segunda-feira, 15 de outubro de 2018

NÓS PROFESSORES ESTAMOS CORRENDO RISCO DE NÃO TER MAIS DIAS FELIZES

Hoje é aquele dia em que muita gente diz "Feliz Dia do Professor", 
enquanto nos outros dias do ano não liga se professor ganha mal, aprova quando a polícia bate em professor que faz greve, vota em candidatos que são notoriamente contra a educação, acha que "dar aula" não exige o mínimo esforço ou talento, pensa que professor não trabalha, ou que só trabalha quando está em sala de aula.
Creio que a maior parte da população respeita a figura do professor e acredita que a profissão deveria ser mais valorizada. Afinal, todo mundo já teve um monte de professorxs, alguns ruins, outros ótimos, muitos medianos. Mas tem muita gente que realmente odeia professor, que nos vê como "doutrinadores", que culpa Paulo Freire, referência internacional quando se fala em educação, pela má qualidade do ensino no Brasil.
Eu sou professora desde 1997. Não foi minha primeira opção. Antes de ser professora, eu já tinha sido redatora publicitária, revisora, assessora de imprensa. Mas a primeira vez que ganhei meu próprio dinheiro na vida foi aos 15 ou 16 anos, quando dei aula particular (de algebra!) para uma colega da minha escola. Quando virei professora de fato eu já tinha 30 anos. Fui atrás de uma escola de inglês para lecionar apenas como bico.
Em pouco tempo na escola de idiomas percebi que a única coisa que me habilitava para dar aula de inglês era... saber inglês. E isso não é suficiente (se fosse, qualquer brasileiro poderia dar aula de português, o que não é o caso). Então fui atrás do que me faltava. Comecei a ir a congressos de professores de inglês, congressos que até então eu nem sabia que existiam. Decidi fazer uma especialização em inglês. 
Eu era a única aluna dessa pós-graduação que não tinha graduação, pois havia abandonado minha faculdade de propaganda na metade, no final dos anos 80 (crianças, não façam isso! Sempre terminem o curso, nem que tenham que transferi-lo pra outra área que vocês gostem mais). Nessa pós, fiz belas amizades com várias professoras (e pouco depois dei aula para algumas delas). E descobri, mais uma vez, um mundo desconhecido. Durante essa especialização na Univille, em Joinville, tive aula com alguns professores da Pós-Graduação em Inglês da UFSC. Todos me convidaram e encorajaram a fazer mestrado lá em Floripa (conheci meu futuro orientador no doutorado na UFSC nessas aulas da especialização).
Mas eu não tinha diploma de graduação. Impossível fazer mestrado sem ele. Então tentei correr atrás do prejuízo. Cursei Pedagogia. Não foi fácil, porque eu trabalhava todo dia na escola de inglês (eu tinha sido promovida à coordenadora acadêmica, além de professora) das 14 às 22 horas. Só podia cursar faculdade de manhã. Alguns estágios eu tive que fazer no horário do almoço! Mas valeu a pena. Em 2002, com 35 anos, eu tinha meu diploma. Poucos meses depois, eu já estava fazendo mestrado na UFSC. O objetivo era estudar só por prazer, só estudar o que eu gostava -- literatura, cinema, inglês. E ainda por cima com bolsa da Capes, depois do CNPq.
Como você vê, entrei na universidade pública no início de 2003. Coincidentemente, bem quando o PT entrou no poder. Sabe-se lá como estaria o ensino superior gratuito hoje se não fosse o PT. As pessoas que estavam na universidade pública nos anos 90 (eu não era uma delas), como alunas ou professoras, contam o desastre que foi o governo FHC, com bolsas e salários congelados durante sete anos e as faculdades sucateadas (quando um professor morria ou se aposentava, não havia novo concurso para substitui-lo, por exemplo).
A essa altura -- 2003 -- eu tinha cinco anos como professora e já adorava lecionar. Sabia que aquela era a minha vida. Depois veio o doutorado, depois o concurso na UFC (o único concurso que fiz), em agosto de 2009. Passei. Entrei por causa do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que criou novas universidades, expandiu cursos, e ampliou a oferta de vagas para alunos. Isso foi durante o governo Lula, quando Fernando Haddad era ministro da Educação. Se não fosse o Reuni, que permitiu a criação do curso de Inglês Noturno na UFC, eu muito provavelmente não estaria lá.
Tenho alunas e alunos maravilhosos e sou muito feliz na UFC, assim como fui na UFSC.
Porém, tudo mudou muito nos últimos dois anos, depois do golpe. A bem da verdade, antes de 2016, ainda com Dilma, a situação já não estava grande coisa, era difícil conseguir recursos. Mas a diferença pós-golpe é a perspectiva, ou total falta de perspectiva, dos alunos.
No curso de Letras, em geral, formamos professores. Nossos alunos são futuros professores. Vem da classe baixa e média baixa, com poucas exceções. A maior parte vem de escolas públicas. Muitos são negros, a maior parte é parda (como 65% da população cearense). Para muitos, é a primeira vez que alguém da família chega à faculdade. Até pouco tempo, todos esses jovens vislumbravam um futuro no Brasil, tinham sonhos. Hoje o sonho voltou a ser sair do país.
Se Bolsonaro ganhar, então, não quero nem pensar. Qual será o sonho desses jovens? Qual o grande sonho daqueles que votam num candidato que só defende a morte, a tortura, a ditadura? Portar uma arma? Matar e espancar ativistas, mulheres, negros, LGBTs? Não ter a esquerda (mesmo uma esquerda moderada como o PT) no poder? O seu sonho é uma ausência?
Fernando Haddad é professor, foi um excelente ministro da Educação, entende bem do riscado. Peguei algumas de suas propostas do post que a linda Elika Takimoto, professora de física, publicou hoje no seu blog (e que me motivou a escrever este post, mesmo sem tempo nenhum!):
– Revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação
– Expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnico e profissional
– Priorizar o Ensino Médio com o Programa Ensino Médio Federal
– Criação de programa de permanência na escola para jovens em situação de pobreza
– Revogar a reforma do Ensino Médio do governo Michel Temer
– Realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica
– Em contraponto à Escola Sem Partido, criar a Escola com Ciência e Cultura, para valorizar a diversidade.
Agora vamos comparar essas propostas de Haddad com as de Bolsonaro para a educação:
– Incluir no currículo escolar educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), que eram ensinadas durante a ditadura militar.
– Diminuição do percentual de vagas para cotas raciais.
– Ampliar o número de escolas militares e fechar parcerias com as redes municipal e estadual.
– Educação à distância no Ensino Fundamental, Médio e Universitário Prontuário Eletrônico Nacional Interligado.
– Escola sem Partido.
No post da Elika ela fala bastante da aberração que é o Escola sem Partido. Eu já falei bastante desse projeto autoritário que parte da premissa 100% errada de que os grandes problemas da educação brasileira são a ideologia de gênero, o kit gay, o marxismo cultural, a doutrinação. Ou seja, tudo coisa que não existe. Aí você faz um projeto em cima de fantasmas. Mas o projeto vira realidade e passa a tirar a autonomia dos professores, a censurá-los, a amordaçá-los (e não só a nós, mas também aos nossos alunos). Não é mera coincidência que esse projeto seja defendido por quem porta faixas do tipo "Mais Frota, menos Freire". É sério. Tem quem queira ver um ex-ator pornô como ministro da Educação.
Aqui há mais detalhes sobre as propostas de cada presidenciável. O que eu quero falar é da proposta mais recente de Bolso. Semana passada ele deu declarações à imprensa de que quer implementar a educação à distância em todos os níveis. Ele ainda explicou: as crianças poderiam ir à escola só para fazer provas. O resto elas aprenderiam em casa, o que as livraria da doutrinação perversa dos professores marxistas.
Pra quem ainda não se deu conta do motivo de Bolso ser visto com espanto por todo o mundo (a mídia internacional se pergunta: como pode o quinto maior país do mundo querer eleger esse cara?), acho este vídeo bem interessante
Não é fake news, sabe? (o bacana de ter um adversário como Bolso é que você não precisa fabricar fake news, como eles fazem contra o PT. Ele cria um arsenal inesgotável de barbaridades contra ele mesmo). Veja com seus próprios olhos
Bolso diz que seus filhos homens (não a fraquejada) começaram a atirar com armas de verdade com 5 anos de idade, e que ele encoraja que crianças tenham armas para não serem covardes, ovelhas, para que reajam. Ao ser lembrado que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estabelece que "é crime vender ou fornecer a crianças e adolescentes armas, munição ou explosivo", ele diz que o ECA tem que ser rasgado e jogado na latrina. Um estatuto feito para proteger crianças e adolescentes, pra ele, é lixo! (e vocês concordam que crianças de 5 anos devem ter acesso a armas? Mesmo?).  
Mas, voltando à proposta de educação à distância para o ensino fundamental, Bolso parte de um perigo imaginário (marxismo nas escolas) para basicamente acabar com as escolas. Seria algo como "Mulheres são taradas terríveis e assediam homens na rua. Para resolver o problema, vamos trancar as mulheres em casa!". Yay, problem solved
Escola não é só para ensinar as matérias que os ditadores acham necessárias (matemática e português; literatura não! História, muito menos!). É também para socializar. Para muitas crianças pobres, é também um lugar onde se come. Essas crianças pobres não têm acesso à internet. Como elas vão comer? Como elas vão estudar? Talvez elas possam vender bala nos sinais no horário em que deveriam estar na escola, que beleza! Ou trabalhar como domésticas. Afinal, segundo Bolso, o Bolsa Família dificultou a vida de quem quer contratar uma empregada sem pagar nada!
A criança ficando em casa em tempo integral (na melhor das hipóteses, já que a outra hipótese é trabalho infantil, que reaças veem com bons olhos, porque, assim como o bullying, "forma caráter"), quem vai cuidar dela? 
Numa sociedade machista como a nossa, o cuidado das crianças é visto como obrigação de mãe (em outras palavras, trabalho feminino não remunerado vendido como "missão", "vocação", "instinto materno"). Hoje em dia, a maior parte das mães trabalha fora. Quem vai cuidar dos seus filhos? Ela terá de parar de trabalhar. A outra opção é deixar a criança sozinha trancada em casa com uma arma de fogo. Vai dar certo sim!
Isso sem falar que a fabulosa proposta de Bolso atende a outros interesses. Um deles é o da direita em geral, que está cansada desse negócio de feminismo e quer mais é que a mulherada volte pra casa mesmo. Bolso já disse, em entrevista à atriz Ellen Page, que o "aumento" no número de homossexuais (só na cabeça dele é que houve aumento, o que houve é mais gente se assumindo) se deve às drogas e às mulheres trabalhando fora. (Ele deve pensar que educação à distância vai diminuir a quantidade de gays e lésbicas).
O outro interesse é financeiro. O mais cotado para ser ministro de Educação de um governo Bolso não é Alexandre Frota, mas Stavros Xanthopoylos, conhecido como "o Grego", que atua no ramo da educação à distância. O principal ministro de Bolso, o Chicago Boy Paulo Guedes, da Economia, quer privatizar tudo, inclusive educação, saúde e, obviamente, segurança. Uma das maiores áreas de negócios do fundo que ele gerencia e é sócio, a Bozano, é a educação.
Como explica uma reportagem da Uol: "Se essas empresas (de educação, como NRE, Q Mágico, Wide, Passei Direto) tiverem mais alunos e maiores lucros, os fundos da Bozano ganharão mais dinheiro e, portanto, a empresa aumentará o tamanho de sua receita. Ou seja, os sócios como Paulo Guedes ficarão mais ricos".
Traduzindo: parece que educação à distância no ensino fundamental é um excelente negócio! Só não é pra você, mãe, ou pra você, criança, e muito menos pra você, professor e professora. A intenção é "baratear a educação". Assim é fácil: cortando a merenda, cortando uniforme escolar, cortando professores, cortando a construção de escolas, vai se baratear bastante a educação!
Diante desse quadro catastrófico já anunciado, qualquer pessoa em sã consciência, ao ter que optar entre alçar um militar ou um professor a presidente, escolheria o professor. Então, por favor, vote no Haddad. Salve a educação. Salve as crianças. Salve o Brasil. 
Hoje, neste 15 de outubro, presenteie um professor ou professora com mais que uma maçã ou um "parabéns pelo seu dia!". Decida-se a votar e convença outros a votarem no Haddad. Daqui a menos de duas semanas, quando você for votar, vote num professor. É o presente que eu te peço.

15 comentários:

Anônimo disse...

A EAD é uma modalidade de ensino, assim como a educação presencial. Ela não foi concebida para substituir a educação presencial e sim como uma ferramenta, como uma das formas de ensino.
Nasceu com um excelente propósito (os cursos por correspondência) mas hoje já viram nela um grande filão, e nessas eleições atende a outros interesses... uma pena.
O que está errado não é a EAD mas sim a maneira e o objetivo como que ela foi pensada num possível governo (bate na madeira) do senhor doas arminhas...

Anônimo disse...

Ô Lola! Ensino médio e prerrogativa dos governos dos estados.
O que pode melhorar a educação do ensino médio e e reforma do pacto federativo, onde fique mais dinheiro no estado e menos na união.

Anônimo disse...

Parabéns pelo seu dia Lola! Não concordo com tudo que vc escreve mas gosto muito do seu blog!

Anônimo disse...

O pt realmente se importa com educação, facilita a entrada na universidade, mas n melhora o ensino fundamental e nem o médio. Aí a pessoa n tem como entrar na facul com esse ensino de merda e a solução foram as cotas, genial...
E é muito legal poder pagar a facul depois de terminar o curso, o pequeno detalhe é que a pessoa n consegue emprego, nem mesmo estágio, na área que estudou. Perdeu tempo e n vai conseguir pagar tudo pq vai ter que aceitar trampo em lanchonete. Q legal!

E eu sou a favor do colégio militar. Estudei em colégio particular(o mais barato que meus pais podiam pagar) e era uma bagunça, o professor n era respeitado, tinha até mochila voando pela sala, qualquer um entrava no colégio, já entrou até um cara armado lá. Nem precisa falar a maravilha que é o colégio publico.
Já no colégio militar o aluno vai ter que ter disciplina e respeito.

Denise disse...

Eu tenho uma experiência parecida com a sua Lola, ingressei no curso de direito da UFRJ em 1999, qd a universidade estava sucateada. O diploma demorava de 6-12 meses pra ficar pronto, não tinha professor (teve um período em que pela total ausência de professor eles tiveram que aprovar a turma toda sem ter tido nem uma aula daquela matéria!), a faculdade estava entregue as moscas. Pra piorar eu estudava a noite e a faculdade fica localizada numa das partes mais perigosas do centro do Rio. Ir a aula significava correr o risco (bem alto) de ser assaltada ou de ficar no fogo cruzado de um tiroteio (o segundo eu efetivamente passei 2 vezes e foi aterrorizante!). Meu curso foi um fiasco, eu basicamente só ia pra fazer as provas (pelo que me lembro naquela época não exigiam presença, o que era mesmo inviável em turmas gigantes de dezenas de alunos, tanto que em dia de prova tínhamos que ir pro auditório da faculdade pra caber todo mundo), tudo que aprendi foi na prática já que comecei a estagiar no terceiro período. Felizmente no governo PT as coisas melhoraram, e meus estagiários que estudaram lá tiveram experiências bem melhores (tirando a questão da violência no entorno da faculdade, essa só piora com o passar dos anos). E eu ainda escuto gente falando que o governo PT foi um desastre pra educação! Os brasileiros estão cegos mesmo, ou então profundamente incomodados com a entrada das classes mais baixas nas universidades.

Qt ao ensino a distância, eu sou uma apaixonada pelo homeschooling. Inclusive estava pesquisando sobre isso recentemente pra educar meu filho em casa, porque tenho pavor do sistema educacional tradicional (não pelos professores, diga-se de passagem, para os quais tenho profundo respeito e admiração, mas pelo sistema de ensino meritocrata, retrogrado, que engessa o aluno e poda sua criatividade e curiosidade, ao invés de tratar cada indivíduo como único e estimular a paixão pelo conhecimento). Acabei desistindo porque não ia conseguir conciliar com meu trabalho e matriculei ele numa escola Montessori que vou ter que vender um rim pra pagar. Tenho lido vários relatos inclusive de unschooling e acho sensacional! Mas isso porque moro na Austrália, claro. Li com interesse as notícias sobre a decisão do STF de impedir o homeschooling no Brasil, no princípio eu achava um absurdo o STF barrar isso, mas lendo os votos dos ministros e outros artigos mudei de ideia. Num país absurdamente desigual como o Brasil, com forte influência religiosa em questões que deveriam ser laicas, sem verba suficiente pra sequer oferecer um sistema de educação gratuito de qualidade qt mais supervisionar homeschooling, seria mesmo um desastre educação a distância.

Mas vamos combinar que todo o plano de governo do Bolsonaro é um desastre, né? O que não vai impedir ele de ser eleito. A maioria dos brasileiros só quer mesmo extravasar seu ódio e colocar os pobres e as minorias “em seu devido lugar”.

Gabi Barboza disse...

Lola... Um singelo parabéns a você, pelo dia de hoje:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1883643208384469&id=100002164253274

Sinta-se abraçada!!!

Anônimo disse...

Desculpa, mas a educação à distância é o futuro.

É pura logística!! Para quê gastar horrores com professores, um prédio imenso, insumos... Se o dono pode abrir um polo simples, contratar poucos funcionários, provas a cada bimestre, laboratório presencial para cursos específicos, e um belo AVA (ambiente virtual do aluno) com apoio de tutores, fóruns, aulas, etc.

A UNINTER é assim !!! Engenharia da Produção já foi autorizado pelo MEC, agora questão de tempo para ser reconhecido.

A tendência é só cursos de elite ficarem como presencial como Medicina.

Cão do Mato disse...

A gente tá falando de crianças, sua anta!

Anônimo disse...

Então, a questão é que o Governo federal não é responsável pelo ensino fundamental nem pelo ensino médio por uma questão administrativa. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de forma geral a União fica responsável pelo ensino superior, os estados pelo ensino médio e os municípios pelo fundamental (eu digo de modo geral pq existem exceções como as universidades estaduais; escolas estaduais em que há ensino fundamental e médio e outros arrajos; entretanto a princípio a divisão de responsabilidades é aquela que citei.). Então ao Governo Federal cabe, além de compor estratégias com os estados para a melhoria da educação, o repasse de verbas; mas quem administra de fato a imensa maioria das escolas de ensino médio e fundamental são os estados e municípios e não o governo federal. Então creio que a pressão e cobranca por ensino fundamental e médio de qualidade deva ser prioritariamente nos governadores e prefeitos e não em cima do governo federal e do pt (afinal o PT não governa todos os estados)

Anônimo disse...

Grande maioria dos professores da rede pública primária e secundárista já sofreu violência de alunos na sala de aula, uma minoria vive no reino da fantasia das UFs.

Anônimo disse...

Criança sabe usar computador. Quem não sabe é velho. Sua anta.

Felipe Roberto Martins disse...

Oi Lola...
Há muitos dias pela frente p/ o 2º turno, espero que aconteça a virada do Haddad, estou na luta por isto, não tá fácil.

Também sou Professor, como você sabe, feliz dia da gente, apesar de sermos tão menosprezados socialmente neste país.

Lola, p/ mim uma parte do Brasil só está mostrando sua cara... como na música do Cazuza e teve coragem agora com o Bolso... pode parecer uma leitura negativa, talvez seja.

Existe uma parte grande da população que é hipócrita e um combo de preconceitos.
Isto é - Brasil - não todo claro, mas tá representando bastante gente.

Não é sentimento antipetista apenas ou contra à esquerda como parece, são pessoas sem formação humana, educação informal/ formal, sem leitura de mundo e por fim cheias de hipocrisia e preconceitos - rancores...

Lutemos e lutemos.
Forte abraço!!!

Anônimo disse...

“Quem sabe ele [Bolsonaro] pensa numa creche à distância?” (Prof.Haddad)

mh disse...

Gente, um pouco de humor. Relatarei algo ocorrido no Dia do Professor em sala de aula.

Um aluno se manifestou insatisfeito com o andamento do trabalho semestral e por consequência, com a disciplina. Pedi que fizesse a crítica, para ver se podia sanar e se não, para tentar não incorrer no mesmo erro em futuras disciplinas.

O aluno fez uma cara triste e disse: como vou encontrar material, bibliografia e fontes para o tema do trabalho da minha dupla? Ao que respondi: ali no segundo andar tem um quartinho CHEIO DE LIVROS, na verdade, é o segundo andar inteiro mais o terceiro. Chama-se BI-BLIO-TE-CA. Já procuraste lá?

Ele só balançou a cabeça negativamente...

Anônimo disse...

Tenho tanto orgulho de ser sua aluna que, mesmo diante de tanto medo do retrocesso, não posso deixar passar a oportunidade de dizer o quanto a admiro como professora (maravilhosa que é) e ser humano, que ainda me faz ter um pouco de fé na humanidade.


By Lorena.