quinta-feira, 4 de agosto de 2011

GUEST POST: SILÊNCIO DANOSO EM TORNO DO VAGINISMO

Uma leitora que pediu pra ter sua identidade preservada me enviou este post muito interessante sobre um assunto que nunca foi abordado aqui no blog, e que no entanto aflige ao menos três em cada cem mulheres. Para que leitor@s possam comentar sem precisar se identificar, hoje deixarei a caixa de comentários aberta também para anônim@s. Espero que trolls mantenham distância.

Leio seu blog já faz alguns meses. Eu já sabia que você existia antes, mas não sei, recentemente você está em todo o lugar. Até pouco menos de um ano atrás, feminismo era considerado por mim como algo anacrônico -- significante no passado, sem sombra de dúvida, mas anacrônico. Bem, eu não tenho vergonha de mudar de idéia, e eu mudei.
A questão não é nada disso. É que eu acho que devo um texto à comunidade blogueira, especialmente àquela focada na luta pelos direitos iguais entre gêneros, ou se não um texto, uma elucidação sobre algo que nunca é falado. Eu tenho vaginismo.
Você com certeza já sabe; vaginismo é uma contração involuntária -- não dá pra ressaltar esse involuntária vezes suficientes -- dos músculos da vagina quando uma mulher tenta fazer sexo. A dor é desesperadora. Tudo fica preto em volta e eu só conseguia sentir dor, e eu precisava me segurar pra não bater no homem. Até onde se sabe, isso é meramente psicológico, muitas vezes relacionado com traumas do passado ou coisas do tipo. O problema é que pra mim -- e aposto que pra muitas outras mulheres -- o vaginismo parecia que tinha chegado do nada. Eu era maior de idade e tinha resolvido perder minha virgindade com um namorado que eu amava e que me fazia sentir segura -- inclusive eu tomava pílula anticoncepcional já e ele usava camisinha. Não estávamos fazendo nada errado, muito pelo contrário. A minha família não me reprimia, apenas queria ter certeza que eu estava bem e segura. Mesmo assim, uma vez depois da outra, nós não conseguíamos.
À certa altura, consegui vencer a vergonha de falar com a minha mãe e procuramos o ginecologista. Eu passei pelo exame de papanicolau pela primeira vez, o de virgens, depois de ele alegar que mesmo com as tentativas, o meu hímen estava intacto. Depois que os exames voltaram e tudo indicava que eu estava bem, ele disse que eu provavelmente tinha vaginismo e dali pra frente devia procurar um psicólogo. Bem, eu nunca gostei da idéia de ir a um psicólogo, mas dessa vez achei que era realmente necessário e cedi. Enquanto eu sentia que só batia cartão nas sessões que se passavam tentando culpar a minha mãe por qualquer super proteção ou projeção em mim de quaisquer traumas que ela pudesse ter, eu e meu namorado não conseguíamos nenhum avanço.
Foi quando o nosso relacionamento começou a desmoronar; ele, que sempre tinha sido tão paciente, às vezes se afastava. Foi quando eu só observei o desaparecimento da minha autoestima acontecendo. Ninguém nunca tinha gostado de mim antes; eu era louca, louca por ele. Queria desesperadamente fazê-lo feliz, e ao mesmo tempo todas as vezes em que eu queria "deixar o meu homem satisfeito", eu falhava. Quando ele disse isso, bem, não tem um jeito que eu conte que faça isso soar menos pior. Eu acabei arrumando um jeito de aguentar a dor e começamos a fazer sexo anal. Bem, ele começou a fazer sexo anal. Eu sofria bastante toda a vez que isso acontecia, mas eu o amava e só conseguia pensar em me modular de toda a forma que pudesse pra fazer o "meu homem" feliz.
A consciência de não ter controle sobre o meu próprio corpo, mesmo que nad
a tangível estivesse me impedindo, ficou mais escondida, ao mesmo tempo que ele deixou de ser compreensivo. Essa situação se arrastou, claro, até que ele disse que eu não era capaz de satisfazê-lo sexualmente. Começou a dizer que se eu não conseguia, era porque não queria. Eu era extremamente insegura, imatura, e ouvir aquilo foi a minha morte.
Na altura em que ele finalmente terminou comigo, tivemos o tal "final de semana de despedida". Eu tenho vergonha de lembrar de como eu estava, implorando pra não perdê-lo, tentando de qualquer maneira fazer sexo com ele, pra que ele soubesse que eu o queria, e que eu conseguiria. Dá pra imaginar que numa atmosfera horrível como essa, eu não consegui mais uma vez. Foi aí que ele me virou de costas, e me segurou agressivamente, e fez sexo anal comigo (ou em mim?). Quando terminou, ele disse que me odiava.
Sair do estado em que eu fiquei depois daquilo foi algo que eu não achei que conseguiria fazer. Veja bem, uma vez eu li que vaginismo geralmente ocorre em mulheres que gostam de estar no controle, que tem "nível intelectual alto". Eu não sei vocês, mas a minha atitude nessa história não mostra nenhum nível intelectual. Eu não conseguia entender porque eu não conseguia fazer sexo, se eu tinha feito toda a lição de casa, se eu tinha me esforçado tanto pra fazer o homem que eu amava feliz. Bem, na época outras coisas ruins aconteceram, mas depois de algum tempo, eu voltei a me interessar por estudos, por trabalho, por política, e o vaginismo ficou resolvido pela abstinência: ou seja, não ficou resolvido.
O fim da história é bom: eu acabei conhecendo outro namorado, que não "perdeu a paciência" comigo, que g
ostava de mim e foi compreensivo. Tanto que com ele eu finalmente consegui fazer sexo, gostar, me sentir realizada, num relacionamento de verdade.
Conforme eu conto para meus amigos íntimos que eu tenho vaginismo -- porque mesmo hoje, não é um problema completamente resolvido -- várias mulheres me relatam problemas com sexo. Com a expectativa do parceiro. Sobre sentir muita dor, dor além do normal, e ele nem se importar. Acabei concluindo que vaginismo é algo muito mais comum, mas como é tão, tão íntimo, ninguém tem coragem de falar sobre isso. O desespero de fazer alguém feliz pode acabar anulando a gente como ser humano. É, ao mesmo tempo, algo difícil pros homens entenderem, eu imagino, porque, bem, não tem como eles terem o mesmo problema. Mas sabe, Lola, eu acho o silêncio extremamente danoso. Porque se eu soubesse que outras mulheres passavam por isso, talvez eu soubesse que eu ficaria bem, e teria tido alguma presença de espírito pra fazer o meu namorado na época me tratar como eu merecia de verdade. Talvez eu possa ajudar alguém contando essa história, pra que fique claro que nós não temos culpa de ter vaginismo. Que os homens não têm o direito de serem imbecis a ponto de acharem que estamos "sendo frescas", "fazendo doce". Que calma, segurança de quem nos ama e sim, enfrentar o problema de frente podem fazer com que o corpo da gente seja verdadeiramente nosso.

188 comentários:

Lucas disse...

Realmente existe algum tipo de aura de silêncio sobre esse tema. Eu me considero uma pessoa razoavelmente bem informada e nunca tinha ouvido falar de vaginismo.

Mas então sua recuperação foi "normal"? Simplesmente foi melhorando com o tempo? (Mesmo que não tenha se resolvido completamente?).

Bom, fico feliz que tenha conseguido encontrar um cara bacana e que tenha conseguido ter uma relação mais bacana e saudável com ele. Muita força.

Tudo de bom.
Beijos

Escarlate disse...

Eu nem sabia o que era vaginismo até uns meses atrás, qdo vi numa comunidade de feminismo no orkut. Deve ser terrível, ainda mais quando um desgraçado nojento te trata como vc fosse uma boneca inflável.

Esse seu ex foi um cara odioso, que bom que vc está com alguém q te ama hj. Não tem nada mais danoso do que um relacionamento destrutivo.

Anônimo disse...

Chorei com o post da Anônima. É triste ver homens que supostamente nos amamnos tratando assim.
Comigo aconteceu algo um pouquinho parecido com o vaginismo, mas em escala bem menor. Perdi a virgindade com o atual namorado(agora estamos a 3 anos juntos). Ele foi ótimo comigo, paciente, compreensivo, tudo que a gente quer.
Não senti dor nem na primeira, nem na segunda. Mas incrivelmente, eu já com 20 anos, a consciência começou a pesar. Eu tenhou uma mãe com um pensamento muito estranho com relação a sexo: ela acha que mulher não gosta de sexo, que só faz pra agradar homem. Que, por isso, a mulher tem que se guardar pro casamento, quando ela vai fazer sexo com um propósito: filhos. Então, quando comecei minha vida sexual, eu só pensava nisso: que estava desagradando minha mãe,que se ela soubesse iria fazer um escândalo, essas coisas. Até que um dia, ela me soltou a pérola: ela desconfiava, mas não sabia, e me disse "Se você estiver fazendo alguma coisa me conte, porque eu não quero te tratar como uma coisa se você já é outra!".
Quando contei pra uma amiga (na época ela tinha 37 anos, ela é minha conselheira por ser mais velha e mais experiente) ela ficou horrorizada, como qualquer um ficaria, mas a reação dela serviu pra eu perceber (finalmente) que fiz sexo e continuo sendo a mesma pessoa, não mudava nada.
Mas as dores continuavam. E eu não sabia o que fazer. Não eram dores tão intensas quanto as da Anônima, mas eu comecei a desgostar de sexo, a evitar. E o namorado sempre me apoiou, o que foi fundamental pra mim. Como ela, eu não tinha nenhum problema físico, mas tinha o fantasma da minha mãe na cama, junto com a gente. Aos poucos, me acostumei, mas ainda sinto dores dependendo da posição, do humor e dos problemas. Mas o namorado continua sendo ótimo. isso é fundamental pra gente passar pelo problema, como a Anônima falou: apoio, calma e segurança de que nos ama, para que nós possamos nos aceitar também.

Lolinha, leio seu blog há mais de um ano, mas nunca comentei. Adoro seus textos, seu jeito de escrever e principalmente suas idéias! Assino como anônima por expor tanta coisa, mas saiba que sou uma leitora fiel!
Beijos!

Anônima, parabéns por ter conseguido se aceitar, e perceber que você não merecia uma relação como aquela, que te fez tão mal. Ainda existem boas pessoas no mundo, mas é difícil quando a gente se engana. Parabéns por ter superado.

Lívia disse...

Sou mulher e nunca ouvi falar sobre o vaginismo. Não sei se porque sou muito nova ou se o assunto é um tabu assim tão grande que quase não se comenta. Muito bonito e corajoso o depoimento dessa mulher... Deve ter sido difícil pra ela e pra outras que sofrem com o vaginismo.
Parabéns por sempre trazer temas esclarecedores, Lola.
Beijos

Daní Montper disse...

Eu tenho (tinha porque não tenho tido tempo nem vontade de escrever mais) um blog em que abordo a sexualidade e por causa dele já recebi vários e-mails de mulheres que têm problemas com a penetração vaginal - anal também, mas este não é um 'sexo padrão' como o vaginal e por isso as pessoas não falam tanto dele.
Também tenho um fórum sobre sexualidade, com uma seção só para dúvidas sexuais, e a maioria fala de dor na relação ou falta de desejo.

Existem vários estágios do vaginismo, e mesmo mulheres que já tiveram uma vida sexual ativa e boa pode vir a tê-lo, pois é basicamente psicológico, porém, psicoterapia não é o mais indicado (em minha opinião, pelo que escuto), o ideal é ir ao sexólogo mesmo e não são todos psicólogos que estudam sexologia, pois a sexualidade é um campo meio que a parte (especialidade) devido sua complexidade.

Acho que o que falta mesmo é informação sobre o assunto, como bem disse a autora, e também autoconhecimento. A maioria das mulheres não se masturba, as que se masturbam e admitem, estimulam apenas o clitóris e não a vagina, ou seja, somos muito reprimidas sexualmente ainda!

Foi por isso que voltei todo meu feminismo para a sexualidade da mulher - e do homem também, porque eles também não se conhecem tanto quanto nós imaginamos, viu - pois acredito que o machismo nos prejudica demais nesse tema e que isto faz a autoestima de milhões de mulheres despencarem.

Enfim, fico contente que a autora esteja conseguindo superar seu problema e tenha vindo contar para nós.

Pili disse...

Já eu sabia que existia, mas (estou pasma) acabo de descobrir que é totalmente diferente do que eu pensava.
REalmente, informação muda tudo.

deiaphoenix disse...

Wow, essa sua atitude de falar publicamente é notavel. Você pode ter cedido por apego e amor no inicio, como muitas de nós fazemos quando estamos num relacionamente. Mas seu renascer foi incrivel, isso estimula-nos a falar e jogar fora nossas cascas de silêncio. Eu não sabia o que era vaginismo e penso que deve ter sido dificil mesmo para você. Os homens em geral estão acostumados a pensar só neles mesmos. Poucos veem a relação homem-mulher como algo igualitário. Parabéns.

Experiência Diluída disse...

Eu nunca tinha ouvido falar do assunto, mas valeu a pena ler o texto para que o conhecimento seja disseminado. Eu não tive esse problema, mas pode ser que alguma amiga possa vir a ter e com isso estar preparada para ajudar. Isso prova o quanto a gente não conhece bem o nosso corpo, e toda hora uma assunto novo sobre vagina chega e causa até mesmo surpresa na gente. E a forma como o primeiro namorado dela tratou não é rara não viu minha gente! Tem homens que não estão nem aí para a mulher e se ela não fizer sexo, piorou... Por isso, a gente tem que estar preparada, forte e pensando em nós em primeiro lugar! Já basta de sofrimento!

Carol disse...

Nossa, esse post me tocou muito... Que horror o que aconteceu com você, e como o seu namorado lidou com a situação! Fico feliz por você estar conseguindo reconstruir a sua vida sexual.
Eu também passei por isso durante um periodo da minha vida, a dor é horrivel mesmo, mas pior ainda é o sentimento de culpa e de impotência. Eu chorava de raiva de mim ao ver o meu marido, que eu amo tanto e que me ama tanto, e saber que eu não conseguia fazer amor com ele sem essa dor horrivel... E essa culpa estava na minha cabeça, ele nunca me pressionou, de maneira nenhuma.
Choro até hoje so de lembrar, estou chorando enquanto escrevo.
No meu caso, foi uma conjunção de fatores, fisiologicos e psicologicos que desencadeou o vaginismo.

Estou conseguindo me livrar disso graças à ajuda de um marido maravilhoso que sempre, SEMPRE me apoiou e a uma ginecologista que, em vez de me assustar e me fazer sentir ainda mais culpada, me explicou que não era nem frescura nem uma ma-formação minha, mas que era sim algo a ser tratado, e me ajudou a achar o caminho. Não sei como teria sido sem o apoio deles.
Hoje estou reaprendendo a fazer sexo, como uma adolescente. A dor não desapareceu por completo, mas aparece cada vez menos e quando acontece, é bem menos intensa e eu aprendi a me livrar dela.

Muito obrigada por contar sua experiência, e Lola, por dar a possibilidade de comentarmos anonimamente nesse post!

Menina disse...

Olha, o que ele fez, seu ex, foi algo horrível. Foi violencia.
Fico muito feliz que você tenha encontrado alguém compreensivo e que te complete e acredito que com a compreensão e tudo a seu tempo, você ficará bem.

Passei por muitas coisas também, tive dificuldades com sexo por um tempo, mas como a ajuda de pessoas maravilhosas consegui superar.

Lembro uma vez que sai com um cara e o clima começou a esquentar. Eu transei com ele, mas comecei a chorar durante o sexo.
Ele parou na hora e começou a conversar comigo e me disse algo muito importante: você não precisa fazer isso só pra me agradar. Você tem que ter prazer também.

Então lembre-se: só faça algo se for pra ter prazer também...

Beijos.

Anônimo disse...

Ola Lola! Eu também nunca tinha ouvido falar sobre vaginismo; que tortura/violência a autora passou com o ex dela! Torço por ela e pelo novo relacionamento; agora, como é raro encontrar homens pacientes e que não ajam e pensam somente com a outra cabeça! Eu tenho esta sorte, não sofro com o vaginismo mas sofro com a falta de libido. Amo meu esposo, ele me ama, sexo com ele é um espetáculo mas simplesmente não quero fazer, não tenho tesão... e meu problema não é com ele, não tenho vontade de fazer com outros, simplesmente são quero fazer sexo! Sofro com isso, pois ele - como qualquer pessoa "normal" - adora sexo! Conversamos muito sobre o assunto, ele me deixa à vontade e me diz com todas as letras que não quer fazer com outra pessoa se não for comigo; que não quer fazer sexo sem sentimento, não vai me trair... e isso já dura uns anos... podemos contar nos dedos quantas vezes fizemos amor este ano... é frustrante! Ainda bem que existem homens inteligentes e pacientes! acho que muitos homens tem que compreender o real sentido da palavra companheiro e cúmplice para encarar uma relação, principalmente quando surge algum problema. Obrigada pelo depoimento anônimo!
PS: entrei como anônima para preservar a minha identidade e a do meu marido! ;-)

livia (do digo tudo) disse...

liv do digo;
depoimento que muito esclarece.sofre-se por medo ou ignorancia e o sexo está sempre envolto nisso.culpas de todo tipo!esclarecer,educar é a saída.Parabens lola pelo post.(aproveitei )o espaço aberto para comentar.Sempre te leio e divulgo.abraço amigo.

aiaiai disse...

Eu nunca tinha nem ouvido falar de vaginismo...ñ sou nova e nem sou desinformada sobre assuntos relacionados a sexo. Entao, imagino que o vaginismo seja mesmo um assunto prá lá de tabu.
Obrigada por compartilhar essa experiência com a gente.

Daní Montper disse...

ah, eu falei dos blog e do fórum e não deixei link hehehe

Fórum

Blog


Uma coisa que esqueci de dizer também: a história do teu ex é um exemplo muito comum de como homens estupram suas parceiras e elas não falam nada porque acham que tiveram culpa, provocaram a agressão, mas foi isto, teu ex te estuprou e deveria ir preso e você não tem culpa em nada disso.

Moça_tímida disse...

Eu tenho vaginismo e sei o quão horrível pode ser.

As vezes estou muito excitada, mas um dos músculos da vagina aperta e fica impossível transar. Até meu namorado sente e aperta tanto que fica incômodo até para ele se mover.

Quando eu comecei a ter relações sexuais foi horrível. Na época, o então namorado colocou 2 dedos na minha vagina e aquilo me causou muita dor. Na hora eu nem sabia se era pênis ou se eram dedos, apenas que estava doendo e ruim. Mas, da mesma forma que a autora do post, eu achava que devia isso a ele. Tentamos outras vezes e meu himen só rompeu lá pela 3ª ou 4ª transa. Cheguei a usar xilocaína na vagina (jamais faça isso) para aguentar o sexo. E eu achava que era bom assim mesmo, pelo contato do corpo. Hoje eu vejo que era uma vontade enorme de ser amada e aceita. Numa das vezes eu não estava nada afim de sexo, mas me deixei usar. O resultado disso foi que eu me senti uma boneca inflável, um lixo mesmo. Depois disso, nunca mais aceitei transar sem vontade.

Sempre tive muito prazer me masturbando - o que eu faço desde criança - e com sexo oral, mas só recentemente comecei a ter prazer com penetração.

Hoje, com meu atual namorado, se não está bom - tanto para mim quanto para ele, paramos, vamos fazer oral, vamos nos curtir. Sexo é tudo isso e mais um pouco (até porque, se sexo dependesse de pinto, lésbicas não transariam).

Ah, recomendo MUITO que você se masturbe enquanto seu parceiro te acaricia (se ele estiver chupando seus peitos enquanto penetra, melhor ainda). Funciona comigo, ajuda a relaxar e é uma delícia.

Abraço e obrigada por compartilhar sua história.

♪ ewerton M. disse...

"Realmente existe algum tipo de aura de silêncio sobre esse tema. Eu me considero uma pessoa razoavelmente bem informada e nunca tinha ouvido falar de vaginismo." [2]


:(

Anônimo disse...

Olá a todas,

eu sou a autora desse post. Queria agradecer pelas respostas positivas. Eu ainda me lembro de enviar o e-mail pra Lola e ainda não conseguir dormir depois, de medo da recepção que esse texto teria. Muito obrigada.

Só uma nota, o segundo namoro também terminou, por outros motivos. Estou solteira há dois anos.

Sophia disse...

Vaginismo é uma coisa muito triste, desconfio que eu tenha este problema. Sempre que eu tento fazer sexo o pênis do meu parceiro não entra de jeito nenhum, é como se minha vagina ficasse travada. Eu já não sou uma pessoa "fogosa", perco o tesão facilmente, quando começo a sentir dor então... Mas essa coisa de "trava" sempre acontece, mesmo quando tenho muito tesão pela pessoa. Muitas vezes eu não consegui concluir o ato, ou então concluí com muita dor e até mesmo com muito sangramento. É horrível, não só pela minha frustração, mas pela frustração do parceiro. Graças a Deus nunca tive na mão de nenhum homem violento e ignorante, todos tiveram paciência comigo, mas é triste ver que além de não conseguir se satisfazer eu não consigo satisfazer meus parceiros. Fico com raiva de mim por não conseguir dar prazer a mim mesma e a eles.
Esse mês eu tenho consulta com o gineco, vamos ver o que pode ser feito no meu caso, não é?

Uma boa dica pra quem tem esse tipo de problema são os exercícios Kegel, dá pra fazer em casa e ajuda a fortalecer os músculos da vagina, ajudando no tratamento do vaginismo.


Lola, te adoro, seu blog abriu muito a minha cabeça de uns meses pra cá... não comento sempre, mas estou sempre presente!
Beijos mil!

Anônimo disse...

Que bom que a história teve um final feliz para a anônima do guest post. Me senti muito mal durante a leitura porque tb convivi com o vaginismo e sei o qt é complicado e difícil. Que história de ex-relacionamento pesada essa do post. Acho que poucos homens conseguem lidar bem com essa situação e pouquíssimos profissionais de saúde também. Durante o meu tratamento esbarrei em várias situações que poderiam ser evitadas, portanto, se existe algo que poderia ser acrescentado para as meninas que pararem aqui nesse post atrás de informação sobre como resolver o problema é : procurem bons profissionais que saibam lidar com você e o seu emocional fragilizado pela situação.
E essa teoria do "nível intelectual alto e estar no controle" me parece maluquice tb: como se a possibilidade do nosso controle da situação fosse impedir a penetração.
Abraços para a autora!

Anônimo disse...

Olha adorei o post, e sobre o vaginismo eu cheguei a pensar que tinha, porém controlei minha mente, e relaxei nesta hora, consegui.

Porém não concordo que somente as mulheres tem que agradar aos homens. já vi muito homem brochar e não conseguir fazer sexo duas vezes e as mulheres serem pacientes. Pra mim, MULHERES SE VALORIZEM, E IMPONHAM RESPEITO, NINGUÉM GOSTA MAIS DE NÓS DO QUE NÓS, é um ditado popular mas é a verdade. Chega de aceitar sermos escrachadas por machões e por mulheres que não se aceitam.

é isso .....

até!

Anônimo disse...

Conheço sobre o tema porque já passei por ele. Não com dores intensas como as da autora, mas mais como o relato da anônima das 10:56.

Reconheço bem os sintomas: na hora das preliminares, dos carinhos, das carícias, tá tudo ótimo, mas o pesadelo vem com a penetração. E já cansei de fazer uma poker face, colocar um sorriso na cara e fingir que não tava sentindo dor para não frustrar a outra pessoa...

Minha mãe também tem uma relação muito estranha com sexo e a passou para mim (coisa que desde que me dei conta do problema tento combater e com resultados positivos, aquela coisa meio "tou decepcionando minha mãe" e "tou fazendo uma coisa errada", sendo que no fundo não tou fazendo nem uma coisa nem outra). Ainda, eu também por tudo o que a mídia bombardeia posso ter expectativas irreais em relação a sexo, como orgasmos bombásticos, choques elétricos e todas essas coisas, e mesmo uma pressão interna pra ser a melhor na cama de todas.

O que começou a melhorar meu problema foi tomar consciência dele e também a tentar levar as coisas de um jeito mais leve, deixando de lado as culpas, tensões e expectativas. Meu atual namorado também me dá apoio, é fofo e paciente, mas ainda tenho um longo caminho a percorrer antes de ter sexualidade plena. Uma pena isso ser tão comum para nós mulheres...

Anônimo disse...

Choquei com este relato. Fiquei triste em perceber como tantas vezes, eu inclusive, nos colocamos de lado para satisfazer e conquistar o outro, mesmo q isso signifique nos subjugar...até mesmo dar chance à humilhações pelas quais ela passou.
Eu já fui tão humilhada pelo meu companheiro... e eu tenho dó dele, de deixá-lo desamparado.
Não é fácil.

Maíra disse...

Parabéns pelo post. Corajoso e elucidativo (estou no time d@s que não tinham ouvido falar sobre vaginismo).
Tudo de bom, Autora, de coração.

Laryssa disse...

Já havia lido algo a respeito do vaginismo, muitas mulheres sofrem disso em maior ou menor escala e o sentimento de culpa que elas sentem é terrivel. O mais triste é que em vários casos os parceiros ñ são pacientes isso faz com que essas mulheres sofram mais.

Anônima me sensibilizei bastante com seu relato, fico feliz que tenha encontrado alguém que a ame de verdade.

Karen Lommez disse...

Muito importante ler este relato aqui! Parabéns à Lola e à autora do post. bj

Anônimo disse...

Obrigada, Lola e demais mulheres e homens maravilhosos. Sempre passo por aqui para ler textos e opiniões, a fim de me sentir melhor, compartilhando de ideias similares. Mas, hoje após ler esse guest post chorei, chorei e chorei. Há muito tempo sofro disso calada, faz quase dois anos que não me envolvo com ninguém para me proteger. Além do vaginismo desenvolvi um cisto de Bartholin, impossibilitando qualquer penetração. Não tirei o cisto, não tratei o meu vaginismo, no fundo tenho medo de sofrer tentativas frustantes de sexo. Espero um dia me realizar sexualmente, acredito que a minha autoestima e o envolvimento com cafajestes tem total ligação com esses problemas. É reconfortante saber que eu não sou a única. Digam mais a respeito, estarei aqui tentando me motivar para um tratamento.
Obrigada!

M. disse...

achei esse depoimento muito tocante, senti muito pela Anônima. Fico muito feliz que você esteja superando e espero muito que você consiga se "recuperar totalmente". muita força!
e seu ex era um cara horrível, odioso e covarde.

Anônimo disse...

O vaginismo também pode ser tratado pelo marido como sinal de que tem uma mulher recatada em casa!

Rodrigo disse...

ótimo texto. duas coisas me chamaram a atenção. a primeira foi a caracterização das mulheres acometidas pelo vaginismo. direto do abc da saúde - http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?445: "é uma disfunção não muito freqüente e geralmente acomete mulheres com um nível intelectual alto, de boa situação econômica, com jeito de ser do tipo controlador e com dificuldades de intimidade"
o abc da saúde que me desculpe, mas essa caracterização é muito cretina. não só é desnecessária, como leva a crer que mulheres "dóceis" não vão criar dificuldades para o sexo, que é coisa dessas estudiosas independentes, produtos do feminismo.
e também, a autora do texto fala em dado momento "meramente psicológico". não é correto subestimar a natureza psicológica dos problemas. um problema psicológico é um problema de verdade, não uma mentirinha(e parece que o vaginismo não é apenas psicológico). ela demonstra entender bem a seriedade de um problema de ordem psicológica ao longo do texto, mas esse deslize do "meramente" me chamou atenção

Arlequina disse...

Nossa, como chorei com esse post. Eu também sei o que é isso, acho que toda mulher que passou por uma relação abusiva, sabe. Vocês, queridas anônimas, não estão sozinhas, estamos todas juntas buscando uma solução pra isso e pro que vier pela frente. Força!

Eduardo Marques disse...

Não conhecia esse problema. Bem, essas coisas acontecem, acho que o/a parceiro/a deve sermpre ser compreensivo/a. Uma mulher que sofre disso poderia lembrar ao seu companheiro que ele poderia sofrer de impotência e que, nesse caso, ele gostaria de paciência e compreensão também.

Escarlate disse...

Eu sofri um tanto na minha primeira vez, o hímen não queria romper de jeito nenhum. Nem posso imaginar o desespero de quem tem essa sensação de dor e sofrimento sempre que faz sexo.

Nunca mais tive o problema, mas será que pompoarismo ajuda? Eu nunca fiz, mas já ouvi falar que é muito bom pra melhorar a musculatura vaginal, e tb para relaxá-la. Alguém sabe?

Anônimo disse...

Espero quevoce ao tenha desistido da terapia

Noh Gomes disse...

Doeu ler o texto, doeu por saber que muitas e muitas mulheres sofrem do mesmo mal e nem ao menos tem ideia de onde vem e de como falar sobre isso, realmente o silêncio é danoso, tanto que nunca tinha ouvido falar no vaginismo e não é porque sou alienada, mas ninguem perto de mim nunca comentou sobre tal assunto.
Acredito que muitas dores não são relatadas e isso faz com muitas mulheres se sintam sozinhas. O relato da nossa amiga é claro, verdadeiro e isso faz com que pensemos em muita coisa, se nos conhecemos fisicamente, se nos observamos no sexo, se escolhemos bem o parceiro e etc.
Fico feliz em saber que hoje ela encontrou um cara bacana, porque eles existem sim e não são tão raros como andam dizendo e que se respeitar é o primeiro passo.

Obrigada por compartilhar, por nos ensinar e pela coragem de se abrir.

Mil beijos
Noh

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Lola posta anonimamente.

Ginger disse...

Nossa, fiquei muito impressionada com o texto! Não sabia o que era vaginismo, sou nova e nada experiente nessas coisas...

Quero deixar aqui toda minha solidariedade para com a autora do post e as demais amigas anonimas ou não que passam por essa situação que deve ser super dificil...mas acreditem vc's podem confiar nas pessoas que amam e em si mesmas, pq vão conseguir vencer!

Agora, só uma pergunta meio assim...mas pelo que entendi a pessoa so percebe que tem vaginismo quando tenta ter relaçoes sexuais e não consegue?Ou dá pra descobrir se tem isso sendo virgem? =p *vergonha*

Daní Montper disse...

Escarlate, o pompoarismo ajuda porque você passa a ter mais controle sobre a musculatura, inclusive os exercícios que os terapeutas passam são baseados no pompoar, mas ele apenas não resolve, pois é um problema psicológico também e não apenas físico.

Isabela disse...
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Daní Montper disse...

Ginger, dá para saber mesmo sendo virgem ao se masturbar com objetos, pois no vaginismo não se consegue colocar nem um dedo ou o ob sem sentir muitas dores, ou nem conseguir.

Isabela disse...

É muito pertinente o comentário do Rodrigo (12:45) sobre a definição machista do ABC saúde de "mulheres mais propensas a ter vaginismo" e, principalmente, da questão do "meramente psicológico". Um problema físico causado por uma dificuldade psíquica não é um problema menor e nem mesmo o problema psíquico em sim é pequeno. Isso é banalizar a dor do outro. E a dor que essas meninas que têm ou já tiveram vaginismo deve ser enorme, em todos os níveis.
Achei bem curioso o fato de várias pessoas desconhecerem a doença - não é ignorância delas, é falta de divulgação mesmo, de interesse das revistas femininas, talvez. É preciso falar, sobre tudo porque perceber que outras pessoas pessoas também sofrem como você gera sentimentos de identificação e pertencimento, tão importantes que chegam a aliviar a dor.
Boa sorte para a corajosa autora do post e todas as outras que estão passando por isso!
Beijos

Anônimo disse...

Eu já tive parceiro com impotência e foi muuuito difícil ter paciência com ele, minha libido a mil e acabei estourando uma ou outra vez. Que tal um tópico sobre isto um dia?

Fille de l'air disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Liana disse...

Anônima fico feliz que você já consiga abordar o assunto e tenha buscado informação e ajuda. Acho que não há um passo definitivo a seguir nesses casos, só sei que o importante é não se acomodar, é buscar sempre (se) compreender um pouquinho mais a cada dia.
Horrível a atitude daquele primeiro, com o agravante de ter sido num momento de extrema vulnerabilidade.

Eu já havia escutado falar em vaginismo faz tempo, na escola quando estudávamos sobre sexualidade, dst, proteção. Lembro de ter lido relatos como o seu que me impressionaram bastante, uma colega minha também tem, no caso dela foi reação ao abuso sexual que ela sofreu na infância, ela passou a entender sexo como sinônimo de violência, então ela se fecha literal e psicologicamente.

Anônimo disse...

Olá, tenho 20 anos e perdi minha virgindade recentemente não por repressão ou algo do tipo, apesar de ter uma família que não falava muito sobre sexo tenho uma cabeça bem informada sobre este assunto e pra mim sexo nunca foi um tabu. O fato de ter perdido minha virgindade (quer dizer eu acho que perdi) foi mais por motivos pessoais, de encontrar uma pessoa com quem eu me sentisse confortável e etc. Mas como eu disse, sexo nunca foi esteve tão distante assim Mesmo tendo perdido a virgindade tarde para os padrões atuais eu já havia tido algum contato com outros garotos antes, mas a relação não ia além de carícias e outras práticas sexuais sem penetração. Quando tive minha primeira experiência com penetração foi um horror me sentir como se estivesse sendo estuprada. Foi uma dor terrível era como se não houvesse possibilidade do pênis entrar na minha vagina e realmente não havia. O rapaz não era tão experiente assim e tb esse 'certo carinha confiável" também foi bastante incompreensível o que traumatizou ainda mais o ocorrido. Porém não sabia o porquê de tanta dor até ler este texto aqui no blog. Após essa tentativa frustrante tentei outras vezes não com o mesmo cara e o desconforto permanecia. Até pensei que o problema estivesse comigo que era frígida e não conseguia da prazer a nenhum homem porque não gostava de sexo por isso doía sempre. Mas ao ler este posto vejo que não é um defeito meu que o fato da minha vagina se contrair me causando dor na hora do sexo é um problema involuntário, inerente a mim e que precisa ser tratado. Este post me ajudou a querer procurar ajuda e mais informações sobre este assunto.


Obrigada Anônima, pelo depoimento comovente sobre um assunto tão pessoal, porém tão comum a tantas mulheres. Espero que minha história tb tenha um final, ou melhor, um começo feliz. Claro, não por ou pelos parceiros somente e por uma vida a dois. Mas para mim principalmente, para me sentir satisfeita e realizada como mulher.

Abraço a todas!

Liana disse...

Sobre o pompoarismo, fisicamete o benefício é certo, fiz visando ao parto há uns 11 anos e só fez bem a minha vida sexual, diminuiu as cólicas menstruais, facilita chegar ao orgasmo, faz um bem danado a auto estima. O maior benefício em pompoar é que entendi que minha fonte de prazer está em mim, não em um homem, não em um pênis, ele é apenas um plus. Não posso expressar o quanto isso fez bem à minha auto-confiança.
Com alguém que tenha que lidar com o vaginismo eu não saberia dizer com certeza mas me parece ser uma excelente opção aliada ao acompanhamento com um sexólogo.

Lola, este relato vai fazer diferença na vida de um bocado de mulheres. Parabéns por ceder o espaço mais uma vez para temas tão necessários.

Escarlate disse...

Eu já tive parceiro com impotência e foi muuuito difícil ter paciência com ele, minha libido a mil e acabei estourando uma ou outra vez. Que tal um tópico sobre isto um dia?[2]

Isso tb é foda. Vc a mil e o cara brocha, dá vergonha pela pessoa, já que a masculinidade num mundo machista está diretamente ligada ao pênis e seu "desempenho". Esses problemas ligados a sexualidade são difíceis de se lidar pq somos muito reprimidos, muitos nem conversam sobre isso com @s parceir@s.
Talvez se vaginismo fosse minimamente divulgado e esclarecido, tantas mulheres não sofreriam por algo que pode ser tratado.

Ginger disse...

Dani

Obrigada pela resposta, não uso ob e não me masturbo com objetos... pq eu acho isso meio pervertido (bobagem eu sei). Mas já dá pra ter uma idéia um pouco melhor sobre o problema.

Lola, seu blog como sempre me ensinando muitas coisas! brigadão à vc e todas as pessoas que postam textos tão bons e importantes quanto este.

lola aronovich disse...

Gente, obrigada por todos os comentários. Fico muito feliz que este post esteja tendo tanta aceitação e solidariedade. É realmente um assunto importante, que acomete muitas mulheres. E precisa ser tratado. Eu gosto muito de psicologia, não tenho nenhum preconceito. Pelo contrário, acho que todo mundo poderia se beneficiar de terapia. Eu só fiz uma vez, por um curto período de tempo (um semestre), pelo SUS, e em grupo, e adorei! No caso do vaginismo, pelo pouco que li, vi que o mais apropriado é que o casal vá junto a um sexólog@. Isso pode ajudar a evitar casos de violência como o cometido pelo primeiro namorado da autora deste guest post. @ sexólog@ irá conversar, propor exercícios, aumentar a intimidade do casal, o que é importantíssimo nesses casos. Muitas vezes, porém, também será necessário que a mulher faça terapia individual. E nesse caso é fundamental encontrar um psicólog@ de confiança, que entenda o problema. A terapia que a autora fez foi uma perda de tempo, mas outras podem ser muito proveitosas.
Também queria reiterar o que o Rodrigo disse (e o que a Isabela repetiu), e o que eu deveria ter dito já na introdução do post. Já falei disso uma vez, quando relatei um problema (que eu considero) psicossomático do maridão — uma dor nos pés. Só porque é a mente que está causando o problema não significa que o problema não seja real! Ele é tão real quanto qualquer problema causado num acidente de trânsito, pô! Que a causa seja psicológica não quer dizer que seja frescura. Doenças psicossomáticas são doenças tão sérias quanto qualquer outra. E devem ser tratadas. Por favor, queridas leitoras que porventura sofram de vaginismo, procurem tratamento. Ninguém merece sentir dor num momento que deveria ser prazeroso como o ato sexual. Você não precisa sacrificar a sua vida sexual. Dá pra tratar.

lola aronovich disse...

Daní querida, não sabia que vc tinha blog e fórum sobre sexo! Ah, escreve um guest post pra mim? Please? Pretty please?


Anônima que pediu um guest post sobre a falta de paciência nossa com um parceiro impotente (e também Escarlate): meu blog está sempre aberto a guest posts. Adoro publicar relatos que estão fora da minha experiência, porque sempre aprendo muito. Se alguém quiser escrever sobre este tema, é só mandar pro meu email, que eu publico anonimamente: lolaescreva@gmail.com
Mas, pelo que converso com as pessoas, imagino que nós mulheres somos muuuuuuito mais pacientes com os problemas sexuais dos parceiros do que vice-versa. Aquilo da mulher consolando o cara, dizendo “Não faz mal, querido”, e o sujeito mal-humorado dizendo “Não quero falar sobre isso!” é até um clichê.

Mariana Krewer disse...

Bom ler o comentário do Rodrigo, porque eu também reparei nessas coisas.
Nunca vi alguém dizendo que impotência, por exemplo, é um problema "meramente" psicológico, embora a gente saiba que às vezes é. Quando é problema de mulher, é sempre frescura, histeria.

Pra mim é claro que o vaginismo só é tabu porque dizer que "mulher é assim mesmo, não gosta de sexo, é fresca, manhosa. se existe uma mulher que tem problema é porque ela é controladora, inteligente demais, mulher macha, do que divulgar que sexo tem que ser bom sim e que, se não for, você tem que correr atrás e resolver o problema.


Aproveito pra dizer que tive um problema muito parecido com vaginismo, também desconhecido e "meramente psicológico", que é o desequilíbrio no PH da vagina. A dor excruciante na penetração é igual, mas vem do excesso de acidez que muda a elasticidade da vagina (no meu caso, doía até nas preliminares).
Desenvolvi o problema quando comecei a conhecer melhor e desgostar do meu ex, por coisas da personalidade dele - inveja de qualquer sucesso meu, tentativas me podar... Tratei o problema por muito tempo, com cremes, banho de assento, e nada melhorava. Mas logo depois que terminei esse namoro, ficando com outros caras e até com o meu novo excelentíssimo, o problema sumiu, sem fazer nenhum tratamento, e nunca mais apareceu! Não é interessante? hauhauhahauahu
Hoje brinco que minha vagina se recusava a transar com o cara. Quem sabe não está aí o problema "meramente psicológico" de outras mulheres também.

Liana disse...

"Hoje brinco que minha vagina se recusava a transar com o cara."
rs Já passei por isso num passado distante.

Anônimo disse...

Eu sou mulher, tenho 34 anos , 3 filhos e nunca tinha ouvido falar de vaginismo. Fiquei muito comovida com o teu depoimento e a tua coragem. A verdade é que nós fazemos algumas coisas qdo somos novinhas e nem percebemos que estamos sendo violentadas. Essa questão de agradar o nosso homem, tão ensinada desde sempre, nos coloca em situações desconfortáveis e até mesmo violentas, emocionalmente ou fisicamente.
Eu fico boquiaberta qdo lembro de coisas que me sujeitei nessa história de agradar ao meu homem.
E que hoje, mais segura, jamais teria permitido acontecer.

Laetitia disse...

querida, eu entendo vc... acho que nunca tive o mesmo problema, mas demorei bastante pra me acostumar com a penetração. ainda hoje, é a parte que eu menos gosto no sexo - o prazer "físico" é mínimo, é mais psicológico, por sugestão, mesmo. acho muito chato quando os homens não percebem isso e insistem em resumir o sexo a esse ato, que é só uma parte muito pequena do que se pode fazer... =/

Carolina disse...

Recentemente conheci uma nova técnica terapêutica, que tem tido um ótimo resultado no tratamento de vários tipos de sofrimentos emocionais. O nome é EFT. Eu assisti a dois vídeos no You Tube, - "terapeuta Rafael Zen falando sobre EFT" - e fiquei muito interessada pela técnica. É um tipo de acupuntura sem agulhas. Essa técnica costuma funcionar para a grande maioria das pessoas, desfazendo seus bloqueios emocionais que causam sofrimento psíquico e somatizado. Eu recomendo que você a tente, pois pelo o que falou a sua terapia psicológica não deu resultado nenhum (o que me parece que também foi culpa da abordagem, procurando as questões maternas somente - quando na verdade nossas questões podem ser muito mais complexas e envolver origens que nem imaginamos). Dessa forma, eu resolvi escrever esse comentário para recomendar esta técnica, de maneira que você possa usufruir de um tratamento eficiente e realmente solucinar o problema de vez. Que seja o fim deste sofrimento devido a ignorância das outras pessoas que nos julgam e também da nossa própria, que não temos auto-conhecimento suficiente e não sabemos lidar com nossos próprios problemas. Então, buscar o auto-conhecimento e nos libertar emocionalmente são coisas que considero essenciais para uma vida plena e feliz. Então, cure essas feridas e fique tranquila pois vai dar tudo certo.

Escarlate disse...

Penetração é um dos momentos mais gostosos pra mim na hora do sexo, eu não sei como, mas consigo facilmente ter mais 5 orgasmos seguidos, daqueles que vc nem consegue mexer a perna depois de 10 minutos. Mas não existe padronização no sexo, isso de que mulher precisa gostar de penetração é uma mentira deslavada, e se ela não gosta é pq é frígida e bla bla...

E sexo oral? E masturbação? 69? Tem tanto sexo além do papai e mamãe, isso é ridículo. É por isso que eu odeio essas "superdicas pra ter mais prazer/Revista Nova", como se a mulher tivesse que aprender a gostar de sexo anal pq o macho gosta. Eu gosto muito, mas isso não significa q todo mundo tenha q gostar.

Anônimo disse...

queridas anônimas - autora e demais, também tenho um relato sobre vaginismo para contar... Sempre tive uma sexualidade muito vibrante, desde criança me tocava e me masturbava muito. Aos cinco anos, minha mãe me flagrou uma vez no ato. Tive de ouvir um sermão daqueles. A relação dela com a própria sexualidade devia ser problemática, pois despejou em mim uma série de medos e angústias para as quais não estava preparada. Como resultado de uma relação conservadora, mesmo cheia de tesão como sempre fui, comecei a vida sexual um tanto tarde. Aos 22, namorava o cara que seria o meu primeiro marido. Tentamos inúmeras vezes a penetração vaginal - antes e durante o casamento. Encontramos outras formas de satisfação, mas as queixas dele eram constantes, deixava claro que era entediante não poder contar com o sexo vaginal, que o prospecto de causar dor numa mulher era, em si, brochante. Não quero julgá-lo mais a essa altura, mas sua atitude, certamente, em nada ajudava. Um grande complicador do vaginismo é que os parceiros costumam ser muito auto-centrados, e achar que tudo tem a ver com eles, com o que sentimos por eles.
Cada nova tentativa vinha como um ultimato, minha última chance de atestar meu valor como fêmea. E cada novo fracasso me arremessava num poço de frustração que só aprofundava. Sofri muito, muito. Sentia-me diminuída como mulher. Ao ponto de perder o interesse em tentar. Quando nos separamos, foi na sexualidade solitária que aprendi a lidar com as limitações de meu corpo, no uso de vibradores, mesmo sem penetração, conseguia reduzir a sensibilidade no local, isso aumentava a minha segurança. Meu namorado seguinte foi infinitamente mais compreensivo, tive alguns bons avanços. Não sei se conta, mas admito que a anatomia dele (grande!) pode ter contribuído para que ainda não fosse a hora. De qualquer forma, tivemos uma relação muito prazerosa, a ausência de penetração vaginal não significava ausência de prazer. E a relação acabou por outras razões. Com outro namorado, no entanto, tudo acabou dando certo, aos 30 anos! Hoje tenho relações sexuais com penetração e sinto prazer em ser penetrada. Claro, ainda tenho pequenas dificuldades, preciso de preliminares e muitas carícias, me deixar levar e relaxar bastante. Mas, nada que se compare à angústia que vivi antes e ao medo de ser uma 'semi-mulher' para o resto da vida. Aliás, esse mundo competitivo em que vivemos explica muito sobre o silêncio a respeito do vaginismo. Já não temos peito suficiente, cintura suficiente, bunda dura o suficiente, como admitir que até a vagina pode não ser eficaz, numa sociedade que leiloa a sexualidade feminina?
Recomendo a todas as meninas a terapia, mas também o uso de brinquedinhos sexuais (vibradores e massageadores), a masturbação (com um, dois, três dedos, gradativamente), os exercícios de pompoar, muita conversa com seus parceiros e que, no caminho até a penetração, tentem fazer do sexo algo lúdico e prazeroso. Brinquem bastante, gozem, dêem prazer, sem a perspectiva de "ter" de se deixar penetrar... Beijos e boa sorte!

TWO OF US disse...

Que post maravilhoso!
Olha, eu já li sobre o assunto. Mas ler a voz de quem passa por isso, é diferente.
Imagino que muitas mulheres sofrem em silêncio e muitos homens agridem a companheira ( agressão verbal também é violência, não nos esqueçamos disso!)
Aliás, a história das mulheres é sempre silenciada.
Este cara é um imbecil e espero que ele passe por problemas de impotência para, quem sabe, não aprender a respeitar uma mulher.
Eu nunca fiz amor com um homem. Só fiz amor até hoje com minha companheira de longa estrada. Assim, jamais passei por problemas deste tipo. É claro que mulheres lésbicas também fazem penetração, mas com dedos ( algumas preferem alguns brinquedinhos. Desejos são desejos e sexo é uma brincadeira deliciosa quando feita com quem nos respeita!). Não quer dizer que uma mulher lésbica não sinta dor com a penetração com o dedo da companheira, no caso dela ter este problema ou outros. Mas tenho certeza que uma mulher não trataria uma outra de uma forma tão fria...Bom, só se for uma psicopata. E penso que muitos homens beiram à psicopatia... Sei lá...Mas o machismo é uma m#$%&*¨que bebeu da psicopatia, só pode.
Fico tão, mas tão chateada com o mundo de muitos homens. Esse cara merece um pênis enoooorme penetrando-o brutalmente para aprender a ser um ser humano de verdade. Que raiva!
Desculpem-me, mas fiquei com raiva por saber que uma mulher passou por isso na sua vida sexual, ainda mais com um namorado. A última vez com ele, claramente foi um estupro na minha opinião. Cara sacana!
E, anônima, não desista da terapia. Um abraço carinhoso e outro no seu namorado! Você é uma guerreira!
Lola, você faz um trabalho maravilhoso! Eu super te valorizo, pois você consegue ajudar muitas mulheres e homens!
Obrigada pelo guest post!

Daní Montper disse...

Escrever sobre sexo ou sobre eu ter um blog e fórum sobre o tema, Lola? xD

Humm pode ser viu, estou querendo voltar a escrever sobre o tema, mas estou numa preguiça de escrever, começo vários posts e os abandono com a promessa de que talvez um dia eu os termine... Deve ser porque meu ativismo era mais virtual na época, hoje passo mais fazendo ações, seminários, marchas etc tudo na 'rua' e quando vou escrever, tenho que interromper por algum motivo e então deixo de lado =/

Deem uma sugestão aí para me inspirar a escrever! =)

letícia disse...

Não tinha conhecimento dessa doença. Sei (bem pouco) sobre endometriose, que no começo do guest post, achei que era sobre isso.

Quando nos sentimos inmseguras, colocamos todas as nossas esperanças em outra pessoa. Queremos tanto que o outro seja feliz, que deixamos nós mesmas de lado. Queremos tanto que aquela pessoa seja a única porta da felicidade que nos rebaixamos.
(Sei disso pq eu já tive um namorado super incompreensível, que me fazia sentir pior do que eu já sentia e eu fazia coisas ridículas por causa dele, coisas que eu me envergonho até de pensar, do quão ingênua eu fui).

Mas, até ai, ser ingênuo, é um erro que a gente aprende, para não cometer de novo, não é?

O que eu vejo é que os homens, em sua maioria, acham que eles tem que estar satisfeitos e ponto, que se não rola sexo, não há relacionamento e que eles TEM que ter prazer, independente da mulher. Infelizmente, a quantidade de homens que são diferentes disso, é pouca.

Uma das minhas amigas mais próximas namorou um cara 4 anos e casou-se (virgem) com ele. Cerca de 1 ano depois, ela ficou grávida. Lá pelo final da gravidez, a barriga estava muito grande e ela não conseguia ter relações sexuais com ele. O que ele fez? Deu em cima da melhor amiga dela (que as duas se chamavam de irmãs) e ficou com essa tal amiga, pq segundo ele 'homens tem suas necessidades'. Parece até que estamos falando de animais selvagens que tem que se mostrar o dominante no bando e tem que procriar. E olha, o que tem de homens que quando as esposas estão grávidas só sabem reclamar que as mulheres não estão mais "disponíveis" como antes!

Falta muito esclarecimento na cabeça de muito homem, isso sim. E mais auto-estima e confiança nas mulheres.

Anônimo disse...

Nossa, que barra
Senti que minha mulher teve vaginismo quando voltamos a transar, algum tempo depois do nascimento do nosso filho. Não sei a razão, mas talvez alguma confusão com a novidade do papel de mãe. Ela já não era tão nova. Mas ela nunca deixou de ter orgasmos com sexo oral e hoje o problema não existe. Paciência é a recomendação.

Um homem

Niemi Hyyrynen disse...

Já tinha ouvido falar do vaginismo,creio que para ser tratado de forma eficaz é preciso antes de tudo nãoser tratado como "doença".

Doença, quero dizer no sentido perjorativo da palavra sabem? Como se a mulher tivesse um problema que fosse por culpa dela. Não, não é de forma alguma. Aqui mesmo há muitos relatos que esse disturbio começou com fatores externos, quase todos ligos a violencia. Não sei tambem se "disturbio" é uma boa palavra.

Desejaria tb que homens fossem mais compreensivos não só com este problema do vaginismo, mas com a nossa sexualidade em geral que sofre muita cobrança, julgamento, pressão... vejo tantas amigas querendo se realizar sexualmente e não conseguem pq estão preocupadas demais com o que os outros vão pensar delas...

E não acho que se um homem brochar ele vá entender lá na frente uma mulher que sofra de vaginismo, não vejo nesses dois problemas uma correlação que vá dar o entendimento ao homem para este aprender a ter empatia pela parceira.

Generalizando um pouco, homens tendem a tratar a brocha como ferida na virilidade, "masculinidade" deles. Não creio que as mulheres que sofram de vaginismo se importem com algum orgulho bobo, elas só querem ter uma vida feliz e realizada.

Não sei, de todos os homens que estiveram comigo na cama e "falharam" nenhum deles mostrou tirar disso alguma lição. Só ressentimentos consigo mesmos ou para minha pessoa...

Anônimo disse...

Tenho 33 anos e cinco anos atrás tive vaginismo. Estava em um casamento ruim, que ia ladeira abaixo, mas eu tentava segurar para que desse certo. Progressivamente comecei a sentir dor até quase não conseguir ser penetrada. Daí a perder o interesse pelo sexo foi um pulo. Lembro de me forçar a fazer sexo com meu ex-marido e do quanto ficava machucada com isso. Fui a alguns ginecologistas que me davam broncas e sermões. Não me sentia acolhida e não tinha com quem conversar. Convivi anos com isso e aos poucos todas as áreas de minha foram sendo afetadas. Foi um inferno. Gosto de sexo e hoje não tenho mais os sintomas que tinha antes, mas a penetração é a parte que menos gosto na relação. Preciso me concentrar para relaxar e 'aceitar'. E às vezes sinto necessidade de mais preliminares, mas ainda não sei mostrar isso. Em geral começo bem, mas esfrio e acabo às vezes fazendo sem querer, só para terminar logo. É ruim, muito ruim e isso tem me incomodado bem mais que antes. Estou determinada a mudar esse padrão e ter uma vida sexual plena e feliz.

Querida amiga do post, que bom que encontrou a felicidade no sexo!

E amigas que passam por isso, desejo de coração que vocês possam superar isso tudo.

Anônimo disse...

À autora do post, toda minha admiração e tb solidariedade. Torço pra que vc supere o problema o quanto antes e que as dicas do pessoal possam te ajudar de alguma forma.

Li todos os comentários e, assim como muitos, eu também nunca tinha ouvido falar do vaginismo. Agora, eu pergunto: quem nunca ouviu falar de impotência, ejaculação precoce, falta de desejo masculino por depressão e tantas outras coisas?

É incrível como quase só o prazer do macho é discutido ("quase" por as meninas daqui falaram em seus blogs, temos a Lola e alguns outros espaços... mas precisamos de muito mais!). Viagra e outras drogas que ajudam o homem que tem problemas são amplamente divulgados. E todos nós mal sabemos quais são as dificuldades femininas, quem dirá as soluções.

Eu já tive um parceiro que tem dificuldade em atingir o orgasmo, não conseguia ter ereção com facilidade se tivesse problemas de $$$, trabalho, etc e tal. E tb já fui vítima de namorados sem caráter. Lembro de um que era doido pra fazer anal e na noite que finalmente cedi, morrendo de dor, ele terminou comigo no dia posterior. Eu era louca por ele... fiquei arrasada e hj entendo q não estava só arrasada por perdê-lo. Estava arrasada por ter me submetido aos caprichos dele passando por cima da minha vontade.

Então em ambas situações, eu sou a compreensiva. Faço anal pra agradar o ex e tb sou compreensiva com o que tem dificuldades. Acho mesmo que temos que ser compreensivos com quem amamos, não estou me queixando dessa situação. Mas o "x" da questão é que sempre se espera essa complacência da mulher.

Fiquei feliz em ver homens de verdade comentando por aqui. Se mostrando compreensivos, curiosos e dando apoio à dona do post.

Obrigada, Lola, pela oportunidade de ler mais um post tão rico e esclarecedor.

Beijo!

Libu disse...

Nossa, fiquei com o coração partido... fiquei aliviada ao ler que o problema está resolvido, já tava agoniada pensando em que conselhos poderia dar pra ajuda-la com este problema...

Lola, te admiro, você é uma guerreira. Parabéns pela força.


Um abraço,

Lívia

Bruno S disse...

Eu tenho que confessar que, apesar de conhecer relatos do fenômeno, não conhecia o termo nem que havia estudos a respeito. Com o relato da autora(e os comenentários), pude perceber que é bem mais grave e comum do que me parecia.

Causas e consequências dos problemas a parte, eu percebo que geralmente ficamos muito frustrados ao perceber que não temos esse controle todo do nosso corpo. O sentimento de culpa e fraqueza acaba atingindo os envolvidos, que se não souberem lidar com o fato(geralmente não sabemos, mas somos capazes de aprender) acaba minando relações até então saudáveis.
Não é à toa que a disfunção erétil também é chamada de impotência.

TWO OF US disse...

Preciso comentar mais uma vez:
li alguns coments e descobri que muitas mulheres são ensinadas a satisfazer o parceiro. Mas penso que as mulheres devem, sim, dizer o que querem na cama para o companheiro. Dizer que as mulheres precisam de algum tempo de preliminares, que é mais divertido quando se brinca na cama, que, dá licença, mas o corpo é meu, querido? Poxa, eu e minha companheira ficamos horas na cama. E sempre é muito divertido, gostoso. São anos de casamento e o sexo só melhora com os anos. Sem essa que mulher é igual e, assim, entende melhor a outra. Há, claro, um corpo parecido, mas as vaginas não são iguais, assim como outras partes do corpo também. Cada pessoa tem sua peculiaridade, áreas erógenas diferenciadas. Cabe ao outro descobrir, dialogar, ouvir o que um gosta, entende? Carícias são suuuuuper importantes, gente! Diálogo é fundamental!
Eu sei que muita gente foi educado sem receber abraços apertados, carinhos dos pais. Abraçar é algo tão raro para muita gente e, claro, o sexo passa a ser algo mecânico. Sim, o que recebemos é o que, muitas vezes, conseguimos dar. Eu sou mulher e admito que é mais comum uma menina, uma moça receber abraços do que um menino, um homem. É aceitável que uma mulher chore, mas um homem chorar e quase internação numa clínica psiquiatra. Observem como os homens se cumprimentam: é quase um surto quando um homem mais carinhoso abraça um amigo. Nós beijamos o rosto de nossas amigas. Os homens não se beijam no rosto, pelo menos no ocidente.
Enfim, em nossa cultura, os homens são ensinados a não darem carinho, a não expressarem afeto. E muitas mulheres aprenderam a fazer amor da forma deste homem: apenas por penetração. E, não sei, mas me parece que a maioria dos homens e muitas mulheres, são ensinad@s que apenas a penetração é sexo de verdade. Alô, cadê a criatividade??!! E sexo oral, os caras desconhecem??!!
Fiquei feliz ao ler um homem que relatou aqui sobre o problema que a companheira passou e a opção foi o sexo oral. Aliás, muitas mulheres não sentem orgasmo com a penetração, como já ouvi de muitas delas.
Desta forma, mulheres, vamos nos impor, também, na hora da brincadeira mais séria e gostosa do mundo dos adultos. Se o cara for embora, ele não te mereceu. Tem ser humano melhor por aí, como o atual companheiro da autora do post de hoje!

Anônimo disse...

Tive/tenho vaginismo e a única coisa q me ajudou foi este site:
http://www.vaginismus-awareness-network.org/portuguese_vaginismo.html

tem muitas informações, e o mais importante conselho pra uma mulher com vaginismo:

TRATE SUA VAGINA COM O MESMO AMOR QUE VC TRATARIA UMA FILHA.

Não a obrigue a fazer nada, não dê bronca porque ela não consegue algo, não fique com raiva e frustrada. Sua vagina tem q ser sua MELHOR AMIGA. Converse com ela, peça desculpas pelo mal q pode ter deixado outros causarem, conheça-a.

Só assim eu parei de me sentir mal com o vaginismo, e passei a me amar.

Por acaso, um namoro da época terminou(o cara ela legal e muito compreensivo, terminamos por outros motivos) e com o novo namorado transei sem dor, apenas com muita "resistência", o que ainda me acompanha.

As vaginas são muito inteligentes. Ouçam o que elas te "dizem", pq geralmente elas estão certas. E se não estão, não fiquem bravas com ela, ela só está com medo.

LEIAM ESSE SITE q eu passei. Homens tb. É muito bom MESMO.

E por favor, não caiam na ladainha dos kits de "treinamento", alargamento, nos sites e médicos q dizem "ah, toma uma taça de vinho antes de transar", "você tem q SUPERAR, VENCER isso!!!"

Boa sorte a tod@s =)

Helena.

Escarlate disse...

"TRATE SUA VAGINA COM O MESMO AMOR QUE VC TRATARIA UMA FILHA.

Não a obrigue a fazer nada, não dê bronca porque ela não consegue algo, não fique com raiva e frustrada. Sua vagina tem q ser sua MELHOR AMIGA. Converse com ela, peça desculpas pelo mal q pode ter deixado outros causarem, conheça-a.
As vaginas são muito inteligentes. Ouçam o que elas te "dizem", pq geralmente elas estão certas. E se não estão, não fiquem bravas com ela, ela só está com medo."

Melhor comentário ever! Vou colocar no orkut!

Anônimo disse...

Vcs só reclamam, reclamam. li o que a sapatona escreveu, quem é ela para entender de homem? nunca nem teve um. e não teve porque deve ser feia pra cacete. só outra mulher pra querer outra feiosa mesmo. vai falar bosta pra lá sapatona machuda. agora tenho que abraçar homem pra meter bem numa mulher? e brochar é quando a gente pega uma que não tem como ter tesão mesmo bora falar a verdade.

Anônimo disse...

Olha, sempre aprendo alguma coisa nesse blog. Muito bacana o post. De fato aprece ser algo unico da mulher esse problema. Mas a situação de não ter prazer com um parceiro(a) mesmo o amando e querendo fazer ele feliz acontece quando o homem é impotente. Onde se diz que homem nenhum precisa ser assim é "só" procurar um médico. A mulher de fato não tem como machucar o parceiro a fim de ter sexo, mas nem todas tem paciência quanto a isso. Eu já perdi parceiras por isso. Outras me fizeram me sentir melhor e conseguir ter ereção. A sensação que parte do seu corpo não responde ao seu desejo é muito ruim. Estar com alguém que ainda te faz se sentir pior por isso não ajuda em nada.
Um relato sobre um problema masculino aqui: mas é por que são poucos os lugares que se pode falar disso sem ter uma resposta simplista - Só ir ao médico.

Anônimo disse...

Eu sofri com um vaginismo mais brando, tinha o hímen complacente também, o que contribuía ainda mais pra dor. E eu sentia MUITA vontade, a sorte é que o meu primeiro namorado, era muito compreensivo, conversava sobre comigo, nunca me forçou a fazer nada e com o tempo, com terapia e uma ida a uma ginecologista foi melhorando, quando a vontade surgia, eu tentava e se doía parava. O namoro foi curto e terminou por outros motivos. (Isso aconteceu quando tinha 20 anos).

Mesmo rolando vontade com outros caras, nunca tinha coragem, tinha medo do sexo, tinha medo de doer, sabia que tinha ser com alguém que eu confiasse.

(21 anos) Meu atual namorado, antes até mesmo de namorar, quando surgiu vontade, eu confiei, ele sempre foi compreensivo, ainda o é, nele, eu confiei bem mais, já estava mais segura e mais informada e só senti uma dor mínima na primeira vez nossa, ele parou, eu tive vontade de novo, tentei e deu certo, não sinto dor nenhuma mais, conquistei minha sexualidade e ainda a estou conquistando, sozinha e com ele.

A gente tem que se informar, se respeitar, acreditar mais na gente, ter auto-estima e falar sobre o assunto, sabe?!

Espero que a autora do guest post e todas as anônimas desse post consigam conquistar a própria sexualidade e que vençam o vaginismo. Acho que todos esses depoimentos são importantes pra que as pessoas entendam mais sobre isso, não é frescura, não é "coisa de mulher controladora".

Sugiro até alguém que se habilitar fazer um blog com depoimentos, informações e até notícias.

Tudo de bom pra todas!

Anônimo disse...

Dilma, a faxineira

Fosse eu uma combativa feminista, já teria acusado mídia e classe política por insistir em tratar a Dilma Rousseff como faxineira, diarista, não como presidente ou presidenta.

Qualquer ato da mulher leva o verbo faxinar logo de cara. Dilma fez faxina aqui, Dilma não faxinou os órgãos ligados ao queridinho PMDB –nem usou o mais leve espanador.

É elogiada por deixar as coisas limpinhas, como no Ministério dos Transportes; é criticada por fazer um serviço porco em outros cômodos do organograma do poder.

Dificilmente há um texto ou matéria de rádio e tv que não ponha a Dilma em uma tarefa doméstica. (Sobe a trilha do bravo Eduardo Dusek!)

A continuar assim, ela terá que preencher, o quadrinho das profissões com o antigo “do lar”.

Tudo bem, é só uma observação cricri sobre o uso das palavras, mas governar, que já foi “abrir estradas” (com o presidente Washington Luís, nos anos 1920),não pode ser apenas fazer faxina.

Tudo bem, é só um pitaco de um lacaniano de boteco atento ao palavreado, seus chistes, seus troca-letras.

Dilma que se cuide para não cair nessa arapuca, que agora é apenas simbólica, mas pode virar uma perigosa armadilha.

Mais perigosa do que dormir com um inimigo como o Nelson Jobim, o ministro da Defesa que joga no ataque contra todas as mulheres do Planalto.

Não que faxinar seja uma tarefa indigna. Mas governar não pode se resumir a diárias clandestinas sem carteira assinada.

Feministas do mundo inteiro, uni-vos! Como diria o camarada Karl Marx, que amava, inclusive sexualmente, a sua empregada!

Por: Xico Sá

Anônimo disse...

Mulher que gosta de homem é quem pode falar sobre isso e não uma que transa com mulher. Concordo com o cara que escreveu, que teve coragem e falou que a sapata acusa os homens porque as mulheres são frígidas.
Eu sou homem e sou diferente de mulher. essa de conversar na hora do sexo, de ficar ouvindo o que tenho que fazer, o que não tenho, é acabar o tesão. Vou ter que ficar horas pra mulher sentir tesão? Isso não tem lógica nenhuma. A gente é diferente.
É melhor essa mulher arrumar uns caras e perceber que a gente é diferente das mulheres que ela dorme meo. Ela escreveu que a autora do post foi estuprada. Onde tá escrito isso no post? O cara penetrou como sempre, ela deixou, não foi estupro. E ele falou que odiava talvez pra ela parar de insistir no namoro, normal. Foi o fim, ele não queria mais aquele sexo sem graça. me senti maltratado por essa mulher lésbica e muitas outras que ficam escrevendo dizendo que a culpa é dos homens. Nunca uma mulher reclamou de mim. Nunca deixei de satisfazer uma mulher.
A gente tem que fazer o que mais? a culpa é sempre nossa?
sem mais palavras.

Gi disse...

Fiquei chocada com o que a autora teve que passar com o primeiro namorado.
Agora fico chocada com esses abutres dos comentários. É muita falta de empatia. Beira a sociopatia.

Niemi Hyyrynen disse...

Gente não vamos dar corda pra esses trolls.

Eles não sofrem de vaginismo, sofrem de coisa pior, falta de amor próprio, querem descontar as frustraçoes deles em gente inocente.

Daní Montper disse...

Sinto que a carapuça serviu para uns tipinhos aí...

Devem ter forçado alguma mulher com vaginismo e ainda se sentem os coitados =/
Ou devem brochar all the time e falar que a culpa é da mulher e nunca da super piroca - afinal, só uma super piroca para não falhar jamais! zaz


Minha reação ao ler os comentários dos anônimos que se acham corajosos por falarem asneiras aqui: sorriso maroto.

Liana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Esse post me deixou meio preocupada... sou virgem e sou completamente neurótica, coleciono inseguranças e todo tipo de caraminhola na cabeça. É como se eu visse o meu futuro na história da autora com o primeiro namorado. Ê, vida.

(Acho que os mascus demoraram a aparecer porque estavam se masturbando lendo os relatos angustiados do post e dos comentários. Nada excita esses sociopatas mais do que o sofrimento feminino, ainda mais se for sexual e puder ser usado para sustentar falaciosamente a ideia de que mulher não gosta de sexo.)

Liana disse...

Ah o anonimato.. bobagens everywhere.
Empatia em spray, por favor. Que nem spray de pimenta, aí.. na iminência de um ataque a gente borrifa na cara do jumento.

rs Também gostei do comentário sobre ser AMIGA da sua vagina. Tá certíssima. Trato a minha com muito carinho afinal ela me dá tantas alegrias.

E depois de uma noite daquelas ainda dá pra virar pra 'ela' e dizer "Miga, quem te viu que te vê, heim. Toca aqui."
Quando ela se assanha demais em horas inapropriadas eu digo "Sossega!". Verídico.

Liana disse...

Jumentos.. Jumentos everywhere.

Escarlate disse...

"Vou ter que ficar horas pra mulher sentir tesão? Isso não tem lógica nenhuma. A gente é diferente."

HAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUH EJACULAÇÃO PRECOCE, VEM VER GENTE!

Anônimo disse...

"Vou ter que ficar horas pra mulher sentir tesão? Isso não tem lógica nenhuma. A gente é diferente."

Entendo perfeitamente. Vocês não gostam tanto, aí precisam terminar de uma vez. QUE DÓ, QUE DÓ, QUE DÓ!

Daní Montper disse...

Liana hahahahaha
E não é? Também viro pra minha amiga e peço um Hi5 ou mando sossegar!

Lembrei do vídeo "ame sua vagina". Estou pensando seriamente me dar um nome para minha melhor amiga, pois sempre a chamei apenas de vagina porque sempre achei tosco como as pessoas não gostam de falar vagina, mas agora isso tá me parecendo impessoal para minha best friend ever! xD

Rubens disse...

Mulheres travam, homens amolecem.

Somos todos humanos! E estamos propensos a "falhar" algum dia.O que importa é querer aprender e superar.

Homem que é homem não mede sua masculinidade pelo tamanho dos seus "atributos" mas sim na dimensão do seu carater.

E isso inclui reconhecer seus proprios erros, aprender com eles e ser compreensivo com quem vc ama.

Minha solidariedade a todas que sofrem deste mal, desejo de coraçao que um dia possam dizer sem receios que vivem uma vida sexual plena e feliz.

Carolina disse...

Ai ai ai
Acredito que os comentários dos trolls serão apagados, mas acho que vale a pena atentar para essa questão.
Foi dito nos comentários, que homens e mulheres são diferentes e ficou dito também que as mulheres deveriam se adaptar aos homens (que é o que acontece infelizmente). Então, quando ocorre uma diferença de tesão, por exemplo, é sempre a mulher que tem que se adaptar. Ela deixa de fazer sexo se o parceiro não quer e faz sem ter vontade caso o parceiro queira. A vontade do homem é a dominante. Para mim isso é falta de companheirismo, que é um mal que aflige a maioria dos relacionamentos.
Bem, o que foi criticado pelos trolls exatamente, foi o fato de terem que se adaptar ao ritmo sexual feminino, ao modo como o corpo da mulher "funciona".
Primeiramente vou logo dizer que acredito que os corpos femininos "funcionam" de maneiras muito diferentes entre si também, e não apenas de maneira diferente do corpo masculino. Anyway...
O troll teve a imbecilidade de criticar o comportamento homossexual feminino, ao mesmo tempo que disse a outra atrocidade que já relatei acima. Sinceramente, se está reclamando porque acha que a mulher é diferente, e que não quer ter que lidar com isso, então procure um igual, vá transar com um homem.
Esse tipo de atitude feminina, de procurar se adequar ao parceiro independente das suas próprias vontades, é um comportamento feminino tão comum e socialmente alimentado, é triste.
Portanto acho importante chamar atenção para esse fato, pois acredito que TODAS as mulheres sofrem ou já sofreram com isso.

Anônimo disse...

Olhem o contra-senso: o camarada diz que a menina lésbica não pode falar de vaginismo porque nunca fez sexo com um homem; e ELE, que nem vagina tem, se sente no direito de opinar?

Em tempo: lésbicas podem, sim passar por esse problema. O vaginismo pode ocorrer por diversos fatores, incluindo as circunstâncias em que ocorre a relação, o grau de intimidade com o parceiro, a história de vida, o nível de instrução e a cabeça da mulher e até questões físicas. O instrumento da penetração pode ser um pênis, um brinquedinho ou mesmo os dedos!

Lola, na onda deste post, valeria também um sobre as tantas mulheres, por aí, que NUNCA tiveram um orgasmo, mesmo sendo sexualmente ativas há anos... É outro assunto sobre o qual paira uma aura de silêncio quase impenetrável, não?

Giovana Damaceno disse...

Eu tive vaginismo. Comigo aconteceu de forma temporária, após seis sessões de quimioterapia e uma cirurgia para tratar um câncer de mama. A quimio por si já é traumática e minha cirurgia foi ainda mais, pois foram utilizados os músculos retroabdominais para preencher a minha mama; tudo isso no mesmo procedimento, no mesmo dia. Ou seja, fui muito mexida, fiquei muito machucada.
Quando finalmente me recuperei e pensei que pudesse voltar a fazer sexo plenamente fui surpreendida por uma dor alucinante, como se uma faca me penetrasse junto com o pênis do meu marido.
Mas, diferente da triste história relatada aqui, eu e meu marido já éramos maduros. Procuramos ajuda juntos, falamos com meu ginecologista e ele nos explicou que pacientes que passam por traumas como o que passei tendem a desenvolver algum problema por escape. Umas têm problemas de coluna, outras de estômago, outras sofrem de enxaqueca e até mesmo patologias psiquiátricas sérias. No meu caso, ‘apenas’ um vaginismo, que iria desaparecer com o tempo, conforme eu fosse relaxando e conseguisse ‘oferecer’ meu corpo ao prazer novamente.
E assim foi. Por um bom tempo optamos por nos satisfazer com carinhos – manuais e orais – e eu fui ‘reaprendendo’ a sentir prazer no resto do corpo. Menos de um ano depois já estávamos fazendo as primeiras tentativas, que não foram fáceis, mas o carinho, a segurança, a confiança e principalmente o amor na relação com meu marido foram fundamentais. E conquistamos de novo o nosso sexo.
Eu já conhecia o problema, mas não fazia ideia de como era realmente doloroso. Mais mulheres deveriam colocar o problema pra fora, falar de suas dores, encontrar eco para suas questões emocionais mais profundas. Nós todas precisamos de ajuda, de apoio, sem vergonha ou medo. Afinal, um dos principais fatores que levam ao vaginismo é o medo, que a maioria nem sabe de quê.
Perfeito o post, Lola. Parabéns!

Denise disse...

Nossa! Nunca vi tanto post anônimo aqui... Como eu não tenho problemas em falar sobre o problema...
Enfim, eu sei que é isso. Comigo começou exatamente 6 semanas do nascimento da minha filha. O interessante foi que ela nasceu de cesárea e eu imaginava que isso não poderia acontecer.
Ela nasceu e eu quase morri. Tive preeclampsia (sem nenhum sintoma) seguido de síndrome de HELLP (isso mata) e falha em sequncia de órgãos. Deu UTI. Mas me recuperei. Aí lá pelas 4 a 5 semanas depois do nascimento dela eu estava entusiasmada com o fim do período de resguardo (afinal 2 meses sem sexo não é brincadeira) e no dia que fui liberada, descobri que não conseguia. Na hora "H". Imagina? Chorei de frustração. Meu marido me acudiu. Tentei mais uma vez e nada. Daí voltei ao médico e ele me falou que isso acontece com partos normais e algumas poucas vezes com cesárea ( e também, claro, com quem não passou por parto ainda). Mas ele me disse que não é só psicológico não. Disse que existe alguma razão fisiológica que não é bem explicada. Perguntei como resolver e o remédio que ele passou foi sexo. A cada dois dias, devagar. Eu pensei quando que consegueria fazer sexo a cada dois dias com uma criança de 6 semanas em casa, sem empregada, mãe o qualquer família por perto, e sem dormir direito, mas enfim... Meu marido com a maior paciência do mundo pôs em prática a prática, mesmo que não dia sim dia não (não tem condições quando tudo que você quer é dormir) e eu melhorei. Não passou completamente, mas se eu ficar inicialmente no controle aí a coisa anda bem.
Enfim, a coisa não é só cuca. Tem um componente fisiológico também. Não é culpa nossa, não é porque somos reprimidas (eu não sou) e não é porque não gostamos de sexo (eu gosto). Quem fala isso não sabe o que diz. Mas tem solução. Tem que tomar o controle e praticar. Pelo menos comigo funciona assim. :)

Gre disse...

Nossa meninas e meninos...vivendo, lendo e aprendendo. Sou Lolafã desde a primeira vez que li um texto por aqui e confesso que no meu ver nenhum foi mais informativo do que este. NUNCA havia escutado, lido, conhecido nada parecido com vaginismo. Desejo às mulheres que sofrem disso sorte e perseverança. Melhoras!!!

Agora, para as que viram a cena de Insensato Coração de ontem entre Rafa e Vinícius levantem a mão \o/\o/ se concordam que o texto do autor foi bem escrito.

Caramba, ao ver fui remetida para cá, para as diversas postagens. O troll do Vinícius sendo escurraçado. Ah, sem falar que logo depois foi discutido a questão do aborto, afinal a Cecília foi vítima de um estupro sim. Mancou ao beber demais, mas isso não dava direito de ser usada , além de dizer não várias por várias vezes antes.

Apenas para relatar que nem tudo na TV é descartável!!!

Abraços

Paula disse...

Não vim falar sobre a grande utilidade do post e sobre o quanto é bacana que o blog seja utilizado dessa forma didática.

Vim só contar uma novi pros mascus de plantão que quase ninguém fala: 90% de vocês são ruins de cama. Pois é, minhas piores experiências sexuais - e das mulheres com quem converso sobre também - foram com homens exatamente com essa opinião quase que primata sobre o sexo.

Então, sabem a última vez que vocês acharam que estavam ahazando? Ela provavelmente estava fingindo. Beijos.

Anônimo disse...

Acho engraçado esses anônimos que acham que toda mulher que não ache o homem um ser superior ou queira fazer sexo 24 horas por dia é lésbica.
A moça teve um problema sério e o que eles fazem? Atiram pedras! É muita falta do que fazer mesmo...

e desculpa aí se não precisa ficar horas na cama e ainda assim sempre satisfez suas mulheres, senhor pica das galáxias. Muita pena de todas elas que tiveram que fingir que gostaram pro machinho parar de encher o saco.

Blanca disse...

Que raiva do ex dessa mulher. Putz. IDIOTA.

TWO OF US disse...

Bom, os dois caras que argumentaram, poderiam dizer seus nomes para eu me comunicar com eles.
Mas vamos lá:
a) Eu penso que vocês necessitam urgentemente aprender a interpretar um texto;
b) não foi falado aqui sobre frigidez do sujeito do feminino;
c) não mencionei ser culpa do homem o fato da mulher passar por alguns problemas na relação sexual;
d) posso escrever, dialogar sobre vaginismo porque sou, antes de tudo, alguém que se importa com o problema do outro.
d) sou mulher e faço amor, com muito tesão, com uma mulher que amo e muito! E, exatamente por isso, entendo de de DUAS vaginas! ( para sua informação, há uma grande variedade de vaginas...Você sabe o que é um clitóris? Não? Sugiro acariciar, olhar, beijar, chupar mais a vagina de sua companheira);
d) sou mulher e lésbica!
E) Beleza é um critério muito pessoal. Mas eu me olho no espelho e me acho tão bonita, sabe! Verdade! Acho que recebi elogios demais e me convenci que sou mesmo uma mulher bonita. E não me via assim há alguns anos. Também recebo elogios de algumas pessoas sobre minha sensualidade e charme, além de gostarem da minha simpatia, apesar de ser um pouco tímida. Mas enfrento este meu lado porque eu realmente gosto das pessoas. Muitas vezes tenho que ser muito educada para dizer não a um cara que deseja me namorar, pois eles não sabem da minha orientação sexual. Meu jeito de me vestir, de arrumar meus cabelos e de me maquiar, não se encaixam nos esteriótipos que a sociedade lê a mulher lésbica. E a minha companheira, idem. Ela é muito linda e muito charmosa!
f) Se vocês pudessem amar uma mulher verdadeiramente, iriam gostar de ouvi-la por muito tempo e ainda dizer palavras saborosas no ouvido dela. Mas é preciso ter muita sensibilidade e criatividade, algo, pelo visto, desconhecido para certos homens.
g) Corrigindo suas palavras: não se mete em nenhuma vagina, em nenhum ânus, caro! Se penetra com delicadeza. Seu pênis não é uma faca, uma arma, um pau. Sim, já pensaram nesta palavra "pau"? Terrível, não?
h) Seria maravilhoso que você pudesse ter tido abraços, beijos, carinhos, colinhos, afagos nos cabelos, afetos de seus pais ou de quem te cuidou. Com certeza você seria um homem tão interessante! Mas sempre é hora de mudar. Já se abraçou hoje? Já abraçou um amigo, um amiga hoje? Tente, é super gostoso! Faz um bem enorme pra'alma!
i) Talvez você não tenha deixado espaço para uma mulher reclamar do seu desempenho na cama, uma vez que não há diálogo, não é?
j) Lembre-se: muitas mulheres mentem sobre sentir orgasmos e fingem, pois foram ensinadas a satisfazerem um homem.
k) Não preciso fazer amor com um homem para entendê-lo. E, com licença, não sinto atração sexual pelo sexo oposto. Por exemplo, no desenho animado he-man, nos idos dos anos 80, eu não estava nem aí para ele, meu lance era a She-Ra! Tanto é que em uma dos meus aniversários, a ambientação foi sobre ela e me vesti de She-Ra, graças ao meu vozinho que descobriu uma costureira para fazer a fantasia! Os adultos acharam que era coisa de menina feminista, já que eu andava lendo alguns livros sobre o assunto, pois uma amiga de um irmão mais velho era feminista e eu fiquei curiosa sobre o assunto; ela me emprestava os livros e eu li, mesmo sem entender muita coisa. O que eu e eles não sabiam, é que eu já sentia algo pelas mulheres. E com sempre fui fiel aos meus sentimentos, jamais namorei um homem!
Mas eu tenho irmãos e dialogo muito com eles. Assim, penso que sei um pouco sobre homens.

Teria mais para escrever, mas irei me vestir, pois irei jantar fora com meu grande amor, com minha companheira!

Sou mulher, sou lésbica, sou feminista! Sou feliz!


E se quiser dialogar comigo, estou aberta a isso. Meu e-mail

duasartistas@gmail.com

Beijos e abraços apertados!

Anônimo disse...

engraçado como num post justsamente sobre saúde e problemas relacionados a atividade sexual. Não deve ter sido facil para autora resolver seu problema ainda mais com aquele primeiro namorado.

Mas como sou homem tenho que falar po, que mulher que já teve paciência com homem que faz sexo mal, que brochou, com ejaculação precoce?

O defeito do primeiro namorado dela muitas mulheres podem ter tb. Da impaciencia ou intolerância ao parceiro que passa por um disturbio sexual.

Claro o homem tem a vantagem tremenda de não ser violentado pela mulher. E isso acho que alguns desses homems que escrevem aqui não percebem.

TWO OF US disse...

Algo mais: é uma grande pena olhar o outro com estereótipo. Conviva mais com as pessoas e saiba o que é uma lésbica, caro anônimo!

Priscila Valdes disse...

Muito bom! Muito bom mesmo..

Dalia disse...

Me identifiquei muito com o texto e alguns comentários aqui... Não tenho vaginismo, mas demoro muito a ficar excitada e não sinto muito prazer no sexo. Até hoje nunca tive um orgasmo, mas já fingi muito na cama...

Acho que isso tem muita relação com nossos parceiros. Sempre tive namorados a que eu me sujeitava de alguma forma, aceitando fazer coisas que não queria só para agradar e sem coragem de admitir pra mim mesma que eu não gostava daquilo ou que não estava sentindo nada. O atual foi o que mais se mostrou paciente e realmente interessado que eu também tivesse prazer, e o único que me disse que não iria fazer sexo comigo se eu não estivesse com vontade.

Ainda estou longe de ter uma sexualidade plena, como uma outra leitora falou, mas acho que estou me descobrindo muito mais agora e conseguindo definir com mais clareza do que eu gosto como eu gosto (porque isso nem sempre á fácil). Acho que ter uma pessoa que te entende e apóia ajuda muito nessas horas.

Obrigada à autora e às outras leitoras por compartilharem as experiências aqui e à Lola por ter esse espaço maravilhoso que possibilita isso :-)

patricianardelli disse...

Só para frisar que vaginismo não é apenas uma questão psicológica,
alguns problemas físicos podem levar ao desenvolvimento de vaginismo, como a candidíase de repetição, por exemplo.

Jamille disse...

Eu admito que não sabia da existência deste problema. Mais uma vez o blog da Lola e seus guest posts trazendo informações de extrema importância para a sexualidade feminina.

Li todos os comentários também. Incrível como este blog tem ótimas comentaristas, sempre aprendo mais.

Para as mulheres que sofrem com o vaginismo deixo o meu carinho e desejo de superação.

Barbara disse...

Fiquei surpresa com a quantidade de gente que nunca tinha ouvido falar em vaginismo....eu ouvi isso no colégio, na parte de educação sexual, muitos anos atrás.

Mesmo textos superficiais de revistas costumam mencionar que dor no sexo não é normal e o médico deve ser procurado.

denise disse...

Tenho um pouco de dor quando faço sexo, mas a vontade de ter prazer é tão grande que ignoro totalmente, brinco com meu amor, e digo que ele tem um anestesico no pau rrrssss, e pior é que embora eu goste de sexo oral, não é meu preferido, e me realizo melhor com a penetração, mas depois que tudo acaba, ai sim sinto dor, e tenho que fazer banhos com um remedio em pó que o meu médico receitou, assim tenho levado essa situação, gostaria que fosse diferente e não ter esse tipo de problema, alias eu não tinha com meu outro companheiro, as vezes penso se o meu atual é quem gera esse problema, mas quer saber num troco ele por nada rrrssss, mas por tão pouco que eu passo fico imaginando o drama de quem realmente tem q lidar com essa doença do vaginismo, que eu ja havia ouvido falar justamente porque andei pesquisando sobre dor nas relações, e vi alguns artigos sobre isso, vi um filme a esse respeito tb, em que uma mulher tão desesperada para se curar se submeteu a uma operação, e mesmo assim não teve resultados.

Anônimo disse...

Encarar o problema de frente? se tem um cadeado psicologico na xana, manola me diz aí

Barbara disse...

*Amo* esses homens que dizem que se a mulher não sente prazer é porque é frígida, e que ele nunca ouviu reclamações, porque ele é muito bom de cama!

Comédia pura. Vamos lembrar de Harry e Sally, homens gostosos demais que fazem a parceira gozar cinco vezes. Fingir um orgasmo é a coisa MAIS FÁCIL DO MUNDO. Tem gente que finge pra coisa poder acabar logo. Mas esses garotinhos são tão inocentes!

:D

Anônimo disse...

Fiquei de bauduco quando contou como ele a comeu

Nana disse...

"Mas como sou homem tenho que falar po, que mulher que já teve paciência com homem que faz sexo mal, que brochou, com ejaculação precoce?"

Isso é verdade, moço, rola uma frustração sim. E tem mulher que deita e rola em cima disso, conta pra todas as amigas, bota no orkut e joga o cara lá pra baixo. Tem mulher sacana sim. Mas acho que você já ouviu muito mais casos de mulheres apoiando seus namorados que falharam do que homens apoiando suas parceiras.

Por isso é importante perceber que o machismo atrapalha e muito tanto as mulheres COMO OS HOMENS. Se essa obsessão por virilidade não existisse, não haveria essa pressão interna e externa que se abate sobre os homens.

Nana disse...

"Fiquei de bauduco quando contou como ele a comeu"

Imagina você no lugar dela, babaca =D

Bilbo disse...

"ela acha que mulher não gosta de sexo, que só faz pra agradar homem."
Acertou na 1ª errou na 2ª, elas não fazem para agradar mas para manter a moeda de troca

Viram o 1º coment da Dani? e depois mulher gosta de sexo

"Conversamos muito sobre o assunto, ele me deixa à vontade e me diz com todas as letras que não quer fazer com outra pessoa se não for comigo; que não quer fazer sexo sem sentimento, não vai me trair... e isso já dura uns anos... podemos contar nos dedos quantas vezes fizemos amor este ano... é frustrante"
Por isso que vc segura a periquita, ele te deixa segura demais

"Ainda bem que existem homens inteligentes e pacientes"
Para serem feitos de trouxas, como seu esposo né?

"acho que muitos homens tem que compreender o real sentido da palavra companheiro e cúmplice para encarar uma relação"
homens? mulher isso sim

"um exemplo muito comum de como homens estupram suas parceiras e elas não falam nada porque acham que tiveram culpa, provocaram a agressão, mas foi isto, teu ex te estuprou e deveria ir preso e você não tem culpa em nada disso."
Não? se ela não fode nem sai de cima ela não tem nenhuma culpa?te lascar... agora a mulher estorquir o homem pode né? fazer o homem perder tempo e $$ e na hora da "compensação" ela cair fora

"essa teoria do "nível intelectual alto e estar no controle" me parece maluquice tb: como se a possibilidade do nosso controle da situação fosse impedir a penetração"
Maluquice uma ova, a mulher quer sempre alguem superior ela se comporta como vamp, sangue-suga, onde quer sempre tirar vantagem então se o homem não oferece nenhuma vantagem de $$ ou de status ela se sente roubada feita de besta, um exemplo é o numero de mulheres que enche a boca pra falar que não sustenta homem mas exigem serem sustentadas

"Minha mãe também tem uma relação muito estranha com sexo"
tão vendo? mulheres sempre estragando filhos e filhas, só sabem foder(mal sentido mesmo) com o mundo

"Uma pena isso ser tão comum para nós mulheres..."
Anta, viu que são 3 em 100, não? nossa como é comum meu d´us

"Eu já fui tão humilhada pelo meu companheiro... e eu tenho dó dele, de deixá-lo desamparado."
Só gostam dos imprestaveis, Alita explica

"O mais triste é que em vários casos os parceiros ñ são pacientes isso faz com que essas mulheres sofram mais."
'Vão se foderem' quando o homem esta por baixo a paciencia de vcs é muito menor

Lisa Rowe disse...

Mascus, a arma mais eficaz a favor do separatismo lésbico.

Nana disse...

Babacas, babacas everywhere.

Barbara disse...

Bilbo, você acha que uma doença que se manifesta em 3% das mulheres é rara?

Saiba que diabetes atinge cerca de 7% da população e é chamada de EPIDEMIA.

Nana disse...

Bilbo, coisa fofa: se podemos entender que vocês sofrem e às vezes não querem fazer sexo por problemas pessoais, que às vezes broxam, e que muitas vezes têm até mais apetite que nós e cedemos por vocês... vocês podiam entender que não somos monstros avassaladores e que também sentimos dor e medo.

Antes de homem e mulher, somos seres humanos.

Dá pra entender ou quer que eu desenhe?

Barbara disse...

O que eu não entendo é porque o cara que tem tanta raiva de mulher não vira gay de uma vez. Só coloca defeito, diz que dá trabalho, é prostituta, não presta, só sabe fazer homem de trouxa e por aí vai.

Cara, ninguém é obrigado a se relacionar com mulher, não. Se você não gosta, por que fica nesse sofrimento todo? Vai atrás de um homem bem gostoso, e seja feliz!

Dani disse...

Bilbo, você realmente acha 3 em 100 um número baixo? E fico me perguntando porque acha que mulher não gosta de sexo, porque claro, faz todo sentido homens gostarem e mulheres não anatomicamente falando, né?
Acho que se hoje tem tantas mulheres que não gostam a culpa é da sociedade que reprime tanto as garotas, desde crianças. E não venha dizer que não, porque até eu que não considero minha família machista tive uma educação muito diferente da do meu irmão.
E sei lá, senti uma certa raivinha das mulheres no seu comentário, porque elas "só gostam dos imprestáveis".

Acho que o problema da moça do guest post é sério demais pra ficar com certos preconceitos.

Larinha disse...

Hahaha, é que pra virar gay tem de nascer gay, Bárbara. O que ele tem de fazer é adotar o voto de castidade!

A vedrade é que ele fará um favor a todas as suas parceiras em potencial se deixar de se relacionar com elas. Trocar fluidos com uma pessoa que acha que você é uma puta que só serve pra parir e rebolar é uma ideia que me dá nojinho.

Dá vontade de perguntar o que ele diz da mãe dele...

lola aronovich disse...

Giovana, obrigada pelo depoimento. Escreve um guest post pra cá sobre o assunto? É que todo mundo fala do terror que é o câncer e principalmente a quimio, mas ninguém fala desses efeitos colaterais depois da cura q vc falou — coluna, estômago, enxaqueca, patologias psiquiátricas, vaginismo... Parece assustador. Fico muito feliz que vc conseguiu superar o câncer, a quimio (tá na hora de encontrarem um tratamento menos tenebroso, não?), o vaginismo, e que seu marido te deu todo o apoio. Parabéns aos dois!


Anônimo das 18:04, adorei isso: “o camarada diz que a menina lésbica não pode falar de vaginismo porque nunca fez sexo com um homem; e ELE, que nem vagina tem, se sente no direito de opinar?”. Até tuitei. O tema q vc propõe é muito interessante, esse de mulheres que nunca tiveram orgasmo. Por favor, se alguém se habilitar a escrever, é só mandar um email, que eu publico anonimamente: lolaescreva@gmail.com

lola aronovich disse...

Daní, querida, não sei, fica ao seu critério. Se vc quiser fazer um post básico de “perguntas mais perguntadas ou temas mais discutidos no meu blog sobre sexo” (e responder essas perguntas), já parece bom. Se só quiser falar sobre sua experiência em ter um blog que fala sobre sexo, belê. Se quiser escrever sobre algum assunto interessante relacionado a sexo, tb.


Carol, comentário perfeito: “Esse tipo de atitude feminina, de procurar se adequar ao parceiro independente das suas próprias vontades, é um comportamento feminino tão comum e socialmente alimentado, é triste. Portanto acho importante chamar atenção para esse fato, pois acredito que TODAS as mulheres sofrem ou já sofreram com isso.” Concordo. A gente faz muita besteira. Bom, também acho que homem faz muita besteira por amor, mas a gente tá bem mais condicionada pra isso. A gente é ensinada a servir e ser altruísta. E, na hora do sexo, é comum por o nosso desejo e prazer em segundo plano...

Barbara disse...

A mãe dele é santa, certamente. Sempre assim, há dois tipos de mulheres: as santas e as putas. A mãe costuma ser santa, todo o restante é puta.

Eu indicaria terapia, mas sei lá se resolve.

lola aronovich disse...

Two of Us, quero transformar seu comentário aos trolls em guest post e publicá-lo, posso? (aí eu o tiro daqui). Adorei!


Bauduco? O que é bauduco? Troll, vc tem um pinto ou um panetone? Se tiver um pinto, troque por um panetone. Capaz de assim conseguir satisfazer sua parceira (ou arranjar uma, o que é mais provável).

Dani disse...

Eu devo estar ficando neurótica, porque o jeito desse Bilbo escrever é EXATAMENTE igual ao de um cara que conheço, até a raivinha reprimida de mulher é igual. hahahhahah

Larinha disse...

Sabe o que é mais triste, Bárbara? É que a "santa" da mãe dele também dve ter ajudado a incutir essas ideias na cabeça dele. Triste mas verdade: muitas mulheres são machistas *mesmo*,e não se dão conta. u.u

...a não ser que a mãe dele tenha sido "puta", aí é melhor terapia...

lola aronovich disse...

Bilbo, vc conseguiu resumir toda a ideologia mascu em um comentário. Não sei por que os seus coleguinhas escrevem tantos posts em dezenas de blogs pra dizerem o que vc disse em tão poucas linhas. Quer dizer, vc foi um tanto repetitivo, e ocupou boa parte do espaço copiando comentários de leitoras, mas ainda assim... E vc culpa a sua mãe por te estragar tb?


Pois é, gente, pelo jeito vaginismo é um tabu enorme mesmo. Sabem que outro tema é tabu e nunca foi tratado aqui (pela minha falta de experiência)? Fingir orgasmo, ou não tê-lo. Ah, e depressão pós-parto. Fico impressionada como isso, que é tão comum, raramente é assunto. Se alguém já passou por isso e topar escrever um guest post, agradeço.

Niemi Hyyrynen disse...

Tambem gostaria de saber o que é "bauduco".

O que significa essa expressão é alguma giria?

Liana disse...

Two Of Us, eu também adorava a she-ra rs E quando eu era criança minha boneca namorava outra boneca o que para mim, era muito natural. Minha família ficava de cabelo em pé rsrs Muito pheena a sua resposta, acabou jogando pérolas aos porcos mas é isso aí.. A esperança morre por último. Quem sabe outros se sensibilizam.

Vir aqui bagunçar o coreto só mostra o quanto estão incomodados. O problema de se ter um ego gigante é que ele é facilmente atingido, não precisa nem de esforço.
O 'macho' sabe lidar com um igual ou com uma mulher submissa mas morre de medo de mulheres independentes pois fogem completamente ao seu entendimento e controle.

Lola comentou primeiro rsrs Bauduco, Panetone

Liana disse...

Musiquinha para embalar os mascus:
Menudo (Por favor, atenham-se ao refrão)

Canta, dança, sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive, como eu
Pula, grita, ô ô ô ô ô ô...

Não segure muito teus instintos
Porque isso não é natural
Sai do sério, fala Alto, dá um grito forte,
Quando queira gritar
É saudável, relaxante, recupera
E faz bem pra cabeça
Por isso
canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô

Vá em frente, entra numa boa
Porque a vida é uma festa
Não controle, não domine, não modere
Tudo isso faz muito mal
Deixe que a mente se relaxe
Faça o que mandar o coração
Por isso
canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô

Não se reprima (3x)

Não se reprima (2x)
Pode gritar

Não se reprima (3x)

Dança, canta, sobe, desce, vive, corre e pula como eu!

Canta, dança, sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive, como eu
Pula, grita, ô ô ô ô

Chega de fugir, de se esconder
E de deixar a vida pra depois
Não persiste mais, se o mundo gira,
O tempo corre, nada vai te esperar
Entra de cabeça nos seus sonhos
Só assim você vai ser feliz
Por isso canta, dança, grita, ô ô ô ô ô ô

(Eu juro que eu queria cortar algumas partes da música para só dar uma ideiazinha mas achei tudo tão pertinente..)

mundomel disse...

Em primeiro lugar devo dar os parabéns à Anômina autora desse post, que teve coragem de se contar sua história difícil. Tenho certeza que serviu de alerta para muitas mulheres que têm problemas sexuais e que muitas vezes nem sabem, achando que tudo é culpa delas.

A verdade é que nós mulheres somos bombardeadas com a idéia do sexo perfeito. Revistas Marie Claire que o diga: temos que fazer posições incríveis, temos que ser ótimas. E pior: tem que ser isso sempre. Nada de "não quero hoje", nada de "não to a fim". Essas revistas raramente abordam problemas sexuais, e quando abordam, é de uma maneira rala do tipo "vá ao médico", o que sinceramente, só corrobora a idéia de que o troço é uma doença maldita e que "a culpa é toda minha".

Quantas mulheres nunca tiveram um orgamos? Quantas mulheres sentem dor sempre que têm uma relação? Quantas mulheres têm vaginismo e nem sabem? Nem mesmo as amigas? A verdade é que ninguém quer falar sobre isso. Ninguém discute essas coisas.

E eu concordo com o comment de uma leitora aqui: sexo tem que ter conversa. Tem que falar, tem que discutir, dizer o que gosta e não gosta. Tem que descobrir. Sexo não é só penetração. E nem deve ser. E os trolls que comentaram as coisas horríveis por aqui provavelmente nunca fizeram sexo: simplesmente colocaram seus pênises em um buraco. O que é muito diferente.

E outra: o que eles tanto fazem aqui? E lendo todos os comments ainda por cima????

E não, impotência sexual não é o mesmo que vaginismo. Simplesmente porque não há dor envolvida, não há tortura, nem possibilidade de violência. Concordo que é um problema que também precisa ser discutido nessa sociedade machista, mas é de outra categoria.

Muitas mulheres se submetem a um tratamento abusivo por parte dos parceiros simplesmente porque consideram que isso é o certo a fazer, que o mundo não é assim. A luta das mulheres em razão da livre expressão (seja ela sexual, profissional, de opinião) tem que ser diária. E todas nós já escorregamos e provavelmente vamos escorregar no futuro. Mas o importante é levantar de cabeça erguida.

Anônima autora do post, fico mais que feliz em saber que você está vencendo e que hoje consegue se enxergar como uma mulher de verdade que merece ser tratada como tal.

Daní Montper disse...

Menudos *-*

Ricky Martin TDB *-*

Não se reprima, não se reprima! \o\o/o/

Eu não sei, para mim nenhum desses temas é novidade, um monte de gente fala sobre isso comigo, mas atualmente o que tem me incomodado é a falta de camisinha feminina no mercado, além do preço, e como é negado às mulheres algo que lhes daria mais controle sobre sua própria proteção, afinal, com a camisinha feminina ela mesma coloca e pode pôr horas antes do sexo, e nada de ouvir ladainhas do parceiro etc.

Niemi Hyyrynen disse...

e o lance do bauduco?

Anônimo disse...

"Isso é verdade, moço, rola uma frustração sim. E tem mulher que deita e rola em cima disso, conta pra todas as amigas, bota no orkut e joga o cara lá pra baixo. Tem mulher sacana sim. Mas acho que você já ouviu muito mais casos de mulheres apoiando seus namorados que falharam do que homens apoiando suas parceiras.

Por isso é importante perceber que o machismo atrapalha e muito tanto as mulheres COMO OS HOMENS. Se essa obsessão por virilidade não existisse, não haveria essa pressão interna e externa que se abate sobre os homens."

Sim Nana, concordo com você! Ta cheio de homem babaca. Tento não ser um deles. Falei disso pq é comum aqui nos comentários ver mulher respondendo aos machistas de plantão que são brochas ou algo do gênero. Isto é, em vez de diminui-lo pelo nivel de seu comentário ataca sua sexualidade. o homenzinho brocha, de ejaculação precoce que vive de "bater punheta"

Anônimo disse...

Também passei por esse problema, na verdade, não estou totalmente recuperada.
Quando da minha primeira vez, namorava um cara mais velho por quem eu era completamente apaixonada. Nosso relacionamento era mt estranho, ele ñ era mt comprometido, mas eu por amá-lo demais e ser uma jovem mt boba, seguia as regras conforme seu jogo. Certo dia ele armou uma situação para ficarmos sozinhos e transar comigo (nunca havíamos conversado sobre o assunto e presumo que ele devia imaginar que eu era virgem). Não estava preparada, tampouco ele foi carinhoso ou caprichou nas preliminares, mas fui em frente e nada acabou rolando como eu gostaria - minha vagina simplesmente travava. Me senti arrasada. Por outros motivos dei um fim nesse relacionamento depois e me envolvi com outros homens e o mesmo problema persistia. Me sentia menos mulher, humilhada... O desejo sexual existia, mas ñ conseguia chegar à penetração. Fui procurar ajuda médica, o que por sinal foi completamente inútil (buscavam apenas causas fisiológicas e hj eu sei que meu problema esteve sempre na mente). E então conheci meu futuro marido. Temos uma sintonia incrível, aprendemos mt um com o outro. Ele foi mt paciente comigo e aos poucos fui "me curando", com sua compreensão e cuidado. Sei que ainda tenho que trabalhar minha sexualidade (fui ensinada sempre que sexo é algo sujo, pecaminoso, principalmente para a mulher e por vezes ainda me sinto culpada, envergonhada por querer buscar prazer), mas olhando tudo que já evoluí nesse sentido, sei que logo estarei livre por completo desse mal. O conselho que deixo para as mulheres que sofrem com isso é para se amarem antes de tudo. Valorizarem a si, aceitarem seus desejos e não se sentirem culpadas por isso. A culpa é, na minha opinião, o maior empecilho para a realização sexual.

Gi disse...

"O que eu não entendo é porque o cara que tem tanta raiva de mulher não vira gay de uma vez. Só coloca defeito, diz que dá trabalho, é prostituta, não presta, só sabe fazer homem de trouxa e por aí vai."

Tenho amigos gays maravilhosos. Não desejaria esses lixos pra nenhum deles. D:

E os mascus fazem a festa! É só abrir os comentários anônimos que eles proliferam.
Se identificar ninguém quer. Assim fica mais fácil abrir as asinhas.

Liana disse...

Niemi, é uma referência à marca de alimentos Bauducco.

Baka disse...

ai gente, q historia incrivel...
nunca tinha ouvido falar de vaginismo, não sei se por ainda ser virgem... mas axei bastante esclarecedor... parabéns pelo post!

Nana disse...

"Sim Nana, concordo com você! Ta cheio de homem babaca. Tento não ser um deles. Falei disso pq é comum aqui nos comentários ver mulher respondendo aos machistas de plantão que são brochas ou algo do gênero. Isto é, em vez de diminui-lo pelo nivel de seu comentário ataca sua sexualidade. o homenzinho brocha, de ejaculação precoce que vive de "bater punheta" "

Eu tô ligada. É aquela coisa: quando você vê alguém cantar muito de galo, é porque provavelmente não passa de pinto. Tipo, muito homofóbico Provavelmnete é reprimido. E por aí vai.

Mas concordo com você, e é algo que as moças daqui deveriam prestar atenção. OUVIRAM MULHERES? É a mesma coisa que uma mulher dizer alguma asneira e os caras cortarem mandando ir pilotar fogão. REBATAM OS ARGUMENTOS COM ARGUMENTOS, NÃO COM ATAQUES PESSOAIS E FALÁCIAS.

Obviamente a maioria responde argumentativamente, mas mesmo no meio desses comentários há uma alfinetada desse tipo. Bom lembrar que chamar alguém de broxa como um insulto é preconceito descabido e machista igual.

O feminismo não é pra prevalência das mulheres. O feminismo é pela igualdade entre os sexos. Sejam justas.

Niemi Hyyrynen disse...

Liana

Eu entendi essa parte, só não entendo o "eu fiquei bauduco".

Como que alguem fica uma marca alimenticia?Bom deixa pra lá.

Nana

Não adianta argumentar com esses caras, eles querem ter o direito de dizer algo e depois ter o direito de que ninguem diga como eles fazem.

Anônimo disse...

Niemi Hyyrynen

"Não adianta argumentar com esses caras, eles querem ter o direito de dizer algo e depois ter o direito de que ninguem diga como eles fazem."

Como assim ter o direito de que ninguem diga como eles fazem?

Venho ler esse blog algumas vezes conhecer o lado feminino, outras ver como nós homens reproduzimos pensamentos e atitudes machistas.

Sim adianta argumentar sim! pelo menos eu estou prestando atenção. o Assunto no post é um problema feminino, nunca tinha ouvido falar. E sabendo dele estou um pouco mais preparado para lidar com alguma parceira que tenha esse mesmo problema. Sim qndo o homem tem seus problemas sua vida num ta la mto facil e ainda é egoista sai falando só dele e se irrita se alguém mostra um problema particular maior que o dele. Mas não é o meu caso. Juro! Aliás prestou atenção que ela que a Nana e eu concordamos em muitos pontos? Presta atenção no que ta em negrito no ultimo comentário dela ; )

Niemi Hyyrynen disse...

Eu não estou tentando criticar ninguem que quer entender a situação.

Estou criticando as pessoas que ficam trollando! Xingando as pessoas, e nao atacando os argumentos...

Por favor...vc entendeu errado

Anônimo disse...

Provavelmente sim, é que seu comentário veio logo apos a resposta da Nana ao meu comentário. Mas tudo certo

Anônimo disse...

Para quem não entendeu nosso amado mascu de estimação:

1. bauducco


Significado: A mesma coisa que ereção peniana.

Exemplo: Fiquei de bauducco quando vi os peitinhos rosados da sua irmã.

fonte: dicionário informal

Laís disse...

Lola e demais.Outro assunto nada explorado é a tal da ejaculação feminina. Descobri que tenho me masturbando, mas ainda me sinto um pouco anormal. Esse assunto é mais tratado como bizarrice em vídeos pornôs, nos quais mulheres lançam jatos abundantes ou tratado como mito. Não é, eu tenho realmente!

Anônimo disse...

Será que eu tenho isso? Eu sou virgem e toda vez que tento enfiar um único dedo na vagina já me incomoda bastante. Mas dois dedos não entram de jeito nenhum!!! Dói muuuuuito. Eu queria perder o hímen antes da minha primeira vez, pq tenho medo de travar na hora da penetração. Mas não consigo. SOCORRO!!!

Anônimo disse...

Me masturbo desde 12 anos e demorei uns 6 anos pra me convencer de que eu tinha orgasmos. Eu imaginava que o orgasmo era algo além daquilo. Porque eu realmente sentia meu coração acelerado, o corpo esquentando, o fôlego alterado, etc. Mas não sentia vontade de gemer, gritar e me contorcer, como mostram na TV e na pornografia. E aquela sensação boa passa muito rápido, não demora muitos segundos. Até hoje não tenho certeza se é possível ir além do prazer que eu sinto, se realmente há algo além do que eu entendo que seja um orgasmo. Às vezes o prazer é mais forte do que outras vezes, às vezes fico mais excitada, às vezes não consigo tocar meu clitóris depois do clímax e perco a vontade de continuar (o que é um pouco frustrante), às vezes eu quero continuar me tocando e sinto o mesmo prazer de novo. Há vezes que o meu corpo relaxa, me dá vontade de rir, o tesão para, mas com satisfação. Então eu acho q isso é um orgasmo e estou satisfeita com ele. Só que tenho essa impressão que dependendo da excitação é possível potencializa-lo.

Quanto a gozar com penetração, acho difícil de imaginar. Até mesmo sentir prazer com a penetração. Apesar de sentir desejo de ser penetrada, o ato em si não é prazeroso como o toque no clitóris e adjacências.

Raquel Dunn disse...

Ah gente, pelamor...
Nao da nem pra gastar explicacao pa esse tal de Dildo, Bilbo, sei la....
Um cara q alem de achar q 3 de 100 eh pouca coisa e q escreve "vao se foderem"???? Ou seja, nem "foder" o cara sabe...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Pedro disse...

Sou um leitor relativamente novo, acompanhei aquele caso do TAS e acabei usando seu blog como referencia pela luta dos direitos do qual sou tão cioso, ainda que de sob as esferas familiares e das tortas amizades.
Quero parabenizar a cara anônima pelo seu depoimento esclarecedor e deixar meu .
Eu sou noivo e estou relacionado com a minha Linda há mais de 4 anos e posso lhes dizer que independente da situação, se houver amor que fica subentendido como a união de carinho, compreensão, companheirismo, empatia, respeito e paciência, sendo a situação da área psicológica ou não, irá se resolver.
No começo de nossa relação tudo era maravilhoso, aquela paixão ardente...mas com o tempo ela veio a sentir dores na relação que só posso descrever pela expressão de angústia em seu rosto, como eu ignorava totalmente o que poderia ser pensei: Tá fazendo doce...(como se chega fácil nessa conclusão), o tempo passou e as transas ficaram cada vez mais raras e não muitas vezes parávamos logo no início, pois continuar e ver que ela estava sofrendo e que ainda assim pedia pra continuar...isso era o pior pra mim e só consigo imaginar o que era pra ela, contudo durante todo este tempo fui descobrindo mais sobre ela e principalmente sobre suas relações anteriores, dos quais algumas foram, no mínimo brutais e outras medíocres, tanto que pude sentir vergonha somente por representar indiretamente (por conta das ações e não fisicamente) a causa de seu sofrimento naqueles momentos e como ela se remoia com receio das minhas prováveis atitudes .
Isso foi me conscientizando e me levou a ajudá-la a sair da neura de ter que me satisfazer, de que, pelo contrário eu a deixaria.
Fomos levando da maneira que dava, enquanto isso ela passou por diversos médicos que diagnosticavam a situação como sendo de natureza psicológica, mas enfim encontramos um abençoado que resolveu realizar alguns exames a mais e há cerca de 1 ano e meio ou 2 anos atrás ela foi diagnosticada com endometriose, quando soube pensei que era algum tipo de câncer e entrei em desespero, mas ela me tranqüilizou e me explicou que ocorre geralmente durante a menstruação, quando células do endométrio, o revestimento interno do útero, são enviadas pelas trompas para dentro do abdômen.
Enfim, depois de 2 meses depois da operação conseguimos nos amar da forma mais física possível, passamos uma dureza, eu passei por uma dureza, mas não tenho palavras pra expressar o que ela sentiu, no que ela pensou, das lágrimas por se sentir menos mulher.
Hoje ela ainda tem raramente certos espasmos e “travadas” por falta de uma palavra melhor e acredito que tenha a ver com vaginismo devido a suas experiências anteriores, contudo temos hoje uma vida sexual plena, livre de temores e constrangimentos, com muito respeito e que sentimos enfim a realização física daquilo que já corria em nosso espírito.

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, parabens a mulher que escreveu esse texto e rompeu o silencio a respeito do assunto. Desejo para voce todo de bom.
Desconfio que tenho vaginismo ou dispaurenia (ou mesmo os dois). Sou jovem, ja fiz analise com uma excelente profissional mas nao conseguia me abrir totalmente nesse assunto, falar dos eventos traumatizantes e etc.
Tenho dificuldade em me abrir com as ginecologistas ou porque querem atender com velocidade porque ganham pouco do plano de saude ou por falta de sensibilidade no trato. Tambem costumam ter uma visao machista do mundo que se reflete no jeito de tratarem a paciente.
Ja tive um episodio de candidiase pesada, que passou mas continuo ruim. Descobri que alguns materiais me irritam, como a lycra, os sabonetes intimos e desconfio que tb o tal do "higicalcinha". Passei para o naturismo dentro de casa, as calcinhas de algodao e agora, vou comecar com o sabao neutro.
Fiz varios exames para identificar uma candidiase recorrente e nao se trata disso. Nunca (melhor dizer ainda nao)tive um orgasmo com penetracao (nem sexo oral). Depois de uma serie de relacoes sexuais com assaduras internas e ardencia prolongada depois do ato, perdi o tesao.
Estou muito deprimida e confusa. Tenho vontade de chorar ao pensar no assunto. Preciso recorrer a um sexologo, porem sou economicamente dependente (meu parceiro tambem) e tenho vergonha de falar para os meus pais, que por outro lado, topariam pagar para mim outro analista (nao precisaria entrar no ponto dos problemas sexuais). Alguem em Belo Horizonte poderia me indicar um sexologo de confianca que possa me atender e eu consiga manter esse sigilo? Nao consigo abrir para os meus pais que tenho problemas sexuais porque nao quero abrir esse espaco de intimidade com eles. Tambem porque tenho e tive uma educacao bem machista.
Obrigada.

Daní Montper disse...

Atacar com argumentos o que trolls falam e não sacaneá-los? Qual a graça? São trolls!

Laís de 00:34
Já escrevi sobre a ejaculação feminina, se quiser dar uma olhada: Ejaculação Feminina

Anônima de 01:36
Quando somos virgens é mais complicado mesmo, e você sentir desconforto quando coloca um ou dois dedos não significa que esteja com vaginismo. Talvez você deva buscar se excitar mais e masturbar primeiramente seu clitóris e quando estiver bem lubrificada (molhada) brincar com a entrada da vagina, pois é uma área muito sensível, e quando sentir vontade de enfiar um dedo, colocá-lo aos poucos, enquanto faz movimentos circulares na entrada e masturba o clitóris. Claro que isso tudo em um local tranquilo e que ninguém possa te perturbar.

Anônima 02:43
Legal que já tenha se descoberto assim, muitas nem tentam.
As sensações variam muito e não é como em filme pornô mesmo, tenha certeza disso.
A intensidade do orgasmo varia de orgasmo para orgasmo e tem algo que pode intensificá-lo sim, experimente pressionar o clitóris ao mesmo tempo em que pressiona o ponto g (um local com textura diferente que fica na vagina, uns 5 cm dentro, bem perto da entrada. Com você deitada de costas na cama, teria que colocar o dedo médio com a palma da mão virada pra você, como uma concha, pois ele fica na parede interna na direção da vulva. Sugiro que experimente por vibrador (fino mesmo) para pressionar essa região - não é para colocar e tirar, é para pressionar e soltar, pressionar e soltar), faça isso até que tenha orgasmo. Mas lembre-se que tem que estar excitada, então imagine algo que te excite muito.

TWO OF US disse...

Sim, Lola, pode publicar como guest post.
Aliás, seria muito interessante mais post sobre a questão do corpo da mulher, da nossa sexualidade. Lendo os coments, percebi que apesar de tanta informação, de tantas conquistas nossas, ainda há muitas mulheres (e mulheres jovens!) que se submetem ao homem para agradá-lo, mesmo que seu corpo diga não ao desejo do companheiro. Muitas silenciam e, pela educação recebida, pensam ser este o único caminho. Por isto mesmo, Lola, penso ser este blog um espaço maravilhoso para dar voz ao sujeito do feminino.
Escreva, Lola, escreva!

TWO OF US disse...

Dani Montper, que maravilha você escrever sobre sexualidade da mulher! Irei te ler e divulgar teu blog.
Obrigada pela vontade em ajudar nossas queridas! Veja quantas meninas jovens estão aqui. Estou na casa dos 30, quase chegando na casa dos 40, e fiquei realmente triste em saber que há tantas meninas com vontade de ser feliz na sexualidade, mas que ainda trilham caminhos tão parecidos das nossas avós.
Meu desejo é que todas as mulheres ( e homens claro!) sejam livres, libertos de amarras impostas para aprisionar o ser humano...O ser humano, tão lindo, tão rico, mas, muitas vezes, tão perdido em um mundo pintado de (in)verdades falaciosas.

Daní Montper disse...

TWO OF US, valeu!

Eu não tenho escrito mais tem um tempo, mas estou pensando seriamente voltar - o problema é o tempo, pois gosto de estudar o que escrevo para não falar besteira e prejudicar ao invés de ajudar =)

tenho pensado em fazer algo mais chamativo, com vídeo e tal, mas não sei de ninguém que possa me ajudar nessa área e por isso desanimei também, pois queria levar a outro nível.

Enfim, meu objetivo era ajudar meninas e mulheres, e homens também, sobre o universo sexual, pois sempre achei que estávamos mal nesse tema - que sei o que sei porque vou fundo mesmo desde cedo no tema.

Gabriele disse...

Gostei de ver comentários de pessoas falando que os problemas psicológicos não podem ser vistos como problemas menores do que os físicos. Ponto pros leitores do blog!
Como estudante de psicologia quase formada, realmente tenho que reconhecer que a formação que tive para tratar esse tipo de problema específico é meio fraca (claro, estou falando no caso específico da minha formação, pode ser que existam faculdades que tenham disciplinas que enfoquem melhor isso na graduação). E não são muitos os profissionais que buscam melhorar sua formação nessa área. Se a pessoa tiver acesso a um profissional que tenha maior formação em sexologia, claro que é melhor. Outra coisa importante é algumas vezes - tanto no caso dos transtornos femininos quanto nos masculinos, quando existe uma relação séria - é importante que o casal busque acompanhamento, e não apenas "@ problemátic@" (muuuuuitas aspas nessa hora). Às vezes, é importante se tratar a relação. E o caso do guest post realmente demonstra como é importante que o parceiro seja compreensivo nesses momentos.

Anônimo disse...

Nossa, fiquei impressionada com a quantidade de comentários dizendo que não sabiam da existência do vaginismo.
Mas pendei: eu também não tinha a menor ideia do que era. Até ter. E mesmo assim, somente fui descobrir que se tratava de vagismo, após alguns anos já sofrendo com o vaginismo.
E, pior, ainda tenho. Não sei se vou curar, mas faço tratamento com psicoterapeuta.
Às vezes é tão difícil de lidar com a situação, pois eu não consigo entender porque tenho (minha vida sexual começou muito bem obrigada! Durante alguns anos nunca tive nenhum problema na hora da relação sexual. Até que, sem explicação alguma, sem nenhum evento marcante, não consegui mais fazer sexo), e se eu não consigo entender, como esxplicar para alguém? Como seu companheiro vai entender?
Muitas vezes passei pela seguinte situação: ficava simplesmente apavorada só de pensar em dormir com meu namorado e ele querer fazer alguma coisa. O ritual era sempre o mesmo, a gente ia dormir, eu já estava nervosa com a possibilidade, e ele vinha, tentava chegar mais perto e vai lá....eu tentava, não porque queria, mas porque não queria, mais uma vez, dizer não. E, é claro....não dava certo. Resultado, ele fingia que estava tudo certo, e acabava dormindo, e eu, depois de horas acordada me torturando pelo que havia acontecido, também acabava dormindo. No outro dia, ninguém tocava no assunto. E, mais uma vez, eu já começava o dia apavorada com a ideia de todo o ritual ter que se repetir novamente na noite do dia que estava começando.
O que mudou hoje? Além de fazer tratamento, meu namorado está mais compreensivo, bem mais. Mas não, não estou satisfeita nem feliz com minha vida sexual e com as implicações que isso gera em vários outros aspectos da minha vida.
Isso não é tudo, mas até para falar do assunto é ruim, então....fico por aqui.

Liana disse...

Acho que o que o moço lá reclamou foi de alguns comentários depreciativos. Ejaculação precoce e efins merecem tanta delicadeza no trato quanto assuntos como vaginismo, depressão pós parto etc. Também acho que isso deve ficar de fora.
De resto.. não vejo como argumentar com determinadas pessoas. Prefiro curtir com a cara dos trolls.

Tô gostando de ver que apesar de tudo têm um bocado de garotas que já iniciam a vida sexual com algum conhecimento do próprio corpo, já tendo se masturbado, buscando informações.. Isso é muito bom.
Tem muita mulher que só dá uma boa olhada na própria vagina depois que um homem já fez as honras. Fica difícil ter uma sexualidade plena quando a vergonha embota a curiosidade ou quando a mulher acha que outra pessoa vai ser um canal para ela mesma se enxergar.
Daní, dei uma olhada lá, gostei das figuras, muito explicativas :)

menina_pati disse...

Chorei com o post mas apesar disso - ou talvez por isso? - aplaudo a coragem da moça de escrever a respeito, de forma sincera e para publicação na internet.

Temos de parar de ficar quietas, e começarmos a dividir nossas histórias pra juntas sermos mais fortes.

Alexandra disse...

bom, não vou escrever sobre o vaginismo, mas sobre viver nesse mundo e s t r a n h o...eu tenho duas filhotas, a mais velha acabou de completar 7 anos e percebo que coisas novas estão chegando com a mudança de fase, ela vai deixando de ser menininha e está se tornando minha "meninona".

está semana fui surpreendidacom o seguinte fato, ainda estou aborrecida e perdida com o que vamos "enfrentar" pela frente: coloquei uma roupinha antiga dela para ir para a creche, de lá ela coloca o uniforme para ir à escola. Mas me disse "mamãe está blusa tá curta, aparece a minha barriga"...respondi "ah, que isso, não tem problema, logo vc vai trocar, é só por agora"...Mas quando saíamos pelo portão vi que ela estava ajeitando a blusa para prender na calça, fiquei só observando. Logo mais quando fui buscá-la para levar para a escola, ela puxou assunto sobre a blusa, veio me dizer "mamãe eu não queria usar a blusa com a barriga de fora, pq eu sou gordinha e as pessoas vão rir de mim"...mãequeapariu, caramba, passei igual uvapassa..."minha filha mas quem tá rindo de vc?" "ah são as crianças do transporte escolar" "outro dias na escola a colega tal não quis me dar um pedaço do lanche dela, deu só para a sicrana, pois ela disse que eu sou gorda"....
tô matutando isso desde então, cacildis, que mundo é esse que cria monstrinhos tão perversos? sim, foi meu primeiro pensamento, pois de gorda minha filha não tem nada, penso então o que é feito das crianças, as gordas, as magrinhas, as feias, etc...
ai, nem sei ainda por onde começar, mudar de escola? mudar o transporte escolar? mudar pra Marte?...andando pelas ruas tento me lembrar de quando era criança, não tinha nem noção de que nosso corpo servia para qq outra coisa que não fosse brincar e agora tenho uma filha que acabou de completar 7 anos e já está incomodada com o corpo por causa de uma pressão externa, de falta de noção sobre educação infantil de sei lá quem que estimula essas questões e atitudes em CRIANÇAS que mal saíram de casa, que estragos elas ainda vão fazer na vida adulta, to chateada mesmo com as pessoas que "educam" crianças pra fazerem "troça" com o corpo de outras...ai sei lá, ainda estou digerindo o que aconteceu, sem saber por onde lidar com isso...

Daní Montper disse...

Alexandra, entendo bem isso. Minha sobrinha, até então com 3 anos de idade, estava fazendo balé na escola depois das aulas com outras meninas de 4 e 5 anos e uma vez quando as meninas estavam todas arrumadas esperando para irem para a aula, com as mães reunidas, uma das mães falou o seguinte "fulaninha, que barriga é essa? ponha pra dentro" e mãe da meninas comentou algo do tipo "é que ela tem comida muita besteirinhas, viu, não falei que tem comer comida e não besteira?" e aí todas as meninas passaram a comparar as barrigas uma das outras, e a primeira mãe soltou, a sicrana é a mais esbelta, não tem nenhuma barriguinha".
Eu me revoltei quando vi minha sobrinha olhando para a barriguinha dela tentando encolher para ficar igual a sicrana e longe da fulaninha que foi chamada atenção por causa da barriga.
E todas as meninas era magras, a tal da barriga é aquela normal de criança, e a que não tinha nenhuma barriguinha era uma menina muito, muito magra!

Nesse dia me estressei terrivelmente com essas mães desvairadas que querem que meninas de 3 a 5 anos se criem anoréxicas... Falei até em denunciá-las ao conselho tutelar por terror psicológico e maltrato.

Ághata disse...

Nossa, passei mal lendo este guest post. Lamento muito toda a violência que a autora sofreu...

Na verdade, já sabia o que era vaginismo faz muito tempo, principalmente por pesquisar e estudar sobre violência sexual. Fiquei surpresa pelo fato de tantas pessoas desconhecerem - e ainda assim se acharem bem informadas.

Agora...

1. Acho o Fim qualquer pessoa vir aqui num blog feminista Exigir que as Mulheres/Feminista tenham paciência e argumentem com vermes que, apesar de lerem o guest post pesado como este, vem esculhambar a autora e desviar o assunto do post para os mimimis eternos dele e centrar na sua suposta espetacular performance sexual.
E, para evitar dúvidas, este comentário, sim, é direcionado a alguém, tá, Nana?

2. ...
[Contando até 10...]

...posso saber exatamente no quê vaginismo tem a ver com impotência?
É comum não saber o que é impotência sexual? Não se fala muito por aí sobre o assunto? A frustração do cara é a mesma que a de uma mulher com vaginismo? Ou o cara sente dores excruciantes quando fica impotente também?

Comparar a reação feminina aos problemas sexuais masculinos com a reação masculina com os problemas sexuais femininos foi outro Epic Fail. Quer dizer, até que seja comum os homens sofrerem violência psicológica, moral, física e sexual por parte das mulheres por causa disso.
Aí, sim, a gente conversa.

Meo deos, bonitinho como os rapazes gostam de desviar o assunto pra falar sobre eles mesmo quando o assunto não é sobre eles.

Falta de parâmetros para analogias Rules!

Torra disse...

Espero um dia me realizar sexualmente, acredito que a minha autoestima e o *envolvimento com cafajestes* tem total ligação com esses problemas.

*Como é bom quando acham o que procuram né?

é uma disfunção não muito freqüente e geralmente acomete mulheres com um nível intelectual alto, de boa situação econômica
*Aí diametralmente oposto temos o fato das mulhes terem mais orgasmos com homens ricos

o abc da saúde que me desculpe, mas essa caracterização é muito cretina.
*qual sua autoridade no assunto? as coisas não são como queremos temos de aceitar a natureza

estamos todas juntas buscando uma solução pra isso e pro que vier pela frente. Força!
*humm trocadilho mode on

Fico feliz em saber que hoje ela encontrou um cara bacana, porque eles existem sim e não são tão raros como andam dizendo e que se respeitar é o primeiro passo.
*Já garotas bacanas são muito mais raras do que dizem e parece

mas a relação não ia além de carícias e outras práticas sexuais sem penetração.
*e se achava virgem¬¬

tentei outras vezes não com o mesmo cara e o desconforto permanecia.
*Bitch pq não procurou um japones ou um molequinho rs

Mas, pelo que converso com as pessoas, imagino que nós mulheres somos muuuuuuito mais pacientes com os problemas sexuais dos parceiros do que vice-versa
*¬¬ sem coments

Denise disse...

Alexandra,

Eu tenho uma filha completando 1 ano agora e já morro de medo dessas coisas. A paranóia com o corpo está uma coisa doentia.
Ainda não sei como lidaria com isso...

Simpatizo com você...

Anônimo disse...

Nunca tinha ouvido esse termo, mas sofri disso durante anos. Td mudou depois q conheci um cara compreensivo, respeitoso e honesto. Nós nos amamos, mas acho q não é só amor q faz com q ele seja tão compreensivo e carinhoso até hj, é caráter. Tenho certeza q ele não agiria de forma bruta mesmo se fosse só sexo casual. Pra agir assim tem q ser machista e não ter respeito pelas mulheres. Chorei lendo o post.

Anônimo disse...

"me senti maltratado por essa mulher lésbica e muitas outras que ficam escrevendo dizendo que a culpa é dos homens. Nunca uma mulher reclamou de mim. Nunca deixei de satisfazer uma mulher.
A gente tem que fazer o que mais? a culpa é sempre nossa?"
Onde está escrito seu nome, seu paranóico?

Ághata disse...

Esses MasCUs tem uma empatia que beira o absurdo - e problemas psicológicos e emocionais Muito Mal resolvidos. Desse jeito, fica realmente impossível se relacionar com outras pessoas - no máximo, conseguirão abusar desa outra pessoa.

Anônimo disse...

Nossa, muito bom o post! E os comentários, também, ótimos.

O texto, na verdade, me deu uma dúvida: tenho muita dificuldade com penetração. Não sei se é vaginismo, ou se pode ser algum outro problema (lubrificação, parceiros que não cooperam muito etc).

Pra mim, o "ideal" de penetração sempre foi algo meio: se você estiver excitada, o pênis não vai emperrar. Mas desde o namorado com quem tentei a penetração (já fazíamos outras coisas que não ela), foi assim: sangrou. Achei que era o hímen, mas a coisa se repetia com outros homens. Uma vez inclusive me cortei e fiquei uns dias sangrando, fui para o hospital e o médico perguntou se tinha sido forçado, e disse que não precisaria de pontos. Fiquei desesperada ao saber da possibilidade de ter que COSTURAR minha vagina. E minha ginecologista ainda falou que era o HIMEN (e um médico lá ia dizer que eu poderia precisar de pontos no himen??).

Até que encontrei um parceiro que, ao saber que eu era "virgem" (entre aspas pois sexo não se resume à penetração), foi super paciente, falou que a gente ia devagar, a gente podia usar lubrificante etcetc. No começo, até com os dedos doía.

Depois, descobri que doía porque a cada penetração, o períneo acabava ficando machucado (e por isso o outro médico havia falado dos pontos). Quando fizemos mesmo a penetração, ele não ficou cortado, só um pouco inchado e dolorido (a penetração não foi lá a melhor coisa, mas também não doeu forte nem nada).

Será que isso se deve ao vaginismo tb? Quando finalmente relaxei, rolou a penetração, não foi a melhor coisa, mas acho que a primeira vez tb nunca é aquela coisa linda né. Também me disseram que se o períneo fica machucado, provavelmente é por falta de tato do parceiro. Com este último, em uma masturbação nada delicada (até tive que pedir pra parar), numa das últimas vezes em que ficamos, machucou meu períneo. Pode isso?

Bilga disse...

por coisas da personalidade dele - inveja de qualquer sucesso meu, tentativas me podar... Tratei o problema por muito tempo, com cremes, banho de assento, e nada melhorava. Mas logo depois que terminei esse namoro, ficando com outros caras e até com o meu novo excelentíssimo, o problema sumiu, sem fazer nenhum tratamento, e nunca mais apareceu! Não é interessante? hauhauhahauahu
*Não me parece novidade, já lí muito sobre e é aquilo que vc tentou contestar, mas sem sucesso

Essa questão de agradar o nosso homem, tão ensinada desde sempre, nos coloca em situações desconfortáveis e até mesmo violentas, emocionalmente ou fisicamente.
*agradar o homem ou medo de perder os "mimo$ e paparico$?"

Eu fico boquiaberta qdo lembro de coisas que me sujeitei nessa história de agradar ao meu homem.
E que hoje, mais segura, jamais teria permitido acontecer.

*traduzindo: Mai$ $egura

TWo OF US
A Lola ajuda homens? como?

Uma das minhas amigas mais próximas namorou um cara 4 anos e casou-se (virgem) com ele. Cerca de 1 ano depois, ela ficou grávida. Lá pelo final da gravidez, a barriga estava muito grande e ela não conseguia ter relações sexuais com ele. O que ele fez? Deu em cima da melhor amiga dela (que as duas se chamavam de irmãs)e ficou com essa tal amiga
*Aí a moça que comenta isso não repara na "amizade"


pq segundo ele 'homens tem suas necessidades
E tem mesmo ejacular é uma necessidade

Shoujofan disse...

Não tinha deixado comentário, mas este foi um dos melhores guestposts que a Lola já publicou. Parabéns para a autora pela coragem e por ter procurado dar a volta por cima.

Larry disse...

Tema delicado, envolve um problema psicógico de natureza sexual...

Vendo do ponto de vista masculino, sem dúvida há que haver compreensão, mas como toda moeda de duas faces, o vaginismo pode provocar no homem diversos sentimentos de frustação, como dúvidas sobre seu papel na relação, sobre se a parceira o ama mesmo, se tudo não passa de um jogo para dominá-lo, se ela o está traindo, etc.

Não é fácil para os dois lados, assim como um homem impotente gerará muita frustração na parceira também.

Posso relatar uma pequena história: na minha primeira vez com uma ex (era a primeira vez dela também), ela sofreu vaginismo, e assim que houve o rompimento do hímem veio a contração, ela me empurrou abruptamente e se virou de lado... Aquilo me marcou profundamente, pois embora soubesse do que se tratava, não houve qualquer tentativa de diálogo, o que reforçou muito diversos sentimentos negativos que eu imaginava que ela sentia por mim.

Embora depois de alguns meses e muita compreensão a primeira relação tenha ocorrido de forma prazerosa para nós dois, ainda hoje fico triste com esse fatídico dia, e embora deva ser uma fantasia sem pé-nem-cabeça, não consigo deixar de achar que ela buscou uma aventura antes de tentar novamente comigo.

Enfim, problemas psicólogicos são complicados, para ambos.

Hita disse...

parabéns por ter conseguido expor seu problema e mudar o pensamento da tantas pessoas, inclusive eu.
deve ter sido difícil.

Lady in Black disse...

Quando li o título deste post, imaginei que vaginismo era uma espécie de vertente do feminismo rsrsrs...
Bem, falando se´rio, na verdade eu nunca tinha ouvido falar em vaginismo. Esse foi um post muito escalrecedor para mim, e fico feliz que a autora do texto tenha conseguido resolver o problema. Felizmente o mundo não é feito so de trolls.
Felicidades à autora do desabafo.

jusfutiliss disse...

Anônima e demais anônimas que comentaram ter o problema: já ouviram falar de hipnose condicionativa? É uma terapia com hipnose, em que a pessoa não fala nada quando em transe (você conversa antes sobre seus problemas), e que pode ser muito boa na resolução de traumas. Muitas vezes esse trauma que causa o vaginismo pode vir da própria gestação, quando a gente tá no útero mesmo, por isso a Anônima fala que não entende o porquê, se a família dela tem uma boa relação e ela não tem outros traumas.
O site da sociedade brasileira de hipnologia tem lista com hipnólogos de cada cidade, a sessão custa em torno de 100 reais. Por que como ela vai falar de um trauma que ela nem sabe qual é com um psicólog, né? O hipnólogo consegue resolvê-lo mesmo sem saber qual é também.
Espero que meu post sirva pra alguém!

caroliine ataide disse...

Ola . sou Caroliine ataide

não sei como explicar, não sabia muito bem sobre o assunto , mais passei por isso e a um ano atras e foi uma experiencia muito frustante para mim entrei em depressão pois não sabia o motivo por te dado errado .

Depois disso não conseguir tb nem mi relacionar com ninguém ainda mais tentar de novo ..cheguei ao ponto de ter nojo de homens e começar a mi interessa por mulher mais não deu muito certo,

interessante q quem me conveçeu a tentar novamente foi o mesmo cara com quem eu fiquei da primeira vez só que ate hoje só tentei duas vezes e a ultima foi melhor, só q não tao boa assim só que já me sinto mais segura para continuar tentando .....

Bia disse...

Nossa, que horror a falta de compreensão de alguns trastes, e ainda obrigar a namorada a fazer anal, como se fosse apenas um objeto de prazer dele.
Eu tive e ainda tenho vaginismo mas estou tratando, tenho a sorte de ter um namorado compreensivo que nunca forçou nada e não liga para penetração, o que torna tudo mais fácil. Falei com a ginecologista sobre isso e ela me indicou fisioterapia ginecológica, que é o que tá melhorando bastante,no tratamento há exercícios de contração e alongamentos vaginais através de massagens vaginais e também eletroterapia, e o bom que tá melhorando na questão das minhas cólicas que eram monstruosas.

Marcelo disse...

que pena que voce abandonou o tratamento. se nao o seu namorado nao tinha te abandonado e voce nao teria tanto odio assim.

Liana disse...

Ironia:

" Claro. Depende exclusivamente da mulher viver em função do que o homem quer. Se o fulano é um escroto ou perde o interesse isso só pode ser culpa da mulher que, apesar de seus problemas e suas lutas, cometeu o ato absurdo de não engolir seco seu sofrimento para manter o "namorado" que agiu com tamanha violência e insensibilidade. É, ela que deveria ter se virado com sua dor, ou nem ter reclamado para início de conversa, pois onde já se viu, pertubar um homem no seu sacrossanto direito de "fuder" à vontade sem ter que aturar algo tão bobo como uma mulher qualquer sentindo uma dor escruciante durante a relação sexual. E para que falar da violência dele, vamos ignorar, nem vem ao caso.

Raciocínio muito "sensato". O mais importante aqui não é a saúde e o bem estar dela. Não. Era manter o namorado escroto. "

Ridículo. Por isso que tem tanta mulher por aí que mal sente prazer em relações heterossexuais, orgasmo então nem se fala. Isso é o relato de uma mulher diante de um problema que lhe causa grandes consequências físicas e psicológicas, e que não tem paralelo para homens, e vem um sujeitinho achar que pena mesmo é o namorado ter ido embora e ainda jogar a culpa nela. Podre.

Bia disse...

Afff...eu hein, se meu namorado não fosse compreensivo do jeito q é eu já tinha largado há mto tempo.

Concordo Liana.

Tati Balboa disse...

Vi esse post hoje. Eu tenho vaginismo... e ainda tô no processo pq ninguém tem paciência de tentar até conseguir... É, é bem complicado. Minha história de vida é bem parecida...

Anônimo disse...

vi seu post hj em um dia de desespero talvez.
tive uma consulta hoje no ginecologista e tive que fazer um exame de limpeza de cavidade, por estar com problemas de fungos... não é a primeira vez que tenho fungos, mas nunca tinha feito esse procedimento.
E doeu, ardeu, tanto pelo problema.. mas não era uma do natural, minha ginecologista fez o maximo possivel pra não me causar dor mas não conseguiu fazer o procedimento correto.
Depois ela perguntou sobre minhas relações sexuais, bom... eu tenho 18 anos e nao sou virgem, perdi muito nova a virgindade e ja faz mais de um ano que não pratico sexo com ninguem, esclareci isso a ela.
Mas pensando depois da consulta, lembrei como foi a minha primeira vez... foi dolorosa, eu estava com medo, não estava preparada mas não queria me sentir impotente perante a situação e fiz com dor e tudo.. meu namorado ( ex agora) fez de td pra não me fz sentir dor, o problem a que ele tinha o penis grande demais talvez, e eu não estava relaxada...
enfim, depois disso tentamos outras vezes mas não conseguimos nada... eu sentia minha vagina fechar e uma dor horrivel só de pensar em penetração, não sei se foi trauma da primeira vez...
e hoje anos depois, sem ter namorado sério mais ninguem depois dele, em parte por ter corrido atras de fazer vestibular e focado nos meus estudos, em partes por não encontrar alguem pra namorar sério.. nunca mais pratiquei sexo... não gosto da ideia de fazer com alguem que esteja só ficando, nao me sinto relaxada...
mas o caso e que todo esse tempo que e tenho tentado fazer exames e dói, o ultimo que eu fiz ate conseguir relaxar e parar d sentir a dor um pouco, mas eu comecei a ficar tonta, como uma crise de panico talvez.
então comecei a pesquisar e tudo e e encontrei o vaginismo, e tudo se encaixou: a contração da vagina, a dor, o trauma da primeira vez dolorosa...
porém, eu tenho 18 anos, não converso com minha mãe sobre esses assuntos, não sei o que fazer...
nunca mais tive relações...
não sei se procuro ajuda, se espero pra ver se com outra pessoa as coisas fluem melhor...
tenho medo de fazer tempestade e tudo isso ser por eu nem ter bem iniciado minha vida sexual..
de precisar achar alguem que eu confie de verdade...
to perdida, desesperada e com medo de não conseguir ter prazer no sexo...

Anônimo disse...

Hoje descobri que tenho vaginismo!!! Estou ainda meio chocada e me emocionei muito com o seu depoimento...
Eu sbaia que tinha problemas sexuais mas nao sei nem o que falar sobre o assunto..
Falei no fds com meu esposo sobre como me sinto impotente.. como tem sido dificil e doloroso.. como tenho me escondido ao conversar sobre sexo com outras amigas.. arece que comigo eh tudo diferente delas... eu tneho dificuldades... chorei muito e ele foi muito compreensivo como semrpe.. e falou que vmaos procurar ajuda medica...
resolvi entao hoje procurar doenças e anomalias sexuais.... Achei o vaginismo que se encaixa perfeitamente ao meu estado... Quando li sobre fikei chocada como os relatos sao identicos aos meus.. as dores... a depressao por nao conseguir... a impotencia diante desse quadro...
Liguei pro meu marido agora li sobre o vaginismo pra ele com medo de ele falar que nao era isso nao ou outra coisa.. ele tambem achou que se idenifica muito com o que temos passado....
Mas ainda nao sei como pedir ajuda medica.. se deve ir no ginecologista...(sempre tive medo dele fazer os exames necessarios e me perguntar como eu era casada e nunca havia conseguido realmente ter uma relacao sexual saudavel)
ou se devo ir no psicologo(ainda tenho um certo preconteito em falar do assunto!!) Me ajudem o que devo fazer?

Anônimo disse...

Esse é um assunto realmente muito delicado de ser tratado, já que até mesmo muitas mulheres ditas "normais", não entendem o que acontece com quem tem vaginismo. Tenho esse distúrbio, e sei o quanto é difícil, sabemos que depende da gente, mas necessitamos de apoio, principalmente dos nossos parceiros.
Há quem diga "isso é coisa da sua cabeça", ah se fosse tão simples assim, e num belo dia eu pudesse simplesmente dizer, hoje não vou sentir medo, não vou sentir dor, vou fazer sexo e ter apenas prazer! Mas nós que sofremos com isso sabemos que não é tão fácil assim, se fosse não nos sentiríamos assim, tão massacradas, infelizes e incapazes.

Laura Renata dos Santos disse...

Olá!!!Sofro com esse problema, mas meu caso é mais grave no exame ginecológico que nunca consegui fazer...Entendo perfeitamente a dor de todas que aqui postaram, pois hoje tenho um relacionamento ótimo, mas tive uma história de incompreensão parecida, com um antigo relacionamento!!Gostaria de saber se alguém conseguiu se curar e como foi o processo de cura...Por favor me enviem mensagens!!!
laurarenata2012@bol.com.br

Laura Renata dos Santos disse...

Entendo perfeitamente a dor que sente quem sofre de vaginismo!Hoje tenho um relacionamento ótimo, mas já passei por algo parecido com outra pessoa, é realmente devastador!Porém ainda sofro um pouco deste problema, porém hoje em dia é mais em função do exame ginecológico (que nunca consegui fazer), por isso peço que se alguém conseguiu se curar, me envie mensagem relatando como foi...Por favor, me ajudem!!!
laurarenata2012@bol.com.br

Health Saude disse...

O problema do vaginismo afeta 1 em cada 4 mulheres em todo o mundo, e é perfeitamente tratável, podem ler mais algo sobre vaginismo aqui.

http://health-saude.blogspot.pt/2012/10/dor-vaginal-ou-vaginismo.html

Ana Martins disse...

Creio que é natural o silêncio em torno do tema, afinal de contas trata-se de um problema que, basicamente, lida com a intimidade das mulheres, por um lado, e por outro, com a forma como é vivida a sua vida sexual. Nesse sentido, acho que qualquer mulher que sofra de vaginismo tem dois problemas, o vaginismo em si, e o fato de poder ter vergonha de falar dele. Contudo, e visto que o vaginismo pode ter consequências ao nível dos relacionamentos, eu acho que toda a vergonha tem que ser vencida, e a mulher afetada tem que procurar ajuda. Uma amiga minha que sofria de vaginismo buscou ajuda e se deu lindamente. Ela começou por se informar, e o melhor site sobre o vaginismo é o http://www.vaginismus.com/por/ porque aí não apenas tem toda a informação, como tem um tratamento que é fácil de seguir e que, mais importante que tudo, funcionou. Tudo isto para dizer que a mulher que sofre de vaginismo não tem que ter vergonha, porque há soluções - no caso do tratamento da minha amiga ela disse que não chegou a dois meses, mas que isso depende das mulheres.

Anônimo disse...

OLÁ TURMA
HOJE AO LER ESTA HISTÓRIA ME VI UM POUCO, INFELIZMENTE É ALGO QUE NOS ACOMETE E A MIM JÁ VEIO ATÉ MESMO TRAZER CHORO, ME SENTIA MENOS MULHER EM NÃO E ME SATISFAZER E LEVAR SATISFAÇÃO AO PARCEIRO, HOJE ISTO ME LEVA A TER MEDO DE UMA NOVA TENTATIVA SINCERAMENTE ATÉ ENTÃO AINDA NÃO CONSEGUI COMPREENDER A FORMA EM QUE AS SESSÕES COM A PSICOLOGA VÃO ME AJUDAR, MAS ENFIM LÁ ESTOU EU PERSISTENTE NA TENTATIVA DA CURA.

Anônimo disse...

Passei por algo parecido. No começo, os homens fingem ser compreensivos, mas depois de um tempo se afastam, isso acaba com a auto estima. Com meu último namorado me senti um lixo, mudei minha vida por ele, aceitei ele na minha casa por amor e quando tudo acabou ele jogou na minha cara q EU NÃO SOUBE SEGURÁ-LO, assim sem vergonha nenhuma deixou claro q eu não sabia fazer o melhor da vida. O trauma é muito grande, ficamos desacreditadas do amor, duvidando q outro homem possa realmente se interessar de vdd...

Anônimo disse...

Minha namorada tem e não pode ficar 10 dias sem fazer sexo que já começa a doer muito. Fica até dificil fazer em casa porque se ela tiver um tempo sem quando doí dá gritos super altos.
Mas mantendo a relação constante com intervalos máximos de 4 dias ela fica a vontade sem manifestar qualquer sentimento de dor ou algo parecido.

Samanta Daiane disse...

oi lola meu nome é samanta eu tenho 24 ano, namoro 8 ano e tenho vaginismo,e faço tratamento nas clinica aqui em são paulo estou no começo mais estou me sentindo muito melhor passo no psicologo e tenho certesa que eu vou me torna uma pessoa muito melhor, meu namorado me apoia apezar de nois ter passado por muito problemas no começo mais pesquisamos e estudamos isso juntos agora estou me tratando faz um mes ainda mais estou bem melhor, ainda não consegui manter relações, mais minha auto estima esta bem melhor.

Anônimo disse...

Achei o blog otimo. Amei!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Nossa, gostaria tanto de ter lido isso na época em que ela escreveu...
Passei anos sofrendo com vaginismo e sei a dor que é. A dor física e psicologica também...
Tem a culpa, mas também tem a vergonha (de não ser normal). Eu não comentava sobre ser vagisnimica porque minhas amigas ou eram do time das virgens (religiosas que repudiavam sexo antes do casamento) ou das sexualmente resolvidas (que tinham muito prazer e arrasavam na cama) hoje eu vejo que tudo são máscaras... se a gente pudesse ser verdadeiro ao conversar com as pessoas, mais aberto, mais franco... esses problemas ao menos não seriam tabu.
Passei 3 anos namorando sem transar e meu namorado chegou a entrar em depressão... Fui a varias ginecologistas e psicologas, algumas nunca tinham ouvido falar do problema e achavam que isso acontecia por eu não ter tesão... ou por meu namorado não "fazer direito". fazer direito... esse post me leva a um passado que eu tento esquecer... hoje sou feliz sexualmente e posso contar nos dedos de uma mão as vezes que tive contração involuntária em 5 anos. Parabéns a coragem do blog e da autora. Obrigada

Anônimo disse...

É muito triste ter vaginismo. Vc ouvir as pessoas do seu lado falando como é bom fazer sexo e vc nunca ter conseguido. Só quem tem sabe como é. Quem precisa de ajuda, entre no site da Carolina Ambroguine, ela é ginecologista da UNIFESP e tem um projeto chamado Afrodite que trata mulheres com vaginismo.