sábado, 27 de agosto de 2011

A VERDADE DÓI

Vi boa parte de duas temporadas da série Lie to Me: A Verdade Dói, que passa na TV a cabo (aqui tem um bom resumo em vídeo). Os primeiros episódios eu até gostei, mas vai ficando cada vez mais CSI, mais investigação policial, e aí vira todos aqueles clichês que nos cansamos de conhecer (ou eu falo por mim?). A premissa é interessante: um psicólogo brilhante (Tim Roth, que se torna cada vez mais caricato à medida que a série progride) auxilia na resolução de crimes e conflitos valendo-se da análise de linguagem corporal e microexpressões faciais. Só de olhar pra alguém um tiquinho e fazer perguntas ele é capaz de ver se a pessoa está ou não mentindo ou escondendo algo. No caso dele, ele aprendeu essa habilidade através de muito estudo. Mas ele tem uma assistente que desenvolveu isso “naturalmente”, e a série infelizmente apenas passa por cima da ideia de que crianças abusadas sexualmente ampliam o “dom” de ler entre as linhas nas caras das pessoas. Aí vem a dúvida: é realmente um dom descobrir que todos nós vivemos mentindo, ainda que sejam mentirinhas inocentes? Ou ignorance is bliss (a ignorância é uma benção), e seria melhor não saber?
Pra que eu fosse bem sucedida em desmascarar desonestidades, eu teria que mudar minha atitude polianística de que todo mundo é bonzinho e só fala a verdade. Mesmo assim, adoraria se a série fosse mais didática, mais como o trailer acima.

15 comentários:

Vinícius disse...

impressão minha ou lembra MUITO The Mentalist?

Marilia disse...

Lembra The Mentalist, Vinícius, mas, ao mesmo tempo, enfoca mais no corpo em si, enquanto o Patrick Jane se aproveita de mais coisas.
Bem, o desenvolvimento dos episódios é diferente. (eu assisto às duas!)

Lola, também achei que a série foi perdendo um pouco do tom mais didático do começo. A primeira temporada é realmente muito boa!
E aos poucos a ênfase foi dada apenas ao personagem de Tim Roth e os outros, bons, personagens foram deixados de lado.
Isso fez a série perder.

Caricatura demais também não dá, né?! Ainda que ele fosse o megasuperleitor de expressões, ele poderia ser menos cheio dos trejeitos e tiques!

(falei isso, mas assisti às duas temporadas completas e mais um pedaço da terceira).
Abraços.

L. Archilla disse...

Eu era viciada na 1a temporada! A 2a foi um pouco difícil de assistir, nem lembro se vi inteira ou se abandonei antes de acabar. Mas foi chegando uma hora que virou série policial, pura e simplesmente. Sem falar que foi se focando demais no Cal Lightman, deixando personagens superlegais inexploradas. Aliás, uma das coisas que eu adorava era o fato da principal assistente dele ser mulher, e outra ser negra/latina (sei lá como a Ria é definida nos EUA, hehe). E elas eram super necessárias, né. Depois foi virando a-série-do-Lightman, abordando só as brigas, vícios e desvios de conduta dele. Aí ficou chato.

Aline disse...

Oi Lola, eu amo seriado, assisto vários, sempre que posso.
Gosto muito de Dr. House, supernatural, drop dead diva(que já falei aqui), Dexter(Um serial Killer e tanto, não vou dizer que é o único que eu gosto pq considero o Sam e o Dim de supernatural seriais killers também.)
Assisto comédias, e algumas series mais parecidas com reality show, com competições ou desafios, gosto dos da fox life.
Gosto de séries policiais, eu era apaixonada por Arquivo X.
Gostava também de uma série chamada Ghost Whisperer.
Acho CSI interessante, assim como criminal minds.
Lie to Me eu nunca assisti, mas parece interessante.
The mentalist nunca parei pra ver. Um que eu gostava muito também era medium.

Mas atualmente meu preferido mesmo é Drop Dead Diva. Com certeza.

Beijos

Liana disse...

Lola, acho que o problema de se saber das mentiras dos outros reside mais nas expectativas que criamos do que propriamente nas atitudes alheias.

Eu também gosto de Drop Dead Diva e True Blood. Ando preferindo as que me fazem rir.

Blanca disse...

Vi toda a 1ª temporada de Lie to Me, tinha até poster no quarto. Mas o doutor foi ficando muito House pra mim. Ele é chato, chaaaato.

Lu-Bau.Blog disse...

Lola, totalmente off-topic, mas isto necessita um post URGENTE

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/966007-minha-mae-me-levou-pra-ele-conta-mulher-abusada-pelo-pai-em-pe.shtml

Vivien Morgato : disse...

Ainda não vi. Gosto de séries, vou assistindo compulsivamente - como fiz com the 4400, que matei em um final de semana de maratona - e abandonando ou não.
Gostei da ideia de traduzir as microexpressões. Eu certamente seria a pior pessoa do mundo para isso, sou a mais enganável que há.

J.A disse...

O abuso não não ampliou dom algum no meu caso. Mas por via das dúvidas simplesmente não confio em ninguém, mais fácil assim rs

[Yohanna Cordeiro] disse...

Nossa, detestei essa série. Achei muito forçada..
Consegui simpatizar com The Mentalist, mas Lie To Me não. Achei uma versão mal-feita e policial de House M.D. Fracasso terrível.

Aninha Arantes disse...

Lola, a série é inspirada nas pesquisas do psicólogo Paul Ekman. O cara fez alguns estudos sobre expressões faciais que hoje são clássicos da Psicologia. Em alguns episódios há citações literais de papers dele e de seu grupo de pesquisa. Apesar de ser uma narrativa ficcional, muito do que se vê na série é baseado em evidências científicas. Há até mesmo profissionais - que ganham RIOS de $$$, aliás - especializados em detecção de mentiras, que fazem consultorias para empresas, bancos, políticos, etc.

Infelizmente (eu era mega fã!!!) a série foi cancelada pela Fox, mas enquanto durou, o próprio Ekman manteve um blog explicando os argumentos científicos por trás dos episódios. O link: http://community.fox.com/drpaulekman/blog/

Barbara disse...

Eu vi até o final, mesmo achando um tanto chato os últimos episódios. A série era realmente muito boa no início, e não entendo como algo com uma premissa tão boa é estragado tão rapidamente.

Eu adoro o Tim Roth, mas tenho que confessar que o personagem que ele desenvolveu em Lie to Me parece muito como o que ele fez em Pulp Fiction....talvez seja o sotaque, não sei, mas acho que tinha alguns tiques em comum.

Garota Purpurina disse...

Assisti a alguns episódios e não gostei muito. Me deram a impressão de que a intenção era deixar o protagonista parecido com House - rude, sem se importar com o que pensam dele, mas genial -, mas falharam ao deixá-lo "perfeito" demais. O que deixa a personalidade do verdadeiro House interessante é que o House às vezes erra, e erra feio. E tem fraquezas e traços mais complexos, como a auto-sabotagem, ou uma insegurança emocional que fica implícita em algumas ações.

Roberto Lima disse...

Não assisti a muitos episódios , não me pareceu tão interessante...talvez se, como você disse, fosse mais didático, mostrando mais a técnica . Só que os sinais que alguns apresentam quando mentem diferem de outros. Conheço uma pessoa que mente com muita seriedade, e convence muita gente. Mas é justamente esse "excesso de seriedade" que mostra que essa pessoa mente.Há um livro muito legal, "O Corpo Fala" de Pierre Weil e Roland Tompakow , que ensina muita coisa. E saber essas coisas auxilia muito na compreensão das atitudes das pessoas em certas situações...

Serge Renine disse...

O que incomoda nesta serie é que o Tim Roth faz uma imitação muito ruim do House, ao ponto de ser dificil assitir.

Pena, porque a premissa é bem interessante.