sábado, 19 de novembro de 2011

DOIS EM UM: VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA E MASCULINIDADE

“A tradição é a personalidade dos imbecis”. A frase é atribuída a Albert Einstein, mas foi o compositor Maurice Ravel (do lindo "Bolero") que disse isso (obrigada, Camila!). Acho que podemos assinar embaixo.
Hoje é o Dia Mundial pela Prevenção da Violência Doméstica contra Crianças. Uma das coisas que mais me chocam na questão de “bater para educar” é como o pessoal que aplica essa punição não a vê como violência doméstica. Pior ainda: como, quando muitos desses meninos crescem, eles veem que “tornaram-se homens” apanhando (sei que meninas apanham também, e muito, e que mães batem também, e muito, mas não vejo esse “me orgulho de ter apanhado” vindo de mulheres adultas). Muitos são gratos a quem os bateu, ainda mais quando foi o pai. Vivemos num mundo ainda tão bizarro que, muitas vezes, o principal vínculo “afetivo” que une um menino ao seu pai é o castigo físico. O garoto acha que está sendo disciplinado, que seu pai está lhe dando atenção, e cresce achando que esta é a única forma de educação possível -– afinal, funcionou com ele, não é mesmo? Ahn, não. Vários desses meninos descontam suas frustrações, sua raiva, sua angústia de sofrer violência das mãos de quem deveria protegê-los, em outras crianças. Se você tem dúvidas, pergunte pra professoras e diretoras de escola (uso o feminino porque as mulheres são a vasta maioria no ensino fundamental): quem são os bullies? Quase sempre, são os que mais apanham em casa. Eles passam a agir assim porque é como aprenderam a lidar com os conflitos, e por vingança. E também, numa lógica deturpada, tem bully que pensa que está educando sua vítima. Que, se ele insistentemente bater, aterrorizar e humilhar o gordinho da turma, esse gordinho vai tomar jeito na cara e emagrecer. Porque todos os problemas se resolvem dessa forma, na base da intimidação.
Aliás, esse tipo de discurso é algo muito comum entre os masculinistas e demais misóginos e machistas: que o bullying nem é algo negativo, porque homem que é homem supera esses traumas, e usa a violência que sofreu para formar caráter. Soa familiar? “Formar caráter” é o que esses mesmos homens juram que aconteceu com eles, graças à disciplina física que receberam dos pais.
Por exemplo, tem algo mais inútil que bater no filho porque ele estava batendo no irmão ou irmãzinha? Ele já aprendeu de algum lugar, muito provavelmente dos pais, que bater é um meio rápido de enfrentar conflitos. Que impor medo é uma ótima forma de impor respeito. Que não é considerado covardia alguém maior e mais forte bater numa criatura menor. Seu filho aprendeu a lição -- ele só está repetindo o que aprendeu. E essa é a recompensa que recebe, uma palmada? O vídeo “Children see, children do” (as crianças veem, as crianças fazem) mostra o óbvio: crianças imitam adultos, principalmente seus pais. Quem é contra a violência não pode ser violento. Simples assim.
E tem mais: quem é contra aquela velha modalidade de violência doméstica em que os homens espancam suas esposas (vou colocar uns dados básicos: cinco mulheres são agredidas no Brasil a cada dois minutos; um em cada cinco dias que a mulher falta ao trabalho é consequência de violência doméstica; dez mulheres são mortas por dia no Brasil, quase sempre por parceiros ou ex-parceiros, que consideram a esposa ou namorada sua posse) precisa ser contra esta outra modalidade de violência doméstica de bater nos filhos. Porque os dois comportamentos estão intrisecamente ligados. O garoto que vê hoje o pai bater na mãe será um possível agressor de sua esposa no futuro. As crianças que apanham dos pais muito provavelmente baterão nos próprios filhos. Romper esse ciclo de violência começa agora, já, hoje, com você. Sabe qual outra data comemorativa temos hoje? É o Dia Internacional do Homem. No Brasil, ele é mais “celebrado”, digamos assim, no dia 15 de julho. Mas, em vários outros países do mundo, é hoje. Não acho que homem precise de um dia só pra ele, num mundo que ainda é dele, feito por ele e pra ele, dominado por ele. (Dados básicos: só 10% dos países são comandados por mulheres, mulheres ainda ganham 30% menos que homens; mulheres fazem 66% do trabalho e produzem 50% da comida no mundo, mas recebem 10% da renda e possuem 1% da propriedade). Mas, se este Dia do Homem for usado pra se pensar em como os homens podem contribuir para diminuir a violência, sou a favor. Se este dia for usado pra se discutir um modelo falido chamado masculinidade, ótimo (faça uma lista rápida sobre a que você associa masculinidade, e veja se não aparecem itens dúbios e perigosos aí. Ah, seria lindo se masculinidade fosse só associada a jogar futebol, como implica o cartaz acima!).
São dois fracassos retumbantes que andam sempre juntos: um modelo de masculinidade que se baseia em agressividade, violência, força bruta, arrogância, competitividade exacerbada, desprezo e ódio pelo diferente, e um modelo de educação que se impõe pelo medo, pela violência, que definitivamente não cria seres humanos mais humanos. Se você é pai ou mãe e acha que só bater impõe limites, e que criança precisa apanhar pra aprender, saiba que tem muita gente que estuda o assunto (psicólog@s, educador@s etc) e já chegou à conclusão que a palmada está superada. Que ela não educa. Se você insiste neste método, informe-se. Ou fique com o carimbo de “perpetuador da violência”, porque este mundo “politicamente correto” que pra você está indo pro inferno realmente está mudando. E demorou, mas finalmente notamos que direitos humanos incluem as crianças também. Nada contra educar crianças, pelo contrário. Só contra educar usando a violência.
E, se você é homem, e acha que ser homem é ser agressivo e violento, faça-se o favor de ser menos homem. O planeta agradece. Nada contra os homens, muito pelo contrário. Tudo contra o que ainda passa como masculinidade.

Há uma palavrinha pesada que aparece nos dois casos, masculinidade e bater pra educar: tradição. Tradição é aquilo que você copia por não saber fazer melhor, porque nunca parou pra pensar. Substitua essa palavra por outra: reflexão. É assim que se muda. Tradição é o escudo por trás do qual os conservadores se escondem pra jurar que "é assim que as coisas são e sempre serão". Só que esse escudo hoje está cheio de furinhos. Não serve mais pra proteger seus privilégios.

97 comentários:

aiaiai disse...

Bravo, Lola!

Thiago Pinheiro disse...

Verdadeira educação se dá pelo exemplo, o melhor método para se resolver os conflitos é o diálogo. A violência física interrompe a palavra, mina a autoestima. A dor e o medo não faz o caráter, apenas afirma a sujeição.

Vânia Gonçalves disse...

Muito, muito bom, Lola!
Eu nunca apanhei. Meus pais tiveram coragem de romper o ciclo, preferiram não seguir a maldita tradição. E, obviamente, não bato na minha filha, já que não fui educada assim.
É preciso e é possível romper esse ciclo de violência!
Faço parte da campanha "Bater em Criança é Covardia". Hoje, durante o dia todo, estamos postando no twitter contra a violência doméstica. Às 20h concentraremos o maior número de postagens, sempre usando a hashtag #SemPalmadas.

Blanca disse...

ótio texto, lola. realmente, esse negócio de tradição é a desculpa mais usada para atos desse tipo.

LOVE MAKES A FAMILY disse...

Lola, este mês na Argentina, houve o caso de Tomás Dameno Satillán. Seu padrasto, para se vingar da mãe que separou do monstro, matou o menino de 9 anos. Uma tragédia que acontece em muitos lugares, quase sempre a impunidade prevalece.
Eu e minha companheira somos contra dar palmadas e usar a palavra castigo para educar. Iremos usar cantinho da reflexão para educar noss@ pequen@. Ainda não temos filho, mas fazemos apologia ao fim das palmadas em crianças. Aderimos ao lema: palmada não educa, machuca!
Eu sei que dar resultados, pois quase todos os nossos sobrinhos foram educados sem palmadas e são adolescentes e jovens super doces! Os 2 únicos que foram educados com a palavra castigo e as surras que receberam, não são pessoas ruins, agressivas, enfim, mas estão longe de serem tão meigos, quantos os primos, infelizmente. E, sim, eles falam que odiaram o tipo de tratamento que receberam e pretendem não impor o padrão aos futuros filhos. Menos mal. Que o círculo desta história acabe de vez na vida deles.

Thiago Pinheiro disse...

Há uma forma de racionalização que muitos empreendem para dar as surras e palmadas sofridas na infância o seu mérito na absorção de bons valores, mas em grande medida é só uma forma de não encarar que os amados papai e mamãe, como humanos que são, usavam a "pedagogia" que conheciam, e admiti-la errada não invalida um bom legado recebido dos progenitores.

Sara disse...

Lola, dá uma olhada nisso:
http://www.chebado.com.br/2011/10/this-is-awesome.html

isso é, na melhor das hipotes,mera apologia a violência, mas nem é só isso, é bem...Apologia a violência contra a mulher, só o fato da mulher estar seminua já indica machismo,ai a descrição do "jogo" ainda a cita como vadia, zerando qualquer dúvida sobre a visão machista de quem fez/postou essa merda...

Lord Anderson disse...

Tema complicado, mas importante.

Eu presenciei a violencia domestica quando criança e por isso vou ser sempre contra, em qualquer forma que ela se manifeste.

Quanto a questão da masculinidade, acho que um dos atrativos do conceito de tradição é que ela ja le aponta um caminho.

Ajuda a ter ideia de onde ir, lhe faz sentir parte de algo...isso é bem mais facil do que repensar tudo e construir um novo caminho.

e é bom lembrar que no ideal de masculinidade tb consta qualidade positivas, como confiança, honra, coragem, ser pro-ativo, etc

Pelo menos eu ouvia muito dos meus pais conselhos de que como "homem da casa", eu deveria estar "lá" pra quando minha familia precisa-se, apoiando e educando meus filhos, participando da minha comunicade...etc

claro, o machismo é que essas qualidades sempre foram vistas como "masculinas" e não como algo que todos idependente do genero deveriam ter.

Mas a outra face desse idial sempre foram "regras" muito castradoras : o não poder emocional, o homem não chora (a não ser que seja no futebol), homem tem que ser agressivo, ver outros como compeditores, etc

Não tenho filhos, mas tento ajudar na educação dos meus sobrinhos e sobrinhas, querendo que eles cresção para serem pessoas (não apenas homens ou mulheres) de carater (sim, carater), com compaixão, empatia e respnsabilidade na sociedade.

Mas, não é facil. rs, nem um pouco.

Teresa Silva disse...

Tem pouco a ver com o post, mas me preocupa que nas novelas os capítulos de maior audiência são aqueles em que a "heroína" bate na "vilã". A gente vê nos portais de notícias anúncios "No capítulo de hoje, fulana dá a maior surra em sicrana" e gente que nem assiste à novela liga a TV no horário e vai assistir a cena. Pode ter suas justificativas tipo "alívio" para o telespectador ver uma pessoa considerada má sofrer, mas acho um incentivo à violência.

Déia mamãe do Lucas e Bella disse...

Lola,
Gostei do seu texto, mas gostaria de comentar que o uso da palmada 'educativa', inclusive reiterado e recomendado por ditos 'especialistas' infantis (terapeutas, psicólogas, inclusive autoras de livros que ensinam a educar com palmadas!) é talvez mais comum ainda do que o uso da palmada com caráter machista, como você descreveu. Como apontou uma colega minha, a violência como "método educacional" está mais relacionada à imposição de poder do mais forte sobre o mais fraco do que à questão de gênero.

Eu acho importante argumentar contra a palmada usando vários pontos de vista, e o que você apontou aqui não deixa de ser relevante. Mas a crença generalizada de que a criança é essencialmente má (e não boa, como brilhantemente diz Dr. Carlos Gonzalez, pediatra espanhol autor do livro 'Besame Mucho') é a raíz profunda da nossa cultura que aceita a coerção física para 'corrigir' a criança.

estela_ disse...

Acho que essa história de bater pra educar a maior mentira, as pessoas não batem pra educar, batem com raiva! Descontam na criança mesmo.

Enfim, seus pais são as pessoas que mais deviam te amar e te proteger, como podem te fazer sentir dor? Não só física, também psicologicamente. Eu tive problemas de auto-estima na infância e apanhar dos meus pais não ajudou. O sentimento de solidão e medo que sentia é inexplicável.

Valmor disse...

Lola, apanhei da minha mãe quando era mais novo e isso era bem frequente. Desde pequeno eu já sabia que o que ela fazia era simplesmente descontar a raiva em mim, não tinha nada a ver com educar. Eu já sabia disso quando via a expressão de ódio no rosto dela, era assustador. Resultado: eu ficava com ódio dela. Me imaginava espancando ela. Sim, eu aos 8 anos de idade me imaginava batendo na minha mãe por vingança. Eu não aprendia lição nenhuma e ainda por cima acumulava sentimento de ódio e rancor por ela.

Hoje em dia não sou violento, mas sou muito briguento e às vezes grosseiro. Eu brigava na escola sim, mas não praticava bullying. Era aquela história do: "não comece uma briga, mas sempre termine uma". Acho que realmente ela me influenciou nesse aspecto.

Mas não se engane, ela não é uma mulher terrível, uma bruxa. É uma grande mulher que aprendeu a resolver as coisas dessa forma. Nascida no interior, criada por pais extremamente conservadores. A minha vó, mãe dela, já castigou a minha tia forçando-a a ficar durante uma tarde inteira encostada numa parede com os braços abertos, e se abaixasse os braços apanhava. Com certeza minha avó aprendeu isso com sua mãe. Meu avô batia nos filhos com cinto.

Não culpo minha mãe por ela ter aprendido a resolver as coisas dessa forma. Assim como eu fiquei traumatizado, ela também ficou. Mas a culpo por não pensar duas vezes antes de seguir a mesma fórmula de "educar".

Isso é algo assustador que vem passando de geração em geração através da minha família e que com certeza eu vou quebrar.

Denise disse...

Acho que o pessoal aqui deve ser muito mais sensível que eu. Apanhei da minha mãe quando criança algumas vezes mas não tenho o menor trauma e nem tenho tendências violentas. Por exemplo nunca tive vontade de bater em criança nenhuma por mais que elas me irritassem. E cantinho da reflexão? Serio? Se minha mãe me dissesse isso quando eu era criança, eu no mínimo iria rir dela.
As pessoas são diferentes e as crianças também. Não existe uma formula para todos. O que funciona para um não funciona para o outro e mesmo entre irmãos.
O problema não é uma palmada aqui ou ali, é o castigo indiscriminado, sem coerência e dado na hora da raiva. E obvio, o espancamento que não tem o que justifique.
Daqui a pouco vai ter gente dizendo que não se pode mais punir as crianças... Na realidade os que pregam essa idéia da completa liberdade criam uns verdadeiros monstros. Tem que haver um equilíbrio, castigo exagerado não da certo, mas falta de castigo também não dá. A criança fica com a sensação de não ter limite.
Sem o castigo ou punição ou qualquer nome que vocês queiram dar, como ensinar a uma criança que existe uma consequência desagradável a um ato errado? E ninguém me convence que conversando se consegue colocar isso na cabeça de um ser imaturo. Se mesmo com um adulto isso não acontece. Vejam os políticos e juízes brasileiros onde a impunidade corre solta. Conversando com eles será que eles param de cometer crimes?
Ser humano infelizmente não funciona assim.

Denise disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
EdFurtado disse...

Realmente, o problema dos homens hoje é a falta de Masculinidade. O modelo se perdeu(talvez há alguns séculos atrás) sobrou o machismo, produto deformado da masculinidade, e é só esse lixo que os jovens tem para se apoiar, como se ser homem fosse comer uma gostosa, enquanto toma cerveja e joga videogame(imagens do Testosterona). Ou resgatamos valores ou teremos um mundo cada vez mais violento de garotos velhos, mal-resolvidos e irritados. É triste não poder crescer.

Dayane Ok. disse...

Lola, primeiro Post que discordo de quase tudo.
Não acho que levar uns tapas na bunda vai fazer ninguém ficar revoltado ou ser mais violento. Entenda: TAPAS NA BUNDA, não espancamento! Copio e colo o que postei no blog da Niemi sobre isso:
"Ah Niemi, na teoria é muito fácil!Eu nunca vi ninguém crescer revoltado pq levou uns tapas no bum bum!
Lembro que quando eu tinha uns 3 aninhos eu comia todas as borrachas e colas do meu irmão (rs). Meu pai é muito calmo, ele sempre falava pra eu não fazer isso, que era feio, que o papai tinha copmprado pro maninho, que era dele fazer lição na escola, que ia me dar dor de barriga. Eu fingia que entendia, mas ia econdidinha lá e comia a primeira borracha que achasse!RE eu sabia que isso era errado, meu pai já havia falado muitas vezes, mas cm eu sabia qele era bonzinho, não ligava (olha a safadeza!rs.Com 3 anos de idade!). Até que um dia, meu pai me pegou comendo uma borracha.E sabe o que ele fez? Não falou nada e só CLAPT!, levei uma chinelada na bunda!Claro que nem doeu, mas eu fiz um escândalo!Não esperava que meu papai bonzinho (bobo, que deixava eu fazer o que quisesse) fosse me bater!E PERGUNTA SE EU FIZ DE NOVO?????Nunca mais comi o material escolar do meu irmão!rs

E sim, eu lembro de td isso!Estranho, neh o.O"

Apanhei bastante da minha mãe quando criança e nem por isso a odeio ou coisas do tipo. E se filho meu vir querer falar mais alto que eu, querer me chingar vai levar um belo de um tapa na boca sim!

Tbm sobre o dia do homem. Eu, sinceramente, não sei se é pq sempre tive exemplos de homens maravilhoso em mimnha vida, não os vejo com todo esse... desprezo (não é a palavra que queria usar, é que não achei uma para expressar). Vi muitos homens da minha família passarem por coisas difíceis, serem humilhados entre vaárias outras coisas. Não acho que o mundo seja dos homens não.Mas nem falo sobre isso, pois tbm desconsidero totalmente o dia da mulher, acho uma data muito hipócrita em nossa sociedade!

Jéssica disse...

Eu estou achando interessante como alguns comentaristas estão considerando o que a Lola escreveu como apenas opinião pessoal, e desconsiderando totalmente as diversas pesquisas que ela postou (inclusive nos outros posts que estão linkados).

Sério, se você ficou traumatizado ou não, não é o ponto da questão. Não é sobre você. É sobre o modelo de educação de todas as crianças. E o que garante que você não ficou traumatizado mesmo? E porque isso serve de justificativa para manter esse tipo de comportamento com todos os outros? Prefiro confiar na s pesquisas, que mostram bem as sequelas que o "bater para ensinar" causam.

Obs.: Concordo plenamente com o post.

Jéssica disse...

Sobre o meu caso...

Raramente apanhei dos meus pais, no máximo 3 vezes, mas lembro com clareza uma delas, na qual minha mãe me deu uma chinelada por um motivo que eu nao consegui entender, e apenas me fez ter raiva dela. Eu tinha uns 8 anos.

Na minha família era muito mais comum a violência verbal. Meus pais se gabavam dizendo que eu praticamente nunca apanhei e devia ser grata por isso. Como se isso não fosse obrigação deles e como se a violência verbal, ao invés do dialogo, também não tivessem me prejudicado...

Valmor disse...

Jéssica, eu ia falar justamente sobre isso, sobre essas pessoas que acham que sabem mais que os profissionais! uahuauhahuahua

Poxa vida, com tanta "Supernanny" espalhada pela TV hj em dia, seja na TV aberta ou a cabo, sempre incentivando o diálogo antes de tudo com crianças de QUALQUER idade, as pessoas ainda não se convenceram de que uma dose de paciência não é prejudicial a ninguém?

Denise, em nenhum momento a Lola falou no post sobre ser contra a punição de crianças. Ela simplesmente deu ênfase no tipo de punição ao qual ela se opõe.

lola aronovich disse...

Putz, gente, desculpem! Eu só ia publicar o guest post "Gordinha bem resolvida" amanhã! Bom, vou publicá-lo amanhã, com as devidas ilustrações e tal. Os 10 comentários que vcs já fizeram permanecem (espero!).
(Isso que dá agendar post com a data errada e esquecer de checar a caixa de posts pré-programados praticamente vazia...).

Denise disse...

Gente,

Eu não disse que a Lola falou isso ou aquilo. Só quis dizer que esse negócio de que palmada traumatiza é balela. E existem pessoas que acham que qualquer castigo é ruim. Tem gente que acha que falar castigo é ruim.
E estou com a Dayane sem tirar nem por. Ela se expressou melhor que eu.

André disse...

Para quem não tem filhos, a Lola tem muitas certezas sobre como criar um filho.

Arlequina disse...

Lembro de ter apanhado quando mais nova, mas os piores castigos, pra mim, era ver a decepção de meus pais comigo. Eu ficava tão mal e chorava tanto que era pior do que tudo.

Não cresci traumatizada com as palmadas, porque elas eram sempre na bunda e nunca dadas no calor do momento.

Meu irmão, por outro lado, criado exatamente igual à mim, sempre teve ódio disso. O problema é que ele também não se afetava pela tristeza dos meus pais e era simplesmente frustrante tentar achar um meio de impor limites.

E, além de tudo, como sei que isso não é uma questão de opinião pessoal, mas de saúde pública, eu acredito que deveria ser coibido e, mais do que a simples proibição, eu gostaria que as alternativas fossem levadas ao conhecimento público!

Porque uma coisa que sempre me irritou nessas campanhas foi a demonização de quem dá palmadas na criança. Os pais muitas vezes não conhecem as alternativas! Não há orientação e pô, todos sabemos o quão difícil é educar criança no Brasil! Não há uma tentativa do governo ou de ONGS ou de ninguém de ajudar o pai e a mãe de primeira viagem.

Sabe quem costuma ajudar? Os avós. É. Então, antes de sair jogando pedra indiscriminadamente na tradição, veja bem, é preciso lembrar que são eles quem ajudam a criar a maior parte da criançada no Brasil. Então, sim, eles vão e passam pra frente os conhecimentos que "deram certo" com os filhos deles.

Eu só acho que é muito fácil proibir a palmada pedagógica sem dar nada em troca, sabe? Se o Governo vai interferir (pra ajudar, deixo bem claro minha posição!) na forma como se educam crianças, eu bem acho que eles poderiam fazer o serviço completo e dar palestras, rodas de informações, grupos de apoio pra pais de primeira viagem.

Vi uma vez no filme S.O.S Saúde do Michael Moore que na França, vem uma babá do governo, na sua casa, se você quiser, te ajudar com a criança, pra você ter tempo pra si mesmo e pra poder resolver o resto da sua vida.

Porque sempre esquecem disso, né? Mas, especialmente em se tratando da mãe, essa vida tripla (mãe-empregadora-esposa/dona-do-lar) não é fácil.

Eu sou a primeira a dizer que deveríamos sim, coibir as palmadas, mas eu gostaria que um trabalho sério fosse feito em cima disso. Não só uma lei, sem pensar em consequências e que, por fim, pode acabar como outras tantas que não são efetivas na prática.

Fernanda disse...

Uma das maiores dificuldades de erradicarmos as palmadas como "forma de educar" é vencer o ciclo repetitivo das crianças de ontem que apanharam e que hoje se tornam pais que batem. Alguns adultos não culpam seus pais por baterem nos filhos porque de alguma forma assumiriam que carregam marcas por terem apanhado dos pais. A famosa frase "apanhei e não traumatizei" é uma forma de legitimar o que os pais fizeram e não enfrentar a questão.

Arlequina disse...

Ah, só pra complementar, a babá do governo francês vem dar dicas sobre como criar os filhos, o que fazer pra parar de chorar e tal. Esse tipo de coisa.

Não tô sugerindo que o governo brasileiro traga babás pra casa de cada um; mas um grupo de apoio ou algo pra informar o pessoal seria bem legal. E não só "Ah, se vira que o filho é teu, você quem sabe como educar!". Isso me lembra um pouco "Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher..."

Enfim, essa é minha idéia.

Tiago disse...

tenho um sobrinho que esta aprendendo com a prima a bater, a prima de 7 anos aprende com a mãe dela a bater pra responder. Isso porque ela prefere estar longe da filha pra viajar, ir em festas do que escuta-la. Preguiça pura de estar perto para educar.

Jéssica disse...

Denise, eu não falei sobre a opinião da Lola, o que eu falei foi justamente que a Lola ofereceu pesquisas e fatos para justificar porque a palmada é ruim. Ainda assim, alguns comentaristas afirmaram sem a menor dúvida que isso é besteira, baseados apenas no "apanhei e não fiquei traumatizado".

O que eu não entendo é porque a experiência pessoal de uma pessoa e a opinião dessa pessoa sobre ela é mais importante do que pesquisas sobre o assunto.


Sobre que o governo deveria dar alternativas... Acho que TODOS sabem que a principal alternativa é o diálogo, não?
Não discordo da idéia, mas ela não é justificativa também.

estela_ disse...

Mais do que fazer mal pra criança, o tapa não resolve. A dor de uma chinelada na bunda passa, e a criança vai sim fazer de novo. E depois disso o que se faz, bate mais??

Desculpe, mas pra mim "palmada pedagógica" é um puta dum sofisma.

meia água disse...

Não é fácil educar uma criança. Quem tem filhos sabe. Não somos perfeitos, atire a primeira pedra quem for. Então, até entendo quem não consiga sempre se controlar diante das situações difíceis que ter um filho implica. PORÉM, não entendo de maneira nenhuma como se pode defender atitudes violentas. Como a violência pode ser um método educativo? Violência é o que é, é a falência da civilidade, de todo e qualquer valor de humanidade, respeito e tolerância. Que espécie de pessoas se pode criar com covardia, com a brutalidade do mais forte contra o mais fraco? Violência é uma grande falta de educação!
E a informação é uma grande arma, sem dúvida. Mas só funciona para quem estiver aberto a ouvir e repensar sua prática e seus valores. Parece que nem sempre é o caso.

Frustração Diária disse...

Palmada pedagogica é maior forma de naturalizar a violencia na sociedade. Se uma criança cresce levando surra dos pais, vai seguir a vida achando que é super normal resolver os problemas com violencia, principalmente violencia domestica.

E é isso que muita gente ta mostrando aqui, que aprendeu direitinho a lição na infancia que é ok bater pra resolver.

Eu digo isso por que cresci assim, e fui uma criança violenta, que nao sabia seguer argumentar, pois minha mãe seguia a linha 'por que sou sua mãe e quero assim' e 'se discutir apanha'. Só que eu escolhi parar pra refletir os meus atos, e hoje jamais resolvo qualquer coisa usando a força fisica.

É claro que é super importante que a criança sofra conseguencias das coisas erradas que faz, mas você ignoram que existem muitas outras formas de fazer isso. Muito mais eficazes por sinal.

Satoshi disse...

Tem um ótimo texto no Bule Voador sobre isso, baseado em conhecimentos científicos da psicologia: http://bulevoador.haaan.com/2011/10/28850/

Caroline disse...

Bom, eu não sou mãe, mas tenho mais de 400 alunos e o que eu percebo é que hoje em dia os pais são a cada dia que passa mais frouxos. Se dá umas palmadinhas na criança, não conversa. Ou não conversa e nem dá palmadinha. Vc chama a mãe ou o pais na escola para relatar algo sério que o filho fez e eles não fazem nada e ainda acham ruim de vc falar mal do filho. Ou simplesmente olham para a criança e diz: "É feio, filhinho, faz mais isso não" e fica por isso mesmo.
Vcs falam como se uma palmada no bumbum fosse um espancamento. Tem que saber diferenciar uma coisa da outra. Já tive aluna que era mordida pela mãe, tinha a cabeça batida na parede todo dia, era escrava dentro de casa e já tive aluno que leva umas palmadinhas esporádicas em casa. Vcs são radicais demais, eu hein.

Por um outro lado, meu sobrinho nunca apanhou da minha irmã e é uma ótima criança pq a minha irmã sabe dialogar muito bem com ele. Não é fácil vc tentar levar a criança só na conversa.

=)

Caroline disse...

Ah o que vcs acham sobre a violência verbal? Muito se falou da violência física, mas a gente sabe tb que as palavras as vezes machucam mais do que um tapa na cara.

denise disse...

É Lola esse é um dos textos mais perturbadores que vc postou, porque fala sobre muitas coisas bem presentes nas nossas vidas, mas infelizmente vc esta certa novamente.
Não posso dizer que eu tenha sido uma boa mãe, muitas vezes perdi a paciência, e acho difícil, mesmo tendo a consciência dos danos , que a situação não se repita, é bem difícil criar filhos Lola.
É um verdadeiro teste de paciência dia após dia, algumas vezes vi aquele programa de uma baba que interfere nas famílias problemáticas, e parece tão fácil, mas sei por experiência que não é, e que como vc disse tudo esta interligado.
Talvez os que pretendem serem pais deveriam pensar se são mesmo capazes pra isso.
As estatísticas que vc publicou também assustam, por tanta desigualdade, as de violência eu até já tinha idéia do tamanho descomunal, mas essa das mulheres terem apenas 1% das propriedades é chocante, porque sabemos que a dependência da mulher a expõe mais ainda a violência, se somos mais da metade da população como é possível tanta injustiça.

nenhum disse...

Não, isso é muito mais complicado. O maior problema não são que os pais batam na criança como forma de punição, mas sim do pai que ENCHE A CARA e chega em casa batendo em todo mundo.
(Não raro há o cenário em que ao mesmo tempo em que o pai é ultraviolento a mãe mima o filho da pior forma possível).

Aliás, mais preocupante que violência punitiva é o fato que muitas mães não demonstram carinho nenhum pelos filhos. Muitas mães respondem com grunhidos a qualquer coisa que a criança faça.

Tati disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tati disse...

Caroline


Você chama quem é contra a palmada de radical, mas você foi super contraditória no seu post.

Você cita sua irmã que usa métodos louváveis de educação. Porque não pode ser assim com todo mundo É justamente isso que defendemos.

Por que tem pai que consegue educar com diálogo e outro com palmada? Porque a criança é que é diferente? Claro que não, é que tem pai que tem paciência de assumir sua função e outros não. Educar filho nunca foi fácil e nem todo mundo sabe dialogar, mas só por isso justifica que um pai parta para a violência?

A palmada, que para mim é forma primária de violência, é uma forma fácil de dizer que está educando (até porque, infelizmente a maioria apoia o método) e revela nada mais do que o fracasso do pai como educador, por não saber usar formas mais eficientes de autoridade sob o filho. E por favor, não confundam autoridade com autoritarismo.

André disse...

Tati
"Porque a criança é que é diferente?"
Claro que sim. Assim como os pais são diferentes, as condições socio-econômicas são diferentes, diferentes situações clínicas como TDAH, etc.

Liana disse...

Se dar tapa em criança não é nada de mais, imagino que um adulto levando um tapa de outro adulto também não seja nada de mais, desde que a pessoa tenha feito isto para disciplinar. Ou isso só vale para quem tem pouca idade e não tem como se defender? Achei que o nome disso fosse covardia, e não educação. Mas cada um com a sua opinião.

Quem bate está falhando e admitindo que não teve nada melhor para oferecer a criança naquele momento.

Aí fica a pergunta perturbadora de alguns: se pai e mãe não pode bater, sobra que alternativa para disciplinar? Curioso ver que muitos não sabem o que fazer quando as opções pacíficas "terminam". Já conversou, já botou de castigo, já tirou a tv... O que sobra? Uma palmada. Não há mais nada de bom, útil e verdadeiro nos pais para passar num momento desses. Só agressão. Acho meio vergonha alheia.

Tati disse...

E você sugere que uma criança com TDHA merece umas palmadas, rsrsrsrs? Espero que não.
Não existe diferenças de personalidade da criança que justifique a se adotar formas educativas violentas.
Até porque, essencialmente, os comportamentos das crianças que culminam em um tapa são bem semelhantes, ainda que a criança tenha personalidade diferente: é a famosa birra, teimosia, ou o pior, um acidente, tipo deixar cair um copo no chão.
Tenho medo de um pai que bate e diga que foi a criança que me forçou a isso.

André disse...

Liana,
Os autores que defendem a palmada pedagógica são bem claros: tapa na bunda nunca no rosto.

Tati
Não disse que TDAH se cura com espancamento (aliás, nem ritalina cura TDAH), mas que as crianças são diferentes. E isso se observa até entre irmãos. Acho que o post misturou de forma errada espancamento e palmada, e o comentários estão reforçando isso.

André disse...

Satoshi,

O texto do Bule diz que castigo corporal não funciona porque apenas ensina a criança a não repetir o comportamento inadequado na frente de quem castiga, e não ensina a criança a praticar o comportamento adequado. Mas os castigos sugeridos (cantinho, suspensão da TV, etc.) sofrem do mesmo problema.

Tati disse...

Não André

Nem a Lola nem os cometários estão misturando as coisas.

Para nós, a palmada também é um ato de violência, dói, humilha.

A palmadinha pode evoluir para uma agressão mais séria.

Nossa luta não é igualar espancamento e palmada, mas alertar que o tapinha nunca vai ser forma eficiente de educação - é apenas falta de argumento - e que ainda em um grau menor, não deixa de ser violência contra a criança.

É difícil falar em estabelecer limites, quando o único limite que a criança conhece é o do tapa.

denise disse...

Quando nasceu minha primeira filha bem antes disso eu já havia resolvido que não seria com palmadas que eu iria educá-la, isso já estava decidido.
Só que na prática tudo é diferente, assim que minha filha teve idade para começar aprontar, comecei a tentar aplicar castigos como deixá-la sentada refletindo sobre suas artes, só até perceber que ela não ficava presa na cadeira refletindo sobre nada, pois bem para evitar as palmadas tentei colocá-la no próprio quarto dela de castigo, mais uma vez com o mesmo intuito da reflexão.
Dessa vez fui surpreendida com uma atitude da minha filha que me deixou chocada, ela ficava com seus pequenos pulsos esmurrando a porta, chorando convulsivamente, se mesmo assim eu não abrisse a porta para ela, ela se chocava contra a porta até sangrar, não preciso dizer que aboli esse castigo logo nas primeiras aplicações.
Já com a segunda foi pior ainda, ela até ficava de castigo quando eu determinava, só que sempre arrumava algum brinquedo para se distrair, game boy, ou qualquer outra coisa, se eu lhe tirasse qualquer objeto para que ela se distraísse, ela começava a cantar, a falar sozinha, praguejar, isso quando não ria descaradamente da minha cara.
Minha filha mais nova sempre foi irônica sarcástica e desafiadora, não foi nada fácil educá-la, e infelizmente ela me fez perder a paciência algumas vezes, e dessas vezes quando lhe dei umas palmadas, ela me olhava com olhinhos de raiva e me dizia sem derramar uma única lágrima, que não havia doido e voltava a praticar as artes com mais empenho ainda.
Portanto é muito difícil educar, as vezes penso que depende muito mais da criança do que do próprio pai o sucesso da educação.
Minhas filhas já cresceram, são as duas bem ajustadas, hoje não me dão mais nem sombra do trabalho que deram na infância.
Eu como mãe não saberia dizer a uma mulher que pretenda passar pela maternidade, qual o melhor jeito de educar, só sei dizer que tentei fazer o melhor que eu pude.

Carol disse...

Não tenho filhos nem pretendo ter. Um dos motivos é que eu não teria paciência de educar. E o que eu vejo por aí é isso, uma penca de gente que tem filho por ter e não tem saco de educar, dialogar, etc. Aí parte pra palmada.
Será que é tão difícil assim a pessoa pensar nas implicações de criar um novo ser humano antes de resolver procriar?
Concordo com a Arlequina, faltam espaços de discussão não acadêmicos para as pessoas repensarem as formas de criar seus filhos, dividir experiências e por aí vai. Sem dúvida ajudaria muita gente.

André disse...

Tati,
A palmadinha pode evoluir para uma agressão mais séria, ou não. Assim como nem todo espancamento começou com palmadinha.

Patricia disse...

Eu tenho orgulho de não bater no meu filho, nem um tapinha sequer ele recebe de mim ou do pai. Essa diferença na criação dele faz sim uma gigantesca diferença entre os amigos que apanham dos pais, alias a maioria deles acha normal apanhar e claro acha normal bater.
As crianças que causam mais problemas na escola são as que apanham e as negligenciadas, podem não apanhar mas tb não recebem educação alguma (tem pais que acham que isso cabe a escola).
Não dar palmada DA MUITO TRABALHO, pq requer tempo, inteligencia, criatividade, tolerância, compreensão. É muito simples e EGOÍSTA ir lá falar meia dúzia de abobrinha e bater... EDUCAR é muito além disso. Cantinho do pensamento? Só se for pra pensar na vingança ahahahahaha
Meu filho arca com as consequências de seus atos sem apanhar ou ficar de castigo até porque ter responsabilidade não é castigo e sim obrigação. Ele ainda me chama atenção se ve que estou nervosa e acabo gritando ("sequelas" das palmadinhas e dos gritos que recebi).
Ele está longe de ser um anjo (ainda bem), é bem agitado, mas não me da NENHUM aborrecimento na escola ou com outras crianças.
Com tão pouca idade já concluiu o que muitos adultos não conseguem: Pais que batem nos filhos são mal educados!!! São mal educados pq foram criados assim, se acostumaram e passam essa falta de educação adiante. EU QUEBREI ESSA CORRENTE, apanhei e não adiantou de nada... alias só adiantou pra eu ter certeza que bater em filho é muita burrice. Se eu tivesse um filho que se orgulha das palmadas que levou eu MORRERIA DE VERGONHA de ter ensinado isso. "APANHEI E NAO MORRI" é um argumento muito raso, sem fundamento e de extrema falta de raciocínio.

Vânia Gonçalves disse...

Dayane, seu pai deu uma chinelada em vc, pq vc comia borrachas.
Aqui passei por uma situação parecida. Minha filha de 2 anos e meio começou a querer comer pasta de dente. Minha primeira atitude, lógico, foi nunca deixar a pasta de dente ao alcance dela. Expliquei que ia fazer dodói na barriga. Todos os dias ela chorava querendo comer pasta de dente, e eu explicava. Um dia, esqueci ao alcance dela de novo. Comeu de novo. Tirei dela, expliquei, acolhi, ela chorou. Na terceira vez em que esqueci ao alcance dela, quando estava voltando para pegar a vi vindo em minha direção com a pasta de dente na mão. Ela me disse: "Guada, mamãe, não pode, faz dodói."
Seu pai poderia ter deixado as borrachas longe do seu alcance até que vc conseguisse aceitar que não se pode comer borrachas.
Não acho que ele seja um mau pai por ter batido em vc. Não julgo nenhum pai da geração anterior que recorreu à violência física, pq não havia informação, não haviam pesquisas, não havia nada além da maldita tradição. Mas os pais desta geração que batem para educar eu julgo sim. A informação está ao alcance de todos, qualquer um pode fazer uma pesquisa na internet sobre como educar sem palmadas.

Patricia disse...

Bater nas nádegas, uma zona erógena na infância, pode criar na mente da criança uma associação entre dor e prazer sexual e levar a dificuldades na vida adulta. Anúncios em jornais alternativos procurando chicotadas atestam as tristes conseqüências dessa confusão entre dor e prazer. Se a criança só recebe a atenção dos pais quando é castigada, os conceitos de dor e prazer se confundem ainda mais em sua mente. Uma criança nessa situação vai ter uma baixa auto-estima, acreditando não merecer nada melhor. Mesmo surras relativamente brandas podem ameaçar a integridade física. Golpes na região lombar transmitem ondas de choque ao longo de toda a coluna e podem causar lesões. A alta prevalência de dores lombares nos adultos de nossa sociedade talvez tenha origem nos castigos da infância. Crianças já ficaram paralíticas por lesões de nervos em uma surra, e outras morreram por complicações mal esclarecidas depois de uma surra de vara.

Liana disse...

Argumentar se o tapa é na bunda, no rosto, no braço, em algum lugar que a roupa esconda, ou onde tem mais gordura para absorver o impacto, discutir se é com a mão, o sapato, o cinto... é sem sentido.

O que está sendo dito é que NÃO se deve agredir crianças, e não qual a intensidade certa de se bater.

Nem se está fazendo dos tapas um jogo de azar e torcendo para quando a criança virar um adulto ser uma daquelas que vai dizer "apanhei e não morri" ou mesmo se gabando de que seus pais nem eram espancadores, só davam "tapinha".

Palmada continua sendo agressão. Não adianta ninguém fazer ginástica para justificar isso.

Eu entendo que muitas pessoas tenham dificuldade em não bater nos filhos, afinal isso é um traço da nossa cultura, mas acho muito perigoso que tantos sequer admitam que isso é errado e que tentam a todo custo convencer que violência baixa ou moderada é um recurso válido como instrumento para educar crianças.

Além do que, é uma coisa bem cômoda dizer que foi só um tapinha quando quem tá apanhando não é a própria pessoa. Ou mesmo tentar reduzir a coisa a uma dor física, quando o assunto é mais abrangente que isso.

Liana disse...

Ser adulto e olhar para baixo enquando dá um "tapinha" sabendo que quem apanha não te oferece perigo, é BEM diferente de ser criança, olhar para cima e receber o tapa e não ter maturidade nem vivência o suficiente para julgar se a coisa vai parar ali, e ser impotente para se defender.

Acho tosco não levar em consideração o ponto de vista das vivências infantis. Muito tosco e muito cômodo.

A primeira coisa que temos e que deveria nos pertencer de pronto, é o nosso corpo. Quando batemos numa criança, independente da intensidade, estamos ensinando que o corpo dela pode ser objeto da violência alheia, que ela não tem controle sobre ele, que isto é o certo e a culpa é dela, afinal, foi ela quem não se comportou, não foi boa.

Patricia disse...

Acho tosco não levar em consideração o ponto de vista das vivências infantis. Muito tosco e muito cômodo. (2)

Flávia Tunes disse...

Pois eu, apanhei,da minha mãe,um bocado na minha infância! Apanhei de vara de marmelo, cinto e até fio de ferro (na época, os fios dos ferros elétricos podiam ser desconectados dos mesmos e eram encapados com uma trama de seda). Eu ficava com tantos vergões que para diminuir os edemas e melhorar um pouquinho a aparência, era banhada com água com sal - dupla tortura. Não vou aqui, desfiar o rosário das minhas sequelas, mas deixo claro que uma auto estima minúscula é uma delas. Com meus filhos, a estória é diferente. Dei uma chinelada em cada um deles (tenho um casal de gêmeos) uma única vez, na também única ocasião em que um agrediu o outro. E falei: "Isso é agressão. É bom?"
Eles nunca mais levantaram a mão um para o outro ou para qualquer outra pessoa: colega, amiguinho, primo, etc. Acredito que essa chinelada não precisaria ter sido dada. São ótimos filhos e, mesmo na adolescência, são tranquilos, da paz!

Ana Lúcia disse...

Eu apanhei na infância, mas o pior mesmo era a agressão verbal que minha mãe sofria e que me roía de ódio do meu pai por dentro. Até hj não consigo ter um relacionamento bom com ele, acho ele digno de pena.
Duas surras que ele me deu foram memoráveis: uma no dia de uma apresentação da escola, em que ele me bateu por ter tropeçado em mim. Fiz xixi nas calças, como se diz. E a outra por eu ligar e desligar a tv, esfregou uma samoa - lembra do chinelo?- na minha cara. Realmente, tenho a autoestima altamente variável, do pé pra canela. E não sei ainda se realmente quero ser mãe. Tenho muito medo de errar com um ser humano que tem um mundo a descobrir, sabe... às vezes acho um tapa necessário, para impôr ordem ou respeito. Às vezes, acho uma agressão moral, independente de causar dor física ou não...
Então, penso que ser mãe ainda não está tão claro na minha cabeça. Mas daquelas surras e da vociferação do meu pai eu não esqueço.

Ana Lúcia disse...

...sinto náuseas só de lembrar.
Ah, e não me apresentei na escola, era natal.
Ah, odeio natal até hj.
E eu tinha apenas seis anos, há vinte e um anos atrás. Não esqueço.

taty disse...

Lola,
É tão triste a gente tem que ficar falando o óbvio: de que criança também é um ser humano e, como tal, sujeita de direitos, devendo, portanto, seu corpo ser considerado algo inviolável, como de qualquer ser humano.
Ninguém discute sobre bater ou não num adulto. Nunca vi uma conversa, do tipo: "- Você bate na sua mulher? - Não, eu não bato. - Ah, mas eu sou a favor, pois às vezes ela merece."
Ou então: "- Eu sou contra palmadas em empregados. - Eu sou a favor, mas só se for palmadinhas, não espancamento."
No entanto, quando se fala em crianças, parece que as pessoas esquecem que elas também são gente. E mais: são gente em fase de desenvolvimento, de formação de caráter, onde a responsabilidade dos cuidadores e atitudes destes terão influência enorme na formação dessa criança.
Não há justificativa em dar palmadas numa criança. NÃO HÁ!!! Se alguns pais são traumatizados porque levaram umas palmadas e querem descontar em seus filhos, que façam terapia, mas não venham ficar falando que palmadas servem para educar. Sou mãe, convivo com muitas mães, minha filha vai para a escola, participo de uma comunidade com quase 17.000 mil mães e digo: PALMADAS DESEDUCAM!
A gente percebe isso claramente no cotidiano.
No entanto, também é preciso ressaltar que não bater não significa deixar a criança fazer o que quer sem dar limites. Educar sem palmadas não tem nada a ver com ser permissivo. Muito pelo contrário, é preciso ser rigoroso, coerente, amoroso, paciente, maduro, ter um diálogo com a criança (e esse diálogo é aprendido, pois há várias formas de se dialogar com uma criança, de acordo com a idade dela), e, acima de tudo, DAR EXEMPLOS.
Bjs!

Revista Vixe! disse...

Muito bom, Lola! Uma aula de sensibilidade e de reflexão... Nós da Vixe! nos deparamos, por vezes, com comentários machistas, arrogantes e violentos em nosso blog e achamos que expor a violência (em todas as suas nuances) e discuti-la abertamente pode nos levar além! Obrigada.

Flasht disse...

E quanto ao "A males que vem para bem"
Não conta?

E são contra castigos?e prisões?
Alguem que faz maldade justamente por impunidade é o que?

http://souferrofundido.blogspot.com/ disse...

Texto que faz refletir...quebrar paradigmas, como sempre.
Mas tem uma coisa:e quando a violência em uma casa não é física?E quando existem "apenas" agressões verbais? Algumas (várias) pessoas simplesmente não aprenderam a conversar.
Venho de uma família assim. Nunca apanhei, mas cresci sendo ofendida,humilhada verbalmente. O lugar que mais sofri bulling foi dentro de casa. E sempre achei que seria melhor levar uma boa surra, sabe? Não acredito que bater resolva, mas existem formas ainda piores de cagar na cabeça de uma criança.E sei que conversar não é pra qualquer um.
Pessoas muito agressivas, com dificuldade em se auto-analisar não deveriam ter filhos .Não existem métodos de educação para pessoas assim.

léia freitas disse...

exato, lola! eu apanhei muito da minha mãe - veja só: sou menina e apanhei da mãe - e além disso eu sofri abuso sexual, várias vezes e de mais de uma pessoa, e sabe qual argumento eles usavam para me fazer calar e aceitar tudo? "se você contar a tua mãe vai te bater." e eu sempre me calei. e até hoje não tive coragem de contar a ela, apesar de achar que ela sempre soube, porém na sua visão mulher-barbada a culpa é sempre da vítima.
hoje eu consigo lembrar dos fatos sem ter raiva dos (outros) agressores, já dela é impossível não sentir mágoa, raiva e, por que não dizer, até um pouco de ódio.
certeza que se ela não me batesse e cuidasse de mim como deveria nada teria acontecido, pelo menos não por tanto tempo e tantas pessoas.

Drica Leal disse...

Diante de tantas contradições (eu mesma não cheguei a uma conclusão sobre as palmadas)a única certeza que eu tenho é: o melhor é não ter filhos, rs.

amandapavani disse...

Ei Lola!
Então, você disse que não vê mulheres adultas que se orgulham de terem apanhado. Veja bem, orgulho mesmo ninguém deveria ter. Mas eu apanhei algumas vezes da minha mãe ao longo do meu crescimento, e não acho que isso tenha sido um defeito da minha mãe. Era moderado. Não era gratuito. Eu acho quase impossível achar essa medida, mas só queria deixar aqui que é possível ser bem criado e ser livre de traumas relacionados, mesmo tendo algumas vezes tomado uns tapas da mãe - sendo mulher.

Dayane Ok. disse...

Ah, e concordo com várias pessoas?
A Agressão verbal me feriu muito mais e trago marcas dela em mim até hj!Quando eu fazia terapia sempre chorava contando o pq de qu acreditar que era uma nojenta, estúpida, qeu merecia alguém que me agredisse: pq ouvi adultos falando isso pra mim na infância!

Patricia disse...

SE BATER EM OUTRA PESSOA É FALTA DE EDUCAÇÃO, COMO EDUCAR UMA CRIANÇA BATENDO NELA???
Será q a pessoa tem a autoestima tão detonada que nao consegue enxergar que a criança É CAPAZ sim de ser EDUCADA com alternativas mais inteligentes?
Mas nãooo a PREGUIÇA, o COMODISMO e o EGOÍSMO em se livrar logo do problema fala mais alto do que PENSAR nessas alternativas, então vem o famoso "apanhei e tô vivo".
VERGONHA, é isso que pais deveriam sentir ao ouvir um filho falando que apanhou e mereceu.
Como eu tenho vergonha na cara e inteligência não sou grata a NENHUMA palmada que recebi do meu pai, e o melhor é que ELE sabe disso e ao menos conseguiu enxergar o erro, hj ele com certeza não levantaria nem a voz e muito menos a mão pra me bater.
NINGUEM tem o direito em bater em outra pessoa!!!
SIMPLES ASSIM

Dayane Ok. disse...

Vânia!

Que lindo!Achei sua filha muito gracinha ^^!
É Vânia, pode ser que se ele agisse assim, tbm desse certo, mas cm vc disse, ele talvez não tivesse esse preparo e meu uma chinelado. Mas isso não deu errado!Eu tbm parei de comer as borrachas e entendi que aquilo era errado!
A verdade é que eu era uma crinaça muito teimosa e se ele escondesse as borrachas de mim, certamente iria me espernear!
Eu tbm concordo que não apanhar, dialogar. conversar, td isso é muito,muito melhor! tentarei não bater em meus filhos tbm, em educá-los da melhor maneira possível!Mas se um dia eu tiver que recorrer a um tapa, não me sentirei uma monstra covarde por isso.
Eu sou professora, assim cm a Caroline. E é incrível cm os pais hj em dia dão folga para os filhos!Cm tem muiyo aluno que chega pensando ser dono de td, e ainda nos ameassa "Se vc fizer isso vou contar pra minha mãe!" pq a mãe em vez de corrigir, encoroja a criança!

André disse...

"apanhei e não morri" é diferente de "apanhei moderadamente e não estou traumatizado por isso", que é o que a maioria está dizendo.

taty disse...

Muitas pessoas dizem que não ficaram traumatizadas por conta das palmadas que levaram, mas tem dificuldades imensas em se relacionar, pois não conseguem confiar em ninguém. Será que isso não tem nada a ver com as palmadas?
Outros que também agradecem às palmadas que levaram são adultos sem qualquer determinação. A palmada os tornou tão obedientes, funcionou tanto, que, quando adultos, sequer conseguem correr atrás do que querem (o medo de se expressar e de apanhar por isso ainda persiste).
Tem muitas pessoas que levaram palmadas e juram de pé junto que estas não prejudicaram em nada, mas que, no entanto, são pessoas que não conseguem argumentar e se tornam adultos birrentos, que mal reconhecem seus próprios sentimentos, muito menos como lidar com eles de forma saudável, posto que tinham que engolir o choro pra não levar palmada.
Nós, adultos, somos fruto da primeira infância.
Eu entendo essa necessidade de algumas pessoas agradecerem às palmadas e justificá-las, pois é muito difícil aceitar que seus próprios pais descontaram seus traumas em você e, por conta disso, lhe causaram diversos problemas.

Sara disse...

Minha mãe praticamente não me bateu, e não acho q se ela o tivesse feito isso me tornaria uma pessoa melhor. Tenho um milhão de defeitos, mas acho que no saldo final, mesmo com todos os erros que minha mãe cometeu, ela fez um bom trabalho. Realmente acho que apanhar teria feito de mim uma pessoa mais retraída, não lido bem com coerções e intimidações, me ofendem profundamente, me fazem um mal terrivel.
Obs.Minha mãe é muito super protetora, me impedia de fazer um milhão de coisas sem precisar bater em mim.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Esse discurso de que bater forma caráter é bem típico de pessoinhas, bem inhas mesmo, que costumam ser preconceituosas, agressivas e tudo mais de ruim que existe.
Já cheguei a ouvir de um motorista, homofóbico até o último fio de cabelo, que homossexualidade é coisa de homem que não teve um pai pra bater na infância e ele se orgulhava muito das surras que tinha tomado do pai e de ter começado a trabalhar ainda na infância como ajudante de pedreiro, em vez de estudar, porque isso fez com que ele tivesse caráter e não fosse preguiçoso.
Foi um dos discursos mais ignorantes que já ouvi na minha vida.

André disse...

Taty,

Muita gente que nunca apanhou é folgada, egoísta, não respeita as outras pessoas. Pode estar relacionado, ou não.

taty disse...

André,
Se a pessoa nunca apanhou e TAMBÉM NÃO FOI EDUCADA, com certeza está relacionado.

taty disse...

Quando se fala que dar palmadas deseduca e é prejudicial, não estamos falando em deixar a criança fazer o que quer e não dar limites.
Muito pelo contrário, estamos falando em verdadeiramente educar a criança: ensinar o que é certo e errado (portanto, é preciso ser coerente com que se ensina), fazer ela arcar com as consequências de seus atos, ensiná-la a reconhecer seus sentimentos e a demonstrá-los de uma forma aceitável e a resolver seus problemas e frustrações de modo civilizado, demonstrar que atitudes positivas tem melhores efeitos que atitudes negativas, etc.

André disse...

Taty,
Então pode ser uma correlação e não uma causalidade. O ser humano é bem complexo, pessoas diferentes reagem de modo diferente frente a um mesmo estímulo. Claro que espancamentos frequentes devem gerar algum tipo de trauma (e disso o EcA já trata). Mas creio que não é disso que estamos falando, e sim de um tapa ou chinelada dado em situações extremas e esporádicas (que é do que trata a lei da palmada).

Carla Camila disse...

Lola,

A frase não é de Albert Einstein, mas de Maurice Ravel, compositor.

taty disse...

André,
Na boa, esse argumento "tapa ou chinelada dada em situações extremas e esporádicas" é que me dá uma tristeza.
Quando é essa situação extrema? Por que eu simplesmente não consigo visualizar um adulto, maduro, inteligente, muito maior que uma criança, mais vivido, mais experiente, que enxergue uma atitude de uma criança como uma "situação extrema".
Talvez o que você chame de "situação extrema" é o que eu chamo de "situação de descontrole dos pais".
Eu não me permito esse descontrole, pois, como mãe, não admito perder meu papel de estar no controle da situação.

E, se dermos palmadas em situações extremas e de forma esporádica em idosos, por exemplo, não tem problema, já que cada um reage de modo diferente diante de uma mesma situação?

André disse...

Taty,
Parabéns por seu autocontrole, talvez você seja uma pessoa mais evoluída ou os seus filhos sejam mais tranquilos ou as duas coisas. Mas talvez outras pessoas enfrentem uma realidade diferente.
De qualquer forma, eu estou assumindo situações reais, p/ex. uma criança de 5 anos que levou um tapa na bunda porque jogou o prato de comida no chão mesmo sendo advertido para que não fizesse, e não que levou um soco na cara porque não lavou seu tenis direito.

Denise disse...

Eu levei palmadas e não tenho problema de relacionamento, não sou violenta recomenda ninguém, nem com a minha filha, amo meus pais e. Depois da fase chate de adolescência, me dou muito bom com eles.
Nunca fui abusada nem sexualmente e nem de outra forma qualquer. E nunca levei desaforo para casa nem tive medo de ser assertiva.
O mesmo aconteceu com meus irmãos, com meu marido e seus irmãos.
Então essa de dizer que palmadas deseducam é uma falácia. Poderia ter sido de forma diferente? Talvez sim talvez não. O problema é que vocês querem colocar todos os seres humanos em uma forma e aplicar a mesma formula para todos.
Minha sugestão para as pessoas que são traumatizada é procurar ajuda. Talvez a tal palmada não tenha sido a única causadora de traumas tão intensos.

Aline disse...

Pessoal, eu sou professora, não tenho filhos, mas lido com crianças e adolescentes o dia todo. Minhas turmas são todas muito quietas e é raro quando eu não consiga lidar com crianças e adolescentes. É muito mais difícil lidar com adultos.
Tem uma turma que na segunda aula que dei pra eles, eles entraram 10 minutos mais cedo e eu falei: Pessoal vocês tem 10 minutos pra usar a internet, depois quero todos os computadores desligados. Hoje é aula teórica. Não ameacei, não gritei. Só falei de maneira séria e em um tom de voz adequado. No horário que eu ia começar a aula, todos tinha seguido minhas instruções.
Meu alunos conversam sim, alguns fazem bagunça sim. Mas nada demais. Quando eu falo, eles me escutam.
A PNL(programação neurolinguística) diz que para todas as situações existem as palavras adequadas, o tom de voz adequado, a postura adequada.
Parece coisa de Dr. Pet, Encantador de cães, supernany, adestramento ou sei lá o que, mas funciona. Com crianças, adolescentes e adultos.
Mas por que lidar com adultos é mais difícil? Não tem haver com bagunça, tem haver com respeito. Tem gente que acha que só por ser mais velha que eu não tem que me respeitar. Tem gente que acha que por que eu sou mulher, loira e/ou acima do peso, eu não mereço respeito.
Antigamente os professores podiam castigar os alunos fisicamente. isso ajudava? Eu duvido.
Era só uma maneira de impor a autoridade do mais forte, descontar a raiva.
Então, se é pra educar os bandidos precisam apanhar na prisão? As pessoas que cometem delitos no transito precisam receber uma palmada educativa pra aprender?
Como isso funciona?

Aline

Lord Anderson disse...

Aline

Olha que tem umas pessoas mimadas, arrogantes e sem menor impatia no transito, pra quem eu até recomendaria umas palmadas junto com a suspensaõ da carteira e multa. rs

Lord Anderson disse...

Mas falando serio, tem o fato de que muitas familias orbtaram entre extremos.

Muitos que sofrerem agressões ou muita restrição dos pais, as vezes se tornam totalmente permissivos com os filhos, com dificuldade de dizer não para eles, e o resultado são crianças/adolescentes/adultos, mimados que não sabem ouvir um não ou assumir suas responsabilidades em sociedade.

Infelizmente essa visão de que "educação = violencia" e ausencia de palmadas = falta de limites ainda é bem comum.

Por isso toda campanha que ajude as familias a perceberem que existem outras maneiras de educar (maneiras mais dignas e mais eficientes) é importante.

Aline disse...

Lord Anderson, só precisa tomar cuidado, por que vai que a pessoa gosta das palmadas e passa a aprontar mais no trânsito... rsrs

Brincadeiras a parte, eu estava falando com minha prima, a @Dradoamor, ela tem uma filha, linda, supereducada e me disse que NUNCA bateu na filha.

Conheço crianças que apanham direto e que não mal-educadas, fazem birra, escândalo na frente dos outros, coisas que nunca vi a filha dela fazendo.
Não conheço muitas mães assim, tão intimamente para perguntar, como fiz a ela. Mas pra mim, a filha dela é um exemplo de criança bem educada.

Aline

Jéssica disse...

Denise,

Basicamente você está falando:
"Se eu acho que não aconteceu comigo, então não acontece com os outros. Fim da questão."

Sério?

Denise disse...

Não. O que eu falei foi. Assim como não aconteçeu comigo, também não aconteceu com muita gente de ficar traumatizada com uma palmada. Mas para quem ficou, então procurem ajuda.
O que não dá é dizer por que um ficou traumatizado, então todos vão ficar.

Lord Anderson disse...

Aline

Dependendo de quem for essa pessoa, ela pode levar palmadas sem precisar aprontar no transito. rs

Agora,que bom que a sua prima soube criar bem, a filha.

não sei se criminalizar toda e qualquer palmada é a solução, mas que temos que afastar a ideia da violencia como parte da educação não tenho duvidas.

é preciso que cada vez tenha essa discurssão pra que mais pessoas possam refletir e investir numa educação respeitosa, firme e amorosa.

Gabriela disse...

Uma confusão comum é acharem que ausência de palmada = falta de limites total. E não é isso que os defensores do fim da palmada (como eu) pregam.

O que canso de ver por aí são pais e mães que não tem paciência com o filho - falo de dar um mínimo de atenção mesmo, de explicar as coisas duas, três, quatro, várias vezes, até eles entenderem. Porque os resultados não são imediatos. Isso é educar.

Cansei de ver criança fazendo alfo errado ou chato, sem um pai ou mãe pra dizer "pare com isso" (porque tá ocupado com outra coisa). Aí a situação cresce, chega num extremo, a criança ganha um tapa e nem entende porque apanhou.

Palmada como solução me parece fruto de descontrole dos pais + desejo de uma solução imediata. E funciona, porque né, ninguém gosta de sentir dor. Mas por isso apenas.

taty disse...

André,
Eu me considero uma pessoa controlada mesmo, não brigo no trânsito, não xingo as pessoas, etc. Isso não quer dizer que eu não tenha vontade de fazer essas coisas. Tem coisas que me irritam. Quando se tem uma criança pequena, isso é multiplicado. Eu sei como é. Ora, sou mãe. Nunca tive ajuda de ninguém e minha família mora longe. E essa é a realidade de muitas mães. Sei o que é dormir mal, ter que trabalhar cuidar da casa e ter uma criança em plena fase do “terrible two” (fase do contra da criança, onde as birras são constantes). Eu até brinco que as redes de proteção não são para a criança não cair, mas para os pais não jogarem as crianças pela janela ...rsrsrsrsrsrs...
Mas, mesmo diante de um estresse extremo, isso não me dá o direito de agredir ninguém, muito menos uma criança da qual eu sou responsável pelo seu desenvolvimento. Ponto. Isso é indiscutível. Se eu estou estressada, então que eu vá tomar um banho pra relaxar, tomar um copo d´água, contar até mil, fazer uma massagem, socar umas almofadas, ... (Só Deus sabe quantas vezes eu tive que fazer isso .... hehehehehe...)
Mas eu, como mãe, não posso me descontrolar e descarregar esse descontrole justamente no serzinho que mais precisa de mim: minha filha.
O que me ajudou muito é ter conhecimento a respeito das fases da criança e olhar para a criança como ..... CRIANÇA.
Eu acho que um dos maiores problemas é que os adultos não enxergam as crianças como crianças. Interpretam as atitudes dos pequenos, como se fossem atitudes de adultos. Não são. Crianças são crianças. E é assim que você tem que olhar para elas.
No exemplo que você deu: Criança jogou o prato no chão. De que idade estamos falando? De uma criança de 2 anos, que ainda não consegue controlar seus instintos, seus desejos e seus impulsos (muito pelo contrário, pois são seus desejos e impulsos que a controlam), e que falar para não jogar o prato de comida no chão é tão eficiente quanto dizer para um bebê de 4 meses trocar a fralda sozinho?
Estamos falando de uma criança de 5 anos, que acabou de ganhar um irmãozinho ou mudou de escola, ou está passando por alguma situação estressante para ela e está fazendo de tudo pra chamar a atenção?
Ou estamos falando de uma criança mal educada mesmo? Criança mal educada é a criança que não aprendeu verbalizar suas necessidades e sentimentos de modo aceitável. Aí fica fazendo pirraça, agindo com agressividade, querendo chamar a atenção, etc.
De qualquer forma, os pais devem educá-la. Ou seja, ensiná-la a expressar seus sentimentos e a lidar com eles de modo aceitável e civilizado. E fazer a criança arcar com a conseqüência: isto é ficar sem comida e limpar o chão. (Isto se a criança for maior que 3 anos, pois se for menor, a responsabilidade por ela ter jogado o prato no chão é dos pais e não dela).
Mas, dar palmadas porque a criança jogou o prato de comida no chão? Por quê? O que a palmada vai ensinar de bom? Por que, ao invés de dar palmadas, os pais não aproveitam para educar a criança? Por que os pais não aproveitam para conversar com a criança, ajudá-la a se manifestar de modo aceitável (falando sobre seus problemas), e a ensiná-la a arcar com as conseqüências?

taty disse...

Um dos problemas sérios da educação é a falta de controle.
E não adianta ler vários livros, ter mil técnicas, saber tudo de psicologia infantil, se os pais não dão EXEMPLOS.
Se os pais se descontrolam e batem, o que a criança está aprendendo? Que tudo bem se descontrolar.
Tudo bem se descontrolar no trânsito.
Tudo bem voltar de uma festa infantil, e por causa de alcool se descontrolar, matar uma criança e jogá-la pela janela.
Tudo bem matar a ex-namorada e entregá-la na delegacia morta.
Foi descontrole por causa de um ciúmes excessivo.
Ops aí, foi mals.

As pessoas tem ciúmes, as pessoas tem raiva, as pessoas se estressam, as pessoas tem vários sentimentos ruins. Ok, não tem problema. A gente não tem controle do que a gente sente. Mas a gente tem que ter controle sobre nossos atos.
Nos dizeres de Clarice Lispector: "Pensar é um ato, sentir é um fato".
E é isso que as crianças precisam aprender. É essa civilidade que precisa ser ensinada. Não somos animais para ficarmos agindo sem controle (Infelizmente muitos adultos agem como animais).
E volto a repetir: não adianta ter as melhores das intenções, não adianta ler livros e técnicas de psicologia infantil, pois a criança aprende com EXEMPLOS.

yulia disse...

fui bloqueada definitivamente no reflexões machistas... ops, masculinas....

kkkkk verdadeiro AI5 digital.
censura ditadura na cara dura.

tudo porque refutei cada argumento do texto sobre o machismo, o cara apagou todas as minhas postagens e me bloqueou para eu não postar mais...
ps: não xinguei, não ofendi ninguém apenas argumentei, o cara ficou tão impactado que apagou tudo...

yulia disse...

é uma pena que eu não tenha copiado minha postagem naquele blog, afinal eu não esperava a censura... eram postagem muito longas e não tenho saco para escrever tudo de novo, mas eu dei uma bela desancada no texto do cara.

Alana disse...

Eu devo ser uma exceção, porque apanhei da minha mãe (nunca de machucar seriamente, nunca deixou marcas), e em vez de ser bully, sofri bullying, sou vegana porque não tolero violência nem com abelhas, entre outros... Rs (ah, e sou mulher). Sou incapaz de bater alguém, incluindo crianças. Talvez o que fez a diferença no meu caso foi eu ser mais madura do que o costume, quando criança, e capaz de perceber que minha mãe sofria muito cada vez que perdia o controle e batia em mim. Bater, na minha família, nunca foi um ato de educar, uma punição... Só acontecia num momento de descontrole (depois de eu zingar muuuito, ser muuito mal-educada. hahaha). Eu também nunca apanhei de meu pai, só da minha mãe. Não consigo considerar isso violência doméstica, porque não deixou nenhuma marca considerável em mim. Eu chamaria de violência doméstica discussões horríveis, cheias de violência psicológica que tive com com minha família na adolescência... Porque essas sim foram terríveis e vão me marcar pra sempre.
Mas eu acho que eu sou um caso atípico, mesmo.

léia freitas disse...

ah, e lembrei agora de mais uma coisa. dia desses fomos chamados na escola do meu filho para uma reunião sobre (in)disciplina dos alunos. todos na faixa de 12/13anos. o que se ouviu foi que "se meu filho faz isso ou aquilo eu bato, quebro os dentes, dou uma surra" e por aí vai. bem mais da metade dos presentes defendendo a surra e eu (professora de outra escola) e meu marido (um dos DOIS pais presentes), estarrecidos.
não me contive e falei: mas gente, é justamente isso. eles fazem aqui o que não podem fazer em casa, porque sabem que aqui ninguém vai bater neles, ao que uma das profes, também indignada, fala: mas veja bem, teve pai que já me pediu prá bater no próprio filho.
ou seja. é triste.

Gládis Ludwig disse...

Achei muito pertinente o comentário do Tiago Pinheiro. Talvez seja esse o meu caso. Eu apanhava muito de minha mãe quando era criança (até uns 12 anos mais ou menos). Nunca apanhei de meu pai. Ela era de 1914 e ele de 1882. Eu nasci quando ele tinha quase 80 anos, portanto eu era o xodó dele. Minha mãe era a matriarca da família e era esse o método que ela conhecia para educar. No entanto, havia regras: não se batia da cintura pra cima. No rosto jamais. Era palmada na bunda e de varinha de marmelo pelas pernas. Isso era tido como normal naquela comunidade. No entanto eu, na minha rebeldia e amor próprio, não entendia como minhas amigas não fugiam. Eu apanhava, mas achava que era um direito meu fugir e me defender. Eu não imaginava outra maneira de ser educada, mas, no meu papel de filha, fugia ou tentava me defender segurando a varinha ou me trancando no quarto ou vestindo muitas roupas pra não doer. Enfim, muitas histórias... Confesso que isso não me traumatizou, embora eu não defenda isso e se alguma vez dei alguma palmada em meus filhos, reconheço que foi por perda de controle. Defendo o diálogo e o exemplo como maneira de se educar. No meu caso (talvez eu esteja racionalizando) acho que foi pelo contexto social e por outros fatores. O que talvez tenha me influenciado mais em minha personalidade foram palavras ditas pela minha mãe (não por maldade, mas por limitações dela) do tipo: "tu não podes fazer tal coisa porque tu és mulher, pobre e não tens mais pai pra te defender" (ele havia morrido quando eu completei 12 anos). E outros ensinamentos que talvez tenham me deixado uma pessoa com um certo complexo de inferioridade e que para superar isso ao longo da vida, tenha me tornado mais racional do que emocional(pouco carinhosa, segundo minha filha).
Para ter essa compreensão fiz terapia muitos anos.

Dois navegantes disse...

Nota 10 pra você, Lola. A palmada na criança é a válvula de escape para a infelicidade e a frustração dos pais. Tem covardia maior que essa, agredir um inocente que veio trazer alegria ao seu lar?

Fernanda disse...

Eu apanhei dos meus pais quando criança e meu marido tbem. Não no nivel do espancamento, mas no nível de vc ficar mesmo assustado, tremer na base e se preocupar com o que vem em seguida. Uma vez carreguei um saco de açucar pesado pela cozinha e não vi que estava aberto. Minha mãe deu um tapa tão forte na minha boca que sangrou, posso ainda fechar os olhos e sentir a ardência do estalar da sua mão na minha boca.
Enfim, temos uma filha de 19 meses que nos comprometemos a educar sem bater. Mas fomos fracos e eu dei um tapinha nela uma vez porque jogou comida no chão (repetidas vezes) e ele porque ela o mordeu. Nos arrependemos muito porque o choro em seguida, dela, era de tristeza mesmo, dava de ver que não era de dor. Percebi que naqueles momentos nos tornamos monstros pra ela e que pra que ela tivesse o exemplo de dois pais equilibrados deveríamos, especialmente, nos controlar nesses momentos críticos. E nessa hora que vc tem a capacidade de demonstrar o quanto pode ser equilibrado e impressionar. Foi um aprendizado pra vida toda. E olha que sou professora de ed.infantil e sempre resolvi conflitos com muito diálogo, nunca tive dificuldade. Mas é com seu próprio filho que realmente nos colocamos à prova. Eu acho que ninguém nasce uma boa mãe, a gente se constrói todos os dias. E é a tarefa mais difícil que tive na vida. Mas é recompensante. Espero ser sempre um porto-seguro pra ela e não uma entidade controladora e ofensiva. Ai, que difícil... Beijos.

everaldo disse...

Cheguei até aqui, através da Priscilla que postou um comentário no Balaio do Kotscho no R7.
Não li todo o poste, pois achei que quem o escreveu vive num mundo onde só existe a violência.
Li os comentários até o da Denise de 19 de novembro 19:17, que me pareceu dizer tudo que deve ser dito sobre este assunto.
O sábio é aquele que caminha na linha que une ou que separa, tradição e modernismo.

Florzinha disse...

É, talvez, como alguns disseram, a palmada não traumatize, mas tbm ouço um monte de gente dizer que bullying é bobagem, coisa de gente fresca, que quando eu era criança implicavam comigo na escola e eu levava de boa. Que bom pra vc se foi assim. Mas como educadora (acho que nunca deixarei de ser mesmo não lecionando mais), eu sou contra bater e sou contra achar que bullying é normal. Já tive alunos que sofriam muito por estar fora do padrão e outros que, sim levavam numa boa -- teve um que era sempre zoado por ser gordinho e criou uma música e uma coreografia que ele deu o nome de Gordinho Feliz. Mas cada um é um e não dá pra saber o que as experiências da infância vão acarretar no futuro. Eu apanhei, bastante, com vários instrumentos e não tenho nenhum orgulho ou gratidão por isso, pq avaliando o que isso trouxe pra minha vida, ainda na minha infância, foi a fazer as coisas erradas com mais, digamos, competência, para não ser pega "com a boca na botija" e a negar tudo até o fim. Não acho que eu seja uma pessoa melhor por isso...
Hoje, vendo o meu relacionamento com meu sobrinho, de quem tomo conta desde bebê, minha mãe mesmo vê essa questão com outros olhos. Ele, assim como meus irmãos pequenos e primos (minha família é enorme!), me obedecem pela maneira como eu os trato, sempre com firmeza e respeito, não importa como eles se comportem com seus pais ou cuidadores mais frequentes. Até agora tem dado certo com eles, que são meu laboratório. Eu sempre mostro essas experiências ao meu marido, que tem dúvidas quanto a uma educação sem palmadas, mas ele mesmo tem consciência da agressão que seria um homem do tamanho dele (muito grande!) dar um tapa numa criança, quando às vezes ele me machuca ao tentar fazer uma massagem. Mesmo eu, no auge dos meus 50kg, não tenho condições de medir a minha força contra uma criança de 5 anos.
E concordo com o que o Thiago Pinheiro disse sobre o exemplo que damos às nossas crianças, e lembro do que um professor meu sempre dizia: "A palavra ensina, mas o exemplo arrasta".

Anônimo disse...

Eu acho que de todos que postaram ai no blog ninguem apanha mais do q. eu vou contar que minha madrasta faz comigo é de arrepiar , quando ela vai me bater ela me leva pro quintal faz eu ficar do jeito que nasci, pega uma vara de goiabeira e bate, bate até a eu cagar mole pelas pernas hj. já levei uma surra que me caguei toda.e me deixa de castigo pelada ontem ela achou um formigueiro e me fez eu sentar com a bunda pelada em cima estou toda empipocada as partes intimas. eu só de ver ela chegando em casa eu já faço xixi na roupa