sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

MAIS UMAS BESTEIRINHAS SOBRE LUA NOVA

Nem numa cama Edward se anima.

Mas, antes, sobre Crepúsculo, que acabei de rever (minha mãe pegou o dvd porque nunca tinha visto).
- Qualquer filme que termina com a protagonista (uma mocinha, excepcionalmente) dizendo "Eu sei o que quero" não pode ser considerado machista no meu livro. Inclusive, depois dessa fala, a última imagem de Crepúsculo é puro kick ass grrrl power. Fecha com a figura de Victoria, a vampira do mal. Não faz muito sentido que a última imagem seja dela, pois ela aparece pouquíssimo tanto aqui quanto em Lua Nova. Mas o que um personagem sábio fala sobre ela antes é "Não a subestime". Será que isso vale pra Bella também? (E reparem na decepção de Bella ao conhecer o quarto de Edward. Sua primeira linha é: "Não tem cama?").
- Tem um comp
onente importante faltando na equação "Bella como vítima de violência doméstica": o medo. A protagonista repete umas cinco vezes pro Edward que não tem medo dele. Em geral, mulheres que apanham ou são ameaçadas pelo companheiro têm muito medo. Tanto que, mesmo após anos separadas do marido, é comum que elas reajam exageradamente a qualquer detalhe do dia a dia, como um tapinha nas costas. Isso definitivamente não acontece com Bella.
E agora algumas observações que não couberam na minha crônica sobre Lua Nova:

- Seguem a pleno vapor as referências à gostosura de Bella. Um vampiro mal intencionado lhe diz que ela é muito apetitosa e o faz salivar. Mais tarde, um lobi fala: “Pode entrar, não vamos te morder”. Ao que um outro emenda: “Fale por você”. Quer dizer, todo mundo quer comer Bella, menos o Edward. (Ainda prefiro a fala de Crepúsculo do vampiro caçador pra Edward, sobre Bella: "Ah, você trouxe um lanchinho?").
- Por que todo mundo, inclusive Bella, fica tratando o pai como Charlie? Por que o pessoal não diz “Faça pelo seu pai”, ao invés de “Faça pelo Charlie”? Eu ficava pensando nos malditos vietcongues, que eram chamados de charlie pelos americanos.
- Sei que é absurdo mencionar isso num filme com vampiros, lobisomens, e adolescentes de 109 anos virgens, mas o mais inverossímil da trama inteira é um carinha vomitar no meio de um filme de ação. Nem em filme do Stalla alguém leva a ânsia às últimas consequências.
- Uma das falas românticas de Edward pra Bella é: “Largar você foi o pior erro que cometi em 109 anos”. O maridão nervosinho tinha brigado comigo antes do filme. Portanto, quando passou aquela cena, eu pus minhas garras no seu braço. E, na saída do cinema, mandei que ele dissesse: “Brigar com você foi a coisa mais ridícula que fiz nos meus 52 anos”. Ele: “Brigar com você foi a coisa mais ridícula que fiz nos meus 52 anos. Isso e assistir um certo filminho aí”.

33 comentários:

Lord_Anderson disse...

Eu não acho o filme machista. É até menos do que a maioria que eu vi recentemente...

Só o acho sem graça mesmo.

Carol disse...

Ei Lola,
Acho que as pessoas estão insistindo tanto em relação ao machismo na série por conta dos livros, e não exatamente pelos filmes. Como você não leu, fica meio difícil de entender a presença do machismo mesmo. Na verdade, eu não sei exatamente se a palavra seria "machismo", mas acontece que no livro Lua Nova, quando o Edward vai embora, a Bella se torna praticamente um zumbi (eu sinceramente perdi a vontade ler o livro nessa parte). É um nojo ver o quanto a Bella perde a razão de existir sem o cara. É como se ela simplesmente vivesse apenas para ele. Talvez por isso as pessoas tenham interpretado como machismo. Quer dizer..."a mulher não tem razão de existir sem um homem ao seu lado", sabe? Algo assim. No filme eles não mostram muito essa parte, porque é realmente muito chata.
P.S: o rapaz loirinho vomitou no cinema não exatamente por causa do filme (que não era pra ser de ação, e sim de terror, como está no livro)mas sim porque ele havia contraido uma infecção que estava rondando pela cidade.
Abraços

Oliveira disse...

Resposta ao Eduardo Braga fora do tópico.

Eu sei Eduardo que o Lula é especialicata nisso. Mas esse caso teria nada de precipitado na conclusão. O cara do DEM foi filmado. Pelo amor de Deus! Brasil não consegue ser correto nunca? O Lula só poderia falar uma coisa; põe o bandido na cadeia, mas ele não fala porque também tem telhado de vidro, isso sim. É a única explicaçào. Em outros paises quando alguem é pego numa destas, o cara se mata. Aqui nem a oposiçào, no caso, o Lula do PT, faz seu papel. Nós somos palhaços?

Eduardo, de qualuqer forma, obrigado pela sua reposta.

fernandadbpm disse...

Você e seu maridão são muito fofos!

Bárbara Reis disse...

Assim como o maridão, eu me recuso debater sobre esse filminho ai. Okay, os filmes são melhores que os livros. Mas me recuso.

Essa série é ridicula. e eu não sei porquê fez tanto sucesso. Porque consegue ser mais mamão com açucar do que os romances espíritas da Zibia Gasparetto.

Beijos!

Renata Minami: disse...

Eu fui assistir ao Lua Nova só pra o Lobinho sem camisa e por conta desse papo de machismo, virgindade e cruzada mórmon que anda dizendo por aí.
Não acho machista o fato da Bella ficar sorumbática sem o vampiro, pois é algo típico do primeiro amor. Se você perde aquele carinha que foi o primeiro a te deixar louca (o mesmo para os meninos que se apaixonam por uma garota que os deixa), todos nós ficamos meio sem saber que espaço ocupamos no mundo, ficamos tristes, chorões, chatos, etc. Só achei too much a Bella acordar o pai todo dia pq ela grita por conta de pesadelos (achei isso até engraçado).
Esse filme tem mta coisa meio sem noção. Acho algumas coisas na história mal amarradas, mas é um benefício ver o lobinho sem camisa o filme todo!
Eu comecei a ler o Crepúsculo em inglês (estou nas primeiras página) e pelo o que eu pude perceber, Lola - leitoras da série podem me corrigir -, a Bella não teve tanto contato com o pai a vida toda, ela só passava as férias com ele e me pareceu não apreciar tanto isso. Ela não se sente íntima do pai e o só o chama de 'pai' na frente dele mesmo, fora isso, ela só se refere a ele como Charlie.
Acredito que as demais pessoas dizem 'faça isso pelo Charlie', pois assimilam a forma que ela utiliza quando se refere a ele.

Alex disse...

"Sua primeira linha é: "Não tem cama?")."

to quase achando que vc tb usa o babel fish :)

Lola Churros disse...

Gente, pelo menos eu nao vi nada de machismo em crepúsculo, nem no livro, mt menos no filme. Tb nao me encaixa essa história de violência doméstica, nao consigo enxergar isso.
É um filminho adolescente, como tantos outros, mas q tem um toque especial q o faz mt mais interessante q os demais do gênero. Eu continuo achando q a tal da autora poderia ter nascido com um pouco mais de talento e imaginacao para criar uma história mt mais rica com o tema. Porém, em se tratando de blockbusters, prefiro Crepúsculo q Código da Vinci, por exemplo. Digo pelo filme, nao pelo livro. Ainda q Código nao seja grande coisa conseguiu prender mais minha atencao q Crepe, eu nao suportava qd ela (a autora) comecava a dar uma de Danielle Steel, dizendo zilhoes de vezes q Edward era lindo, gostoso, maravilhoso, seu peitoral forte saltando da camisa de botao etc. Me dava vontade de mandar ela deixar de ser brega.
É uma pena q uma história de amor, a la romeu e julieta, tenha se perdido entre dogmas mormons, poderia ser mais interessante, mt mais interessante.

Alcyone Coelho, disse...

Gente, eu acho que o problema da galera aqui em relação ao filme é que nós somos muito adultos para o filme! EU não li os livros, mas o filme é literalmente aquela coisa de primeiro amor, etc. BEMMMM para adolescentes mesmo. Mas se você ver (como eu vi, no dia do lançamento do filme) com o cinema lotado de adolescentes excitadas a cada aparição de seus queridos, batendo palmas a cada frase mais quente, com risinhos e tal, vc consegue ver como é legal aquela paixão, pelo filme, pelos atores, coisas de adolescencia!!!!!! Quando eu assisti Darty Dancing foi assim, gritávamos todas na platéia qd a baby passava a mão na bunda do Patrick, aquilo, para nós, era SEXO (uauauaua sexo, entende? aquela coisa q a gente tá descobrindo agora...). É diferente para nós, adultos. Se vamos falar de modelos, acho que a principal questão do filme seria o quanto a bela se coloca em perigo. O quanto que ela é mais "cool" do que os outros adolescentes "bobos" que tem uma vida "normal". Acho que essa é a principal mensagem perigosa. Essa coisa de machismo, violência doméstica e tal, é muita neura. Acho o filme fofo, nesse sentido. Bom? Claro q não. Vou assistir o terceiro? Com certeza, no primeiro dia e no cinema! O tcham do filme é isso ai...

Vanessa disse...

Acho que somos mto adultos p essa série msm. =D Não li os livros e só vi o primeiro filme até agora (to com preguicinha de ver o segundo).

Bárbara disse...

Ué, eu sou adolescente e acho Crepúsculo um porre. Comprei o primeiro livro há um tempo e mal tive forças para terminar de ler. É muito sem graça.

Claudia disse...

Oi Lola!
A minha tese de doutorado vai ser sobre a serie Twilight e outros livros infanto-juvenis. Vou fazer o PhD nos EUA, assim como fiz o mestrado. Engracado que por la ninguem falou nada quando eu disse que iria estudar Crepusculo. Foi so chegar no Brasil que quase todos que viram o meu projeto comecaram a me criticar porque segundo eles a serie eh machista, e outras coisas mais. Eu tentei explicar que nao vou estudar a historia em si, mas a influencia e importancia da literatura tipo Harry Potter, mas nao tem jeito. Existe um preconceito enorme em cima da serie aqui no Brasil (que eu nao percebi nos EUA), acredito que pelo fato da autora ser mormon. Entao evidenciam os piores pontos dos livros (tenho que admitir que em Lua Nova eh muito chato a Bella nao existir sem o Edward). Um outro ponto que ninguem entende muito bem: a literatura eh juvenil! Eh feita para adolescentes. Existem adultos que gostam (eu por exemplo e a turma do Twilight Moms: http://www.twilightmoms.com). Mas nem por isto eh ruim. O Brasil ainda evidencia muito o canone literario e nao da valor a outras coisas.

Mariana disse...

Concordo com a Bárbara. Sou adolescente e odiei Crepusculo. (mas amo dirty dancing! hihihi, convenhamos que o Patrick Swayze dançando é bem melhor que o Robert Pattison fazendo cara de malvado sedutor)

lola aronovich disse...

Carol, livro é livro, filme é filme. Por mais que muitos filmes sejam adaptações de livros (e de histórias em quadrinhos, e de peças de teatro, e de parques temáticos, e de artigos etc), um filme tem que se sustentar sozinhos, sem comparações. Claro que comparar não é proibido! Muitas vezes, até melhora nossa compreensão da história, dá mais uma leitura, uma visão. Então, repito o que eu disse em outro post: Bella não vive sem Edward, isso está claro no filme, mas tb está claro que Edward não vive sem Bella. Por isso não vejo machismo nisso. Obrigada por explicar porque o carinha vomitou no filme! Acho aquela sessão de cinema no filme meio forçada e mal feita.


Oliveira, acho que o Lula, por ser o sujeito inteligente que é, não deveria ter dito essa frase das “imagens não falam por si”. Porque ele deveria saber que isso seria tirado do contexto, que foi que o que fala por si é a investigação, as provas, o julgamento. Isso que vc defende (“põe o bandido na cadeia”) é mais uma de suas opiniões fascistas. TODO mundo tem direito de defesa, isso está na lei (não só no Brasil, como em todos os países civilizados). Todos têm direito a um julgamento. E não sou eu nem vc nem o presidente nem a mídia que vamos julgar. Eu não tenho a menor dúvida que o Arruda é um corrupto de marca maior, como TODOS os políticos do DEM. Aliás, o Arruda já havia se envolvido em outro escândalo quando era líder do governo FHC. Eu fico impressionada, sim, que a população de Brasilia continue votando em candidatos comprovadamente corruptos como Arruda e Roriz. Assim como fico com a turma do “rouba mas faz” em SP que vota no Maluf. E quando saíram as primeiras imagens do mensalão do DEM, até comentei com meu marido: pena que não filmaram nada aqui em Joinville durante os 8 anos em que a cidade foi saqueada (governo PSDB-DEM). Mas nem isso seria suficiente. Precisaríamos de provas, julgamentos, testemunhas para condenar esses corruptos que tanto roubaram Joinville. Vc deve ter notado que o poder é dividido entre 3 poderes, né? E que um não pode mandar no outro?

lola aronovich disse...

Fernanda, obrigada!


Barbara, mas o maridão até gostou de Lua Nova (preferiu Crepúsculo). Ele disse que, apesar de NADA acontecer durante quase o filme inteiro, é agradável de se assistir, os atores são bons etc. O Robert Pattinson tá fraquinho em Lua Nova, mas tá bem em Crepe. Ele precisa ser bem dirigido.

lola aronovich disse...

Renata, concordo contigo, não tem nenhum cabimento a Bella ter pesadelos que a fazem gritar. E obrigada por explicar por que Bella chama de Charlie seu pai. Agora que revi Crepe ficou mais claro pra mim a distância emocional entre eles. Mas, sei lá, sempre acho estranho quando um filho chama o pai/mãe pelo nome. Mesmo que não tenham morado juntos...


Alex, não entendi. A Bella entra no quarto de Edward e sua primeira fala é “No bed?”. Como vc traduziria pro português o “No bed?”. Ou vc não gostou da “linha”? Mas eu tenho graves problemas com tradução mesmo... Sou muito ruim nisso.

lola aronovich disse...

Lola, exato, é uma história de amor, bem Romeu e Julieta mesmo. Cheio de drama, paixões, sacrifícios... Tenho certeza que a gente não estaria falando tanto de machismo e virgindade se a autora não fosse mormon.


Alcyone, concordo: o filme não foi feito pra adultos, mas pra adolescentes. Como, aliás, praticamente todos os filmes feitos por Hollywood. Só que quase todos são feitos pra adolescentes meninos. E Crepe é bem direcionado às jovens do sexo feminino. Acho que isso incomoda um pouco. É aquele negócio de crítica e público verem como “natural” o que é padrão, e como estranho, bizarro, exótico e ruim o que é um pouco diferente. E o que é diferente é que é pro público feminino, que a protagonista seja uma menina. Mas eu sempre sei quando um filme não foi feito pensado em mim. Por isso sempre fico com o pé atrás quando critico um desenho animado, por exemplo. Eu não sou o público-alvo daquele desenho! Só posso analisá-lo pela minha perspectiva...

lola aronovich disse...

Vanessa, pois é, concordo.


Barbara e Mariana, dizer que a série foi feita pra adolescentes é bem diferente de dizer que, por isso, todas as adolescentes vão gostar da série. E sobre Dirty Dancing, que esquisito! Eu era mais ou menos adolescente na época (20 anos), e realmente fugi dessa febre. Caí totalmente na de Flashdance, mas DD não me afetou. Acho que era pra meninas bem mais jovens que eu.

lola aronovich disse...

Claudia, ótimo comentário. Faz alguns meses minha mãe estava vendo o currículo Lattes dos meus concorrentes no concurso pra UFC e desdenhou de um que tinha escrito a tese sobre Harry Potter ou Senhor dos Anéis, nem lembro. E eu tive que explicar pra minha mãe que esse tipo de atitude é preconceituoso, que dá pra se escrever uma excelente tese sobre qualquer assunto. Pra minha tese de mestrado, que foi sobre ironia em Lolita, eu li a tese de doutorado de uma professora muito competente da Paraíba. Tinha sido sobre ironia em algumas adaptações cinematográficas de Emma, da Jane Austen. E o que ela dizia é que tudo bem falar sobre um filme como Emma com a Gwyneth Paltrow, um filme de época, totalmente respeitoso à obra literária (e ruim!). Mas quando ela falava de Cluelesse (Patricinhas de Beverly Hills), o pessoal criticava: como assim, que horror, vc escreve uma tese sobre um filminho pra adolescentes?! Argh! E a conclusão que ela chegou é que Clueless é muuuito mais bem sucedido na transposição da ironia do livro para as telas do que Emma.
Nos EUA até hoje o pessoal vive um “culture war” entre ensinar o canone e o “low literature” (que também passa pelo canone cinematográfico). Mas essa é uma discussão tão modernista, tão século 20, tão last century, né? E acho que no Brasil não tivemos essa guerra cultural. Então falar de Emma e Jane Austen, ok, recebe o carimbinho do aceitável. Falar de Clueless, não.

Mica disse...

Sobre os gritos da Bella...acho que ela acorda gritando porque está realmente apavorada com a idéia da Vitoria vir atrás dela e sente-se insegura, ainda mais agora que o Edward se mandou. Além do que ela passou sim por uma situação de perigo tremendo ao ser atacada pelo vampiro lá e quase ter morrido (além do início das dores da transformação que não ocorreu porque Edward limpou seu sangue a tempo). Ou seja, os sonhos são uma resposta à experiência traumática que vivenciou e o medo que se repita e, dessa vez, sem o homem que ama e em quem confia ao seu lado.

É claro que estou deduzindo isso pelo que entendi do filme. Juro que não lembro das explicações no livro (li muita coisa depois de Lua Nova ano passado, pedir para eu lembrar de algo é loucura).

LIV disse...

OH MEU DEUS! é a história da minha vida então...todo mundo que comer Bella, menos quem ela quer que coma...hauhauahuah
é meio assim:
chego, toda bela e pimpona, e ele nem me olha...
ai:
-mor, me olha!
-que que tem?
-eu me arrumei toda ué, não to gata?
-é...tá...bonitinha....

ai eu vou pra faculdade, torço alguns pescoços e ouço alguns elogios(gosto muito) e todo tipo de impropérios (isso eu não gosto)

ahuahauh que saco!

Bárbara disse...

Eu sei que vocês não quiseram generalizar quanto ao fato de todas as adolescentes gostarem ou não de Crepúsculo. Só quis dar a opinião de alguém que "nada contra a corrente" :) Mas que MUITAS adolescentes por aí gostam da série, com certeza é verdade e eu não quis negar isso. Que eu saiba todas as garotas da minha classe amam, até as que eu jurariam que não tem esse estilo. No entanto, como eu não me dou bem com elas, não posso afirmar se são todas mesmo, só falo isso pelas centenas de livros da saga que eu vejo embaixo das mesas.

Mariana disse...

Faço das palavras da Bárbara as minhas...
Lola, você que tem tanta experiencia em critica de cinema e tal... achar os atores de crepusculo e lua nova bons?!?!?! como assim?!?!?! pra mim eles são todos pésssssimoooooooos e o pior é o robert pattison.

Isis disse...

Não entendo esse drama e muito menos essa fixação toda em torno da saga Crepúsculo... Mas eu assisti os dois filmes e com certeza assistirei os outros. Acho que o povo reclama demais.
Crepúsculo é uma saga sem pretensão, pra vc assistir, se divertir um pouco e pronto. Gente, é um filme ADOLESCENTE. E, considerando os filmes voltados pra essa faixa etária, Crepúsculo é muito bom.

Já os livros tenho vontade nenhuma de ler. Eu tenho uma ligação, uma entrega muito maior com livros - coisa que não necessariamente ocorre com filmes.

Roberta L. disse...

Eu comecei a ler o primeiro livro da série e até agora não vi machismo nenhum (mas, bem, eu ainda estou no capítulo 7, então isso não diz muito). Vi o primeiro filme, e não enxerguei machismo nele também.

Mas isso de criticar Crepúsculo, muitas gringas (americanas e britânicas)também fazem. Muita gente não gosta de Crepúsculo não só pelo machismo (lembro de uma que comentou que, em uma parte do livro, o vampiro chega a arrancar (?) o motor do carro da protagonista pra ela não ir a algum lugar, ou coisa parecida), mas também por argumentarem ser mal escrito. Tanto que, alguns meses atrás, quando alguém digitava 'Twilight is' no google, uma das primeiras opções que apareciam era 'poorly written'.

Assim, eu achei a linguagem bem fácil, BEM fácil mesmo, e tem umas certas repetições (tipo a protagonista repetir mil vezes o quanto o vampiro é lindo a cada página sempre com os mesmos adjetivos) mas, pô. Do jeito que eles falam parece que é A catástrofe literária do século.

E o mais bizarro é que no começo eu ainda via algumas brigas entre os fãs de Harry Potter x os fãs de Crepúsculo (hahaha). Tanto aqui quanto nos fóruns internacionais. Tudo questão de bem x mal escrito. Até o Stephen King entrou nessa, dizendo que ela realmente não é lá muito boa, e a Jô (escritora de HP) é melhor. (http://www.abril.com.br/noticias/diversao/stephen-king-diz-autora-crepusculo-nao-boa-escritora-419584.shtml)

Mas, bem, isso foge um pouquinho do assunto, já que estamos falando dos filmes. É que eu queria esclarecer isso de o preconceito não ser só no Brasil e tal.

Patty Martins disse...

Sobre os pesadelos da Bella.
Os pesadelos dela não eram por causa da Victoria, mesmo porque nessa altura ela nem sabia que a vampira estava à sua caça.
Os pesadelos eram ocasionados pela dor da perda do seu grande amor. No filme não mostra, mas o seu sonho era que ela estava na floresta, procurando algo, mas não sabia o que era. Então, num certo momento, depois de muito procurar, ela percebe que não havia nada para achar e então começa a gritar, desesperada. Um símbolo pelo que o Edward disse quando foi embora: que seria como ele nunca houvesse existido. Esse era o pesadelo dela, que ela acabasse esquecendo dele.
Ao contrário de muitos que acharam engraçado, achei os gritos da Bella no filme angustiantes, foi o momento em que mais me emocionei. Talvez por ter lido os livros e entendido o sofrimento que Bella estava sentindo.

Mica disse...

Pois é, Patty, eu tinha a sensação de que no livro os motivos dos sonhos eram diferentes, mas não lembrava com exatidão. Entretanto no filme a sensação que se tem é a de que ela está tendo pesadelos por conta do medo e não por se sentir sozinha e abandonada. Acho que foi intencional para não soar tão ridículo os gritos... (embora, cá entre nós, já tive sonhos onde pessoas queridas morreram ou que eu me encontrava totalmente sozinha e a dor que eu senti, o desespero que eu senti ao acordar foi tão esmagador que eu passei os dias inteiros mal, então meio que dá para entender a manifestações noturnas da Bella).

Well Bernard disse...

Ainda acho que a Bella deveria ter ficado com o lobinho lá. Bem gato e bronzeado!

érica angélica disse...

Lola, ainda não vi Lua Nova, mas se Crepúsculo é o que é, é graças à roteirista feminista Melissa Rosenberg. Aqui tem uma entrevista em que ela fala sobre o processo de criação do roteiro da saga: http://www.twilighters.com.br/hitfix-entrevista-melissa-rosenberg/

"(...) o que está se tornando muito mais importante ou igualmente importante são os fãs agora e tantos deles são garotas jovens e será um momento em suas vidas que eles vão lembrar quando crescerem e diram ‘Oh Deus, eu lembro aquela vez que eu assisti ‘Star Wars’ ou seja lá que diabos era, sabe? E eles vão lembrar disso. E então eles vêm e eu os encontro em eventos [de fãs] e vejo o deslumbre em seus olhos e me torno muito mais consciente da mensagem que estou colocando aí fora. O que eu estou comunicando a eles? Que tipo de modelo isso é para eles? Quero dizer, eles podem até não entender isso intelectualmente, mas isso fica com eles. Sabe? Se torna uma parte de quem eles são, então estou muito consciente de Bella como um modelo. Estou muito consciente do filme tendo um efeito na vida de jovens garotas. Como uma feminista, isso é realmente importante para mim, ser responsável em relação a isso e eu sei que isso soa muito honesto – honesto demais – mas é meio que importante."

Já no livro, a história é diferente. A personagem é completamente passiva, fraca e dependente. Vive um relacionamento completamente dominador com Edward, e essa possessividade - que bem sabemos é só a velha visão da mulher como propriedade do homem - é vendida pela escritora e encarada pelas leitoras como AMOR VERDADEIRO. Ela é tão frágil, que chega a tropeçar a todo momento, cair no chão mesmo, e Edward decide que para protege-la até de si mesma o melhor a fazer é VIGIÁ-LA constantemente, inclusive quando ela está dormindo - e sem a permissão ou até consciência dela, claro -; ele a PROIBE de visitar Jacob, o que ela aceita até certo ponto; ele chega a FURAR OS PNEUS do carro dela para que ela não saia de casa por "medo dela se machucar". A menina chega a tentar SE MATAR só para ouvir a voz dele. E, no quarto volume, quando ela passa por uma gravidez que põe seriamente em risco sua vida, o livro vira uma grande campanha anti-aborto.

Eu pessoalmente acho tanto os livros quanto os filmes bem fracos, mas se a personagem muda minimamente suas atitudes em relação ao livro é graças à roteirista, que tem consciência do pepino que tem nas mãos. Em alguns momentos o feminismo da Bella é até risível (como naquela cena no 1o filme em que ela encoraja a amiga a ir convidar o menino, dizendo que ela é uma mulher forte e independente), pois não condiz com as outras atitudes da personagem. No entanto, acho muito válido qualquer esforço para fazer as meninas verem que elas tem o direito a fazer suas próprias escolhas, que elas podem sim querer transar com os namorados e isso não faz delas mulheres piores, etc. Fico feliz em ver que, pelo menos nesse aspecto, o filme conseguiu se distanciar da visão moralista e machista SIM que permeia o livro.

disse...

É minha primeira vez que eu apareço aqui, mas esse seu texto me chamou a atenção.
Diferente das adolecentes que comentaram (que eu vi pelo menos) aqui, eu gosto da serie. E depois de ler o seu post entendo porque meu namorado saiu revoldado da sala de cinema.
Não sei se já comentaram aqui, mas o garoto passa mal no cinema porque ele pego uma doença intestinal , que uma das meninas que ia ver o filme junto estava. Depois disso, no livro, Jacob também passa mal e falam pra Bella que é pelo mesmo motivo, mas na verdade ele esta se transformando.
Como Harry Potter, eu prefiro ler o livro antes de assistir o filme, mas é torturante.Porque você ve o que o roteirista tira, que pra quem não leu faria sentido.

Deborah disse...

Oi Lola sou sua grande fã e toda vez que posso vejo os seus comentarios e hoje 11/12/2009 vi que você falou sobre crepúsculo lua nova e tambem concordo em algumas coisas com você eu adoro crepúsculo lua nova mas o que eu não entendi foi tambem que o filme tenha acabado com victoria, a vampira do mal. Bem, podia ter sido com um beijo de edward e bela mas com victoria não. Bem, vamos falar de coisas interessantes de crepúsculo, a saga. bem como que dois homens daqueles se apaixonar por uma menina tão feia... uma amiga minha tem o livro eclipse e parece que no livro jacob vai dar um beijo em bela porque antes ela nunca deixava, né? e parece que ela vai deixar dessa vez e edward ai ver. então vai ser briga na certa. e em amanhecer parece que bela realmente vai se transformar em vampira. adorei falar com você Lola bjo.

Deborah disse...

Lola não achei massista.

~ Alice ~ disse...

Lola, é a primeira vez que te mandarei um comentário. Não pude deixar de me pronunciar sendo Crepúsculo o assunto, rs.

Eu acho Crepúsculo machista, sim. Tenho 19 anos, NÃO sabia que a autora era mórmon ou o que quer que seja e isso nunca fez diferença para mim.

Os livros de fato são muito mais completos do que os filmes, então, sem ler, talvez você não pegue algumas coisas, mas enfim.

Cheguei até a ler uma postagem sobre o machismo de Crepe (que acho que foi aqui,mesmo),e acho que cada coisa tem razão em ser dita. Uma delas era, por exemplo, o fato do Charlie não saber cozinhar nada, morando sozinho por sabe-se lá quanto tempo. A Bella que toma conta dele e tudo o mais. Também nenhuma mulher de Crepe trabalha.

Acho que uma coisa que também tenho contra Crepe é que é tudo muito mal-trabalhado, MESMO para uma história juvenil.

Digo, a Bella não convence. TEORICAMENTE, ela vai para Forks porque ela é muito boa filha e não aguenta mais ver a mãe sofrer, e ela é alguém que sacrifica a própria felicidade em prol dos outros. TEORICAMENTE, ela é fora do padrão e - segundos os livros - considerada meio esquisita. Ah, ela também é extremamente preocupada com o futuro e com ir para uma faculdade. Mas ela:

- Submete toda a sua existência para ficar com um cara, abrindo mão da família, dos amigos e da tão preciosa faculdade
- Na história inteira, chama a atenção de uns 20 caras (hipérbole, ops, rs)
- No livro, há situações muito falhas de tentar fazer a Bella parecer inteligente, como o fato dela só ler clássicos e fazer altas análises sobre cada um
- Não se impõe em NENHUMA vez na história TODA! A não ser, claro, sobre transar com o Edward e virar uma vampira.

Tenho muitas e muitas críticas à história toda e poderia escrever até demais, por isso me controlarei e meio que ficarei por aqui. Não sei se dará para entender tudo que eu quis dizer, mas enfim ^^