quarta-feira, 4 de junho de 2008

CLÁSSICOS: INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO / Adoro a primeira parte, odeio a segunda

(Análise opinativa de Caçadores aqui).

Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984) é fantástico, pelo menos na sua primeira metade. Desde o início em Singapura, com Indy imitando James Bond, e a Kate Capshaw/Willie brilhantemente proporcionando toda a diversão, passando pelos elefantes, a noite na floresta, o menininho imitando o Indy, e provavelmente o banquete mais asqueroso já visto no cinema, até a deliciosa sequência romântica que é puro slapstick, seguido por mais nojeira (a Kate tendo que colocar a mão naquele buraco cheio de bichos pra puxar uma alavanca e salvar a vida do Indy – ainda bem que não dependia de mim, ou seria o fim da carreira do famoso arqueólogo) - tudo é perfeito, e nessas horas até entendo como a Pauline Kael pôde gostar mais de Templo da Perdição que de Caçadores. Pra mim, as risadas mais gostosas geradas por qualquer Indy estão nesses quarenta minutos.

No entando, quando os três personagens centrais chegam ao templo, a aventura morre. Morre violentamente. Nem parece ser o mesmo filme. Fica escuro, cruel, sem diálogos, e sem a trilha sonora do John Williams. Ou seja, não existe absolutamente nenhuma marca registrada da série naquilo lá. Há uma longa sequência de sacrifício e coração sendo arrancado em que nossos heróis simplesmente desaparecem. Vemos de vez em quando alguns closes de suas reações observando o ritual, mas são loooooongos minutos sem que eles participem da ação.Depois vem uma série de besteiras que não funcionam, como Indy virando mau, vodu, crianças escravizadas, lutas, carrinho de minério lembrando uma montanha russa... Aquilo tudo é um lixo (perdão pela heresia), e dura quase metade do filme!

A aventura só se levanta um pouco com a cena da ponte (Indy no meio, cortando a ponte de cordas), embora ela também seja longa demais. Falta edição. Mas vou ser benevolente e considerar que a cena da ponte é a única coisa que se salva em toda a segunda metade (uma hora!) de Indy 2.

A mensagem também é a pior possível: o exército do império britânico representa o bem, lutando contra os selvagens colonizados. Willie diz pro exército: “Já estava na hora!” (de vocês atirarem nesses indianos nojentos?). Há dois tipos de colonizados: os mais selvagens - assassinos, bebedores de sangue, arrancadores de coração, praticantes de vodu – e os atrasados bonzinhos, que precisam do herói branco (e do império britânico) para resgatar suas criancinhas. Triste, triste.

E cá entre nós, tem cena demais de bons selvagens mirins festejando sua liberdade, não? A cena final, de Indy e Willie se beijando, cercados por criancinhas pulando, é tenebrosa. Um enorme contraste com a cena que abre o filme, um musical kitsch com Willie cantando “Anything Goes” (e melhor nem entrar no contraste que, no início, uma Willie livre é a estrela do show, enquanto no fim, Indy a enlaceia com seu chicote). Aquilo em Singapura é assumidamente falso (e há um momento mais falso ainda que os outros, quando as dançarinas, que fizeram o split até o chão, revertem o troço até ficarem de pé. Dá pra ver que está em velocidade avançada, no reverso. Não tem como alguém fazer isso. Só no cinema, e elas estão num palco). É como se Spielberg piscasse pra gente dizendo: “Sei que isso não tem nada a ver com a cultura deles. É a visão do Ocidente sobre o que deve ser o Oriente”. A própria canção do Cole Porter indica que “vale qualquer coisa”. Mas a última cena se leva a sério. Montes de nativos comemorando que o Ocidente veio salvá-los deles mesmos. Uga uga argh.

26 comentários:

Anônimo disse...

Respeito suas opinões, mas vale lembrar que a série Indiana Jones sempre foi pensada como uma grande homenagem aos filmes de aventura dos anos 30/40, portanto, todo estereótipo visto na trilogia é extretamente proposital, como a mocinha histérica, os nativos submissos e até mesmo os vilões unidimensionais.

Levar Indy a sério é uma grande bobagem. Tem que entrar no ritmo do pastelão e se divertir.

lola aronovich disse...

Oi, anonimo, respeito suas opinioes tb, mas so porque a serie eh uma homenagem as velhas aventuras nao quer dizer que ela deva perpetuar todos os preconceitos. Afinal, na decada de 80 nao se pensava igual a decada de 30. Assim como hoje nao se pensa igual a decada de 80 (espero). Eu acho que da pra se divertir com a serie (e eu me divirto muito, principalmente com Cacadores) e ao mesmo tempo ver que algumas representacoes nao sao boas. E o pastelao do Indy 2 so acontece na primeira metade do filme, nao acha? Depois disso, eh ladeira abaixo.

Anônimo disse...

Acredito que a série não se leva a sério em momento algum. Particularmente, acho a segunda metade do filme excelente. É claro que ela foge à regra das aventuras tradicionais do Indy, mas cria um outro parâmetro aventuresco, que mescla o sombrio, o exagerado e até mesmo o suspense. O segundo filme é o que mais divide opiniões, mas gosto dele por justamente ser transgressor, violento e às vezes politicamente incorreto.

Entendo quando você diz que os pensamentos mudam conforme a época, e que os filmes do Indy expressam uma visão completamente ocidental do mundo, mas devemos compreender também que o Oriente, por conseqüência, tem uma visão bastante limitada do que somos.

Anônimo disse...

Considero um dos pontos fracos desse quarto filme justamente o "politicamente correto" presente durante toda a projeção: nada de sangue, de temas religiosos, de nativos estereotipados, de "mulherzinhas", etc.

Faltou menos moralismo e mais coragem, por ironia o espírito de um filme do indiana Jones.

Zero Cool disse...

"mas so porque a serie eh uma homenagem as velhas aventuras nao quer dizer que ela deva perpetuar todos os preconceitos."

Não concordo. Então se fizerem um filme sobre a Idade Média, este deverá conter questões referentes a feminismo, globalização, aquecimento global e discriminação sexual e racial?

Meio complicado, né?

Cada época tem um pensamento, isso é fato. E, se for pra retratá-las, que seja com fidelidade, oras.

Liris Tribuzzi disse...

Não leve a vida tão a sério, Lola. Você nem vai sair viva dela!

Incrivelmente, esse Indy é o que eu menos lembro da história e o que mais me recorde de cenas. A cena do jantar com cérebro de macaco e sopa de olho mais a cena do Indy tentando arrancar o coração do carinha que arrancava coração ficaram na minha mente por anos e anos. Meio traumático até.

lola aronovich disse...

Sei que o segundo filme eh o que mais divide opinioes. E muitas vezes ouco mais gente falar que odeia a primeira parte do filme (a Kate Capshaw gritando) que a segunda. Mas juro, tenho dificuldade pra entender como se gosta da 2a parte. Os personagens centrais ou somem da trama (os 3 no inicio, observando o sacrificio, e depois a Cate some)ou mudam de personalidade (Indy fica mau). A musica some. Ou seja, tudo que eu gosto da serie vai pro espaco! E quebra totalmente o clima da primeira parte.
Ahn, sobre o oriente ter uma visao limitada do ocidente: ate pode ser, mas nao eh isso que esta em discussao. Se algum dia eu vir um filme oriental (indiano, por exemplo, o paihs que mais faz filmes no mundo) que seja distribuido mundialmente, ocupando 90% das salas de cinema de outros paises, que promova uma visao preconceituosa do ocidente, vou reclamar disso tb.
Quanto ao 4o filme, nao o considero tao politicamente correto assim. Como varios leitores apontaram, trazer as cataratas do Iguacu pra floresta amazonica eh bem ignorante. E os "nativos" so nao sao tao maltratados em Indy 4 porque eles mal aparecem (aparecem vivos, camera vai dar uma voltinha, quando volta estao todos mortos). E tema religioso tem bastante!
Acho que o sangue ta ausente de Indy 4 por uma imposicao comercial. Se exagerasse, o filme ia ser proibido pra uma parte do publico, o que iria reduzir a bilheteria. Eles evitam fazer um filme de acao R-rated. A violencia que ha no Indy 2 dificilmente seria liberada pra PG-13 (classificacao criada especificamente pra ele) hoje em dia.

lola aronovich disse...

Zero Cool, recomendo que vc leia um pouco de teoria pos-colonialista e pos-modernista. Vc realmente acha que eh possivel fazer um filme de epoca (qualquer epoca) sem sofrer influencia de muitos dos valores de hoje? Filmes, livros, obras de arte - enfim, toda criacao - sao produtos da era e do lugar em que sao feitos. Nao da pra imaginar que uma nave extraterrestre pousa num lugar e retrata alguma coisa de alguma epoca sem ser afetada pelo contexto. Como vc falou de Idade Media, me lembrei do Conquista Sangrenta, filme muito violento do Verhoeven, acho que de 85. Ele nao leva em consideracao temas racistas e feministas? Acho que ele faz alusoes ate a Aids! De todo modo, a leitura de uma obra eh tao importante como sua producao. Como a obra sera interpretada tambem ta ligada ao contexto. E sobre "cada epoca tem um pensamento": so um? Bem reducionista, nao? Qual o pensamento de hoje? Temos um pensamento unico? E vc fecha seu comentario com outra palavra muito discutida pelo pos-modernismo: "fidelidade". Ai as opinioes se dividem. Alguns acham que fidelidade nao existe, nao eh possivel. Outros que simplesmente nao importa.

lola aronovich disse...

Li, nao eh questao de levar ou nao a serio. Eh de ver algumas coisas e fechar os olhos pra outras. A visao colonialista de Indy 2 ta tao presente quanto os olhos na sopa. Da pra notar isso, criticar isso, e ainda se divertir com o filme. Eu ainda adoro a primeira parte de Indy 2. Nao gosto da segunda parte por varios motivos (ritmo, ausencia de caracteristicas dos personagens), incluindo ai a mensagem colonialista.
Eu acho que essas cenas que vc cita sao bem traumaticas, mas pra mim hors-concours eh a Kate pondo a mao no buraco cheio de bichos.
Gente, deve ser muito interessante ler as teses de mestrado e doutorado sobre os Indys (principalmente o 2)! Eu nunca vi nenhuma, mas podem ter certeza que elas existem.

lucianojr_6 disse...

Eu adoro esse aqui também, muito! É um pouco inferior ao primeiro, mas não tanto. A primeira metade realmente é melhor, mas eu não classificaria a segunda metade de uma completa porcaria. É diferente, obscura demais (o pior erro pra mim) e realmente as vezes Indy não parece Indy. Mas pra mim se recupera completamente na parte do carrinho. Não tenho muito o que reclamar. É uma aventura muito bem humorada (só perde pro hilário terceiro filme), eu adoro!

Ollie McGee disse...

Eu acho que nessa seqüência tem mais humor (ou pelo menos uma tentativa de fazer humor) que no primeiro filme, pretensamente mais 'sério'. =)

Pra começar a 'indiana girl' é completamente voltada a fazer duas coisas: gritar e se colocar em perigo e fazer humor (será que podemos falar 'indiana girl'?! bom, se tem as tais 'bond girls' deveria ter também uma 'indiana girl' não deveria?☺)

Concluíndo: Essa seqüência é ótima, faz a gente rir e (desculpe) adorei a seqüência da montanha russa na mina abandonada, mas ainda acho que o primeiro filme é o melhor da série.

PS: Estou adorando esses posts dedicados a um dos meus 'hérois do cinema' favoritos. Estão ótimos, parabéns. ☺

Ollie McGee disse...

Na realidade, no comentário anterior a 'indiana girl' faz três coisas: "Grita", "se coloca em perigo" e "faz (tenta fazer) gancho p/ as piadas do Indiana".

bjs,

Daniel disse...

Sempre gostei muito desse segundo filme, talvez mais até do que caçadores, mas a cena do exército britânico salvando o dia, e o final são de amargar, he, he.

Zero Cool disse...

"trazer as cataratas do Iguacu pra floresta amazonica eh bem ignorante."

Sem querer defender o filme, mas isso é uma questão de trama de roteiro. Em "A Última Cruzada", Indiana Jones entra num templo onde está o Graal no meio do deserto, com um nome diverso. Ninguém mencionou que era a cidade de Petra, na Jordânia, e nem por isso foi considerado um erro de produção.

Todo filme faz isso.

Zero Cool disse...

"E sobre "cada epoca tem um pensamento": so um? Bem reducionista, nao?"

Você me entendeu, não vá complicar as coisas!

É claro que uma sociedade não possui um único pensamento, mas é fato que todos eles possuem uma similaridade, criando um "consciente coletivo".

Claro, estou generalizando, mas minha expressão foi correta sim.

Zero Cool disse...

É claro que todo filme retrata a visão de uma época sobre determinado tema ou período. Mas há filmes que precisam saber como colocar esses pontos de vista.

Aids, lutas de classes, opressão, preconceito, brutalidade - tudo isso sempre existiu. Mas, quando se faz um filme de época sobre isso, é preciso colocar dentro de um contexto, para não parecer falso.

Acredito que dá pra falar de temas atuais sobre histórias antigas mantendo o pensamento da época. Um exemplo? Alexandre, de Oliver Stone. O filme mostra o real relacionamento gay entre Alexandre e Hephaestion, no entanto, a palavra "homossexual" nunca é mencionada, em virtude de nem existir na época.

É por aí o caminho...

No caso de Indiana Jones, o que você acha que deveria ser feito? Mostrar nativos instruídos e desenvolvidos? Um herói bem correto, justo, que respeite as mulheres, os gays, animais, meio ambiente e que ainda não aceite o artefato arqueológico, por considerá-lo um "bem da humanidade" e que seria egoísmo demais colocá-lo num museu nos EUA?

Tolices.

Sem falar que tudo é proposital, feito pra divertir - um filme do Ocidente feito para o Ocidente.

É mais preocupante a situação de filmes como Casablanca e A Ponte do Rio Kwai que, embora considerados clássicos absolutos, apresentam uma visão completamente deturpada de nações estrangeiras.

Zero Cool disse...

É preciso compreender que toda obra, artística ou não, apresenta uma visão.

Indiana Jones apresenta uma visão americana da história, e isso acarreta todos os esteriótipos que a visão deles permite.

Assim, como falei, um filme do Oriente apresentaria esteriótipos americanos de acordo com a visão deles sobre a gente.

Não há imparcialidade, em nenhum dos lados. E nunca haverá, vale dizer. Portanto, não vejo motivo pra tanta preocupação e crítica.

Sempre existirá um dominante e um dominado. A sociedade humana evoluiu assim, não tem jeito. Essa é a nossa sina enquanto existirmos.

Sem falar que criticar ferrenhamente o neo-colonialismo é no mínimo tolice. É claro que este processo criou muitos problemas para os países colonizados, mas é necessário dizer que muitas vantagens trouxeram também, várias delas usadas até hoje.

Como já dizia o velho Schwartz: "é preciso olhar os dois lados da moeda..."

Greg disse...

Finalmente, depois de muita correria por aqui, pude assistir ao Indy4...
O filme é cheio de cliches e esterótipos, mas eu ADOREI!
Sei que tudo é uma questão de gosto, mas prefiro muito mais Indy4 do que IronMan [que detestei!]
Acredito que essa escolha se deva a minha incansável espera por essa continuação, mesmo ela deixando muito a desejar.

lola aronovich disse...

Luciano, depois de ler o que escrevo sobre o terceiro filme, talvez vc nunca mais queira falar comigo.

Ollie, que bom que vc tá gostando desta série. É, sem dúvida Indy 2 tenta ser mais divertido que Caçadores. A primeira parte de Indy 2 tá mais pra comédia que pra aventura. Eu adoro. E acho que a Kate tá perfeita. Pensando bem, não é só ela que tem poucas funções no filme. É todo mundo: o menininho, o Indy... É um roteiro mais simples que o de Caçadores. Será que existe um termo pra isso, "Indy girl"? Se bem que não dá pra comparar o Indy com o James Bond. O Indy não é mulherengo. Ele teve o que, 3 namoradas em 4 filmes?

Daniel, alguém que concorda comigo que a cena do exército britânico e o final são fracos! Obrigada!

lola aronovich disse...

Zero Cool, eu defendi Indy 4 da "infidelidade geográfica". Eles não falam que aquelas cataratas são as do Iguaçu. Realmente, esperar que qualquer um dos Indys "respeite" geografias (e culturas) é pedir demais. Mas admita que é uma crítica pertinente a ser feita - ainda que vc não concorde com ela.
Não tenho muita certeza sobre isso de "consciente coletivo" que vc diz. INconsciente coletivo pode até ser (incosciente parece que vale pra tudo mesmo). Mas é difícil destacar só um pensamento em cada época. Por exemplo, qual seria o pensamento predominante de hoje? Tem que detalhar mais a pergunta. Qual seria o pensamento predominante (não o único!) pros homens brancos americanos de 18 a 30 anos? Mesmo assim é difícil responder!

lola aronovich disse...

Zero Cools, Aids sempre existiu?
Se eu entendi suas colocações direito, acho que vc está confundindo as coisas. Toda obra de arte reflete valores do período em que foi feita - muito mais do que os valores do período que retrata! Por exemplo, Macbeth do Shakespeare. A peça se passa na Escócia do século 11, mas reflete muito mais os valores da Inglaterra do século 17 (quando foi escrita) que da Escócia do séc. 11. E o filme do Polanski, de 1971, reflete mais os valores dos EUA dos anos 60/70 que da Inglaterra do séc. 17. Assim como E o Vento Levou reflete os valores dos anos 30 dos EUA, muito mais que de 80 anos atrás (que é a época retratada no filme). E o mesmo com Indiana Jones. Tudo bem querer homenagear as aventuras dos anos 30, mas a série foi feita nos anos 80. Vai refletir os valores dos anos 80.
Vc dá um bom exemplo, o do Alexandre do Oliver Stone. Não interessa que o filme trate da Grécia antiga. Ele reflete muito bem os valores do século 21!
E só porque os filmes são feitos pra divertir não quer dizer que eles mereçam ser isentos das críticas.
Concordo que Casablanca e outros filmes TAMBÉM apresentam uma visão deturpada do Oriente. Mas por que excluir os Indys disso? Pessoalmente, conheço tanta gente que leva Casablanca a sério quanto gente que leva os Indys a sério. Ou seja, não muita gente. Casablanca é uma história romântica, não mais do que isso. O que não significa que não deva ser criticada.
Sim, imparcialidade não existe mesmo. É um conceito impossível, se a gente acredita que toda obra, toda opinião, é uma visão de alguém - que, por sua vez, também é um produto do seu tempo. Então não é que "imparcialidade não existe de nenhum dos lados". Não existe, ponto.
Por favor, evite usar argumentos como "sempre existirá um dominante e um dominado", coisas do tipo "sempre foi assim e sempre será". Isso enfraquece muito qualquer argumentação. Muitas coisas mudam, e muitas pessoas lutam para mudar algumas das coisas "que sempre foram assim". Muita gente não se conforma com a situação. E mesmo que muitas coisas sejam assim, isso não quer dizer que não possamos criticar essas coisas!

lola aronovich disse...

Greg, entendo sua posição. Quando a gente gosta muito de uma coisa... Talvez, quando eu assistir Indy 4 de novo, eu também não tenha uma impressão melhor dele? E vc detestou Iron Man? Vc é o primeiro que eu conheço!

Chris, mãe da Cecília disse...

Hello, Lola!
Caramba, este, para mim é o pior dos 3 - ainda não fui ver o 4º :s
Acho que é meio como 'From Dusk Till Dawn', dois filmes em um, sendo que o primeiro é ótimo e o segundo, em comparação, não exatamente ruim, mas, huh, poderia ter ficado sem.
Agora tendo a concordar com o anônimo-anônimo, que o estereótipo é proporcional mesmo e, como todo e bom filme pipoca, não deve ser levado à sério!
Vamos a parte III :D

Beijos

Vitor Ferreira disse...

Eu também achei esse segundo o melhor dos três. O terceiro é o pior. Dá pra ver os estereótipos e imposições de valores americanos claramente neles todos, então, acho que os 3 (ou 4) se equiparam nisso. Na parte de diversão, fico com o segundo. Esse quarto nem deveria ter sido cogitada a possibilidade da existância.

Luciano JR disse...

Pois é, Lola, eu li que você não gosta muito do Dr. Jones. Bem, eu adoro e acho o filme o mais engraçado da série (Indy 3). Não o melhor, perde pros Caçadores.

Obs: AINDA não vi o quarto filme!

lola aronovich disse...

(Ô demora pra responder: sorry, gente).
Boa comparação, Chris, entre a mudança de tom em Indy 2 com Um Drink no Inferno. É bem por aí. Se bem que não gosto de nenhuma das partes de Drink, e do Indy 2, adoro a primeira. Mas eu realmente tenho dificuldade com filme que muda de tom... ou de gênero!
Tadinha, fico aqui torcendo pra que dê pra vc escapar ao cinema ver Indy 4.

Que radical, Vitor! Vc acha que o Indy 4 nem tem razão de existir?! Que maldade. Tem coisas legais lá. Não é um complemento ruim à série.

Luciano, tá esperando o que pra ver Indy 4? Vc não tem a desculpa da Chris, que tem filha pequena!