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terça-feira, 19 de outubro de 2010

CONCURSO DE BLOGUEIRAS SOBRE ORIGEM DO FEMINISMO É UM SUCESSO

O Concurso de Blogueiras, com tema A Origem do meu Feminismo, não poderia ter dado mais certo. Foi fabuloso. Primeiro, fiquei surpresa com a procura. Não esperava 32 inscrições. A maior parte dos posts foi escrita especificamente pra participar do concurso, inspirando blogueiras a colocar no papel (ok, na tela) o que as fez acordar para a desigualdade de gênero e tornarem-se feministas. Os posts são todos maravilhosos, e várias leitoras manifestaram a dificuldade em votar em apenas um em cada etapa. Hoje de manhã o dr_aurelio sugeriu que a gente reunisse esses 32 depoimentos e lançasse um livro, com ensaio introdutório e tal. Ele disse que há editoras interessadas em feminismo. Vamos nos articular? Alguém sabe como começar?
No total, entre todas as quatro etapas e a final, foram 1476 votos, 921 nas quatro enquetes iniciais, e 555 nesta grande final, que reduziu os posts concorrentes a doze. Mas queria colocar aqui todos os outros vinte posts que participaram do Concurso, pois todos foram importantes (em ordem alfabética, de acordo com o nome da blogueira):

A origem do meu feminismo – Ághata, do Se Perdendo
O feminismo que papai ensinou - Aline, do Meus e Outros
Em defesa do feminismo - B, do Espaço B
Maternidade, plenitude e feminismo. Hein? - Carolina, do What Mommy Needs
Aos 21, era muito mais feminista do que sonhava a minha vã filosofia – Clara, do Gaveta Virtual
Feminismo, ateísmo e outros “ismos” - Deborah, do A Realidade, Maria, é Outra
A origem do meu feminismo – Gabriela, do Ecdise
Sobre a origem do meu feminismo – Ge, do O Ângulo Mais Bonito
Não! Eu não sou obrigada – Glória, do Apenas uma Fresta
Liberal na Alemanha, feminista no Brasil – Isabela, do Berlin Direction
Minhas asas feministas – Jux, do Dolcinha
Feminista graças a Deus (e olha que sou agnóstica) - Laurinha, do Mulher Modernex
O dia em que me tornei feminista – Lúcia, do Memórias
O pop que me deu o caminho – Luna, do Pernície
A anti-garota Anglo – Maíra, do Como Assim?!
De raiz – Monix e Helê, do Duas Fridas
Feminismo, hein? - Nanci, do Lúdica e Ácida
Antes que o galo cante - Renata, do Agruras e Delícias
Mirem-se no exemplo – Somnia, do Borboleta Pequenina na Suécia
A origem do meu feminismo - Wonderwoman, do Coffeee, Clear Heels and Random Thoughts

Este foi o resultado da grande final, com os doze posts mais votados das etapas anteriores:

Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, Proseando 112 votos, ou 20%
Feminista, eu? - Leticia, Chá-Tice 83 votos, ou 14%
Menina pode sim – Rita, Estrada Anil 81 votos, ou 14%
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela 72 votos, ou 12%
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam 53 votos, ou 9%
O Feminismo & Eu - Bia, Groselha News 34 votos, ou 6%
Aos treze – Anastasia, do Relicariante 31 votos, ou 5%
Como um machista me transformou em feminista – Amanda, Petit Journal de la Porte Dorée 25 votos, ou 4%
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek 19 votos, ou 3%
O começo de tudo – Fernanda, Grito de Fernanda 17 votos, ou 3%
Origem da consciência do meu feminismo – Chris, do Mulheres de Atenas 15 votos, ou 2%
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos 13 votos, ou 2%

Parabéns a todas! E que venham mais concursos. Aliás, se vocês já tiverem algum tema pra sugerir, fiquem à vontade, a casa é sua.
Deixo aqui uma linda homenagem que a Rita fez ontem pro concurso, falando de como ele ajudou para que ela conhecesse outras blogueiras e fizesse novas amizades. Ela recomenda o texto de Marisa Melani, que fala sobre o respeito que Dilma Rousseff merece, e que não vem tendo por vasta parcela do eleitorado. Entendo perfeitamente a Rita: estamos muito perto das eleições presidenciais, e é difícil não falar nisso. E é prova, inclusive, de como as pautas e redações continuam dominadas por homens que este fato inédito - a grande possibilidade de termos a primeira mulher presidente de nossa história - não está sendo explorado. Nos EUA, nas eleições de 2008, era raro ler um artigo que não aludisse à oportunidade inédita de ter um primeiro presidente negro. Se Dilma ganhar, ela será a mulher mais poderosa do mundo. E estaremos na frente de vários países ricos, como os EUA, a França, a Itália, e tantos outros, que nunca tiveram uma presidenta. Isso deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, idependente de suas preferências partidárias. Mostrarmos que elegemos um operário pro cargo mais alto do país, e depois uma mulher. Isso deveria dizer algo sobre a nossa democracia, a nossa tolerância.
Só diz que "não importa se o presidente é homem ou mulher" quem não quer largar o osso do seu privilégio. Outro dia ouvi o absurdo de que "Votar na Dilma por ser mulher é que é sexismo". Certo. Sexismo não é que 91% da política brasileira esteja nas mãos de homens. Sexismo não é que todos nossos presidentes foram homens (e brancos, e héteros). Sexismo não é que se use na campanha eleitoral uma bandeira das feministas - a legalização do aborto, pois o corpo é da mulher e cabe a ela decidir - contra a candidata mulher. Sexismo não é gastar páginas e páginas falando da aparência de Dilma (continuo aguardando matéria falando como Serra deve se vestir para afinar sua silhueta). Não, nada disso é sexismo. Tudo que citei é natural, é "assim que as coisas são". Sei. Todo mundo para de acreditar em Papai Noel com uma certa idade, mas tem gente que segue crendo em outras lorotas a vida inteira.
E tem quem venha me dizer que a culpa por tudo isso é das próprias mulheres, que ora não votam em mulheres, ora não se interessam por política o suficiente para se candidatarem a algum cargo. Sobre a primeira acusação, a diferença entre mulheres e homens que votam na Dilma é pequena. Há mais homens que votam nela que mulheres, e esse fenômeno precisa ser estudado, mas não é um número tão gigantesco (5% a mais de homens) que possibilite uma generalização. Sobre o segundo, de mulheres não se interessarem por política, vamos só dizer que este é um blog escrito por uma mulher que não está dedicando o tempo necessário ao seu trabalho porque só pensa em política, só respira política, ama política. E, por coincidência, a maior parte dos leitores daqui é de leitoras, muitas tão apaixonadas por política como eu. Não é por mulher não se interessar por política que existam tão poucas mulheres na política brasileira. É só ver que um monte de lideranças comunitárias são mulheres. Este é o início político de muita gente. Por que há tantas mulheres nesse meio, e tão poucas avançam para outros cargos públicos? A desculpa é que elas têm muitas coisas pra fazer, cuidar da casa, dos filhos, do marido, não dá tempo. Mas isso é mentira. Trabalhar para a comunidade também exige tempo pacas, e elas conseguem. A verdade é que ninguém, nem homem, nem mulher, se elege só. Precisa fazer parte de um partido. Precisa angariar muito dinheiro para poder fazer uma campanha cara e ter chances de eleição. E aí já temos dois problemas: muitos partidos (principalmente os de direita) são Clubes do Bolinha, dirigidos unicamente por homens (e como são partidos elitistas, há poucas pessoas com origens comunitárias e sindicais, que é onde muita gente, homens e mulheres, nascem para a política). Outros partidos à esquerda na teoria defendem a igualdade de gênero, mas, na prática, na hora de escolher entre um companheiro e uma companheira para lançar como candidato, acabam optando pelo primeiro. Há também o problemão de, pela cultura machista da nossa sociedade, ser muito mais difícil para uma candidata mulher conseguir contribuições financeiras para sua campanha que para um homem. Menos dinheiro, menos chance de conseguir votos suficientes pra se eleger, simples assim. Mais um motivo para precisarmos de uma reforma política urgente.
Ah, eu nem precisav
a expor argumentos. Basta pensar: por que existem tão poucos negros na política brasileira? Tão poucos homossexuais saídos do armário? O argumento furado de "eles não se interessam por política" vale pra todos que não têm representação, ou só para nós, mulheres?
Apenas eleger Dilma não muda nada da nossa situação desigual. Mas é um ato simbólico de extrema importância, como foi a eleição de Obama nos EUA, ou como teria sido a de Hillary Clinton. Quem sabe, com Dilma presidenta, meninas cresçam com a ideia de que é possível liderar (acredite em mim: pra uma sociedade, é muito melhor que garotas tenham como role model uma mulher na liderança que uma top model), partidos vejam com bons olhos terem mais de seus quadros preenchidos por mulheres, empresas mudem de ideia e passem a contribuir para a campanha de mulheres. Mas óbvio que ninguém vai votar na Dilma apenas por ela ser mulher. Isso é só um bônus (e que bônus!). Há várias políticas mulheres em que nunca votaríamos por mil e um motivos, apesar de serem mulheres. Recomendo até que, da próxima vez que um paspalhinho te perguntar: "Ugh! Você vai votar na Dilma por ela ser mulher?!" você responda com um "E você, vai votar no Serra por ele ser homem?".
Mas que é um momento histórico eleger uma mulher, ah, isso é. E eu me sinto confortável em estar escrevendo isso neste post sobre o Concurso de Blogueiras porque é muito difícil ser feminista e não ser de esquerda, e sei que a maior parte das blogueiras que participaram do Concurso, e que a maior parte das minhas leitoras, se encaixa nessa categoria. Na realidade, posso contar nos dedos de uma mão quantas feministas de direita eu já conheci na vida. Não bate, sabe? Ser feminista envolve enfrentar o status quo, querer mudar o mundo, e o pessoal de direita, neste momento, só quer mudar o Brasil (e só um tiquinho, tirando de lá aquele barbudão e seu projeto ditatorial lulodilmista de distribuir renda e de fazer amizade com países, eca, pobres).(Eu até queria pedir pra uma - ou um - das minhas leitoras ultratalentosas que fizessem uma ilustração baseada nesta de quando Obama foi eleito, mas com Dilma. Alguém se habilita?)
Como eu disse, o objetivo de todos os concursos de blogueiras já realizados por este blog (e este foi o quarto concurso) não é a competição, mas a divulgação de excelentes blogs escritos por mulheres. É mostrar que nós, blogueiras, somos seres pensantes, com blogs tão interessantes e diferentes como aqueles escritos por homens. Isso deveria ser óbvio, mas não é. E mostra disso é que, nos inúmeros concursos da blogosfera, para as blogueiras ainda se reservam prêmios de "musa da internet" ou "blogueira mais gostosa". Blogs de mulheres ainda são vistos como um nicho de mercado, geralmente dedicados a assuntos femininos como maquiagem, moda, e cozinha. E as pessoas tendem a achar que todos os blogs escritos por mulheres se restringem a esses temas "femininos". O objetivo de concursos como este (que, eu peço, copiem! Façam outros concursos) é mudar essa mentalidade. A ideia não é competir entre nós, é crescermos juntas. Não há prêmio. Pensando bem, eleger Dilma será nosso maior prêmio.
Deixo aqui um convite. Poucos dias antes do primeiro turno, a Maria Frô mandou um email coletivo para umas poucas feministas da blogsfera de quem ela tinha o endereço. Tivemos algumas discussões muito relevantes, que seguem acontecendo. Então a Cynthia resolveu criar um grupo feminista no Google Groups, que a Bia se prontificou para administrar. Portanto, se você quiser participar, envie um email pra ela: srta.bia.mail@gmail.com (é preciso ter conta no Google). Ou, melhor, peça autorização diretamente aqui.
Temos muitas discordâncias entre nós. Você raramente vai encontrar uma feminista que pensa exatamente igual a uma outra (ou uma pessoa que pense exatamente igual a qualquer outra, né?). Mas nossas ideias em comum são mais fortes, e deveriam estar acima de qualquer discordância. Junte-se a nós.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

VOTEM NA FINAL DO CONCURSO DE BLOGUEIRAS

Não deixem de votar na grande final do Concurso de Blogueiras - A Origem do meu Feminismo, (enquete aí do lado). É só até a semana que vem! Por favor, divulguem nos seus blogs e twitters. Estamos com quase 300 votos nesta etapa, mas acho pouco. O importante é divulgar esses ótimos doze posts concorrentes (e os outros vinte que participaram das etapas anteriores também):

Como um machista me transformou em feminista – Amanda, do Petit Journal de la Porte Dorée
Aos treze – Anastasia, do Relicariante
O Feminismo & Eu - Bia, do Groselha News
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos
Origem da consciência do meu feminismo – Chris, do Mulheres de Atenas
O começo de tudo – Fernanda, do Grito de Fernanda
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, do Proseando
Feminista, eu? - Leticia, do Chá-Tice
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela
Menina pode sim – Rita, do Estrada Anil
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CONCURSO DE BLOGUEIRAS - GRANDE FINAL

Mais uma etapa do Concurso de Blogueiras com o tema A Origem do meu Feminismo. Mas esta é a última, a grande final, em que participam os três posts mais votados de cada fase. Claro que sou suspeita pra falar, mas acho que o concurso é um grande sucesso desde que conseguiu reunir 32 excelentes posts, vários deles escritos especialmente para a ocasião. Sinal de que o feminismo está firme e forte na blogosfera. E estou satisfeita também com o número de votos, um total de 921 nas quatro etapas. Mas o principal mesmo é visitar todos os 32 blogs e ver as leitoras interagindo, trocando ideias. É esse mesmo o principal objetivo do concurso. Esses dozes posts, portanto, são os finalistas:

Como um machista me transformou em feminista – Amanda, do Petit Journal de la Porte Dorée
Aos treze – Anastasia, do Relicariante
O Feminismo & Eu - Bia, do Groselha News
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos
Origem da consciência do meu feminismo – Chris, do Mulheres de Atenas
O começo de tudo – Fernanda, do Grito de Fernanda
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, do Proseando
Feminista, eu? - Leticia, do Chá-Tice
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela
Menina pode sim – Rita, do Estrada Anil
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek

A enquete do concurso (ao lado, à direita, do lado de cima da tela) ficará aí por umas duas semanas. Peço para que vocês divulguem o concurso o máximo possível nos seus blogs e Twitters (sempre colocando o link para este post, já que é aqui que há os links para todos os doze posts finalistas. O link é http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/10/concurso-de-blogueiras-grande-final.html), mesmo que vocês já tenham feito isso em outras etapas. Podem pedir votos para algum post em particular. Todos são excelentes. E, claro, leiam e releiam os posts, e votem no preferido. Creio que todos eles dialogam com a gente, nos lembram de quando nos tornamos feministas, ou mesmo de por que negávamos o rótulo, ou apontam que está na hora de nos assumirmos feministas. Por tudo isso, estou muito, muito feliz por realizar o concurso.

RESULTADOS DA QUARTA ETAPA

Coloco aqui o resultado da quarta etapa do Concurso de Blogueiras - A Origem do meu Feminismo, porque logo logo, daqui a pouco, ainda hoje, vou por a enquete da etapa final no ar. Então, com 203 votos na quarta etapa, os três post mais votados foram:

Quarta etapa do concurso
Em defesa do feminismo - B, do Espaço B 17 votos, ou 8%
Minhas asas feministas – Jux, do Dolcinha 10 votos, ou 4%
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam 39 votos, ou 19%
O pop que me deu o caminho – Luna, do Pernície 15 votos, ou 7%
De raiz – Monix e Helê, do Duas Fridas 10 votos, ou 4%
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela 65 votos, ou 32%
Mirem-se no exemplo – Somnia, do Borboleta Pequenina na Suécia 22 votos, ou 10%
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek 25 votos, ou 12%

Parabéns a todas! Ótimos posts mesmo! Agora vamos à grande etapa final...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

QUARTA ETAPA DO CONCURSO DE BLOGUEIRAS

E vamos pra quarta e última etapa deste concurso que atraiu tanta blogueira ótima! (lá embaixo eu comento o dia especial que é hoje). Esses são os posts que concorrem nesta etapa. E posso dizer: se vocês tiveram dificuldade pra votar em apenas um post nas fases passadas, depois de ler esses oito textos incríveis, vai ficar mais difícil ainda.

Quarta etapa do concurso (etapa atual)
Em defesa do feminismo - B, do Espaço B
Minhas asas feministas – Jux, do Dolcinha
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam
O pop que me deu o caminho – Luna, do Pernície
De raiz – Monix e Helê, do Duas Fridas
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela
Mirem-se no exemplo – Somnia, do Borboleta Pequenina na Suécia
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek

Vocês podem ver que incluí a B, a tartaruguinha manca mais atrasada de todas. Ficou bom, porque houve um número igual de posts competindo em cada etapa (oito). Por favor, ajudem a divulgar esta etapa também (coloquem o link para este post, http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/09/quarta-etapa-do-concurso-de-blogueiras.html, e o selo que a Nathaly fez pro concurso).
Para a terceira etapa, infelizmente, não houve tantos votos como nas etapas anteriores. Apenas 155. Espero, porém, que cada uma das blogueiras concorrentes tenha recebido várias visitas, comentários, nov@s seguidor@s etc. O resultado foi o seguinte:

Terceira etapa do concurso - Resultados
A origem do meu feminismo – Ághata, do Se Perdendo 10 votos, ou 6%
Aos treze – Anastasia, do Relicariante 34 votos, ou 22%
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos 24 votos, ou 15%
Maternidade, plenitude e feminismo. Hein? - Carolina, do What Mommy Needs 21 votos, ou 13%
Origem da consciência do meu feminismo – Chris, do Mulheres de Atenas 36 votos, ou 23%
A origem do meu feminismo – Gabriela, do Ecdise 16 votos, ou 10%
Não! Eu não sou obrigada – Glória, do Apenas uma Fresta 6 votos, ou 3%
Liberal na Alemanha, feminista no Brasil – Isabela, do Berlin Direction 7 votos, ou 4%

E, só pra refrescar a memória (ou se tiver gente chegando agora, ávida pra ler todos os 32 posts do concurso), as participantes da primeira e segunda etapas foram (em negrito as três que tiveram mais votos):

Primeira etapa do concurso - Resultados
O feminismo que papai ensinou - Aline, Meus e Outros 28 votos, ou 13%
Como um machista me transformou em feminista – Amanda, Petit Journal de la Porte Dorée 45 votos, ou 20%
O Feminismo & Eu - Bia, Groselha News 36 votos, ou 16%
Aos 21, era muito mais feminista do que sonhava a minha vã filosofia – Clara, Gaveta Virtual 18 votos, ou 8%
Feminismo, ateísmo e outros “ismos” - Deborah, A Realidade, Maria, é Outra 9 votos, ou 4%
Sobre a origem do meu feminismo – Ge, O Ângulo Mais Bonito 25 votos, ou 11%
O começo de tudo – Fernanda, Grito de Fernanda 41 votos, ou 19%
Feminista graças a Deus (e olha que sou agnóstica) - Laurinha, Mulher Modernex 13 votos, ou 6%

Segunda etapa do concurso - Resultados
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, Proseando - 73 votos, ou 20%
Feminista, eu? - Leticia, Chá-Tice - 83 votos, ou 23%
O dia em que me tornei feminista – Lúcia, Memórias - 7 votos, ou 2%
A anti-garota Anglo – Maíra, Como Assim?! - 49 votos, ou 14%
Feminismo, hein? - Nanci, Lúdica e Ácida - 4 votos, ou 1%
Antes que o galo cante - Renata, Agruras e Delícias - 13 votos, ou 3%
Menina pode sim – Rita, Estrada Anil - 96 votos, ou 27%
A origem do meu feminismo - Wonderwoman, Coffeee, Clear Heels and Random Thoughts - 23 votos, ou 6%

Semana que vem é a grande final! Vou pegar os três posts mais votados de cada etapa e fazer uma enquete com os doze. Essa eu vou deixar no ar mais tempo, por umas duas semanas, pra todo mundo poder ler e reler cada post.
É pura coincidência que esta quarta etapa caia logo num dia tão especial: hoje, 28 de setembro, é o dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe. Fale sobre este assunto no seu blog e no seu twitter (#legalizaçãodoaborto). Queremos duas coisas: a descriminalização, isto é, que mulheres que façam aborto ou quem as ajude não sejam presas (como acontece hoje), e a legalização - que o aborto passe a ser oferecido nos hospitais públicos. Esses dois itens que caminham juntos, a descriminalização e a legalização do aborto, são provavelmente as poucas unanimidades entre as feministas. É um tema importante pra todas as mulheres, já que o que está em jogo é o controle sobre nossos próprios corpos. Não resta dúvida que, se fossem os homens que engravidassem, ninguém iria legislar sobre o corpo deles. Mas como são as mulheres, esses seres não-confiáveis, traiçoeiros, TPMizentos, enfim, esse verdadeiro perigo pra humanidade, culpado de todos os males desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso, bom, nesse caso quem manda no ventre é o Estado. Um Estado que deveria ser laico, mas não é. O Estado sabe perfeitamente bem que milhares de brasileiras fazem
abortos clandestinos todos os anos. E que as mulheres de classe média e alta podem pagar por um procedimento seguro. Mas as pobres, geralmente negras, dependem de métodos altamente arriscados, que em muitos casos matam. Se o aborto fosse legaliz
ado no Brasil, seriam essas mulheres que deixariam de morrer. Mas direita cristã é direita cristã em qualquer canto: não liga pra essas mulheres, só pro feto, e só enquanto ele for feto. Assim que nascer, é cada um por si, e que vença o melhor. Estado é só pra salvar o feto, não pra garantir-lhe uma vida cheia de direitos. Direito do feto? Direito à vida? Só enquanto estiver no ventre da mãe, essa pecadora.
É preciso acabar com esse discurso hipócrita. Ou melhor, o discurso pode existir, o que não pode é que siga ditando o Estado. Um sinal de como estamos longe de ter um Estado laico é como, durante as eleições, praticamente todos os candidatos fogem de tomar posições
mais polêmicas. Pois é, a legalização do aborto, uma antiga reivindicação da mulher, algo aceito há décadas nos países ricos, ainda é visto como assunto polêmico. Até quando teremos religiões mandando nos nossos governos, nas nossas vidas? Religiões devem mandar nas suas igrejas e templos. No meu corpo mando eu.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SEGUNDA ETAPA DO CONCURSO DE BLOGUEIRAS

Muitas novidades! Em primeiro lugar, encerrou-se a votação para a primeira etapa do 4o Concurso de Blogueiras, cuja temática é A Origem do meu Feminismo. Como vocês que acompanharam e divulgaram o concurso sabem, oito posts participaram. Lá embaixo você pode ver o resultado (deixo pra baixo pra dar mais destaque à nova etapa).
No momento, o mais urgente é votar e divulgar a segunda etapa, com mais oito posts excepcionais. São estes o concorrentes desta etapa:

Segunda etapa do concurso (para a enquete atual)
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, Proseando
Feminista, eu? - Leticia, Chá-Tice
O dia em que me tornei feminista – Lúcia, Memórias
A anti-garota Anglo – Maíra, Como Assim?!
Feminismo, hein? - Nanci, Lúdica e Ácida
Antes que o galo cante - Renata, Agruras e Delícias
Menina pode sim – Rita, Estrada Anil
A origem do meu feminismo - Wonderwoman, Coffeee, Clear Heels and Random Thoughts

O tempo para votação na enquete ao lado será menor, de apenas uma semana. Portanto, não deixem de ler os textos e votar logo. Para divulgarem, peço para que vocês coloquem o link para este post, de preferência (ou seja, http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/09/segunda-etapa-do-concurso-de-blogueiras.html), não pro meu blog.
Os três posts mais votados em cada etapa do concurso entram para uma enquete final.
Como foram muitas inscrições para o concurso, seria inviável reunir todos os posts numa só enquete. Assim, acatando sugestões, originalmente dividi o concurso em duas etapas, com oito posts participantes cada. Só que aconteceu algo incrível. Depois das inscrições encerradas, veio uma leva de tartaruguinhas mancas (com todo o respeito às tartaruguinhas mancas!) perguntando se ainda dava tempo de participar. E como vou negar? Chegaram mais 14 posts, todos maravilhosos, de verdade. Vou acomodá-los em mais duas etapas, sete posts em cada uma, por ordem alfabética mesmo (pelo nome da blogueira). Vocês já podem começar a lê-los:

Terceira etapa do concurso
A origem do meu feminismo – Ághata, Se Perdendo
Aos treze – Anastasia, do Relicariante
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos
Maternidade, plenitude e feminismo. Hein? - Carolina, do What Mommy Needs
A origem do meu feminismo – Gabriela, do Ecdise
Não! Eu não sou obrigada – Glória, do Apenas uma Fresta
Liberal na Alemanha, feminista no Brasil – Isabela, do Berlin Direction

Quarta etapa do concurso
Minhas asas feministas – Jux, do Dolcinha
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam
O pop que me deu o caminho – Luna, do Pernície
De raiz – Monix e Helê, Duas Fridas
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, Letras na Tela
Mirem-se no exemplo – Somnia, do Borboleta Pequenina na Suécia
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek

Não quero impedir a criatividade de ninguém, mas acho que 30 posts já são suficientes neste momento. Se vocês quiserem escrever sobre o tema, escrevam e mandem os links pra mim (de preferência neste e nos próximos posts sobre o concurso), que eu organizo um outro concurso um pouquinho mais pra frente. Sei que muita gente quis participar mas está sem tempo.
Os posts que participaram na primeira etapa foram estes. Os mais votados estão em negrito, e o número de votos de cada um, ao lado. No total, foram 215 votos.

Primeira etapa do concurso (enquete atual)
O feminismo que papai ensinou - Aline, Meus e Outros 28 votos, ou 13%
Como um machista me transformou em feminista – Amanda, Petit Journal de la Porte Dorée 45 votos, ou 20%
O Feminismo & Eu - Bia, Groselha News 36 votos, ou 16%
Aos 21, era muito mais feminista do que sonhava a minha vã filosofia – Clara, Gaveta Virtual 18 votos, ou 8%
Feminismo, ateísmo e outros “ismos” - Deborah, A Realidade, Maria, é Outra 9 votos, ou 4%
Sobre a origem do meu feminismo – Ge, O Ângulo Mais Bonito 25 votos, ou 11%
O começo de tudo – Fernanda, Grito de Fernanda 41 votos, ou 19%
Feminista graças a Deus (e olha que sou agnóstica) - Laurinha, Mulher Modernex 13 votos, ou 6%

Vale ressaltar que esta não é uma competição de verdade. O objetivo é simplesmente juntar blogueiras e tornar blogs mais conhecidos, divulgando mulheres que escrevem bem. É uma boa mostra da força da blogosfera feminista que trinta posts estejam participando. E com um tema que, pra muita gente, ainda é espinhoso: a origem do feminismo de cada uma. Pra ter origem, é preciso que a blogueira se veja como feminista. Não é um problema para as trinta blogueiras participantes, mas o é pra muitas mulheres, mesmo as que acreditam em direitos iguais. Eu sempre conto a historinha, porque pra mim é aterrorizante, de uma amiga que, durante seu doutorado-sanduíche, foi participar de uma mesa redonda sobre D. H. Lawrence nos EUA. Eram seis palestrantes, de diversos lugares diferentes, e a descrição do congresso decidiu apresentá-las como feministas. Minha amiga conta que uma a uma das palestrantes, ao chegar sua vez, começava dizendo “Eu não sou feminista”. Inclusive a minha amiga, com quem tive uma looonga discussão por causa disso. Pô, qual a vergonha em se declarar feminista?! Eu faço isso desde os oito anos de idade. Só é vergonha ser feminista pra quem compra a propaganda patriarcal do que é feminismo — ódio aos homens! — e, principalmente, de quem é feminista — mulheres feias, mal-amadas, solitárias, lésbicas, quiçá com bigode. A quem interessa que um movimento que luta por direitos iguais seja estigmatizado e visto como um palavrão? Só a quem não quer perder seus privilégios, a quem não quer qualquer tipo de mudança.
Portanto, meus parabéns a todas as trinta blogueiras que escreveram, sem medo e sem vergonha, sobre como se descobriram feministas. E a todas as leitoras, e leitores também, de cada blog feminista. Somos mais do que o pessoal imagina. Somos uma legião.