sexta-feira, 18 de março de 2016

GUEST POST: EDUCAR OS FILHOS SEM RELIGIÃO

Já falei várias vezes de religião por aqui. 
Eu, meu irmão, meu pai, e uma árvore
de natal, pelo menos 40 anos atrás
Sou ateia e me sinto muito livre, mas nem sempre foi assim. Aos 13 anos, fui tão católica durante um breve período que pensei seriamente em virar freira. Naquela época, arrastava meu pai (ateu) e meus irmãos pra igreja todo domingo (minha mãe, católica relaxada, não ia). A influência veio da escola católica (uma excelente e cara escola americana em SP, a Chapel, mas religiosa) que meus pais nos colocaram. 
Nunca entendi por que, se não recebíamos qualquer educação religiosa em casa, fomos postos pra estudar numa escola católica. Se eu tivesse filhos, sinceramente, não repetiria o erro
Faz alguns anos, conversei com uma leitora feminista que depois criou seu próprio blog. Ela, ateia, decidiu (junto com o marido) colocar os dois filhos pequenos numa escola particular religiosa. Eu disse que não entendia a decisão, mas ela argumentou que a escola era ótima, que tinha pesquisado bastante, que ela iria ficar em cima para não permitir fanatismos. Ela não gostou das minhas críticas.
Isso de "como educar os filhos" é sempre muito controverso. As pessoas tendem a ver crianças como propriedade particular, e acham que podem fazer o que quiserem com elas. Muitos pais têm chiliques quando educadorxs dizem que bater não educa, só amedronta. A família tradicional acha que, porque o filho é dela, ela sabe o que é certo pra ele. 
Estou acabando de ler o delicioso romance O Sol é para Todos, de Harper Lee (nunca tinha lido, nunca vi o filme, falhas minhas). Num trecho, a narradora e protagonista, uma menina de 8 anos, comenta ironicamente o horror que os costumes de uma tribo, os Mruna, causam às senhoras cristãs da sua cidadezinha americana: "Eles tinham tão pouco senso de família que a tribo inteira era uma grande família". Pois é, nossa sociedade ocidental, tão individualista, não tem muito senso de comunidade, de coletividade. Prefere ver filhos como pertences apenas do casal. E criá-los de acordo com seus preconceitos.
Muita gente (ok, quase sempre ateus) defende que crianças sejam criadas sem religião. Quando adultas, aí sim elas ficam à vontade para escolher uma fé, ou nenhuma, ou várias. Eu sou a favor dessa ideia, mas o problema é que, quase sempre, crianças sem religião viram adultos sem religião (é só ver o meu caso e dos meus irmãos). Quer dizer, problema nenhum ter uma sociedade menos religiosa, mais secularizada. Mas vai falar isso pros religiosos.
Até que ponto, portanto, criar os filhos para seguir a sua religião é garantir uma reserva de mercado? E os pais podem forçar crianças a abraçarem a sua fé? São questões bem delicadas que a Andressa sugeriu abordar aqui no guest post que segue:

Eu sempre gostei de por em pauta o assunto “religião”. Confesso que tempos atrás eu tinha pouca maturidade para deixar que isso viesse a tona, eu gostava de discussões acaloradas que acabavam virando ofensas e ninguém chegava a lugar algum. Eu ficava fragilizada, chorava por ter sido ofendida, sem querer admitir que eu também procurei maneira de ofender.
Mesmo agora, quando percebo que minhas ideias foram se reestruturando ao longo da vida, eu não vejo por que não voltar a esse tema com argumentos mais sólidos, podendo manter algumas opiniões que eu sempre tive.
Quando criança, não sei se só pelo fato de eu ter deficiência visual ou por outro motivo que desconheço, minha mãe me levou em várias igrejas evangélicas. E eu gostava de ir. Sempre fui fã de receber orações e energia através do toque, da imposição das mãos, o que não mudou até agora e nem vai mudar, continuo amando tudo isso. 
A questão é: tempos depois minha mãe tomou uma birra de evangélicos não sei por qual razão, mas eu continuei gostando das igrejas; porém, eu fui proibida de frequentá-las. Quando o fazia, era às escondidas com uma senhora que sabia da proibição e me acompanhava por também sofrer pressão da filha que também é minha tia, evangélica de uma igrejinha pela qual não tenho simpatia alguma. Essa senhora, por morar na casa da filha, era tripudiada por frequentar outra denominação que não a dela. 
Me lembro que um dia ao chegar de um culto que consegui ir inventando uma mentira, fui ferida emocionalmente por minha mãe. Ouvi palavras que nem que eu quisesse escrever não me viriam à cabeça. O fato é que machucaram bastante. 
Religiosos proibiriam professores ateus
ou de religiões que não fossem as deles
de trabalhar, se pudessem
Esse acontecimento me trouxe aqui por ver histórias parecidas com a minha, onde por exemplo uma criança de menos de 6 anos é vestida com saia até os pés, roupa que no meu ponto de vista fica muito fora de estilo para o corpo infantil. Já vi crianças e pré-adolescentes com vontade de participar de danças, grupos teatrais etc, serem impedidas por puro fanatismo. Às vezes o líder religioso determina até a idade certa para que os filhos sejam doutrinados na igreja frequentada pelos pais.
Vai ter os que perguntam: “Mas os pais não são responsáveis pela educação dos filhos enquanto estão debaixo de sua tutela e são sustentados por eles?” Concordo que sejam!
É válido em um mundo tão caótico como o que vivemos hoje ter bons exemplos de valores que favoreçam a prática do bem, do amor da caridade... Mas não acredito que seja necessário flagelação psíquica envolvendo religiosidade para que se tenha consciência que todo ato praticado com a intenção de prejudicar a si e ao próximo trará consequências negativas.
É natural que os pais queiram apresentar aos filhos a fé que professam, e não há nada de mal nisso. Eu também recebi uma formação cristã da minha mãe, e continuei seguindo essa linha por acreditar que para mim é a verdade. Todavia, isso não me dá o direito de quando no futuro eu ter um filho, obrigá-lo a ser cristão como eu. Terei um grande prazer em que ele me acompanhe nas idas à igreja, mas ficarei feliz ao saber que sua personalidade é única, e que à medida que essa personalidade for ganhando firmeza e formação, suas escolhas serão por livre e espontânea vontade. 
Não há como negar que é doído para os pais ter criado um filho a vida toda lhe ensinando boas maneiras e  ganhar um marginal anos depois. Mas a culpa disso não pode ser posta na falta de religião. O fato de eu ser cristã não me faz ser hipócrita para dizer que quem é bom é só o da fé igual a minha. 
Há muitos outros fatores além da religião que ajudam na construção do caráter. 
Termino dizendo: “Eu posso ser o que quiser, só não posso obrigar a ninguém ser o que sou”.

91 comentários:

Maria Cristina disse...

Meus filhos foram criados sem nenhuma religião. Eu não tenho e meu marido era muito preguiçoso. Certa vez me disse que precisávamos batizar as crianças. Eu disse que isso não me era importante, mas que se ele quisesse, procurasse padre e igreja. Não se mexeu.
Meus filhos cresceram, tornaram-se adultos comprometidos, compassivos e solidários como muito religioso de carteirinha não há. A vida sem religião faz muito mais sentido.

Anônimo disse...

Vai chegar o dia em que o ser humano irá abolir todas as religiões. Assim espero.

Anônimo disse...

cristianismo é a religião mais hipócrita e mentirosa q existe (o islão ainda ganha como pior religião pelo "conjunto da obra"), mas a mais incoerente e enganadora é o cristianismo, de fato

"amor ao próximo" é a maior balela q existe, pq é tudo o q eles NÃO praticam, nem adianta virem dizer de projetos sociais, pq isso até o Lula tb tem.

Igreja é instrumento de se extrair dinheiro nada mais, se Jesus de Nazaré vivesse entre nós hj, ele não seria cristão (nem membro de religião alguma), até pq gays são condenados pelas igrejas, e Jesus como todos sabem foi o maior

Marcos Arthur Viana disse...

O mal do mundo não está nas religiões, mas no uso que os seres humanos fazem das ideologias (laicas ou religiosas).

Anônimo disse...

Eu gostei da forma como meus pais me criaram nesse sentido. Meu pai é ateu apostólico romano praticamente e a minha mãe acredita até em gnomos. Em casa nunca teve conflito ou problema quanto a isso. E sobre mim, eles me deram liberdade total.

Então eu já fui em centro de religiosidade africana, já fui em reuniões budistas, frequentei a igreja Mórmon por um período bem breve (uma amigaça minha era e acabou me arrastando, o clima da igreja era bem legal mas o compromisso de seguir uma religião não me convenceu), estudei em colégio católico, participei de grupo de jovens espíritas... tudo isso rolou dos 10 aos 19 anos. Eles não opinavam, não davam pitaco, me levavam nos lugares que eu queria ir e fim.

E de adulta passei a não me importar mais com religião e hoje em dia me considero ateia também.

Foi fundamental ter o exercício da liberdade de credo (ou não-credo) para minha formação como indivíduo. Sou grata a eles por isso.

Porque no meu entender, tanto forçar uma religião quanto proibir esse exercício de crença são igualmente ruins. Desconsidera O INDIVÍDUO e vira cagação de regra do mesmo jeito.

Acredito que essa é a melhor forma de lidar com a situação sem oprimir ninguém dentro da sua própria casa.

Anônimo disse...

Acho engraçado como quem não tem filhos gosta de cagar regra na criação do filho dos outros. Eu vejo isso sendo igual um homem falando como as mulheres devem ser feministas

Anônimo disse...

Se a religião fosse o real problema do mundo ninguém tinha morrido nos gulags da União soviética, que tinha um governo ateu

Mila disse...

Eu fui educada como católica. Cresci a vida inteira atormentada com a perspectiva de acreditar numa coisa que eu não acreditava de verdade. Lembro que a catequese era uma tormenta. Depois que eu cresci, essas coisas foram se dissipando. Eu não ia para o inferno e a religião não iria me tornar melhor ou pior. A única coisa que ainda não sei se consigo me libertar, se tiver filhos, é a questão do batizado.

lola aronovich disse...

Esse mascutroll que vive fazendo copy & paste em comentários que sempre serão deletados é o mesmo otário do "dei um fora numa gorda no supermercado e acabei com sua autoestima" e "o marido da Lola dá status pra ela" (ou algo assim) ou "só mulher feia gosta de homem bonito" (algo assim, é que eu nem leio os comentários do estrupício, só deleto). Como vcs podem ver, ele não faz mais nada na vida além de vir aqui deixar os mesmos comentários sem sentido nenhum. E o pior é que ele deve fazer isso há quase dois anos. Quando ele fica bravo, ele grita "Censora porca maldita!".
Isso é que é vida, hein?

Anônimo disse...

Essa gorda do supermercado existe mesmo Lola?

Anônimo disse...

Pensei que ele tinha arrumado alguma coisa melhor para fazer Lola. Lembro que indaguei ele sobre isso, se mostrou uma pessoa perturbada. Nada de novo para mascu.

lola aronovich disse...

Creio que não, anon das 17:39. As únicas mulheres a quem ele dirige a palavra na vida são a mim (através dos comentários aqui) e à mãe dele, nos raros momentos em que ele deixa o computador e sai do quarto. Se alguma vez ele tem que ir a algum supermercado, obrigado pela mãe, que lhe dá dinheiro pra comprar leite e Toddy, ele deve se esconder das mulheres, morrendo de medo dele. Não duvido que existam mulheres gordas que ele vê no supermercado ou na rua uma vez a cada dez dias, por aí, mas elas nem sabem que ele existe. Ele é um verme, ignorado por todas. Por isso é divertido (e ao mesmo tempo patético) vê-lo falar aqui do poder que ele tem em mexer com a autoestima de gente que o ignora solenemente.

Julia disse...

hehehe Acho que meus pais não me batizaram por preguiça também. Meu pai não é religioso mas minha mãe é católica - não praticamente. Eles dizem que foi pra eu escolher minha religião mas eu acho que foi preguiça da minha mãe mesmo kkkkk

Eu tenho muito orgulho de não ser batizada.

Até hoje eu agradeço a preguiça de mainha :D

Quando eu tinha 10 anos um pessoal foi distribuir umas mini bíblias na minha escola (colégio particular não religioso). Parecia uma miniatura. Pois alguns anos depois eu estava arrumando umas gavetas, encontrei a bibliazinha e coloquei num saco pra jogar no lixo. Minha mãe olhou com os dois olhos esbugalhados pra mim e disse "Julia, você não pode jogar bíblia no lixo!" Eu perguntei se ela ia ler porque eu não ia. Depois eu joguei fora escondida. Ela nunca deu falta kkkk

titia disse...

Pela minha experiência pessoal, religião não melhora alguém, pelo contrário - eu me tornei uma pessoa melhor quando DEIXEI a religião. Mas pra perpetuar os absurdos que o cristianismo, a religião mais influente no Brasil, prega hoje só fazendo a lavagem cerebral desde a infância. Afinal, quem vai dar o dinheiro da comida dos filhos pro pastor comprar carrão do ano e celular último tipo ou ser explorada, fazer jornada tripla, ser humilhada, espancada, estuprada pelo marido sem reclamar, ou jogar pedra em crianças umbandistas, ou surrar homossexuais até a morte se não tiver uma figura de autoridade enchendo seu ouvido de que tudo isso é normal e certo, e, mais ainda, vontade de uma força superior? Eu passei por isso, de ter o cérebro lavado pra achar que ódio e desprezo pelo diferente é normal, e de me achar superior a quem não está no "clubinho". E é uma merda.

Olha, eles são como predadores. Farejam os mais vulneráveis e atacam com tudo, inclusive usando táticas de relacionamento abusivo, como te afastar da família e dos amigos e te fazer achar que ninguém mais além deles se importa de verdade com você. Foi o que fizeram comigo. Os religiosos que tentaram me arrastar pro buraco com eles sabiam que eu era o alvo perfeito: criança bobinha, adolescente extremamente ingênua, jovem medrosa, condicionada na base de porrada a não questionar o que os adultos diziam, enganada que o que eu pensava e percebia do mundo nunca estava certo, quase um autômato que podia ser programado como qualquer zé mané quisesse - e pior, sem ser protegida desses abutres eclesiásticos por ninguém porque, ora, se eu já tinha tamanho eu já era plenamente capaz de me cuidar sozinha mesmo que durante toda a minha vida eu tivesse sido programada pra sempre ir pela cabeça dos outros e nunca cuidar de mim mesma, né? Porra nenhuma! Minha irmã, que sempre foi por méritos próprios forte, independente e sempre pensou pela própria cabeça e sempre questionou os adultos nos absurdos deles eles nunca tentaram "trazer pra Deus", né? ABOMINO pais que fazem lavagem cerebral no filho com a desculpa de "criar um cidadão de bem".

Anônimo disse...

Prezados:

Eu canto em até quatro missas por final de semana, a Pascoa na próxima semana é um exemplo. Obviamente sou católico, porem por uma questão racional tenho extrema dificuldade em acreditar no Deus vendido pela igreja, tanto Católica, quanto por quaisquer outras. Entretanto, também por uma questão racional, tenho dificuldade de não acreditar em Deus, o criador, por motivos relativamente simples. A teoria criacionista é ilógica e absurda, mas a evolucionista não fica atrás. Sem um engenheiro como seria possível a maravilha que é o organismo humano e de todos os seres vivos com seus fantásticos sistemas de se replicar que é uma perfeição de engenharia. Há também coisas muito belas a tão obviamente projetadas por uma inteligência superior que torna impossível não se crer em um Deus. Uma destas coisas simples e fantásticas do nosso mundo é o Beija-Flor. Como alguém pode me convencer que um ser absurdo destes não foi projetado? Como não crer em um Deus? Sendo assim...

PS. Lembro que o homem não consegue sequer fazer um unha decente pra substituição no corpo humano, mesmo um dente é sempre meio falso, e dois seres, por mais ignóbeis que sejam, se acasalam e formam um novo organismo vivo perfeito de forma mágica com a maior facilidade. Não temos condição de discutir Deus, me desculpem.

lola aronovich disse...

Eu também não fui batizada, Júlia! É tão pouca gente num país cristão como o nosso que não foi batizada... É raríssimo encontrar. Quando eu queria ser freira, não ser batizada era motivo de angústia pra mim. Porque as freiras na escola diziam que só quem era batizado ia pro céu. Eu perguntava: mas e se um bebê morrer antes de ser batizado? Ele não vai pro céu? E elas diziam que não, que ia pro purgatório e ficava lá pra sempre. E eu com 13 anos me considerava uma santa, então achava muito injusto que, se algo acontecesse comigo, eu iria pro purgatório em vez de ser canonizada sem escalas. Então naquele breve período religioso da minha vida eu enchi muito o saco do meu pobre pai, porque eu precisava ser batizada pra ontem! Só que ser batizada aos 13 anos é bem diferente de quando se é bebê. Acho que precisa fazer curso, os pais também... Não é fácil. E meu pai amado sabia que minha fase religiosa iria passar logo, então ele sempre dizia: "Mañana, mañana". Eu sabia que estava sendo enrolada, suponho. Tadinho. Só posso imaginar o alívio que meu pai sentiu quando minha fase freira passou.

Anônimo disse...

Sendo bem sincera, irrita-me bastante quem trata todas as vertentes do cristianismo como religiões e todas as religiões como vertentes do cristianismo. ¬¬

Anônimo disse...

Eu fui batizada na igreja católica, só não fiz primeira comunhão e nem sei exatamente o que isso significa ou pra que serve.

Anônimo disse...

Bom, eu fui batizada, criada em escola católica (escolhida pela qualidade do ensino) e sou atéia. Nunca tive fase religiosa. Sou assim desde que me entendo por gente, muito antes de refletir sobre religião.

Quando tiver filhos, a prioridade na escolha de uma instituição de ensino será justamente a qualidade do ensino ofertado. Eu espero que isso coincida com uma escola secular, mas se as opçoes na minha cidade de escolas boas são apenas escolas católicas, vou priorizar o ensino e ficar em cima para evitar abusos, sei que os danos podem nem ocorrer já que eu mesma fui criada em uma e não virei uma fanática religiosa (lembrando que ser apenas um religoso não seria dano, mas nem isso aconteceu).

Poly

Anônimo disse...

As escolar católicas são tão boas ou tão ruins quanto quaisquer outras. Minha filha estou num colégio católico tão bom que havia alunos de várias religiões.

Não minha opinião todos podem optar por ser ateus ou não. Mas ser ateu é pela própria definição da palavra um paradoxo.

Anônimo disse...

Tem escolas religiosas boas ou ruins. Mas acho que isso de educar filhos é muito relativo tbm. Em um ambiente (por exemplo algumas cidades de interior) cheios de machismo, homofobia, racismo e fanatismo religioso, a família que quiser criar seus filhos fora desses padrões, se forem criticadas tbm vão usar o argumento de que ''os filhos são deles e que criam como quiserem''.

Anônimo disse...

Sou crista, pra ser mais sincera agnóstica teísta, a familia toda evangélica, meu filho gostaria sim de colocar em uma escola crista ou de freiras... Mas acho sacanagem hoje em dia pois tem outras tao boas quanto, alias adoraria ter um filho ateu e gay pra minha familinha alienada e chata!!!

Anônimo disse...

http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/deputados-do-chile-aprovam-aborto-em-caso-de-estupro-e-risco-para-a-mae/


Olha que notícia maravilhosa!
É inacreditável comemorar isso porque a dignidade das mulheres não é levada a sério ainda.

Alessandra disse...

Fui criada numa igreja evangélica, e desde cedo fui submetida a uma ditadura que anula a existência da pessoa.
Aprendi que os homossexuais, ladrões, mentirosos, ateus, estavam todos condenados ao inferno. E o inferno que mostraram lá na igrejinha, num filme tosco chamado “inferno em chamas”, exibido num lençol que servia de tela, era um lugar imundo. Cavalos davam coice nos humanos o tempo todo. As pessoas queimavam, e se alimentavam com fezes. Imaginem o estrago que isso causou na cabeça de uma criança de 7 anos de idade. O fim deste pesadelo só aconteceu depois que sofri abuso sexual por um pastor.
Presenciei tantos absurdos que nem suporto lembrar. Não foi fácil me libertar desse jugo.
Hoje toco minha vida, tomo minhas próprias decisões, e tento melhorar um pouco as coisas ao meu redor, mas as vezes as feridas da alma insistem em sangrar.

Anônimo disse...

Um dos maiores problemas lógicos da religião é o diabo.

Pensemos: se o diabo pune somente as pessoas más, então ele é bom, senão premiaria as pessoas más que são enviadas ao inferno.

Se o diabo é bom, porque personifica o mal?

Anônimo disse...

18:59, por quê a palavra "ateu" é um paradoxo? Confusão comum, de achar que ateísmo é religião.

Anônimo disse...

Ter ou não filhos não impede de dar opinião não, até porque há pessoas completamente diferentes que tem filhos e com opiniões tbm completamente diferentes na hora de criar os filhos e que essas pessoas não aceitariam do mesmo jeito. Por isso acho ridículo esse papo de que apenas quem tem filhos pode dar opinião sobre educação. Até porque mesmo quem não tem filhos, já foi um filho e sabe muito bem o que determinados tipos de educação pode fazer (bem ou mal) para a trajetória de vida de uma pessoa.

Anónimo disse...

Provar ninguem consegue nada senão nem haveria discussão , por isso cada um faz oque achar melhor e a biblia como ensinamento edificante eh fantástica.Antigo testamento descreve a criação e o novo um modo de viver como Jesus nos mostrou....quemm gostaria de tentar aprender alguma coisa boa nessa vida eh uma otima pedida, aproveita que o conselho eh grátis e valioso ;D

Anónimo disse...

Oh shit,nunca acontecera isso,assim como a diferença de homens e mulheres hahahahah beijos amiga

Anónimo disse...

Fale da sua opniao de como criaria seus filhos.Apontar o defeito dos outros sem ter um filho parece leviano e sem conhecimento de causa!Fika Dika

Anónimo disse...

Uma vida com mais sentido pra vc.....Viver pra morrer e acabar eh tao sem sentido quanto vc acha dos religiosos.Boa sorte miga

Anônimo disse...

Meninas do grelo duro, eu queria dar os PARABÉNS A VOCÊS!!!!!
A MANIFESTAÇÃO FOI LINDA e demos um exemplo de democracia!!!!

Machistas não passarão! Feministas e Dilma, UNIDAS!!!!

Anônimo disse...

Mas de qualquer maneira não aceitam que apontem seus defeitos vindos de quem tenha ou não filhos. O Aécio entende de levianos.

Alessandro Bruno disse...

Uma coisa é dar opinião, outra é cagar regra. A Lola diz que nunca quis ter filho, mas vive cagando regra sobre a educação dos filhos dos outros: não pode bater, não pode levar pra igreja, não pode fazer homeschooling... quem vê assim deve pensar que ela é que paga as fraldas, alimentação e educação dos filhos dos outros pra se meter tanto.

Isso pra mim é o mesmo que um homem querer cagar regra na vida das mulheres, ridículo do mesmo jeito.

Anônimo disse...

Lola, não sei como vc aguenta esse mala-sem-alça do alessandro. Era ele o anônimo leviano...Nem disfarça.

Anônimo disse...

Tem pessoas ateias que tem filhos e querem criar os filhos longe de igrejas. Aceita a opinião delas? Afinal essas pessoas tem filhos, então as opiniões delas deveriam ser bem vindas.

Alessandro Bruno disse...

"Tem pessoas ateias que tem filhos e querem criar os filhos longe de igrejas. Aceita a opinião delas?"

Essa pergunta é pra mim? Se for, claro que aceito. Cada um que sabe como educar seus filhos e, claro se não for abuso, ninguém tem que se meter nisso.

Anônimo disse...

Concordo, Alessandro.

titia disse...

Alessandro, caro, eu não tenho filhos mas fui filha de alguém. Todos nós, aliás, somos filhos de alguém e todos nós sabemos quais merdas que nossos pais fizeram na nossa "educação" que ferraram com o nosso psicológico e nos causaram problemas emocionais, relacionais, de auto estima e outras coisinhas assim. E como pessoas com um mínimo de empatia, não queremos que as crianças de hoje sofram o mesmo que nós passamos nas mãos de imbecis arrogantes que acham que sabem tudo só porque pariram (e às vezes nem isso, né papai?) uma criança.

Por exemplo, meu pai não achava que bater nos filhos era abuso. Ele nos surrava sem nem mesmo dizer por que tínhamos apanhado (por que adultos são tão idiotas que dizem "você sabe porque" quando a criança pergunta por que está apanhando. Tipo, neurônios morrem com a idade? Se a criança está perguntando é porque ela NÃO sabe) e também porque estava irritado e queria descontar na gente. E não entendeu porque passou anos com os filhos detestando ele e não querendo proximidade com ele. Não entendeu porque os filhos não confiavam nele. Não entendia porque os filhos não o amavam. Não entendia porque passou um dia dos pais sozinho. Muito simples, porque medo e amor não andam juntos. Se você surra o seu filho, ele tem medo de você e não te ama. Essa é a verdade.

Pessoalmente, meu pai passou a vida me colocando pra baixo, me fazendo acreditar que eu era incapaz de fazer qualquer coisa sozinha, me dando tapas na boca pra eu não questioná-lo, fazendo terror psicológico pra que eu não fizesse nada por iniciativa própria, na verdade passou a vida me ensinando que eu não tinha nada que querer ser gente, que eu era só o bibelô pra enfeitar a foto de família dele... e não entende porque hoje eu não sou uma mulher forte e independente cheia de auto confiança e iniciativa própria.

E eu não quero isso pra outra criança. Por isso eu dou palpite sim, porque sou filha e tive uma educação de merda na mão de um idiota arrogante que achava que tudo que ele fazia estava certo só porque ele era meu pai.

Anônimo disse...

"Anônimo Anônimo disse...
18:59, por quê a palavra "ateu" é um paradoxo? Confusão comum, de achar que ateísmo é religião"

DICIONÁRIO
Ateu é quem não crê em Deus ou em qualquer ser superior. A palavra tem origem no Grego “atheos” que significa “sem Deus, que nega e abandona os deuses”. É formado pela partícula de negação “a” juntamente com o radical “theos” (deus)

O paradoxo, anônimo 20:01, está no seguinte: se o ateu não acredita em Deus, ou seja, Deus pra ele não existe, a palavra ateu que deriva de Theo que é Deus em grego, já seria, no mínimo, uma dúvida e não uma descrença completa como os dito ateus acreditam.

Anônimo disse...

Gostei da manifestação.
Somos todxs Dilma. A participação da Lola foi fundamental com esses esclarecedores posts sobre a crise politica.
A lola tem uma casca mais grossa e um grelo mais duro. E é por isso que venceremos no final.

Anônimo disse...

Eu não achei grelo duro pejorativo, combina com nós feministas.

Anônimo disse...

Velho, aprende a escrever antes de sair pregando e enchendo a paciência dos outros. Mal dá para entender o que você escreve. Duvido que você leia a bíblia. Se lesse o seu "livro sagrado" ou qualquer outro livro realmente útil, não se expressaria tão mal assim.

Anônimo disse...

23:21, li seu comentário e ainda não entendi qual a relação de theo significar deus (em minúsculo, nesse caso) e o tal paradoxo.

André disse...

23:31

Isso não procede. O significado das palavras é dado pelo dicionário.

Anônimo disse...

(Viviane)
Eu batizei minha filha na igreja católica, mesmo sem ter religião. Foi mais por pressão da família, mas também porque pensei que, se ela quisesse ser católica mais tarde, seria complicado por ela não ser batizada. Quis evitar burocracia, sabe?
Mas concordo com quem disse acima que não é o caminho impor nem proibir: se eu proibisse, talvez ela ficasse fascinada com religiões. Hoje, adolescente, ela é ateia. E, embora eu conviva bem com isso (eu sou teísta), só falo pra ela não comentar com a família (não tenho tanta coragem assim, rsrsrs)...
Muita gente diz ser necessário ensinar religião às crianças para elas terem valores morais. Orgulho-me de dizer que isso não foi necessário para minha filha. EXEMPLO é a melhor maneira de ensinar valores às crianças, independente de crenças dos pais.

Anônimo disse...

Eu queria que meus pais tivessem tido essa ideia de nos deixar escolhe depois de adultos SE queríamos ter religião e qual. Eu tive que passar por toda aquela chorumela de catequese, 1. comunhão e crisma. Eu odiava aquilo e além de tudo achava extremamente tolo e sem sentido.
Comecei a ter mais raiva ainda depois de estudar a história da igreja católica. Oh instituiçãozinha mais suja que pau de galinheiro... Ela e todas as outras vertentes do cristianismo...

Não acho que nenhuma criança ou adolescente deveria ser forçada a frequentar esse tipo de lugar. Todo mundo se arranca as cabelos quando se fala de expressão da religiosidade, não importando o quanto criminosa seja. Tudo é permitido em nome de deus, alá, jeová, deus Rá, Odin whatever. Genocídio, estupro, tortura, mutilações, sequestro, cárcere, sacrifício, terrorismo... tudo pra agradar o todo poderoso. Tudo com o aval da sociedade.
Porém todo mundo se faz de João-sem-braço quando se trata do direito de não ter que viver sob regras religiosas impostas por terceiros...

A única coisa que fé cega e religião trouxe a ainda traz pra humanidade é desgraça... só!!!



Jane Doe

Anônimo disse...

"A única coisa que fé cega e religião trouxe a ainda traz pra humanidade é desgraça... só!!!"

Você deve estar se referindo a "religião da moda" o humanismo secular (Socialismo, comunismo, e suas vertentes ativistas) pregados pelos seus "padres pastores e suas igrejas" os centros de humanidades aparelhados em desonestidade intelectual e histórica das universidades e demais instituições de ensino, que pregam como a Lola defendeu neste texto o fim da família como base social sendo substituída pelo estado totalitarista, na mente destas pessoas o estado coletivista opressor sabe o que e melhor ou deixa de ser para seu filho não um pai ou uma mãe.
Os "Educadores' devem ensinar e doutrinar os filhos dos outros no lugar dos valores de seus pais.
isto não deu muito certo no passado, se duvida pergunte a quem conhece a história da URSS, DA China de Mao, do Camboja de Pol Poit....

Anônimo disse...

O problema não é as religiões, elas em sua essência são boas. O problema é que os padres e pastores não a seguem verdadeiramente e, convenientemente, esquecem dos ensinamentos de Cristo e de certo trechos da bíblia como este:

"A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago 1:27"

titia disse...

08:40 ler não é só saber juntar as letrinhas, sabia? É preciso saber interpretar o texto pra poder ler. Que tal você voltar pra escola e assistir à aula de redação e interpretação de texto? Aquelas que você achava que eram inúteis e matava pra medir o pinto com os coleguinhas no banheiro? Quando você tiver enfim aprendido a ler você volta, lê (dessa vez de verdade) e texto e aí depois de pensar um bocadinho sobre o que ele diz você comenta, ok?

Anônimo disse...

Eu acho que a religião tem um papel importante ! rssr

Anônimo disse...

Ser uma pessoa religiosa e não educar seus filhos na religião faz menos sentido do que ser feminista e educar seus filhos sem feminismo 'quando ele/ ela crescer eu apresento o feminismo e deixo ele escolher se quer ser ou nao' WTF?!?!

Mas ateu e 'religioso não praticantes' (se é que essa expressão faz sentido) obviamente não consegue entender uma realidade que não os pertença.

Anônimo disse...

"Joelma Beeru disse...

Que engraçado, quando a gestão de um homem é uma porcaria, ninguém associa isso ao sexo dele. Machista idiota."

Joelma, o fato é que a gestão é uma vocação natural para o homem. Você pode observar por exemplo, quando uma gestão masculina é ruim, é por que há corrupção, ele se aproveitou da situação. Já na gestão feminina, além de termos a corrupção, temos também o problema da competência do gestor. Veja o governo Lula por exemplo... apesar de ter sido um governo cheio de corrupção, há que se dizer que o governo funcionava.

É uma situação diferente agora com a Dilma, que teve que chamar um homem para governar o Brasil, mesmo sem ele ter sido eleito pelo povo.

Anônimo disse...

Atéia você não é, Lola. Você idolatra Chico Buarque.

Anônimo disse...

Diga isso pra Angela Merkel, Hillary Clinton, Margaret Tatcher...
Mascutroll idiota

Anônimo disse...

Meus pais são católicos e me obrigaram a fazer primeira comunhão e crisma quando eu era criança. O pior é que não adiantou nada e hoje sou atéia ferrenha. Foi só uma perda de tempo que eu poderia ter usado para outras atividades uteis: natação, ballet, artes, ginástica.
Felizmente minha filha vai ter uma educação muito superior.

Anônimo disse...

Isso é um guest post, então nem faz sentido os 'alessandros' da vida acusarem a Lola de alguma coisa.

Anônimo disse...

11:01, apresente um estudo que relacione sexo biológico à capacidade de gestão.
Não tem né mané? Aí depois vcs ficam ofendidinhos qnd as rads chamam homens de estupradores em potencial pq not all men.

titia disse...

11:01 tanto é uma vocação natural no homem que o Brasil era uma maravilha na época de D. Pedro e sempre foi país de 1° mundo antes do governo Dilma. Os governos anteriores, inclusive os de FHC e Lula, não fizeram nenhuma merda nem deixaram as bombas dos seus governos pra ela resolver. Ah, e homens são tão bons líderes que causaram as duas guerras mundiais, o massacre de Nanquim, o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, o genocídio cambojano, o holodomor, a ditadura militar, e outras coisas maravilhosas dessa laia. Realmente, vocês são muito bons administradores. Não, o governo de Dilma não tá grande coisa não, mas isso é porque ela é mulher, né, os homens nunca ferraram com a política, o povo nem nunca destruíram a economia de nenhum país. Muito menos o próprio.

De boa, por que você não vai aprender a cagar pelo buraco certo?

Anônimo disse...

Não bata palma para maluco, opa, misógino dançar. Deve estar putinho porque perdeu a vaga de emprego para uma mulher ou porque tem chefe mulher e veio desabafar aqui, já que em casa ou na empresa onde trabalha não pode cantar de galo. Quem é este bosta perto de Angela Merkel, coitado. Deixa ele chorar o próprio fracasso em paz. Daqui a pouco a Lola desinfeta o ambiente.

Anônimo disse...

Anônimo das 11:46,

É um quest post, mas na introdução a Lola já fala o que acha da criação dos filhos, eu passei a entender meus pais bem melhor depois que tive minha filha e acho que o ponto é esse: assim como um homem não sabe o que passa na cabeça de uma mulher, uma pessoa que não tem filhos não sabe o que passa na cabeça de um pai.

Vamos tentar ilustrar isso: quando um homem assedia uma mulher na rua, ele acha que só está fazendo um elogio à ela com a "cantada" porque só sabe o seu lado da história; do mesmo modo, quando um pai fala uma coisa que o filho não entende, o filho acha que o pai está sendo mau porque só conhece o seu lado da história.

E repetindo, claro que isso não vale pra casos de abuso, a história da titia e de outros são abusos: que aconteceriam independente de os pais terem religião ou não.

Anônimo disse...

12:12

A opinião da Lola sobre criação está alinhada com a da autora do guest post, elas não estão erradas

Maria Fernanda Lamim disse...

Muito legal a reflexão. Mas não são só ateus que criam os filhos sem religião: eu sou paga e não crio meus filhos dentro disso. Se algum dia eles me perguntarem a respeito, responderei. Se perguntarem sobre outras religiões, também. Mas não crio "futuros pagãos". Essa escolha e individual e deve ser feita quando a pessoa já tem idade para pensar por si mesma. Meus pais,ambos católicos, me criaram dessa forma.

Anônimo disse...

Feminustas não dão o menor valor pra unidade familiar e acham que podem falar alguma coisa sobre criação de filhos. Duvido que tenha uma aqui nesse blog que seja mãe e ainda viva com o pai da craianca

lola aronovich disse...

Ha ha ha, eu conheço um monte de feminista que é mãe e "ainda" vive com o pai da "craianca". Mas FEMINUSTA ou realmente não conheço nenhuma.

sandramorena disse...

19 DE MARÇO DE 2016 08:24 Anonimo

O país mais ateu do mundo é a Dinamarca. Um país ser comunista não quer dizer que as pessoas desse país não professem sua religião em casa, assim como cristãos novos não deixavam de ser judeus em suas casas.
E por acaso vc sabe que na China comunista ou não eles são budistas e não cristão, portanto antes de eles serem comunistas ele já não acreditavam no Deus cristão ou mulçumano ou ainda no judeu?
Isso estou escrevendo de cabeça, teria que procurar no google pra ter mais dados para vc, já que pelo visto vc não procurou antes para falar o que escreveu.

Anônimo disse...

"A MANIFESTAÇÃO FOI LINDA e demos um exemplo de democracia!!!!"

Não achei. Vi gente sendo paga, tipo, NA MINHA FRENTE. Um monte de estrangeiros (acho que haitianos, não deu pra entender bem o que eles conversavam entre si), colocavam a camiseta ali na hora, seguravam uns balões, umas bandeiras... chorei de raiva e voltei pra casa. Não é assim que se faz democracia. 2018 voto nulo.

Valéria Fernandes disse...

Feminista, mãe, que vive com o pai da criança. E já vamos para 15 anos nessa brincadeira. Eu, ein!

Anônimo disse...

"Não achei. Vi gente sendo paga, tipo, NA MINHA FRENTE. Um monte de estrangeiros (acho que haitianos, não deu pra entender bem o que eles conversavam entre si), colocavam a camiseta ali na hora, seguravam uns balões, umas bandeiras... chorei de raiva e voltei pra casa. Não é assim que se faz democracia. 2018 voto nulo."

Você não precisa sair falando por aí que eram haitianos, vc nem tem certeza disso. Podia ser gente do campo, muito humilde por sinal, com algum sotaque diferente.
E você precisa entender que precisamos salvar o partido, pois só assim o partido poderá salvar o Brasil! Ou vc prefere que os tucanos vençam?

Anônimo disse...

"E você precisa entender que precisamos salvar o partido, pois só assim o partido poderá salvar o Brasil!"

Síndrome de Estocolmo!

Anônimo disse...

"Síndrome de Estocolmo!"

Aposto que você votou no aécio, acertei?

Anônimo disse...

"Aposto que você votou no aécio, acertei?"

Errou, fui de Eduardo Jorge na primeira e anulei na segunda. Votei mais por causa das opiniões defendidas pelo candidato, não por simpatizar com o PV. Ao ver o apoio que Eduardo deu pro Aécio e as posições assumidas pelo PV (PL terceirização e afins) me deu até uma dose de arrependimento.

Anônimo disse...

So me respondam então Pq Dilma chamou lula pra ser o novo presidente?

E Pq lula nunca precisou de fazer isso com Dilma?

Anônimo disse...

A Dilma é uma PÉSSIMA administradora. Isso não significa que todas as mulheres são. Será que isso entra no seu cérebro minúsculo? Em vez de ficar com raivinha das mulheres por elas estarem passando na sua frente e tomando vagas de emprego, deveria estudar mais e melhorar este seu português ridículo. Aceite, machinho. O mundo não vai regredir só porque você quer.

Anônimo disse...

19:32, a Dilma chamou o Lula pra salvar o rabo dele do psicopata do Moro.
Mulheres tem essa estranha mania de agir com condescendência com homens. Isso tem que acabar.

Anônimo disse...

E "novo presidente" é o teu cu. Respeita a presidenta Dilma, seu imbecil.

Anônimo disse...

"Você não precisa sair falando por aí que eram haitianos, vc nem tem certeza disso. Podia ser gente do campo, muito humilde por sinal, com algum sotaque diferente.
E você precisa entender que precisamos salvar o partido, pois só assim o partido poderá salvar o Brasil! Ou vc prefere que os tucanos vençam?"

Eram haitianos mesmo, a CUT que estava pagando. Também vi isso, trabalho na região. É de chorar de raiva mesmo, minha decepção com o PT já fugiu de qualquer escala. Até aparecer alguém que preste vou passar a votar nulo também, coisa que sempre fui contra mas agora não tem mais jeito.

Anônimo disse...

A CUT nem PT não precisa de pagar ninguém para ir nas manifestações. eles vão por que querem.

Anônimo disse...

"Quando um homem assedia uma mulher, acha que está fazendo um elogio "
Que engraçado, na hora que cantam a mãe e a namorada dele, rapidinho o sujeito aprende a diferença entre assédio e elogio. Como é seletiva essa versão masculina.

Dan

Anônimo disse...

Pelo seu comentário, percebe-se que, além de analfabeto funcional, você é feio pra cacete, não tem nenhum tipo de atrativo e ainda culpa as mulheres por não conseguir pegar ninguém. Pelo o que você falou sobre assédio, não sabe absolutamente nada sobre mulher. Pena de lixos como você.

Barão de Canabrava disse...

"Sem religião" = Religião do Estado moderno. É um caminho bem menos rebelde e esclarecidão do que vocês pintam.

Anônimo disse...

Dan, o comentário no foi para você. Foi para o lixo misógino que respondeu o seu comentário.

Anônimo disse...

Lola,posso dar minha opinião?
Duas coisas:
Primeira:Se criamos crianças sem religião,elas crescem VAZIAS.E isso na nossa cultura ocidental capitalista NÃO é bom.A religião (na verdade fé)serve como um porto-seguro para a criança,a quem ela pode clamar quando se sentir desamparada.Se criamos crianças vazias para lança-las nesse mundo onde as coisas podres são tão atraentes,é como dirigir sem cinto(claro os pais podem e devem dizer a eles o que é certo e errado,mas quem vai REALMENTE ditar o que é certo ou errado senão Deus?Adolescentes não escutam os pais,mas poderiam escutar sua FÉ).Como consequencia,na adolescencia a probabilidade delas se envolverem com drogas,violência, festas,alcool é maior.A religião/fé também funciona como um código de valores morais.Antes de algum ateu falar qualquer coisa,saibam que na igreja universal eles RESGATAM E SALVAM MILHARES DE JOVENS E PESSOAS DAS DROGAS TODOS OS DIAS,através do programa DOSE+FORTE.Então,antes de falar qualquer coisa,vá salvar quem está morrendo primeiro. Acontece que o senhor jesus os preenche de uma forma que eles não usam mais drogas.Na juventude esse mundo podre é muito atraente.Posso garantir,se não fosse por ele,eu já teria MORRIDO.
Segunda:Li num livro(coisas que toda garota deve saber) que o código de valores que os pais ensinam á seus filhos na infância NÃO TEM QUALQUER VALOR.Na adolescencia,o processo de amadurecimento ocorre de tal forma que o jovem FAZ SUAS PRÓPRIAS ESCOLHAS.Não importa se eu educo meu filho pra ser palhaço,quando ele crescer,ELE mesmo irá decidir se quer ser palhaço ou não.Afinal de contas lola,você escolheu ser feminista por escolha própria,apesar de ter tido uma educação machista,assim como eu.
Bjs

Denise disse...

Pior do que criar os filhos na sua religião, é obrigar os filhos a praticar rituais religiosos que nem os pais seguem. Quando criança fui batizada e com uns 11 anos obrigada a fazer primeira comunhão, mesmo os meus pais não sendo católicos praticantes e nunca irem a missa. Odiava com todas as minhas forcas as aulas pra primeira comunhão, além de ter sido traumatizante o dia em si, primeiro porque cheguei atrasada na missa (culpa da minha mãe que é uma eterna atrasada pras coisas) e segundo porque fiquei literalmente apavorada na hora de me confessar porque semanas antes eu tinha achado um lápis no colégio e tinha guardado pra mim ao invés de entregar pra professora (ah, a culpa cristã, como ela é linda. #sqn). Resultado: passei a confissão toda em prantos, não consegui falar nada e o padre me deu umas 10 ave maria pra rezar como punição genérica (!?!). E por mais boba que essa história pareça pra mim hoje, ela me perseguiu por anos e eu morria de medo e vergonha de contá-la (!?!).

Enfim, eu sou super contra os pais imporem sua religião (ou a ausência dela) aos filhos. Eu e meu marido somos ateus, temos horror a colégios religiosos (onde moro a maioria das escolas privadas são católicas ou protestantes, por sorte as públicas são de excelente qualidade) pois afinal de contas vivemos num país secular então a religião não deveria pautar o ensino formal, mas não quero impor ao meu filho essa nossa “descrença”. Levo ele num playgroup da igreja protestante, tenho amigos católicos/evangélicos/muçulmanos e quando meu filho tiver idade pra entender, vou explicar a ele que ele é livre para seguir a crença que quiser (ainda que isso signifique não crer em nada como os pais).

Um grande problema que vejo na criação de filhos é os pais tratarem os filhos como propriedade sua, como a Lola bem salientou no post. Daí pra castigos físicos e psicológicos, falta de respeito a individualidade da criança, violação de direitos humanos básicos do menor é um pulo! Criança (e até mesmo bebes) são pessoas e não propriedade e devem ser respeitados em todos os aspectos. Tenho verdadeiro horror a esses pais que pregam “o filho é meu então faço o que quiser com ele”. Oi? Troque “filho” por esposa e na maioria dos países do mundo vc iria pra cadeira por isso.

Rafael Cherem disse...

Quer se goste ou não delas, as religiões possuem um grupo de valores importantes, antes de ser pai, não tinha intenção de sequer batizar meu filho, porém, quando ele nasceu fizemos a cerimônia, porque? Perguntaram os amigos, porque ele estava sendo inserido em uma comunidade, em um núcleo familiar de valores predominantemente cristãos, e uma sociedade idem,sendo o catolicismo parte de nossa cultura,ademais, há valores que gostaria que ele tivesse, e tento passar a ele, e a religião reforça esses valores, é uma ajuda boa na criação.

Stefani disse...

Lola, não me considero cristã e sempre fui a favor da diversidade religiosa ou então da "não-religião". Tenho um pai ateu e uma mãe que já foi espírita e, atualmente evangélica. Nunca fui abrigada a seguir nenhuma religião, mas, não nego que os preceitos cristãos guiaram minha vida. De forma nenhum acredito que isso foi ruim, ou castrador, ou mesmo libertador. Simplesmente que ajudou a entrar no caminho do bem, a manter valores importantes para todas as pessoas da sociedade. Não que fosse o único caminho, mas é um caminho.
Não vejo como algo mal seguir os preceitos de Jesus, que vamos sintetizar aqui com os 10 mandamentos, que seja. Não acredito que nenhum dos 10 mandamentos leve alguém a um mal caminho.
Agora, ultimamnte tenho entrado mais em contato com o mundo do "Evangelho" e posso garantir que muitos evangélicos não seguem mesmo a palavra. São esses os preconceituosos, os difamadores, os intolerantes, os descriminadores, o "haters", etc. Pode ser que existam poucas pessoas capazes de seguir verdadeiramente o evangelho ( mt mt mt poucas!), pois assim veríamos a semelhança com o Jesus Cristo. Ao meu entender é muito difícil sermos tal qual a semelhança de Jesus, que é o que prega as escrituras. Então, você pode imaginar a quantidade de pessoas batizadas e convertidas em evangélicas, mas que não agem segundo o Evangelho.
Por isso, nós temos uma imagem tão negativa da religião (inclusive eu, não nego). Mas cada vez que eu leio mais e me aprofundo um pouco mais nas escrituras, só posso entender que Deus/Jesus, são seres grandiosos que podem nos transformar em seres humanos muito melhores, só temos que buscar a ele e seguir seus ensinamentos.

Anônimo disse...

Na teoria, a religião deveria ensinar valores benéficos aos seres humanos. Humildade, bondade, compreensão. Jesus era um cara que nasceu na pobreza e mesmo assim não era ambicioso, dividia o que tinha com quem necessitava, pregava que "aquele que nunca errou, que atire a primeira pedra", condenava a mercantilização da fé e o não-julgamento de seus semelhantes.

Daí 2000 e poucos anos depois, o que fazem os "cristãos"? Vários que se proclamam são incapazes de ajudar ao próximo de maneira legítima (não em troca de likes no fb, egos inflados ou limpar a consciência), chamam os outros de vagabundos e preguiçosos por não possuírem a mesma condição com eles, falsos profetas induzem fieis a esmo, tornando a fé um mercado rentável; julgam seus semelhantes sem jamais lhes estender a mão. Neste caso, adianta bater no peito e dizer ser cristão se ela faz o contrário do que Jesus Cristo faria? Adianta andar com bíblia embaixo do braço, mas não entender uma só palavra do que está ali?

titia disse...

Stefani os princípios que Jesus ensinou são ótimos; faz muito bem a uma criança e à sociedade crescer amando o próximo e tendo empatia e respeito com os diferentes. O problema é quando os pais, ao invés de ensinar esses princípios aos filhos, fazem uma lavagem cerebral cujo objetivo é transformar a criança num escravo, em alguém que não pensa, não questiona, que vive com medo e por isso não contraria, não briga, não faz nada que exija dos pais um esforço pra educar, pra sentar e conversar. Eu já passei por esse tipo de lavagem cerebral e sei muito bem a diferença.

23:28 como eu já falei pra Stefani, criar uma criança com os princípios de Jesus é ok. Ele foi um cara muito legal e ensinou coisas boas. Mas as religiões se limitam a segregar, espalhar ódio e desprezo por quem não está no clubinho, fazer os fiéis darem dinheiro, manter poder. Ou seja, anda que preste ou vá tornar uma criança uma boa pessoa. Os piores e mais adoecidos seres humanos que eu conheço vieram da religião.

titia disse...

Ah, 23:28, você até parece que não sabe como os pais podem influenciar uma criança... experiências ruins com os pais podem criar padrões psicológicos que vão se repetir a vida toda. Meninas que cresceram em lares abusivos vivem entrando em relacionamentos abusivos porque viram os pais agirem daquele jeito a vida toda, e mesmo que conscientemente saibam que é um relacionamento abusivo, não conseguem romper o padrão. E aí vem você e diz que "Ah, não importa se os pais lavaram o cérebro da criança quando ela era pequena, quando crescer ela vai largar o que os pais ensinaram e fazer tudo diferente"... não cara, não. Simplesmente não é assim.

Anônimo disse...

Oh, really? Conte-nos como foi seu processo de comparação e estudo aprofundado das milhares de religiões do mundo para chegar a essa conclusão...

Ou você só está falando isso porque a TV só mostra as outras religiões como lindas, e o Cristianismo e Islã como feias, bobonas e cabeças de melão?

Anônimo disse...

12:09, eu não sei a quem você direciona seu comentário nem mesmo comentei aqui antes, mas falando estritamente da convivência com pessoas religiosas, e não de sua religião, na minha experiência não-monoteístas são muito mais tolerantes a diversidade do que monoteístas. Não sei se é o fato de serem parte de uma espiritualidade minoritária ou o quê.

Faço referência aqui tanto aos mais tradicionalistas (reconstrucionistas, ainda que não revivalistas) quanto aos modernos (um tanto revisionistas sobre as crenças professadas pelos anteriores). Claro que esse revisionismo (por parte de religiões como wicca, por exemplo) cria debates, é normal - vale dizer que não vi nenhum desrespeito flagrante.

Não estou dizendo que não haja preconceito e discriminação entre quem professa essas formas de espiritualidade. Eu li algumas falas beirando a misoginia e homofobia, mas também vi outros contrapondo-as, expondo homofobia e misoginia como um problema. Pra mim, é mais uma questão de maturidade do que de religião.

E sobre as crenças propriamente, sem querer afirmar que são pró-mulher, eu ouvi e li respostas razoáveis ao levantar perguntas sobre machismo interpretado em suas correspondentes mitologias, e mesmo sobre o papel e literalidade da mitologia na religião.