabelo. E a gente escuta que o Brasil não é racista, que o racismo está em quem vê racismo!

Cecilia, você é do Rio, né? De qual região? Isso pelo que você passa aconteceu e acontece com muitas meninas, meninos, mulheres e homens, e te digo que é uma questão de perspectiva. Sei disso porque conheço vários grupos que trabalham para melhorar a autoestima negra, o vídeo que a Lola falou "Solte o cabelo, prenda o racismo" foi filmado aqui no Rio e faço parte da organização que idealizou, criou e produziu a campanha - a AMB, e nela temos grupos que combatem o racismo e a gente tem trabalhos voltados para jovens, e muitas meninas e mulheres aprenderam a se gostar depois que tiveram a oportunidade de saber mais sobre a história afro e sobre si mesmas.
Se quiser mais informações, fale comigo pelo facebook Daniela Montper ou twitter @danimontper ou pelo gmail danimontper
Bjs

Luiz Prata disse...

Um passo possível é ter em mente modelos positivos de pessoas com cabelo crespo, como a ótima Elisa Lucinda (já citada pelo Marcelo R. Rezende), a cantora Paula Lima, a atriz Thalma de Freitas, entre outras.

Relicário disse...

Ceci...eu tenho cabelos crespos,

Meu cabelo encrespou de vez com 14 anos, antes, na infância, ele era ondulado.

Eu sofri horrores por causa dele, quer dizer por minha causa, durante a adolescência, porque me sentia feia, e na minha época sequer tínhamos cremes para pentear, ou especializados para cabelos crepos.
Cada festa era uma choradeira, eu queria morrer, porque me sentia a menina mais feia da face da terra...
Com 18 anos aprendi a cuidar do meu cabelo, parei de pentear, de prender e comecei a tratá-lo com o devido carinho, meu cabelo ficou lindo, era extremamente crespo, tinha volume, mas passou a irradiar o que eu passei a sentir...e todos notaram, foi uma transformação maravilhosa, porque aquele cabelo que antes era motivo de vergonha passou a ser uma parte linda do meu corpo.
Apesar de amar muito meus cachos permaneci com eles intactos, sem química até final do ano passado, ou seja dos 14 aos 34 anos, foi quando fiz uma progressiva, mas ainda que muitas pessoas digam que ele ficou melhor assim, eu discordo...quando penso em mim, lembro dos meus cachos...e pretendo logo tê-los de volta...
Espero que logo vc consiga lidar com isso, e aprender a amar seus cabelos, a deixá-los livres e vc também se livrar do preconceito com que vc se olha por causa disso...Um grande abraço!
Angélica

Anônimo disse...

Ceci, muita gente já falou a sua opinião e condordo com muito do que foi dito, especialmente com a Ellen G., de forma que eu só queria reforçar o ponto da necessidade de você procurar um psicólogo, que vai te orientar nessa questão de identidade e auto-imagem e te auxiliar a passar por essas turbulências e dificuldades com mais força.

Beijos, Clarisse

PS: eu, quando era adolescente, m.o.r.r.i.a de inveja das meninas que tinham o corpo igual ao seu: com muito quadril, cintura fina e pouco peito! Cada um que sabe onde o calo aperta...

cami xxx disse...

Indico essa leitura da Bell Hooks (http://loveisliberation.wordpress.com/2011/04/29/alisando-o-nosso-cabelo-bell-hooks/)e uma olhada nesse tumblr (http://she-is-king.tumblr.com/) que prova por meio de imagens que ter cabelo afro é lindo, because black is beautiful.

Nara disse...

Ceci, acho que o pessoal aqui do blog já disse muita coisa boa, e realmente espero que isso vá, aos poucos, te ajudando a se ver de um jeito diferente, a desconstruir uma auto-imagem que vc tem para substituir por outra que seja realmente você. Não vai ser de uma hora para outra, mas você consegue. Uma dica que eu posso te dar, se me permite, é buscar do lado de fora elementos que te ajudem a firmar seu lugar no mundo. Ou seja, se você está "fora do padrão" procure se fortalecer e se afirmar exatamente por isso. Vou te dedicar um poema muito especial, de um poeta brasileiro negro que decidiu construir, pela poesia, um espaço próprio, sem deixar de estar inserido nos espaços sociais, sem deixar de lutar, de questionar, de se indignar. Não há nada errado com vc, errados são os conceitos impostos, os preconceitos:

TRINCHEIRA


TRINCHEIRA

"falaram tanto que nosso cabelo era
ruim
que a maioria acreditou
e pôs fim
(raspouqueimoualisoufrisoutrançourrelaxou...)

ainda bem que as raízes continuam
intactas
e há maravilhosos pêlos crespos
conscientes
no quilombo das regiões
íntimas
de cada um de nós"

CUTI

Beijão, Ceci, tenha força!

Bruno S disse...

Ceci, talvez valha pesar se o incômodo que te gera o cabelo fora do padrão é maior do que o esforço em adequá-lo.

Acho que a dica que deram de pesquisar sobre penteados para cabelos crespos é uma boa saída.

Como o padrão é de cabelos lisos (e também clareados), não há inclusive muitas referências a mostra para que ela se identifique com seu cabelo.

Sem falar que cabelos que passam em chapinha são facilmente identificáveis para quem quiser te diminuir por conta deles. No fundo o esforço tem alcance bem limitado.

L disse...

Ceci, vejo, assim como a Carol, que o primeiro passo você já deu, que é se conscientizar que suas inseguranças são causadas, não porque há algo errado em você, mas sim nos padrões da sociedade.
E bem, eu sei que difícil, porque eu também tenho o que chamam de cabelo duro, e por mais que não viva com ele pranchado, costumo ainda relaxá-lo . Bem, sei que meu exemplo não é lá um incentivo, mas acho que você pode ir com calma no caminho da aceitação. Se não se sente pronta pra encarar os olhares que são lançados pra quem tem cabelo crespo, tente acostumar-se a andar sem prancha, ou usar permanetes que definam as mechas( já que cabelos cacheado são mais aceitos que os crespos) até se adaptar a mudança, e se sentir bem nela. Mas antes de qualquer coisa, tente se libertar da ideia, se houver, de que você tem que andar com o cabelo crespo pra mostrar que se aceita, ou com cabelo liso pra ser aceita. Tente se sentir livre pra fazer o que te fizer sentir melhor.

Carol NLG disse...

Quer saber uma coisa engraçada? Eu tenho cabelo liso. Liso liso liso capa de revista. Sempre tive. É só lavar, deixar secar solto e todo mundo JURA que eu fiz chapinha, escova, etc.

E eu DETESTO esse cabelo! Queria tanto um pouco de volume! Ou movimento! Alguma coisa! Meu cabelo só pode ser do jeito que é. Não dá pra fazer penteados, porque eles se soltam muito rápido (cabelo liso demais). Coques e tranças, idem. Meu SONHO é ter volume. Adoraria uma cabelo cacheado, justamente porque dá liberdade de mudar, de fazer cada dia um penteado diferente!~

Lembre: nenhum cabelo fica maravilhoso sem os cuidados apropriados. Você precisa, sim, manter seu cabelo bem hidratado. Talvez uma queratina por semestre também ajude. Se ame! O resto é secundário

Adriana disse...

Ceci, eu me pareço muuuuito com você, fisicamente falando.

Mas de alguma forma eu não tive problemas com o meu cabelo durante minha adolescência. Às vezes vejo fotos minhas e penso "como eu ia pra escola com esse cabelo??" Sim, porque pense uma jubona armada hahaha Eu não era exatamente vaidosa, daí não me importava mesmo (acho que eu acordava e ia).

Eu só comecei a ter problemas de imagem com o surgimento das tais escovas progressivas. Foi aí que meu cabelo virou horrível (pros outros). Eu não via problema nenhunzinho com os cachos, mas GERAL dos meus amigos falava comigo com ar de pena "olha, você pode ter cabelos lisos, essas técnicas são muito boas...". Acho que dava pra fazer um Bingo do Cabelo Ruim só com as frases mais "bem intencionadas" que ouvi.

E adolescência é uma fase tão difícil, a gente é tão insegura, a opinião dos outros faz tanta diferença... O que eu posso passar da minha experiência é que é melhor você se inspirar em pessoas com quem você pode se identificar, fisicamente falando, e estão bem. Sério, quase morri de felicidade quando estreou a novela Terra Nostra kkkk Lá estavam Ana Paula Arósio e Maria Fernanda Cândido, lindas e cacheadas. E a Thaís Araújo como Xica da Silva? Que linda, que personalidade.

Aliás, lembro de um amigo que me ajudou muito ao dizer que meu cabelo tinha personalidade. Depois disso, nunca mais quis alisar (eu já não alisava, mas no fundo já estava quase dando o braço a torcer), virou uma questão de orgulho mesmo.

Comecei a ler tudo que falava sobre cabelos cacheados. Mas eram poucas as publicações que falavam sobre isso (parece que de 97-2007 só existia cabelo LISO). A comunidade do Orkut "Cabelos Cacheados" foi fundamental nesse processo. Encontrar e conversar com pessoas que passam pelas mesmas situações que você te dá força, ânimo, você não se sente mais sozinha, você descobre que outras tantas tiveram o mesmo problema que você e aprende com elas. Aprende a se orgulhar (te garanto que você pode aprender também). E aprende diversas dicas sobre como manter um cabelão bonito.

Tem gente que gosta de cabelo liso e por mim tudo bem. Mas o problema é que a maioria não gosta... a maioria é forçada a gostar. Vamos fazer uma comparação, tem mulheres que pintam o cabelo, jogam loiro, aí arriscam um ruivo, fazem luzes, mas se sentem confortáveis pra voltar pra cor natural quando sairem da fase camaleoa. E existem aquelas que só aceitam o cabelo LOIRO, se não for loiro, ela não vai suportar. Sentiu a diferença da pessoa que gosta de jogar com o visual daquela que é escrava de um modelo padrão?

Daí vem a pergunta, você gosta do liso ou você é escrava dele? Você quer ser escrava de um padrão que não é o seu? Quem ganha com isso? Só quem nasceu no padrão, né? E aí Você só se ferra pra fazer felizes as meninas de cabelos naturalmente lisos...

Bom, desenvolver a confiança em si mesma é uma tarefa complexa. Lisa ou cacheada, espero que você consiga chegar lá.

Por fim, seguem alguns links que gosto muito sobre o assunto:

Comunidade no Orkut - Cabelos Cacheados - depois do facebook, ela deu uma esfriada :(
http://www.cabeloscacheados.net/
http://devabrasil.blogspot.com/
http://www.cabelosecachos.com/

Abs!

Alex disse...

Uma das frases do post que mais me chamaram a atenção foi: "Tudo porque eu não consigo abdicar da minha vaidade, não consigo desencanar e não ligar pro que pensam". Lembra demais o mito de Narciso. Pra se libertar dos outros, primeiramente Ceci vai ter que fazer um esforço pra se libertar de si mesma. Talvez não seja possível fazer esse esforço sozinha. Quem sabe uma terapia cognitivo-comportamental? Não sei se essa linha de psicoterapia seria a mais indicada. É um tipo de pergunta que somente um profissional da área pode responder de forma adequada. Porém, é para evitar o destino trágico de Narciso que Ceci deve envidar todos os seus esforços. Quanto mais cedo melhor, pra haver um melhor aproveitamento da vida. Recomendo a Ceci um vídeo de que gosto bastante. Nick Vujicic teria todos os motivos pra achar a vida horrível. Mas ele conseguiu encará-la de outra forma. Ele é evangélico e nasceu numa família evangélica. Acho que uma fé religiosa pode ajudar uma pessoa a ressignificar a vida. Porém, não creio que seja imprescindível. Acho que, com esforço (se muito, se pouco, vai depender de cada um), é possível a qualquer um enxergar beleza na vida e transformá-la para melhor, apesar dos quilos a mais, do cabelo dito "ruim" e da falta de braços e de pernas. Endereço do vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=O-bPWzl0khY&feature=related . Recomando, também, que Ceci assista a um filme que acho belíssimo: "O Escafandro e a Borboleta" (trailler: http://www.youtube.com/watch?v=ekcRF5Tllr8 ). É um filme que ajuda muito na relativização de nossos problemas. Também escute a Paula Lima, gosto muito desta música: http://www.youtube.com/watch?v=wsswi0cyn_w . Aqui dá pra ouvir melhor a letra: http://www.youtube.com/watch?v=QI_Opj22aao .

Alex disse...

Ô nego do cabelo bom

Max de Castro

Muita gente implica com meu pixaim
Mas o que me implica é que o cabelo é bom
E quando isso me irrita vai ter briga sim
Porque não aceito discriminação

E quando vou a praia alguém sempre diz prá mim
Teu cabelo é duro, entra água não
Se é impermeável isso é problema meu
Na verdade o que é duro é o seu coração

Alisa ele não
É o que minha nêga sempre diz prá mim
Alisa ele não
Você é meu nêgo do cabelo bom
Alisa ele não
É você quem dita a moda em Paris

Não sou vasilina
Não vacile não
Não sou vasilina
Não vacile não

http://letras.terra.com.br/max-de-castro/140608/

Beatriz disse...

Ceci, tenho exatamente sue tipo de corpo, já odiei, e hj gosto bastante. Curvas são bonitas! Minhas amigas magras, cujo corpo sempre invejei, vivem reclamando de coisas tipo "não tenho cintura". Nunca está bom pra ninguém, a verdade é essa, nem para quem é "padrão".
Meu cabelo é do tipo q é totalmente liso na raiz e cacheado nas pontas. E eu reclamei dele muito tempo, e eu já usei chapinha direto (ou cremes para ficar liso) e já ouvi de ex-sogra "pq vc não faz progressiva?" (nunca quis, medo da química). E qdo fiquei mais velha, vi o qto isso não faz diferença na vida prática: tipo físico, cabelo, cor de pele, não impedem ninguém de fazer amigos, namorar, estar bonito. Eu lamento o tempo q perdi me preocupando com isso qdo mais nova. Se assuma, vc vai sofrer um bocadiho com os babacas de sempre, mas te garanto: vc sofreria mesmo q fosse a Angelina Jolie, pq babaca é babaca em qlqr departamento viu? E ainda por cima, vai filtrar as pessoas legais a sua volta.

Ashen Lady disse...

Ceci, procure ler os fóruns do site Beleza Natural (que é um salão do RJ especializado em cabelos crespos). Se informe também sobre low-poo e no-poo, no início você rejeita, mas depois você verá como faz sentido porque tudo o que sabemos sobre tratamento de cabelo não se aplica a crespos, logo, algumas mudanças vão fazer toda a diferença.
Jogue essas palavras no Google e se surpreenda com a quantidade de mulheres que se libertaram da escravidão da química, escova e chapinha.

Anônimo disse...

Eu era dura, então só não alisava por achar cabelo alisado sem cuidado muito feio diante do meu cacheado.Resolvi cortar(sozinha)e ficou maravilhoso, me senti única e livre. Ouço ordens pra alisar de desconhecidos que passam por mim,mas o que elas pensam é problema delas, também há os ouço elogios.
O mais importante é que EU gosto assim.
nataxha

Prafalardemuseu disse...

Estou louca pra ver fotos da Ceci (mesmo que sem rosto)de novo visual natural. Se eu morasse na sua cidade a gente ia se encontrar e trocar muitas figurinhas! Adoraria ver que ela assumiu seu cabelão super charme e melhorou a auto-estima.
TORÇO POR ISSO!

Raphael disse...

Se gostares do cabelo na cor negra, recomendo alisar com henê. Apesar das mentiras que falam(que dá cancer, tem chumbo e mimimi), é um ótimo alisando. Com a desvantagem de obrigar o cabelo a ser do tipo "preto e brilhante". E também torna outros tratamentos químicos proibitivos(a não ser que se faça uma tal desminaralização). Uma marca de henê que eu me dei bem foi o henêlisa.

Duas marcas de hidratante capilar que eu gosto são Niely Gold e Embelleze(Novex).

A linha Dove Therapy hidratação profunda de shampoo e condicionador é ótima.

Em geral lojas de cosméticos dirigidas à profissionais tem excelentes produtos a bons preços.

Boa sorte.

Fran disse...

Se interessar, este curta 'Vista minha pele" é realmente esclarecedor sobre como o objetivo é estarmos insatisfeitos. Vale a pena ver. Também é uma ótima satira de uma sociedade invertida.

http://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM

Rafael Bessa disse...

Vou citar Malcolm X aqui:

"Quem te ensinou a odiar a textura do seu cabelo ? Quem te ensinou a odiar a cor da sua pele a tal ponto que você alveja para ficar mais branco . Quem te ensinou a odiar a forma do seu nariz e lábios ? Quem te ensinou a odiar você mesmo da cabeça aos pés ? Quem te ensinou a odiar os seus iguais ? Quem te ensinou a odiar a sua raça tanto que vocês não querem estar perto uns dos outros? Antes de dizer que os negros militantes ensinam o ódio ao branco, porque você não se pergunta por que VOCÊ odeia a si mesmo."

Anônimo disse...

Além do racismo, outro problema é que 99% dos produtos de higiene são voltados pra cabelo liso, e eles realmente detonam outros tipos de cabelo. Se vc aprender a cuidar do seu cabelo nunca mais vai querer ele liso, te garanto. dá uma olhada nesse forum, me ajudou muito encaracoladas.5forum.info/

Eu disse...

Estou gostando de alguns comentários aqui. Luz no fim do túnel...:))

Relicário disse...

Adriana, concordo com vc...
Uma coisa é vc fazer um alisamento para experimentar uma outra roupagem, um estilo novo etc...outra é vc alisar-se para agradar aos outros...

Flávia Stefani disse...

Ceci, é possível ter uma vida diferente! Aconteceu comigo!

Precisarei dividir o comentário em três porque a história longa e o espaço é curto, mas eu quero muito compartilhar a minha experiência contigo. Desculpe se ficou muito longo.

PARTE 1 (hihihi)

A vida inteira eu tive o cabelo bem "armado" - parando para pensar, que maneira pejorativa de se referir ao cabelo, hein? - e o meu ainda é volumoso e bastante grosso, então não é difícil imaginar que cresci ouvindo os comentários mais maldosos: me chamavam de menina pre-histórica, de mulher das cavernas, diziam que era eu que espalhava piolho para o resto da classe, jogavam chiclete no meu cabelo, faziam desenhos do meu rosto e espalhavam pela escolha com sinais de "perigo", enfim, toda sorte de maldade que você puder imaginar. Daí é óbvio que passei 15 anos da minha vida tentando "conter"
(alô, termos pejorativos) o cabelo. Fiz de tudo: relaxamento, alisamento com chocolate, alisamento japonês, escova progressiva... E afogar o meu couro cabeludo em químicas não bastava; era preciso ir ao salão no mínimo uma vez por semana porque nada “dava conta” do volume do cabelo; era preciso estica-lo semanalmente. Como você, eu também tinha sérios problemas quando ia viajar e optava sempre por destinos que não envolvessem praia ou piscina pois eu não podia correr o risco de que as pessoas descobrissem a verdade sobre o meu cabelo. Ninguém mais me amaria! Parece exagero, mas só quem passa por uma situação dessas entende que não é brincadeira, mas sim um medo real. Eu andava sempre com guarda-chuva e sacola de plástico na bolsa, em caso de que chovesse, e nem os meus namorados sabiam como era o meu cabelo sem escova, você acredita?

Flávia Stefani disse...

PARTE 2

Até que me mudei para os EUA, em 2005. Fui aceita num programa de estágio de uma empresa aqui em Nova York, que é onde moro desde então, e sendo estagiária, eu ganhava muito pouco e já não podia mais pagar o preço absurdo de cada química. Ora, se no Brasil já era caro alisar o cabelo, aqui era ainda mais pois era em dólar e no final das contas eu ainda tinha que dar gorjeta para os funcionários que me atendiam. Os únicos salões que ofereciam alisamento a um preço que eu pudesse pagar ficavam no Bronx, o bairro mais violento de Nova York, e eu não me sentia segura para ir até lá sozinha - claro que o namorado da época não me acompanhava até o salão, né? Ele queria o cabelo “bonito” e “apresentável”, e eu que sofresse para providenciar. Então por não ter dinheiro, precisei abrir mão das químicas e ficar à base da escovinha mesmo. Foi assim por quase 9 meses. Aí veio o verão nova-iorquino, quente e úmido como só ele, e já não valia mais a pena nem fazer escova porque não durava nem dois dias -e era caro também, coisa de 50 dólares por vez. Ou seja: passei três meses usando trança, coque e rabo de cavalo, sem nunca soltar o cabelo. Até que um dia uma colega de trabalho me viu chorando no banheiro e me fez a seguinte proposta: “por que não vamos juntas a um salão especializado em cabelos cacheados?” Levei um susto porque eu nem sabia que um lugar assim existia. Perceba a minha cegueira (emocional): eu morava na capital do mundo há quase um ano e em nenhum momento eu parei para pensar que pudesse talvez encontrar algo diferente aqui. Pois bem, fui ao tal salão -na minha colega de trabalho, pois eu não saberia nem o que dizer à pessoa que me atendesse. Como é que eu explico que quero parar de sofrer? Que quero aprender a me amar? Que quero apenas ter uma vida normal? Deixei que minha amiga falasse por mim, e no fim o *diagnóstico* foi que eu teria que cortar o cabelo. Como já estava sem alisamento há quase um ano, daria para cortar um pouco acima dos ombros e ir deixando crescer a partir daí, mas que nada poderia ser feito para recuperar o cabelo destruído. Antes eu jamais teria aceitado cortar, mas a cabeleireira que me atendeu tinha uns cachos tão bonitos (brilhantes, cheirosos, compridos) que topei. Pedi que ela me virasse de costas para eu não “presenciar o crime” (hihihi), mas ela foi incisiva: “eu quero que você diga adeus a tudo isso, mecha por mecha!” E foi cortando. E foi cortando.

Flávia Stefani disse...

PARTE 3


6 anos se passaram desde então, Ceci, e hoje eu sou outra pessoa. Todos os dias (sem exagero, todo santo dia!) eu escuto pelo menos um elogio ao meu cabelo. As pessoas perguntam se meus cachos são de verdade, pedem para pegar, perguntam que produtos eu uso e tem gente que passa por mim que pede até foto! Os meus cachos trouxeram à tona toda uma personalidade que eu sempre tive, mas que sempre calei: a de uma mulher bonita, festeira, colorida. Não só assumi os cabelos, como também o batom colorido: vermelho, roxo, laranja, rosa choque... Te contar que até a minha postura mudou. Eu não ando mais retraída, não caminho mais encolhidinha, com vergonha. Assumir o meu cabelo serviu até para me ajudar a assumir que eu queria uma profissão diferente: eu queria ser escritora. A primeira coisa que o meu marido me disse ao me ver pela primeira vez foi “ai, que cabelo lindo!” - nós já nos falávamos pela Internet, mas nunca tínhamos nos encontrado. E sabe que tratamento eu faço hoje? Nenhum! Não uso óleo, não compro ampola, não faço máscara de hidratação, não uso gel, não aplico mousse. Só passo xampu e condicionador especiais (o que faz sentido porque o meu cabelo é muito especial, obrigada) e pronto. Se você quiser, eu te passo o link para esses produtos e você pesquisa. Acho que estão à venda aí no Brasil. Queria postar fotos minhas de antes e depois para você ver o quanto estou mais bonita (hihihi), mas acho que o blogspot não deixa postar fotos.

Ah, antes que eu me esqueça: claro que nem sempre os meus “novos” cachos foram unanimidade. Acontece cada vez menos, mas algumas pessoas ainda perguntam se eu não vou “fazer pelo menos uma escova”, hahaha. No começo eu até ficava constrangida, mas hoje dou risada. Todo mundo que é diferente recebe algum tipo de atenção, mas nesse caso a diferença é boa: enquanto quem me critica sofre horrores para manter o look padrão (fios alisado, tingidos, sem vida), eu já acordo com o cabelo mais bonito da vizinhança. É óbvio que elas vão criticar!

Enfim, minha querida, desculpe os comentários tão longos. Eu só queria que você soubesse que é possível SIM ter uma vida nova e que você se sentirá incrivelmente linda, porque você é, afinal, incrivelmente linda, a partir do momento em que decidir ser apenas você. E que pode contar comigo para isso!

PS.: estou usando uma peruca na foto do meu avatar, mas é porque a foto foi tirada numa festa de Halloween. :-)

Madelaine disse...

e foi assim a vida toda também. por causa das orelhas, cabelo sempre solto. por causa do nome, sempre o apelido. sempre. se amarrava na escola, era dumbo. se amarrava mais soltinho, cotonete. e aí era choro, vergonha... se deixava solto, ele armava. aí era água na cabeça e resfriado no dia seguinte e gripe dois dias depois. quando não era a vergonha que fazia faltar aula. sempre foi assim. aí veio a escova progressiva. cabelo solto, liso, lambido. e aí veio o "chega, mundo. ninguém mais me regula". preso, solto e armado, lindo, da cor natura. uma besteira de franja, mas só. e veio, por fim, a alegria de acordar ao lado de quem dá cor ao coração sem me preocupar com quão medusa estava. e sabe... é com o coração na mão que te digo que ainda olham de lado e que ainda se surpreendem com as orelhas. ainda falam "mas como pode se você tem orelhonas assim?". ainda dizem "mas como se o seu cabelo vai armar?". e ainda que doa, ainda que humilhe, ainda que abra um corte fundo no peito, ainda não serei perfeita, ainda não serei a mais bonita por fora e por dentro, mas serei ainda eu.
seja você, cecília. seja.

Robs disse...

Simples,deixa ele crescer e faz aquelas trancinhas,sabe,com tererê e tudo mais.São tão bonitas :)

Mary disse...

Que menina dramática, credo.

Relaxamento com guanidina + escova progressiva MARROQUINA da Inoar depois de uma semana (tem que esperar) e já era, depois só precisa fazer a manutenção da progressiva com produtos próprios (uso os da Dove, são baratos e funcionam bem) e refazer a escova a cada 3 meses.

Anônimo disse...

Infelizmente essa menina, Cecília, só tem 15 anos e pra se enxergar e ter orgulho de si mesmo, acho que é só com o tempo. Eu sofri até os 20, por ter cabelo enrolado, corpo "pêra" e nariz grande; sempre fui alvo de piadas e gozações até que comecei a me impor perante a sociedade. Hoje me cabelo, meu corpo e meu rosto são do jeito que sou e que quero ser. Aprendi a eliminar da minha vida quem ria, quem fazia piada. Pois pode ter certeza, Cecília que mesmo você fosse como os outros querem há sempre aqueles que acham defeitos e A VIDA É UMA SÓ, um dia você vai acordar, como eu, e perceber que perdeu a adolescência inteira tentando se encaixar num padrão ridículo e cruel.

Lorena disse...

Que lindo o depoimento da Flávia, até me emocionei! :)

Espero que toda a positividade dessa caixa de comentários atinja a Ceci de alguma forma. que ela perceba que tem toda a beleza do mundo dentro de si, é só deixar extravasar.

Eu disse...

Flavia Stefani, adorei seus comentários. Principalmente quando vc disse que começou a dar risada das sugestões dos outros. Nada como uma boa decisão na vida.
Parabéns!!

Aliás, tô vendo tantas sugestões válidas...:))

Ana Torres disse...

Aquela imagem de um fio de cabelo visto de perto não é adequada. Aquela é uma imagem de um fio danificado e não de um fio de cabelo crespo. O fio de cabelo crespo só se diferencia do fio de cabelo liso porque o diâmetro dele é menor. Sim, na verdade o cabelo crespo tem o fio mais fino que o liso. Beijos!

Orahcio disse...

Não lembro o contexto da conversa na época mas certa vez fiz o comentário que o cabelo crespo é o cabelo ruim, minha colega ouvindo aquilo me pergunta quem foi que me disse que o cabelo crespo é ruim. Nessa hora me toquei. Até hoje não consegui dizer o nome do fulano ou fulana que me falou isso, e agradeço essa minha colega por ter me feito essa pergunta na hora certa.

HiHi disse...

lola, por favor, leia esta notícia

http://oglobo.globo.com/rio/menina-de-12-anos-estuprada-em-onibus-no-jardim-botanico-3989419

Ansiao disse...

Curto carecas.

Eva disse...

Particularmente, eu adoro meu cabelo crespo. Uso natural, cacheadíssimo, solto ao vento. Ou quando tenho paciência, uso o secador sozinha, porque não vou dar meu suado dinheiro à toa pra quem quer me impor nada - faço escova sozinha quando dá vontade de variar, mas geralmente saio com o meu releitura moderna do flap top felicíssima. Agora decidi que vou deixar crescer num chanel cheio de cachos, ondas e curvas, que ah, ninguém me segura não.

Bri disse...

Cuida do cabelo como ele merece e vc vai ver q lindo e saudável q ele vai ficar
http://www.encaracoladas.com.br
http://encaracoladas.5forum.info

♪Sueli Alves♪ disse...

Me identifiquei, pois na minha adolescência ouvia as mesmas coisas. E por pressão dazamiga, fiz o famigerado relaxamento. Lembro a primeira vez que fiz chapinha: Me senti uma DIVA. Maior besteira que poderia ter pensado.
Hoje faço permanente afro, para manter o cachos mais definidos, cujo estou pensando seriamente em abandonar tb, pois é muito caro e demorado. Fico cerca de 4, 5 horas no salão. Estou lendo o blog que a Lorena recomendou e vou tentar aderia ao cabelo natural. Sai bem mais barato. Ceci, vc está começando um doloroso processo: o da auto-aceitação. E vai sair bem melhor dele, eu acredito.

Priscila disse...

Eu não entendo essa visão de cabelo cacheado sendo visto como cabelo crespo. A maioria das mulheres negras tem cabelo crespo, que, naturalmente, não tem cachos bem delineados como mostram nas propagandas. Sempre vejo por aí imagens de cabelos cheios de cachos bem delineados e brilhantes sendo denominados como crespos que, obviamente, tiveram todo um processo para estar assim, logo, não são naturais. Uma coisa é ter cabelo naturalmente cacheado e outra coisa é ter cabelo naturalmente crespo. E a mídia continua nos bombardeando: "Cabelos lisos e saudáveis" (Lisos?,esse comercial ñ pensou no meu cabelo),"Macios, sedosos e brilhantes"(sedosos, tipo pano de seda?Obrigada, ñ quero ter cabelo de pano).
Todos os dias milhares de crianças crescem ouvindo isso, além de todo o convivío social que compartilha aquela visão de "cabelo ruim, alisa ele!".
Quando eu era criança eu assistia tais comerciais e pensava que usando tal condicionador ou creme, iria tornar meu cabelo liso, brilhante, macio, sedosos e o ca*. E vi que era tudo mentira. Quando cresci percebi que um comercial, aparentemente indefeso, pode construir toda um conceito que diz o que é mais aceitável e desejado e o que é repugnado. Na minha opinião a solução para que as próximas gerações sintam-se valorizadas por seu cabelo, ou qualquer outra caracteristica estigmatizada, é a exaltação do cabelo afro em vários meios de comunicação. Porém, creio que seja utópico, pois o que vende hoje em dia são produtos padronizantes, financiados por pessoas insatisfeitas. E algo que valoriza a subjetividade não gera dinheiro para as grandes empresas. No dia em que eu ver uma propaganda que diz "Valorize suas rugas, sinta-se bela. Valorize seu cabelo, seja ele como for.", eu já vou estar debaixo da terra. Uma sociedade feliz consigo mesma não gera dinheiro, mas uma sociedade insatisfeita e com baixa auto-estima, gera mt, mt dinheiro. É triste saber que as empresas lucram em cima do sofrimento de muitas pessoas, afinal, foram eles que armaram todo o circo antes mesmo de você nascer. Justamente para continuar o ciclo. "Triste com a sua vida? Infeliz? Acima do peso? Corpo fora de forma?Temos a solução de todos os seus problemas, parcelamos sem juros no cartão".

Eu disse...

Sim, Priscila, esse discurso é da Naomi Wolf. Mas dá uma olhada na aparência dela e vê se ela precisou se 'aceitar' ou não gasta um tostão com o corpo. Duvido de-o-dó.

As índias não precisam de shampoo nem de roupa. Mas quero ver você querer ir morar numa reserva indígena ou na floresta mesmo.

Ou que tal viver num país como a China no período da Revolução Cultural? Uniforme azul marinho pra todas. Tá bom prá você?

Sara M. disse...

Ah Ceci, se você trata seu cabelo com química desde tão nova sua família também não deve aceitar muito seu cabelo. Quando eu era criança não estava nem ai para estética,ia para a escola parecendo um bichinho do mato, com o cabelo crespo todo despenteado, mas quando cheguei na adolescência a pressão social incomodou com força, se minha mãe tivesse permitido tenho certeza que teria alisado o cabelo e viveria de química até hoje, jurando de pé junto que meu cabelo cacheado era impossível,hoje amo meus cachos. claro que quanto mais crepo mais dificil a aceitação, mas mesmo aqueles cabelos que as pessoas chamam de "embuxado" (queria saber a denominação correta, essa é muito depreciativa)eu vejo na rua em algumas pessoas que o assumem de fato, e acho lindo. faz uma experiência, fica uns 6 meses sem por química no cabelo, hidrata ele bastante para passar o dano que a química deixa, uma das coisas que mais me seduz em alisar o cabelo é a facilidade,para mim é um sonho irrealizavel acordar e sair de casa gastar um tempinho considerável com o cabelo, mas se você tem esse trabalho todo para alisar todo dia, manter um cabelo cacheado bem cuidado vai ser simples, e o melhor,ao menos para mim, dá para viver independente de salão,a internet te conta tudo que é preciso saber,para quem não pinta, cuidar de cabelo cacheado sem ajuda profissional é simples, quem corta meu cabelo, por exemplo, sou eu, e saio bem mais feliz do que se for num salão.

Daní Montper disse...

Gostei muito do comentário da Flávia também, merece virar post!
Viu, Ceci, é uma questão de perspectiva, olhe para seu cabelo com outros olhos =)

Sandra disse...

Bem eu imagino que seu cabelo deve estar ultra estragado por conta de todas as químicas ao longo da vida. Já passei por isso e sei como é, chegou uma hora que tive que cortar joãozinho mesmo pra me livrar dos relaxamento e da coisa toda e aí comecei a tratar meus cabelos da forma correta ou seja, mta hidratação, shampoos, máscaras e condicionadores corretos e principalmente, uma paciência de Jó.

Cabelo crespo é bom sim, bom pra acordar igual ao Rei Leão de manhã, bom pra embaraçar ao menor sinal de vento rsrsrsrsrsrs.... mas de verdade, não é o cabelo que é ruim, é a gente que não sabe lidar com ele. Não adianta usar produto de cabelo liso em cabelo crespo e nem dispensar o mesmo tratamento, tipo ficar penteando toda hora, prendendo e queimando tudo com chapinha, fazendo isso é óbvio que as molinhas vão ficar uma merda mesmo.

Antigamente eu concordo que era difícil e caro comprar produtos próprios, mas hoje em qualquer supermercado você gasta aí uns 7 reais em um shampoozinho Dove da vida que já dá um baita resultado, aliás eu também sou do time da Dove (olha o jabá grátis rsrsrsr), uso e recomendo a linha de produtos para cabelo, a máscara eu uso todo santo dia (deixo uns 10 minutinhos agindo durante o banho) e meus fios estão bem sedosos e hidratados.

Tratando bem o cabelo, hidratando direitinho e comendo direito, qualquer juba, seja liso japonês estilo Sadako a menina do poço ou afro, ele vai ficar lindão.

Mas é claro que todos sabemos que não é de cabeleireiro que essa menina precisa e sim de um bom psicólogo, talvez psiquiatra também, remedinhos ajudam nessa depressão infinita que ela se meteu só com quinze anos. Se nessa idade tá assim, imagino quando tiver sua primeira reprovação no vestibular, seu primeiro pé-na-bunda, seu primeiro não em uma entrevista de emprego.... a vida é muito, extremamente dura com quem é mole. Vai se tratar que logo essa coisa de cabelo aí não vai significar mais nada pra você.

Beatriz disse...

Eu acho tão, mas TÃO engraçado quando as pessoas "pensam" que "se aceitar" é nunca mais pentear o cabelo e usar sempre a mesma camiseta, quando é justamente o contrário. Aceitação não tem a ver com abdicar da vaidade, mas com a consciência de que se pode ser belo de qualquer maneira, e q cultivar a beleza não tem a ver com seguir um padrão. Não aceitar q é feio e se esconder, relaxar, pirar (isso é o q indústria da beleza prega, q vc é feio e precisa deles), mas aceitar q é bonito e mostrar isso com orgulho, cultivar. Os padrões existem para q vc consuma desenfreadamente, mas vc pode ser inteligente e buscar coisas q atendam suas necessidades, produtos específicos, e não os da empresa que tem mais grana pra anunciar.
Acho o comentário da Priscila absolutamente correto, mas se a Ceci acompanhar o blog, ela vai ver q a Eu/Moema tem um problema de conceituação, cognição e raciocínio por exclusão que vai bem além desse post.

Hugo Araújo disse...

Eu li o post (mas não todos os comentários) e, para ser breve, concordo que só tem uma solução para isso, que seria assumir o cabelo crespo (muita gente acha que ter cabelo encaracolado é a mesma coisa, mas não lembra que o cabelo crespo é bem mais excluído dos padrões, nem se compara).

Soltar o cabelo, deixar crescer ou fazer um black power... ou seja, ostentar seu tipo de cabelo com orgulho é a melhor maneira de superar. Ao invés de deixar que os outros te reprimam e tenham a sensação de que estão certos ao provocar mudanças na sua vida toda vez que vc se esforça para ter um cabelo igual ao deles, ostentar o cabelo crespo com toda a sua naturalidade deixa constrangidos aqueles que adoram constranger.

Concordo que as crianças são preconceituosas sim. É na infância que a rejeição ao que é diferente se manifesta na forma mais... pura. Mas acredito que seja apenas uma amostra do que lhes é passado pelos adultos e pela mídia.

Flávia disse...

Ceci,

Concordo com a opinião de muitas aqui. Mas também sei que com 15 anos tudo é tão difícil.
Não vou bancar a adulta conselheira: "eu passei por isso e você supera", porque as coisas não são simples assim.
Tenho o cabelo cacheado e aos 15 anos tudo que queria é ter aquele cabelinho lisinho das atrizes da TV. Não fiz nada com ele, porque simplesmente não tinha dinheiro e não havia as ditas "escovas" marroquinas, progressivas e afins... Vivia com o cabelo preso e era bem comprido. Somado a isso, havia uma série de neuroses que me acompanhavam.
No entanto, algumas coisas me fizeram mudar de visão. O primeiro fator foi me dito por um cabeleireiro: atrizes e modelos têm à disposição profissionais para serem filmadas e fotografadas de determinado modo. A gente se assusta qdo vê a fulana da novela ou aquela mega estrela do cinema de moleton e descabelada e pensa: que relaxo! Mas aí vem o engano, essas são as mulheres reais por trás das maquiagens e penteados. Outro ponto: o cabelo, assim como o corpo muda. Dê tempo para você de fato conhecer como é o seu cabelo. Você está em uma fase de transformação. Tente deixar seu cabelo sem química para ver como ele é e como você gosta dele. Falar que você deve aceitar seu cabelo como ele é também é uma imposição. Acho que você tem saber como seu cabelo é e o jeito que te faz sentir melhor, não por imposições sociais, mas por vc mesma. No meu caso, aceitei meu cabelo cacheado e acho lindo demais, mas não aceitei meus dentes (a la Ronaldinho), usei aparelho e, confesso, foi a melhor coisa que fiz, me sinto bem e sorrio para tudo. A relação com o seu corpo só você pode ditar as regras.
Um outro ponto que fez aceitar meu cabelo do jeito que é são minhas prioridades temporais. Explicando, o tempo que muitas gastam com salões e com a escova diária, para mim é um sacrifício. Prefiro ver um bom filme, sair com os amigos ou fazer qq outra coisa que passar 30 minutos na frente do espelho secando o cabelo. Tente avaliar se esses sacrifícios vão valer a pena no futuro...
Falei que não ia dar conselhos, mas vou dar um: tente se conhecer antes de assimilar padrões externos.

Sandra disse...

Uma coisa que me deixa puta é propaganda que mostra aquele cabelo afro todo certinho, sem um fiozinho fora do lugar, tipo Taís Araújo. Até parece que ela acorda com aquelas molinhas brilhantes todas certinhas milimetricamente... tá bom. Horas de babyliss, um kg de pomada e pelo menos uns 4 braços ali fazendo esforço na cabeleira pra deixar daquele jeito por uns 5 minutos, o tempo de tirar a foto. Fora a grana.

Nina disse...

Pootz, fiz um post esses dias sobre isso...Sobre o meu cabelo - que graças a Deus, aprendi a amar mais ainda com o decorrer dos anos, e culpa boa disso, é do meu pai (espanhol), que JAMAAAIS deixou minha mãe alisar ou dizer que ele era "ruim", mas afirmo que com o tempo - e na adolescência principalmente - não impediu que os olhares estranhos e de bastante reprovação fossem direcionados para mim, e claro, me fizessem "testar" - com escovas constantes, um cabelo liso...
CECIIIII, o que tenho pra te dizer, é que teu cabelo, faz parte do que tu és, e de ruim, ele não tem é nada! Ruim, é quem julga, aponta, ri de alguém por conta do que ele vê, seja a cor da pele, do tamanho, do cabelo...Cabelo ruim, é cabelo maltratado, seja ele liso, crespo, cacheado...
Guria, falando a real, veja bem quem são essas pessoas que tão contigo nessa caminhada da vida, se elas te magoam pelo que FAZ PARTE DO QUE TU ÉS, tá na hora de rever se vale a pena caminhar com essa gente...
Lindona, tem uns blogs incríveis com gurias de cabelos crespos e cacheados que sempre vejo, me inspiro e adoroooo:
http://kinkycurls.tumblr.com/
http://blkgirlsrock.tumblr.com/

Beijos com carinho!

Lyrio disse...

Não vou conseguir falar de bullying na infância (não com o cabelo pelo menos) por que meu cabelo só cacheou na puberdade o que eu achei ótimo sinceramente.

Uma vez eu vi uma foto na internet que acho que é a melhor coisa que poderia dizer "Comece uma revolução pare de odiar seu corpo."
O fato de nos odiarmos de forma condicionada é muito lucrativo para as empresas.

Se você quiser lagar os alisamentos eu indico um blog chamado cabelo crespo é cabelo bom http://www.cabelocrespoecabelobom.com.br/blog/

Eu reparo uma coisa nas mulheres que alisam e relaxam, elas falam que gostariam de ter um cabelo como o meu mas que o delas não fica assim, só que algumas eu conheci com o cabelo pré alisamento e temos o cabelo bem parecido. A distorção da auto imagem chega a um ponto que conseguimos admirar em outras pessoas mas não em nós mesmas.

Desejo muita força na sua luta, seu cabelo e seu corpo são lindos e tão poderosos que poderiam assustar as pessoas e falir toda uma indústria cosmética e por isso vão ataca los para que você não goste deles. Um beijo e tudo de bom

Flávia Stefani disse...

Olha, Ceci, eu não quis mesmo dizer que aceitar o seu cabelo e ama-lo do jeito que ele é será um processo fácil. Eu deixei bem claro, ou pelo menos acho que deixei, que levei SEIS ANOS (não seis dias ou seis meses; seis ANOS) para chegar onde cheguei. Passei 22 dos meus 28 anos em pé de guerra com a natureza dos meus fios, então óbvio que a aceitação não foi miraculosa e tampouco instantânea -mas quando veio, veio para ficar! :-) Desculpe se a minha história pareceu conto de fadas porque não foi; ao menos, não ela toda. Só a parte que mais importa, que é o dia de HOJE, é que é linda e a cada dia mais especial.

E sobre os cabelos cacheados/crespos e sem defeito das famosas serem referencia para nós: o meu cabelo anda constantemente frizado e AINDA ASSIM as pessoas (e eu, principalmente) amam. Se tem uma cosa que nunca me incomodou, essa coisa é o frizz. Na época em que eu detestava o meu cabelo eu tinha tanto com o que me importar (raiz, volume, perigo devchuva, odor dos fios) que nem ligava se um ou outro fio estivesse fora do lugar, e hoje me importo ainda menos. O que disse no meu testemunho é a mais pura verdade: eu saio para rua com o cabelo do jeitinho que ele acordou. No máximo, borrifo um perfume para cabelos. Não é perfeito, não é exemplo, não é a regra, mas é a minha vida e o que aconteceu comigo, e eu sinto que qualquer outro conselho que eu lhe desse que não fosse de minha vivência seria inválido.

Foram seis anos de muita leitura, muito choro e muitos questionamentos para que eu tivesse orgulho de sair de casa do jeitinho que acordei, mas valeu a pena. Agora, se as outras meninas consideram a minha história não realista, aí é por conta delas, porque para mim é bem real. :-)

Um beijo!

Agora ta bom disse...

Cecília, tenho 39 anos, sou louro e já namorei muito. Digo que hoje, entre as jovens, são as negras ou morenas com cabelo crespo (aquele estilo universitário), as que eu mais acho bonitas, e não esse monte de loirinhas, todas iguais que a gente vê por aí. Não sou só eu, é muita gente que pensa assim, principalmente, o pessoal com mais de 30 anos. Coloque uma tiara, sei lá, o que se usa, mas aproveite e curta sua juventude sem se preocupar com isso. Abraços.

brunna disse...

Lola, Ceci e demais interessados:

Quero indicar um vídeo que algumas colegas da Universidade Federal de São Paulo fizeram sobre relações étnico-raciais, e que trata (dentre os outras coisas) sobre a questão do cabelo

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YIsAPUP7k1I

CARMEN disse...

OI CECI, SOU NEGRA E TEM UNS 7 ANOS QUE NENHUMA QUÍMICA ENTRA EM MEUS CABELOS, ELES SÃO TRANÇADOS TENHO MUITO ORGULHO DE MINHAS TRANÇAS,POR NÃO SEREM APENAS TRANÇAS,MAIS SIM UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE ,IMAGEM PESSOAL ETNICIDADE, SOU FELIZ ASSIM E NÃO SE DEIXE LEVAR PELO OLHAR DO OUTRO, OLHE PARA DENTRO DE SI E DESCUBRA O QUAL MARAVILHOSA VC É.ABÇS CARMEN

Joy disse...

Oi Ceci,

Eu sou mulata, tenho o cabelo cacheado e, francamente... gostaria de te convidar para pensar um pouco em você.
Você diz que seu cabelo é "ruim", "de negro", e aceita essas características como ruins. Mas você já tentou pensar em como você considerou isso como bom ou ruim?
Sabe, é muito bom se aceitar. e se aceitar abrange algo maior do que textura do cabelo, cor da pele, sardas, tamanho dos lábios, etc. É saber como você é, o que você encara, o que você não aceita na sua vida. Se conhecer.
Então, tente se conhecer. Conhecer seu cabelo e conviver com ele.

Anônimo disse...

Oiee

táh táhh... eu sou branquela e meu cabelo é liso escorrido e não entendo de nada q vcs estão reclamando ak, ¬¬
mas vem cá...eu sou admiradora desse cabelo afro... ahhh fala sério qual o poder de um cabelo liso escorrido perto dessas madeixas, quando bem cuidadas, bem tóim tóim mesmo, oww e tantos estilos diferentes q vcs podem fazer, tranças e tudo, vcs ficam muito poderosas
Eu ia adorar ter uma baby com o cabelo assim ^^

Anônimo disse...

Meu cabelo também é assim dois meses ja tenho que ir no salão texturizar meu cabelo é o fim , n é só você que passa por isso tamo junta KKKK,enfim é a vida quero saber quando vão inventar um produto para que nasça a raiz lisa aguado enciosamente por este momento k . Odeio meu cabelo também porque ele tá mt pouco,além de crescer muito pouco, vou começar a usar monovim A pra ver se ele cresce. bj

Anônimo disse...

Cara , tu não deve ligar pro que os outros falam. VOCÊ É LINDA DO JEITO QUE É, DEUS TE FEZ ASSIM, ELE NÃO COMETE ERROS. Cabelo liso éo sonho de qualquer garota, mais o que você saber, é que garotas de cabelos lisos, queriam te um cabelo cacheado. psé... então seja feliz do jeito que é. beijos.

Anônimo disse...

Eu acho que cabelo pra mulher é uma escolha igual ao casamento,precisa avaliar mto.
Meu cabelo é mto grosso, frizado e é cacheado. Pra mim fica bem melhor ele liso, combina com meu rosto e adoro, não abro mão, é vaidade mesmo. Talvez seja o padrão que eu fui ensinada a seguir, mas não gosto de cabelos cacheados em mim.

O que acho errado é essa doutrinação a seguirmos uma modelo de beleza, isso sim é ridiculo, olha pras atrizes, elas todas são exceções, a mulher brasileira é mais cheia, mais miscigenada e nem de longe vive uma vida daquelas, e ainda sim eles nos obrigam a vangloriar ideais impossíveis.

Ahh e no mais como química tenho que dizer que se forma alisar ÃO USEM FORMOL! Aquilo é usado em cadaveres, nem precisa dizer mais...

Rose Meri disse...

Oii, Lola. Seu post já meio antigo, mas fiquei curiosa porque entrei sem querer na página, achei que era sobre alisamento e tals, e me deparei com a Carta da Cecília, nossa fiquei triste com a situação e aí fiquei pensado... Deus nos fez tão perfeitos, o meu cabelo também era bem crespo, eu não achava ele bonito, mas depois que fiz escova progressiva, fui perdendo os cachos e adquirindo uma forma lisa, aí depois de algum tempo, algumas pessoas vierem me falar: Adorava, o teu cabelo! Hoje, ele perdeu a forma de cacho, nem está liso e nem totalmente crespo, sinto um pouco de falta dele, antes eu tinha identidade. Crespa! Posso dizer que Deus é perfeito e eles nos fez assim... Crespas, cacheadas, onduladas e lisas. Loiras, ruivas, indígenas, negras e por aí vai. Para que houvessem pessoas diferentes, porque se fôssemos iguais não teria graça. Assim, como a nossa forma corporal, magras, médias e gordinhas. Somos lindas e perfeitas aos olhos do pai! Um dia desses, quero voltar a ser crespa e vai ser logo! Espero que Cecília, esteja bem! Bjs
Att, Natalye. (A conta é da minha mãe)

Lu Fernandes disse...

O mais importante é apreender a gostar de si mesma. O racismo sempre existiu e na minha opinião, de uma forma ou de outra sempre vai existir.

A questão é: Vou deixar de ser feliz só para agradar aqueles que elegem um padrão de beleza só para poder vender mais e mais?

Não minha cara! Nunca deixe de ser feliz porque você ou seu cabelo não são um ideal de beleza para a sociedade.

A maior beleza que você pode exalar é a sua atitude diante das adversidades. Haja com Educação e respeito e ninguém terá corragem de rebaixar um centímetro sequer!

Seja feliz por você, e por mais niguem.

Anônimo disse...

Olha eu aprendo duas frases libertadoras que me fez ter muita auto estima: "vai tomar no **" e "você não é obrigar a me olhar" olha o povo para de encher na hora!! Infelizmente quem, sofre humilhação tende a baixar a cabeça e não responde e aí os cretinos aproveitam

Lembre-se que a cabeça é tua e ninguém tem que ficar enchendo,o teu saco

Mariangela