segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MENTIRAM PRA MIM: TER FILHOS NÃO TRAZ FELICIDADE

Ih! Ter filhos deixa as pessoas mais infelizes, jura uma excelente reportagem de seis páginas da revista New York (cheguei lá através de um post do Alex). Eu não iria ler o artigo inteiro por absoluta falta de tempo, mas ele me fisgou. Algumas partes são muito divertidas, como esta no início, que cita um estudo menos negativo de um cientista que diz: “A mensagem geral não é que crianças fazem você menos feliz; é só que crianças não fazem você mais feliz. Quer dizer, a menos que você tenha mais de um filho”. Mas como assim, todos os estudos apontam que casais sem filhos são mais felizes que casais com filhos? Mentiram pra mim a vida toda?! Toda vez que olharam pra mim e fizeram um “tsc tsc, tadinha”, estavam falando besteira? (Pergunta retórica. Eu sei que eles estavam falando besteira. Não preciso de pesquisas pra comprovar).
É evidente que essas toneladas de estudos são propositalmente escondidas da gente, porque o senso comum prega exatamente o oposto. Se eu ganhasse um real pra cada vez que ouvi ou li, ou me disseram na cara mesmo, que eu era uma mulher incompleta por não ter filhos, que eu só poderia ser infeliz, que é terrível não deixar meu legado pra humanidade, que o meu casamento não iria durar, eu estaria rica agora. E não creio que convém à mídia espalhar que pessoas sem filhos são mais felizes ― afinal, pessoas com filhos gastam mais. Muito mais.
E filhos não apenas consomem uma enormidade, como não servem pra gerar renda. O artigo cita um estudioso que diz: “Crianças são economicamente inúteis, mas emocionalmente inestimáveis”. E parte para um interessante apanhado do passado recente. Até pouco tempo, vivíamos em zonas rurais, não urbanas. E, pra quem morava no campo, ter filhos era essencial para ajudar a cuidar da fazenda. Para quem tinha um negócio de família, crianças serviam pra cuidar da loja. Mas, com o tempo, isso mudou, e hoje não é aceitável associar inncia com trabalho (não estou reclamando. Concordo 100% que criança não deve trabalhar). Mais uma mudança: até poucas décadas atrás, os casais apenas tinham filhos, sem pensar tanto no assunto. Hoje pensam. E esperam pra ter filhos, principalmente os casais com mais dinheiro. Uma psicóloga explica que era diferente sair da casa dos seus pais para a vida de casado e com filhos, o que era quase imediato. Se o casal espera, quando tem filhos, ele sabe o que está perdendo. Para um psicólogo, “Filhos são uma grande fonte de felicidade. O problema é que eles transformam todas as outras fontes de felicidade numa porcaria” (não preciso de pesquisas pra saber que casais com filhos pequenos fazem menos sexo. E cinema acaba, né? A menos que seja pra ver filme infantil).
E os pais atuais, pelo menos os americanos (e os brasileiros de classe média, imagino, são bem parecidos), criam expectativas altas demais para o ato de criar filhos. E se culpam por não passarem mais tempo com seus rebentos (incluindo mulheres que trabalham fora; ah sim, todos os estudos mostram que mães são menos felizes que pais), apesar de passarem mais tempo com eles que os pais passavem em 1975. Jennifer Senior, a autora do artigo, resume o sentimento de criar filhos numa frase: “tanta felicidade e nenhuma diversão”.
Quero compartilhar alguns estudos fascinantes que pincei da reportagem. Um pediu que 909 donas de casa texanas elencassem suas atividades preferidas. “Cuidar dos filhos” ficou em 16o lugar... de um total de 19. Até limpar a casa veio antes!
Outro estudo reuniu 1,540 horas filmadas do dia a dia de pais e seus filhos. Assistir essa metragem, segundo um especialista, é “a mais eficiente forma de controle de natalidade já feita. Na história”.
Noutro estudo, cem casais casados há tempos tiveram que escrever detalhadamente sobre o que brigavam. 40% era sobre as crianças. Ter filhos significa mais stress no relacionamento e, óbvio, menos intimidade para o casal. O relacionamento conjugal melhora quando os filhos têm entre 6 e 12 anos, e piora quando chegam à adolescência. Casais com filho gastam menos de 10% do tempo que têm juntos, sozinhos, sem as crias. E, durante esse tempo, estão exaustos e assistem TV, você sabe.
No entanto, em países com bem-estar social maior e um histórico de governos que priorizam o social, pais com filhos são mais felizes. Por exemplo, na Dinamarca. Lá a licença-maternidade é de um ano, e homens também recebem licença-partenidade. Há creches à disposição e um ótimo sistema público de saúde e educação. Uma escritora americana reconhece: “Nós gastamos toda a nossa energia em ser pais perfeitos, ao invés de exigir mudanças políticas que façam a nossa vida em família melhor”. E aí, você acha que nós estamos mais próximos do modelo dinamarquês ou americano?
Já um estudo dos EUA mesmo mostrou que mulheres casadas com filhos têm menos depressão que mulheres casadas sem filhos. Provavelmente porque sobra pouco tempo. Agora, quer saber o grupo mais deprimido de todos? Pais solteiros! Dá pra acreditar? A especulação é que eles querem ter mais envolvimento na vida dos filhos e não podem.
Claro que a grande questão é: o que é felicidade? Para um psicólogo, a felicidade não é quanta diversão temos, mas o que fazemos com a nossa vida, o que alcançamos. As pessoas costumam se arrepender mais do que deixam de fazer do que do que fazem. Um estudo não quis testar felicidade e preferiu perguntar sobre atividades que são compensadoras e prazerosas. Cuidar dos filhos não foi bem no item do prazer, mas alcançou ótimos níveis na parte da recompensa (se bem que voluntariado e rezar vieram antes. Rezar, ó deus!). Sabe a atividade considerada menos compensadora pelos americanos? Dormir!
O artigo do New York Magazine é prazeroso e instrutivo até a quarta página, por aí. Depois começa a relativizar e querer agradar os casais com filhos, entrando na dureza que é definir felicidade. Eu sou uma pessoa feliz, e já deixei claro que não tenho filhos nem nunca quis ter. Mas desconfio que eu também seria feliz se tivesse filhos (quer dizer, filhos? No plural?! Um já estaria mais do que bom!). Seria provavelmente divorciada, porque só de ver como o maridão cuida dos gatinhos (“Amor, eu tô ocupada aqui, dá pra você brincar com o Calvin?”. E ele: “Já vai!”, e não vai), pode-se notar que ele não é daddy material e eu ficaria estressada por ter que mandar no filho e no marido. Talvez eu seja uma pessoa inclinada à felicidade porque não sou muito ambiciosa, nem espero tanto da vida. Ou talvez eu faça questão de ser feliz por acreditar que esta vida é a única que terei, então pra quê desperdiçá-la sendo infeliz?
Aliás, um ponto que não tá no artigo, mas que me tem feito pensar, é que crianças servem para medir a passagem do tempo. Acho que casais sem filhos percebem muito menos essa passagem. E isso não é necessariamente bom. Tipo: o maridão não se sente tão diferente de quando ele tinha 30 anos, e olha que ele já tem duas décadas a mais nas costas. Mas quiçá seja positivo não perceber a vida passar. Ficamos menos ansiosos.

129 comentários:

Lord Anderson disse...

Bem, p/ mim o importante de estudos desse tipo é ajudar as pessoas a perceber que filhos, assim como casamento e outros tantos eventos, são opções, que devem ser bem pensados antes de serem escolhidos.

Lord Anderson disse...

Ah sim.
Legal vc falar de outros paises que investem na qualidade de vida das familias.

A responsabilidade maior sempre vai ser dos pais, mas tem uma rede de suporte é muito melhor.

Luma Rosa disse...

Ichi, o Brasil não chega perto da Dinamarca em qualidade de vida! Os dinamarqueses são considerados as pessoas mais felizes da fase da terra e se dedicam muito aos filhos, prazeirosamente, já que lá, não existe imposições sociais, como ter uma religião ou mesmo "casar" - Aliás tudo que vira obrigação, vira infelicidade!! Ter filhos é somente para quem gosta de crianças. Vou ler a matéria.

Luma Perrete disse...

Minha sogra vive perguntando quando eu e meu namorado vamos casar e quando vamos dar netos pra ela. Deixa ela saber que não pretendo fazer nenhuma das duas coisas. Se ela está esperando cerimônia de casamento, é bom esperar sentada, porque nem no civil eu quero casar. Só morar junto está ótimo. E quando a filhos, eu adoro crianças, mas não tenho muita vontade de ter filhos. Essa coisa de passar os genes adiante não faz muito sentido pra mim. Mas tenho sim muita vontade de adotar. Penso que tem tanta criança por aí que só queria ter uma família. Me parte o coração no final do ano quando tem no Fantástico aquele negócio que as pessoas vão em orfanatos levar presentes e enfeites pra árvore de Natal.

Bruno Stern disse...

Dizem que bom mesmo é filho dos outros(amigos, parentes).
Você brinca com a criança, ensina besteira e quando a criança faz pirraça é só devolver para os pais.

Mônica disse...

Eu acho que isso demonstra a máxima do meu avô: gente é que nem sorvete, tem de diversas qualidades. Tem quem ache que ter filhos é tudo de bom, tem gente que vive super bem sem eles. Tem gente que gosta da Dilma e gente que prefere o Serra. Alguns preferem chocolate da Lacta (se é que, depois daquele post seu, ainda tem alguém nessa categoria, kkk), outros da Lindt, outros não gostam de nenhum. Tenho um bocado de preguicinha dessas tentativas tolas de se criar 'little boxes', como diz a música e exigir que todo mundo se encaixe. E isso vale pra quem defende uma causa ou a outra... :)
abraço
Mônica
Crônicas Urbanas

mahayana disse...

Cito uma colega minha, que é mãe: "ter filho é muito bom, mas não ter filho é muito bom também". Tenho uma preguiça master de quem fala que só os filhos dão razão a um casamento, do mesmo jeito que bocejo quando começam com papo de "filhos são dão dor de cabeça e fazem os casais brigaram". É quase uma reedição daquele dilema "é melhor ser casado ou solteiro?". Se alguém precisa de pesquisas e revistas para decidir, sugiro um terapeuta.

Arashi disse...

Gostei de saber que em países como a Dinamarca, os pais são mais felizes... dá o que pensar, não é?

Enfim, eu até quero ter filhos, mas é uma coisa meio Angelina Jolie, que uma vez declarou que nunca sentiu falta de ter filhos biológicos até conhecer o Brad Pitt. Quer dizer, eu teria que confiar muito no cara, muito mesmo, pra ter um filho com ele, e adoção é uma coisa que dá pra fazer sozinha. Eu não teria coragem de usar um cara como reprodutor, mas criar uma criança que já está por aí, bem, isso sim.

Mas claro, isso é coisa pra daqui a anos, porque sinceramente eu mal tenho condições de me sustentar no momento, que dirá pra sustentar filho. Não estou falando de viagem à Disney e roupa de marca, mas de dar boa educação, plano de saúde, essas coisas.

Vê como o povo lá na Dinamarca é mais feliz? Eles podem ter filho quando querem, não só quando puderem pagar!

Anônimo disse...

Lola:

Você por estultice e pernóstismo só fala besteiras:

Só!

1-Só quem não tem filho pra dizer que filho não trás felicidade; coisa de débil mental, com pesquisa americana, ou não.

2-Só quem defende assassinato de crianças via aborto pode vez sim vez escrever contra crianças, que são e melhor coisa deste mundo de gente besta.

3-Só uma pessoa sem cultura que não l6e nem dois livras por ano (média brasileira) pra creditar que um malandro, ignorante que enganou outros acéfalos e se elegeu presidente do Brasil pode chorar de emoção por uma nova lei que defende os trabalhadores, sendo que este ser ficou oito anos no governo e não fez absolutamente nada pra melhorar o país. Só se apoderou do que já estava feito ou encaminhado e se usa isso em beneficio próprio.

4-Só quem é bem retardado para achar que casamento gay é tão bom ou certo como casamento homossexual. Pode até a vir a sei legal, mas não será normal nunca. Leia (não dói) Augustus que você verá o que ele fala do Mecenas.

5-Só quem é mal intencionado para defender que uma pessoa sem estudo se torne presidente de uma dos maiores países do mundo, sendo que isso é, no mínimo um péssimo exemplo para a juventude que já não tava nem aí com o estudo, for a vergonha que esse individuo inculto nos faz passar em todo mundo.

6-Só...

aiaiai disse...

kkkkkkkkkkkkkk, só rindo de tanta bobagem...o primeiro e principal erro dessa história é que filho não é (ou não deveria ser) um fator que traz ou não felicidade.

aproveitando, um fora do assunto, mas que tem um pouco a ver com escolhas:

http://antifleuma.blogspot.com/

Lúcia Soares disse...

É só uma questão de ponto de vista. Ninguém é mais feliz, ou menos, por isso ou aquilo.
Somos felizes e/ou infelizes porque assim o queremos.
Tenho 3 filhos, nunca pensei se queria filho ou não, era natural casar e engravidar.
Filho é fonte de tudo: alegria, tristeza, riso, choro, gasto demais, lazer de menos, preocupações, etc,etc, mas quando os temos são tudo pra nós.
Perfeita a colocação: "Nós gastamos toda a nossa energia em ser pais perfeitos, ao invés de exigir mudanças políticas que façam a nossa vida em família melhor".
Ótimo texto e sua opinião é perfeita.

Anônimo disse...

Me esqueci de assinar.

Oliveira.

aiaiai disse...

gente, no comentário anterior eu tava falando da pesquisa...não do anonimo que escreveu antes de mim ...este não é bobagem é estupidez mesmo.
Lolinha, por favor, não apaga o comentário desse troll não. Deixa ai para eles (trolls) morrerem de vergonha...e a gente morrer de rir!!!! kkkkkkkkkkkkk

aiaiai disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk,

é o oliveira !!!!!!!!

kkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!

Ele voltou, nosso troll voltou novamente, partiu daqui tão descontente, por que razão revolveu voltar !!!!!

Oliveira,

vc já se deu conta de que faltam apenas 61 dias para a gente eleger A primeirA presidente do Brasil?!!!

Anônimo disse...

Oi Lola! A minha realidade é a seguinte: Tenho uma filha de 2 anos e meio que eu amo de paixão mas, digamos, bagunçou bastante a minha vida conjugal com o maridim. Muito mesmo. Desde não ter muito tempo a sós com ele até as brigas, praticamente inexistentes antes da minha pequena.
Na minha experiência, ter um filho foi desgastante no meu casamento. Estamos bem, somos um casal feliz, mas era bem mais fácil antes.

Até agora fico sem entender porque as pessoas criticam quem faz a opção de não ter filhos. Eu não consigo entender o que eu tenho a ver com a vida dos outros, as escolhos dos outros, sendo que não afeta em nada a minha vida. Juro. Gente chaaaaaata.

Clara Gurgel disse...

Ôh, "pernóstica" e "estultícia" Lola...(como é letrado esse "Oliveira", não?!) Bom,assim como o fato dele "escrever difícil" não comprova a sua inteligência,o fato de termos filhos ou não,não comprova,não garante a nossa felicidade. Eu,fui ter o meu primeiro filho só aos trinta, depois tive o segundo e fiz laqueadura. Não foi nada muito planejado mas sempre fui muito consciente dessa minha(digo; nossa,minha e do meu marido)escolha,e de tudo que ela acarretaria."Prós e contras." Agora...não sei sinceramente,se sou mais feliz, ou menos feliz, por ter filhos.Acho que quando a gente faz escolhas,por consequência, também faz renúncias.E,se são renúncias,não vou ficar me martirizando pensando que poderia ter ido por outro caminho.Só sei que sou muito feliz com meus filhos e ponto. Cada um que descubra o seu caminho e onde "mora" a sua felicidade!

bibi move disse...

Oi lolinha- adorei! principalmente a parte em que 'gastamos tanta energia em sermos pais perfeitos, mas não em exigir estruturas sociais que tornem nossa vida em família melhor' ou algo desse tipo.
aliás, ontem descobri algo que me deixou DOENTE- uma prática- coisa de americano, claro, chamada petticoating em que pais de adolescentes os vestem de meninas e com fraldas, como forma de disciplina e punição. O troço é INACREDItável e as pessoas, doentes ainda perguntam "por que todo mundo acha errado?!?" a alma humana é capaz de coisas mais bizarras do que imaginamos... bjs

lola aronovich disse...

Bom, gente ótima, espero que todo mundo entenda que eu não estou pregando que gente sem filhos é mais feliz (ou menos feliz) e que é pros casais não terem filhos. A minha revolta é apenas porque ouvi a minha vida inteira que, por decidir não ter filhos, sou uma mulher incompleta, que não cumpriu sua missão na terra, e, portanto, infeliz, frustrada, egoísta, além de, óbvio, pernóstica e eltustícica. (Rindo alto aqui).
Felicidade é algo extremamente pessoal. Acredito que as pessoas podem ser felizes com filhos, sem filhos, e podem ser felizes de vez em quando e infelizes em outros momentos, ué. Gostei muito dessa reportagem da New York Mag porque ela é bem humorada no começo, e porque reúne uma penca de estudos que eu desconhecia. Mas, sem dúvida, se a gente tiver que tirar um dado da matéria inteira, que seja a fala da escritora sobre se preocupar menos em criar filhos perfeitos e mais em eleger políticos comprometidos com o bem estar social, que engloba a família. Eu não preciso ter filhos pra defender creches públicas de boa qualidade. A matéria cita o caso da Dinamarca, que é mais ou menos assim: é mais fácil ter filhos e ser feliz num país em que vc não precisa se preocupar em pagar escola particular, plano de saúde ou faculdade pros seus filhos, porque lá tem tudo isso, e é de ótima qualidade e público. Além disso, a carga de trabalho é menor, então os pais podem passar mais tempo com os filhos. Parece o paraíso na terra, né? Mas É possível. É só votar em projetos e partidos que privilegiem o social. Em quem considera despesas com o social um investimento, não um gasto.

Anônimo disse...

Uma psicóloga americana de que gosto muito, Helen Bee, apontou em um de seus livros, "O ciclo vital", que casais com filhos são, sim, menos satisfeitos com o casamento/parceiro que os casais sem filhos... mas apenas enquanto os filhos estão em casa. Depois que crescem e se vão, os pratos da balança se invertem, e os casais que tiveram filhos são mais felizes com o casamento e o cônjuge do que os sem filhos.

Arashi disse...

Pois é Lola, justamente. Eu tive uma infância difícil e, apesar de eu e meus irmãos termos nos virado muito bem - e termos uma consciência do mundo que a maioria dos garotos ricos que eu conheci provavelmente jamais vai ter - eu gostaria de poder fazer mais por um filho meu. Porque sinceramente, ficar seis horas pra ser atendido num hospital público (e ser muito mal atendido depois disso) é de matar qualquer cidadão, e me dá vontade de chorar. Se eu tivesse que sujeitar um filho meu a isso, meu Deus...

lola aronovich disse...

Anônima inteligente (não o troll que não consegue ir embora), taí uma coisa que eu acredito nesses estudos todos: que ter filhos pode dificultar o relacionamento de um casal, pelo menos nos primeiros anos. É o que todo mundo conta: que o desejo sexual fica em segundo ou terceiro ou quarto plano, que o casal fica exausto, que briga bastante por causa dos filhos etc e tal. Mas se serve de consolo, esses estudos dizem que o relacionamento melhora depois dos 6 anos da criança. E aí volta a piorar na adolescência. Será? Minha solidariedade. Vai melhorar!


Clara, concordo totalmente. Toda escolha inclui renúncias. Tudo tem vantagens e desvantagens. Consigo pensar em montes de vantagens em ter filhos e em monte de vantagens em não ter filhos...



Bibi, sério isso?! Acho que nunca tinha ouvido falar, ao menos não com esse nome, petticoating. Já tinha ouvido de treinador de time de futebol americano vestir e maquiar seus jogadores como mulheres, logicamente pra humilhá-los, porque vivemos num mundo em que ser mulher é sinônimo de ser fraca, burra, fútil, sem competitivade... Mas não sabia que estavam fazendo isso com os filhos tb. E isso vem antes ou depois da "palmadinha educativa"?

Clara Gurgel disse...

Por favor, me perdoem... escrevi "estultícia" quando na verdade é "estultícica".Não sou tão "letrada" quanto o Oliveira. E ainda...Lola,tenho amigas que são da minha idade e não tem filhos.Umas por opção,outras por falta de um "bom marido"(rsrsrs),outras porque não puderam...enfim só uma coisa é certa:o olhar de "tadinha,tem alguma coisa de errado com ela",existe sim!Somos "moderninhos","pero no mucho"!

Kaká disse...

Isso de notar a passagem do tempo é pura verdade. Eu só me dou conta quando vejo os filhos dos amigos, e mesmo assim ainda me acho na casa dos 20. hahahaha!

Esse negócio de não ter filho é que nem ser filho único, todo mundo acha que você é infeliz porque nunca teve irmãos. Claro que não ter irmãos não foi escolha minha e sim dos meus pais, mas não ter filhos é. Sou feliz de todo jeito. :)

Luciana Håland disse...

Lola, vou ter que compartilhar no meu blog, tenho uma série que anda meio esquecida por mim, a filhos - tê-los ou não tê-los, então seu post tá perfeito pra ela.
Também não tenho e nem quero ter filhos, idem marido, concordo que realmente filho marca passagem do tempo, mas quem precisa disso. Seria feliz com filho ou filhos também, mas com bem menos tempo para me divertir, curtir a minha vida, mas nada disso foi a razão para não ter filhos, simplesmente uns nascem pra ter e outros pra não ter. Também estaria rica se rendesse uma grana cada vez que escuto as besteiras que o povo diz a esse respeito.

Carla Mazaro disse...

o q eu mais gosto nos coments do oliveira é q sempre tem um xingamento novo pra uar com minha irmã, afinal, polha paquiderme ambulante e etc, já estão ultrapassados... estultiscica é óteeeeeemo para meu repertorio

Carolina Pombo disse...

Sobre a questão se o Brasil está mais para Dinamarca ou EUA, a resposta é fácil! Infelizmente aqui ter filhos é encarado como opção e responsabilidade de cada casal e não como parte essencial da vida em sociedade. Ou seja, pra que creche pública ou profissionais voltados para a saúde da mãe no puerpério? Pra que serviços de aconselhamento e apoio a pais e mães? Aqui, é natural que se queira ter filhos e que se saiba perfeitamente como educá-los. Mãe que entra em depressão, que extrapola na agressividade, que não está disposta a pagar a creche mais cara e a babá mais qualificada, ou é louca ou não serve para ser mãe - deveria ter pensado antes! Pais ausentes são tão comuns que a gente nem se surpreende mais quando conhece uma família só de mulheres com suas crias. Será que nossos erros e infelicidades como mães e pais se explicam por defeitos pessoais, de caráter? Será que a péssima estrutura social na qual vivemos (sem ao menos áreas de lazer decentes) não está na base de nossas frustrações?

Realmente, eu curto demais a minha filha. Os momentos mais felizes de meu dia são quando brincamos juntas. Mas, eu teria uma qualidade de vida melhor se tivesse mais apoio público para tomar as decisões sobre sua educação. E teria mais tempo e menos estresse para curtir o meu marido também e ter um pouco mais de lazer. Enfim...

aiaiai disse...

gente: não alimentem nem copiem trolls.

o oliveira é engraçado e escreve tudo errado, tadinho.

estultice - não é errado, mas o mais correto é estulticia. Para xingar sua irmã, cara Carla, melhor usar ESTULTA. Fica ótimo, né? Sua estulta!

Agora, pernóstismo então, nem existe. a palavra para "caracteristica de quem é pernóstico" é pernosticidade ou pernosticismo.

somnia disse...
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somnia disse...
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somnia disse...
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Somnia Carvalho disse...
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Somnia Carvalho disse...

Lolissima querida, estou aqui de passagem depois de um bom tempo entre mudanca, saida da suecia e chegada no brasil...

voce, como sempre danadinha, poe titulos nos posts que nos pegam e embora eu tivesse mais curiosa pra saber sobre o assunto rapidinho acabei lendo o post todo.

Eu disse certa vez a uma amiga solteira, sem filhos que ser casada e ter um filho havia me dado um tipo diferente de experimentar a vida e a felicidade. Eu, como voce, nunca vinculei poder ser feliz tendo filhos ou estando casada e acho que esse e o pior erro de quem esta fora desse circulo.

achar que tendo um filho melhora-se o casamento ou nos torna mais completas etc e uma besteira e tanto. Por outro lado, eu nao consigo deixar de dizer que eu olho para meu filho milhares de momentos, ouco o que ele diz, recebo seu abraco e o amor que sinto por ele e recebo dele NUNCA na minha vida eu havia sentido. nem de meus pais, nem amigos, nem marido.

E amor unico. E diferente. E ter esse amor me traz felicidade em muitos momentos, mas nao me garante felicidade o tempo todo. Ter um filho nao me deixou mais feliz do que eu era antes, porque antes, como voce bem disse e a pesquisa tambem, eu era capaz de fazer outras coisas que me deixavam bem feliz.

O lance acho e descobrir se a gente quer ou nao mudar de fonte de felicidade... Nem sempre a gente quer ter tempo para ir ao cinema toda semana, entende? Meus desejos mudaram, minhas prioridades tambem. Amo sair com amigos e falar besteira... ir ao cinema! uau! sinto a maior falta, mas o sacrificio nao me traz infelicidade porque ha uma compensacao...

Uma compensacao que quem nao teve filhos nao pode sentir, falar ou entender. Voce, nem ninguem e incompleto por nao ter isso, mas voce tem prioridades e desejos diferentes.

Eu acho excelente quando algumas pesquisas colocam por terra algumas crencas e opinioes do senso comum, mas fiquei pensando enquanto lia seu post, antes de chegar na parte da dinamarca, que o exemplo estava americano demais...

numa pesquisa na suecia os pais e maes colocaram entre suas prioridades e coisas que lhes deixavam felizes cuidar de suas criancas...

Eu aprendi muito isso la. Da um baita trabalho, cansa, nao transo tanto quanto antes, nao vou ao cinema, mas aprendi a cuidar e curtir o filho por 1 ano sendo remunerada pelo Estado de la, mesmo nunca tendo trabalhado na Suecia...

isso me permitiu cuidar do filho, nao passar isso para a baba ou a avo. Foi dificil como qualquer outro trabalho bem exigente que a gente tenha, mas so consigo pensar que faria de novo, que valeu a pena.

Tudo isso me fez decidir esperar para voltar a trabalhar pelo menos uns 8 meses ate que a marina fique maior...

Claro que a sociedade do bem estar da suecia me ajudou a escolher isso com angelo e minha situacao mais ou menos estavel agora me permite fazer o mesmo com o segundo filho...

fiquei pensando tambem que gostaria de ter a mesma pesquisa feita em varios outros cantos...

beijao, desculpa o livro. somnia.
borboletapequeninanasuecia.blogspot.com

Nao ta entrando de jeito maneira o url automatico e dados...

Anônimo disse...
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Somnia Carvalho disse...
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somnia disse...
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Pentacúspide disse...

vocês que não se sentem feliz por terem filhos, que tal mandarem os fedelhos para o orfanato visto que não os podem matar? e ainda. Não criticam as mães que abandonam os seus por se sentirem infeliz. Não brinquem, a felicidade não tem nada a ver com o ter filho ou não, nem com a quantidade de filhos. (http://pensamentosinexactos.blogspot.com/2010/07/pensamentos-inexactos-cap-vii.html). Tinha 17 anos quando escrevi esta brincadeira, mas consegue ser mais séria que essa noção passada pela revista e que estão por aí a defender.

LÚCIA SOARES foi mesmo quem falou bem.

Roberta disse...

Lola vi uma noticia tudo a ver com o post




http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/08/100801_mulheres_filhos_cp_cq.shtml




Mulheres sem filhos sofrem pressão social

Pentacúspide disse...

E, deus do céu!, vocês estão a falar de ter e não ter filhos como se se tratasse de uma questão de moda! Eu concordo que deva ter um (ou mais) quem quiser e poder (e não estou a falar de poder físico, nem monetário - o que também é de se levar em conta -, mas do poder psicológico), e não deva ter quem não quiser ou poder. Mas filho é uma vida humana. Só espero que acabem aqui com as vossas queixas e nunca digam aos vossos filhos que eles vos deixaram infelizes, menos felizes ou algo parecido.

Caso me esqueçam disse...

lola, quando eu vejo coisas sobre maternidade como esse post da rita http://www.estradaanil.com/2010/08/imagem-acao-e-dicas-inuteis.html eu passo a relativizar tudo.

o que eh uma pesquisa dessas na vida de quem realmente quer ter filhos e se sente preparado? nada. como sei que esse post que citei nao vai mudar a cabeça de alguem que nao quer ter filhos.

Bia disse...

Oi Lola!

Muito boas as suas observações! Adorei! Escrevi no meu próprio blog, meus pensamentos sobre o assunto na semana passada!

Eu, apesar de só ter 24 anos, não ser casada e nem ter iniciado minha vida profissional direito ainda... venho pensando muito sobre isso de ter ou não ter filhos.
Ainda não me decidi pelo sim e nem pelo não. Mas confesso que toda vez que vejo a minha prima de 25 anos, que tem um filho de 1 ano e meio, ela sendo mãe-solteira, não tendo terminado a faculdade e ainda ter que trabalhar... me dá uma super angustia! E confesso também que todo mundo que me diz: 'tô grávida', eu fico feliz, mas também nervosa pela pessoa por todo o trabalho que é a maternidade.

Amo criança, e me dou super bem com elas, adoro brincar e fui professora de inglês de crianças entre 4 e 7 anos por uns tempos. Eu AMAVA, me divertia horrores! Mas mesmo assim, ao invés de sentir aquele desejo crescente que muitos sentem em relação a ter filhos... eu tenho pensando e repensando sobre essa questão, nos prós e contras, e no que eu realmente ganho e perco trazendo mais alguém para esse mundo já super populado.

bjs

Masegui disse...

Eu gostaria de ter tempo pra ler todos os comentários, mas não dá. Mesmo assim vou dar meu pitaco: essa discussão (ter ou não filhos) é o mesmo que discutir se ser solteiro é melhor que ser casado/juntado/etc.

Ou ainda: apesar de a grande maioria discordar, eu acho que o Glorioso Clube Atlético Mineiro é o melhor time do mundo!

Sexo dos anjos...

Ps.: The idiot is back!!

lola aronovich disse...

Vocês como sempre deixam comentários muito instigantes! Isso de filhos servirem pra marcar o tempo precisa ser desenvolvido. A leitora anônima citou a Helen Bee, que diz que casais com filhos são mais felizes que casais sem filhos quando eles crescem e se vão. Pode até ser, porque taí uma baita passagem de tempo, um ciclo que se completa, talvez uma sensação de “mission accomplished”. Mas eu tb penso isso que a Kaká disse: a gente PRECISA sentir o tempo passar? O que tem de errado em não notar? (nao foi a Kaká? Bom, alguém disse!).


Kaká, ótima comparação com isso de ser filho único. Mas é assim mesmo? O pessoal acha que filho único é infeliz? É isso que dita o senso comum? (eu, como irmã mais velha, já tive inveja de filho único...).

lola aronovich disse...

Ha ha, Carla, é verdade! Não vamos alimentar os trolls, mas quando eu vi “eltusticica” (ou qualquer variação do gênero) eu logo anotei mentalmente pra poder xingar o maridão. “Seu pernóstico eltustico”, então, vai ser o máximo!
Aiaiai, “estulta” não é tão fofinho! Precisa de mais sílabas!


Somnia querida, tudo bem escrever UM livro, mas precisa publicar SEIS?! (eu tive que apagá-los). Não, brincadeira. Entendo que às vezes o sistema de comentários não funciona. Por isso, recomendo sempre que a pessoa copie o comentário antes de apertar “publicar”. Porque aí, se não publicou, é só colocar de novo. E de novo. E de novo. Ha ha, geralmente só acontece uma vez. Isso foi marcação do blogspot com a Somnia! Bom, escrevi uma resposta (ou melhor, uma reação) ao seu comentário, mas ficou meio longo e vai virar post. Ainda esta semana! E vou publicar o seu comentário antes, pode ser?

lola aronovich disse...

Pentacúspide, seu nome tá me lembrando o “pernóstico estulticico” do troll, e seu tom tá parecido. Vcs são parentes? Então aprenda a comentar aqui com um pouco mais de educação. Primeiro que nem sei quem são o “vocês” do “vocês que não se sentem feliz por terem filhos, que tal mandarem os fedelhos para o orfanato visto que não os podem matar?”. Eu não tenho filhos, boa parte das minhas leitoras tampouco, e as mães (e pais) que comentaram aqui discordam do artigo e se dizem felizes. Mas e daí? Se uma pessoa não se sente feliz por ter filhos, isso significa que ela deve mandá-los pra um orfanato? Na reportagem da NY fica claro que os pais adoram os filhos de paixão. A dúvida é se isso os faz mais felizes que casais sem filhos. Amam os filhos, mas cuidar dos filhos não é nada fácil (acho que todos concordamos nisso). Só isso. E no seu outro comentário vc fala novamente com a gente. Pessoas com filhos não têm o direito de reclamar, é isso? E é interessante como vc coloca toda a responsabilidade da criação dos filhos na mãe. Seja menos agressivo, Penta. Não há motivo pra chegar aqui com pedras na mão.

lola aronovich disse...

Caso me esqueçam, não duvido nada que a Rita é super feliz. E tem filhos (lindos, por sinal). Mas eu tb sou. E sem filhos.


Bia querida, gostei do seu comentário. Mas me deu a impressão que vc já está bem decidida sobre ter filhos. E não há nada de errado com isso! (Quer dizer, meu conselho é pra esperar mais um pouco. 24 anos é tão novinha...).

Kaká disse...

Lola, quase todo mundo acha que filho único passa a vida inteira sentindo falta de irmãos, assim associam a infelicidade. Várias pessoas já me disseram que ser filho único deve ser bom porque tem tudo, mas deve se sentir muito sozinho. Na maioria das vezes é condescendente. E eu sou muito feliz sendo filha única, não me sinto solitária e até gosto de ficar sozinha.

Vanessa disse...

Diferentemente do senso comum, eu não acho que há fórmulas pra ter uma vida perfeita, um casamento perfeito, filhos perfeitos, emprego ou qualquer coisa perfeita. Pra mim, existem possibilidades a serem escolhidas por cada um.

Outro dia vi um texto falando justamente sobre se deixar engessar, construir uma imagem, tanto pelas atitudes próprias quanto pelo reforço dos outros. Quando há um rompimento com essa personagem que se construiu, os outros acabam se incomodando com essas possibilidades que se abrem.

Por isso casais com filhos duvidam tanto que pessoas que não os tem possam ser felizes, elas tem medo de que tenham se enganado nas escolhas e fica naquele jogo de convencer o mundo que a sua foi sim a melhor.

Eu não pretendo casar e nem ter filhose já ouço cada barbaridade por causa disso.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Adorei o post!!! É bom, mesmo que seja apenas de vez em quando, eles postarem essas matérias que contrariam o senso comum... Tem tanta idéia pré-estabelecida por aí e as pessoas se agarram tanto nelas, que às vezes tenho a impressão que a maioria vai fazendo suas escolhas não porque quer, mas por causa das pressões sociais... Só que se a pessoa não quer ter filhos e aí tem pra "agradar" a sociedade, quem se lasca é ela, porque não vai ser a sociedade, nem os vizinhos que vão se responsabilizar depois.

Carla Mazaro disse...

AAAAAAAAAAAaahhhhhhhhhhhhhhhhh, aiaiai... vc tirou toda a graça do novo xingamento... estulta parece estátua... e isso não é um bom xingamento rsrs... mas meu senso linguistico agradece a informação.. aiai... ess@ tal de penta não sabe ser educada nos comentários?!
Quanto a ter filhos, eu decidi q sim qdo eu tinha uns 15 anos... mas meu plano era ser mãe solteira, com inseminação artificial... agora encontrei meu namo e o meio de obter uma criança mudou.. hehe..
Adoro as discussões do blog!

Adwilhans disse...

Tenho a mesma opinião acerca da pesquisa citada que tenho de outras similares: não passa de lixo. Infelizmente, desde que nossas decisões e nossas vidas passaram a ser tratadas como números, a estatística tem servido para "provar" praticamente qualquer coisa - desde que quem come ovo todo dia morre mais de infarto a quem come ovo todo dia morre menos de infarto. Tudo depende da amostra de população e do elemento tratado - como se fosse possível avaliar efetivamente qualquer coisa destacando-a de todo o contexto de realidade que a cerca, como se todo o restante do contexto fosse desprezível na amostra. Ou seja, ter ou não filhos, independentemente de todas as outras condições (religião, profissão, cultura, relacionamentos, temperamento, etc, etc) que informam a vida dos pais. Sinceramente, Lola, vc só citou essa pesquisa como se fosse uma informação segura porque reforça um posicionamento pessoal seu - nada contra o posicionamento em si, que respeito. Basta ver que o resultado em outro local, com outra cultura, outras condições (Dinamarca) foi tratado no texto como uma anomalia...
Esse tipo de pesquisa baseado na estatística aplicada sobre o comportamento humano, em que se foca em um elemento do cotidiano e se suprimem todos os outros não tem valor científico algum. Aliás, li um artigo excelente sobre a validade científica desse método recentemente na SuperInteressante, recomendo (http://super.abril.com.br/cotidiano/numeros-estatisticas-nao-mentem-jamais-sera-441033.shtml).

Rita disse...

Oi, Lola!

Adorei seu post, a discussão que ele levanta é fundamental!

Ando pensando em escrever algo sobre as ansiedades imensas que aprendemos a desenvolver ao longo da vida e como isso é um imenso obstáculo à felicidade. E acredito que os modelos de família cabem bem aí... É claro que é possível ser feliz com ou sem filhos. Somos prova disso, ou não? Eu poderia dizer que você nunca vai saber o que é olhar para um filho e sentir que você é capaz de qualquer coisa por aquela pessoa a ponto de chorar só em escrever essa frase; poderia dizer que olhar para um bebê logo após o nascimento muda sua vida para sempre, de uma maneira tão intensa que é como se você nascesse de novo também. Mas e daí? Você pode olhar pra mim e dizer que nunca vou saber como é compartilhar anos e anos de um casamento feliz sem horários fixos e sem enormes renúnciias - e isso é igualmente verdadeiro. Meus filhos são a maior alegria da minha vida, mas isso em nada me impede de imaginar que sua alegria é igualmente genuína. Eu assino embaixo do comentário maravilhoso da Somnia, identifico-me copletamente com ela - as grandes renúncias nem chegam aos pés das imensas compensações. Eu troco o cinema que adoro para ouvir o Ulisses contar história pro Arthur na hora de dormir. É lindo, todos os dias. Fazer menos sexo, perder o cinema, não sair pra dançar, nada disso é páreo diante de ensinar um filho a ler ou nadar. A comparação chega a ser injusta. Mas, de novo, nem acho que seja algo a ser comparado. Acredito que se meu casamento fosse ruim o seria com ou sem filhos. Filhos não podem ser um caminho para a felicidade, nem é justo com eles. Não podemos colocar expectativas nossas em outras pessoas. Acho que o caminho é inverso: se alguém está feliz, quer ter e acredita que pode criar um filho, deve fazê-lo, porque terá grandes chances de criar uma pessoa feliz também. E o mundo precisa de pessoas felizes. Com ou sem filhos.

Obrigada, Luci, pela referência ao meu post.

Valeu, Lola, vou aguardar ansiosa o post-resposta ao comentário da Somnia.

Beijo grande,
Rita

Rita disse...
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Rita disse...
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Anônimo disse...

Lola: acompanho seu blog há tempos, mas só agora decidi fazer um comentário. por isso, e já pedindo desculpas pela minha intromissão, permito-me dizer que, para uma pessoa com as características pessoais que você deixa transparecer para os leitores em seu blog, você seria a típica pessoa ainda mais feliz tendo filhos.
Se você fosse daquelas que o importante é sempre andar na moda, ou ter um BMW, ou ser o melhor em tudo, creio que a maternidade seria fonte de infelicidade. Mas você é do bem. Defende que ser é mais importante que ter. Nada mais lindo do que ver seu pimpolho pegar o chokito que ele adora e doá-lo aos filhos da catadora de lixo, porque "eles tem direito de sentir a delícia".
Como muito bem pontuou a Rita, comparar tais plenitudes com ir ao cinema ou sair pra dançar é covardia. Diria mais, é grotesco. Parece-me um amigo meu que, ao saber que eu e minha esposa tínhamos ido fazer uma pós em Portugal e aproveitamos para depois morarmos (esticarmos) quase um ano na Europa passeando, comparou: nossa, mas você não se arrepende? podia estar agora com um Omega zero km...(Na época, o Omega era o melhor carro do País, hoje nem existe. Já as fotos, recordações experiências)...
Um abraço, B. Silva.

Pentacúspide disse...

Lola, se discordar significa ser agressivo, então lamento não poder ser outra coisa. De qualquer forma ainda estou para entender por que razão me chamou mal educado.
E, Lola, desafio-te a apontar no meu comentário alguma coisa que aponte que eu coloquei a tarefa de educar nos ombros da mãe. Eu sou do tipo que dá o lugar às senhoras nos comboios, mas não dos que as confinam à cozinha (se é que me entende).
Porém, talvez mesmo não tenha notado, mas prometo que, se me mostrares em quê fui mal educado, eu me corrigirei. Todavia eu não vou concordar com nenhum artigo só porque está bem escrito, nem contigo só porque te admiro. Sou adepto de Tales de Mileto: Nada aceites sem pensar e pensa por ti mesmo.
No entanto lamento que quem discorde de ti seja aos teus olhos um troll(seja lá o que isso for) ou um chauvinista, e, digo, isso afecta a admiração que tinha por ti, porque os pontos de vista são para serem defendidos de forma argumentativa, pelo menos nos blogs, e não de forma ditadora.

lola aronovich disse...

Adwilhans, primeiro que eu não citei uma pesquisa. Eu citei, aliás, comentei, resumi, uma longa e interessante reportagem que menciona várias pesquisas. E eu deixo claro no post que gostava mais do artigo quando ele reforçava a minha opinião. Mas muitas e muitas vezes eu falo de assuntos e artigos que vão totalmente contra um posicionamento pessoal meu. Esta reportagem do NY Mag é muito boa, e levanta ótimas discussões. Estou adorando tudo que foi falado nos comentários. E foi esse post, sobre essa reportagem, que gerou isso. Não teria sido besteira não falar sobre a reportagem? “Anomalia”, Ad, geralmente tem uma conotação negativa, não acha? O exemplo da Dinamarca é o que todos nós, com ou sem filhos, gostaríamos de ter. Um país com bem estar social. Vc não concorda que, se o Brasil tivesse um sistema como o da Dinamarca, os pais brasileiros poderiam criar seus filhos com muito menos stress e, consequentemente, serem mais felizes? Este é apenas um dos vários pontinhos do artigo. Mas ele é rico em abrir discussões. Aliás, acho que o artigo deixa o tema bem aberto. Não chega a conclusões. Cita vários estudos, mas, nas duas páginas finais, coloca tudo em dúvida. E creio que meu post tentou fazer isso tb.

lola aronovich disse...

Ritinha, adorei seu comentário, e agradeço muito seu testemunho. Na maior parte do que vc disse nem tenho o que dizer. Mas queria destacar um pedaço: concordo que um casamento que é ruim continuará a ser ruim com ou sem filhos. Mas acho que tb há fases, e a chegada de um filho pode “bagunçar” o relacionamento do casal, pelo menos por um tempo. Mas, enfim, mil coisas podem bagunçar o relacionamento de um casal. Perder o emprego. Ganhar uma herança. Mudar de país. Eu acho, sinceramente, que meu marido seria um péssimo pai. Não sei se eu seria uma boa mãe, mas consigo visualizar tendo que pedir pro maridão ter que fazer cada cosinha (troca a fralda do bebê, por favor!), como se um filho fosse só meu, não dos dois. Mas isso não importa, porque nem eu nem ele nunca quisemos ter filho. Nisso sempre estivemos de acordo, e não nos arrependemos da nossa decisão.


Silva, legal o seu comentário, e não precisa pedir desculpas pela intromissão. Comentário é pra isso mesmo. Pode até ser que eu seria “ainda mais feliz” com filhos. Entendo as vantagens e a satisfação em tê-los. Só peço que entendam as vantagens e a satisfação de quem faz a escolha de não tê-los. Porque é uma escolha, certo? Não é o que manda a sociedade, não é (ou não deveria ser) uma imposição. Sem falar que eu e o maridão somos tão caseiros que ter filhos não significaria uma renúncia tão imensa. Mas nunca fez parte do nosso projeto de vida. Mesmo. E certamente não vai começar a fazer agora, na nossa meia idade.

lola aronovich disse...

Pentacúspide, seu comentário foi agressivo pelo tom. Vc me tratou, e tratou minhas leitoras, como “vcs que não se sentem felizes por não terem filhos”. Como eu já disse antes, não sei nem de quem vc está falando, já que eu me sinto feliz, e não tenho filhos, e outras leitoras manifestaram isso tb, e as que têm filhos tb se sentem felizes. E aí vc disse que “nós” devemos colocar nossos filhos num orfanato, se bem que o que gostaríamos mesmo seria de matá-los. Hum... Isso não parece agressivo pra vc? Nem um pouco? E isso te parece um bom argumento? (quem reclama do trabalhão que dá criar um filho é porque não o ama?). Na realidade, vc já começou mal num outro comentário, em outro post. Lá vc perguntou por que minhas leitoras concordavam com o que escrevi, se erá porque tinham medo de mim. Isso é ridículo, Penta. Ninguém tem medo de mim, e nem razão pra ter medo de mim. E associar “não discordar” com “não pensar por conta própria”, como vc fez no outro comentário e voltou a fazer aqui, é igualmente estúpido. Talvez muita gente concorde comigo porque... já pensava igual a mim antes? Pra concordar tb é preciso pensar. Veja o exemplo dos comentários aqui no blog. Uma boa parte concorda com o que escrevi, mas sempre inclui ótimos comentários, que acrescentam ao debate, que exemplificam, que apontam caminhos diferentes. Por isso, inclusive, que tantos comentários acabam virando posts ou me inspirando a escrever novos posts.
E não te chamei de troll. Já cansei de explicar que, até agora, em 2,5 anos de blog, só tive o desprazer de ter três trolls. Eles não eram trolls por discordarem de mim, mas por serem grossos, mal-educados, machistas, racistas, homofóbicos, elitistas, the whole package do preconceito, por me xingarem pessoalmente (a mim, não ao que escrevi), por xingarem meu marido, minhas leitoras, por escreverem insultos sobre temas que nada tinham a ver com o post (por exemplo, xingar o Lula num post sobre casais infelizes ao cuidar dos fihos), e pela persistência. Ah, e tampouco te chamei de chauvinista.

aiaiai disse...

lola,

olha que exemplo legal de blog de esquerda que não admite preconceitos nem para falar mal do serra e fhc:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/07/30/em-defesa-de-serra-fhc-ronaldo-e-dos-travestis/

e Penta, vc está sendo estulto! Leia novamente e reveja suas considerações.

Luciana Håland disse...

Eu só näo entendo porque as pessoas se revoltam com quem decide näo ter filhos, até parece que a raca humana está perigando ser extinta, o que é bem ao contrário, já que temos muito mais gente do que a natureza pode oferecer para sustentarnos. Eu não quero ter filhos e nunca me importei com quem quer ter, então obviamente acho estranho quem fica incomodado com a decisão de quem não quer tê-los, ou se revolta ao ponto de chamar de anormal, problemático, etc. Eu tenho amigas que já até tentaram me analisar e procurar no meu passado o porque de eu ter problemas e näo querer ter filhos, acho ridículo e isso sim é uma pessoa problemática, afinal essa decisão é de esfera pessoal. São anormais as pessoas que não sabem respeitar as diferentecas e também não tem compreensão de perceber que cada um é cada um, pessoas são diferentes. Digo isso em relacão a alguns comentários que li aqui e comentários que ouvi por ter compartilhado o post no meu blog.
o mundo ainda tem ignorantes demais, e ainda ditos cheios de cultura, aja paciência.

Ótimo post, Lola.

Pentacúspide disse...

Cá estou outra vez. Para começar, eu não disse "vocês que não se sentem felizes por não terem filhos", textualmente eu disse foi: "vocês que não se sentem feliz por terem filhos, que tal mandarem os fedelhos para o orfanato visto que não os podem matar?".
A má educação seria o uso da palavra fedelhos? Posso trocar.
Qualquer texto é aberto a interpretações, mas primeiro temos que lhe reconhecer a interpretação literal, como diz Umberto Eco. Literalmente eu disse o que disse, e não vejo como isso pode ser interpretado por... Ok! Se calhar tens razão, compreendo agora o teres interpretado o que eu disse como o interpretaste, compreendo, mas não é verdade, eu não disse que gostariam de matá-los.
Agora imagina uma mãe, uma esposa, uma namorada, uma qualquer coisa, a dizer a outro: eu era mais feliz sem ti, ou sou menos feliz por estar contigo, ou o tempo que me roubas eu podia aplicá-lo a tornar-me mais feliz. O que achas que esse diria ou pensaria: eu torno esta pessoa infeliz. Se o post diz que as mães são menos felizes que as mulheres não mães, e se até alguém comentou certificando que agora tem problemas com o marido por causa do filho, que quer dizer isso no modo geral? Pode ser um facto, mas nenhum facto é regra, principalmente no respeitante ao psique humano.

Então quer dizer que ligaste o meu comentário do outro post a este para me chamar de mal educado? Não o faças, pliz, a minha mãe não ia gostar.
E não acredito que concordar ou discordar passe exactamente por pensar, na maior parte das vezes são puramente reflexos.

Não precisas defender, julgo eu, os que concordam contigo, deixa-os fazerem-no eles mesmo, como fez Aiaiaiai, que simplesmente me chamou de estúpido e ficou por ali.

Talvez não faças por dolo, mas tu usas uma espécie de argumentum ad verencundiam (eis porque disse que têm medo de discordar de ti, não disse que têm medo de ti, mas do teu poder cerebral) e por essa razão boa parte dos comentadores concordam contigo. Citando Kant: boa parte dos homens preferem tutores, por ser mais cómodo do que esforçar-se.

E chamaste-me de chauvinista quando disseste que atribuí a educação dos filhos apenas às mães. Agora podes dizer que te interpretei mal.

Lud disse...

Lolinha,

fiquei pensando aqui se pesquisas feitas no Brasil chegariam à mesma conclusão. Se por um lado não somos a Dinamarca, por outro mães e pais brasileiros, em geral, tem a vantagem de uma rede social de apoio nas próprias famílias: dá pra contar com tios e avós pra dar aquela força. E o pessoal de classe média e alta ainda tem a opção da babá e da empregada, o que não acontece com todo mundo da turma americana/européia.

Em outras palavras, me parece que nos EUA e alguns países europeus os pais têm de abrir mão de mais atividades individuais quando decidem ter filhos, e isso pode explicar os níveis menores de satisfação.

Nefelibata disse...

Primeiramente, a quem desdenhou a reportagem, eu devo dizer que ela está muito longe de ser "lixo" porque ela é mais científica que a maioria da pretensa ciência que vemos por aí: ela não é conclusiva como um dogma, longe disso, mas atiça o questionamento, convida a chacoalhar o engessamento (como bem disseram) de pontos de vista celebrados na sociedade. Só por isso, já vale muito, nos faz refletir, ainda que tanto incomode muita gente que antes de ter conhecimento dela, se sentia bem segura, quentinha e confortável dentro do casulo de gesso. Crescer dói.

Nefelibata disse...

Isso me lembrou os posts sobre filhos como missão ou vasectomia, Lola. Talvez eu seja um pouco repetitivo nesse aspecto, me perdoe.

Ninguém pode dizer que estamos numa cruzada contra maternidade e paternidade. Mas podemos certamente dizer que sociedade em geral luta contra nós que não queremos ter filhos. Nos ensinam que o ciclo natural, e portanto necessário e obrigatório, da vida consiste em "nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e morrer". Ora, reproduzir-se não tem nada de necessário. Isso tem que ficar claro. O ponto positivo da reportagem e do post da Lola é esse; quebrar os mitos que dizem que "não, não ter filhos te deixarão um ser humano incompleto".

Se sou obrigado a algo, não preciso pensar muito nas consequências. Sou pacifista e me alistei, mas ninguém pode me criticar por isso - porque fui obrigado a me alistar. Se não fosse obrigatório, eu seria hipócrita, certo? Agora, se é uma opção livre, as responsabilidades e consequências se tornam mais evidentes.

A adoção, por exemplo, é considerada pelo populaço como algo diferente de fazer seus próprios filhos. Ninguém me critica por eu dizer que não vou adotar filhos. Só que é a mesmíssima coisa: criar um filhote. Então, ninguém sai adotando filhos por aí a torto e a direito porque costuma refletir sobre as consequências, acha chato passar por um monte de avaliações, tem medo de começar a conviver uma nova pessoa, etc. Um monte de cuidados que deveriam existir para quem quer fazer seus filhos biológicos também!

Mas essa reflexão para com os próprios filhos biológicos raramente existe. E eu credito essa falta a duas razões: inércia e/ou narcisismo. Não precisa refletir para seguir o que todo mundo faz, que é ter filhos; basta se manter na inércia social. Ou então, a vontade de ver "um pedacinho de si" na criança fale mais forte do que a sublime ideia de maternidade ou paternidade - que poderia ser satisfeita mais belamente tirando uma criança de um orfanato.

(Pessoalmente, conheço 3 famílias que adotaram crianças. Lindo. Mas todas elas só adotaram depois que tiveram seus próprios filhos biológicos ou então se viram na impossibilidade de os fazerem. Não consigo deixar de me lembrar do comentário que li no seu post, Lola, dizendo "parece que maternidade por adoção não é 100%").

Alguém disse aí que acharia lindo ver o filho dar Chokito para o filho da catadora de lixo, para que ele pudesse sentir "a delícia". No meu ver, essa é uma forte razão para eu NÃO ter filhos, porque se depois ele me perguntasse "papai, por que o filho da catadora de lixo não pode comprar Chokito e eu posso?", eu não saberia o que responder. Minha resposta honesta seria "é porque este mundo em que eu te trouxe é essencialmente injusto, e nós podemos comprar Chokito porque temos a oportunidade de nos vender como seres humanos e, com os trocamos que recebemos, podemos nos iludir na felicidade do consumo". Mas a gente tem que proteger os filhos ou ensinar a verdade? Enfim, apenas um dentre vários pontos discutíveis e antes que alguém diga, não é essa a única razão pela qual farei vasectomia assim que fizer 25 anos.

Em suma, para não me esticar demais; é preciso sim jogar na cara de todos, assim, agressivo mesmo, que esse negócio de filhos é opção, não fará necessariamente ninguém mais feliz, nem completará ninguém. Que filhos trazem coisas boas somente depois que uma série de problemas são superados, e que para superá-los, entusiasmo não basta. Talvez quando as pessoas fizerem isso, deixarão de ter filhos "por ter" e não delegarão às escolas a função de educá-las simplesmente porque lhes falta tempo e ânimo.

Nefelibata disse...
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Nefelibata disse...
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carolina disse...

Tinha q perguntar aqui onde moro. As pessoas daqui são muito felizes mas tão felizes q até dá raiva. E felicidade é poder pagar o carnê das casas bahia e ter filhos. Dois, depois liga as trompas. Isso as mais "conscientes", a "classe média" da classe c. Por aqui isso é status. Dois filhos. Um casal. Se não der sorte tentam mais um pouco. Qto mais pobres mais tentam e aí já viu, 3, 4 filhos. Os relacionamentos vão gerando filhos já q cada um quer um filho como marca daquela convivencia.Desfilar com um rebento coberto de bugigangas dos pés à cabeça é motivo de orgulho pra qqer mamãe tenha ela a condição financeira q tiver (as lojinhas de preço popular prosperam). E não se privam de nada, vão pra rua sem culpa, largam os filhos sozinhos ou com qqer um pq vovôs e vovós tb querem se divertir já q ainda são jovens, ou os mais cuidadosos carregam com eles ( passa em frente a bar, pagode, forró, qqer aglomeração por aqui e vais ver um monte de crianças soltas pra lá e pra cá até altas horas com os felizes papais já meio turvos e as mamães preocupadas em vigiar os...companheiros!), não se privam de sexo e o fazem em casas minúsculas, sem a menor privacidade, quase à vista dos filhos ( nem sempre filhos do mesmo pai ou da mesma mãe). As crianças vêm de tudo, são expostas a tudo. Todos têm acesso a internet nas lan houses ou no computador em casa ( parcelado em mil vezes no cartão) mas somente pra msn, orkut e pornografia, têm "sky" ou gatonet ( mas só assistem filme arrasa quarteirão, pânico na tv, novela e programas policiais). Cultura? Nada q tenha mais de uma página, dez linhas, legendas, dez segundos de silêncio, palavras grandes ou difíceis ou tenha q ser ouvido num tom considerado saudável....o contrário os deixa entediados ou deprimidos. Toda a alegria vem acompanhada de um barulho ensurdecedor, pra todo mundo ver e ouvir, senão não vale. São analfabetos funcionais ou totais e só votam no candidato que trouxer alguma vantagem ou for da mesma religião. Os modismos são seguidos cegamente, a qqer preço. Meninos e meninas imberbes andam sozinhos ou em bandos pelas ruas indo e vindo de bailes funk, shopping, danceterias, lanchonetes, praças. Os mais "riquinhos" estudam em escolas particulares meia boca e são "a elite", a grossa maioria enche as péssimas e depredadas escolas públicas, qdo muito. Gravidez na adolescencia é comum e até certo ponto esperada dada a ampla, completa, irrestrita liberdade q os pais dão aos filhos acompanhadas da mais absoluta falta de educação e cuidado. E como consomem! Querem ter de tudo e se não conseguem ficam tristes. Celular, mp34566, roupas, eletrodomésticos...Tudo. Os q nem Bolsa isso e aquilo recebem partem pro roubo puro e simples, na mão grande, moleques de dez anos esperam aos bandos pra roubarem as compras na cara dura, pegam as sacolas nas portas de lojas e supermercados, desarmados e sob o olhar impassível de felizes cidadãos, não roubam alimentos básicos, isso conseguem através do assistencialismo dos políticos e/ou instituições religiosas. Querem ostentar a mesma felicidade: o celular, o tenis, a mochila, o moleton e até ingresso pra carnaval fora de época. Morrem de dengue, diárreia, leptospirose, gripe, sem socorro no péssimo e único hospital estadual. Péssimo transporte público, segurança zero, esgoto a céu aberto, moradias caras facilitando invasões de terrenos e construções precárias e tb os famosos puxadinhos. Índice zero de qualidade de vida. Isso é revoltante? Nããoo. Têm muito com q se distrair. Sao felizes. Felicíssimos. Pode perguntar. Só se revoltam se não puderem vestir nada novo no serviço religioso dominical, fazer aquele churrasco no aniversário, se igualar aos outros no quesito ostentação de futilidades. Aqui felicidade é: Dever no cartão mas fazendo carão pros "próbris". E o futuro? Bem, dizem eles, Deus proverá. A ignorância é a maior das felicidades. Está provado.

carolina disse...
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lola aronovich disse...

Nossa! Comentário altamente classista e preconceituoso, Carolina. Você está indignada porque tanta gente chegou à classe C e agora pode fazer o que a classe B sempre pôde? É isso?
Espero que vc ao menos perceba o quanto seu comentário é elitista. E é típico de uma certa parcela da classe média mais alta que não gosta que mais gente ocupe o seu espaço.

Pentacúspide disse...

Quando se fala que a ignorância é felicidade, creio que se refere a ausência de conhecimento de uma determinada coisa (por exemplo, o marido que ignora que é corno), e não a ausência da cultura (?).
Puff! O controlo da natalidade quando não existe é um problema e sério, concordo contigo Carolina, porém a tua exposição é deveras aguilhoante, pelo menos para mim que nasci de uma família de nove filhos. Pôr filhos no mundo à toa é um "crime", mas o meu pai, por ter posto nove, trabalhou como um burro para cumprir com as suas responsabilidades, ou seja, sabia o que fazia e que podia fazer o que fazia. Cresci numa casa pequena, três quarto apenas, sendo um deles ocupado pelos meus pais, mas nunca os vi a fazer sexo. Mas costumava ir à casa de um amigo, à hora da sesta, que por acaso era filho único de família abastada, para assistirmos ao sexo dos pais deles, espreitando pela fresta da porta. Por isso, duvido que o motivo porque os pais fazem sexo à frente dos filhos se deve a pobreza.
E o consumismo é um mal social generalizado e não próprio de uma classe. Não me queres dizer que acreditas na teoria de Thorstein de que o ócio é só para os ricos?

Internet is for porn, satiriza-se ou diz-se uma verdade.

**Dre** disse...

Amei! Obrigada!
Simplismente amei pois desde pequena eu SEMPRE disse que nao ia casar e nao teria filhos e desde pequena ja sou criticada pela sociedade, tanto pelos pequenos quanto pela geracao mais velha sobre minha posicao.
Sempre a sociedade (nao digo aqui na Europa, nem a comunidade gay ou a gercao pos Y) da um pitaco onde nao deve ser chamado!

Bia disse...

Oi Lola,

Há um ano atrás se me perguntassem: vc vai ter/quer filhos? A resposta seria SIM na hora! Principalmente por essa afinidade que eu sinto com crianças.
Mas desse ano para cá, venho sentindo que a vontade/certeza não está mais lá. E que vejo muita gente/casal sem filhos sendo feliz do mesmo jeito (eu sempre ouvi que filhos eram os que traziam a felicidade sem fim).
E agora, que sai um pouco de casa, vi um pouco do mundo... acho que ainda sou (e nem sei se deixarei de ser algum dia) muito egoista. Egoista no sentido de que mãe se anula muito pelos filhos.

Eu penso muito em como ter filhos me afetaria em termos profissional e tb emocional... e acho que quando chegar a hora, vou ter refletido bastante sobre o assunto para tomar a decisão quer for certa pra mim! :)

bjs

Clara Gurgel disse...

Carolina,vc demonstrou conhecer tão bem a realidade do lugar onde mora e parece muito incomodada.Diz ficar "com raiva de como as pessoas são tão felizes" e...ignorantes.Pois bem,por que vc não canaliza "essa raiva" para uma coisa mais produtiva,como por exemplo,tentar mudar essa realidade,que eu acredito que realmente exista,(apesar de não podermos generalizar)participando de algum trabalho voluntário com as pessoas do bairro,para tentar melhorar essa situação que vc tanto critica?Sei lá...tem tanta gente tentando...vc deve saber de alguma ONG,de alguma associação ou de algum grupo(podem não conseguir mudar o mundo mas estão lá fazendo a sua parte).Sim, é "problema" nosso também.É só a gente procurar se integrar,que a gente acha e,SE ACHA! A gente erra várias vezes e por vários motivos,e se omitir e só criticar,é um dos nossos grandes erros(também me incluo).Se a gente tivesse mais consciência da nossa responsabilidade social,a desigualdade social,cultural e outras que vc queira enumerar,não seriam tão gritantes no nosso país,tenho certeza!

Adwilhans disse...

Ok, Lola, concordo com o comentário agora. Mas insisto, esse tipo de pesquisa baseada em elementos pinçados da realidade com a abstração dos demais, como se desprezíveis fossem, não tem valor científico algum.
Quanto a ter ou não filhos, não acredito que seja fonte de problemas para o relacionamento dos pais, a não ser que estes tenham os filhos pensando em resolver, com isso, problemas pré-existentes...
O que hoje está virando padrão é as pessoas pensarem muito antes de ter filhos, concluindo por ter o mínimo possível ou não os ter. Mas acho que não é a quantidade de filhos ou sua inexistência que tornará a vida dos pais infeliz (no relacionamento), mas sim o próprio relacionamento e o grau de consciência e preparo para a decisão de ter ou não filhos...
Grande abraço e desculpe se eu não fui claro o suficiente no comentário anterior - relendo-o, pareceu-me meio agressivo, mas não foi a intenção...

Michelle Silva Toti disse...

Concordo quando alguém disse que a felicidade não depende de ter ou não filhos, ou de qualquer coisa desse tipo. Acho que envolve outros aspectos, mais complicados do que simplesmente: -quando ter filhos vou ser feliz! - quando conseguir aquele emprego vou ser feliz! etc.
Quanto a ter filhos, sempre quis, não sei por quê. Mas sei que renunciei a passeios, viagens a dois, gastos (comigo)...E quero mais um....rs. Meu casamento? Não foi afetado pelo meu filho. Na verdade, o tempo tem melhorado nossa intimidade, em todos os sentidos.

Anônimo disse...

Lola, que filhos não são econômicamentenúteis na nossa época é o óbvio. E eu desconheço alguém que tenha gerado filhos pensando em recompensas econômicas. Acredito que quem faz filho, o faz por razões bem diferentes da econômica.
Como tudo na vida, ter ou não ter filhos é uma decisão que demanda disposição e responsabilidade pra aguentar todas as consequências implicadas nisso. Talvez por isso o 'relativismo' da matéria, já que tudo a vida tem dois lados (e de modo geral tendemos a ver o nosso como o melhor...). Ter filhos não traz felicidades, mas casais sem filhos não são mais felizes por isso e vice versa. O final de seu texto é emblemático do que digo, Lola: vc seria uma mãe feliz pq vc é uma pessoa que optou por ter uma vida que lhe traga felicidade. Se vc fosse mãe provavelmente seu filho seria compelido a acompanhar seu ritmo de felicidade. Ele estaria rodeado de felicidades. O que acho que tornaria a vida dele muito feliz também. Agora, a classe média com suas culpas e taras cansa qualquer um. Até o estéril.

Anônimo disse...

Sem contar que esse post tá numa perspectiva muito classe média. Que casal pobre vai deixar de dar 50 dinheiros no cinema por ter filho Lola? Pobre não pode dar 50 dinheiros em muita coisa. E mesmo se não não tivesse filhos, com a vida e a renda que pobre tem no Brasil, duvido que daria em cinema ou jantares.
Acho que o título do post deveria ser "Mentiram pra mim: ter filhos não traz felicidade aos casais de classe média". Pq os de classe média alta e os ricos podem ser mais relaxados com toda essa questão de felicidade associada à sobrevivência material = realização pessoal. Essa não é, de longe, uma questão pra eles.

Os pobres podem contar(e contam) com os filhos para ampará-los na velhice, ajudá-los na construção de uma casa maior para a família e no rateio das despesas domésticas. Nas família pobres a família extensa é fundamental na criação dos filhos. Os avós, tios, primos e irmãos ajudam na criação das crianças as levando e buscando na escola e ao médico. E inclusive, quando há $$ disponível, cuidando dos rebentos para o casal se divertir. É uma relação familiar pautada em outra lógica.

Anônimo disse...

Lola você morou (ou mora ainda?) com sua mãe idosa econômicamente inútil, pois nem o próprio plano de saúde ela consegue pagar sozinha já que os filhos tem que pagar pra ela.

Mas é assim mesmo. Na nossa cultura os idosos são apenas gastos: plano de saúde, enfermeira particular, remédios caros, carência afetiva, uma saúde que só deteriora, dependência dos filhos etc.

A vida dos filhos também é impactada e passa a conter a vida dos pais: levar os pais pra morar junto, levar ao médico, trocar a fralda de xixi e cocô, limpar a baba do pai, bater no liquidificador a papinha da mãe que não tem mais dentes, colocar na cadeira de rodas (ou seria no carrinho?), deixar de ir ao cinema pq não tem ninguém pra olhar a nova criança, não poder viajar sem garantir que os pais idosos estarão bem etc. E tudo isso sem receber nenhum tostão. Sem nenhum retorno financeiro ou qualquer justificativa lógico-racional que nos diga que devemos fazer isso.

Pela relação que vc demonstra ter com sua mãe me parece que vc seria capaz de fazer tudo isso e muito mais simplesmente por amá-la. A relação com um filho é bem parecida. Decidimos conceber o filho, gerar o filho e passar boa parte da nossa vida adulta criando e gastando o filho simplesmente pq amammos. Pq amamos o filho demais pra agir de forma diferente.

Sem contar que pra lógica do mundo de hoje desacreditada no culto ao trabalho a cultura americana tá longe de ser parâmetro pra medir felicidade, né? Pelo menos pra mim.

olhodopombo disse...

enfim, qual a proposta? mata-los antes de nascerem?

Arashi disse...

Hmm, o último anônimo aí levantou uns pontos importantes sobre as condições financeiras de gente que tem ou não tem filhos. Nisso eu acho que ele tem razão, a lógica é outra.

Agora, a Carolina aí em cima, meu Deus. Que horror. Quer dizer que além de ter exclusividade sobre o dinheiro, agora os ricos têm que ter exclusividade sobre a felicidade também? Uma coisa é ter condições de dar uma vida digna aos filhos, outra é achar que só quem pode pagar TV de plasma e viagem à Disney está autorizado a ter filhos.

Você fala de superficialidade sem perceber que é você a mais superficial nessa situação, por vincular a decisão de ter filhos exclusivamente à riqueza. E outra coisa: irresponsabilidade existe em todas as classes. Você vai achar muitos pais que não cuidam dos filhos entre os ricos; a diferença é que em vez de as crianças ficarem a cargo de parentes, ficam a cargo de babás.

Anônimo disse...

"There are dozens of varietals of happiness, and the most sublime among them require a certain amount of sacrifice."

Existe um milhão de maneiras de ser feliz, e a mais sublime delas requer muito sacrifício!!!

Sou uma das que acharam o post interessante, mas também bem supérfluo e egocêntrico.

olhodopombo disse...

Carolina,
isso parece o retrato de um certo estado brasileiro por onde morei.....

Cristina Bottallo disse...

Oi, Lola, acabei de conhecer seu blog. Gostei! Eu sou mãe de 3 filhos, sempre quis ser mãe, era uma certeza que eu tinha em minha juventude, na verdade a única certeza. Fui mãe aos 19 anos, hoje tenho 42 anos e filhos de 15, 20 e 23 anos. Não acho que ter filhos é para todos, não acho que ter filhos faz a gente mais feliz sempre, mas SEMPRE a vida fica muito mais complicada com filhos. Então essa é um decisão pessoal. Ponto. É simples assim, vale para uns e para outros, de jeito nenhum... então não esquente, quem não quer ter filhps vai ser muito feliz sem.
Mas eu, que sempre quis ter meus filhos, posso garantir, estou satisfeita. Principalmente por ser uma mãe de 40 anos com filhos de 20. Isso é realmente divertido, posso garantir. mas tem hora que tudo que eu mais queria nessa vida era volatar para uma casa vazia...

Anônimo disse...

ola pessoal venho aqui desabafar minha historia,pensava muito em ter filhos,mas agora mudei meus pensamentos,amo crianças,mas conversando um pouco com algumas amigas que ja tiveram filhos,o medo do parto tomou conta de mim,ate entrei em depressao de anto mim preocupar no assunto,em setembro do ano passado ja nao queria sair mais de casa,nao conseguia mais dormir,mas graças a Deus conseguir sair dessa preocupaçao,vejo que posso adotar uma criança,e nem penso em me preocupar mais com o assunto pois sofri muito pessoal...

ELIANE disse...

Tenho um filho de 17 anos, amo meu filho e não viveria sem ele. Mas esse é o problema, é amor demais junto com preocupação demais. Com a experiência de ter tido um filho, hoje tenho a convicção de que para ser pleno e feliz,com uma vida sem altos e baixos, sem ansiedades, não se deve ter filhos. Pena que ninguém me falou isso antes, agora já tenho meu rebento e não vivo sem ele, fonte de minha alegria e de toda minha ansiedade.

ME disse...

Adorei seu texto. Tenho 33 anos e sempre pensei que queria ter filhos. Mas o tempo passa e eu sempre adio. Penso muito na opção de não ter, mas como sempre imaginei que teria filhos, é muito difícil mudar de decisão. Na verdade, eu quero é coragem para decidir "não quero filhos" sem medo de me arrepender.Que decisão torturante! Penso nisso todo dia - ter? não ter?

Ana Banana disse...

Se traz felicidade ou não, não sei... só sei que a maioria das pssoas que tem filhos, nao quer mais a vida sem os filhos. Entao de todo ruim nao deve ser...rsrs...bjos

Dina_BR disse...

Parece aqueles filmes em que o cara está numa bifurcação na estrada e precisa escolher um dos caminhos, sem olhar para trás. Nunca vou saber o que é ter passado minha vida sem ter filho ou sem ter casado. Assim como alguém que optou por não ter filhos saberá - nem de relance - o que é. Pode acreditar, é algo que só é possível compreender ou sentir passadno por isso. Quando me tornei mãe um dos maiores choques foi perceber que eu não tinha a menor idéia do que era tudo isso - mas não sabia da minha ignorância. Afinal, eu tinha convivido com filhos dos outros, não era o suficiente? Definitivamente não. A gente tem no imaginário aqueles partos de novela da Globo com a mulher estribuchando e nascendo bebê gordinho. Aí quando se passa por uma cesárea e nasce um bebezinho tão pequenino - eu chamava carinhosamente de girinho - aquelas perninhas fininhas.... E de repente tem um ser que depende de você para tudo, espera tudo... O tempo passa e você começa a compreender sua mãe, sua avó, de um jeito totalmente novo. Não vou escrever sobre felicidade, mas filho traz uma clareza tão grande do que é a vida, que a gente tem construir do novo todas as perspectivas. Posso escrever de amor, pois é um amor incondicional recíproco, que não se pode viver igual com ninguém - pois é uma nova forma de amor. E quem disse que amor traz felicidade? Traz Êxtase, mas também muita dor, muita renúncia - isso qualquer amor pode mostrar. Lembro exatamente do dia, quando eu tinha 27 anos e estava solteiríssima e me perguntei: como será, terei filhos um dia???? Ups, não fazia idéia pois não tinha nem com quem querer ter!!!! E não erar dessas mulheres desesperadas como reloginho biológico batendo "preciso casar, preciso ter filhos". Só estava vivendo. Ponto. Aí eu mesma me respondi: decido agora ser feliz, sozinha ou com alguém, com ou sem filhos. Essa segurança me trouxe uma leveza incrível. Até que eu encontrei um homem maravilhoso que me fez querer ficar com ele para sempre. E depois de uns anos juntos a gente se amava tanto que acho que ter um filho foi um jeito de multiplicar esse amor; isso, foi exatamente um ato de amor. Agora verdade verdadeira: abalou sim o casamento, momentos de crise total, desequilíbrio, infelicidade. Mas a criança não tem culpa nenhuma disso. Fomos nós é que não soubemos encontrar nosso novo eixo. Afinal, como dizem, ninguém nos ensina a ser pais - e a gente bateu tanta cabeça, errou tanto, que quase colapsamos. Agora está melhor. Mas se eu pudesse mudar algo no passado: deposi de ter filhos, tentar ao máximo não deixar o companheiro de lado e combinar bem a educação do filho. Aí já minimiza grande parte da infelicidade. Bem, acho que meu marido ficou tão abalado, que não quer mais filhos, um só. Eu nunca tinha parado para pensar quantos filhos queria ter, mas acho que num cantinho da cabeça (ou do coração?) eu achava que se eu fosse ter filhos, seriam no plural. Por isso, se alguém se aborrece quando criticam se não tem filhos, saiba que é horrível também alguém criticar por vc ter filho único. Já ouvi muita bobagem, como se meu filho estivesse destinado a ser infeliz por não ter irmãos. Uma imbecil chegou a me dizer "ah, se fosse para ter um, é melhor não ter nenhum"... Finalizando filho traz felicidade, mas junto traz um montão de coisas, nem sempre fonte de bem-estar.

Anônimo disse...

Eu acho q vc é retardada, quem vive em um mundo feliz se não tiver filhos,pessoas q não tem filhos são frustradas e invejosas
porque vc acha q a angelina joli quer ter 10 filhos? ela é linda bem sucedida mas precisa de motivação. Quem não tem filhos se tornam pessoas vazias e tendem a procurar felicidade na vida dos outros.

Anônimo disse...

O assunto não é simples de jeito nenhum. Principalmente quem já quis muito ser mãe como eu, mas passou por um aborto e a morte de um filho recém nascido. Antes eu tinha certeza da maternidade. Agora, penso q talvez a natureza queira dizer q isso não é pra mim. Sem contar que foi uma gravidez difícil e traumática e ver um filho morrendo sem poder fazer nada foi a pior sensação q já tive na vida. Ainda não decidi nada, meu caso depende de tratamento e sem "garantia" de não ter outro filho com problema. Penso em adotar, mas tenho medo (não sei exatamente do que) e meu marido tb. Estou deixando o tempo correr, sei q uma hora chego a uma conclusão. E o pior é q nós mulheres ainda temos a pressão da idade contra (já tenho 35 anos), ainda bem q pra adotar não preciso seguir o relógio biológico, mas já ando pensando em como seria minha vida no futuro, se realmente eu não tiver filhos. Como eu disse antes, não é simples ...

Lil Rocha disse...

E põe dificuldades nisso.É realmente um conflito,pois a sociedade te incute essa ideia de casar e ter filhos e a cobrança é grosseira .Tenho uma história muito parecida com ado depoimento acima e confesso que aso 35 anos não sei que caminho seguir.Será que vale tanto a pena inseminar, uma vez que tal decisão requer desgaste financeiro e emocional ou mesmo passar por um processo cansativo da adoção e depois ainda não encontar essa felicidade extrema que tantos dizem ser real?Meu casamento é ótimo e temo por ele.
Lil Rocha

Anônimo disse...

Na verdade, nunca quiz filho, mas me deixei levar e "puff". Não quer dizer que não a amo, mas me arrependo, não só de ter tido, mas de ter me casado também. Só "sabem" fazer e mais nada... Infelicidade total.

Anônimo disse...

Só eu que achei que está escorrendo recalque nesse post?

Anônimo disse...

Sou casada a 4 anos decidi nao ter filhos e sou feliz.A maioria me pergutam sobre minha velhice.A maioria querem ter filhos como garantia de acompanhamento na terceira idade.Nao quero filho como muletas!

Anônimo disse...

Clara Gurgel ,concordei e achei inteligentes seus comentarios,nao existe comentario melhor do que o de uma pessoa que vivenciou a experiência em questão,no caso quem tem filhos ,e verdade cada um tem que procurar o q a fazfeliz.Eu "Meio"que vivi essa experiencia ,nao posso ter filhos tenho 26 anos e vivi 1 ano com uma mulher que tinha um filho de 3 anos,mas nao achei uma coisa agradavel por varias questoes como dinheiro ,privacidade,tempo,e por ai vai,mas acho q vivo melhor sem filhos por isso decidi me separar dela,e hj stou bem,ainda mais quando entro no meu carro importado e fico final de semana na minha casa de praia dentro da minha banheira com hidromassagem e penso ,q nao me faz falta mesmo ,quando penso q alguns amigos meus sempre reclamam q nao tem tempo ,nem dinheiro pra aproveitar a vida q almejavam ter,que suas mulheres nao sao mais as mesmas e eles praticamente nao exstem ou sao meros empregados das esposas e dos filhos ,.

Anônimo disse...

Os questionamentos serão eternos, para aquelas que simplesmente se decidiram em não ter filhos. Porém, quando a decisão foi tomada com consciência e tranquilidade, dane-se o que pensam os demais. Não se deve ter filhos pensando em companhia para a idade avançada, pois que nem mesmo sabemos se conseguiremos chegar até ela ou se morreremos antes. Tenho 44 anos, casada há 18 e não temos filhos. E não nos fazem falta nenhuma. Talvez eu fosse feliz também com filhos, não sei... Ninguém é mais ou menos feliz por causa de outros -não estou tirando a importância de outros em nossa vida-, mas jogar a culpa por nossa felicidade ou infelicidade, nas costas de outros (filhos, no caso) é responsabilidade demais, não acham? Arquemos com as consequências de nossas decisões e ponto.

Anônimo disse...

Lola, apesar de tanto tempo depois, só hoje encontrei o seu blog. Achei o post simplesmente sensacional. Eu me entreguei à maternidade pelo meu marido. Não deu certo - perdi o bebê com 14 semanas de gestação... Fisicamente e psicologicamente, foi horrível, indescritível. Agora não quero mais. Tenho convicção de que no fundo, nunca quis.
Bj grande,
Nathalia

N. Rodrigues disse...

Lolaaaa,

Obrigada! Não só por postar sobre este assunto, mas por incluir a capa desta edição da revista New York que passou batido! Lá vou eu correr atrás de comprar uma edição de quase 3 anos (rs). Mas pesquisa é pesquisa, né?

Aliás, entrei em fase de entrevistas para o livro Útero Vazio. Estou a procura de mulheres que:

- não desejam ter filhos.
- não podem ter filhos.
- ainda estão em processo de decisão em relação à maternidade.

As entrevistas podem ser feitas por email ou pessoalmente e podem ser anônimas, caso a entrevistada assim prefira.

SE você, Lola, estiver interessada em participar, ou qualquer uma de suas leituras, por favor, entrem em contato comigo que eu envio informações detalhadas sobre o projeto.

Um beijo grande querida e continue firme forte com esse seu blog que é o meu jornal do dia!

Nicole
www.uterovazio.blogspot.com

Anônimo disse...

Acho que vou procurar castração para mim. Sexo é inútil.

Anônimo disse...

Lola , li seu blog e tanto os textos quanto os comentarios me ajudaram a refletir sobre o assunto.
Mesmo estando no século XXI nós mulheres que decidimos por não termos filhos somos pressionadas por todos os lados( amigos, família, mídia ). Discussões como essas sã esclarecedoras e servem de suporte para as pessoas pensarem sobre o direito do outro e o respeito pelas suas escolhas sentimentos e motivações.


Maria Valéria disse...

Pra mim, ter um filho e um ato de amor.vc quer, vc deseja e vc ama aquele ser mesmo quando Ele esta dentro da sua barriga e ainda nao nasceu,
Senti isso vendo as amigas que tiveram filhos,e todas disseram que foi a maior realização da vida delas , acima da profissional e da amorosa ou conjugal,
No entanto, nao foi meu caso, nunca quis ter filhos,
Como nunca casei, ninguem fica me cobrando essas coisas nao,
Acho que as vezes cobram da minha mae o fato de ela ' nao ter netos' ,mas dai ela da um chega pra lá e fica tudo bem
Tenha filhos esperando ' companhia ' ou ' algo em troca ' e corra o risco de ser uma pessoa frustrada,.E se o filho nao te der a companhia que vc espera?
Filho nao e garantia de nada, filho nao e depositário dos nossos desejos , nem vai realizar seus sonhos por vc.
Ou vc tem filhos porque deseja, por amor, ou fica esperta que pode cair do cavalo,
Beijos, Lola.

Anônimo disse...

Respeito quem nao quis ter filhos, mas no meu caso eu me sinto muito realizada cada vez que vejo meus filhos crescendo, brincando juntos e vejo neles o reflexo do relacionamento que tenhocom meu marido...sinto prazer em ver que formamos uma familia, com problemas como qualquer familia mas com muito amor...acho que ser oais nos faz crescer na marra como pessoas, da trabalho sim, mas com certeza nao estaria tao feliz se nao os tivesse e tivesse todo o tempo praver filmes e namorar??? Se é que se namora mais sem filhos (acho que com os anos, qualquer relacionamento esta sujeito a esfriar, Iindependente dos filhos) lembro da primeira doença que o nosso filho teve e o medo que sentimos de perdelo ...e sentir que aquela vida era algo maior que nos unia ainda mais...mudanças de prioridade, amar sem esperar nada em troca, devoção , saber entender, tentar educar ...isso é ser pai e mãe...só sabe quem se atreve a essa louca aventura!

Anônimo disse...

Lola,

Achei vc muito inteligente e o pessoal do blog tb, tirando a anta do Oliveira..concordo plenamente com o que vc fala..as pessoas exibem os filhos como trofeis..a criatura engravida e vai la no facebook colocar o ultrassom do bebe..who cares? hehe quem ta interessado nisso...as vezes filho eh bom,mas ja vi muito casal separar por filho, muita mae solteira ficar frustada..eu acho que cada um sabe o que eh melhor pra si mesmo..

Anônimo disse...

Pra mim ter filho e cachorro e a mesma coisa, a diferenca eh que cachorro nao reclama.. e eu tenho os dois!!!! amo igualzinho!!!

Anônimo disse...

O importante é ter o poder de escolher ter ou não ter...
Para algumas pessoas, não é assim " filhos não se planeja"... no fim, as vezes desencanar e não escolher ter ou não ter, é uma escolha ... no fim quer ter...

Sou casada faz 8 anos, brinco com meu companheiro que ele é do tipo para se ter um time de futebol, por ser atencioso e carinho com as crianças da família e amigos.
Mas desde o começo da relação, nós escolhemos e nos cuidamos para isso, não ter filhos antes de ter condições. Por isso, no começo da relação, pensamos que mesmo nos precavendo, em caso de ficarmos grávidos, eu abortaria, no caso eu mesma que propus, tinha 19 anos e tinha acabado de entrar na faculdade. Ainda bem que não foi necessário, realmente somos mega precavidos. Demorei cerca de 4 meses para me adaptar em tomar o anticoncepcional na mesma hora, todos os dias... até que a coisa ficou automático, sem ver as horas sabia que estava na hora de tomar... rs...

Nossa origem é muito semelhante infância e adolescência ralando. estudando e trabalhando, correndo atrás ... como a maioria dos brasileiros que são pobres... correndo atrás do prejuízo, e escolhemos, se um dia tivermos filho, ele não vai ter essa preocupação e nem agente por se culpar por não ter tempo de estar com ele, por não poder viajar por lugares bacanas... enfim...
Sendo realista, esse tipo de debate não é travado pela sociedade e mídia, porque as pessoas não são consideradas cidadãos e sim consumidores. ( ver filme https://www.youtube.com/watch?v=KQQrHH4RrNc)

Se um dia tivermos condições financeiras e muito desejo em ter filhos, pensamos como num comentário acima, em adotar.

Obs. penso, brinco e falo para meu companheiro que o homem deve implorar para mulher quando quer ter filho...
Ele fica meio chocado, mas ele sabe do que falo pois, observamos pais e mães da nossa família e amigos.

Somos professores, sem filhos, então somos os chatos assumidos. Que cobramos os conhecidos em participar mais, e mais que isso, proporcionar momento de qualidade com as crianças... Em colocar o adolescente no inglês, ir no parque e praça juntos...

Repito o importante é escolher e se for um casal escolher juntos. Para mim uma criança, não é mais um consumidor.

Jane C. disse...

Nossa,me senti de alma lavada lendo esse texto!É tão raro ler algo sensato sobre não ter filhos!
Também decidi não ter filhos e sou muito feliz. Deixa isso pra quem gosta... Eu,decididamente,adoro crianças. Dos outros.Na minha casa,gosto é de paz,silêncio e liberdade!

MARCIA disse...

De fato o texto é muito bom e lava a alma; É bom saber que muitas pessoas estão pensando antes de ter filhos e se pensar bem, não tem mesmo! Quem tem filhos sempre se arrepende, só não confessa, diz que é a felicidade plena! Claro que sim... não dá pra devolver!

Anônimo disse...

Concordo e complemento:
As pessoas não sabem por que querem e precisam ter filhos, apenas o que aprenderam desde pequenas. O verdadeiro egoísta é o que tem filhos para satisfazer sua vontade de ter, de continuar sua linhagem,de ter alguém para cuidar dele quando estiver velho, mas não se preocupa com todos os problemas que o filho que ele jogou no mundo terá de passar.

adilson disse...

quero ver o macho ou a femea que prova ao contrario pramim!!
filhos dão prejuisos sim!em todos os sentidos!
-para comer arroz com ovo!r$700,00 por mes...em 18 anos = r$ 150.000,00 reais!!!por filho
-perde!50 a 70% da vida dedicada a eles
-corre-se um risco de 70% em eles sairem de forma errada e vir bater na cara com o tempo!
-um fisolofo com 05 premios nobel escreveu: (quando o filho aparece!o marido desaparece!) resumo..seu casamento vai pro saco!
resumo:
vc esta preparado??(a)para:!
desembolsar r$ 150 á 250 mil reais em 18 anos!!!!!?
esta preparada para fazer 25.920 refeiçoes por filho!!!
nos dias d hoje!!!é loucura!
quem tem filhos ja esta ferrado e querem ferrar os outros que não tem.aff

Anônimo disse...

Hoje se eu pudesse voltar atrás não teria filhos. Além de caro, atrapalha bastante evoluir profissionalmente, pq temos um vínculo e não podemos deixar os filhos com os outros e ir buscar novas oportunidades, temos que conformar com "o que dá pra conciliar"

Sandel disse...

Não consigo ver a vida sem meu filho, nada do que faço, nada do que adiquiri teria sentido sem ele, somos parceiros de video game.

Unknown disse...

Bom dia a todos. Tenho 4 filhos. Vivo dias felizes quase sempre. Existem dias em que sim, sinto que muitas opcoes disponíveis para amigos que não têm filhos não estão facilmente disponíveis para mim (nós, eu e minha esposa). Ter filhos é uma opção. Iria um pouco mais longe, um caminho natural de um casal. Temos que intervir com métodos anticoncepcionais caso queiramos evitar ter filhos. A minha principal observação aos que não querem ter filhos apenas pelo lado positivo é de que nunca conhecerão o AMOR pleno que um ser humano pode ter na sua vida. E que se seus pais pensassem como vocês, vocês nunca teriam nascido. Conheço casais amigos que optam por não ter filhos, viajam o mundo livremente, economizam muito mais que eu, etc. Por detrás, sinto a opção de vida "só o bom, só o prazer, etc". Nada contra. Só diria que nem tudo são flores e casais sem filhos sabem disso. E existem mais um detalhe: a natureza das emoções trabalha mais como contraste, felicidade também vêm do dever cumprido. Quantas vezes nao almocei para ir ao colégio de meus filhos e pega-los pela mão e levar a pé até em casa. Sempre tive empregada disponível para isso. Poderia ter a sempre prazerosa e divertida companhia dos amigos para o almoço. Mas muitas e muitas vezes, corri para o colégio, porque alguma programação em minha mente me fazia sentir uma inacreditável felicidade em ver aquele rotinho se iluminando ao me ver na porta do colégio, implicitamente, sabendo meu sacrifício, e me dando mão para caminhar juntos para casa. Outras tantas vezes, tenho almoços com meus amigos, divertidíssimos. Hoje em dia, passados vários anos, as rotinas mudarem, trabalho longe demais para dar tempo de chegar e pegá-los. Mas a lembrança daqueles anos me emociona até hoje. Fiz com prazer e felicidade. Não obrigação. E se meus pais pensassem em não ter filhos, eu não teria vivido isso e tudo o que vivo de felicidade hoje. Nem tudo na vida é vantagem, economia, prazer. O contraste entre as várias situações (para mim, respeitando outras opiniões) é o que me faz feliz. O "Dever" pode ser seu destino por um tempo. Ensino a meus filhos tudo o que sei. E eles me ensinam talvez muito mais que eu a eles. Eles me constróem, me exercitam como ser humano completo. Me fazer deixar de lado o egoísmo e dividir, dividir meu ser em vários. Existe o lado pai, amigo, marido, profissional, criança, enfim, um ser humano. Poderia não ter sido pai por opção própria, mas quando optei por ter filhos, hoje vi que um mundo novo se abriu, com todas as dificuldades envolvidas. Mas com muita felicidade. Poderia escrever muito mais, tive "n" problemas em minha vida, talvez todos estes a que se referem muitos casais que não têm filhos. Falta de tempo para lazer/viagens, dinheiro mais escasso, casa tumultuada com crianas chorando ou brigando. Isto mesmo, realidade, muita felicidade e momentos de tensão por ter que educar, ter tarefas até de madrugada. Não deixo minha esposa sozinha, me envolvo em tudo, vou para o trabalho após ter dormindo pouco. Complentamos um ao outro na admirável arte de doar nosso tempo de vida para os filhos. A sensação se ser pai é tudo para mim. E eles são livres para o mundo, meu maior está agora entrando na universidade. Nao troquei uma palavra sobre a escolha dele (que nao era o que pensava ser melhor para ele). Gastei muito tempo ensinando opções, liberdade de escolha prá ele, para chegar agora e tentar dissuadi-lo de sua escolha. Ele foi brilhante ao optar por outra área, apesar ter conhecimento do minha sugestão. Quando opinei, na verdade apenas relatei o que conheço da profissão, elogiei e nada mais. Ele fez a inscrição em outra carreira. Ele é um ser humano independente. Ele é aquele que carreguei diariamente pela mão, diariamente, enquanto pude, com fome, sede para depois voltar suado para o centro do Rio e comer um sanduíche às pressas. E a história se repetiu e ainda se repete para os meus outros filhinhos. Deixei de lado muita coisa, muitas oportunidades. Mas estou tendo a oportunidade de amar plenamente.

Anônimo disse...

Como tem gente infeliz

Anônimo disse...

Gente por amor de deus sou portugues=portugal no entanto tenho 21 anos com 2 filhos lindos :D e nao tou infeliz muito pelo contrario eles sao a razao de eu estar aqui ele sao o meu tudo tem uma coisa chamada laços? sabem o que e correcto ai eu nao sei mas aqui valorizamos muito nossos filhos e pra ser franco se ate hoje nao segui outros caminhos e porque penso neles cada decizao que eu tomo.
voçes dizem que atrapalha?fica mais dificil? para pensamentos desses so me posso lembrar de bestas! quando voçes tenhem filhos e prefeitamente normal por vezes sentirem-se pressionados porque? porque trata-se de responsabilidade porque nos tinhamos quem olha-se por nos mas agr nos somos pais=progenitores dispostos a tudo pra que nossos filhos cresçam com felicidade =)
eles nao pedem muito so o que precisam portanto minha opiniao e eu amo meus filhos e nao estou arrependido de os ter (eu nao minha mulher teve :P) uma criança nao pede pra vir o mundo e parte-me o coraçao quando vejo crianças em caixotes do lixo entre outras muito triste essas situaçoes nao tem ninhuma explicaçao para isso somente pessoas atrasadas e dementes pra tal acontecer.
e lembrem-se filhos sao TUDO eles sao o futuro da humaninade graças a deus que podemos dar vida assim como nos foi dado nunca se esquecam todos nos ja famos crianças e se todos nos estamos aqui foi porque nossos progenitores foram competentes(nem todos)

Sou pedro Bom dia e resto de boa tarde

Anônimo disse...

Eu sou noiva e minha sogra ja vive me perguntando quando eu e meu futuro marido vamos ter filhos, eu nao faço muita questão de ter filho, sou bem sincera, por mim é no máximo um...posso até pensar em adotar outro depois, mas filho de barriga é so um e olhe lá.
Isso pq hj em dia filho so da despesa. Antes ajudava em alguma coisa em casa, em um negocio da familia ou algo do tipo, mas atualmente nao...hj o mundo esta mais difícil mesmo.

Anônimo disse...

Ja criticaram muito a Carolina, que fez comentários acima desse..eu acho que em parte ela tem razão sim. Acho que um casal so deve ter filhos quando tiver uma estrutura financeira para isso. E deve ter quantos puder criar, nao quantos quiser. O casal pode querer 4, 5 filhos, mas so ter como criar um. Entao tem so um, nao tem um monte e sai jogando na pilha...

Anônimo disse...

Realmente.... filho nao faz a gente ser mais feliz.....Tenho uma filha e foi o meu maior arrependimento. O dinheiro acabou, o relacionamento com o marido ficou horrivel, nao temos mais sexo, as despesas aumentarem drasticamente por causa do filho, nao consigo juntar dinheiro pra comprar um apartamento para nos....isso nao e felicidade, isso e um caos total. Nao consigo atingir meus objetivos pr causa de filho.... Me da mais raiva ainda quando eles fazem pirraca e sao teimosos..... Ser mae nao e uma bencao......e uma provacao.

kika bartolo disse...

A melhor resposta :)

Rosangela Sena disse...

Eu li a revista Veja e fiz uma resenha sobre o assunto, espero que consiga ver nesse link

https://www.goodreads.com/review/show/908160695

Obrigada

paulo.vieira99 disse...

Todos estão pensando, e isso que é importante...Que vivam e façam sempre o que é melhor para cada um porque receita de felicidade não é igual a de bolo! Mais com filhos fica mais difícil
á isso fica.

Anônimo disse...

Gente, quanto bla bla bla em torno de uma não questão... tem gente que não quer ter filhos e pronto, simples assim. Se é medo, desinteresse, egoísmo, opção, que se dane, cada um com seu cada um... por que isso incomoda ainda algumas pessoas? Eu acho uma felicidade que haja pessoas dispostas a não terem filhos. Tenho duas, e se tivesse mais condições, teria mais, povoava o mundo com os meus, a la Gengis Khan. Agradeço a generosidade de quem não faz questão de colocar mais gente no mundo e deixa espaço para quem quer.

Nana disse...

Discordo um pouco, tenho um filho e eu e meu marido pretendemos ter mais. Nos arrependemos de não te-lo tido antes, pois passamos quase dez anos casados e adiando esse momento. Felicidade não é mesmo o filho que vai trazer,assim como o conjugue tbm não pode te fazer feliz, se vc não tem isso dentro de vc. Porém posso afirmar que sou muito mais feliz hoje com meu filho, e curtimos cada momento. Vim de uma familia onde éramos 4 filhos, e fomos muito felizes.Meu marido é filho unico e sempre quis ter irmao, mas no lugar de outro suposto gasto, ele teve pais separados,viagem pra Disney, brinquedos importados e etc. Pergunta pra ele se foi feliz? Não ele diz isso pra mim, não foi feliz pq o que ele realmente queria era uma familia com amor. Que filho é responsabilidade e requer gastos financeiros a gnt sabe. Mas essa baboseira que falam por aí, filho hoje em dia é artigo de luxo, tem q ter tudo de material, menos o mais importante que é ser amado e educado.E nós mães?? Com tanta modernidade, a função de mãe sumiu né? Podemos estudar, trabalhar, mas sempre colocando em primeiro lugar nossos filhos e maridos.Não é impossível o problema é que a prioridade mudou. e pra completar a sociedade precisa rever seus valores.

Anônimo disse...

Interessante o assunto Lola, gostei.A pessoa que tem medo de ter filhos baseada na experiencia dos outros corre um grande risco de se arrepender depois.Ninguém nasce com um manual de como ser mãe ou pai, a gnt aprende quando quer ser.Não ter filhos por medo do parto!! Que horror!! existe cesária e outros partos humanizados.Acho que pra algumas pessoas o medo e a culpa é que trazem infelicidade. Li comentários de pessoas que culpam o filho pelo fracasso financeiro e do casamento.Já vi casos em que a falta deles tbm foi motivo de divórcio.Filho não segura casamento, mas tbm não termina com ele.Tem casais que tem um monte e ficam juntos o resto da vida, tem casais que nao tem nenhum e tbm ficam juntos pro resto da vida. Essas pessoas que culpam os filhos pelo seu fracasso deviam procurar um psicólogo ou uma religião pois acho que o problema delas é outro.Conheço mães que fizeram até faculdade trabalhando fora, e não ficaram jogando a culpa no filho. Agora uma coisa é certa, se uma mulher culpa os filhos pela infelicidade não deve ter mais.

Anônimo disse...

Já eu vou te apresentar a outra face disso: não tem nada na vida que compense ver seu filho nascer, crescer, se tornar um homem e virar papai também. Dinheiro vem e vai, nao levamos nada dessa vida, principalmente dinheiro.

Rodrigo disse...

Muito triste por você (no meu ponto de vista). A grande dádiva do ser humano, acredito que seja a mudança, o poder de mudar.Bom, pessoas com estabilidade financeira e sem filhos (alguns com animais de estimação que costumam comparar com filhos), acreditam que são felizes! Outra dádiva do ser humano é a individualidade. Tendo isto em mente, a frase anterior se torna um fato. Já fui muito feliz com minha vida financeira estabilizada, casado, sem filhos, aliás, tinha um pitbull e uma fila. Hoje tenho 3 filhos, uma vida financeira bastante bagunçada, pois realmente eles não geram renda, só despesas (assim como o gato que tenho em casa). Tenho também o gato, já citado, duas cadelinhas poodles, uma coelhinha de olhos vermelhos e pelos branquinhos e uma ramster. Infelizmente não consegui faze-los pegar na labuta pra me gerar alguma renda....que pena. Hoje entendo que a felicidade que eu acreditava ter, era tão vazia quanto meu bolso é hoje. Só quem tem filhos, conhece o verdadeiro amor. O amor sem interesse, o amor por amar. E isto, não tem dinheiro que pague ou animal de estimação que substitua. Aliás, achei muito mesquinho, pra não dizer ridículo as comparações feitas no texto, por você e pelos estudos apontados. Agora eu te faço uma pergunta: Como sabe que mentiram se não tem filhos. É claro que é um caminho sem volta, mas como afirmar que a felicidade, este sentimento tão particular não existe quando se tem filhos se você não os tem? Realmente não entendi. agora falando de seu gato, você e seu marido poderiam contratar um adestrador para tentar uma carreira circense para ele. Deve ser muito difícil ter um gato que não lhe traz renda. Fico triste por você. Seus pais estão na ativa ainda? Será que um dia dependerão de você para viverem? Estou tentando imaginar o que poderia treina-los para que não te dessem só despesa. Deve ser um fardo muito pesado pra você......imagina, carregar dois inúteis que não te geram renda......que tristeza.....ainda bem que os asilos existem, não é? Só mais uma questão. Você foi gerada por algum tipo de geração espontânea oriunda de algum tipo de fusão extra natural ou algo assim? Só pra saber, pois um dia fui um filho....

Luana Milena dos Santos Macedo disse...

Por que não encontrei esse Blog antes? Existe vida inteligente nas redes! Olha, tenho 34 anos, ainda não sou mãe. Sou feliz e completa. Meu atual dilema é: A família do meu marido quer. Eu, honestamente, não. Poxa, eu amo demais a minha vida, nada contra as crianças. Mas, tenho sido duramente criticada pela minha escolha. Nunca julguei alguém por querer ser mãe. E pior, confundem as coisas: Não quer ser mãe, logo, odeia crianças. Nada a ver. TRISTE.

Anônimo disse...

Concordo o futuro é mais feliz para casais com filhos. E não são todas as mulheres capazes de ser mãe. Para ser mãe você precisa ser uma grande mulher. Provavelmente quem defende essa tese não sabe o que é amo. Tenho um filho de 10 meses e me sinto muito feliz por ser mãe deste anjo. E nada me deixa mais feliz que ver o sorriso dele.

Anônimo disse...

que legal seu texto! digo, o texto inicial!
sabe, eu nunca fui apaixonada por ter filhos, embora não seja contra.
Apenas não sinto esse negócio de me realizar tendo filhos. Já sou realizada!

Por um lado tem quem queira muito ter filhos, e AMA quando tem, e eu conheço quem adorou ter 5 filhos! Não tem nada de absurdo nisso.

É uma coisa bem opcional mesmo, agora realmente não se pode acreditar que ter filhos é ouvir anjos cantando... filhos são OUTRAS PESSOAS, de que inclusive podemos não gostar!
Relações afetivas são espirituais, não genéticas.

Minha grande amiga que teve 2 filhos uma vez me disse "a melhor época pra ter filhos é NENHUMA!".

É pra quem gosta, não pra quem quer buscar alguma realização etc e tal.

Liz disse...

Faz tempo que vc publicou o texto inicial e pelo que vi ele ainda está rendendo uma boa conversa. Mas parece que todo o assunto sobre filhos está ligado ou ao bebê ou a criança pequena. Bebês e crianças crescem(embora para alguns casais pareça uma eternidade)e se tornam adultos, como nós. Nunca foi meu sonho ser mãe, mas quando pensei sobre isso, não me veio a mente a carinha feliz de um bebê, mas sim a amizade e cumplicidade com minha vó e minha mãe. Três mulheres adultas e amigas, compartilhando experiências. Mas eu pensei a respeito e vou perguntar para elas se os últimos 20 anos já compensaram os primeiros 20, financeiramente e emocionalmente.