com um índio de madeira que criava vida, a segunda mostrava um sujeito que enfrentava uma mancha de óleo viva e devoradora de gente num lago, e a terceira, essa sim apavorante, mostrava uma mulher adúltera que num acidente de carro atropelava um homem e depois era perseguida pelo sujeito morto. Uau, a cena final em que ele surgia debaixo do carro dela (contrariando a nossa esperança de que tudo fosse apenas um pesadelo) é disparada a mais apavorante”. (Guta Gatuna) Então, aproveitando o comentário da Gatuna (o filme que ela narra parece muito familiar, mas sou péssima nisso de lembrar cenas), devo confessar que eu sempre me recordo com pavor de dois filmes que não sei o nome, os atores, o diretor, nadica de nada. Obviamente hoje eles me provocariam risos, não terror, mas na época eu era criança (ou seja, década de 70 –
1970, só pra deixar claro), e realmente foram marcantes. Um eu me lembro que estava meio sozinha em casa, e era noite. Meus irmãos menores estavam dormindo e meus pais tinham saído. Não lembro se tinha algum adulto em casa, dormindo também. Eu deveria estar dormindo, mas acordei no meio da noite, fui ligar a TV, e lá estava uma mulher vestida de preto chamada Charlotte. Uma das imagens que povoaram meus pesadelos daí em diante foi a de uma mão desmembrada do corpo. Ah, e de um piano tocando sozinho. Olha só que pistas valiosas: o nome da protagonista era Charlotte e tinha um piano que tocava sozinho! Fácil, né?
Do outro filme eu
tenho mais memórias. Como o da Gatuna, este também continha três ou quatro histórias de terror. Era sobre um carinha que ia visitar um hospício, e cada um dos internos lhe narrava o seu drama. Um deles era sobre um homem que matou sua mulher, a cortou em pedaços e guardou-os embrulhados no freezer. Só que, de repente, apareciam uns pacotes espalhados, fora do freezer, e não tinha sido ele. Quando ele vai ver no freezer, duas mãos lá dentro o estrangulam. Essa última parte pode ter sido minha imaginação fértil (por que, ahn, como ele estaria narrando, se fora estrangulado?). Quando o carinha ouvindo as histórias tenta sair do hospício, no final do filme, não o deixam. Alguém morre com uma facada no coração. Acho até que havia um b
rinquedinho que lhe desfere uma facada. Mas aí posso estar confundindo os canais.
SUPER UPDATE: Meu amigo Mau-mau, do Antigravidade, desvendou o enigma. Olhem só que bela resposta:

Sabe como é, nerd que é nerd não resiste a um desafio. Então, tentando ajudar: o filme da Gatuna é o Creepshow 2, baseado em histórias do Stephen King, e que no Brasil passou nos cinemas como Show de Horrores (sem 2 no título). Era isso mesmo: o índio de madeira que se vinga de uns ladrões, a mancha de óleo que come gente e a mulher perseguida pelo cara que pode ter atropelado. Aqui o trailer.
Já seu primeiro filme, o da Charlotte, deve ser Com a Maldade na Alma (Hu
sh, Hush Sweet Charlotte), estrelado pela Bette Davis como a tal Charlotte, uma mulher que todos acreditam ter cortado a cabeça e a mão do noivo anos atrás. Um dia, mais velha, ela começa a achar que está sendo assombrada pelo sujeito, vendo sua mão decepada pela casa (e sua cabeça também) e ouvindo a "música deles" sendo tocada pela casa aparentemente por ninguém. O lance era saber se era a imaginação dela ou se era tudo verdade. O elenco tinha também a Olivia de Havilland
e o diretor era o Robert Aldrich. Era esse?O terceiro filme, me parece, é Asilo do Terror, produção inglesa de 1972. Desse eu lembro mais ou menos bem, pois me deixou com medo também. Eram quatro histórias de terror: uma sobre as partes humanas no freezer querendo vingança, uma mulher com dupla personalidade (ou possuída) que é presa por assassinato, um terno feito com u
m tecido amaldiçoado que dá vida a um manequim de madeira e uma que fechava tudo, com um bonequinho matando pessoas, sendo que o tal visitante que ouvia as histórias era considerado culpado pelos crimes e ficava preso no hospício. Veja se este clip lembra algo (o trailer está aqui). Depois comentem se era isso mesmo! Quando eu crescer quero ser que nem o Mau-mau! Aliás, Mau, você bem que podia ter uma seção de "que filme é esse?" no seu blog. Faria o maior sucesso. Eu não conseguiria, mas pra você parece que é bico!


























