sábado, 12 de dezembro de 2009

À MARGEM DA VIDA

Ontem a Fernanda, no seu primeiro comentário aqui no blog, já arrasou:

Eu sempre adorei esportes e agora que meu grupo de capoeira acabou, sinto uma falta horrível. Só que eu simplesmente não consigo achar um esporte que eu possa fazer (a não ser individual) porque as mulheres adultas não praticam esportes. E os grupos de homens não aceitam mulheres. Sério!
Meu namorado, meu irmão, os homens do trabalho, todos têm sua 'peladinha', e eu não consigo achar mulheres que joguem futebol, ou vôlei, ou qualquer outro esporte.
E sabe qual o correspondente feminino do ritual masculino de encontrar uma turma, jogar futebol e se divertir? Ir ao salão. É sério. A gente gasta um dinheirão, não tem nenhum prazer (a não ser o 'prazer' de ficar bonita), não acrescenta nada na nossa vida, não socializa com ninguém (a não ser que se considere ouvir fofoca do pessoal do salão socializar) e ainda não é nada divertido.
Mulher adulta (com raras exceções) só se exercita para manter a forma. Faz academia e caminhada, mas sempre visando ficar com o corpo bonitinho, nunca o prazer do exercício. Isso pra mim não tem graça.
Se alguém discordar de mim e conhecer mulheres adultas que praticam esportes não-profissionalmente, por favor, me fale onde elas estão. Se for em Belo Horizonte, vou ficar mais do que feliz em procurá-las e participar da atividade :)
Perdão se fui meio agressiva, mas é que o assunto me deixa indignada de verdade”.

Fernanda, você tem toda a razão sobre mulheres adultas não praticarem esportes coletivos. Eu também sinto falta disso. Adoraria ter uma turminha pra jogar futebol. Eu odeio academia, não gosto de andar por andar (correr por correr, então, nem pensar), sempre me sinto como se estivesse perdendo tempo fazendo aquilo. Mas adoraria poder jogar futebol sem compromisso, quer dizer, sem cobrança de performance, só pra me divertir e conhecer pessoas. E, claro, fazer exercício. Mas cadê? Os homens têm o seu ritual de entrosamento e de amizade, e muitas vezes isso se dá através do esporte (não-profissional). Pras mulheres, sobra o chá de bebê, é isso? Sobra a conversa sobre o corpo na academia de ginástica? Sobra competir pra ver quem perdeu mais peso? Parece muito pouco. Não é o tipo de conversa que me atrai.
E gente, por favor, nem eu nem a Fernanda estamos condenando as mulheres que fazem academia ou andam nos calçadões (nas privilegiadas cidades que têm isso). Acredito que muitas adorem fazer exercício, e que pra algumas o motivo principal talvez nem seja estético (e se for, também, nada contra). O que estamos questionando é que essa seja a única opção pra nós mulheres, enquanto os homens têm outras que, pra gente, soam muito mais divertidas.
A gente podia elaborar uma lista das coisas que os homens fazem (e gostam), e que as mulheres, por algum motivo, não fazem. Neste momento não estou tão preocupada em pensar por que não fazem (provavelmente porque foram ensinadas desde pequenas que isso era atividade pro irmãozinho, que pra mocinha não ficava bem). Por exemplo, jogar. Jogar qualquer coisa, pôquer, xadrez, banco imobiliário, dominó, war, etc. Eu já cansei de me reunir com casais em que os homens jogavam, enquanto as mulheres ficavam na cozinha ou na sala, papeando, porque jogar não era com elas. Elas se comportavam como se jogar não fosse algo feminino. Sem falar que conheço mulheres que, quando jogam, perdem de propósito, porque ganhar do marido em algum jogo seria o fim do casamento. E aí eu penso: a gente tá em que século mesmo?
Eu e a Fernanda gostaríamos de mudar isso. Meninas de Fortaleza, me aguardem: vamos jogar futebol bem perna de pau juntas? E pôquer (meninos também podem entrar)? Organizem turmas na cidade de vocês!

52 comentários:

Rita disse...

Pelamordedeus, se vocês organizarem uma rodada de pôquer e não me chamarem, vou ficar "de mal"! Eu ADORO pôquer, mooooooooorro de saudades da época das grandes rodadas com minha turma da época da faculdade (agora só se for online - cada um mora num canto diferente do planeta - e o dia tiver 89 horas). Bom, tá avisado.

Adorei esse post. Antes de ontem marcamos um happy hour (eu e duas amigas). As crianças ficarão com os respectivos maridos. Minhas amigas sabem e não ficariam chateadas comigo em dizer isso: o Ulisses pareceu o único mario absolutamente confortável com a ideia e já foi barrando minha afirmação de que chegaríamos cedo - não há necessidade de chegar cedo. Ele não chega cedo do happy hour semanal dele. O meu é anual porque não encontro parceiras... Para ser justa com minhas amigas, também acabo esquecendo de convidar e deixo pra lá. Mas tá errado, tem de socializar, sim! Vocês (Lola e Fernanda) estão certíssimas. Outro dia quem "me cobrou" isso foi um colega do serviço: "escuta, vocês mulheres, porque não se organizam também? A quadra do sindicato tá subutilizada, pô!" Olha só...

Eu detesto correr e caminhar e odeio.academia.ponto.com.br (já viu meu post sobre isso?) Encontro um profundo prazer na yoga, não troco por nada, e nas pedaladas de final de semana com minha família. Mas com a mulherada, adoraria jogar por jogar qualquer coisa. E acho que para muitas não sobra tempo porque a divisão dos cuidados com as crianças não é igualitária. Então sobra tempo para a pelada e a cerveja deles, e nunca sobra nada para nós. Ah, podíamos lançar um movimento aqui na blogosfera pela socialização da mulherada, um happy hour estabelecido culturalmente como é o deles. Os filhos também iam ganhar muito com esses momentos sozinhos com os pais. Que tal?

Beijos!
Rita

p.s. Ah, sabe pq estou nessa folguinha agora de manhã por aqui? O Ulisses está no shopping. Com as crinaças.

Rita disse...

Errata: com as crianças.

Luma Perrete disse...

Eu não sou muito chegada a esportes (a não ser que comer e dormir sejam considerados esportes hahaha), mas sinto falta da época em que eu jogava vôlei na escola. Era cansativo, mas era divertido.

Ontem eu passei pelo calçadão da 13 de Julho (um dos bairros aqui de Aracaju) e tinha um pessoal tendo aula de futevôlei na quadra de vôlei de praia. Eram uns 10 homens e só 1 mulher.

O pessoal da minha turma lá na faculdade costumava se juntar pra jogar futebol na quadra do prédio de um deles. Participavam tanto homens quanto mulheres. Eu nunca fui porque sou péssima em futebol, mas se fosse um vôlei eu até ia xD

Por falar em faculdade, andei meio sumida do blog porque tava finalizando meu TCC. Finalmente apresentei e passei. Agora é só esperar pelo diploma =D

Shoujofan disse...

Olha, Lola, este foi um dos posts mais tocantes que eu já li sobre como nós mulheres somos alienadas da diversão. Porque esporte é diversão. Quando li mmeu primeiro livro deliberadamente feminista, lá pelos meus 17 anos, a autora levantava essa questão ao falar da osteoporose. É doença de mulher, os médicos dizem, afinal, o corpo feminino é um corpo doente, trá-lá-lá. Mas porque tantas mulheres têm osteoporose? Uma das causas é a falta de exercícios, o sedentarismo. E a autora, muito sabiamente colocou que nós mulheres não somos socializadas para nos divertir. É coisa de criança... ou de homem. Imagina um bando de mulheres sair sábado ou domingo de manhã para (*imagina! Horror! Horror!*) jogar bola? Praticar capoeira? São desocupadas! Mas e ir ao salão ou academia? Aí pode! É para ficar bonita para... os homens! Bingo! E não estou condenando quem gosta de academia ou salão, mas trazendo o que está no imaginário da nossa sociedade.

Eu nunca fui atleta. Sempre fui chamada de desastrada. Caia demais. Aliás, descobri esta semana uma das razões, tenho pés totalmente problemáticos, sem cava, mas ao mesmo tempo arcados demais, e, agora, eles doem. Enfim, segundo os ortopedistas – imagina que somente viram isso agora, com mais de 30 anos! – só resolve operando. E, claro, eu devo correr para a operação assim que a dor se tornar insuportável. Mas, enfim, sempre fui desastrada, para não me machucar, evitava correr. Daí, passei a ser chamada de preguiçosa e como sou obesa desde meus 3 anos... a culpa é minha! Até queria fazer judô com meus 10 anos. Imagina, grandalhona e pesada, isso poderia ser alguma vantagem. Mas não aceitavam meninas na turma e não havia turmas de meninas e, detalhe, a professora era uma mulher. Não iriam me levar para estudar judô longe de casa, aliás, só se fosse para estudar piano. :P

E “esporte” para mim sempre foi “para emagrecer”, nunca para se divertir. Imagina! Diversão é coisa de mulher desocupada. Agregue a isso uma família que pendia para o fanatismo religioso e temos uma mistura legal. Esporte = correr/malhar = sentir dor = sofrer. E a aula de educação física era a sessão de humilhação semanal, a oportunidade de tod@s tripudiarem sobre mim. Salvo no 1º ano que todas nós éramos tão ruins, que foi a primeira vez que me diverti tentando fazer esporte.

E nem por isso eu odeio esportes. E adoraria ter um grupo de mulheres, ou misto para praticar. Mas isso é tão raro... E só a possibilidade de passar pela situação das pessoas rindo de mim, e não comigo, cada vez que eu me embananar toda, me causa verdadeiro terror. Mas eu gostaria de tentar. Como estou realmente acima do peso e com em estado físico bem ruim, acho que terei que encarar a academia, pois é a única opção. Ou me forçar a fazer as tais caminhadas do nada para lugar nenhum. Mas enfim, é bom ler essas coisas. Obrigada pelo post.

Rita disse...

Afe, vou monopolizar os comments deste post. Ei, criatura, porque vc num passa aqui antes de ir pra Fortal? Vamos nos reunir para uma partida de War (já vou avisando, viro bicho jogando War), ou para um café, whatever. Chamamos a Bau... que tal?
Bjs
Rita

Rachel disse...

Olá, Lola, como vai? Sempre leio seu blog mas não tenho tempo de comentar. No entanto este post me chamou a atenção.
Concordo com o texto porém gostaria de acrescentar que além do esporte não resta apenas a academia como solução para mulheres adultas que queiram praticar algum exercício. A dança também é uma opção para muitas mulheres. Recentemente entrei numa aula de ballet para adultos onde a maioria das meninas tem entre 45-60 anos. A turma está lotada e elas estão arrasando na dança.

Abraços.

Marússia disse...

Post maravilhoso. Não há nem o que acrescentar,

Lud disse...

Fiquei pensando: será que o celebrado companheirismo masculino não tem tudo a ver com essas atividades divertidas e legais?

Sem falar que, quando você pratica um esporte, está fazendo coisas com seu corpo. Quando você vai ao salão de beleza, fazem coisas com ele. De novo, o homem faz, a mulher é. Se você faz gols, se você ganha no War, se você tem amigos que não ligam a mínima se você está suado e sujo (até porque eles também estão), a sua preocupação com a aparência deve diminuir muitíssimo, né? Beleza não marca gol.

Uma das mulheres mais seguras e decididas que eu já conheci foi nadadora competitiva na adolescência e atualmente corre maratonas. Será coincidência?

Beijos!

Marlies e Gabriela disse...

Olás!
Sei não, mas tenho a impressão de que a mulherada tá sempre atrás de uma atividade com algum propósito, para obter algo, que tenha o objetivo de...
Não fazem nada pelo simples prazer de fazê-lo, pelo que aquilo é ali, naquele momento.
Muita correria? Muita pressão? Muita cobrança? Corpo, roupa, cabelo, casa, trabalho, filhos, homem, família... Será que nos sobra tempo (e CUCA) para a diversão pela diversão?
beijocas sedentaríssimos!
Marlies

Alba Almeida disse...

Olá, Lolíssima
Isso tudo é muito verdade, tenho um grupo de amigas que nos encontramos mensalmente, rola cinema, praça de alimentação do shopping e ainda que tenhamos muitas gargalhadas... fica por ai. Já tenho outro grupo que estou meio cansada, esse só quer ir pra rodízio de pizza. Que droga!!! As pessoas só se encontram pra comer!?!?!?! Apesar disso AMO TUDO ISSO. O prazer de está com todas é maravilhoso. Agora imaginas se tivesse um joguinho?
É isso...
Beijos, muito chocolate(preto) e bom final de semana.

cronicasurbanas disse...

Fernanda,
sou de BH, como você. Outro dia (domingão) estava andando de bicicleta pela região do Belvedere e vi um grupo de capoeira na Lagoa Seca, homens e mulheres. Já os vi por lá outras vezes, mas não sei quem são. Talvez seja legal você dar uma passada por lá uma hora dessas ou perguntar pra outros capoeiristas, aparentemente ainda existem grupos mistos, sim. Eu fiz há muitos anos, como complementação ao balé, e realmente é fantástico.

abraço,
Mônica

Má disse...

Lolinha,,
Estava lembrando de uma vez, que fui em uma cidadezinha bem pequena no interior onde tenho familiares.
Havia nesta cidadezinha muuitos bares (estilo botecos), o que nós achamos super curioso por existir tantos botecos numa cidade tão pequena (juro, um em cada esquina mesmo!). Essa minha prima que mora na cidade, disse que como a cidade é muito pequena (acho que tinha uns 5 mil) o povo não tinha o que fazer.
Mas reparando bem, percebemos que só tinham homens, desde o horário do almoço nos bares, bebendo, interagindo , jogando cartas....
E as mulheres?? O que será que fazem então pensamos.. Provavelmente muitas estavam em suas casas "cuidando do lar"....

Foi uma cena super estranha....que na verdade acontece em cidade maior mas nem percebemos.
Longe de achar legal o vício do álcool, mas vejo que boteco no estilo mais humilde nunca tem mulheres...(mesmo em lugares que não são barra pesada nada..)...Onde estão suas esposas então? Como estas mulheres se relacionam com o mundo??
Mesmo o happy hour (p classe média) a presença masculina parece ser bem maior..

Sendo assim, o espaço de socialilização feminina é bem reduzido mesmo...
(salão de beleza??)
Lembrei da feminista/comunista Kollontai que propunha (há 1 século atrás!) a cozinha coletiva p socialização feminina..:)

Beijo Lola!

Paloma disse...

Lola, isso tudo é verdade.
Na cidade onde moro, Vila Velha, passeando pelo calçadão à noite, vejo vários grupos fazendo esportes: homens jogam futebol, vôlei, têm até uma escola de frescobol bem organizada. As crianças também têm várias opções, também desde futebol até capoeira na areia da praia. Para mulheres, não há uma única opção. Elas estão sentadas à margem olhando seus filhos e maridos jogarem, vigiando as crianças no parquinho, enquanto conversam com outras mães, passam por mim de boca fechada e correndo "por correr" ou caminhando em direção às academias. Tanta praia e nem um metro quadrado realmente para mulheres.
Haja solo a conquistar!

Loy disse...

(Acho que já comentei isso em um outro post mais remoto...) uma coisa que eu acho extremamente irritante quando a midia mais comum entrevista atletas ou mesmo praticantes amadoras de artes marciais, como boxeadoras, praticantes de taekwondo, jiu jitsu (o que se estende para mulheres que trabalham em funções consideradas "masculinas" como operadoras de trator, polícia etc) é a tendência a questionar se apesar da masculinidade daquela mulher na "estranha e adversa escolha" que ela fez, ela ainda é "feminina".

Digo, perguntam a ela se usa esmalte por debaixo da luva de boxe, se ela não tem problemas em passar perfume depois do banho, se gosta de usar batom, que cor etc.
(isso, fora de núcleos sérios de treino, dá origem a coisas estranhas, como o lançamento, por exemplo de luvas de boxe cor-de-rosa, kimonos coloridos e ajustados no corpo... http://tinyurl.com/y8wploj; http://tinyurl.com/ybhluvj; http://tinyurl.com/yca899h)

Parece ser uma estranha maneira de conclamar a democracia sexual daquela atividade: "boxe serve pra todos, viu viu? Essas boxeadoras não estão tentando ser homens, boxe não desfemininaliza a mulher, ela usa batom, apesar desta coisa estranha de querer lutar boxe. ela ainda gosta de cor-de-rosa".

Como se o que definisse uma mulher fossem essas "escolhas" advindas da vaidade que na verdade é imposta.

(Lola, eu tinha um blog, mas eu o apaguei, não tinha muito jeito com a coisa. esse perfil é o resquício dele)

Cristiane disse...

Lola,
Em primeiro lugar, quero te dizer que adoro seu blog e já o salvei em meus favoritos!
Bom, quanto ao assunto esporte, infelizmente vou lhe dizer que desde criança detestava praticar qualquer tipo de esporte. Quando eu fazia Educação Física, fugia pro vestiário e fazia minha mãe me levar em todos os médicos imagináveis pra tentar descobrir se eu tinha alguma doença que me impossibilitasse de fazer qualquer tipo de exercício. Infelizmente ou felizmente minha saúde sempre foi de ferro. òó
Acredito que essa coisa de "socialização masculina através do esporte" seja herança pré-histórica, viu Lola!!
Um grande abraço pra vc!
Cris

Bárbara Reis disse...

Esses dias, me reuni no bar com algumas amigas e jogamos UNO, que é um jogo de cartas muito legal, sem medo de ser feliz! :D
Alguns homens até pararam pra assistir.

Eu não curto muito futebol, mas como goleira até vai, e apesar de eu ainda não ter participado, as meninas do meu 'grupo' de amigos, se reunem pra jogar futebol no parque do Ibirapuera.

Eu pretendo começar a fazer natação ano que vem. :] Sempre gostei, e é um esporte que não depende de um grupo. ^^

Eu também sempre achei atividades masculinas mais divertidas. Por que homem pode soltar pipa, e mulher não? Hoje em dia, eu solto com meu pai e meu irmão. Quando eu era pequena, meu pai fez um pipa pra mim... mas minha mãe nunca deixava eu soltar pipa porque era coisa de menino.

Beijo

Lollys disse...

Nossa, Lola. Todos os dias leio o seu blog e nunca comento, mas este assunto postado hoje é tão persistente na minha cabeça que eu até me surpreendi em lê-lo.
Eu fui uma criança esportista como você.. fazia parte do time de futebol da escola, depois passei a jogar vôlei na faculdade.. mas com o final dela, não pude mais praticar esportes coletivos por não saber onde.
Então eu e algumas mulheres de onde trabalhava, no Instituto Butantan, aqui em SP, resolvemos fazer um time pra jogar uma peladinha as quartas feiras.
Depois de algumas semanas tentando, desistimos pela "encheção de saco" dos homens que iam nos assistir e fazer comentários maldosos. As mais tímidas foram desistindo, com o tempo o futebolzinho acabou por causa disso.
Hoje eu faço natação, sozinha. Também jogo tennis de vez em quando.. Adoro, mas sinto falta da brincadeira, do pessoal todo se distraindo e se divertindo junto.
Beijos e parabéns pelo blog!

Gabriela disse...

oi, tava olhando blogs diferentes e vi esse... http://meninosdanet.blogspot.com/?expref=next-blog

me deu um arrepio... q tu acha?

Andréia Freire disse...

Se me chamar pra jogar war (tenho o jogo) eu vou na hora! AMO.

=D

Andréia Freire disse...

Safernet já nesse site!

Rita disse...

Andreia, eu tenho o 2, você tem qual? Campeonato, alguém??
;-)

Alana disse...

Tudo a ver comigo esse post. Parei de jogar futsal na adolescência pq já tava de saco cheio dos comentários preconceituosos e ridículos que eu escutava. Tinha sempre alguém da família falando que as meninas que jogavam não eram boa companhia e que eram muito "machonas", um absurdo. Hoje em dia está mais difícil de encontrar meninas pra jogar. Uma pena.

Bárbara disse...

Que horror esse tal de Meninos da Net!

Devathai disse...

Um dos posts mais verdadeiros que já li. Eu sempre fui avessa a esportes, e só agora estou tentando ver alguma graça na academia. Tenho conseguido me manter firme, e vejo resultados, ainda que lentos, na minha saúde de uma maneira geral (não malho pra esculpir o corpo, pq incrível que pareça eu estou satisfeita com ele - faço pelo bem estar que o exercício me proporciona mesmo).

E fico pensando... se a única diversão que nós mulheres temos for ir em salão de beleza, então é pq algo vai mal. Muito mal. Eu vou a salões umas duas vezes por mês, e vou estar sendo hipócrita se disser que não me sinto mais bonita. Mas a coisa passa beeem longe de diversão.

Ale Picoli disse...

Não estou com muito tempo pra elaborar o assunto, mas esse é um tema que eu gosto muito de falar. Eu acho que "jogar", seja lá o que for, é natural do ser humano. Minha preferência atual são jogos eletrônicos, online, coletivos, onde geralmente sou a única mulher. Aqui em casa costumamos fazer grupos mistos de jogos, meu marido adora e traz o pessoal todo do trabalho (homens e mulheres) pra jogar coisas como Imagem e Ação. Neste grupo em especial, vejo a participação de homens e mulheres com o mesmo peso, mas não é o que normalmente acontece em outros grupos que vejo por aí. Poker, por exemplo, costuma ser muito masculino, pelo menos os grupos que eu vejo do pessoal do meu trabalho.
Vamos mudar isso, mulherada!

Veruska disse...

Ah, Lola, sofro do mesmíssimo problema aqui na minha cidade. Detesto academia e adoro esportes com bola (vôlei, basquete, futebol) e não encontro mulheres dispostas a jogar. Com homens é complicado, mesmo quando aceitam, pela diferença de performance. Já levei uma bolada na cabeça no vôlei e 'apaguei' na quadra... Mesmo as amigas que jogavam comigo na adolescência não se dispõem a cortar as unhas e voltar a bater uma peladinha. Já perguntei e ouvi isso mesmo: 'jogar vôlei de novo? E minhas unhas?'. Não dá, né? Bjo.

Andréia Freire disse...

Rita, eu tenho o clássico mesmo, o basicão.

Quer dizer acho que o clássico é esse aqui, o primeiro que joguei: http://blog.toymagazine.com.br/up/t/to/blog.toymagazine.com.br/img/war1.jpg

O meu acho que é apenas uma reedição, sem diferenças na dinâmica e nas regras do jogo, a diferença é só no visual e acho que mudam alguns países, ele é assim: http://worldgarbage.files.wordpress.com/2009/01/war1.jpg

E a capa é assim:

http://www.toymagazine.com.br/images/imagem_grande/jogo_war_1.jpg

Eu sei é que entre jovens é bem comum grupos mistos jogarem war, nunca vi nada que discriminasse mulheres, inclusive na minha experiência nós ganhamos mais, rs. Talvez a diferença mesmo seja entre mulheres adultas e casadas, principalmente com filhos. Kung fu na academia que meu namorado fazia era turma mista, os grupos de capoeira por aqui costumam ser mistos também, mas as mulheres que eu conheço que fazem esses esportes são jovens, solteiras (no máximo namorando). Não tenho muito contato com mulheres casadas e com filhos, não é do meu tempo ainda, sabe? As mulheres da minha idade, 20, 21, que eu conheço são todas solteiras. Na verdade, conheço uma só que é casada, mas é uma menina engravidou com 15 e casou com o namorado (que é meu ex, =s), mas não a conheço muito.

Andréia Freire disse...

Já jogos com bola a coisa complica. Meu namorado não joga futebol, mas pratica vôlei e basquete, fica alternano os esportes. Ele passou um tempo jogando vôlei, numa "quadra" de areia aqui perto (que na verdade um grupo se organizou e comprou rede, bola, essas coisas. eles montavam e desmontavam todos os dias que tinha jogo), mas eram apenas homens. Agora ele anda jogando basquete, lá tem uma mulher ou outra, mas raro. De vez me quando em outra quadra improvisada perto da casa de um amigo nosso jogavam vôlei ele, um amigo, a namorada dele e outro amigo. Uma vez foi uma amiga da namorada do nosso amigo (complicou?). Mas eram só elas duas. Eu não sei jogar vôlei, as outras meninas passavam longe, duas era por pura frescura, já outra queria aprender que nem eu, mas depois de treinar algumas vezes vimos que não levamos jeito pra coisa, infelizmente. Enfim, o grupo se dissolveu, e essa namorada do nosso amigo disse que nunca mais jogou vôlei. Ela não disse, mas acho que pela falta de outras meninas com quem jogar. Qualquer quadra que você vá está lotada de homens, eu acho que as mulheres, mesmo as que gostam, se sentem intimidadas. Quando somos mais jovens a performance não é tão diferente, mas entre adultos o desnível é grande. A solução era que essas mulheres se unissem mesmo, pois acho perigoso jogar misto. Geralmente esses homens são bem "brutamontes" jogando, além do quê, não estão dispostos a jogar "mais leve".

Mica disse...

Bom...eu faço aulas de Armas de Corte. Tudo bem que não é bem jogar futebol ou vôlei, mas nunca gostei desse tipo de esporte. O único esporte que já gostei de praticar na vida foi basquete e infelizmente era difícil achar quem gostasse até quando eu era adolescente.
Mas Armas de Corte (nas escolas Pa Kua)é delicioso. Faço duas vezes por semana (só não faço mais pq não tenho nem tempo nem dinheiro, mas se conseguisse um dos dois, o outro eu dava um jeito), interajo com o povo lá, fiz amigos, enfim...para mim é a melhor coisa do mundo para se fazer quando saio do trabalho exausta. Pq mesmo quando acho que estou acabada demais para treinar, eu vou e descubro que foi fantástico.
E não faço para ficar em forma, faço porque é gostoso, porque faz bem para o meu interior e porque me dá um orgulho tremendo saber que há um ano eu mal conseguia segurar em uma espada direito e hoje já consigo fazer um monte de coisas, que minha coordenação melhorou, que meu condicionamento melhorou, etc, etc, etc. Até rolamentos eu estou fazendo! E sou o ser mais medroso do mundo para fazer rolamentos.

Enfim, só estou dizendo isso pq embora eu saiba que fazer Pakua - Armas de Corte não seja bem o tipo de coisa que foi sugerido no post, é algo para se fazer em grupo e que vale a pena (infelizmente não consegui convencer amiga alguma a fazer comigo...só o povo que fui conhecendo lá mesmo).
Mas confesso que gostaria de sair para jogar um basquete com amigas. Infelizmente encontrar mulheres que se motivem a fazer qualquer coisa que não seja para o seu próprio físico é muito, muito difícil. Depois que ficam adultas, as mulheres simplesmente apagam de suas mentes a idéia de que fazer algo com o corpo em grupo pode ser uma opção de diversão e não só obrigação.

Merinha M disse...

Oi LOLA!Sugiro para todas que procurem o Sesi,Sesc ou secretarias municipais e ate mesmo os clubes pois mtos tem programas de esportes coletivos para mulheres.E bons jogos GIRLS!!Kiss.

=draupadi= disse...

fernanda URGENTE!
[lolinha, se ela não ler meu recado, diga-lhe pra ler, ok? rs]
existe volei de mulheres adultas no Clube Barroca [qdo eu saia das aulas de dança do Movasse eu via as mulheres jogando e morria de inveja]
E sobre praticar esporte pelo prazer... bom, não é esporte, mas traz os mesmos benefícios ou até mais... Yoga [particularmente gosto da Yoga Integral e do Ashtanga Yoga, porque têm uma demanda de esforço/força/alongamento bem interessante pra quem já tá acostumada com atividade física]
A dança de salão em BH tbm tem um movimento forte... muitos bailes, muitos praticantes. Infelizmente sobra mulher, pq de fato a população feminina em BH é maior. E geralmente as mulheres são mais animadas pra dançar.
Se vc quiser te passo referencias de boas escolas...
E, olha, eu não seria tão injusta assim com as mulheres... nesses espaços que citei, por exemplo, elas são maioria. E no caso da Yoga, é bem pouco provável que o interesse principal seja "ficar bonita"...

=draupadi= disse...

"Pras mulheres, sobra o chá de bebê, é isso? Sobra a conversa sobre o corpo na academia de ginástica? Sobra competir pra ver quem perdeu mais peso?"
.
nops... sobram as aulas de dança contemporanea, de dança do ventre [q tem uma simbologia de autoconhecimento muito bonita], de dança de rua, de dança de salão, de flamentco, de yoga... toooodo um universo cheio de movimento e prazer =)

Nara disse...

AMEI o post, e mais ainda a quantidade de gente que pensa igual e eu não sabia!! Joguei basquete muitos anos na infância/adolescência e até hoje vou ao clube, alugo uma bola e fico lá arremessando sozinha. E a maioria das meninas que jogavam comigo seguiram na educação física ou afins, e quando a gente se encontra rola o papo de combinar de jogar e tal... mas sei que nunca irá rolar. Triste porque eu AMO esporte coletivo....

Jaqueline disse...

Oi Lola! O seu blog é ótimo!Adorei o post,me identifiquei de pronto. Moro em BH e sinto muita falta de praticar esportes e ter "um corresponte" às peladas masculinas só para nós, mulheres. Lembro de quando eu jogava vôlei na adolescência, era muito bom. Mas daí todo mundo resolveu trabalhar, estudar, se casar, mudar e acabou. Hoje só fico na vontade...

Meg disse...

Felicidade minha como professora é saber que um dos meus alunos (cuja mulher é policial como ele, por sinal) têm como companheira na roda semanal de pôquer com os amigos, a própria esposa. Isso é LINDO.

Isso é perpetuado sempre nos seriados 'familiares' de TV americanos (aos quais a criançada assiste, adora - e absorve os valores mostrados): o pôquer de quarta à noite é pra fugir da Patroa e relaxar com os amigos, criando o conceito de que casamento = estresse. O mesmo vale pro jogo de hóquei na TV, pro porão pra jogar videogame e fazer campeonatos de peido (decorado pela esposa no reality show, por sinal, como prova de amor na TV a cabo, olha que lindo)... Ah jura.

A minha geração (aquela que tá na casa dos vinte agora, a mesma que gritou PUTA pra Geyse Arruda na faculdade e quebrou um estádio de futebol inteiro porque 11 caras perderam o jogo) já absorveu esses valores graças a pérolas da anti-vida familiar como Married With Children (alguém lembra? O Al Bundy, que odiava a sogra, desprezava a esposa, achava o filho um idiota e a filha uma galinha burra? Ano que vem sai o filme, fiquem ligados). E no que deu? Ninguém mais quer casar e ter filho porque acha que casamento e filho é só o estresse da tevê.

Depoimento pessoal: eu sou da turma do Gaming Girls Exist. Jogo videogame desde os 9 anos e por causa deles aprendi inglês o suficiente pra ter um nível excelente de língua com uma experiência internacional restrita ao Uruguai. Entrando na Letras (Inglês), quase metade da turma adquiriu inglês com o mesmo meio que eu, mas a maioria masculina não me intimidou e eu puxei briga nos primeiros dias de aula por depoimentos pessoais como 'Eu não sei das meninas, mas muitos caras aqui aprenderam inglês jogando videogame...' Aham. Conta essa pra MIM duas vezes.

Sobre o exercício, eu gosto de aeróbica e aí acaba se formando um grupo interno na academia, mas como muitas meninas ainda têm essa mentalidade de 'ai, precisamos ser as maaais gostosas de toda sala que entrarmos pra levarmos aquela pancadinha deliciosa na cabeça de um macho alfa peludão que nos leve pra sua caverna e nos faça mulheres de verdade!' e isso gera muita competição e puxação de tapete. Triste.

Anônimo disse...

Lola, a margem da vida. Estou aqui, com o tempo passando sem pespectiva de ser e procurar ser feliz.Acho que me faria muito bem, fazer esporte, com amigos colocar pra fora essa energia que vai e vem e que nunca aproveito. Nos meus 50 anos preciso além de esportes, na mo rar...

Deborah disse...

Oi, Lola, eu tambem amo futebol,basquete,vôlei e outros. Adoro esportes sempre estou ativa pra tudo, já levei uma bolada.

Daniela disse...

O outro esporte oficial de mulher: comprar. Subdividido nas categorias Shopping e rua, praticado individualmente ou em grupo. Grrrrrrrrrrrrrrr!
Finalmente estou fazendo alguma atividade física, porque eu quero ter qualidade de vida pra agora e pro futuro. Nunca acreditei, mas não é que realmente aquela história de serotonina é verdade?
E reclamando da vida, esporte de homem pode ser jogado em qualquer lugar. Mulher é que tem essa frescurinha de pagar pra ter aulas, e não só achar uma quadra e ter uma bola.
Taí, uma das minhas resoluções de ano novo vai ser ter um esporte - nem que seja campeonato de Master ou War =)

Vanessa disse...

Eu sempre gostei de esportes e, apesar de não ter talento algum para ser profissional do assunto (rsrs), sempre participei com alegria das aulas de educação física e, por muitos anos, fiz parte da escolinha de basquete da escola. Quando acabou o colégio, acabou tb minha vida esportiva. Passei a praticar caminhadas, mas cansei. O namorado e eu estamos planejando entrar na escola de tennis ano que vem. Vamos ver no q dá. Mais uma atividade para realizarmos juntos, além do quebra-cabeças, playstation, poquer, sinuca, imagem e ação...

Debora disse...

Nossa, como me identifiquei com esse post. Sinto tanta falta de jogar qualquer coisa com outras mulheres, não importa se volei, futebol, basquete, handball ou queimada. Não que eu seja A esportista, mas seria tão bom jogar só por diversão.

Tina Lopes disse...

Oi, Lola, vc me inspirou a fazer um post sobre minha carreira esportiva... [ironia] Bem, talvez eu tenha que me abaixar pra não levar pedrada, mas adoro aula de academia: vivo bem feliz com meu spinning, só tenho problemas com o vestiário (só 2 chuveiros). Por isso mesmo a partir de janeiro vou pra uma maior e exclusiva de... BOXE! Yes, sempre quis aprender boxe. Já vi o marido pesquisando preço de luvas escondido (segredo) e acho que vou ganhar um par de Natal. Mas o que eu queria comentar é que sempre procurei um lugar ou timinho pra jogar vôlei, e sabe onde tem de monte? Em clubes. Aqueles caros, que vc tem que pagar uma fortuna de jóia e mensalidades carésimas. Daí tem: vôlei, handebol (fui goleira), basquete. Não dá, né. As quadras esportivas públicas vivem ocupadas por grupinhos de adolescentes e times masculinos mesmo. Que droga. Adorei o post.

Adwilhans disse...

O que me chamou a atenção no texto e, principalmente, nos comentários, é que a maioria das mulheres gostaria de ter um grupinho exclusivo de mulheres para práticas coletivas, algo tipo "luluzinhas". Por quê? Gente, o negócio é socializar. Nas minhas turmas (do xadrez, do ensino médio, da faculdade, do bairro), costumamos jogar de tudo, desde War e Banco Imobiliário a vôlei e futebol (mesmo que em nível de preparação física bisonho), e algumas mulheres participam (outras preferem ficar conversando à parte). Mesmo no futebol já houve garotas participando; nunca participei de uma turma que fosse refratária a tal participação, desde que seja REAL (ou seja, quando sofre uma falta, não dá pra chorar nem originar uma briga entre os marmanjos, tem que ver como algo normal e aguentar). Já joguei futebol com meninas que jogam, inclusive, melhor que a maioria dos marmanjos das minhas turmas. E viva a integração!

Morgana disse...

Minha mãe joga futsal uma vez por semana, há cerca de dez anos, com um grupo de amigas, por pura diversão. Detalhe: ela tem 57 anos. Acho o máximo!

Luciana Håland disse...

Eu nunca tinha pensado que as mulheres pudessem ser desestimuladas a praticar esportes, vou prestar mais atencão.
Enfim, nunca gostei de esporte ou de jogos, quando crianca éramos convidadas a praticar algum esporte, vôlei era o mais comum entre as meninas e meninos também, mas eu nunca nem gostei de assistir jogos esportivos, acho entediante, sendo assim fugia como o diabo da cruz de qualquer eventual escalacäo para um joguinho.
Também nunca gostei de outros jogos, e meus pais jogam cartas e outros joguinhos, quando crianca ainda joguei dama, mas perco o interesse rapidinho. Hoje esse assunto foi conversa no jantar na casa do meu cunhado, os homens tentando estimular as esposas a participarem de algum jogo, mas a mulherada desinteressada.
Conheco algumas mulheres por aqui que uma vez por mês se reunem para jogarem, acho que pôquer, já fui convidada, mas rejeitei, até porque nem sei pra onde vai o tal jogo.
Bom, achei que tudo isso fosse somente uma questão de gosto. Minhas amigas que tem filhas e filhos estimulam para que pratiquem esportes, livremente na escolha, eu tenho uma amiga que a filha já tentou do futebol ao balé passando pelo karatê, mas fica entediada rapidinho seja lá com o que for, agora resolveu cantar.
Enfim, bom saber de outra visäo do assunto através do post.

Beijo e boa semana!

Isis disse...

Esse é um dos motivos que me fazem ter mais amigos homens. Eu me junto com meu namorado e nossos amigos e jogamos jogo de tabuleiro, por exemplo. Eu fazia isso com minhas amigas quando éramos menores, mas a partir do momento que elas vão crescendo vão "enfrescando" xD
É natural chegar em uma festa e ter "mesa das mulheres" e "mesa dos homens", odeio isso! E é muito comum você sentar na das mulheres e elas estarem conversando sobre culinária, beleza, filhos, etc e eu acho que isso não é diversão. Como sou entrona vou na mesa dos homens jogar um dominó (o que não é bem visto) ou tento ficar em algum grupo em que esteja tudo misturado e onde, provavelmente, o assunto será mais animado.

Eu gosto muito de esportes, mas às vezes evito porque sou péeessima na maioria deles. Só sirvo pra jogar com gente bem humorada que não vá me xingar por jogar mal ahaha
Mas não existem muitas mulheres disposta a se juntar para praticar esportes mesmo. A falta de opção fez com que eu planejasse começar academia agora no começo do ano, mais por questão de saúde mesmo, que não anda muito boa por conta do sedentarismo. Acho academia chato (salvo alguns aparelhos), caminhada também. Vamos ver onde vai dar.

Agora uma coisa incômoda, há muito tempo eu caminhava aqui pelo meu bairro, andava de bicicleta também. Mas eu acabei parando por conta do "assedio" masculino. Na minha cidade mulher nenhuma coloca o pé para fora de casa sem ouvir gracinha (sei que issos é comum em qualquer canto, mas aqui a coisa é alarmante, sério. É mil vezes pior que por outras cidades onde passei/morei, respeito zero) e os olhares são constantes. Pode parecer besteira, mas eu comecei a me sentir incomodada e parei, não tinha sentido continuar com algo que não estava sendo prazeroso e sim incômodo. Até porque por aqui é comum achar caras que perseguem mulheres, ficam seguindo (sabe-se lá se para assustar ou se para fazer algo pior) então dá medo, é comum ter que despistar malandro na rua e tals. Não suporto o fato de ser obrigada a parar com algo que me faria bem ou ter que ir a um local mais distante. Mas enfim, não dá nem para reclamar com ninguém porque não é uma pessoa específica, é questão de cultura mesmo. Vai embora um, aparecem cem.

E uma questão a ser colocada sobre esses assuntos "de mulherzinha" (se é que isso existe ¬¬): você já reparou que algumas mulheres, principalmente as mais velhas, tendem a ter assuntos completamente diferentes quando estão sós mas quando o maridão tá na mesa ao lado começam com esses tais assuntos? (que citei no começo deste comentário, ou melhor, deste livro xD). Como se mulher não pudesse conversar sobre certos assuntos, ou até mesmo não pudessem se divertir, na frente dos homens.

lola aronovich disse...

Qual cidade, Isis? Agora fiquei curiosa!
Adorei todos os comentários deste post, obrigada! Ainda vou escrever mais sobre isso.
E amei a sugestão de queimada! Taí um jogo sem pretensão nenhuma, pura diversão. Vai ver que é por isso que muitas de nós temos saudades dos nossos dias de criança. A gente brincava! Pra mim, trocar uma queimada divertida ou um pega bandeira ou "estátua" com amigos por uma caminhada ou por academia é algo bem triste...

Carla Fernandes de Oliveira disse...

Lola, eu nunca tinha parado pra pensar nesse absurdo que existe ao meu redor e eu não via. É pra ficar indignada mesmo!
Eu adoro jogar, não jogos esportivos, mas esses jogos de tabuleiro. Adoro! Mas acho que a última vez que joguei um foi na minha infância, no máximo adolescência. Porque? Vamos mudar isso!
Aqui em Uberlândia/MG, tenho uma amiga que achou um grupo de vôlei adulto por prazer, e tá amando! Mas realmente isso ficou bem raro!
Beijão!
Carla

Fernanda disse...

Ei, Lola!
Nossa... Fiquei muito feliz de você ter publicado meu comentário e de ver que não estou sozinha nessa minhas frustração.
Vou aproveitar pra falar de outra experiência que eu tenho. Eu já tentei participar de outros grupos de capoeira, mas como eu já sou experiente (pratico há 7 anos), sou sempre hostilizada pelas mulheres de um grupo novo. Já tentei em 4 grupos diferentes e sempre fui recebida com agressividade. As mulheres querem manter o "domínio do território", entende? Em duas ocasiões, saí machudada. Os homens do grupo geralmente são super "simpáticos", já vão me cantando de cara. Claro que não são todos assim, mas sempre tem um de cada um desses dois tipos.
Então preferi não tentar mais.
Não sou sócia de clubes (muitíssimo caros). Já pensei em fazer yoga sim, mas, sei lá... O que eu queria mesmo era um futebol, ou basquete, ou queimada. Vou continuar procurando.
Obrigadíssima, Lola!
Um beijo para todas (os)! ;)

Isis disse...

Aracaju.
Uma cidade linda e que é ótima por ser tudo pertinho =D mas tem esse problema (que faz com que seja meio perigoso eu andar por aí sozinha em certos horários/ruas).

Gabriela Martins disse...

A Fernanda é daqui de BH? Bom, o que eu sugiro pra ela é que procure outro grupo de capoeira, eu não indico nenhum em particular porque eu pratiquei à muito tempo atrás, mas sei que existe um número até grande por aqui.

Ou então que vá pras artes marciais. No meu caso, eu pratico kung fu, no total tenho uns 4 anos de prática (fiz dois anos, fiquei uns 2 tb sem fazer e voltei há pouco tempo) e adoro, sou apaixonada. É claro que eu tenho o objetivo de emagrecer, de manter a forma, de ter músculos legais, mas não é apenas isso. A dinâmica dos exercícios é muito boa, eu sinto prazer quando pratico, quando vejo que estou melhorando... a parte de lutas mesmo por enquanto eu não faço, não tenho afinidade e estou me focando mais em alongamento e força, mas pretendo investir nisso num futuro.

Saudades de ler o seu blog, Lolinha. Minha vida virou completamente de ponta cabeça, já que decidi trancar minha matrícula e fazer concursos. Por isso tô aqui pedindo desculpas bem atrasadas por ter sumido, OK?! Abraços.

Ina disse...

Leio sempre o blog, mas acabo não comentando...acho que tenho timidez virtual hehehe
Mas então, sou de BH e jogo vôlei com um grupo de pessoas, duas vezes por semana. A grande maioria é mulher, mas tem alguns homens também.
Não me identifico muito com isso de só homens jogarem e tal, principalmente porque sempre adorei jogar vôlei e jogos de tabuleiro.
Um dos meus programas favoritos, por exemplo, é ir ao Soho, um barzinho aqui de BH no qual é possível jogar diversos jogos que são disponibilizados lá.
Recomendo!
Bjos

Nina disse...

Engraçado que na nossa turma essa separação de homens jogando e mulheres conversando não existe. Todos jogam! Mas é meio excessão, já que o que uniu a maioria de nós foi o RPG. Hoje não é todo mundo que joga RPG (eu por ex, apesar de achar o jogo interessante, me cansei um pouco do "compromisso" das campanhas - sempre que ia jogar uma aventura ela acabava virando campanha, aí bagunçava minha "agenda", haha!).

Mas o fato é que a gente acaba não jogando tanto porque a briga sempre é por causa da escolha do jogo - Master ou War Império Romano. Temos alguns amigos que não gostam de jogar um e outros que não jogam o outro. Eu gosto dos dois!

Ah, e cartas, por incrível que pareça na nossa turma as meninas são as mais viciadas! A gente sempre quer jogar cartas, mas os meninos nem sempre gostam...

Agora, esportes, só gostava das brincadeiras de queimada na rua quando era criança, e muito de vez em qd pq sou medrosa, hohoho! Sou sedentária assumida.

Abraços!