terça-feira, 7 de agosto de 2018

NENHUMA DÚVIDA SOBRE AS LIGAÇÕES ENTRE MISOGINIA E SUPREMACIA BRANCA

Sempre descrevo a quadrilha misógina que denuncio há tantos anos não só como odiadora de mulheres, mas também de neonazista. Eles realmente são fascistas e racistas e creem na superioridade ariana (apesar de alguns membros serem pardos).
Na realidade, não sei se já conheci algum misógino que não fosse também racista e LGBTfóbico. É um combo de preconceitos que vem junto, com ligações muito óbvias com a extrema direita. 
Atenção: constatar que praticamente todos os reaças são misóginos não é o mesmo que dizer que pessoas de esquerda não são preconceituosas. Muitas são. A diferença que eu vejo é que na direita o preconceito é exibido com orgulho, enquanto que na esquerda a pessoa tem vergonha em ser desmascarada. 
Meu querido Flávio Moreira encontrou e traduziu este texto de Tracy E. Gilchrist publicado na revista The Advocate. Apesar de descrever a realidade dos EUA, tem muito a ver com a nossa. 
Para aqueles familiarizados com o ambiente tóxico dos grupos de direitos dos homens [que aqui no Brasil chamamos de mascus] ou que têm prestado atenção às notícias de homens que se acham merecedores de privilégios atirando em grupos de pessoas ou passando por cima delas com um carro porque não conseguem o que querem das mulheres, a ligação entre supremacia branca e misoginia não choca. Agora, um novo relatório da Liga Anti-Difamação (Anti-Defamation League – ADL em inglês) faz a conexão direta entre os dois.
“A ADL considera a misoginia um componente perigoso e subestimado do extremismo, e este relatório marca o início de um esforço continuado para investigar as maneiras pelas quais as pessoas na órbita da supremacia branca, dos incels e dos MRA (Men’s Rights Activists, vulgos mascus) alimentam e incentivam entre si o venenoso ódio às mulheres”, de acordo com o relatório, que foi primeiro publicado na revista Cosmopolitan.
"É assim que começa",
diz cartaz
“Todos os dias, quando supremacistas brancos virulentos tornam seu ódio conhecido, nós imediata e legitimamente os chamamos de extremistas. Não estamos tão equivocadas quando se trata de homens que expressam sua raiva violenta e seu ódio contra mulheres”, continua o relatório.
O relatório em oito partes faz um mergulho profundo nas ligações entre nacionalismo branco e odiadores de mulheres em capítulos intitulados “O Movimento Alt-Right tem um Problema com Mulheres”, “Celibatários Involuntários – Ressentimentos Mortais”, “Homens Brancos Adotam uma Narrativa Vitimista”, entre outros. O relatório oferece vários exemplos da polinização cruzada entre a supremacia branca e o ódio às mulheres.
“Homens que odeiam mulheres -– escondendo medo, insegurança sexual ou devoção ignorante à misoginia ideológica –- são ruidosos no movimento alt-right, que desfruta de uma ligação sinergética com movimentos extremistas mais especificamente misóginos como incels e MRAs”, afirma o relatório antes de dar exemplos. “Alek Minassian, que matou 10 pessoas, oito delas mulheres, em um ataque com uma van em Toronto em 2018, e o neonazi Andrew Anglin, estão entre os mais visíveis exemplos desse tipo de ódio -– mas estão longe de serem os únicos”.
A ADL aponta para tipos de supremacistas brancos virulentos como Christopher Cantwell, que ganhou alguma notoriedade durante os protestos iluminados por tochas de bambu em Charlottesville, Virginia, no verão de 2017. Antes da confusão de Charlottesville, ele postava com frequência em um grupo online pelos direitos do homem. O relatório afirma, porém, que ninguém tipifica mais o híbrido supremacista branco/ misógino do que F. Roger Devlin, um acadêmico nacionalista branco cuja tese é a de que o movimento feminista foi prejudicial para a raça branca porque mulheres brancas têm escolhas e, portanto, menos probabilidade de procriar e perpetuar a raça branca.
Quanto a Anglin, que o relatório descreve como um neonazi, ele alegou que “Mulheres desejam homens que as chamam de estúpidas e dizem que elas não deveriam ter quaisquer direitos. Elas também desejam ser amarradas, espancadas e estupradas”.
Este mês mesmo ele escreveu: “Veja, eu odeio mulheres. Eu acredito que elas merecem ser espancadas, estupradas e trancafiadas em celas”.
A autora do relatório da ADL, Jessica Reaves, aponta para a perda de status e poder do homem branco como parte do tecido que conecta a supremacia branca à misoginia, e acrescenta que o ódio pelas mulheres deve ser levado mais a sério.
“Há um sentimento crescente de ressentimento entre certos grupos de homens, especialmente homens brancos, contra mulheres, no que eles enxergam como roubo de seu poder e status”, disse Reaves à Cosmopolitan. “Violência, assédio perverso e outras formas de misoginia são uma ameaça enorme às mulheres em todos os lugares. Queremos que as pessoas entendam que a misoginia é perigosa e que, ao ampliar a compreensão de todos em relação a essa ameaça, possamos reduzir os riscos”.
Embora o relatório seja um fascinante, ainda que aterrador, estudo das ligações entre o ódio a raças não-brancas e a mulheres, ele também fornece recomendações para lidar com o problema que cresce cada vez mais. Essas recomendações incluem pressionar os legisladores para aprovar leis que criem proteções contra a violência de gênero e que acelerem a classificação de crimes de gênero como crimes de ódio.
Várias das recomendações estão relacionadas à tecnologia e às mídias sociais, considerando que espaços online são aqueles em que tanto ódio se proliferou.
“Empresas de tecnologia devem continuar a melhorar seus termos de serviço, especialmente em relação à misoginia. Esse compromisso deve incluir a criação de proibições fortes e robustas de conteúdos que repercutam a misoginia em movimentos extremistas mais amplos”, diz uma das recomendações. 
“As plataformas devem ajustar suas abordagens ao lidar com esse tipo de extremismo e tomar atitudes claras contra o comportamento misógino como uma forma ódio cibernético direcionado".
Não há tempo a perder na aprovação de mudanças em relação à tolerância e à resposta ao ódio de gênero, de acordo com Reaves.
“Levando em conta como os supremacistas brancos estão ativos no momento e as contínuas ameaças de violência pública contra mulheres, achamos que é realmente importante para as pessoas entenderem que esses grupos de ódio não existem no vácuo -– eles se alimentam uns dos outros e se incentivam mutuamente”, diz Reaves.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

POLÍCIA ENCONTRA AUTOR DE AMEAÇAS DE MORTE A DEBORA DINIZ

Ao contrário do que foi noticiado pela mídia, que chegou a dizer que a pesquisadora e professora da UnB Débora Diniz (uma referência na luta pela descriminalização do aborto no Brasil) havia deixado o país por sugestão da polícia -- que haveria lhe dito que não havia o que fazer diante das ameaças de morte --, a polícia agiu rápido!
Clique para ampliar
Como eu já noticiei, Débora, segundo ela mesma me disse, foi muito bem atendida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). Hoje saiu a resenha desta ocorrência. No final de julho, ou seja, uma semana atrás, a DEAM do Distrito Federal iniciou a Operação Cátedra para investigar os crimes de ódio contra a professora. Cumpriu então dois mandados de busca e apreensão: um em Ceilândia, DF, e outro em São José dos Pinhais, PR. Nessas duas residências foram apreendidos telefones celulares que comprovaram as ameaças. 
Operação Intolerância, março 2012
O mais interessante é que o perito criminal verificou que H.G.M., de 42 anos (segundo notícias, um desempregado que mora com a mãe idosa -- descrição típica de um mascu), de São José dos Pinhais, trocou mensagens pela internet com um dos integrantes da quadrilha misógina/ neonazi (chamada pela polícia de "grupo de extrema direita") que persegue mulheres há tantos anos, e que foi alvo das Operações Intolerância (março de 2012) e Bravata (maio de 2018) da Polícia Federal. 
Marcelo e Emerson em
Curitiba em janeiro 2016
Como sabemos bem, o líder da quadrilha, Marcelo Valle Silveira Mello, foi preso em Curitiba em maio, e permanece na cadeia. A polícia afirma que seus crimes podem condená-lo a até 39 anos. Seu ex-comparsa, Emerson Eduardo Rodrigues, de São José dos Pinhais, também preso pela Operação Intolerância em 2012, atualmente está foragido. Ele só não foi preso em maio pois está na Espanha. 
Outro membro da quadrilha misógina, André Luiz Gil Garcia, vulgo Kyo, se suicidou em junho, após atirar pelas costas e matar uma mulher que ele nunca havia visto, Luciana Jesus do Nascimento, em Penápolis, SP. 
Antes de cometer seu "acto sancto", André deixou mensagens no chan (fórum anônimo) da quadrilha, Dogolachan, dizendo que iria se matar, e ouviu em troca o típico "leve a escória junto". Depois de idolatrar o ato de André e fazer novas ameaças de morte a mim, o Dogolachan aparentemente fechou as portas. 
Não calaram Débora Diniz, que falou
brilhantemente na #APDF442 na 6a
Mas a quadrilha continua solta, como se pode ver no caso da Débora. Torço para que a DEAM e as polícias civis e federal possam agir juntas para desmantelar de vez essa gangue de criminosos. E fico feliz que crimes de ódio como misoginia estejam sendo investigados! Nós mulheres nos sentimos mais seguras assim. 

#NEMPRESANEMMORTA: A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO É PELA VIDA DAS MULHERES

Na última sexta-feira, 3 de agosto, eu acompanhei quase todas as exposições contra e a favor da descriminalização do aborto na ADPF 442. 
Pra quem ainda não sabe, a ADPF 442 é uma ação pela vida das mulheres que foi protocolada pelo Psol no ano passado no STF. Pede que o aborto até 12 semanas de gestação deixe de ser crime. A Constituição de 1988 garante às mulheres o direito à liberdade, à dignidade, ao planejamento familiar, à cidadania -- tudo isso é negado pela criminalização do aborto. É o código penal de 1940, ultrapassado, que nega esses direitos às mulheres.
Como o tema do aborto está cercado de tabus, silenciamentos e hipocrisia, foi uma experiência incrível ver tanta gente qualificada expondo seus pontos de vista ao STF. E hoje essas verdadeiras aulas continuam o dia todo. Você pode acompanhar pela TV Justiça. 
Manifeste-se no Twitter com a tag #NemPresaNemMorta e #LegalizeOAborto. Na sexta a tag #AbortoÉCrime nos passou nos TT com uma legião de robôs. Vamos subir e manter uma tag com histórias e opiniões de verdade -- a nossa (ou seja, não participe da outra tag, nem que seja para falar mal dela). 
Outras notinhas:
A pesquisadora e professora da UnB Debora Diniz foi a mais aplaudida na sexta. Confira sua explicação brilhante. Mas uma notícia boa mesmo eu vi anteontem: em vez de se calar ao ser ameaçada de morte pelos "pró-vida", Débora vai lançar em breve um novo filme -- Aborto: Uma história comum de mulheres comuns (veja aqui o trailer). 
Eu adorei ouvir e aprendi muito com o podcast de três feministas cristãs (Debora Moreira, Camila Mantovani e Leticia Bernardo, com Cristiano Machado) que explicam por que apoiar a legalização do aborto não é incompatível com o que defendem os evangélicos. Recomendadíssimo. No link há outros podcasts de respeito pra quem quer entender como a legalização do aborto é pela vida das mulheres. 
Este vídeo pergunta a pessoas que são contra a legalização do aborto quem elas salvariam num incêndio hipotético: uma criança de 5 anos ou cem embriões. Ouça suas respostas. 
Não deixe de prestigiar o Festival pela Vida das Mulheres, no Museu da República, em Brasíla, entre 3 e 6 de agosto.
Republico aqui o texto da professora Silvia Ferraro, pré-candidata ao Senado em SP pelo Psol:
LEGALIZAR O ABORTO PELA VIDA DAS MULHERES
Falar sobre aborto no Brasil sempre foi um tabu, um assunto relegado aos círculos feministas ou às milhares de mulheres que clandestinamente procuram essa prática para interromper uma gestação indesejada.
No entanto, se estamos num país em que ocorrem cerca de um milhão de abortos por ano e em que a cada 5 mulheres uma já abortou, por que o assunto não é debatido abertamente na sociedade?
As mulheres que já recorreram ao aborto geralmente não falam sobre isso. Uma aura de “pecado” silencia as mulheres que muitas vezes carregam uma culpa pela vida toda. É muito comum nas rodas de conversa sobre aborto nos bairros populares as mulheres se sentirem mais à vontade para contar que já o fizeram, porém a “confissão” vem sempre acompanhada do sentimento de medo e de que fizeram algo “errado”.
O sofrimento das mulheres que abortam começa na tortura psicológica a que são submetidas por terem que recorrer a métodos solitários e inseguros, como agulhas de tricô, chás e comprimidos de “citotec batizados”; depois, tem a humilhação que sofrem quando chegam em um hospital e são xingadas, atendidas por último, onde ficam sangrando por muito tempo quando não morrem antes porque não tiveram forças para procurar um hospital.
Obviamente não estou falando das mulheres que têm condições de pagar por um aborto em uma clínica com equipamentos e profissionais para realizar o procedimento seguro. Como disse Dráuzio Varela, o aborto é legalizado no Brasil para quem tem dinheiro. Quem passa pelos piores momentos, quem carrega traumas e sequelas e quem morre vítima de aborto são as mulheres pobres, em sua maioria negras e moradoras das periferias.
O aborto é a quinta causa de morte materna no Brasil. Cerca de 4 mulheres por dia morrem por causa de abortos clandestinos. Muitas deixam filhos, famílias, têm suas vidas retiradas e outras tantas vidas destruídas.
A permanência da ilegalidade do aborto no Brasil é a violação de um direito humano à vida de milhares de mulheres. Por isso, a legalização do aborto é questão de saúde pública e de justiça social.
Foi com essa compreensão e com a determinação de que nenhuma mulher mais morresse por abortar que as mulheres na Argentina realizaram um movimento forte, que arrancou da Câmara dos Deputados a aprovação da lei que descriminaliza o aborto até a 14a semana de gestação. Agora a mobilização continua para garantir a votação no Senado no próximo dia 08 de agosto.
Aqui no Brasil, entre os dias 3 e 6 de agosto, acontecerá em Brasília o Festival Pela Vida das Mulheres, em que mulheres de todo o Brasil irão acompanhar as audiências públicas que o STF vai realizar sobre a questão do aborto. Essas audiências irão ocorrer por causa da ADPF 442, na qual o PSOL, com a colaboração do Instituto Anis, pede que seja julgado enquanto um direito constitucional das mulheres a interrupção da gestação até sua 12a semana.
Diante disso, grupos conservadores e a bancada fundamentalista também estão se organizando para sustentação oral contra a ADPF. Brasília promete se tornar o palco de um grande debate no início de agosto. Uma das figuras que já está listada para argumentar contra a descriminalização do aborto é Janaína Paschoal, a mesma que sustentou o golpe do Impeachment.
Na esteira do Uruguai e da Argentina, o Brasil precisa sair da trevas de uma legislação arcaica que só produz mortes, tristeza e dor para as mulheres e suas famílias. Nos países em que houve a legalização, o número de abortos diminuiu. No Uruguai diminuiu 30% e zerou a morte de mulheres.
Queremos que as mulheres sejam sujeitos de suas escolhas, que possam decidir sobre seus corpos. Para isso, a legalização deve vir acompanhada da garantia plena de direitos reprodutivos: a educação sexual das adolescentes para que se possa decidir, o acesso amplo aos contraceptivos para que não se precise abortar, e o aborto legal e seguro para que nenhuma mulher morra mais em abortos clandestinos.
Da mesma forma, a maternidade também deve ser um direito, o qual é constantemente negado às mulheres trabalhadoras, negras e pobres. Esse problema vai da violência obstétrica até a negação do direito à educação infantil. O caso da Janaína, que foi forçada a uma laqueadura por um juiz de Mococa, mostra que o Estado que proíbe o aborto é o mesmo que impede uma mulher de ter um filho. 
Mulheres não são consideradas sujeitos portadoras de direitos reprodutivos, seja para interromper uma gestação indesejada, seja para ter todas as condições de ter e criar seus filhos.
A luta pela legalização do aborto no Brasil é parte da luta por justiça, por igualdade de gênero, por direitos essenciais à emancipação das mulheres. É a luta pela vida!
E esta é a thread que a belíssima roteirista e escritora Renata Corrêa escreveu no Twitter e eu compilei e publico aqui com sua autorização:

Eu chorei de felicidade quando descobri que estava grávida. Curti cada segundo. Tive um parto domiciliar. Dei peito até dois anos e meio. Nada se compara à alegria de ser mãe dela. Dez anos antes eu tinha feito um aborto. Foi a melhor decisão que eu tomei na vida.
Engravidei a primeira vez quando era adolescente, de puro desconhecimento do meu corpo. Eu não ia ter um filho. Porque eu tinha dois sonhos: ser escritora e ser mãe. Sim, abortei pensando: eu nunca vou ser uma mãe legal se tiver esse filho -- sem grana, frustrada, interrompendo os estudos.
Procurei uma clínica, e fiz o procedimento. Tomei anestesia e o método foi aspiração por curetagem. Eu estava com sete semanas. Foi tranquilo, não doeu, fui pra casa no mesmo dia. Não senti culpa nem arrependimento. Nem naquele dia, nem nunca.
Dez anos depois eu engravidei de forma desejada. Com um marido que me amava. Com a carreira encaminhada. E sabe como foi? Ótimo. Foi o momento que eu escolhi. Ser mãe pra mim é fonte de alegria e descoberta. Ser mãe nunca deveria ser fonte de desespero e dor.
Quem é contra a legalização do aborto não é só contra a mulher.  É a favor do sofrimento e do desespero. Eu sou a favor do prazer e da alegria. Se não for assim, nada vale a pena.
Sou a favor do aborto pela minha história mas principalmente pelas histórias de mulheres que não sobreviveram, não resistiram, tiveram sequelas, ficaram submetidas a casamentos ruins, impedidas de seguir seus sonhos, na corda bamba financeira. É para elas.
Foi por elas que em 2014 eu fiz o documentário Clandestinas, que conta diversas histórias de mulheres que abortaram. 

sábado, 4 de agosto de 2018

AS INFINITAS FUNÇÕES DE UMA ARMA LETAL

E não me venham com aquele ridículo argumento de "armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas", que já foi destruído aqui.
Aproveito a oportunidade para informar um email muito bacana do Instituto Sou da Paz: 
"Estamos acompanhando há anos a crescente demanda pela compra de armas e o aumento no número de armas legais em circulação. É provado (aqui e aqui) que a maior parte das armas que abastecem o crime têm origem legal e que por algum motivo acabam sendo desviadas. 
Além disso, o discurso de que se armar é a solução para a insegurança pública e violência que vivemos vem ganhando força nesse ano de Eleições. E também é provado que isso não funciona!
Para mostrar isso, a gente lançou a campanha #PenseDireitoNoSeuDireito! O vídeo de lançamento mostra que comprar uma arma não é uma boa ideia, assim como mandar nudes no grupo da família e a chamar a atual pelo nome da ex!
Nosso objetivo é comunicar duas informações importantes:
- É possível comprar uma arma de fogo no Brasil?
Sim. Então não é necessário revogar o Estatuto ou flexibilizar critérios para que exista este acesso.
- Ter uma arma é a melhor opção para proteger você e a sua família? 
Não! 7 em cada 10 pessoas que reagem armadas a um assalto tomam um tiro". 
Então, por favor, assistam e divulguem o vídeo!