terça-feira, 6 de julho de 2010

LEITORA SE PÕE À DISPOSIÇÃO PARA MELHORAR LOLINHA

Minha coluna no jornal sai aos domingos, e a última foi sobre o casamento da princesa sueca. Então recebi este email, que publico sem mudar nadinha, apenas ocultando o nome da leitora:

Boa tarde senhora Lola. Não a conheço, mas pelo que leio que escreves nesta coluna do jornal, posso concluir que és uma pessoa sem graça, infeliz,desgostosa, pois tudo criticas. Seu vocabulário não é de escritora. Quanto ao assunto do casamento da Princesa Victória então, foi um absurdo. Casamento é um ato sério, se queremos entrar com pai ou mãe é da nossa tradição de quem teve uma família para amparar-nos e cuidar de nós. Não somos filhos criados pelo mundo ou pelos outros. Morar junto não foi isso que aprendemos como critérios de família quando crescemos.Mas é uma situação para mostrar aos outros que estão casados, pois não tiveram uma vida religiosa desde pequenos para valorizar o ato do casamento como levar Deus junto com sua nova família.Casamento na igreja não tem relãção com o casamento no civil que é o contrato de papel, para dividir seus bens.Não estás mais juntadas na verdade porque não casou. Peço que leia e converse com pessoas que lhe expliquem o por porque a igreja faz certas exigências sobre o casamento que tenho certeza que mudarás de opinião.Suas reportagens são muito sem conteúdos e não tem convicção do que diz, achar não é ter certeza. Você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa. Me desculpe, mas é para ajudá-la a melhorsr as suas reportagens. Estou a sua disposição. Professora ****

Então, nem sei se respondo. Primeiro que não entendi exatamente o que a pessoa quis dizer em algumas passagens, porque tá confuso. Depois que ela já concluiu uma série de coisas a meu respeito – e eu a-do-ro quando alguém não concorda com algo que a gente diz e a única conclusão possível é que somos infelizes (faltou o mal-amada, né?). E, se temos uma opinião que vai contra o senso comum, é porque não nos informamos nem sabemos do que estamos falando. Se soubéssemos, certamente mudaríamos de opinião e correríamos para o lado da luz!
Isso vindo de alguém que lê jornal mas não distingue reportagem de coluna, notícia de opinião... Agora, a parte de eu escrever sem convicção é interessante, porque é isso mesmo que eu quero passar. Escrevo muito “eu acho”, “creio que”, "talvez", “não tenho certeza” etc porque não é minha intenção ser a dona da verdade. Não quero adotar uma linguagem autoritária e que, pra mim, soa arrogante. Tenho convicções, mas também tenho dúvidas. Muitas.
Isso do “você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa” também é relevante. Quer dizer que minha opinião vai contra o que a sociedade pensa, certo? Deve ser porque não tenho muito apreço por essa sociedade que aí está. Gostaria de mudanças.
E note como o email muda de tom no final. A leitora até pede desculpas! Suas conclusões de que sou uma pessoa infeliz são só pra me ajudar a melhorar. O que será essa “melhora”? Desconfio que signifique me encaixar melhor na sociedade, aceitá-la como ela é, sem criticá-la. E a leitora ainda se põe à disposição para me consertar (me senti como a Eliza de My Fair Lady, com uma tutora só pra ela!). Assim, quem sabe, eu não apenas entre no caminho certo, como também passe a escrever com vocabulário de escritora. Será que ela sabe que sou doutora? Imagino que, se ela soubesse, exigiria que eu escrevesse como doutora.
Aí eu fico pensando: o que é pior? Que exijam que a gente se encaixe num sistema pré-fabricado que não funciona, ou que a gente se comunique numa linguagem apropriada a esse sistema? Ou as duas demandas estão conectadas? Acho que minha pergunta é meio que um “dãããã”, mas decidi fazê-la de todo modo. E o propósito dessas exigências é mesmo nos melhorar? Ou nos calar?

61 comentários:

Gabriela disse...

"Você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa."

Ahm.. duh... agradar todo mundo não tem como...

Falando em igreja, recomendo a ótima entrevista com Leonardo Boff pra revista Istoe, é assim que os religiosos deveriam pensar =)
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/76149_O+PAPA+DEVERIA+RENUNCIAR+

nao leve a vida tao a sério ehehe

Mariana. disse...

o melhor é ela assinar como professora, só pra dar autoridade nos 'conselhos'.

Com uma professora dessa, que não sabe nem articular uma frase, a gente não precisa de inimigo não...

Jux disse...

Loláxima...
Esse tipo de manifestação assim dá uma preguiçaaaa, não achas?

Esses tempos atrá recebi um comentário beeeem backlash, num post meu sobre a suposta "pauta esgotada do feminismo".

Ai ai baralho, eu aprovei o comentário, mas deu a maior preguiça de responder... até pensei em escrever um post-resposta (como você mesma faz...) mas, tipo, sei la, preguiça mesmo.... preguiça de gente assim....

Samantha disse...

Esse e-mail demonstra tanta coisa... em primeiro lugar, o rementente deveria entender que o que está escrito nesse blog é apenas a opinião da Lola.

Pelo o que entendi, o remetente quer que a Lola se encaixe na sociedade, e para isso precisa ter o mesmo ponto de vista do remetente. Lola, responde pedindo umas dicas aê.

Mas o que eu apenas queria compreender o que vem a ser um 'vocabulário de escritora'.

Samantha disse...

Usei a palavra rementente 3x no último comentário e estou rindo disso. Definitivamente, não tenho um vocabulário de escritora.

Giovanni Gouveia disse...

Lola, você não sabe que a sociedade não gosta de ser contrariada?
Por que você insiste em escrever posts que vão de encontro aos interesses da sociedade?
Pra que brigar se a sociedade é dos homens héteros brancos e endinheirados?

;)

Flávia disse...

Lola,

Sei que ainda existe muita gente assim, mas também que essa senhora sentiu a necessidade de te fazer essa crítica "construtiva" porque percebe que a sociedade está mudando (aos poucos, é verdade, mas sou uma otimista) e os seus valores (os dela - lembrei de uma vez que você falou que esses nossos pronomes possessivos confundem tudo) não são mais absolutos.

Eu vejo pela minha mãe. Ela foi criada para ser mãe e esposa. Papéis que sempre cumpriu com perfeição (ela é a melhor do mundo!).

Só que os tempos passam, os filhos crescem, o neto vem (sou mãe solteira), o diálogo está sempre presente...

Enfim, os dois filhos de minha mãe (euzinha inclusa) são esquerdistas convictos, e como ela é aberta ao diálogo, vejo que muito mudou nela.

Ela é daquelas que não perde uma missa - se possível, assiste mais de uma por semana, na igreja, e também não perde as que passam na Rede Vida e na Canção Nova. Mas nem por isso deixa de criticar o que vê errado na Igreja.

Mas o que mais me chocou (ironia) foi ela me dizer que era melhor quando eu e meu irmão resolvêssemos casar, casar só no civil, aparecer lá em casa dizendo "casei" e pronto!

Em resumo, enrolei muito e perdi o fio da meada (ainda bem que não sou doutora pra exigirem coerência e coesão de minha parte ;P), mas o que eu quero dizer é que acredito sim que a sociedade está mudando e pessoas como essa senhora estão assustadas com essas mudanças.

É isso aí! Sou sua fã, Lola!!!

Drixz disse...

Esse comentário se traduz assim: "Coitada, um dia Jesus vai salvá-la", ou "Vire evangélica e esteja certa".

Clara Gurgel disse...

Ai Lolinha...mais TFP impossível.Ôhhhh inefável pai!!!Por que me castigas assim!!!

Pri Sganzerla disse...

Concordo com a Jux... Preguiça imensa dos tons "pseudoprofessorais"! Semana passada escrevi um texto-desabafo no meu blog exatamente direcionado a esse tipo de pessoa.

Religião, adaptação à sociedade, "não escrever como escritora"??? Blé! Preguiçaaaaa! Mesmo.

Lord Anderson disse...

Ah, a solidariedade humana, esse desejo puro e altruista de ajudar as pessoas na sua evolução...

tanta bondade sempre me comove...

Parece que a prezada leitora não entendeu que a critica ao comportamento da princesa veio da propria igreja, e que seu post apenas colocava em discurssão a atitude dela.

Enfim...

Lord Anderson disse...

"Você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa."

Bem, a isso chamos de liberdade de expressão.

Claro, sempre há o risco de falarmos besteira, de comete-mos um deslize, ou mesmo algo que não se aproveite.

mas acho melhor do que só podermos falar com a permissão de especialistas e entendidos.

Luz! disse...

O melhor (ou pior) de tudo é ela acreditando que o fato de você dar "a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa" poderia soar como um alerta ou um ponto negativo...

E será que ela é professora de quê? conformismo? rs

Fabiana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabiana disse...

Incrível como as pessoas são previsíveis, eu ouvi muito isso, que me falam barbaridades no intuito de me ajudr amelhorar como ser humano.

Shey, Sheid, enfim... disse...

desculpe, mas num intindi o q ela falou.... e ainda assina q é "professora"?

Desculpa, mas... huahuahauahuahauahauhauahauahuahauahauahuahauahauahauhaauahuahaua, euri...

Shey, Sheid, enfim... disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
SandraM disse...

rsrsrsrs

Lola, achei esse e-mail tao engracado!!!

Mário Coutinho disse...

Melhora, Lola, melhora!

Fico pensando: quem diz essas coisas para alguém de quem só conhece o nome e que escreve uma coluna no jornal, vive sem tarja preta? rsrsrs

Agora sério, não dá para indicar um texto do Boff, pois ela talvez ficasse do lado do Ratzinger, quando prefeito da congregação para a sã doutrina, ou algo semelhante, e condenou, o então Frei Leonardo Boff, a um ano de silencio, exatamente por falar e escrever na contra-mão do que queriam os que conhecem a importancia de se casar dentro de uma igreja, mesmo uma igreja assim.

Ah, Lola, deixa passar como registro.

Hamanndah disse...

Querida Lola, não ligue para este email triste, fingindo que você não existe, afinal os cães ladram e a caravana passa....e passa muito bem, como vejo no seu ótimo blog

Karen Lommez disse...

A professora aí é de religião, de moral e bons costumes? Só sei que de português a sujeita não é. Vai escrever mal assim lá longe! Não li a "reportagem" em questão, mas deu para ver que a "resposta" dela é bem idiota.
Quer dizer que ela representa a sociedade? Ela condensa tudo que A sociedade é e pensa, como se não vivessemos numa sociedade multi tudo - étnica, cultural, religiosa...? Quer dizer que há gente que continua achando que só existe uma verdade, uma sociedade, uma opinião interessante, válida, plausível???? É a divergência de ideias e de interesses que faz a sociedade (não A sociedade) se transformar... não fosse isso, onde e como estaríamos hoje?
Esse tipo de comentário só é bom para que a gente saiba como pensa A sociedade, porque parece que só os eleitos fazem parte dela. bjk

Ághata disse...

Nossa, que e-mail mal escrito!
Ela passa da segunda pessoa para a terceira pessoa, não sabe usar pontuação e tem trechos que são Muito confusos!

Lolinha, querida, tô chegando à conclusão que só gente que Não sabe se comunicar exige que você utilize uma linguagem formal (aí, eles não entendem o que você quer dizer e podem interpretar o que quiserem).

Ághata disse...

Ah, detalhe, a sua leitora ainda assinou como "professora", né?
Só para tentar validar tudo o que falou como se fosse uma autoridade no assunto (linguagem).

Masegui disse...

Ora, ora, ora... manda essa bruaca catar coquinhos...

Werner Wild disse...

É isso aí, Lola! Falou e disse!

Clara Gurgel disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Hugo disse...

Pois é, Gabriela, mas a opinião do Leonardo Boff tanto não é como os religiosos deviam pensar que ele não é mais padre. A igreja não gostou muito das opiniões dele. (Padre marxista???? Dividir o pão?????) Já dizia Dom Helder Câmara: "Se dou de comer aos pobres, chamam-me santo, se pergunto porquê não tem de comer, chamam-me subversivo."

Ou seja, a igreja, assim como a maioria da sociedade, acredita que devemos fazer, sim, um mundo melhor, mas só na medida em que eles permitirem. Temos que acabar com a fome sem acabar com as oligarquias e monopólios, acabar com a miséria sem abolir o voto de cabresto, e assim por diante.

Infelizmente o ritual do casamento está entranhado na cultura ocidental, e minha namorada, por exemplo, mesmo não sendo cristã, quer se casar na igreja. E eu não consigo tirar essa idéia da cabeça dela de jeito nenhum.

Acho o casamento uma grande pantomima que perdeu muito do sentido com o passar dos anos, mas, assim como a amiga que você menciona, às vezes tenho que ceder a algumas convenções da sociedade por pedido de pessoas de quem gosto.

Infelizmente, nós, que estamos errados, e não vimos a luz, não podemos impor nossas opiniões aos outros, portanto, temos que tentar o diálogo para expor nossas idéias e aguardar a aceitação das mesmas pelo conteúdo, e não pelo valor delas.

Quanto à sua infelicidade, deve ser por causa da eliminação do Brasil, daqui a pouco passa.

Teresa Silva disse...

Eu também achei hilário esse e-mail da tal professora! Coitado de quem for seu aluno, ela deve ser daquelas caga-regras insuportáveis. E muita audácia da pilombeta a dela se dispor a "melhorá-la". Só rindo mesmo!

Umrae disse...

Note-se que, segundo a professora:

- Os suecos não possuem família que os amparem e cuidem deles, haja vista que não tem o costume de entrar com pai e mãe na igreja.

- Não ter uma vida religiosa desde pequeno é simplesmente inconcebível.

- Se informar sobre por que a igreja faz certas exigências automaticamente faz com que você concorde com elas, independentemente de em que você tem fé (ou não tem).

- Deve-se pautar suas opiniões de acordo com o que a maioria da sociedade pensa. Qualquer tentativa de escapar à Espiral do Silêncio é grave insubordinação.

Argh...

Laurinha (Mulher modernex) disse...

E ela? Quem melhora? rs... Coisa chata. No nosso país a maioria já é religiosa, mas pra certas pessoas isso não basta, todo mundo tem que ser e uma pessoa pensar diferente ou simplesmente questionar alguma coisa já é "pecado" ou está perdida.

Abçs LOla!!!

aiaiai disse...

Se eu fosse você e não tivesse a preguiça que eu tenho (KKKK), ia responder a ela "sim, quero muito melhorar e preciso da sua ajuda"

a mulher é um achado! Não fala coisa com coisa e ainda assina como professora. Fiquei com a maior pena dos alunos dela.

Kyhetha disse...

nah, Lola, você deveria responder o e-mail pedindo para ela visitar essa página do blog.


acho que ela vai entender o recado!

lola aronovich disse...

Gente querida, obrigada pela solidariedade! Não sei se vcs repararam que o blogspot tá com problemas... A Clara me enviou um email dizendo que excluí seu comentário, e aí que me dei conta. Não sei se vcs viram, mas lá fora, da última vez que vi, tava escrito "13 comentários". Aí eu abro a caixa de comentários e tem... 31! E eu já tinha entrado antes e vi que alguns comentários que foram postados primeiro só entraram depois! Enfim, tenham paciência. Também reparei algo de estranho na pesquisa da copa aí do lado. O número ficou fixo ontem em "2 votos" um tempão. Aí aumentou pra "26 votos" e não mudou durante horas. E, de repente, subiu pra 96. E segue congelado em 96!
A Clara queria saber se era o blogspot mesmo que tava perturbuando o meu bloguinho ou algum reaça do além... "Reaças do além" são mais fáceis de lidar, methinks.

James Figueiredo disse...

O que não deixa NUNCA de me surpreender é como os comentários mais estúpidos são INFALIVELMENTE expressos no português mais tosco...

Bárbara Dayrell disse...

"Suas reportagens são muito sem conteúdos e não tem convicção do que diz, achar não é ter certeza. Você dá a sua opinião sem se preocupar com o que a sociedade pensa."

Achei isso um baita elogio... Quisera eu achar, ai invés de ter certeza de coisa errada, e dizer o que penso sem me preocupar com a sociedade...

Anônimo disse...

Aixx...
Ela é professora.
Que vergonha pra nossa "catiguria". Pfff

Felipe Brito dos Anjos disse...

Confesso que não gostava de gente que escrevia ou falava errado,mas quando percebi que eu cometia os mesmos erros que eu tanto reclamava, tratei de parar de ficar julgando todo mundo pelo o que era escrito ou falado, porém ainda estou em processo.

Hoje acho ridículo dar tanta importância a esses detalhes. É muito fácil recriminar o outro na sua maneira de se comunicar, por que você simplesmente o ignora, tornando-o mudo. E já que nem falar direito ele consegue por que devemos ter o trabalho de entendê-lo ou atender as reclamações dele. E assim a situação só se extrapola.

Ainda não consigo esquecer o a gaga de ilhéus. Quando uma pessoa põe a boca no mundo, coisa que muita gente não faz, e fala dos problemas de onde mora. As pessoas simplesmente riem, só porque ela não consegue falar direito, e isso foi passado em diversos programas de “humor” como o Pânico.

Aff...simplesmente lamentável.

Flovi disse...

Eu entendo que essa senhora está com o velho discurso de 'o mundo está perdendo seus valores', achando-se, portanto, no direito de criticar a forma que Lola escreve. Nessa 'deturpação' dos valores, a Lola estaria se mostrando uma pessoa amarga, infeliz mesmo, por não conseguir enxergar a 'essência' da vida. E olha que eu conheço muita gente que pensa assim, e sinceramente, é tão simplório que não tem nem por onde argumentar.

Eliane disse...

Você vai se dar ao trabalho de responder a essa leitora, Lola? Acho que nem vale a pena, é um e-mail muito horrível, em vários sentidos. Fora as ideias conservadoras, o preconceito, o texto ruim... o pior é esse tom matronal, esse dedo em riste... "Peço que leia e converse com pessoas que lhe expliquem o por porque a igreja faz certas exigências sobre o casamento que tenho certeza que mudarás de opinião." Nossa, que mulher chata!

Camila Hareide disse...

Ai, Lolíssima, como a Jux já disse aí em cima, gente assim dá preguiça... O que me espanta um pouco é o ar conservador. É o país ficando cada vez mais TFP, ou os TFPs cada vez mais urrando pra chamar a atenção, já que estão ficando num cantinho escuro e poeirento nesse "sistema" que eles tanto prezam?

Você é muito paciente E educada, eu não aguentaria e perderia logo a compostura!

beijo

Anônimo disse...

Oi, Lola!

Alguma alma abençoada twittou alguma coisa sobre o teu blog , num momento de luz, aqui entrei. Hoje entrei de novo, imaginando que talvez nem tivesse novidade, só pra te dizer o quanto estou apaixonada pelo blog, e acabei dando de cara com a cartinha... Bom, acho lindo toda essa diversidade de opiniões! O que me preocupa bastante é o fato de um texto tão ruim ter vindo de alguém que assina "professora". Mas isso faz parte desse mundão que gosto de acreditar que eu, assim como tu, trabalha tanto pra mudar.
Acabei me alonhando, sorry! Só queria dizer que pode até não mudar o mundo todo, mas mudou a vida de uma pessoinha aqui nesse sul do mundo. Um beijo muito grande, Belinha.

Karine Freithas disse...

Oi Lola!
Sigo seu blog ja um tempinho..amo vir aki..seus posts sempre muito interessantes!! Mas eu nunca comentei nada! mas hj me deu vontadezinha de comentar...Existem pessoas q estão sempre prontinhas para atirar pedras né?O mais important de td é q vc, é segura, elegante e sab bem o q diz...Aí pega uma pedrinha dessas como esse email por exemplo, e na maior classe sem perder a pose, constrange o remetent...porq vc não ataca, não usa as mesmas armas q ela...Continue assim...E eu amo vir aki viu?bjnhs.

Caso me esqueçam disse...

desculpa, nao li o post todo porque dormi na metade da fala da mulher. mas, lola, sua safadinha, como voce pode dar sua opiniao sem se preocupar com o que a sociedade pensa?

(lola, mais de um ano lendo seu blog e eu nunca disse isso, mas eu ADORO voce! blog, criticas, esquerdismo, feminismo, ismo. namorado tah cansado de ouvir teu nome. segue firme. tem gente doida demais nesse mundo. se a gente for dar cabimento, eh uma ulcera por dia!)

beijotes!

Luna disse...

Eu mal consegui entender direito o texto... e que tom mais "hipocritamente" (se essa palavra não existe, inventei) amável. No maior sentido de "eu detesto o que você fala e eu acho você burra e oca, mas eu vou te ajudar porque sou uma pessoa legal".

Mas ela que precisa de ajuda! Argumentos (se existem!) incoerentes, coesão pobre e a formação das frases... céus, ninguém resolve isso!

Deprimente. E ela ainda se intitula "professora"... pena dos alunos dela.

Glória Maria Vieira disse...

Eu mal comento, mas sempre estou por perto, Lola. Leio TODO dia seu blog. Muitas vezes fico sem saber o que comentar, porque suas opiniões batem com as minhas na maioria das vezes, então eu sempre enfatizaria. E quando tenho algo pra acrescentar, por vezes, fico sem saber como dizer. SUDHDSUHDUSHDUHSDUH MAS ENFIM, essa "professora" é mais um ser alienado se doendo por uma opinião que é "incomum" a dela e da maioria dos joãos e marias que vão com os outros e/ou outras. AH ... E é também aquele velho tradicionalismo arraigado que não permite um costume diferente do que "prega" se "manifeste".
um beijo =*

Júlio César disse...

Como o assunto do post é descontração... aí vai: http://eleicoes.uol.com.br/2010/album/100706_campanhapresidencial_album.jhtm?abrefoto=3#fotoNav=6

Vanessa disse...

Ai,ai,ai!!!

Lola,

Admiro sua paciência!!! rsrs

Koppe disse...

É como disse a Flávia, tem gente que não consegue suportar as mudanças que estão acontecendo no mundo, na sociedade e, principalmente, na cabeça das pessoas. Isso gera desde emails inofensivos até atentados terroristas, tudo tentativa de manter as coisas como estão. Tenho pena dessa mulher.

Raquel Correa disse...

Ai Lola... Do jeito que eu sou sem vergonha (a.k.a. Nao presto mesmo), iria pedir uns conselhos de vida e umas indicacoes de leitura para que eu pudesse aprender a escrever como uma escritora. Somente para ver ate onde tudo isso iria.
Bolinha vermelha da Matrix nela!!! Kkk

Augusto disse...

Como educador fico abismado que existam colegas como esta. Poxa, nós, educadores, que primamos por mudanças em nossa sociedade, termos que ler que devemos aceitar esta zona de comforto, puta que o pariu!!!

Luanna disse...

Lola,
A sensação que tenho é que qualquer dia, pessoas que não pensem igual a sociedade serão queimadas numa fogueira.
Eu ando tão cansada disso tudo.
Ando tão desanimada de ser chamada de louca, maluca,etc.
Cheguei ao ponto de me questionar se vale mesmo a pena.
Cada dia eu tento mentalizar que só hoje vou tentar ser como as outras pessoas, pensar como as outras pessoas, pq cansa, pq afasta as pessoas, pq so fundo quem sofre sou eu mesma, em não ser igual.
Quando leio este e-mail de uma professora tenho a nitida sensação que ela pode sera professora da minha filha, e ensinar estas coisas horrorosas a ela.
Mais ou mesmo tempo o que fazer ???

**Dre** disse...

Cada bullsh**** que o povo em que ouvir (melhor..ler!).
Se a senhora TFP é professora, espero que nunca tenha passado perto da minha sala de aula para me ensinar algo ou meu cérebro estaria hoje (ou deve estar) afetado cronicamente!
O pior....existem tantas como senhora entitulada professora!

Aline Schmitt disse...

Lola, sobre essa cartinha, nem tem o que comentar né... Ou tem, porque essa senhora é capaz de ser daquelas que, se fizer uma piada de negro e for criticada, vai fazer um escarcéu pela liberdade de expressão né. Ou seja, liberdade de expressão só pra manter o status quo mesmo.

Bom, sobre professoras, na 2ª e 3ª séries eu tive uma professora que eu e a turma toda adorávamos. Só que eu lembro de ela uma vez ter afirmado que lésbicas eram perigosas, possessivas, violentas. Foi assim que eu soube que lesbianismo existia.

E na minha cabecinha de criança condicionada heteronormativamente, eu ficava imaginando: se lésbica é mulher que gosta de mulher e quer ser homem e gay é homem que gosta de homem e quer ser mulher, porque um gay e uma lébica não formam um casal? Dai tava tudo certo, né!

Eu e as minhas viagens!

Anônimo disse...

Sabe, acho que a gente deve sentir pena de pessoas assim. Mesmo. Tem muita gente perdida assim no mundo. Não é culpa deles. Ou é?

Aline disse...

Essa parece ser aquele tipo de professora nazi que se sente ofendida com as meninas risonhas e coloridas QUE VÃO PARA ONDE QUEREM, DÃO PARA QUEM BEM ENTENDEREM.

Tia, TFP já era.

Lucas Vasconcelos disse...

Gente,

acho que essa pessoa, supostamente professora, deveria tentar melhorar seu poder de expressão através da escrita. Inicialmente, nos deparamos com uma série de "erros gramaticais". E logo ela que é tão defensora da "escrita a la escritora", certinha?! Em segundo lugar, ela precisa saber organizar as próprias ideias em um texto. Podemos verificar argumentos mal desenvolvidos, ideias truncadas...
Essa "professora" escreve como uma criança de 12 anos fala.

Com relação ao conteúdo da crítica, será que ela não consegue entender que cada um tem sua própria opinião e o simples fato de duas pessoas pensarem diferente não significa que uma delas seja "infeliz" ou qualquer coisa do tipo? Ela tem todo o direito de discordar da blogueira, contanto que ela não comece a agir, como ela fez, como se fosse a dona da verdade.

Poor woman!!!

L. M. de Souza disse...

que barato, se a pessoa se dá ao trabalho de reclamar, é porque seu post a incomodou. acho que ela quer que você se dirija aos seus leitores usando 'vós', daí você vai parecer uma escritora pra ela, do século xix, mas vai.

=Maíra= disse...

Para a infeliz locutora;

Ponto de vista da sociedade = meu ponto de vista, só que sou covarde pra assumí-lo, aí digo que é de todo mundo... AFFF!

Ai, Lola, que saco essa coisa de exigirem formalidade 24h! Sofro preconceito com isso também, pois faço doutorado e além de ser uma das mais novas do meu programa de pós, sempre sou criticada por falar informalmente (não em apresentações de trabalho, mas nos corredores!). O povo não sabe distinguir contexto de uso não (mesmo quando supostamente são linguistas). Ai, que preguiça!

Giovanna disse...

Sabe o que uma criatura destas que escreve um e-mail destes mereceee? Um casamento beeeem a moda tradicional, com o homem mandando nela, encostada no fogão levando corno até nao pode mais nas costas e caladinha.

Gente, se um dia ela se tornou PROFESSORA sendo mulher é porque atrás dela existiram MUITAS lolas pra questionar o porque das regras impostas a nós.

Anônimo disse...

é verdade!!! Senao nem estudar ela podia. ia ser dona de casa e ponto.

joão miguel disse...

hahaha Esse e-mail que você recebeu é genial, Lola. Cresci com pessoas religiosas, do catolicismo e das crenças protestantes, que faziam a mesma coisa: primeiro falam mal de nós, querem nos derrubar moralmente, dizendo horrores, e depois tentam trazer "palavras de candura", com o seu o nobre objetivo de nos apresentar a "verdade".. Triste.