Hoje a revista de direita Crusoé publicou uma longa reportagem sobre algumas das milícias virtuais de Bolso.
A matéria, que não é tão fácil de ler porque é bastante mal-escrita, é de autoria do olavete colírio Felipe Moura Brasil (esse apelido é porque ele é da família que fabrica o famoso colírio).
A matéria, que não é tão fácil de ler porque é bastante mal-escrita, é de autoria do olavete colírio Felipe Moura Brasil (esse apelido é porque ele é da família que fabrica o famoso colírio).
O olavete colírio é tão de extrema-direita e tão apoiador de Bolso quanto qualquer outro. Ele foi editor de um dos livros mais vendidos do Olavão e hoje é diretor de jornalismo da Jovem Klan, rádio que defende e passa pano para o presidente miliciano 100% das vezes.
Mas não é de hoje que a extrema-direita vem brigando entre si e se autoflagelando. A matéria do olavete, que não choca qualquer pessoa minimamente esclarecida, afirma que a militância virtual bolsonarista é "abrigada e remunerada com dinheiro público em gabinetes políticos". Lembra aquele grito de campanha "a mamata acabou"? Lembra a promessa de Estado Mínimo? Pois então, nada disso se aplica à direita.
Vou colocar aqui alguns dos melhores momentos da matéria. Uma grande parte da militância (paga) de Bolsonaro se reuniu num hotel em SP em 6 de abril de 2019. Foi um encontro secreto (a imprensa não podia saber de maneira alguma) que contou com a participação de Filipe Martins, outro olavete e assessor especial do presidente, para "entrosamento maior dos movimentos".
Martins é o principal responsável pela aproximação entre Dudu Bolso e Steve Bannon. Por isso, e por ser de Sorocaba, ganhou o apelido de "Sorocabannon".
Este grupinho atuou em conjunto para, por exemplo, derrubar o general Santos Cruz. Ele acabou sendo demitido do cargo de ministro porque "vinha se recusando a abrir as torneiras para os blogueiros amigos do poder".
A reportagem publica uma foto do YouTuber Allan dos Santos, alçado a um posto de comando da milícia virtual, e que agora mora numa casa de dois andares em Brasília. Parece interessante perguntar: do que vive Allan? Quem paga seu salário, seu aluguel, seu carro? Qual o seu cargo no governo?
Através da matéria, ficamos sabendo que YouTubers reaças que se autointitulam "divas da opressão" criticaram a sinistra Damares por ter enchido "a secretaria dela de feminista" (para elas, Sara Winter é feminista!). Steh (que é assessora de um deputado do PSL e ganha R$ 9.300) disse "Não queimo ela (Damares) nos meus vídeos porque ela está no governo, mas não confio nela".
Steh conta de que um dos sinais para que a militância política virtual faça ataques orquestrados a desafetos de Bolso (o que inclui membros do próprio governo, como Sérgio Moro), é "Go tropa na rataiada". Um dos tuítes no grupo da "tropa" é do Loen, velho conhecido ativista do ódio no Twitter e Facebook. Através de seus seguidores reaças, Loen vem tentando vender seus serviços ao príncipe de Bragança. "A turma do Loen arregaça, eles pautam a imprensa", disse Steh, admirada com a facção virtual de Bolso.
Outra influencer da direita é Camila Abdo, que também é assistente de deputado. Seu salário é de R$ 6.072. Foi Flávio Bolsonaro que ligou para um deputado e pediu para que ela fosse contratada. Ela costuma postar em suas redes sociais defesas entusiasmadas de Flávio (por que será, né?).
Outra "diva da opressão" é a youtuber Paula Marisa, que é concursada na Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo de Canoas, RS, onde ganha R$ 7.611. Mas ela tem função gratificada, como explicou em áudio para uma pessoa próxima: "Eu sou concursada, mas eu tenho uma função gratificada. Tu deve saber o que isso significa: eu sou indicada pelo vereador. [...] Eu consigo ter do canal a mesma grana que eu ganho com a função gratificada". Mas ela prefere não conta pra ninguém que trabalha em gabinete e sugere que os outros façam o mesmo: "O melhor mesmo é fingir demência e não tocar no assunto".
Fica comprovado, através da reportagem, que Carluxo era administrador do perfil de Jair no Twitter. Foi de Carluxo aquele vexame com golden shower. Pelo jeito, a briga entre os bolsonaristas e o olavete colírio (autor da reportagem) se intensificou aí.
A matéria trata brevemente da estética vaporwave (usada por Loen e cia), que também foi adotada por Eduardo Bolso, Carla Zambelli, Carteiro Reaça (que quer concorrer a prefeito de SP), o sinistro Weintroll e seu irmão, entre outros. É um movimento internacional fascista, também conhecido como fashwave.
Essas revelações, que não chegam exatamente a serem reveladoras, são importantes pra nós que somos ativistas de esquerda e que, como eu, somos ameaçadas e atacadas há anos. Quais são as ligações dessas milícias com grupos da Deep Web, por exemplo? Afinal, todos eles seguem a mesma ideologia de extrema-direita, apoiam Bolso, odeiam feministas e a esquerda em geral, se retroalimentam. Quem deveria investigar isso é a polícia, mas, como ela está completamente aparelhada, não se pode esperar muito.
Vale ressaltar que o fato de que ratos como o colírio olavete da Jovem Klan, MBL, Alexandre Frota, Nando Moura, Gentilli, Lobão e tantos outros estejam abandonando o navio não os redime. Eles continuam sendo responsáveis por este desastre que está no poder. E eles seguem sendo de direita. Só que talvez prefiram uma direita menos medíocre e incompetente (existe?).
E, assim como qualquer pessoa, eles tampouco devem gostar de serem atacados por grupos orquestrados.











































