segunda-feira, 11 de maio de 2009

AS CONFISSÕES DE MARIA MARIANA SOBRE MATERNIDADE E CUECAS SUJAS

O incrível leme que afundou.

Maria Mariana acabou de lançar Confissões de Mãe, e por isso está sendo bastante entrevistada. A Marjoriehavia escrito sobre as vastas besteiras que a autora de Confissões de Adolescente andou falando, e ontem ela redigiu um post muito parecido com este daqui. Aqui eu só comento as declarações que MM deu pra revista Época desta semana.

Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor.” Preciso comentar isso? É um absurdo sem tamanho. Aqui no blog, através de guest posts, já tratei de questionar a “naturalidade” que existe no Brasil (entre mulheres de classe média) de fazer cesareana. É algo cultural que merece discussão, pois os índices de cesáreas por aqui são muito mais altos que nos países ricos (eu gosto de questionar qualquer coisa que seja vista como a norma). Mas daí a dizer que quem tem parto natural é mãe melhor é um abismo. Mesmo sem ser mãe e sem nunca querer ser mãe, acredito que esses conceitos de “boa mãe” e “mãe má” devem ser eliminados. Tipo: amamentação é ótima pra criança, mas dizer que não amamentar faz de alguém uma mãe ruim é criar um complexo pra quem não consegue amamentar que eu recuso. Sem falar que a declaração da MM quanto à classificação de mães em melhores e piores implica que mães adotivas, por exemplo, são necessariamente mães piores, pois não pariram. Vai passear, né?

Amamentar não é um detalhe, é para a mãe que merece.” Como assim, merece? O que a mulher precisa fazer pra merecer amamentar? Tem que ser abençoada?

Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto. Isso é parecido com o que o Tom Cruise disse (e foi praticamente linchado) quando a Brooke Shields admitiu ter tido depressão pós-parto. Essa depressão é um tabu, porque anda junto com a noção que a maior realização de uma mulher é ser mãe, então como que a ingrata pode sentir-se deprimida após receber essa dádiva de Deus? Esse tabu precisa ser discutido pra deixar de ser tabu. Montes de mulheres sofrem depressão pós-parto, e condená-las é uma incrível falta de humanidade.

Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.” Como mulher e feminista que tem orgulho em se declarar feminista, fico indignada com uma declaração dessas. Primeiro, porque crer que homens e mulheres têm funções no mundo é crer em determinismo, em destino, na impossibilidade de mudanças. E é também dizer que, se eu não sou mãe, sou uma anomalia da natureza, pois estou rejeitando minha função. Isso de “homem manda, mulher aconselha” é péssimo pra todo mundo. Pra homens, mulheres e crianças. E este ainda é o modelo adotado na nossa sociedade. É o único modelo testado. Se funcionasse, o planeta estaria um tantinho melhor, não?

Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização.” Se hoje as mulheres podem escolher entre ficar em casa e cuidar dos filhos ou trabalhar fora (e inclusive não ter filhos), é por causa de um movimento social revolucionário chamado feminismo. Claro que aqui vai um adendo: esse dilema entre trabalhar fora ou cuidar dos filhos só existe pra mulheres de classe média pra cima. Mulher pobre não tem escolha, não. Tem que trabalhar e cuidar dos filhos. As feministas são a favor do direito de escolher. Feminista não condena mulher que opta por abdicar do trabalho profissional. O que é condenável é o uso que Maria Mariana faz de termos como “homem e mulher”. O que é ser homem? O que é ser mulher? Pra MM, ser mulher é ter filhos e cuidar da casa, e ser homem é tomar o leme. A gente quer mesmo essa camisa de força? Ou a gente quer liberdade pra poder ser e fazer o que quiser? E essa liberdade de escolha inclui que os homens possam optar por cuidar dos filhos e da casa enquanto a mulher trabalha fora. Notou como isso ainda tá longe de acontecer?

Apanhar cueca suja que o marido deixa no chão é um aprendizado de paciência e dedicação. As pessoas pensam em união apenas como o espaço da alegria, do conforto. Casamento é embate, negociação e paciência. É preciso insistir e vencer. Saber que não se muda o outro. É preciso mudar a nós mesmos.” Ahhhh! Isso, marido é um bicho tão inútil que não consegue aprender a colocar a cueca suja no tanque, ou a lavar suas próprias cuecas. Cabe às mulheres aceitarem essas limitações masculinas. (O que eu acho mais legal é que a mesma mente brilhante que considera que os homens têm raciocínio mais frio e merecem estar no comando prega que eles são incapazes de aprender tarefas simples, como levar uma cueca suja do ponto A ao ponto B).
O lado bom é que, até pouco tempo, essas ideias maria marianescas eram a norma. Agora elas são vistas como polêmicas. Já é um avanço.

80 comentários:

Paola disse...

Rá!
Ela leu todas as edições do Jornal da Moças, não é possível, tão novinha e tão retrogradazinha!
No mínimo esquisito, ela filha do Domingos Oliveira, falando uma babaquice dessas? Incluindo a outra maior, a gravidez foi planejada, conheceu o marido e engravidou UM MES depois de se conhecerem.
Alguém avisa que ela está sim com depressão pós-parto, e está se estendendo demais... A entrevista na isto é, é de chorar!
Aliás, pela entrevista dá prá fazer um estudo de caso, ela está louca, isso sim!

Beijo
Paola

Adriana Calábria disse...

Fala sério!

Como é que uma criatura que nasceu e foi criada em plena revolução sexual e cultural que atingiu o mundo nos últimos quarenta anos pode pensar assim?

Mentalidade arcaica, no mínimo!


Vai ver a Maria Mariana também acha que Depressão é apenas um estado de espírito e não doença, e quem não se livra dela é porque é fraco.

sei não...

Bjsss

Shoujofan disse...

Lola, acho que este foi seu post que mais gostei. Eu já tinha me indignado quando li sobre este livrinho na Folha de São Paulo. Eu assistia confissões de adolescente e era (ERA!) fã da Maria Mariana.

Essa virada que ela deu neste livrinho é um horror e por tudo o que você bem pontuou (*alimentar a culpa nas mulheres, o determinismo, a alienação, o reforço do patriarcado como norma, a questão da amamentação, da depressão pós-parto, etc, etc.*), eu espero que este troço só cause polêmica, e tome muitas críticas. O problema é que eu já ouço algumas palmas. Será que quem escreve este tipo de elogio leu as partes “sujas”? Acho que não.

Obrigada por ter pontuado o que escapa a algumas feministas: mulheres pobres e miseráveis não têm escolha. Querendo ou não querendo, elas não podem ter esta “dádiva” que é ficar em casa enquanto o maridinho sai para caçar. Enfim, obrigada por este ótimo texto. Vou recomendá-lo no meu blog tão logo termine de postar esta mensagem.

Srta.T disse...

Ih, e você chegou a ler a reportagem que a Folha fez com ela dia 27 de abril? Já tava ruim, mas nessa da Época ela foi ladeira abaixo. Olha uma das demonstrações de genialidade:

Nas suas novas “Confissões”, Maria Mariana diz acreditar que só tem filho por parto normal as mulheres que “merecem” e que eventuais dificuldades para amamentar o bebê surgem para quem não estão [sic] dando “o devido valor a seu lugar de mãe”.Pois é, nem as dores de um parto normal são pra todas, só para algumas poucas abençõadas. Escrevi uma cartinha do coração pro Painel do Leitor da Folha comentando a reportagem, mas é óbvio que não publicaram. Não sei se vale a pena gastar minhas pontas dos dedos escrevendo pra Época também. Na verdade, é tão absurdo que tô achando que é uma jogada de marketing, pra chamar a atenção. Afinal, quem ouviu falar de Maria Mariana desde "Confissões de Adolescente"?

asnalfa disse...

Gente... o que essa Maria Mariana contribuiu pra sociedade??? pra mim ela ficou na Idade Media... que cabecinha taaao limitada... Se vc clicar em "ler todos os comentarios", tem uma pessoa q diz q essa MM fez aborto aos 17 anos e disse que foi natural como fazer xixi.
Pq esa mudanca tao radical???

Giovanni Gouveia disse...

Sobre Cesáreas e Parto Normal:

http://www.partodoprincipio.com.br/smrn2009.html

lola aronovich disse...

Paola, pois é, fiquei chocada com essa parte também. MM diz que todas as vezes que engravidou houve planejamento, mas que engravidou do primeiro filho UM MÊS depois de conhecer o futuro marido. Hã? Super planejamento, né?


Adri, tem algumas pessoas que retrocedem. E até faz sentido: às vezes, os pais são muito prafrentex, e o filho fica sendo ultraconservador apenas pra ser do contra. É bem parecido com o filho de pais conservadores que vira rebelde. Imagino que isso que tenha acontecido com a MM.

lola aronovich disse...

Shoujofan, eu tb era fã de Confissões de Adolescente. Era bem fofinho o troço. Quanto às besteiras que ela anda falando, sempre vai ter gente pra aplaudir. Ainda tem muita gente que concorda com isso. Mas nos comentários lá na Época a grande maioria tá revoltada (ontem de manhã, quando escrevi este post, também escrevi um curtinho sobre os comentários. Sai amanhã). Isso de diferenciar mulheres pobres de mulheres de classe média é importante. O feminismo é um movimento da classe média. Claro que as mudanças afetam todas as classes sociais, mas as reivindicações são diferentes. Não dá pra ignorar isso.


Srta T, não, não li essa da Folha, só o post que a Marjorie escreveu a respeito. A Marj comentou que tava cheio de erros de português, né? É chato pruma escritora. Lá no site da Época há vários comentários contra a entrevista. O pessoal tá se manifestando. Alguns devem sair na revista impressa...

lola aronovich disse...

Asnalfa, “contribuir pra sociedade” é um conceito muito relativo. E só porque uma pessoa disse nos comentários que MM fez aborto com naturalidade não quer dizer que isso seja verdade. MM fez um aborto, pelo que eu me lembro de Confissões de Adolescente, que era um programa muito bom. Mas duvido que tenha sido “natural como fazer xixi”.


Então, Gio, é um problema o Brasil ter institucionalizado a cesárea. Cesáreas são a norma aqui entre mulheres de classe média. Quase 80% dos partos no setor privado são cesareanas. E no SUS, mais de 27%. A OMS recomenda 15%. Isso tem que ser discutido - sem, óbvio, condenar as mulheres que optam por fazer cesareanas.

Shoujofan disse...

Eu tinha lido a matéria da Folha, mas ainda tinha esperança que fosse exagero.

Ah, Lola, meu nome é Valéria. ^_^ E o post apontando apra o seu já está lá no meu blog.

Má disse...

Bom dia LOla!
Comentei isso tb no blog da Marjorie, e o que é bem curisoso é o retrocesso da filha, comparado aos pais né..
Também tenho pais que foram hippies e tal, e uma das características de filhos assim é uma liberdade tão maior que o de famílias conservadoras poxa..
Pior que conheço filhos que se tornaram tb caretas tendo pais assim. Talvez a vontade de negação, ou a pressão do conservadorismo da sociedade seja maior, ou burrice mesmo..

O que é mais revoltante p mim, é a cobertura que isso tem.
Idéias assim totalitárias é uma má influência que não deveriam ter espaços, mesmo porque além de opiniões pessoais, elas estão equivocadas (sobre feminismo, sobre depressão, sobre a natureza humana) isso certamente irá ser lido por tanta gente em formação...

Não são só opiniões dela, ao ser editado em livro, isso é uma posição política veiculada em GRANDE escala. Para ser lido por milhares....

Triste mesmo..

( ah, O filme Yerma, faz um tempo sei que tinha em formato de vhs em locadoras, talvez se encontre na internet. Vale a pena ver! Retrata, entre outras coisas, da opressão de a mulher TER que ter filhos. E as sevillanas cataroladas por essas mulheres é tão triste e emociona!)

Abraços!

Suzana Elvas disse...

O que ela diz ou escreve... Bom, o que ela diz não deveria ser escrito. Nunca vi tanta asneira junta - e, sinceramente, tenho pena dos filhos dela.

Eu fiz duas cesárias por necessidade mas amamentei minhas filhas até quase dois anos - mereci ou não? Ganhei meia estrelinha? Meu quadro de medalhas agora ficou muito confuso!

marjorierodrigues disse...

Nossa, Lola, muito obrigada por ter falado do determinismo. Que é o que é mais me incomoda -- e não é só a Maria Mariana que diz essas coisas. Maitê Proença também andou falando asneiras parecidas. Disse: "homem e mulher são como pé esquerdo e pé direito -- eu acharia estranhíssimo chegar em casa e ver meu marido lavando louça". É de matar.

Eu fico abismada pelo determinismo ainda ser um discurso corrente. Ninguém mais diz que "país X é subdesenvolvido por causa do clima". Ou que "pessoa X é pobre porque é negra". Porque já ficou mais do que claro que isso não tem base nenhuma, é puro preconceito. No entanto, com as mulheres, o determinismo pseudobiológico ainda reina forte. Só porque somos nós quem carregamos os bebês, então temos de ser restritas à reprodução. Péra lá, né? Fascismo total. Eu sou um organismo completo, não apenas um sistema reprodutor. A capacidade de gerar filhos é apenas UMA das capacidades das mulheres. Assim como a fertilidade também é apenas UM dos atributos dos homens. É tão óbvio isso, né? O que temos de fazer para as pessoas entenderem?

E, se vc vir os comentários do post da Época, tem gente dizendo "concordo com a MM em parte. Porque homens e mulheres são diferentes". Ou: "não sou feminista. Homens e mulheres são diferentes". Quando se discutiu feminismo com o pessoal da lista de e-mails da minha faculdade, também teve anta que diz isso. E eu fico puta porque esse "diferente" contém tanta coisa. Como não dá para negar que homens e mulheres sejam mesmo diferentes (afinal, oi, somos uma espécie com dimorfismo sexual), o cara cai num truísmo, na esfera do indiscutível. E, se vc tenta negar isso, parece um pateta. Esse "diferente" é uma estratégia retórica dos machistas.

Porque, não se está apontando somente a diferença. Se a pessoa se opõe ao feminismo porque "homens e mulheres são diferentes", então este "diferente" significa uma naturalização, uma biologização da falta do acesso ao poder. Só que dita de uma forma mais aceitável. Ninguém mais aceita que se diga com todas as letras: "as mulheres são inferiores". Então, troca-se o "inferior" pelo "diferente". Mas o discurso é o mesmo.

Outra coisa que tb me deixa puta da vida é a implicação de que tudo que é diferente merece ter menos poder. Essa frase, por si só, já crrega muita intolerância. Ora, dicurso contra a xenofobia, a homofobia, o racismo, o ageism, o ableism, etc etc... São todos discurso de aceitação do diferente. Da celebração da diferença. Nessas de dizer "são diferentes, não dá para mudar", as pessoas denunciam que não aceitam nada com que não estejam acostumadas.

Flor Juliete disse...

Peraí, deixa eu pegar meu queixo no chão...
Inacreditável!
Eu também assistia Confissões de adolescente e ainda me lembro de algumas cenas marcantes no sentido de tentar definir o que é mulher. Lembro de uma em que a personagem de Deborah Secco (que era bem molecona e espontânea na série) ser levada pelas irmãs mais velhas ao cabeleireiro, depiladora, etc para se preparar para um encontro amoroso com um rapazinho... (ela não podia conseguir namorado de bermudão e boné, né?) oras que patifaria!
Agora essa me surpreendeu, pois a MM sempre me pareceu "pra frentex".
É lamentável.
Sou mãe e já percebi que sou uma mãe alienígena, pois luto para que minha filha se contamine o menos possível com esses "ser mulher" vomitados por aí. E não é tarefa fácil, pois a esmagadora maioria das pessoas costumam dizer que estou exagerando.
Aí vem uma dessas prestar essa ajuda ^^.
Não tenho paciência pra recolher cuecas e nem tenho paciência com quem recolhe.
Absurdo, absurdo...

Srta.T disse...

Se rolar evento de autógrafo desse livreto, sou capaz de aparecer lá com um leme de presente pra MM. E ainda falo: "Olha, só pra você experimentar o que é assumir o leme do barco... acho que nunca fez isso, né? Mas é bom!"

Giovanni Gouveia disse...

De forma alguma, Lola, os homens da "sub-espécie" (prestenção nas aspas, e na ironia) médica decidiram que o parto não era mais poder das mulheres, e sim uma patologia, portanto especialização médica.

Noutras palavras, não negando a importância da cesareana como avanço médico, achar que que "faz" o parto é o médico (indo de encontro até contra a lei de gravidade, colocando as mulheres para parirem deitadas) foi a tentativa mais bem sucedida de desempoderar as mulheres. Ou seja, até o que de fisiológico é poder único das mulheres deveria ser tirado. "Às mulheres não é possível nenhum poder"...

Obs: Sei que há discordâncias sobre essa opinião, mas também há muita convergência...

Anônimo disse...

Uma coisa é a moça PREFERIR ser só mamãe e dona-de-casa e viver livremente essa opção/escolha que é só dela. OUTRA COISA MUITO DIFERENTE É A ARROGANTE DA GAROTA DECLARAR QUE A SUA OPÇÃO É MAIS VÁLIDA QUE AS OUTRAS.
Sério, essa fulana se acha demais; vive numa redoma, num mundinho supostamente perfeito com maridinho e 4 filhinhos e pensa que é melhor que os outros por causa disso. Alguém devia avisar a ela que o mundo se estende além de seu horizonte classe média carioca...

É muito preocupante saber que muita gente vai ler esse catatau de baboseiras e achar bonito. E que grande parte do povo aplaude qualquer besteira que se diga em livro, internet ou TV...

Preocupante também é saber que essa mulher vai criar os 4 filhos de forma machista. Tomaram que algum dia eles se rebelem contra esse patriarcado em que estãos endo criados.

Bia Alcure

Gabixi disse...

Nossa, esse foi o melhor post da historia =D ehuahueha mto bom, nossa eu nem consigo entender o que passa na cabeça de uma pessoa assim... enfim... ela q se divirta catando roupa suja e sei la mais o que...

Mudando um poquinho de assunto.
Li na Galileu (a última): cerca de 40% das brigas de casais no interior de carros acontece quando ela esta ao volante, sendo criticada por ele.

o.O

Beijos!

Giovanni Gouveia disse...

GAbixi, talvez seja por isso que eu e minha companheira não brigamos, amenos que quiséssemos brigar com o motorista do ônibus... :D

Giovanni Gouveia disse...

*A menos...

Mari Biddle disse...

Quem é Maria Mariana? De onde saiu tanta baboseira?Eu tive que ler e reler para acreditar no que eu tava lendo! Tô boba com tanta declaração reacionária...

dani disse...

prefiro nem comentar as barbaridades que MM falou...meus cabelos estão de pé!!!
lola, sei que não tem nada a ver com o post, mas tem a ver com a pesquisa sobre propaganda que vc está fazendo. esses dias peguei a playboy do mês de abril/09 e vi a propaganda do punto(fiat)...em resumo, mostra três carros e sobre cada um deles um dizer;o primeiro é ideal prá buscar o filho na escola, o segundo prá buscar a mulher e o terceiro(o esportivo) prá buscar a amante...

sem comentários...
p.s: sempre li seu blog mas é a primeira vez que comento!!!

L. Archilla disse...

Será uma maldição acometida às ex-atrizes de Confissões de Adolescente?

A Diana virou... a Maria Mariana.

A Carol virou... a Débora Secco (q além de péssima atriz vira e mexe dá declarações machistas tb)

A Natália virou... atriz do Zorra Total! (não sei se ainda é)

E a Bárbara sumiu... (que eu saiba)

Macbeth tupiniquim!

Chris disse...

Gente, essa mulher (não dá mais para chamá-la de adolescente) é de uma burrice ímpar. Coitados de seus filhos.
PQP.
Quantas mães que por uma razão ou outra não puderam ter PN, não conseguiram amamentar e hoje são excelentes mães?
Ô critura escrot@, por favor.
Beijocas a todos, ótima semana!

Elaine disse...

Olá!
Fiquei pensando que parece mesmo que a estupidez não acaba nunca. Catar cueca suja para exercitar paciência? Fala sério, isso deve ser jogada publicitária para vender livrinho...
Só tem parto normal quem merece; Só amamente quem merece? E qual é o critério? Ser evoluída espiritualmente? Quanta bobagem...E como uma escritora promissora vira uma doida varrida? Será que filhos, casamento e cuecas afetaram tanto assim o juízo dela?
E é mentira que a mulher só se realiza na maternidade. E é preconceito. E quem não pode engravidar? Deve se atirar na linha do trem? Sim, porque quem não quer filhos é um monstro de acordo com a doida...
E ese papo de que a mulher nasceu para cuidar da casa e dos filhos é coisa de mulher oprimida e de mentalidade tacanha. Se ela preferir e puder ficar em casa, beleza.SE quiser trabalhar, beleza.Liberdade é isso, é decidir e não nascer com a vida pré-decidida.
Se eu, que não sou feminista fico possessa com baboseiras assim, calculo você, Lola.

Ju R. disse...

a gente assina a época aqui em casa. saiu uma entrevista com ela e tive vontade de vomitar quando li.

sabe, eu não condeno quem escolhe abandonar a carreira pra ser mãe, tem gente que tem mesmo vocação pra ter filhos e o faz com perfeição.
mas ela enfiou os pés pelas mãos mesmo! gostava tanto dela...

Srta.T disse...

Engraçado também ela criticar quem opta por não se casar, dizendo que tal pessoa “não desenvolve aprendizados que o casamento dá”. Logo em seguida, diz que apanhar cueca suja jogada pelo chão é um “aprendizado”. Bom, disso dá pra depreender duas coisas: ou o marido dela é estúpido, porque não foi capaz de aprender a recolher e lavar as próprias cuecas (cadê o “aprendizado” do casamento?), ou ela está fazendo uma “leve” confusão entre aprendizado e submissão.

Gustavo C. disse...

Realmente, "confissões" infelizes..

Samantha disse...

Ela demonstra ser uma pessoa muito insegura, pois precisa dizer aos quatro ventos que "sua forma de vida é maravilhosa e a única feliz".

Sobre 'ser mae' na concepcao dela, ate estava comentando hj no twitter algo igual ao q vc disse aqui, Lola: e as maes adotivas? E os casais homossexuais que adotam criancas?

Me parece que ela vive tanto em seu "mundinho fechado" que não percebeu a pluraridade do mundo. Uma pena mesmo.

Nada contra deixar a carreira para cuidar dos filhos. No caso dela, ela pôde se dar ao luxo de escolher isto. O que ela precisaria perceber, é q esta não é a realidade comum a todas.

Será q ela não tem uma diarista, babá, empregada doméstica, etc? Será q ela não se deu conta q essas profissionais muitas vezes PRECISAM ficar longe dos seus filhos para sustentá-los? Poxa vida, será q ela nao conseguiu olhar um pouquinho para o lado e perceber q o mundo é grande?

Masegui disse...

Minha patroa fez duas cesarianas e não amamentou. Ela tem os bicos dos seios invertidos e o leite não saía. Tentei com a boca, com aquela maquininha, fizemos de tudo. O peito enorme, cheio e nada pôde ser feito.

Os meninos (+ de 20 anos) estão grandes, fortes, saudáveis... como pode? não consigo entender!

Vou agora mesmo dizer pra patroa que ela é um zero à esquerda e que deve parar de rir, que a felicidade dela é um engano, já que não teve parto normal e nem amamentou.

Obrigado meu Deus por ter olhos e ouvidos pra ler e ouvir estas coisas!

Masegui disse...

Ah, esqueci de dizer: minha patroa, a infeliz, não recolhe minhas cuecas.
Mas a culpa é minha... a partir de hoje vou deixar tudo espalhado pra que ela seja mais feliz, tadinha.

Dreamer disse...

Nossa Lola, estou com nojo dessa Maria Mariana, nojo! Que zinha é essa???????? Tipo, algumas mulheres realmente não conseguem amamentar e se sentem culpadas. Imagina ainda se sentirem culpadas porque não seriam mães melhores?
E sensacional como você abordou a questão da escolha (entre ficar em casa cuidado dos filhos e trabalhar). Concordo com você. Não só nesse ponto, mas em vários outros, só da classe média (que já pobre!) para cima que essa merda de "escolha" exite. Sabe aquele zé povinho que vê uma pessoa passando fome e comenta: por que não estudou e não se oferece para fazer faxina? Tipo, como se tivesse escola bem legal no semi-árido nordestino e caso a pessoa fosse fazer faxina ela iria mudar de classe social! Escolha, um mito. Adorei sei post. Essa Maria Mariana é uma imbecil, quando eu era adolescente já tinha raiva daquelas baboseiras, daqueles problemas de adolescente do Leblon. Lembro até de um trecho do livro e da peça em que uma das idiotinhas fumam maconham pela primeira vez e saem com a toalha na cabeça. Oh, que divertido!

L. M. de Souza disse...

que barato. por isso que acho que o feminismo é uma furada. nem mesmo as mulheres acreditam nele. elas querem mesmo é lavar cueca suja e esperar o marido com a janta pronta. pior é que tem muita mulher que pensa assim. mas o bom é que na maioria dos casos, essas tongas ficam com aqueles outros tongos que acham que lugar de mulher é na cozinha, entao tá tudo certo.

Barbara disse...

Olha so que beleza essa materia: http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI3747581-EI1141,00.html

Curso na Italia para ensinar homens a cuidar da casa. Por causa da igualdade entre os sexos? Nao! Por causa do grande numero de divorcios!!!

Eu mereco? Quem eh essa reporter (Assimina Vlahou) que nem para questionar as atrocidades que o povo falou? A materia da a entender que trabalho domestico eh sim coisa de mulher.

Ai meus sais.

Vou ali recolher umas cuecas sujas do marido e ja volto.

Serge Renine disse...

Aronovich:

Assino em baixo de tudo (o parto normal, amamentação no peito, etc.) que você falou. Como feminista você tem toda razão.

Agora, sobre a Maria Mariana: essa mulher, ou seria menina, é um espanto! Na adolescência escreveu uma séria ótima, agora, já mais velha sabe exatamente o papel da mulher na sociedade, a despeito dos movimentos feministas que são respeitáveis, mas anódinos na prática. Tudo pode ainda mudar, mas efetivamente, não mudou.

Nunca vi tanta perspicácia e coragem para expor tais idéias. Muitos homens, uns 95% deles, vão fazer uma estátua pra ela, a Maria Mariana. Parabéns!

PS. Sobre a cueca: realmente é um exagero um homem jogar sua cueca no chão e não pegar. Coisa de gente sem educação, respeito e sensiblidade para com o companheiro; mas, um dia, a Zelai Gatai, perguntada por uma repórter, que falava sobre a longa convivência dela com o Jorge Amado, sobre o que fazia quando ele deixava uma tolha molhada sobre a cama, se ela ficava brava, ela respondeu simplesmente: “ Se ele deixar uma tolha molhada sobre a cama eu pego; a vida é muito boa para arrumar encrenca por causa de bobagem". A Zélia Gatai, também, entendia o papel da mulher, na prática.

Tina Lopes disse...

Acho que ela surtou. Chegando aos 40, com 4 filhos, vivendo só pra recolher cueca e fazer o jogo-do-contente, deve dar uma depressão. Deve ter se perguntado “o que fiz da minha vida??? Cadê o glamour???” e algum amigo falou, oh, fofa, você é tão boa mãe, tão boa esposa, por que não escreve sobre isso pra voltar a aparecer, que é o que você realmente gosta? Afinal, editora pra vender porcaria com polêmica sempre vai existir, ainda mais se a moça tem meia dúzia de fãs. Papel aceita tudo, não é o que dizem? Tem livro de neonazista, de big brother, de receitas de soja (opa, disso eu gosto). Talvez devamos deixá-la recolher-se à sua insignificância. Sei que é difícil ignorar tamanha idiotice, mas ela é uma patricinha frustrada que renega e ofende milhões de mulheres que seguram o leme de seus lares no Brasil. E o fazem bem, tanto é que tem o lance da casa própria, que o financiamento sai no nome da mulher e não do homem. Mas claro que dá vontade de ir numa tarde de autógrafos jogar cuecas na moça, ou levar um leme (ótima idéia, T.).
Só fico chateada com os comentários sobre o quanto ela decepciona o pai, por ter saído o oposto – ele, um bon vivant de cabeça aberta e ela, praticamente uma mórmon. Daí um monte de gente diz, “é por isso que não quero ter filhos”. Mas é isso que é interessante em ter filho. Você cria, ensina, mas não determina. Ele pode te decepcionar e também pode ser a maior alegria da sua vida. A própria MM já foi razão de orgulho pro pai, que hoje – ela mesma diz – não a entende. Se é pra fazer laqueadura porque não pode decidir o futuro do filho, então bora fazer mesmo. Porque a humanidade é doida. Quem sabe as filhas dela não vão morrer de vergonha da mãe, no futuro?

Gabriela Martins disse...

Se meu futuro marido for depender de mim pra recolher cueca e roupa suja pela casa, ai dele. Prefiro me separar, que aí é um copo e um prato a menos pra lavar depois do almoço...

Vitor Ferreira disse...

Eu gostava de Confissões de Adolescente, e essa mulher sumiu! Agora já entendi, ela foi assumir o papel de Amélia que papai-do-céu a delegou. Que bom que ela gosta...

Anônimo disse...

Oi Lola!Oi mães!Tô voltando da Ilha de SC onde estive na festa de
minha mãe que já é bisa e adora discutir literatura, cinema e teatro com os 5 rapazes e as cinco moças que são seus netos. Ela viu a peça quando MM encenou naquela época e leu o livro das Confissões.
Geeeeeeeeeeeeeente! Kicodiloco tá essa menina ... a MM !!!
Talvez o Domingos (baita ator e diretor) consiga suportar no sentido de perdoar, mas sendo mulher eu ficaria
arrasada vendo uma filha, ou um filho, dizer coisas do tipo. Acho que eu teria sim uma Grande Depressão bem pós, muito após, o parto meeeeeeeessssssmo. Lola o post é super oportuno e adorei o comentário de Tina Lopes.
Fatima/Laguna

Leila Silva disse...

Em que século mesmo este livro foi escrito?

Amanda disse...

Nem vou comentar os absurdos da entrevista, acho que as outras pessoas ja fizeram muito bem. So acho engraçado todo mundo falar sobre as mães que não "podem" amamentar, mas não sobre aquelas que não querem. Ué, pq não? Aqui na França a maior parte das mães não amamenta (mas faz parto normal) e as crianças delas não me parecem menos saudaveis, pelo contrario.

Quanto à cueca no chão ou toalha molhada em cima da cama, eu tbm pegaria, como a Mariana ou a Zélia, mas so porque eu sei que foi um esquecimento e pq sei tbm que ele faria o mesmo por mim. Não tem nada de aprendizado nisso.

Guilhermé disse...

Não consegui terminar de ler o texto. Não pela qualidade, mas pelo fato de me recusar a dar "audiência" pra tanta ignorância. Nada pior que ignorância volutnária. E a comparação com o Tom Cruise foi ótima. Tantos q debocham, com razão, da tal Cientologia, praticam discursos e ações tão ou mais abjetas que sua doutrina.

Jackie disse...

Ai, eu estava louca para ler esse livro porque ouvi dizer que discutia sobre a decisão de ser mãe e tal, mas pelo visto, não é uma discussão e sim, uma imposição. Acho que ser ou não mãe, amamentar ou não, cesárea ou parto normal são decisões individuais, que a gente toma pesquisando na internet, lendo livros, conversando com outras mães e assistindo às campanhas do governo (por que não?) e perguntando a si mesmo qual o nosso real desejo. Beijos

L. M. de Souza disse...

http://www.imdb.com/video/hulu/vi1889993241/
não sei se vc gosta dos simpsons, mas o episódio de ontem é uma pérola.

Denise Volpato disse...

oi! Bem rapidinho: alguém comentou na época que daqui a pouco ela vai estar apanhando com o leme que o marido segura...foi irônico, mas bem realista! Beijos

Jucemir disse...

Como dizia Zé Rodrix:

“De vinte em vinte anos
Aparece no mundo uma moda nova
Mas de quarenta em quarenta
É que todas as modas se repetem”

“Por isso não tenha medo
Quando a sua filha fica do lado da sua mãe [avó]
Faça com que ela se case
Pra ter muitos netinhos iguais a você”

Ariadne disse...

Nossa, o negócio é pior do que eu pensava quando eu li na Marjorie... O leme e as cuecas completaram a tragédia. Eu aposto uma balinha que esse casamento tá é naufragando, essa história de reafirmar tanto assim uma escolha (entre aspas, bem entendido) é pura insegurança e medo. E ela era mesmo a irmã moderninha no Confissões de Adolescente, pelo menos o da TV. Mudou do vinho pro vinagre. L. Archilla, parece maldição mesmo, olha o que a Bárbara (Georgiana Góes) tá fazendo hoje - Malhação! Acho que seria melhor se ela tivesse sumido...

Mariana disse...

Lamentável e impossível de acreditar que essa pessoa ultraconservadora seja a mesma que escreveu "Confissões de Adolescente"...

Só posso sentir pena das 3 filhas dessa mulher... Devem ser criadas pra serem capacho do irmãozinho e do futuro marido. Sorry, Maria Mariana, mas a razão da nossa existência (e das suas filhas) vai muito além de tirar cueca suja de marido idiota do chão.

asnalfa disse...

Lola... off topic totally!!!
Na UFU ta tendo um concurso pra professora de letras mas tem q ter diploma em letras e doutorado em letras. ta ai o edital!!

http://www.ufu.br/index.php?p_ufu_noticias_acao=noticia_abrir&notcodigo=4435

Serge Renine disse...

Aronovich:

Esse fora do tópico é para quem acha que a Dilma e o Lula são a mesma coisa em termos de falta de instrução.

Está no site da, pasmem, Bárbara Gancia.

Uma autoridade italiana contou esta sobre Dilma Rousseff.

No ano passado, quando esteve em Roma com Lula, a ministra visitou o Palazzo Borghese e foi levada para fazer um tour pela famosa galeria de arte do palácio.

Dona Dilma não só conhecia a fundo todos os artistas do Renascimento, como ainda fez questão de discorrer sobre cada obra exposta com uma riqueza de detalhes de deixar a italianada boquiaberta…

Chaves disse...

Bom, a Maria Mariana pode pensar o que quiser da vida dela. Se ela acha que tá contente assim...
Mas penso que é uma falta de sensibilidade tremenda julgar os motivos e os resultados das outras mães.
Cada um faz o que quer da sua vida. Essas besteiras que ela fala são falta de experiência, falta de vivência mesmo. Falta de olhar para o resto das pessoas com compreensão, e não de cima do pedestal que ela se coloca.
Parir, amamentar e criar quatro filhos não dá automaticamente certificado de "boa mãe", ou de "sábia"...

kelly marciano disse...

o pai dela já se pronunciou sobre isso?

Marcio disse...

Vixe!!
Estava lendo o blog no reader mas migrei para a página só para verbalizar nos comments o espanto com as declarações dessa mulher. E essa é a noção de mundo que ela passará aos filhos...
bjs
M.

Chaves disse...

Seja como for, pior ainda do que a MM é a tal modelo que diz que peito é só pra sexo, e que por isso não amamentou o filho. Tá no blobo.

Daphne B. Soler disse...

Olá,

Achei muito legal sua posição sobre a autora, não sou exatamente feminista, mas a mulher pegou pesado mesmo, com vários comentários. 8D
Tenho algo só a comentar... Eu realmente não concordo com a posição que ela coloca o homem e a mulher, o homem no leme e a mulher com uma grande submissão, mas achoq eu vale a pena pensar nos dois ocmo dois sexos diferentes sim... Claro, não como um melhor que o outro, ou em uma hierarquia maior, mas acredito que a forma de poder que exerce um homem e uma mulher é bem diferente. Hoje em dia isso está mudando bastante, mas a mulher normalmente exerce o poder de uma forma mais discreta, nunca pior que o homem, aliás, normalmente é até mais efetiva, né? Acho que se as mulheres em geral tivessem a iniciativa de usar mais dessa caracteristica que, até onde eu conheço, é natural em boa parte da população feminina, esse conflito entre sexos ia amenizar um pouco mais. Gostei muito de uma fala do filme "Casamento Grego", a mãe da protagonista coloca o homem e a mulher em uma metafora do corpo, onde o homem é a cabeça e a mulher é o pescoço, que com um toque e sutilezas vira a cabeça para onde quiser. É uma maneira mais inteligente de manipulação e uso do poder, acho que as mulheeres não precisam aceitar essa submissão, e sim aproveitar com discrição a posição que elas têm na sociedade para conseguir alcançar seus direitos e seus objetivos de forma menos forçada como algumas mulheres tentam fazer, querendo imitar o homem. Uma mulher que tenta imitar o homem não é uma mulher que reivindica direitos, mas sim se submete a imagem que luta contra.

Lola, foi incrível seu post, muito inspirada!
Beijos,
D.

Márciia V S disse...

Preciso transcrever esse comentário do site da época:

Flavia | RJ / Macaé | 11/05/2009 16:26

Mundo paralelo-"recheado de ideias que vão irritar as feministas"
Queria eu que ela ganhasse o tempo dela escrevendo coisas úteis e mais consistentes. Mãe é a Joana, a Maura, a Cláudia..e não apenas a Maria Mariana, que quer compensar o que não teve (e se julga muito madura) imaginando ser o ideal o que tem HOJE. Ler Dostoiévski não faz ninguém mais ou menos perspicaz. Ter um vocabulário robuscado e pôr em um livro, cujo título é "Confissões de mãe", tudo aquilo que julga ser a verdade soberana...isso nem merece comentários. Nasci e moro em Macaé, sou mãe, esposa, filha, dona de casa e assalariada e realmente adoraria poder ter tempo de pegar a cueca suja de meu marido...mas nosso custo de vida (é a cidade do Petróleo) é extremamente alto...e preciso ganhar meu tempo fazendo minhas atividades diárias para poder acrescentar o pão de cada dia em meu lar, e ele TEM que me ajudar em casa, a recolher (pelo menos) a sua roupa íntima. Fui mãe aos 17 e não amamentei. Tive depressão pós parto, mas tenha certeza que se tivesse renda para passar a gestação comprando roupinhas, eu o faria...e seria uma ótima terapia. As frases feitas e defendidas com furor e certeza são lindas...nas novelas das 8, nos seriados de TV. A vida real é diferente, antagônica e singular a cada um de nós. Todo dia é mais um dia, e não somos auto suficientes o bastante para fazermos nossa vida o modelo perfeito a ser seguido, julgando que assim não o faz. Decepção...mas, as coisas funcionam dessa forma. Agora voltarei ao meu trabalho, que lucrarei muito mais..porque eu preciso."

Isso sim, parece mais com a vida real.

canis sine dentibus disse...

Olá Lola,

Vou usar uma cueca por cinco dias e ir até uma noite de atógrafos de MM e pedir para que ela a atografe e deixe uma marca de batom feita com seus próprios lábios para que seu espírito se eleve um pouco mais.

Leela disse...

Curioso isso. Julgar a depressão alheia e simplificar algo que não é simples baseada só na própria opinião. Se todos resolvessem fazer o mesmo, já poderíamos sair por aí dizendo que ter muitos filhos enlouquece - já temos um caso comprovado.

Sheryda Lopes disse...

Então, eu já lavei algumas cuecas do meu namorado! Mas uma pequena diferença: Ele já lavou minhas calcinhas e roupas várias vezes. Isso sim eu considero uma relação democrática e de companheirismo.

Ollie disse...

Sério que vocês se incomodaram com as declarações dela? Acho a "inteligência" dessa menina tão superestimada. E desde a época de Confissões de Aborrescente (que eu, diga-se de passagem, achava uma mierda).

Penso o seguinte sobre isso: cada um com seu cada um. Se a M.M. quer ser Amélia, problema dela, porém eu sei que não sou obrigada a aceitar suas "verdades" como as minhas só porque ela escreve livro, é "famosa" e dá entrevista nas mais importantes revistas semanais do país. Para mim, aqui no Brasil, como no Ocidente em geral, o pessoal dá muita importância ao que as celebridades dizem, fazendo de tipos absolutamente comuns e com inteligência mediana e cultura ídem, formadores de opinião.
Porém, como mulher independente que eu sou, desde os meus 17 anos quem forma minha opinião sou eu mesma.

Como a M.M., eu também adoro ser "mulherzinha" tipo dessas que lavam as cuecas do namorado com clorox e adoram assistir novela das oito, porém isso é apenas um papel que a gente assume perante a sociedade.

Se precisar virar homem e "bater o falo na mesa", eu viro na boa.
Quer dizer, essa noção de papel específico para cada sexo é puro clichê: homens também pregam botão e cozinham divinamente, mulheres podem tornar-se engenheiras e
mecânicas, etc. Creio que basta lutar para conseguir os seus objetivos.

Não que eu não faça ou não saiba fazer quanto é preciso, porém eu confesso que ainda prefiro ter "um homem para chamar de meu" na hora de abrir pote de azeitona, trocar a fiação do abajur da sala, pneu furado do carro e, lógico, aparar a grama.

E isso não tem nada a ver com "feminismo" ou falta dele, tem mais a ver com opção pessoal mesmo.
:)

Daniel M. S. disse...

Como já falaram, se ela é feliz assim (e eu acho que não, porque falar aos quatro ventos que se é feliz desse jeito é coisa de quem quer convencer-se) ótimo. Mas não venha se meter na minha vida e dizer que homens e mulheres só são felizes de um jeito...

Descobri que minha mãe não é feliz... A coitada não pode recolher cueca do marido durante 3 dias na semana, já que passa eles em ritmo intensivo de aulas numa universidade a 400 quilômetros daqui... E pra piorar quando tá aqui no máximo ela tem de recolher uma toalha ou outra que meu pai esquece por aí (sim, ele faz isso, mas não é machismo, porque ele compensa em muita outra coisa essa preguiça com as toalhas o/ ele cozinha e lava a louça, por exemplo). Quinta, assim que ela chegar eu dou um jeito nisso. Ao invés de fazer as coisas em casa já que estamos mais descansados do que ela vou deixar pra que ela recolha minhas roupas e lave toda a louça...

Sobre o teu texto Lola, perfeito... Assino embaixo, e ainda marco essa parte:
A gente quer mesmo essa camisa de força? Ou a gente quer liberdade pra poder ser e fazer o que quiser? E essa liberdade de escolha inclui que os homens possam optar por cuidar dos filhos e da casa enquanto a mulher trabalha fora. Notou como isso ainda tá longe de acontecer?

(tinha pensado em escrever minha análise dessa parte, mas sinto que ficaria muito confuso, idéias demais pra colocar num texto :P de qualquer maneira, adorei essa parte... direito de escolha, para mim a chave para a igualdade entre sexos)

Paulinha disse...

lola, nunca tinha lido nada seu, mas estava no drops da fal e a vi comentando sobre MM. resolvi pesquisar na net e aqui estou. concordo em reino, filo e espécie com absolutamente tudo que você disse e não tenho muito mais a acrescentar. na verdade, só queria contar que tenho um amigo que casou com uma francesa. eles têm dois filhos. enquanto eles estavam na frança, quem trabalhava era ele, ela ficava em casa com as crianças. há cerca de uns 5 anos, eles vieram para o brasil e calhou de ela arrumar um emprego de correspondente de uma revista francesa. então quem ficou com as crianças, em casa? ele. sem a menor neura e sem se achar menos homem por isso. então, querida, tenhamos fé: pessoas assim existem e pessoas como a digníssima sra. maria mariana são cada vez mais raras... beijo para você, gostei daqui, volto mais vezes. :-)

Marido de Tal disse...

Só uma coisa que eu queria saber das mulheres de classe média? quantas de vocês "trabalha fora por opção"? Sinceramente, se eu ganhasse mais dinheiro do que ganho até diria para minha mulher, "olha, se você quiser, pode ficar em casa e não ir trabalhar, viu?". Até acho que ela, se tivesse essa opção, ia tratar de produzir e acabaria trabalhando do mesmo jeito. (Ok, talvez um pouquinho menos). Mas não vejo o trabalho da mulher de classe média como opção ou conquista, mas sim como resultado das circunstâncias. Não é uma escolha de fato. Tem que trabalhar por que a vida tá mais cara, que um só não dá conta de tudo. A injustiça que persiste é que, além de ter que trabalhar fora, ainda tem a tal da dupla ou tripla jornada. Definitivamente, não é simplesmente uma questão de escolha.

Cam Seslaf disse...

Mas você tem uns comentaristas engraçados, hein, Lola? :D

[E um Calvin ruivo?! Uau!]

Greta disse...

Cam Seslaf...
Desenvolva.
(Juro que fiquei curiosa com o que lhe causa tanta graça por aqui)

Paula Adriana disse...

O mundo em que vivemos hoje nos permite ser o que quisermos. Eu, Paula, 38 anos, ainda não casei e filhos é uma coisa muito distante para mim, inclusive no desejo; e muitas vezes sou tachada de ET.
MM falou algumas bobagens na entrevista isso é certo, como por exemplo a coisa da cesárea e do amamentar. Mas, sobre o casamento ela foi certeira: muito mais que amor, casamento é tolerância, observe seus amigos que tem relacionamentos e casamentos longos e verá. Ela tem uma coisa que eu parabenizaria quando a encontrasse: a coragem de ser algo diferente do que as pessoas esperavam dela.MM apenas foi ser feliz. Quantos de nós estarão dispostos a fazer isso e peitar o mundo?

Ághata disse...

Que ridículo...

Essa mulher é uma vergonha, mhauhauhauhauhauhahauh!

Daniel M. S. disse...

Paula...
"Mas, sobre o casamento ela foi certeira: muito mais que amor, casamento é tolerância, observe seus amigos que tem relacionamentos e casamentos longos e verá."
Mesmo que casamento seja mais tolerância que outra coisa (sem conhecimento suficiente para dizer que é ou não, vamos assumir que seja), eu realmente não consigo acreditar que tolerância seja apanhar a cueca do marido do chão... Para mim isso tem outro nome, subserviência. O cara não ser capaz nem de dar um jeito na roupa dele e a mulher ter que ir atrás catando tudo não é tolerância... A tolerância necessária é a de saber que o outro tem alguns defeitos, que vai errar as vezes. Não a de ficar catando cueca e fazendo tudo em casa pro marido, como a MM sugere. Tolerância tem que existir dos dois lados.

"MM apenas foi ser feliz."
Discordo novamente... Primeiro, porque acho que se ela tem que afirmar aos quatro ventos que assim que se é feliz, é porque está tentando convencer-se de que é feliz. Mas deixando isso de lado, eu ainda discordo... Ela não foi apenas ser feliz do jeito dela. Ela viveu de um jeito e escreveu um livro afirmando que todas as pessoas do mundo precisam viver que nem ela para ser feliz, que de qualquer outra maneira você é infeliz.
Coragem de ser algo diferente do que esperavam dela? Tudo bem, que ela seja feliz catando as cuecas do marido, se ela gosta. Mas dizer a todas as mulheres do mundo que elas precisam fazer isso para terem uma vida feliz e completa? Isso eu não aceito...

Rê :) disse...

Hahaaha, MORRI de rir com as coisas que a MM disse... muito sem noção!!!! Só rindo mesmo.

Que blog maravilhoso! Vou passar sempre por aqui! Bjos

Romanzeira disse...

MM é e sempre foi uma imbecil! E está falando essas bobagens sobre ser mãe, mulher e lavar cuecas sujas porque ela propria não tem de lidar com isso, provavelmente tem empregada e umas duas babás para cuidar dos filhos. Nunca teve de pegar no batente, trabalhar para sobreviver e se sustentar ou sustentar a família. Ela não teve de fazer uma cezareana porque teve a sorte de ter uma gravidez tranquila, normal, não teve pressão alta, nem descolamento de placenta, nem uma gravidez de risco por qualquer outra complicação. Ela teve a sorte de seu leite não secar antes do tempo por n motivos menos se proprio desejo. Só isso. MM vive uma vida de mulher modernosa/vanguardista de classe média, que na sabe da vida real a metade da missa.
Agora, venhamos e convenhamos, horrivel é o espaço que essa ameba tem numa revista (e provavelmente em muitas outras) que se quer séria. Famos combinar, a Época poderia ter entrevistado alguém com vida e afazeres mais relevantes.
Adorei seu blog e visitarei mais vezes.

Natália disse...

Nossa, que alívio ver tantas pessoas concordando que os papéis de homem/mulher não podem ser tão fixos assim. Fui criticar algo semelhante num portal de noivas e só faltaram me jogar pedras. Se quiser ver a polêmica, começa no meu post e vai para o portal tb. http://www.juntandoosdicionarios.com/2009/05/alo-1950.html

Michael disse...

Não sei nem o que dizer. Mudando de assunto o que vc acha dessa tira:

http://farm3.static.flickr.com/2483/3542588155_1e9301bf5f_o.jpg

Mel Savi disse...

Que horror! O comentário da cueca mesmo... (aliás, todos que você contestou!).
Mas concordo com você: pelo menos agora esses comentários geram polêmica, enquanto que no passado refletiam um estilo de vida que não comportava questionamentos. Pena dos filhos dela que vão receber esse tipo de ensinamento moralista e conservador (pra não dizer burro e "sem noção" --> mais uma gíria pra sua turma da sexta série hehe).
Beijo, Lola!

Maíra Bezzi disse...

Lola, sou mãe de dois filhos e também larguei a profissão para cuidar deles. Ainda não li o livro da MM, mas li uma entrevista dela no Correio Braziliense.
Acredito que algumas partes do livro tenham irritado você, principakmente no que diz respeito a homens e mulheres. Mas sinceramente, acho que o buraco é mais embaixo.
Acho que a MM está tentando explicar um pouco do abandono sofrido por mim, você e a maioria das crianças deste século. Venho de uma família matriarcal, onde as mulheres são artistas, provedoras, lutadoras e... mães ausentes, claro! Pois não se pode ser tudo ao mesmo tempo! É claro que todo mundo sobreviveu, mas a que preço?
Eu estou nesta empreitada há quase um ano e é preciso muita coragem para dizer ao mundo caótico, poluído e doente que fico em casa e cuido das minhas crianças eu mesma, enquanto meu marido vai para o mundo exterior ganhar dinheiro para sustentar a família.
Com a minha primeira filha foi diferente, eu era bem mais jovem, ainda estudante e trabalhava muito. Mas a chegada do segundo me fez questionar várias coisas sobre mim mesma e sobre o que é a maternidade. O que é o feminino? E é isso que tenho vivenciado. Esta fase vai durar até não sei quando - espero que o máximo possível - e depois, com certeza, eu terei vontade de voltar para fora e batalhar meu caminho lá também. Mas agora não é o momento. É o momento interno, caseiro, maternal em tempo integral sim. Quem melhor do que a própria mãe para cuidar dos filhos, no mínimo durante a infância deles?

Adriana disse...

Lola, tudo bom?
Sou de Fortaleza e já faz algum tempo que leio diariamente seu blog e ADORO!!!

Quanto ao post...
Eu tô indignada com o nível de alienação da Maria Mariana.
Olha, Lola, eu sou mãe, tive parto natural, sem anestesia e com muita dor....mas escolhi assim pq quis....não acredito que seja uma mãe melhor que as outras por isso, acho cada uma decide que tipo de mãe quer ser. Várias amigas minhas escolheram ter parto cesário, mas por opatrem não sentir dor, não significa que não tenham pensado nos seus filhos ou quer sejam mães relapsas.
Escolhi ter pareto "normal" pq a recuperação é mais rápida, o leite jorra mais fácil dos seios e eu precisava voltar logo pra faculdade, pq minha filha nasceu nas férias do meio do ano, entre o 4ª e 5º semestre da faculdade. Como eu seria mãe, precisava me formar logo e trabalhar p garantir o sustento dela.
De lá até então, terminei minha faculdade no período da noite, enquanto fazia dois estágios (de manhã e à tarde) e trabalho desde o ano em que me formei, em 2007. Muitas pessoas devem imaginar que eu tenha deixado minha filha um pouco de lado pra poder trabalhar na minha profissão (sou advogada), mas quem convive comigo sabe que ela sempre foi meu primeiro plano e tudo o que fiz e faço é por ELA. E tenho sido uma boa mãe, com certeza, mesmo que isso tenha implicado em abdicar de muitas coisas e dormir muito tarde e acordar cedo pra passar o máximo de tempo que eu posso cuidado dela e cuidando pra que ela seja a pessoa mais feliza do mundo!

Com certeza, essa Maria Mariana não tem nada que inspirar e influenciar as mães e esposas. Ela, sim, deve ter uma depressão muito séria!!!

Adriana disse...

Ah, esqueci de ressaltar que se cada mulher sabe o que é melhor pra si mesma e ninguém tem o direito de dizer se isso é certo ou é errado!.

Bejos p todos!!

Anônimo disse...

GENBTE QUE MENTALIDADE INFANTIL DESSA MM, TENHO UM TRAB. SOBRE ELA E ACHEI O LIVRO RÍDICULO. ALIÁS ELA ALÉM D MAIS FALOU QUE OBORTOU AOS 17 ANOS E FOI NATURALMENTE COMO FAZER XIXI.
BJO
RENATA

aline disse...

Oi lola gostaria que escrevesse em seu blog sobre a traição e a intenet. Bom to desconfiada que meu marido acessa direto sites pornograficos gays, algumas vezes eu peguei umas coisas estranhas no computador porem como não entendo muito de informatica me fiz de cega, porem sempre aparecia algo. Eu perguntei se ele tava entrando em sites de sacanagem, ele ficou todo sem jeito, negou e tal. Porem a configuraçao do meu pc foi modificada, pois antes disso eu via atraves do temporary internet, cookes (nao sei direito se é isto)os sites que tinham sido vistos, De um tempo pra ca nao consiguia mais ver, pois alguem alterou a configuraçao para que não ficasse gravado no sitema os sites acessados, so pode ter sido ele . Eu pesquisei e consegui descobrir que atraves do cleaner um programa, vc consegue ver os sites que foram acessados. Dito e feito, baixei este programa e vi varios sites e blogs gays que foram acessados, lembrando que as unicas pessoas que tem acesso ao pc é somente meu marido e eu. Sabe eu to profundamente triste pois to me sentindo mal, se fosse sites pornograficos de mulheres seria menos dolorido, eu nao sei como faço pra falar isso com ele. Gostaria que postasse algo sobre isto. um abraço

MARIA disse...

Quer dizer que o que mariana diz é tudo errado só porque você não concorda? Democrática você, não?

Anônimo disse...

Ou seja, pro mascu Leleco, o Sítio do Pica Amarelo (coisa que ele mesmo admitiu que nem tem muito conhecimento, mas posta como se soubesse a História de cór, mas não sabe porra nenhuma), é um documentário da vida da mulher antigamente... Assim como para ele, A Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida, são documentários...