terça-feira, 26 de abril de 2011

EDUCAR É NÃO RECORRER À VIOLÊNCIA

Faz uns seis meses, por aí, publiquei um guest post de uma moça que apanhou dos pais (de classe média alta) durante toda sua infância e juventude. Algum tempo antes, na ocasião em que Lula defendeu o fim da palmada educativa como forma de educar os filhos, escrevi dois posts sobre o assunto. Não escondo minha posição: eu nunca apanhei dos meus pais e, se tivesse filhos, procuraria educá-los da mesma forma. Bater numa criança, que é menor que a gente, que depende da nossa proteção e definitivamente não precisa da nossa violência, pra mim é pura covardia.
Tenho bichinhos de estimação que eu amo de paixão, como se fossem filhos, desde 1985. E nunca, jamais, encostei a mão neles se não fosse pra dar amor e carinho. Muitas vezes eles agiram errado. Meu último cachorrinho, meu amado Hamlet, de vez em quando fazia xixi na nossa cama, e ele sabia que tinha feito algo errado, porque automaticamente se escondia (não porque batíamos nele, mas porque lhe dávamos bronca). E olha que dialogar com animais é bem mais difícil que dialogar com uma criança, que pelo menos fala a nossa língua.
Aproveitando a comparação com animais (que é melhor que comparar filho com ladrões e estupradores, como foi feito nos comentários do guest post), o argumento do Leo, de que a gente nunca sabe como vai reagir à pirraça de um filho, é um ótimo argumento pra NÃO bater numa criança. Leo afirmou com outras palavras que adultos batem não pra educar, mas por causa de descontrole emocional. Ora, faça curso de controle de raiva antes de ter filho, pô. Porque essa explicação do “Nunca se sabe como vamos reagir” serve pra justificar quem espanca (e até mata) a mulher. Perdeu o controle, entende? Crime passional.
Como disse a Ághata, “O que você ensina através da violência é a) noção de hierarquia, b) respeitar a lei do mais forte (manda quem pode, obedece quem tem juízo) e c) a violência não apenas é aceitável como faz parte das relações humanas (pode até ser um gesto de amor, oras!). Os argumentos a favor do uso da força são um tanto quanto emocionais, olha só: 'Se você tivesse filhos, entenderia...'/ 'Eu trabalho o dia inteiro...'/ 'Sempre apanhei dos pais e sou absolutamente normal' (Se você diz, eu acredito, ó.)/ 'Eu bato pro policial não bater depois!!'(Adoooro essa!)/ 'Se o meu filho fosse que nem o seu, um anjinho, eu não bateria! Acontece que ele não é...' (Por que será?)”.
Gostei também da provocação: se bater é tão bom pra corrigir crianças, por que não permitir que professor@s, e mesmo estranh@s na rua, batam também nos seus filhos? Ah sei, é porque essas pessoas não os amam. Mas você, que bate no filho de cinta, realmente o ama . E essa é a melhor maneira que você tem de demonstrar isso. Ué, quase todo pai que bate no filho o ama. Duvido muito que haja tantos sádicos que sintam prazer em bater. Os pais do guest post sem dúvida amavam a filha que traumatizaram com tanta violência. Apesar de amá-la, eles a jogavam no chão e a puxavam pelos cabelos. Os pais que sem querer mataram a filha na porrada não queriam matá-la, apenas educá-la. Então assuma que a palavrinha chave pra desvendar esse enigma ― por que não deixar que todos sentem a mão no seu filho? ― é essa, seu. É o sentimento de posse, de achar que o filho só pertence a você e a mais ninguém, e é a única coisa que você realmente tem no mundo. Logo, você pode fazer o que quiser com ele, e ninguém deve se meter. É sua propriedade, afinal. Sinceramente, acho esse tipo de pensamento assustador.
Atena também provocou: “Pelo que observo na minha família, geralmente os avós não batem nos netos (mesmo os que bateram nos filhos no passado) e têm uma paciência muito maior com estes. Que será que eles aprenderam nestes anos todos que os fizeram mudar de tática?” Ou será que é o sentimento de posse (pais certamente sentem-se mais donos de seus filhos que os avós), o poder absoluto, que corrompe absolutamente e incentiva a violência?
Concordo com o que muita gente disse: não bater numa criança não tem nada a ver com não punir. Sabe, achar que quem não bate não estabelece limites é meio que dizer que quem não acredita em deus não tem valores. Nada a ver. Pros pais que não veem alternativas pra violência, só posso dizer que tenho pena de vocês. E muito, muito mais pena dos seus filhos. E digo mais: se vocês baterem nos seus filhos e eu vir ou ouvir, eu denuncio. Vocês não têm direito de ser covardes com uma criança só porque ela é sua. O que vocês achariam de alguém que bate todo dia no cachorro que vive com ele? Pode, só porque é dele? É pra educá-lo?
As Supernannies de todos os países em que o programa é feito e exibido são um ótimo exemplo de que bater não educa. Todas as super babás repetem esse mantra, e ensinam a ter autoridade com os filhos sem precisar recorrer à violência. Esses programas são feitos por pedagog@s e psicólog@s. E tod@s são unânimes em dizer que bater em criança só faz mal. Mas, claro, os pais acreditam que sabem mais do que eles. E baseado em quê? Na educação retrógrada que tiveram. Revejam seus valores, pessoas. Só porque seus pais bateram em você não significa que eles estavam certos.
Quem pensa que bater é a única (ou a melhor) forma de educar não deveria ter filhos. Simples assim.

52 comentários:

Ártemis disse...
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Ártemis disse...

Lolinha querida do meu coração,

Eu sou RADICALMENTE contra violência contra criança, física ou psicológica. Ameaçar está FORA de cogitação, némes? Sempre entro em todos os fóruns e textos e digo com muito orgulho: tenho dois filhos, e não bato. Eu já falei muito no meu blog: BATER EM CRIANÇA É COVARDIA. Temos que ser os adultos da relação, e não uma criança emotiva que perde a paciência e parte para a violência.

Quando o mais velho era pequeninho, todo mundo fica 'agourando', falando que o moleque ia ser insuportável. E olhe, nenhum dos dois é santo, mas nem um pouco diferente dos demais meninos de idades equivalentes. Aí, hoje, falam que os meninos que são fáceis, por isso que não bato. Humph. Muita gente me tem como modelo, mas a maior parte insiste em afirmar que só tenho sorte.

Mas... eu não gosto desses super nanies da vida. Acho tosco, acho que elas tentam adestrar ao invés de ensinar. Não respeitam as necessidades das criancinhas pequenas, tratam a criança como se fosse inferior. Não curto mesmo, e normalmente a única coisa que concordamos é que bater não educa.

E no mais, a frase 'estou muito chateada por você fazer isso' realmente atinge a criança de uma maneira espetacular. Não sei se é o choque da realidade, ou a noção de que os atos dela tem uma consequência, ou simplesmente a vontade de ser aceita e amada. A gente precisa mostrar auto-controle, ser o exemplo.

aiaiai disse...

Certíssima, Lolíssima!
Eu já falei aqui sobre como bati no meu filho durante uma época em que estava difícil conversar com ele e de como me arrependi. Não só não adiantava nada, como sofríamos demais os dois.
Hoje ele está com quase 13 anos, tem quase a minha altura e é muito mais forte. Fico imaginando se eu tivesse criado ele na base da porrada, quem é que ia levar porrada hoje kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
É covardia, descontrole, falta de visão. Meus pais me bateram, não fiquei traumatizada mas também não acho que era correto. Assim como acho que eles me proibirem de ir a festas também era errado. Não é porque eles fizeram que eu tenho que repetir com os meus filhos. Isso é um argumento ridículo.
Reforço a sua mensagem: você que bate no seu filho, pense melhor nisso, mude sua atitude, seja uma pessoa melhor principalmente para esse ser humano que só existe porque você assim desejou!

Carolina disse...

Falou e disse, Lola! Eu também fui criada com as famosas palmadas "pedagógicas" mas não posso dizer que foi um trauma. Hoje, tenho duas filhas e poucas vezes perdi o controle e dei palmadas nelas mas, depois de ler alguns posts aqui e em outros blogs resolvi buscar artigos especializados e me informar mais sobre o assunto porque, até então, perder menos o controle do que minha mãe perdia parecia o suficiente e o "normal" pra mim. Até que um dia, vendo uma reportagem de velhinhos espancados em asilos a ficha me caiu por completo: Porque eu fico horrorizada vendo outras pessoas apanharem e acho normal dar umas palmadas nas minhas filhas quando elas "merecem"? Afinal, elas são tão indefesas quanto esses idosos ou qualquer outra criança que sofre maus tratos de babás ou coisa parecida. Eu tenho mesmo esse direito só porque são MINHAS? Desde então nunca mais encostei nem permiti que ninguém encostasse um dedo nelas e virei defensora da causa. Se é que isso é uma causa. Isso é o que deveria ser o normal!

Gabriel Vignoli disse...

Lola, concordo contigo, apanhei muito de meus pais e sinceramente sei que isso não fez nada bem, além disso, me lembro muito bem que eu aprendia muito mais quando eles sentavam e conversavam comigo mostrando que eu estava errado do que quando simplesmente me sentavam a mão. Passei a minha infância tendo medo do meu pai, felizmente na minha adolescência ele mudou e se tornou um grande companheiro abandonando a violência. Quando tiver um filh@ nunca baterei n@s mesm@s.

Jéssica disse...

Concordo plenamente, e amplio para a violência psicológica também.

Victor disse...

Se o post não falasse APENAS DE AGRESSÃO FÍSICA, talvez fizesse minha mãe lê-lo. Tenho 18 anos e já não "apanho" há algum tempo. Nunca foi caso sério, só beliscões e palmadas menores, nunca chorei por dor. Chorava mais pelo GRITO, pelas EXPRESSÕES, pela RAIVA DESCONTROLADA. Acho que, às vezes, isso pode ser pior. Violência também nos gestos, nas demonstrações. Minha mãe até hoje me causa um certo "terror psicológico" (apelidado de respeito) por gritar muito e ser muito estressada. Por qualquer coisa está COM ÓDIO DE MIM, um ódio fora do normal. Hoje temos vários problemas de relacionamento. Ela diz que eu só falo gritando com ela, ao que eu respondo que sou assim porque ela foi assim comigo a vida inteira. Ela SEMPRE foi adepta da regra "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" e "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". Gostei muito do comentário que falou sobre O QUE a violência física (mas também a superiorização dos pais) ensina - noção de hierarquia.

Sinceramente, esse é um assunto polêmico pra mim. Como devemos encarar nossos pais? O que é respeito? O que é medo? O que é exagero? Minha mãe não gosta que eu DISCUTA com ela, mesmo quando falo baixinho e tento mostrar meus pontos de vista da forma mais diplomática possível. Sim, ela acha que, como mãe, eu devo aceitar tudo o que ela diz como verdade. Quando a chamo de "mentirosa", geralmente por puro desleixo, ela me dá BRONCAS. Filho não pode dizer que a mãe é mentirosa porque ela é mãe e tudo o que ela diz é verdades absoluta para o filho, é isso? Isso é respeito - suprimir suas opiniões sobre as dos seus pais? Pra mim isso é ditadura, autoritarismo, censura.

Enfim, não sei se fui claro no que eu disse, mas é isso. Ainda tenho que trabalhar minha coerência e coesão. :P Por isso não faço um blog.

Ótimo post, Lola. =*

Hailey disse...

ótimo post, e acho que tem como fazer um link com o post anterior. A lógica de bater para "corrigir" os filhos é a mesma da violência contra minorias, especialmente direcionada a pessoas LGBT, essas pessoas que batem acreditam que estão fazendo a "assepsia" social de um mal, assim como os pais/mães acreditam estar corrgindo @s filh@s, ceteris paribus, se a violencia começa em casa, e uma criança acredita que está apanhando para ser corrigida, o que a impede de acreditar que pode 'corrigir' os comportamentos sociais que hegemonicamente são tidos como anti-naturais ou perversos?
Eu me lembrei do bolsonaro agora, cuja opinião é que vc pode e deve bater no seu filho que comece a ficar "viadinho". Não duvido que muitos pais/mães batam em seus filh@s tentado 'corrigir' isso. Sabe aquela velha frase "a educação começa em casa"? pois é, a violência começa em casa tb...

Jéssica disse...

Faço minhas as palavras do Victor, não só porque concordo com a opinião dele, como porque a minha relação com os meus pais é exatamente igual a dele com a mãe.

Amanda disse...

Que post lúcido, Lola. Concordo plenamente.
Agora também achei muito bom o comentário do Victor, que fala sobre essa confusão que existe entre medo e respeito.
Meu pais me bateram poucas vezees e nada que causasse muita dor, mas os efeitos psicológicos do medo que eles queriaam impor (confundido com respeito) foram muito danosos em minha vida.
Enfim,pais desorientados, com formação retrógrada e baseada em leis sagradas podem fazer um mal danado aos seus filhos. =/

Nath Gingold disse...

Concordo e adorei o seu post.
Nunca apanhei na minha vida e tenho uma filha, que também nunca apanhou (ou vai apanhar). Mas já sofri muita violência psicológica.
Abomino as duas formas.

Quem apela pra violência é aquela pessoa que não aceita o desafio de reflexão que os filhos nos trazem.
Não é fácil criar um filho, assim como nao é fácil enfrentar os problemas pessoais.
Quem bate, além de ensinar que a violência resolve problemas, ensina o respeito pelo medo e pela humilhação. E só quem já sofreu com isso sabe que a ferida demora muito pra cicatrizar.

Querida, sempre acompanho seus posts e acho que quando você escreve, fala por muitas.

Abraços!

Nathalie Gingold

Lane disse...

Lola, é correto sim não bater, não recorrer a biolência para educá-los

Mas, isso de usar isso para ser contra os pais ou para odi-a-los, acho um argumento falho.

eu apenhiro muito quando criança, minha mãe era violenta, batia em mim de pau, de cinta, me botava de joelhos em grãos de milho com uma cadeira enorme na cabeça, ela me chamava os piores palavrões, dizia que me odiava, um monte deoisda, mas nunca odeiei ela. Bunca fui traumatizada com isso, pelo contrario eu fique muito traumatizada com a violência que sofria na minha escola que era psicológica por eu se magra e quetinha demais eles me xingavam, me maltravam ,faziam um monte comigo.
Para mim a violência pior era a psicológica qdos meus colegas que não pude abosrver direito. Acho que porque eu tinha na cabeça que ela era minha mãe e que tinha poderes sobre mim, mas os colegas não, eram pessoas que me odiavam de verdade, eram sádicos gostava de me vê sofrer e chorar.

Acho que tem haver como vc encara e absorve estas coisas. Eu encarava desta forma.

Carla disse...

Oi, Lola! Tentei deixar um comentário enorme agora há pouco, mas deu problema. Então, volto a escrever, agora um pouco mais breve: adorei seus argumentos. São bem parecidos com os que uso, quando estou com paciência para discutir o assunto. Rechaçamos a violência em várias esferas (ainda que esteja sempre presente), mas, quando se trata de palmada em crianças, clamamos pelo nosso direito de "cuidar do que é nosso"! Tão possessivo isso! Tão!

E concordo com a Artemis sobre as Super Nannies. Elas podem até acertar ao dizer que bater não adianta, mas "adestram" crianças. Adestram famílias, aliás. Mas isso já é outro assunto.

Janaina disse...

Lola,

ótimo post!

Sou mãe de um menino e estou me deparando agora com esses desafios.
Criança quer sempre testar os limites, ver até onde pode ir. Ás vezes é realmente dificil, mas violencia não é a solução.
Parece ser mais fácil dar uns tapas e uns beliscões, mas, temos que ver o que estamos ensinando, como você bem disse.
É até meio clichê, nessa cultura em que nós vivemos que as palmadas são aceitas com tanta naturalidade, dizer que o dialogo é o melhor caminho...mas então, quero ser clichê nesse ponto.
Não garanto que estarei livre de um dia perder a linha e dar um tapa, mas digo com convicção que os esforços todos estão direcionados para que isso não aconteça.


Seu blog é leitura diária e obrigatória. Nunca comento, mas, esse post foi ótimo, caiu como uma luva!

Abraços!

Rubens disse...

Eu quando dava aulas para crianças da pré-escola percebia claramente a diferença de dificuldade de atenção, e socialização das crianças que sabiamos que sofriam violencia em casa.

quem ama educa, não bate em criança.

Lord Anderson disse...

Violência domestica é sempre complicada de previnir.

Como dito ontem, ainda impera a atitude de muitas pessoas de não denunciar pq não é "assunto delas".

e, fazendo um parenteses, é bem engraçado que em outros assuntos intimos, como sexualidade,aborto, fé, etc, todo mundo queira dar palpite.

é necessario um trabalho constante para educarmos a nós mesmo e a sociedade p/ evitar tanta agressão, tanta violencia.

Pedro @snoopy_xxy disse...

Esse é um assunto que mexe muito comigo. Apesar de não ser um grande fã de crianças, penso muito no dia que eu vou ter minhas próprias crianças. No dia que eu serei pai. Eu sempre fui naturalmente a frente do meu tempo, com pensamentos bem mais modernos do que o restante da minha família.
Eu imagino que ser pai ou mãe deva ser muito difícil, mas se um casal está disposto a isso, cadê a noção que boa parte do seu tempo vai ser dedicado a educar esses pequeninos? Aliás, a parte mais legal está exatamente aí: Educar um ser e ama-lo porque na boa, achar que o melhor é trazer um indivíduo a vida é um pensamento patético na minha opinião. Claro, preciso esclarecer que, entre ter um próprio filho e adotar, eu prefiro muito mais a segunda opção.

PS: Supernanny sempre me faz chorar.

MILA CARVALHO disse...

Eu concordo cem por cento.
bater é a pior saída para educar um filho.
eu sou mãe sozinha. o pai (estrangeiro) surtou, não assumiu e sou eu quem banco tudo e cumpro (muito bem, por sinal) papel de pai e mãe...
Acontece que criança tem aquela fase da birra... e um dia meu pai e outros parentes chegaram a INSISTIR para que eu batesse no Gabriel. Aquilo me deu muita raiva. Defendi meus argumentos, mas discutir com cabeças duras é difícil...
Pois neste mesmo dia as birras do meu filho tomaram proporçoes gigantescas e o pessoal me pressionando... quase fiquei louca e dei uma palmada no bumbum dele. Sabe o que aconteceu? Ele revidou, gritou... ou seja: ficou pior ainda do que estava!Foi a primeira e última vez que fiz isso... mesmo que uma palmada leve... Me senti péssima e pedi desculpas minutos depois...Conversar é a melhor saída, mesmo que os pequenos "finjam" não prestar muita atenção... Vale a pena insistir e ter paciência...e mesmo que demorem várias conversas pra entender... prefiro ter calma e ensinar, do que partir pra ignorância. Agora, toda vez que alguém dá palpite, e é impossível discutir pq são cabeças duras, eu simplesmente deixo entrar por um ouvido e sair pelo outro... O gabriel é um menino exemplar. Não apanha. Conversamos muito. E está se tocando de que fazer birra não vale a pena... Não quero que ele tenha medo de mim, mas sim respeito!

Anna disse...

há quem diga que tem criança que só aprende apanhando, mas... se bater adiantasse, essa criança só apanharia uma vez, não?

Danielle Andrade disse...

Oi Lola
Concordo com você que bater em criança não é legal e não educa, que educar é amar e dar limites, mas discordo completamente quando diz que psicólogos e pedagogos sabem mais que os pais. Não suporto a idéia de viver em mundo cercado de especialistas no qual os valores do mais velhos são tratado como ultrapassados.

Um abraço a todos, Danielle.

Danielle Andrade disse...

Oi Lola.
Gostaria de recomendar esse vídeo do professor Júlio Groppa da USP. Ele fala de educação de uma maneira muito bonita e interessante. Acredito que você goste.

Abraço Danielle

Danielle Andrade disse...

Ops esqueci de botar o vídeo!!!


http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/04/23/a-familia-no-fogo-cruzado-da-educacao-contemporanea/

abraço

Ana disse...

Excelente post Lola, concordo integralmente. Eu e meu irmão fomos criados sem apanhar, quando aprontávamos alguma arte, minha mãe ou meu pai sentava conosco e explicava que, o que tínhamos feito era errado e que eles ficavam tristes com aquilo, tudo numa boa, sem gritar. As vezes ficávamos de castigo, sem poder ir brincar com um amiguinho, mas nada demais. E é assim que pretendo educar meus futuros filhos, com diálogo e principalmente com exemplos. É absurdo pensar que as pessoas que deveriam te proteger e te educar, batem em você.
Arrasou mais uma vez no post!

Letícia Rodrigues disse...

Quando vc escolhe a violência como forma de dizer ao seu filho que o que ele está fazendo é errado, a criança realmente só pára quando apanha. Ou seja, batendo vc ensina seu filho a não te escutar.
Percebo também que, muitas vezes, o que os pais querem não é fazer com que o filho entenda que errou, e sim mostrar que são eles que estão no controle, mostrar quem é que manda. Quando tem outros adultos perto, costuma fazer diferença, pq o pai ou a mãe não quer passar a vergonha de engolir desaforo do filho na frente dos outros. Sendo que, em alguns casos, eu acho que é melhor deixar para conversar depois, quando se estiver sozinho com a criança. E é incrível como todo mundo se sente no direito de julgar os pais de uma criança que se comporta mal, como se esperassem que a criança já soubesse tudo, como se ela não fosse só uma criança!

Edson Bueno de Camargo disse...

Mais um vez, concordo contigo em gênero e número. Parabéns pelo blog.

Vanessa Andretto disse...

O melhor resumo pra tudo isso que vc disse é o que minha mãe costuma dizer sobre o hábito do meu avô de dar surras em todos os filhos: se batesse educasse alguém, todos os irmãos dela teriam dado certo na vida, o que não foi o caso.

meucafe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscila disse...

Lola, acho que o meucafe é apaixonado por ti. Só isso explica ele te odiar tanto e ainda continuar lendo regularmente o teu blog... hihihi :)

Leo Zamprogno disse...

Ei Lola...tudo bom?
Acho que eu sou o Leo a que você se refere, então vou responder, rss
Lola...vc me deu algumas boas porradas neste post, mas tudo bem...eu mereci...rss
Se te conforta, nunca mais precisei bater no meu filho por nada...
De qualquer maneira, ele nunca mais correu na rua e quase foi atropelado, nem jogou nenhum objeto a minha cabeça porque não queria ir embora da casa dos parentes. Se aprendeu com o tapa, eu não sei, mas também expliquei muito bem o porque eu tinha batido. E hoje em dia eu sempre opto por conversar e explicar cada uma das coisas que considero correto e não mais bater e sempre me surpreendo(positivamente) com algumas reações que ele tem as adversidades da vida.
Bem, talvez eu tenha aprendido antes dos meus pais aprenderem, mas que foi um grande exercício, isso foi...
Lola, também tenho um lindo cachorro que adotei a 1 ano e também não bato nele para educa-lo. Mesmo assim ele é super educado...
grande abraço

Isabel disse...

Minha mãe costumava me bater quando eu era criança. Não de forma tão brutal quanto o guest post relata, ainda bem, mas batia. Tenho certeza de que não teria me tornado ladra/serial killer sem isso, no entando, não acho que minha mãe tenha sido uma monstra sem coração por ter feito isso. Ela foi criada de um jeito e achava que isso era o certo.

mas eu me lembro o quanto aquelas palmadinhas doíam, como eu ficava com raiva da minha mãe e me sentia mal tanto pela dor física quanto por sentir algo tão ruim por alguém que eu amo. Isso tudo na cabecinha de uma criança! Por isso, se tiver filhos, jamais baterei neles. Não quero que eles sintam raiva ou medo de mim jamais.

Aqui tem dois links muito bons falando sobre isso: as conseqüências que a violência deixa nas crianças.
Não existe palmada bem-dada: http://tinyurl.com/3dzonwp
Palmadas, vergonha nacional http://tinyurl.com/3lx3m3m

Vivien Morgato : disse...

Controle através da pancada ensinam submissão e disseminam o autoritarismo.
Pais incompetentes acham que machuar é educar e ainda dizem que "palmada não machuca". Ok, vira o traseiro ai que eu mostro....

Flor Juliete disse...

Olá Lola!
Estou sempre por aqui, mas há muito não comento.
Este é um assunto que me mobiliza. Concordo com todos os pontos levantados.
Ouço demais as frases constantes no post e sim os pais que batem acreditam que seus filhos são propriedade privada. Fico enojada disso.
Tenho uma filha de 5 anos que nunca levou um tapa e escuto as pessoas dizerem que isso fará com que eu perca o controle dela.
Não quero controlá-la e sim educá-la. Isso me basta, afinal há coisas que ensinamos erroneamente também (por termos aprendido errado) e procuro ter atenção às recusas da minha filha e observar se ela não está com a razão em muitas das vezes (e está).
Eu procuro não só ensinar, mas também aprender com a minha filha. Aprender que eu posso inventar recursos para viver, lançar mão de novas possibilidades, sem me utilizar de violência.
E a Jessica disse muito bem: a violência psicológica é tão prejudicial quanto a física e muito mais difícil de ser suprimida.
Escutamos a vida inteira verdadeiros veredictos, palavras de ordem, palavras violentas que navalham nosso crescimento.
Há de se combater isso também.
Acho que é o único combate que me apraz: COMBATER UMA LINGUAGEM DE COMBATE.

Jackeline disse...

Eu apanhei quando era criança, não fiquei traumatizada, mas acho que isso é a causa principal de eu ter um relacionamento mais distante com a minha mãe.
Não é que todos pais que batem, sem exceção, são covardes horríveis. Em muitos casos, principalmente com os pais mais antigos (minha mãe tem 64 anos agora), é mais o caso dessa educação retrógrada que você mencionou e falta de capacidade de questionar a validade disso. Tanto minha mãe quanto meus tios apanharam MUITO dos meus avós. São ótimas pessoas, nenhum deles teve más consequências por essa violência mas até hoje, se conversar com eles sobre isso, o argumento deles seria "nós fomos educados assim e todos estamos muito bem hoje em dia". E alguns deles ainda citam com ironia e humor o fato de eles não baterem nos filhos (ainda bem) ... como querendo dizer "ah, tivemos de nos submeter à violência dos nossos pais, daí quando tivemos filhos tivemos que nos submeter aos caprichos deles". É triste. :/

Nane disse...

Apanhei muito na infância e adolescência.Jurei nunca bater nos meus filhos , mas não consegui cumprir.Foi descontrole emocional, covardia, falta de preparo...tudo! Mas só tive a consciência de estar errada depois que o estrago tava feito.Hoje carrego uma tristeza grande pelo meu erro, por ser tarde demais para reparar...

Gabriele disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriele disse...

Eu apanhei da minha mãe e até hoje me lembro da sensação ruim de injustiça e medo que isso me causava. Tanto que ela considera que eu fui super-obediente, justamente porque eu tinha um medo gigantesco de apanhar, ela levantava a voz eu já tremia (já a reação do meu irmão era de agredir de volta, o que gerou situações muito angustiantes e cenas nada bonitas na minha casa). Mas não considero que minha educação verdadeira tenha surgido desses momentos inglórios. Respeito muito mais os momentos em que meus pais vinham conversar com carinho. Eu sinto que a questão da violência realmente me deixou marcas, pois sou bem rígida comigo mesma em algumas coisas, apesar de eu ter parado de apanhar lá pelos 9 anos de idade, sou muito sensível a críticas que eles me fazem, tenho medo até hoje de que fiquem bravos comigo, e isso me impede de confrontá-los em algumas coisas que sei que são necessárias para o meu amadurecimento. Isso (somado a outras questões) acabou criando um certo distanciamento. Por isso, e por ser estudante de psicologia, vejo que realmente a violência não deve fazer parte da educação. Existem sim outros meios. Podem ser técnicas mais trabalhosas, é verdade, mas são mais eficientes e saudáveis.

Roberta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberta disse...

Puts,Victor,vc descreveu minha mãe aí no seu post.
Bom,depois desses tipos de shows que ela fez eu não consigo mais respeitar ela(minha mãe).
............
Na minha opinião acho que todos os pais deveriam passear num asilo antes de bater nos filhos.Crianças quando sofrem abusos não o esquecem depois de adultas e muitas acabam se vingando,seja abandonando os pais ou maltratando-os depois de velhos.
O abuso é um bumerangue né.

Rodrigo disse...

oi, lola. concordo com tudo o que você falou, até chegar na supernanny. não vejo o que ela faz com as crianças como sendo exemplo de educação, mas de treinamento para obedecer regras, como disse a ártemis. as crianças tem o comportamento alterado em função daquilo que os pais querem (ou a sociedade, no caso não há muita diferença), não havendo, por parte das crianças ou dos pais entendimento real do sentido da educação: nada garante que os pais deixem de achar que bater é uma forma válida de criar os filhos, podendo apenas pensar que os filhos deles foram exceção desse caso; e nada garante também que as crianças, na ausência dos jogos reguladores da conduta infantis, não voltem a ter atitudes destrutivas, sem entendimento da consequências dos seus atos. apesar de ser estudante de psicologia, acho que as formulações dos especialistas (psicólogos, pedagogos, educadores em geral) não são imprescindíveis à orientação dos pais de como educar os filhos, sendo até potencialmente nocivas se entendidas como "a" prática certa (não acho que você tenha dito isso, mas falo isso pra cortar combustível pra trollagem do seu post)

Adwilhans disse...

Lola, concordo integralmente quanto à questão do bater; a proibição, ainda que da palmadinha, vem em boa hora, tomara que emplaque (coisa que nem sempre acontece com as leis...)!
Porém, faço uma reflexão: a violência é inerente à relação pais - filhos, e a qualquer tipo de relação em que há necessidade de se exercer autoridade. Explico, antes que seja mal entendido.
Quando se submete uma criança a um castigo ("já para seu quarto", "sem videogame hoje", etc) e a criança reage a essa imposição, será necessário fazer cumprir a norma, seja compelindo-a ao quarto, seja desligando o videogame, ou seja como for. E isso é violência, ainda que não física.
Enfim, ainda que não haja violência física, ainda que sequer haja contato físico, haverá violência - pois é esta que garante o cumprimento da punição.
Não acredito em educação sem a possibilidade, ainda que em tese, da punição; acredito apenas em educação sem punição física.
Obviamente, não estou fazendo apologia da violência moral, muito ao contrário. Só acho que algum grau de violência acaba sendo necessário, ainda que aplicada calmamente e apenas para garantir a obediência a determinadas regras básicas de convivência.
Agora, saber dosar isso na vida real é que são elas. Não é fácil. Por vezes, dá vontade de usar da tal palmadinha. Mas a gente vai levando a educação dos filhos (no meu caso, da filha, com 3 anos) como pode, ou consegue.

KlaussGoytacaz disse...

Meu pai só me bateu uma única vez porque fiz birra e escândalo no supermercado para ele comprar um carrinho de plástico (éramos muito pobre e o dinheiro mal dava para comprar os mantimentos para alimentação, final dos anos setenta sem bolsa-familia). O coitado chorou mais do que eu depois das palmadas dadas, ficou com vergonha de não poder me comprar o brinquedo e nunca havia me batido antes. Ganhei o carrinho dias depois da minha madrinha. Não fiquei traumatizado e fico com peninha do meu pai quando lembro. Minha mãe já era outra história, me batia e xingava por qualquer travessura, até quando me machucava e por isto quando sofria acidente preferia esconder e eu mesmo procurava o methiolate para passar na ferida sem que ela soubesse, saia "mais barato"!
Não sei se minha falta de paciência com crianças hiperativas hoje poderia ser algo adquirido do temperamento de mamãe. Quando uma criança faz birra perto de mim, minha vontade mais intima seria jogá-la voando pela janela! Por isto decidi que jamais serei pai, ser tio já me basta.

Cirilo Vargas disse...

Agressão (física ou psicológica) da criança gera medo. Medo, por sua vez, gera raiva ou ódio. Nunca respeito. Digo isso por experiência própria. E depois que a pessoa cresce não dá para resgatar afeto não. Já era.
Um abraço e parabéns pelo texto, muito lúcido.

YR-Heretic disse...

Ufa, é um alívio ver que ninguém apoia a pancada O.O'

Bater, além de traumatizar, frequentemente demonstra a incompetência dos pais em se comunicarem com seus filhos. Ademais, muitos dos criminosos que os pais dizem não querer que seus filhos se tornem, como "justificativa" para as surras, foram vítimas de violência física ou mental. Acho horrivelmente falacioso quando aparacem aquelas pessoas que dizem "Eu apanhei e sou boa pessoa" pra defender a pancada - Se nunca tentou outro modo, como pode saber que sem porrada dá errado ? That's Bull.

Quanto a questão da Super Nanny... Não gosto dela, odeio ela na verdade. Como já disseram antes, ela trata as crianças como animais em adestramento... E se isso já é uma postura meio fail até prum animal, que dirá prum humano. O que isso significa ? Pra Super Nanny e seus seguidores, duas coisas : A) Crianças são fáceis de manipular, não possuem mentes complexas ou inteligíveis (Aliás, é muito frequente ver adultos tratando crianças como retardados... Infelizmente) e B) Educação deve ser algo superstandardizado, quase que como uma linha de produção. Cada pessoa é uma pessoa ? Não, nada disso... Vamos apenas fazer aquilo que todo estadunidense faz... Padronizar tudo. Até mesmo o impadronizável. Simples né ?

Nefelibata disse...

Não sei. Quando leio os argumentos da Lola, tudo faz sentido até eu me recordar da minha infância. Talvez porque eu sempre tenha sido, até certa idade, meio psicopata (não ligava para emoções alheias), eu sempre deixava de lado o que os outros iriam pensar desde que eu me sentisse bem. Nesse ponto, eu bem me lembro, quando eu participava de conversas com meus pais e outros adultos, era só pensando em como ludibriá-los para conseguir meus interesses. Eu sabia desde cedo que eles pensavam que eu era bobo porque era criança, e tentava me aproveitar disso. Não adiantava me convencer, porque eu não me convencia, queria a todo custo jogar videogame na casa do amigo, andar de bicicleta até bem tarde, ver televisão até de noite, deixar de fazer a lição de casa. Eu realmente ligava um grande "f***-se" para os motivos que meus pais me expunham, que eram bons, eu reconheço hoje. Mas as palmadas me freavam, e o medo de apanhar me impedia de ser pirracento. Não consigo me lembrar de uma vez sequer em que fui injustiçado ou apanhei injustamente (embora me lembre de vezes em que tomei broncas ou fiquei de castigo injustamente).

Talvez a questão não esteja, a priori, em dar a palmada em si (até porque há pais que magoam traumaticamente sem nenhuma palmada), mas em como isso se dá. Isso é reforçado pela variedade de depoimentos pessoais que vão nos dois sentidos. No meu caso, acredito que foi algo mais positivo que negativo. Mas, novamente, mesmo eu vejo hoje muitos pais jovens na minha família (numerosa...) batendo sem razão e com conversinhas rasas e ineficazes em momentos sérios que exigiriam um papo mais profundo. Assim, mesmo que no meu caso eu até tenha em boa conta as palmadas, tendo a conceder que, por causa da potencialidade extremamente danosa que a palmada tem na formação da criança, talvez seja melhor não se valer dela mesmo, dado o risco educacional que apresenta e tantos outros motivos já ditos no texto.

Mas acho tudo muito complicado. Eu também tenho bichinho de estimação e jamais levantei a mão contra o animalzinho, e não é porque não apronte. Assim, entendo a possibilidade de tratar sem violência.

Bem, no fim das contas, é mais um motivo dentre tantos outros pelos quais não quero ter filhos; não me sinto lá muito preparado para lidar com isso. E, talvez, se a grande maioria dos pais buscassem se preparar também para seus filhos ao invés de tê-los como simples "consequência natural da vida", quem sabe nem teríamos necessidade de discutir violência e educação familiar.

Daní Montper disse...

Também sou contra a tal palmada. Educar não é bater, é saber fazer a criança te ver como autoridade e te obedecer por isso. E se for preciso repreender ou punir, que o faça, mas sem a punição física ou psicológica.

Minha irmã sempre 'educou' minha sobrinha batendo nela ou gritando, agora, ela só obedece se chegar nesse nível - e às vezes nem assim, pois sabe que vai doer na hora, mas passará.

Já meu irmão e minha cunhada, educaram sua filha sem bater e hoje ela é mais tranquila e mais obediente que a minha outra sobrinha e quando faz alguma coisa errada, é punida com castigos ou repreendida verbalmente, e isso já a deixa chateada o suficiente para que não cometa o mesmo erro novamente - ou então levará uma punição mais séria - tipo ficar sem sobremesa ou sem lápis de cera como castigo - e ela aprende!

Sei que cada criança tem um temperamento e comportamento diferente, mas se desde cedo ela for educada de forma mais eficaz e alternativa, e sem palmadas, ela respeitará mais e será mais tranquila.

Minha sobrinha mais velha, a que apanha, é mais briguenta (com outras crianças e até adultos) e insegura (ciúmes) que a mais nova, que nunca apanhou.

jether disse...

Lembrei-me do seguinte texto onde se ensina como responder perguntas de crianças: How to Answer Questions

jether disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jether disse...

Nefelibata, eles podiam te trancar em casa, sem bater, pra vc não sair, e te forçar a fazer exercício físico durante o dia e acordar cedo pra não andar de bicicleta à noite (o que era noite no caso? 19 horas? Aí talvez seja exagero da parte deles.) Fora que pra chegar nesse estágio, talvez eles tenham errado antes.
Ah, outro texto sobre o assunto, esse sim que me lembrei, o outro achei procurando por este: http://www.thegreatideas.org/95w/tgio155.pdf Nele se diz, entre outras coisas, que uma família não é e nem deve ser uma democracia, e, sendo portanto, uma ditadura, pode ser despotismo ou tirania. Muitos pais tomam as decisões que são convenientes para eles e obrigam os filhos a obedecê-las. Isso é tirania. Seria despotismo se tomassem as decisões levando em conta o bem-estar futuro das crianças e da sociedade (incluindo o deles próprios), ajudando hoje a formar nelas um bom caráter, com a qualidade da temperança (quer dizer, "sóbrio", sem se exceder em comida, ou usar drogas, por exemplo), corajoso e justo. E, quanto ao desenvolvimento intelectual, escolhendo bem a escola e ajudando-os a aprenderem.

Ághata disse...

...nossa, me deu uma vergonha alheia tão grande quando eu li o comentário do Nefelibata.

Fernando disse...

Lola, por acaso você já aderiu ao veganismo? Suspeito que não, mas com tanta inteligência acho que você já tem toda a lógica do veganismo dentro de você! Quando tiver um tempinho sobrando, recomendo que leia Luciano Carlos Cunha ou Gary L. Francione. Se quiser, posso indicar links a respeito! Um abraço e continue com seus excelentes textos!

Drianis disse...

Lola, não sei se vc viu a conclusão do caso da Larissa, morta aos 15 anos depois de uma surra dos pais... Triste e lamentável http://www.pirajui.net/informacoes/noticias/539-cafelandia-inquerito-conclui-que-larissa-se-matou.html

Exame inconclusivo por falta de coleta adequada do material. Tá, vão agora culpar o perito. Pura mentira, pura patifaria. É pra chorar de desgosto, viu?

Nirsan Grillo disse...

Excelente artigo Lola.
É importante criticar SEMPRE esse tipo de violência, que traumatiza e causa danos quase irreparáveis em muitos adultos.
Parabéns.