terça-feira, 15 de março de 2016

PELO USO DO SHORT: "SE VC ESTÁ SEXUALIZANDO O CORPO DE UMA ADOLESCENTE, VOCÊ É O PROBLEMA"

Com muita demora, publico um texto referente ao #vaitershortinhosim. 
Apoio totalmente as reivindicações das alunas de escolas (até onde eu sei, uma em SP, outra em Porto Alegre) que querem ter o direito de usar short na escola. Ouvi algumas reclamações que as feministas não estariam dando atenção suficiente ao protesto das meninas. Bom, embora tardio, o meu apoio vocês têm (até agora eu só tinha me manifestado no Twitter).
Pedi pra A., uma advogada que prefere não se identificar, escrever este guest post:

Sou advogada recém-formada, estudante de pós graduação, moro no interior do Rio Grande do Sul e sou leitora assídua do blog há aproximadamente 2 anos. A pedido da dona do blog, irei comentar um caso do que considero uma espécie de “machismo institucionalizado” que ocorreu na capital de Porto Alegre.
Pois bem, o colégio Anchieta em Porto Alegre é conhecido por ser uma instituição de histórico tradicional e religioso. Desde 23 de fevereiro deste ano alunas do colégio iniciaram um abaixo-assinado, cuja repercussão nacional devido à internet está sendo considerável. As meninas protestam contra a proibição do uso de short dentro da escola. O texto completo das alunas é o seguinte (assine aqui a petição):
“Nós, alunas do ensino fundamental e médio do Colégio Anchieta de Porto Alegre, fazemos uma exigência urgente à direção. Exigimos que a instituição deixe no passado o machismo, a objetificação e sexualização dos corpos das alunas; exigimos que deixe no passado a mentalidade de que cabe às mulheres a prevenção de assédios, abusos e estupros; exigimos que, ao invés de ditar o que as meninas podem vestir, ditem o respeito.
Regras de vestuário reforçam a ideia de que meninas têm que 'se cobrir' porque garotos serão garotos; reforçam a ideia de que assediar é da natureza do homem e que é responsabilidade das mulheres evitar esse tipo de humilhação; reforçam a ideia de que as roupas de uma mulher definem seu respeito próprio e seu valor.
Ao invés de humilhar meninas por usar shorts em climas quentes, ensine estudantes e professores homens a não sexualizar partes normais do corpo feminino. Nós somos adolescentes de 13-17 anos de idade. Se você está sexualizando o nosso corpo, você é o problema.
Quando você interrompe a aula de uma menina para forçá-la a mudar de roupa ou mandá-la pra casa por que o short dela é 'muito curto', você está dizendo que garantir que os meninos tenham um ambiente de aprendizagem livre de 'distrações' é mais importante do que garantir a educação dela. Ao invés de humilhar meninas pelos seus corpos, ensinem os meninos que elas não são objetos sexuais.
Ao invés de ensinar que a minha decência e o meu valor dependem do comprimento do meu short ou do tamanho do meu decote, ensine aos homens que eu sou a única responsável pela definição da minha decência e do meu valor. Ensine aos homens o respeito, desconstrua o pensamento de que a roupa de uma mulher decreta se ela é ou não merecedora de respeito.
O Colégio Anchieta diz ser um colégio que ensina a pensar e fazer o futuro, mas nós não vemos nada de futuro em suas aulas e suas políticas. Não discutimos temas atuais, fenômenos sociais; não aprendemos política; nunca ouvimos falar de feminismo, machismo, sexismo, racismo e xenofobia em sala de aula; não aprendemos sobre opressão de classe, gênero e raça; não nos falaram sobre o desastre da Vale/ Samarco nem sobre as operações anticorrupção acontecendo no Brasil; não nos explicam sobre cotas para universidade; não nos ensinam a diferença entre opinião e discurso de ódio; não nos ensinam o mínimo para compreender e para viver em sociedade.
A prioridade é ensinar para o ENEM e vestibulares, entendemos. Mas a educação social e política não pode ser deixada de lado. É por meio dela que construiremos uma geração melhor que a anterior; é por meio dela que criaremos um mundo onde mulheres não serão julgadas e humilhadas pelas roupas que escolhem vestir, pela forma que tem ou por quantas pessoas já transaram; é por meio dela que acabaremos com a realidade de que, a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil e, a cada 11 minutos, 1 é estuprada; é por meio dela que criaremos um mundo onde cotistas não precisarão ouvir que 'roubaram a vaga' de alguém que estudou a vida inteira em colégio particular; 
um mundo onde mães de crianças negras tenham certeza de que, no fim do dia, seus filhos voltarão pra casa; um mundo onde não perderemos mais vidas para a Guerra Às Drogas; onde mulheres não morrerão em clínicas clandestinas de aborto; onde a religião e a política não se misturarão; onde o capital não será mais importante do que a vida; onde os problemas de hoje serão solucionados.
Nós, alunas do ensino fundamental e médio do Colégio Anchieta, nos recusamos a obedecer a regras que reforçam e perpetuam o machismo, a cultura do estupro e slut shaming."


Normalmente, este tipo de situação enseja diversos tipos de opiniões machistas e negativas, que logo se tornam ataques e ofensas. O que mais me chamou a atenção foi justamente testemunhar a incompreensão de pessoas, incluindo educadores e até feministas, fazendo pouco caso e chacota do caso.
Os argumentos mais comuns contra o caso são os seguintes:
- Short não é roupa de colégio e sim para passear na praia ou no shopping e o calor é irrelevante. 
Acho o argumento de que o calor é irrelevante no mínimo leviano. A realidade do aquecimento global, bem como reportagens de pessoas passando mal devido ao calor, são algo notório. Até no ambiente de trabalho onde a exigência de um vestuário formal é muito mais rígida (especialmente no espaço jurídico; afirmo isto com experiência) isto vem sido de certa forma flexibilizado. 
Em alguns estados é permitido a funcionários públicos o uso de bermudas no trabalho, isto inclusive depois de manifestações de funcionários homens. Houve um episódio inusitado de um funcionário que em protesto pela proibição do uso de bermuda por homens (para mulheres havia a opção de saia e bermudas) foi ao emprego com a saia da esposa como forma de protesto. 
Tenho professores(as) ou ex-professor procuradores, juízas que fazem audiência com trajes “arrumados” (limpos, não amassados e não esportivos) e que dispensam o uso de ternos e paletós. Logo, não sei por que o questionamento das alunas soa como algo tão chocante. Talvez mais pelo fato de serem adolescentes e pela sociedade não achar este tipo de questionamento compatível com a faixa etária. 
Sobre shorts serem informais, isto também não deixa de ser uma construção cultural. 
Já faz algum tempo que saí do Ensino Médio, mas os três principais colégios particulares da minha cidade utilizavam uniforme e bermudas para ambos os sexos. O detalhe é que as bermudas de todos não tinham o comprimento tradicional do que chamamos de bermuda. Com apenas poucos milímetros acima do joelho, essas "bermudas" estavam mais para short, e ninguém, nem os pais mais conservadores (sendo que dois destes colégios eram católicos), se insurgiam contra isto. 
Aqui no Rio Grande do Sul há uns anos fazia muito mais frio e usamos calça, inclusive no verão no colégio. Porém, na hora da Educação Física com esportes, corrida e testes físicos, até os mais tímidos optavam pela bermuda ou short.
- Por que estas meninas estão questionando as roupas ao invés de estudar?
Talvez o argumento mais relevante do movimento destas estudantes seja que a questão principal a ser questionada não é o short, e sim a fundamentação de índole machista da proibição, o que acredito que muitos dos críticos ou não entenderam ou preferiram ignorar. 
Um reaça misógino qualquer no Twitter
fez esta comparação, sem perceber
que nenhuma mulher na foto usa
shortinho 
Houve argumentação reflexiva também sobre a espécie de ensino que estamos passando em nossos colégios, sejam públicos ou particulares: será que o fato de termos um ensino voltado para o ENEM, PAVE, vestibular e que pouco ou nada aborda questões atuais como problemas sociais como desigualdade de gênero e racial formará jovens dispostos a solucionarem a atual situação? Ou serão pessoas preocupadas unicamente com seu sucesso individual sem pensar no retorno social de sua função, sem solidariedade com o próximo? 
- Ora, mas o colégio Anchieta é uma instituição particular cara e bem conceituada. E, uma instituição tem o direito de fazer suas próprias regras. Se não gostaram por que não trocam de colégio?
Sara Winter, ex-Femen,
atual fundamentalista
cristã anti-feminista,
indignada porque os
shorts são curtos
Concordo que uma instituição particular tem o direito de fazer suas próprias regras, mas todo ser humano em um estado democrático e com livre liberdade de expressão tem o direito de questioná-las. Os meninos do colégio Anchieta mostraram aceitação e apoio as suas colegas em uma foto em que também usam shorts. O fato dos pais das adolescentes terem uma boa situação econômica por acaso enfraquece de alguma forma este direito?
Sobre trocar de colégio, acredito que qualquer pessoa que tenha sido criança ou adolescente e passado por isso sabe como é traumático ter que separar-se dos seus melhores amigos e adaptar-se. 
Só troquei de colégio uma única vez, e não foi fácil a adaptação. Imaginem quem tem de fazê-lo no meio do ano letivo? Uma das minhas melhores amigas teve de fazer em seis meses provas de um ano inteiro porque a instituição não aceitava que o conteúdo entre a escola antiga e a nova eram semelhantes.
Se antigamente nossos uniformes eram saias compridas e calças, algo aconteceu para que hoje as roupas sejam diferentes. É tão ruim e inapropriado o questionamento dessas alunas? Será que as roupas (e a aparência em geral) são um instrumento tão relevante na educação? Claro que não devemos trabalhar ou estudar sujos ou de roupas rasgadas, mas não está na hora de dar mais liberdade às alunas?

123 comentários:

Anônimo disse...

A minha filha cursa o último ano de direito e ela acha um absurdo as alunas irem de short na faculdade. Eu também acho. E dai?

Anônimo disse...

Não minha cara, o problema é a falta de bom senso. Em sociedade de vive com regras, ou seja, cada coisa em seu lugar. Entendeu ou quer que desenhe.

Anônimo disse...

Que ela não vá de short, ué. Resolvido. Mandar no corpo dos outros é que vocês não podem.

Anônimo disse...

Engraçado que, por mais que faça calor, nenhum garoto tem vontade de andar com a bunda de fora e mostrando as pernas. Essa exposição não é uma forma de objetificação?

Anônimo disse...

Vamos ser realistas? Ninguém se ofende com uma bermuda, agora short atochado no rego não dá gente, isso de "se você está sexualizando adolescente o problema é com você" simplesmente não tem correspondência no mundo REAL. Na adolescência vc é jovem, tá no auge da beleza, tudo durinho, tudo firme, me diz como que alguém não vai olhar? Especialmente se todo o ideal estético na sociedade está justamente nessa fase da vida. Mulher gasta uma fábula tentando "rejuvenecer", sumir com celulites, empinar peito, pintar cabelo, depilar, tudo pra ficar nesse ideal estético que, na vida, você só tem durante um período muito determinado. Eu concordo que é possível ir desconstruindo isso, mas na sociedade e no mundo das urgências não dá não. Então pra mim tá faltando bom senso.

Educar os garotos é extremamente importante, ensinar consentimento, ensinar respeito, tudo isso é válido e nem sempre se aprende em casa. Mas shortinho? Eu nunca vi advogada de shortinho no fórum, juíza de shortinho, desembargadora de shortinho, ministra de shortinho, e nem homem de regata em fórum que não fosse cliente de alguém. Quer usar shortinho? Usa na praia, no shopping, no rolê, mas escola é outro papo gente. Não vai ser um palmo de tecido que vai deixar alguém com mais frio ou calor, bermuda tá bom, é razoável e não ofende as sensibilidades de ninguém.

titia disse...

Eu não poderia concordar mais. O Brasil não é a Europa, aqui é quente PRA CARALHO, não dá pra querer que uma pessoa coberta dos pés à cabeça com tecidos que dificultam a troca de temperatura (calça jeans e camiseta de escola são assim, você sua feito um chafariz nessa roupa cretina, eu ainda me lembro) fique confortável e não agarre uma oportunidade de se vestir com alo mais refrescante. Véi, seguinte: esse negócio de quanto mais coberto o corpo mais "adequada" a pessoa está tem que acabar, e o machismo que justifica crimes e violências contra as mulheres apoiadas nessa premissa ridícula tem que acabar também. Afinal, se roupa ditasse caráter, a gente não teria essa maracutaiada rolando solta no governo, né?

16:55 você pode achar absurdo o quanto quiser. Mas proibir todas as alunas da faculdade de usarem short só porque você e sua filhinha acham feio é algo que você não pode fazer. Seria tipo, como eu acho errado fazer lavagem cerebral em crianças que não tem discernimento, então vou proibir famílias religiosas de terem filhos. Não posso, né? Então você também não pode cagar regra no vestuário das outras só porque sua noção de "respeitabilidade feminina" ainda não chegou ao século XXI.

Anônimo disse...

Anônimo disse...
Que ela não vá de short, ué. Resolvido. Mandar no corpo dos outros é que vocês não podem.

15 de março de 2016 17:06

Na faculdade ou no colégio pode mandar no vestuário sim, pra homens e mulheres, roupa correta. Fim de papo.
Gente fresca! Quem ficar pelada(o) vai ficar na rua ou na sua casa. Liberdade não é libertinagem.

Anônimo disse...

titia: não é questão de ser feio, é questão de postura e decoro. Calor não é desculpa pra nada.

Anônimo disse...

Então porque eu posso usar bikini na praia eu vou querer ir de bikini pra faculdade, ou os rapazes de sunga? Bom senso né gente?

Anônimo disse...

Anônimo 17:12

Parabéns, é exatamente isso.

titia disse...

17:07 os garotos não usam short porque gente como você ensina pra eles que "é coisa de viado". Meu irmão usou short até os 11 anos antes de vocês virem com essa merda de que short "é coisa de viado".

17:09 o olhar que você está falando é aquele de encarar a menina (porque é menina sim, não importa o quanto tentem sexualizar ainda é uma menina) com cara de quem quer arrastar a coitada prum canto e estuprá-la até a morte, seguido por uns gestos obscenos e uma cantada grosseiro do tipo "Vou te chupar todinha, gostosa!". Bom, isso não tem desculpa nem mesmo com mulheres adultas, então que tal você ir arranjar um argumento que preste?

17:10 nem o meu avô usa mais essa desculpa. Volta pra tumba múmia!

Anônimo disse...

titia,

garotos usam short sim, só não ficam com shorts ultracurtos com a bunda de fora, isso é moda entre as meninas para sexualizá-las sim, por isso acho complicado ser uma pauta feminina incentivar roupas sensuais, o corpo da mulher não é um objeto de exposição.

titia disse...

17:12 é feio por quê? Você, como os evangélicos fanáticos, acha que o corpo é feio, sujo e ruim e deve ser coberto? Porque, sabe, esse é o princípio por trás desse seu "decoro": que o corpo humano é uma coisa feia e suja e que por isso deve estar sempre coberto. Esse "decoro" de que você tanto fala, aliás, na maior parte do tempo só vale pras mulheres justamente porque o corpo feminino é que é considerado feio, sujo e obsceno e deve estar sempre coberto - a menos que esteja cumprindo o papel de incubadora ou de objeto sexual pra macho fraco. Que tal você simplesmente não sexualizar o corpo feminino a menos que esteja num quarto transando com a dona do corpo? Bando de enjoado com nojinho de mulher!

titia disse...

17:25 oh papiro ressecado do deserto, você realmente acha que vai me fazer chorar me chamando de vagabunda? De onde você acha que eu saí, da idade média? Na verdade, assim que li o "vagabunda" no seu texto morri de rir e entendi que sim, você é muito uma múmia, pode ter 54 de corpo mas na cabeça não passou do "uga, buga!". Maior prova de que você é uma múmia é que ainda se orgulha de ensinar seus filhos a serem uns bostinhas machistas como você, e suas filhas a serem escravas de macho que aguentam traição, surra, violência verbal e até AIDS pra terem um macho do lado.

Ai, gente, eu adoro machistas no lanchinho da tarde com chazinho das suas próprias male tears.

Anônimo disse...

Pode deletar o quanto quiser, a verdade continua sendo o que é.

Não existe diferença no calor de alguém você usar uma bermuda ou um short que de tão curto mostra os bolsos.

È feminismo servindo a macho SIM. É feminismo dando material pra macho se esbaldar SIM. É feminismo mantendo homem como centro da discussão SIM.

Mas a sociedade já deu a sua resposta pra tudo isso.

Gustavo disse...

Isso que é falta do que fazer, quer ficar pelada vai pra uma praia de nudismo. Estão reclamando como se os homens pudessem usar o que bem entendessem na escola, eu tinha que usar a merda do uniforme como todo mundo e n importava a porra do calor. E era tudo igual pra homem e pra mulher, a blusa, o comprimento do short, a calça comprida ou jeans...
Agora essas garotas querem ir com um micro short reclamando q é machismo, achando que estão indo para alguma balada.
Ahh... vão estudar!

Anônimo disse...

Acabei de descobrir que não sou pra casar kkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Mulher pra casar mimimi do kct , homem é cheio de frescura, as vezes a mulher nem quer casar com ele.

Anônimo disse...



"Anônimo titia disse...
17:25 oh papiro ressecado do deserto,"

Eu estou impressionada que uma mulher forte como a Lola deixe essa pessoa fazer esse tipo de escatologia em um blog tão antigo e respeitado como o dela. Que surpresa.

Anônimo disse...

Mas a sua filha e você não tem este poder. Fim de papo. Se estão tão incomodadas assim, furem os olhos. E depois os outros que são frescos.

Anônimo disse...

Eu entendo a luta dessas garotas, mas mesmo assim acho difícil concordar completamente pelo uso do shortinho. Em parte, porque se pensarmos bem, a questão do vestuário feminino é muito complexa: A burca,niqab entre outras roupas que servem para esconder o corpo feminino já ficaram caracterizados um símbolo da opressão patriarcal por todo ocidente, por obviamente cercear a liberdade feminina. Por outro lado, o uso de roupas curtas também é um uso de objetificação mas é pouco discutido no ocidente. O machismo também pode ter maneiras de se adequar, basicamente em "as mulheres querem ter liberdade sexual? então vão se relacionar, se vestir do jeito que queremos". Eu sei que essas garotas não possuem o interesse de chamar atenção para os seus corpos, mas em um mundo cada vez mais exibicionista e fetichista, no futuro isso poderá gerar outros problemas. Acho que a única vestimenta para mulheres que não gera polêmica são as "neutras", como calça e bermuda.

Guilherme disse...

Discordo do post. Acho que a Valéria do Shoujo Café, que também é feminista, escreveu um texto com muito mais bom senso.

titia disse...

17:38 duvido que essas meninas estejam sequer pensando em macho quando exigem o direito de vestir shorts. Pelo menos, a última coisa em que eu penso quando visto um short é em ómi. Eu penso é na porra da temperatura ambiente de 32 graus que é a normal da minha cidade e que fica ainda pior quando o tempo tá nublado e não chove, fica aquele mormaço de cozinhar até mosquito da dengue. Usar calça nesse tempo é um sufoco.

17:49 mas o cara me chamar de vagabunda não é problema nenhum, né? Olha pro teu rabo, projeto de mascu hipócrita.

Gustavo, meu caro, você não foi atrás do direito de vestir uma roupa mais confortável pra ir pra escola porque não quis - ou porque era jovem demais pra entender que não, os adultos nem sempre estão certos em tudo. Problema seu, não das meninas que estão lutando agora.

17:51 calça e bermuda, peças que são vistas como tipicamente masculinas e, portanto, coisas "boas". As saias e shorts, por sua vez são considerados tipicamente femininos e, portanto, coisas "ruins" que rendem polêmica. Percebe que é machista colocar o masculino como norma e exigir que o feminino suma debaixo da roupagem masculina pra só então ser digno de respeito?

Guilherme disse...

Ops, esqueci de mandar o post. Aqui: http://www.shoujo-cafe.com/2016/03/algumas-palavras-sobre-o-vai-ter.html

Anônimo disse...

Troll desocupado das 18:02, se você continuar trollando em todo post dizendo que Hitler é esquerdista, a lobo mau aqui vai atrás de você pra enfiar um cacto no teu cu.

Ass: feminazi comedora de mascu.

Anônimo disse...

Ano passado teve uma palhaçada semelhante em Baden Württenberg, sul da Alemanha. O último verão foi MUITO quente e teve algumas escolas que mandaram bilhetes para os pais das alunas dizendo que se elas viesse para a escola com roupas curtas, eles teriam que pagar multa.
A coisa não foi pra frente, justamente por que entra em conflito com a lei que prevê a liberdade individual de expressão.
Além disso, os questionamentos por parte da mídia, pais e alunos/as foram os mesmos - dupla moral (já que o vestuário dos meninos não foi condenado) e culpabilização da vítima em caso de assédio.

Só pra constar - Baden Württenberg é predominantemente católico e no último fim de semana elegeram um partido neonazista para o governo do estado.
É... eles de fato tem muita moral pra falar das minissaias...


Jane Doe

Anônimo disse...

17:38, onde você viu que as meninas querem usar short curto, ou short que mostra a bunda? Isso não foi dito em lugar nenhum e pelas fotos dá pra notar que os shorts são de comprimento normal Não vá você cair na esparrela de macho de que as meninas querem usar short pra se exibir pra homem. Seja mais esperta.

Ana Carolina Serrao disse...

Mas a cultura machista iria massacrar um homem de short curto. Ele pode até querer mas vai ficar com medo de ser ridicularizado.

Ana Clara disse...

Até onde eu saiba sobre essa polêmica, não se proíbe o uso de shorts para as meninas (não é um caso de dupla moral), mas ele não se adequa ao tamanho que as meninas querem.

A questão que eu acho relevante é: até onde elas querem ou até onde isso é uma influência externa? Na TV mesmo, "divas" como Beyoncé ou Rihanna usam shorts micro-curtos (e é fácil notar como o pop industrial coaptou o "feminismo" para vender) e são as grandes influências para essas garotas. Que para ser uma "diva", uma "musa", uma mulher empoderada é necessário o shorts.

(Aliás, o pop industrial está cheio de mulheres "feministas" que fazem músicas onde se colocam em conflito com outras. Talvez apenas a Taylor Swift escapa do buraco, já que fez uma doação de $200.000 para a Ke$ha continuar sua batalha judicial)

Agora, comprimento de shorts não é justificativa para assédio. Isso não se tem o que discutir.

Há a rebeldia da adolescência, há a procura pela estética também. As meninas usam a bermuda, mas essa bermuda tem bom caimento? Tecido confortável? Ou é aquelas lycras que o aluno levanta da cadeira e tem uma marca de suor horrível no assento? Ou é aqueles que quando chega em casa e tira o shorts, a pele sob está praticamente molhada?

Sinceramente, eu acho que já passou do tempo dos colégios também pedirem a opinião dos alunos a respeito dos uniformes. A adolescência é uma época de busca de identidade visual, de formação de personalidade, de provar coisas diferentes. Opção de cores, de tecidos, de cortes, caimento, variação de modelos. Muitas vezes o uniforme é uma questão de encomenda, então não teria risco de se perder um estoque. Querendo ou não, a mente das diretorias e etc ainda é muito tacanha.

Eu estudei em um colégio que tinha um tamanho mínimo de shorts tanto para meninos quanto para meninas. E na encomenda, vc podia dar as instruções e fazer alguns pedidos, conforme o que caísse melhor em você. Não havia aquela coisa horrível de garotos de perna fina usando bermudas que cabem praticamente todos os meninos magros da sala inteira, ou até mesmo aquelas bermudas esquisitas que achatam e "abatatam" qualquer garota de perna grossa e baixinha. Até mesmo as blusas poderiam ser encomendadas em golas e comprimentos diferentes, e ainda podíamos usar blusas de frio do colégio ou as de casa mesmo, sem a criança ficar parecendo uma propaganda ambulante do colégio.

Na verdade, eu vejo tudo como uma grande falta de diálogo entre direção e alunos. E a falta de debate se realmente isso realmente é liberdade ou apenas uma objetificação, afinal, a grande mídia aprova que as várias musas sejam reconhecidas pelas suas roupas curtas do que pelo seu talento musical.

Anônimo disse...

E daí que o que vc acha ou deixa de achar não é regra. Não use vc e sua filha então.
Eu acho absurdo os homens poderem usar roupas mais frescas sem serem julgados por isso e as mulheres não poderem fazer o mesmo. E aí?
Cada um luta pelo o que acredita.

Anônimo disse...

Seu argumento contra o short é que no caso das meninas elas usam no rego? E se for aqueles que nem os short dos meninos? Qual seu argumento?

Anônimo disse...

Por que feminismo só é permitido pra mulher qie quer cubrir o corpo. Sabe as que usam burcas? Essas sim são as verdadeiras feministas.
Afinal feministas e pautas feministas são aquelas que o anônimo das 17:38 diz que é e ponto final. Entendam isso meninas.

Anônimo disse...

É que o coitado morre de vergonha de possuir o mesmo lado político do hitler. Aí ele repete todo post pra um dia quem sabe virar verdade. Ele precisa confirmar essa verdade da cabeçinha problemática dele. Mas ninguem confirma aí ele continua insistindo.

Amiguinho, sei que vc ta lendo os comentários. Tem que ter coragem e encarar a realidade amiguinho.

Anônimo disse...

Um texto bem interessante sobre isso:

http://www.criacionismo.com.br/2016/03/a-revolta-do-shortinho-e-geracao-z.html

Melhor definição que já vi: "Protesto de uma geração sem causa"

BLH

Anônimo disse...

Concordo em partes, bermudas podem sim ser parte do uniforme de qualquer escola sem nenhum problema. Mas " shortinho?" Acho que caberia sim uma limitação de tamanho/comprimento mínimo.

Ainda é uma escola, não uma praia ou desfile de moda.

Anônimo disse...

"Talvez apenas a Taylor Swift escapa do buraco"

O quê? Ela escreveu uma musica e um clipe q coloca mulheres umas contra as outras, WTF? ("Bad Blood" é o nome)

Anônimo disse...

Esse post é o melhor exemplo da Teoria da Ferradura que eu já vi. Ademais, sou traumatizada demais com o bullying. Não uso saia nem short desde a adolescencia pq minhas pernas sao finas. Eu passaria longe desse protesto aí kkkkk. Mas achei uma reivindicação bem boba. Uma saia midi (que são lindas) ou uma bermuda fazem o mesmo papel de um shortinho pra espantar o calor. Desnecessário demais esse barulho todo, tem coisas mais importantes pra serem discutidas.

Anônimo disse...

Nunca me dei conta das roupas q as meninas usavam quando iam pra escola, pqp

Mas pq não deixar? O q tem demais num shortinho? É só um shortinho

Eu lembro q o shorts e os shorts curtos eram super moda nas décadas passadas, inclusive entre os homens, e se a gente consegue conviver com mulheres usando shortinhos em tudo quanto é ambiente, pq numa escola tb não? Não vejo nada demais


Ana Clara disse...

20h04min

Por isso eu disse >talvez<. Pois se na ficção ela realmente se portou assim, na vida real ela é a única, de todas as cantoras que demonstraram apoio ao caso da Ke$ha (se não souber a respeito, a Lola fez um guest post), ela foi a única a mostrar apoio$$$$$$$$$$ de fato. É muito bonito dizer "força Ke$ha" e sair do Twitter, enquanto a coitada deve estar devendo meio mundo por conta da ação corajosa dela.

Então, >para mim<, sim, considero a Taylor muito feminista. O que ela fez na vida real, ao meu ver, sobrepôs muito à ficção.

Erres Errantes disse...

Eu estava mesmo querendo ler algo em defesa dessa pauta, porque eu tinha algumas dúvidas. O post veio a calhar.
Todos os ambientes de trabalho requerem um vestuário adequado. Bem como outros profissionais, as professoras e professores não vão dar aula de short, por que as alunas deveriam ir para a escola com essa peça de roupa?
Tem o argumento do calor. Ok, o Brasil está quente demais e as vestimentas devem mesmo ser revistas. Nesse sentido, penso que poderia ser liberado, tanto para professor(a)s quanto para aluno(a)s, o uso de camisas sem manga e bermudas acima dos joelhos. Eu estudei numa escola que adotava um uniforme especial para as aulas de Educação Física, seguindo esses padrões.
Na faculdade, acho que cada um deve ir com a roupa que quiser. Eu mesma vou de short. Mas vamos ser ingênuas, né? Esse demanda do shortinho me parece muito mais um desejo das meninas de mostrar o corpo e se exibir para os meninos. Todas nós já fomos adolescentes e sabemos que há meninas que agem assim. Então, acho que elas poderiam rever a centralidade que estão dando à aprovação e ao desejo masculino. Eu já dei aula para Ensino Médio e, embora não devamos ser autoritários com adolescentes, também não devemos ser permissivos. Adolescente não é adulto, portanto não podemos deixá-los fazer o que quiserem. É preciso impor limites. Nesse caso específico, penso que a direção da escola deveria conversar com as alunas e lhes explicar que short curto não é um traje adequado para assistir às aulas.

Anônimo disse...



As redes sociais estão bombando em torno de uma frase do então deputado federal Luís Inácio Lula da Silva, em 1988, quando ainda era Lula e não o gatuno profissional em que se tornou hoje.

Olha só, leitor, que palavras sábias: “No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba, ele vira ministro”.

Segundo a imprensa nacional, para fugir do juiz Sérgio Moro, Lula está cogitando aceitar o convite da presidente para assumir um ministério e ter acesso ao foro privilegiado, que tiraria seus processos da Vara Federal de Curitiba e os levaria para o Supremo Tribunal Federal.

“Quando um rico rouba, ele vira ministro”, disse Lula há 27 anos atrás.

Que previsão…

http://goias24horas.com.br/53182-pega-ladrao-lula-quando-era-lula-em-1988-no-brasil-e-assim-quando-um-pobre-rouba-vai-para-cadeia-mas-quando-um-rico-rouba-ele-vira-ministro/

Anônimo disse...

20:34

A Lady Gaga tb apoiou muito além de um tuíte, aliás, ela ajuda desde quando esse assunto não estava em voga

Erres Errantes disse...

Guilherme disse...
Ops, esqueci de mandar o post. Aqui: http://www.shoujo-cafe.com/2016/03/algumas-palavras-sobre-o-vai-ter.html

15 de março de 2016 18:13

Eu li o post da Valéria e também achei bem equilibrado e com melhores argumentos. Mas creio que me afino mais com a opinião da Valéria porque ela é professora de Ensino Médio, assim como eu fui. Concordo com ela que a escola demanda uma vestimenta apropriada, e que a luta pelo shortinho não se deve apenas ao calor...

Anônimo disse...

Eu li o post da Valéria Shoujo Cafe e concordo que realmente é muito mais inteligente e com uma visão mais equilibrada e responsável desse caso.

Anônimo disse...

Tem algumas meninas que estão lutando para uma visão mais justa de gênero. Mas, vejo que a motivação das massas é usar seu mini shortinho super sexy onde quer que elas queiram. E essa massa nem se dá conta (acho que finge, na verdade) que se forçar a usar um shortinho na escola quando se pode usar uma bermuda pode ser uma reação machista. Afinal, quantas dessas meninas não querem ser o objeto de desejo que elas veem nos comerciais de cerveja, videos de música pop ou nos filmes tipo Velozes e Furiosos?
Admiro as motivações feministas daquelas que querem suscitar a discussão de gênero. Mas não consigo acreditar que a maioria não esteja motivada pura e simplesmente pelos modismo. E por não saber ouvir um não como resposta.

Anônimo disse...

Sou dependente química em recuperação e quando tinha 27 anos fiquei internada em uma certa instituição gratuita do RJ (CREDEQ). Éramos seis mulheres e cerca de 40 homens. Eles, liberados para usar shorts e bermudas, nós apenas calças compridas. O pretexto da instituição era para não despertar instintos. Acreditem, isso foi em 2002, não no século passado. Na época eu e aquelas mulheres desconhecíamos o feminismo mas achávamos tal imposição injusta e absurda.

Anônimo disse...

21:35: concordo. Mas convenhamos: é um direito delas.

Anônimo disse...

Vou trabalhar no escritório de bermuda, chinelo e regata, e vou assim também no Forun na frente do juiz, na igreja, em casamentos.
To pensando também em entrar em hospitais sem camisa, em comércios também etc.
Numa entrevista de emprego então, viiixi vou e de camisa de time e bermudão.Há algum tempo fui a um velório de um primo meu, que Deus o tenho, eu devia ter ido era com meu abadá que sobrou do ultimo carnaval.

Anônimo disse...

21:50 Da mesmo forma que é um direito tbm discordar delas

Anônimo disse...

O ponto mais relevante desta questão e a objetificação do corpo feminino pelos homens, os meninos devem aprender sim QUE O CORPO DA MULHER NÃO SERVE NEM ESTA A DISPOSIÇÃO PARA O PRAZER MASCULINO, a educação de gênero não só e necessária como deve ter em seus focos a desconstrução da sexualização do corpo da mulher pelos homens fato que esta fortemente ligado a desumanização feminina no patriarcado.

Anônimo disse...

É um direito meu nunca querer ouvir um não. Nunca aceitar um não. Quem não concorda comigo é opressor. E pronto!

Anônimo disse...

22:06

E "~discordar~" não tira o direito de ninguém

Anônimo disse...

22:06 e 22:18, sei q vc é a mesma pessoa, todo trabalhado no cinismo, não vale a pena argumentar

Anônimo disse...

Pessoal, o Lula roubou mas o FHC roubou também. Vamos deixar os dois soltos..

Anônimo disse...

22:16,
"O CORPO DA MULHER NÃO SERVE NEM ESTA A DISPOSIÇÃO PARA O PRAZER MASCULINO,"

Vc está errada. O CORPO DA MULHER SERVE SIM E ESTÁ A DISPOSIÇÃO PARA O PRAZER MASCULINO. SEMPRE FOI ASSIM E SEMPRE SERÁ. SEU CHILIQUE NÃO IRÁ MUDAR MILHARES DE ANOS DE HISTÓRIA HUMANA NO PLANETA. Mas serve para fazer vc passar vergonha por ser tão idiota.

Anônimo disse...

22:42 - amore, na última semana saiu pelo menos três posts políticos aqui, SE LIGA

22:45 - quem está errado é vc, por isso vou fazer o favor de repetir: O CORPO DA MULHER NÃO SERVE E NEM ESTÁ A DISPOSIÇÃO DO PRAZER MASCULINO, entendeu?

Anônimo disse...

23:24

Que macho? O cachorro sarnento e cheio de DST's feito vc?

Ha, mas nunca

Guilherme disse...

Toda civilização tem suas regras, isso é perfeitamente natural.

Não se grita em hospitais e escolas, ninguém se veste de biquini para ir a uma entrevista de emprego, um médico não sai de um hospital e vai comer pastel na esquina de jaleco e nem se pratica campeonato de arroto em uma biblioteca.

Anônimo disse...

15 de março de 2016 22:45

Escravidão e impérios e reinos também fizeram parte de milhares de anos de história e hoje em dia não são regra. Então lutas ou chiliques como vc prefeir, fazem sim diferença e derrubam coisas ditas como regras. São mudanças que ocorrem lentamente mas que inevitavelmente acontessem. Então não confie na história porque ela também já mostrou que nada dura pra sempre e que até os mais poderosos podem cair.

Anônimo disse...

Boa noite.
Eu defendo a ideia de que a mulher é dona do seu corpo, e tem o direito de usar o que quiser, porém com algumas exceções.

Vivemos em sociedade, e para isso funcionar, temos regras, como em varios campos da vida, e a vestimenta é uma delas. Ha lugares que exigem isso, e ha lugares que não exigem.

E acho que a partir do momento que isso não for respeitado, muita coisa dara errado.

Eu sou peofessora, de fundamental II e médio, e é fácil falar que a sociedade sexualiza adolescentes, mas como acredito que cada um é dono de si, na maioria das vezes, as adolescentes estao de sexualizando cedo demais.

Eu quero ver conseguir dar aula com meninas semi nuas, pois hoje em dia os shortinhos são super minis, e com a outra metade da sala composta por meninos adolescentes com os hormônios a flor da pele, com cereza é uma combinação ruim, e sim concordo que temos que mudar o pensamento machista, mas isso se da aos poucos, e não a força como se quer fazer, e sinceramente no caso de adolescentes os hormônios falam mais alto que qualquer outro título imposto ou criado pela sociedade.

Sendo assim, temos que parar de enxergar tudo como "machismo", e abrir a cabeça, imagine se em todo lugar não houvesse regras de vestimentas nem para homens e nem para mulheres? Acredito que ficaria desconfortável, em um hospital por exemplo? Em um restaurante? E em vários locais públicos.

Temos que pensar fora da bolha, porque nem todos são como nós, e nem todos se sentiriam a vontade, e o meu direito termina quando o direito do meu próximo começa.

Anônimo disse...

Feminista usando escravidão e impérios antigos para justificar uma defesa fazia, egoísta e irresponsável de shorts minúsculos em adolescentes para usar em qualquer apenas porque querem e acabou! Ensinando adolescentes que ou sua vontade é realizada sempre que quiser em todo tipo de ocasião ou ambiente ou então imediatamente acuse os outros de machismo de forma birrenta e pedante até ter todos seus caprichos satisfeito.

titia disse...

02:26 fui estagiária numa escola que permitia "causal Friday" (não precisava usar uniforme na sexta feira) e nunca nenhum professor reclamou que os meninos não prestavam atenção à aula por causa dos shorts das meninas. Nunca. Aliás, a única que reclamava dos shorts das meninas era uma professora machista porque achava, como todos os machistas, que o corpo da mulher deve estar coberto pra merecer respeito. Uma professora machista que, aliás, usava vestido de alcinha, saia curta e sandálias de salto enquanto os estagiários tinham que usar calça, camisa polo e sapato fechado. Apesar do que os estupradores dizem 'fessora, homens e meninos não são bestas irracionais dominadas pelos hormônios e instintos; eles sabem muito bem tanto ver as colegas de short de forma não sexualizada quanto sabem identificar os sinais de que uma pessoa NÃO quer transar. Se eles decidem não fazer isso, bom, a culpa não é da menina/mulher. A menina de 12 anos que foi estuprada por colegas no banheiro da escola não estava usando short, lembra? Quantas vezes vamos ter que repetir que roupa NÃO causa assédio nem estupro?

Anônimo disse...

Há uma reportagem na folha com a diretora da escola de SP dizendo que as meninas não querem usar a bermuda que esta disponivel na grade de uniformes, elas querem shorts bem mais curtos.
Tem necessidade? Nenhuma, me desculpe mas não concordo com isso, e tambem não apoio.
Por todas as escolas que passei tinham regras que deveriam ser obedecidas, por meninos, meninas, professores...e em todos os lugares que trabalhei tambem, em nenhuma empresa que trabalhei fui com um shorts mais curto ou uma blusa muito decotada.
Acredito que para tudo temos de usar um pouco de bom senso e ultimamente esse limite do bom senso quer ser ultrapassado custe o que custar.

E quanto ao que se fala no texto que a escola não ensina sobre etica e mais um monte de coisa...bom a educação de uma criança ou adolescente deve ser feita pela familia, escola e sociedade. Não tente empurrar tudo para a escola achando que somente ela é responsavel pela educação de um individuo.

Devido ao local onde trabalho e moro, conheço e convivo com muitos pré-adolescentes e adolescentes. Destes, 95% não conseguem manter 5 minutos de conversa sobre algum tema da atualidade, não tem opinião sobre politica, religião, nem nada do tipo...o tempo deles é dedicado ao celular e redes sociais, festas e mais festas. Não os vejo com nenhum livro na mão, lendo uma reportagem se quer, se informando sobre algo realmente util.
Não estou dizendo que isso é uma regra, estou falando sobre pessoas que eu conheço e convivo, que fique claro isso.

Acho que devemos lutar por igualdades que realmente mudariam a situação da mulher.

Anônimo disse...

Acho que o texto quis dar a idéia de que as meninas NÃO podem usar shorts, quando o correto não é essa questão, elas podem sim usar, mas elas não querem devido ao comprimento.
Ai em cima choveu gente dizendo que ninguem pode cagar regra no que os outros vestem. É realmente, ninguem pode mesmo, mas o nosso bom senso pode!!!
Nunca tive aula com uma professora usando shorts aparecendo a beirada da bunda, e isso num calor de 46C.

Então eu posso vir trabalhar de biquini? afinal o calor é insuportavel, e meus colegas de trabalho vão vir de sunga.

Já que ninguem pode cagar regra no que eu uso né não!?!

Vão lutar por coisas melhores, tenho dó dessa geração de adolescentes, tão vazios, tão perdidos.

Rafael Cherem disse...

Nenhuma delas podiam usar saia no calor? Realmente, cada lugar tem suas roupas apropriadas, e cada instituição privada é livre para criar suas regras, os insatisfeitos podem procurar outra.

Anónimo disse...

Tbm penso o mesmo,cada lugar com seu traje ou ausencia dele,escola eh LUGAR DE APRENDER e nao de usar roupas que aticem os dois generos,vao usar esse tipo de roupa fora da escola,lah eu gostaria sinceramente que meu filho/filha soh fosse direcionada a aprender e ter um futuro,claro que tbm se relacionar,mas depois de um tempo que estiver mais experiente e conheca e saiba assumir as responsabilidades.

Anónimo disse...

Nao exagerando tbm,aqui eh quente e usar bermuda eh normal,ninguem precisa passar calor,eh soh ter bom senso.

Anónimo disse...

Alias, eh oque falta geralmente dos dois lados,mas dessa vez a escola tinha bermuda....

Mila disse...

O texto da Valéria foi brilhante. Há de se pensar e ponderar sobre os pontos de vista envolvendo a questão.

Como a Valéria disse: se as meninas estivessem sendo obrigadas a usar calça enquanto os meninos tivessem a opção de bermudas e/ou se a decisão fosse tomada com base em "não conseguir controlar os meninos", aí sim, é uma questão que merecia todo o nosso grito e o nosso apoio.
Podem me chamar de careta, machista ou whatever, mas existem certas situações que exigem um dress code. No trabalho, eu sei que não posso usar shortinho e sandália flip flop assim como os homens não podem vir de regata e chinelo. Há certas vestimentas adequadas a cada ocasião e nem todas são tomadas exclusivamente pelo machismo.

Cão do Mato disse...

Estão complicando uma questão que é muito simples. A escola tem regras, que valem para ambos os sexos, e portanto devem ser seguidas. Simples assim. Se a escola permitisse qualquer vestimenta para os meninos e ficasse regulando o que as meninas usam, aí sim seria machismo. Mas não é o caso. Como disse o anon das 08:12, ninguém vai trabalhar de biquíni, né? A Lola pode ir dar aula na UFC usando trajes de banho? O "maridão" quando vai participar de um concurso de xadrez, aparece usando sunga, ou short curto e camiseta regata, com os pelos do suvaco prá fora? Acho que não, né? A questão nesse caso é o cumprimento de regras de uma instituição, não tem nada a ver com machismo.

Anônimo disse...

Também acho que complicam muito essa questão. Ninguém tá proibindo de usar shortinho pra vida. Podem usar em casa, no shopping, no cinema, ninguém deve te agredir por isso.
Agora tá na moda usar aqueles shorts extra-curtos que as divas pop vestem. E é claro que adolescente quer firmar a identidade, seguir seus ídolos. Desde que eu estudava, algumas meninas não se conformavam com o uniforme, sempre querendo camisa que aparecesse barriga e shorts curtos, daí gente de Ensino Médio querendo usar uniforme de criança pequena do Fundamental. Então talvez seria uma questão de ouvir mais os alunos para fazer os uniformes, adequar cortes, tecidos e tamanhos.

Anônimo disse...

Hmm xô ver, um monte de mina magra, dentro dos padrões, classe média, querendo usar shortinho na escola. Se o movimento quer que os uniformes sejam mais confortáveis, pq não querer tamanhos mais adequados aos alunos? Se adequem ao peso, à altura e ao tipo de corpo dos alunos... hmmm, tá parecendo "feminismo" querendo servir ao patriarcado e corroborando a imagem de adorno do mundo. Antes que me xinguem ou xinguem as rads, só olhem para quem quer isso e os objetivos que almejam.

André disse...

Concordo com tudo, mas o argumento pelo short não pode ser o calor já que para isso a bermuda resolve. E não ficou claro no texto se os meninos podem usar short e as meninas não.

Julianatsume disse...

De todos os textos que li, o da Valéria sem dúvidas é o mais sensato sobre a questão. Eu acho que junto da reflexão sobre a questão machista de julgar o valor das moças pelo tamanho da roupa, deveria ter tbm uma reflexão sobre as roupas femininas em si. Pq roupa de mulher tem que ser super curta, cavada, decotada, apertada, destacando peito, coxa e bunda? Roupa tbm é ideologia, e entendam: não é sobre proibir e sim refletir, acho que seria enriquecedor para as meninas (e meninos) se tivesse uma educadora colocando esses questionamentos;
E desculpem, mas a justificativa "calor" p usar shorts super curtos me parece vazia. Primeiro,não tem meninos protestando p usar shortinho (e se tiver, é exceção) pq a roupa é generizada e essa questão não é discutida (pq sempre é a mulher que usa roupa curta?) Segundo, existem bermudas p ambos os gêneros, acho que liberar bermudas seria mais prático. E me chamem de antiquada, mas cada lugar pede uma postura, sala de aula não é shopping ou o meu quarto. O dialogo entre ambas as partes deve ser feito, é saudável questionar,repensar porém ambos os lados devem tem coerência tbm.
Assim como short curto apertado explodindo a bunda é inadequado p a escola, aquela moda horrorosa dos meninos andarem com a calça abaixada, mostrando a cueca tbm é. E nas minhas escolas, eram coisas proibidas.
Enfim, é repensar várias coisas......

ps: antes que eu me esqueça, me irrita que no feminismo é fácil ver o que tem de ideológico no véu e na burca, mas se a gente for questionar micro saias ou decotes, pronto, é slut-shamming, "querem proibir" e mata-se a questão, recusa-se refletir; o pessoal vence o político. Cansativo demais.

Anônimo disse...

Este ano minha irã matriculou meus sobrinhos em uma instituição catolica, não pelo fato da religião, mas por conta do tipo de ensino.
Na primeira reunião de pais, a confusão foi geral, pois os pais não aceitavam algumas regras da escola. Mas se ao matricular o seu filho foi lhe apresentado tudo aquilo, você já estava ciente do que viria pela frente, e na reunião foi apenas reforçado que antes havia sido falado.
Se derem uma olhada pelas noticias na internet, vocês vão ver que a escola, nem esta e nem a de SP proibiram as meninas de usarem shorts, apenas não concordam com o tamanho do shorts que elas querem usar. E as escolas estão certas...as regras estão ali para serem cumpridas, por todos, seja homem, mulher, menino, menina, professora, etc...
Em praticamente todos os lugares há um tipo de roupa pre estabelecido, se eu estou numa praia é normal eu ficar de biquíni, se eu optar por ir com um shorts e uma camiseta também não há problema, mas em um tribunal, por exemplo, você não vai de chinelo e regata.
A questão não é a roupa, a questão é bom senso.
Se você é convidado para um casamento onde se pede social completo, você não vai colocar sua sainha jeans mais descolada. BOM SENSO.

Essa molecada tem que entender que eles estão na escola para aprender, e aprender também que no mundo existem regras, em praticamente todos os lugares, e que elas estão ali para serem obedecidas.

Aonde eu trabalho há uniforme, e digo que as mulheres estão em vantagem aqui, pois na nossa grade de uniforme há regata, bermuda e saia no joelho, já no uniforme dos homens há somente calça e camisa social, e pro calor eles liberam o uso de camiseta polo.
Há reclamações quanto a isso? Há sim...mas nada do tipo "queria usar meu micro short pq tá muito calor"

O BOM SENSO está ai, e pode ser usado a todo momento.

Vamos lutar por direitos iguais, mas lutar por coisas que realmente vão fazer diferença para nós mulheres.


Anônimo disse...

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/brasil/2016/02/05/noticiasbrasil,3572044/alunas-promovem-abaixo-assinado-apos-colegio-proibir-uso-de-short-curt.shtml

Segue reportagem com participação da diretora do colegio em SP.

A fala dela é mais direta possivel.

Anônimo disse...

Exatamente Julianatsume

Não vi ninguém questionando sobre o conforto das roupas femininas. Tudo nosso tem de ser decotada, micro, mega decote, mostrar a barriga, apertado, pra valorizar as "formas femininas", muitas vezes prejudicando a nossa saúde em prol da estética. E são essas coisas que beneficiam quem está no padrão, que separam as que merecem usar as roupas femininas bonitas e as que não merecem e tem de se esforçar para atingir esse padrão. Como alguém aí já apontou, não vi nenhuma reivindicação partindo de meninas fora do padrão, então esse movimento de usar shortinho é revolucionário para quem?
Pela internet, o que eu mais vi foi macho apoiando em prol de um suposto apoio ao empoderamento feminino. Mas é claro que falam pensando em si próprios, em como poderão apreciar as pernas das meninas e ter ereções em plena sala de aula. Tem algo muito errado qnd tem homem batendo palma pq isso vai lhes beneficiar. Aguardemos.

Cão do Mato disse...

Brasileiro adora regras...para os outros cumprirem...

Anônimo disse...

Nem tudo nosso tem que ser decotado, micro, ou apertado. Na mesma loja que compro um shorts mais larguinho há o shorts mais apertado e menor.
Cada um compra aquilo que lhe convem, e que lhe fica melhor.

No colégio que estudei havia por exemplo, dois tipos de camiseta, a mais justinha e a mais larguinha, sempre usei a mais larguinha pois tenho seios grandes e me sentia mais confortavel com ela e isso nunca foi problema, não me sentia injustiçada por isso.

O que as meninas não querem é usar a bermuda, que como diz na reportagem do link acima, elas acham brega.

Anônimo disse...

Sempre apoiei que minhas colegas no tempo de escola usassem biquinis durante as aulas, pois a liberdade humana e a estética devem vencer o obscurantismo.


Infelizmente ainda vemos, pasmem, no próprio movimento feminista, pessoas recalcadas que interferem na liberdade alheia, limitam, exibem preconceitos, tentam censurar e reprimir quem não segue os dogmas.

No entanto, devemos acreditar que as pessoas serão capazes de apoiar a liberdade total dos comportamentos, vestimentas e atos sexuais após a ampla divulgação das ideias libertinas.


Ex Socialista.

Anônimo disse...

A anônima de 11: 20 manifestou um preconceito atroz contra homens e contra as meninas que se encaixariam num suposto padrão. Ora, a luta é de toda a humanidade, não somente de meninas mais gordinhas, lésbicas, radfems.... Numa luta todo apoio merece ser considerado.

Infelizmente, existe preconceito contra os homens e contra as meninas por parte de algumas radicais "malandras" que usam do feminismo para poder cantar alguma adolescente mais bobinha, com cérebro de ameixa ressecada.


É dever de todos apoiar a liberdade. Os homens podem ter ereções, discretas, em qualquer lugar, seja na sala de aula, seja no trabalho. Não se deve confundir ereção com masturbação, que deve ser realizada no banheiro ou em outro ambiente privado.

O direito de algumas mostrarem as bundas não pode ser suplantado pela raiva e pela inveja de outras bobocas que também querem mostrar a "buzanfa", mas são medrosas e fogem das críticas. A Constituição permite a liberdade de expressão no ser Artigo 5º.

Convoco todas pessoas de bem para apoiar o direito ao shortinho. Inveja e recalque não promovem mudanças sociais positivas.

Anônimo disse...

Apenas eu acho que a roupa que usamos passa uma mensagem???????????????????? Sério??????
(e não estou falando aqui de moda, nada disso...)

Qual o sentido de ir a praia usando terno - exceto pra "causar"? Qual o sentido de ir a um ambiente escolar (onde existem regras e é lá que se aprende a segui-las), de shorts curto? Calor? Não dá pra usar bermuda?
Conforto? Já pensou em uma calça fresquinha de moleton?

Ahhhh... mas QUERO ficar com a roupa que eu quiser. Tá. Então aguente as consequencias que nem todos concordam que no mundo podemos fazer o que quisermos.
Ensino as minhas filhas que escola é local de estudo. Ela pode chegar em casa e andar pelada se quiser. Mas na escola o respeito pelas regras deve prevalescer.

Anônimo disse...

Anonimo das 12:15

a unica coisa que eu concordo é que as regras devem ser respeitadas. Mas nao vejo nada demais nessas meninas questionarem as regras. E tb nao vejo nada demais em ir no shortinho na escola (desde que as regras permitam).

Se alguém quiser ir a praia de terno, que vá. Eu vou achar estranho ? Vou. Mas daí o problema é meu. O que eu nao posso fazer é rir, debochar, ficar tirando foto pra zuar ou ridicularizar a pessoa.

Nao sei se a roupa passa uma mensagem. Mas pra mim nao quer dizer nada.
Talvez, por higiene e segurança (segurança em relacao a contaminacao ou acidentes, eu digo), alguns locais de trabalho (hospital) exijam um certo tipo de roupa. E eu nao vou discordar.

Mas quero muito que um dia, excetuando motivos de higiene e segurança (citados acima), que as pessoas possam ir trabalhar com a roupa que quiserem ... seja no escritorio, no forum, no supermercado, no aeroporto, etc.

Pra mim...o que me diz mesmo é o que a pessoa carrega dentro de si. A roupa nao diz nada.

E pra finalizar, "calça de moleton" fresquinha ??? Nao sei onde vc vive, mas onde eu vivo eu consigo me sentir "fresquinha" com uma calça de moleton.

Anônimo disse...

Short não é para ser usado em escola, simples assim, da mesma forma que os meninos não podem ir de camisa regata, isso é o retrato de uma geração mimada que acha que o mundo deve ser adequar aos seus caprichos.

Anônimo disse...

Vcs querem controlar o olhar da pessoa, a menina vai de short, o menino olha o que está sendo mostrado e vcs querem que ele se sinta culpado como um maníaco sexual, não estou aqui defendendo cantadas grosseiras, toque inadequados, etc. mas vcs querem controlar o OLHAR de um adolescente, 1984 de Orwell tá gerando inspirações.

Anônimo disse...

11:20, eu sou gorda e nunca me senti à vontade pra usar short. Tenho 25 anos e até há pouco tempo não tinha 1 short no meu armário. Pois depois dessa discussão toda eu percebi que isso era machismo da minha parte. Eu pensava que short era só pras magras ou que usar short me deixaria vulgar. Pois comprei dois shorts semana passada e a reivindicação das meninas me incentivou. Percebi que um bando de adolescentes tinha mais coragem que eu. Já saí na rua com meus shorts porque onde eu moro está fazendo um calor desgraçado.

Anônimo disse...

12:55, vc gosta de fiquem olhando fixamente pra você? E se você demonstra que não está gostando de ser encarado e a pessoa continua encarando? Não parece que ela não está nem aí pra o fato de que está te incomodando?

Pois é.

Anônimo disse...

Os homens tem que parar com a mania de achar que tem direito de incomodar as mulheres. Vocês não tem.

Homens tem que aprender que mulheres não são obrigadas a gostar de serem incomodadas seja com cantadas, com toques ou com olhares.

Anônimo disse...

12:51

onde que tá escrito ?
nunca li que shorts e regatas nao deveriam ser usados na escola.
Na faculdade eu usei muito.
E to aqui...linda e formada !

Anônimo disse...

foi citado escola e não faculdade

Anônimo disse...

Mulheres e homens tem de parar de querer tolher a liberdade das mulheres pensando na reação masculina "ain, os meninos vão gostar se as meninas usarem shortinhos"
Vão? Problema deles. O assunto aqui são as meninas e o fato delas quererem ir usar uma peça do vestuário que os meninos JÁ podem usar pra escola. Vestir short não é ficar pelada. Short é uma peça do vestuário que consiste numa calça que vai até o meio da coxa.

Anônimo disse...

13:04, ninguém falou olhar fixamente,que medida então tomar contra um adolescente que olha para sua amiga de short, uma problematização sobre o olhar, faça-me o favor, seu controle tá dando inveja ao ditador da Coréia do Norte

Anônimo disse...

16 de março de 2016 04:19

Não pelo short. Mas to ensinando machistas que dizer que nada vai mudar por que é assim a milhares de anos é uma afirmação estúpida pois a história tá aí pra dizer o contrário. Regras mudam sim. E a tendência é mudar cada vez mais. E isso fala independente do short por que antes do short em si tem o feminismo.
Leia sobre o que o anônimo que eu respondi tava falando antes de bancar o desinformado.

Anônimo disse...

13:00 que legal que essa manifestação das meninas atingiu você. Mas é que eu não percebi, em momento algum, uma problematização mais séria sobre as roupas das mulheres como essas que a Julianatsume levantou. Maneira a liberdade, mas não adianta nada a liberdade se ela só é exercida para quem está dentro do padrão.

Prova cabal dos interesses que os machistas possuem nisto está aqui nos comentários:
"direito de ter ereções em público"
"Cantoras que promovem o sexo TOTALMENTE liberado"

Olha como vcs estão dando material para os trolls deitarem e rolarem.

Anônimo disse...

16 de março de 2016 13:10

Acho que não hein

Rafael Cherem disse...

Parece que o pessoal não entendeu, o colégio não obriga as meninas a usarem calça no calor e os meninos não, portanto, esse protesto é ridículo,nem sempre podemos fazer o que queremos.

Anônimo disse...

Lolinha, eu vi que você comentou no Twitter mas acho que você não entendeu a dimensão da coisa....

Alguns meses atrás eu postei um comentário gigante no seu blog explicando que as pessoas que te atacavam faziam seus planinhos malignos via deep web (.onion), que muitas das conexões no seu blog vinham do Tor (vendo os Ips público no seu serviço de estatísticas, que você deixa aberto) e em outros comentários, falei que o grupo que atacava feministas/você era o mesmo envolvido em ataques racistas e que toooooooooooooodas essas pessoas têm ligação com a pedofilia (distribuição sistemática de material pornográfico de crianças e adolescentes, arrisco dizer produção inclusive mas isso eu não tenho como provar).

http://oglobo.globo.com/rio/tais-araujo-sobre-racismo-fico-feliz-que-justica-tenha-sido-feita-18886173

Ta-daaaaaaaaa!

Anônimo disse...

Isso do shortinho eu vejo de duas formas.

1. Se o problema for calor, bermuda resolve. Eu já estudei em uma das regiões mais quentes do Brasil, daquelas que usar calça jeans parece uma coisa insuportável (e de fato o tempo todo que morei lá não usei), a gente usava bermuda e não havia problema. Mas se a bermuda fosse 1cm menor que o determinado pela direção da escola, aí entramos no ponto 2:

2. Se o diabo da bermuda fosse 1cm menor do que o determinado, a garota era enviada para casa. E aí sim entra no argumento machista da culpabilização do corpo feminino, inerentemente mau, que serve para desviar homens do bom caminho.

Nessa escola, essa coisa de mandar garota pra casa acabou comigo. Eu fui mandada embora, fui para casa, fiz um desenho mostrando como seria o "novo uniforme do colégio A." (uma mulher com máscara de ferro, burca, arame farpado em volta do corpo etc.) e no cantinho, o diretor mandando ela pra casa por estar mostrando os pulsos. Assinei e colei o desenho no mural de avisos principal do colégio. De novo fui fazer uma visitinha pro Diretor, tomei uma suspensão mas pararam de medir as bermudas.

Isso uns 20 anos atrás. Eu era feminista e nem sabia kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Então eu acho que sim, que é preciso ensinar aos jovens, na escola, sobre consentimento, sobre respeitar a mulher "não por ser mulher" no sentido paternalista da coisa mas por ser UM SER HUMANO como os homens também são, desconstruir essa ideia do "tá pedindo", que corpo de mulher não é res publica etc. Essa discussão PRECISA acontecer.

Porém, de shortinho pra bermuda a verdade é que não existe diferença pro calor. E todo mundo sabe o que é uma bermuda e o que é um short desses curtíssimos, que os bolsos internos chegam a aparecer no forro. Não é adequado e não tem outra razão de existir que não seja, de fato, mostrar as pernas. E aí entramos na auto objetificação feminina, que vem da nossa socialização e serve ao patriarcado e a ele somente, já que sequer é confortável sentar com uma coisa tão curta que literalmente entra em você.

Acho que no debate as coisas estão se misturando e se equivocando.

Eu posso usar maiô, biquini e saída de praia, na praia, mas não posso andar assim na rua, ir trabalhar desta forma, entrar em repartições públicas, simplesmente porque incabível. Não sendo escola de natação, não vejo porque em escolas normais deveria ser diferente.

Essa mistura só facilita para os machistas e descredita esse feminismo embrionário das garotas. Tudo bem, são jovens, são imaturas e têm o que aprender ainda. Mas seria legal alguém dar um toque nelas.

Anônimo disse...

Regras existem para serem obedecidas, não questionadas. Se não gostou, muda de colégio. Não existe essa conversa de "ain, mudar de colégio é traumático", não. Escola é lugar de estudo e trabalho, não de fazer amigos e mostrar as coxas.

Anônimo disse...

"Regras existem para serem obedecidas, não questionadas."

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA ah cara, volta pro The Sims que o seu cachorrinho que brincar com você!

Que argumento imbecil meu deus, seu avô ficaria orgulhoso!
(é esse o eleitor do Bolsonaro? Lembrando que só pode votar a partir dos 16, então alguém vai ter que esperar mais um pouquinho)

regras existem para serem (sic) obecedidas, logo, muda-se a regra, muda-se a obediência

Esse argumento tá no nível "drogas não podem ser liberadas pq é crime"

Ué, deixa de ser crime, deixa de ser problema?

Gente assim não merece respeito.

Anônimo disse...

15:39, teu relativismo moral me deu ânsia de vômito.

Anônimo disse...

As escolas deveriam liberar o uso do shorts porque cada pessoa tem o direito de escolher a roupa que usa e onde quer usar afinal de contas escola é para estudar e a vestimenta de shorts não irá atrapalhar o estudos pois o foco na escola é estudar. Inclusive já vi pessoas fazendo concurso público, Enen e vestibular de shorts e chinelo e o que importa é o conhecimento e não a roupa para a avaliação das notas.
Restringir o uso de shorts também lembra questões sobre alunos e alunas que não podem usar corte e cores de cabelo diferente?

titia disse...

15:33 sabe o que aconteceria se regras nunca fossem questionadas?

Nós ainda estaríamos na idade média. Nada de computador nem internet, tecnologia é o mal! E conhecimento é coisa do diabo, não, reles mortais como você devem se manter burros e puros, e se insistirem em aprender vão virar churrasco. Medicina? De jeito nenhum porque cadáveres são sagrados e mexe neles é pecado! Pague uma taxa pra igreja e reze que a sua doença misteriosa será curada...se Deus quiser é claro, senão morra mesmo que provavelmente você merece. Estudar? Ganhar dinheiro? Melhorar de vida? De jeito nenhum, morra trabalhando feito dois condenados na roça pra pagar todos os impostos e taxas eclesiásticas até cair morto no chão que é o que você merece. E não esqueça que quando se casar vai ter que entregar sua mulher pra ser estuprada pelo seu senhor feudal no dia do casamento. E se dizer um "ai" contra a igreja ou seu senhor vai ser torturado e morto. Sem direito a julgamento justo e muito menos a advogado de defesa.

Regras só são regras absolutas se forem pra controlar, reprimir e conter mulher, né? Porque pra vocês ómis chorões mimados as regras nunca são inflexíveis, sempre se dá um "jeitinho". Babaca. E ainda acusa a 15:39 de relativismo moral...

Anônimo disse...

Até onde li sobre o tema as meninas podem usar a bermuda padrão do uniforme, assim como os meninos, mas protestam pelo direito de usar o tal "shortinho".

Aí acho complicado demais, existem roupas pra diferentes situações e locais, e esses micro shorts estão longe de ser adequados pra uma escola. Calor todo mundo sente, se o argumento for só esse, que se institucionalize logo que as meninas podem assistir aula de tops e aqueles shorts estilo ciclista/de academia de uma vez.

Anônimo disse...

16 de março de 2016 15:52

Mas o argumento dele bem que fez sentido.
Regras são mutáveis logo o que se define como regra hoje, amanhã pode não ser.
Crime do mesmo jeito. Se a maconha é içegal hoje no brasil, amanhã pode não ssr mais. E aí, quem é contra vai usar o que de argumento? Pra argumentar e se fazer levar a sério, tem que pensar.

Anônimo disse...

Ate entendo que escolas queiram impor uniforme como forma de identificacao do aluno.
Assim como alguns locais de trabalho necesitam uma roupa especifica por questoes de suguranca.

Mas nao entendo esse argumento (SE eh que eh argumento) ~existe roupa pra cada tipo de local~

Onde que estah escrito isso ?

entao...se eu saio do trabalho e quero sentar na veira mar pra ver o por do sol eu nao posso pq nao estou de roupa apropriada ?

Genteeeee...hellowwwww....
precisa de tanto manual pra viver ?
Se alguem eh tao inseguro assim que necessita da cartilha do visual pra cada loca, ok... use o que queira. Mas nao implique com o visual alheio.
Eu heim.

Anônimo disse...

As estudantes de SP não tem o meu apoio. Estão querendo o "direito" de cortar o uniforme, como se as bermudas que são o suficiente pros meninos não fossem suficientes pra elas. Querem, sim, ser sexualizadas. Não adianta apontar dedo pros outros, isso não é uma questão de desigualdade ou bem-estar.

Anônimo disse...

Ah, esse feminismo confuso que luta contra a objetificação da mulher mas apoia esse "empoderamento" de adolescente mostrar o corpo...

Anônimo disse...

É lindo ver tanta gente mobilizada pra salvar as meninas da morte certa no calor tirando uns centímetros da bermuda delas...

Anônimo disse...

Discordo do texto na parte em que a instituição particular pode ser questionada porque "é traumático mudar de escola". Não é nem por isso; mas todo mundo sabe que o argumento "ain, não gostou, muda de escola" não pode ser aplicado porque são os pais, não os alunos, que escolhem a escola. Eles só vão poder mudar de escola se os pais concordarem. O que torna a saída de protestar por uma mudança no código de vestimenta bastante razoável. Pros que tentam desqualificar "ain, mas tem tanta coisa mais importante pra discutir", só vou levar em conta esse argumento quando me mostrarem provas das suas lutas "mais importantes".
Ponto 1. "Não é por causa do calor, as meninas só querem mostrar as pernas/bunda". Que seja. Como a titia falou anteriormente, se não me engano, questão de roupa NÃO é por praticidade, é puramente cultural. Logo, se uma parcela da sociedade está insatisfeita com as normas, que as normas sejam mudadas. Assim como feminista nenhuma quer tornar o aborto obrigatório, tampouco essas meninas querem que o short o seja. Não quer usar, não use. Mas não seja contra o direito das pessoas de usarem.
Ponto 2. "Ah, mas o código de vestimenta era igual pra meninos e meninas". E pode continuar igual. Os meninos que quiserem usar shortinho fiquem à vontade para fazê-lo. Se eles não vão fazer isso porque a sociedade MACHISTA coloca que short curto é coisa de mulher e "homem de verdade" não usa são outros quinhentos. Na mesma linha de argumentação "ah, mas os alunos homens não podem ir de regata", tenho ctz que se eles realmente quisessem ir e organizassem um.protesto semelhante, as meninas apoiariam. Se eles não querem protestar, também são outros quinhentos.
Ponto 3. "Ah, mas código de vestimenta na sociedade, vc não vê juiz de short nem ninguém pelado na rua". Novamente, questão cultural. Eu teria achado lindo se servidores públicos tivessem se organizado pra ir trabalhar com roupas informais em solidariedade ao protesto, mas aparentemente é mais cômodo continuar gastando uma nota em terno/camisas polo/calças sociais/sapatos fechados pra afirmar sua posição social.
No fim, o que vocês enchem a boca pra chamar essas meninas de mimadas, eu encho pra chamar vocês de massa de manobra.

Anônimo disse...

Às feministas que acham que usar roupa curta é, na verdade, machismo. Só é discriminatório quando você separa as mulheres de roupas largas e mais compridas como "feministas de verdade" e as de roupas curtas e coladas como "servas do patriarcado", de uma maneira curiosamente semelhante a machistas que classificam mulheres de santas ou putas usando o mesmo critério.

André disse...

Anônimo 05:21,

Claro que usar shortinho é puramente cultural, por isso mesmo a questão do calor não deveria ser utilizada como argumento. Mas mesmo sendo cultural, é razoável impor algum limite porque se a liberdade de vestimenta for ilimitada o que impediria um professor de ir dar aula pelado?

Anônimo disse...

André, o argumento de que se permitirmos shortinho em escola, logo permitiremos professores a andar pelados é a mesma falácia da ladeira de quem afirma que não devíamos permitir casamento gay porque logo permitiríamos que as pessoas casassem em grupo ou com animais ou que a humanidade vai acabar se todos forem gays; que não deveríamos permitir o aborto porque logo estaremos permitindo infanticídio; que bolsa família não deveria existir porque logo ninguém vai querer trabalhar. A partir daí, dois pontos: primeiro, a não ser que a medicina dê um salto qualitativo imprevisível, dificilmente andar pelado vai ser socialmente aceito: ao contrário das demais peças de roupa, calcinha e cueca cumprem a função higiênica de proteger o ânus e os órgãos sexuais de superfícies sujas. Imagine estar pelado no ônibus e sentar no mesmo assento que uma pessoa que acabou de ir no banheiro e não se limpou direito sentou. Ou ir dar aula pelado e ter que sentar em uma cadeira empoeirada porque ela ficou muito tempo sem ser usada. Ou pegar o metrô lotado e não ter escolha a não ser ficar em contato com o órgão sexual da pessoa que claramente tem uma DST. Logo, a hipótese extrema de que "permitiríamos às pessoas andarem peladas" é pouco provável. Segundo ponto, existe uma possibilidade mais tangível que, permitindo o shortinho em escolas, vejamos um corte progressivo nas roupas até que daqui a 100 anos o comum seja andar só de calcinha e cueca. E daí? É uma transformação cultural da mesma ordem da que permitiu que fôssemos à praia e à piscina com roupas análogas a roupas íntimas, ou que mulheres pudessem usar shorts e decotes, ou que pudéssemos pintar os cabelos, fazer tatuagens ou usar piercings. E ainda não andamos pelados nem a sociedade implodiu, como foi a previsão dos conservadores de 100 anos atrás.

André disse...

Falácia é afirmar que uma coisa leva à outra. O que eu disse é que o argumento do calor não se sustenta e que o argumento da liberdade não pode ser absoluto. A questão da higiene se resolve com uma toalha, não precisa de roupa íntima.

Anônimo disse...

Excelente comentário anonimo 16 de março 9 e 40

Anônimo disse...

André, não entendo quando você questiona "o que impediria um professor de andar pelado?", como isso não é "afirmar que uma coisa leva à outra". No que esse argumento difere qualitativamente dos grupos "anti-casamento-homo", "anti-aborto", "anti-assistencialismo"?

Anônimo disse...

Acontece que, se você fala que shortinho é ago "cultural", você tem abranger outras vestimentas no seu discurso, como a roupa dos professores, por exemplo. Também são coisas culturais a serem problematizadas.

André disse...

O argumento dos homofóbicos esbarra no fato dos animais não poderem consentir. O argumento dos antiaborto esbarra na exigência de que o abortado não tenha atividade cerebral. O argumento dos antiassistencialistas esbarra no valor das bolsas.

Anônimo disse...

20:17, não discordo de uma vírgula do seu comentário. Se os professores organizarem uma manifestação legítima em defesa de dar aulas com roupas menos formais, que sejam ouvidos. Você entendeu que, justamente, eu admito que a manifestação das meninas pelo shortinho abre espaço pra outras manifestações semelhantes - e que eu não entendo como isso pode ser inerentemente ruim, certo?

André, concordo com sua linha de argumentação para todos os casos citados. Mas acrescento que o argumento de "permitiremos professores a andar pelados" esbarra na questão de que roupa íntima é quesito prático, ao contrário das demais peças (daí se você realmente acha que as pessoas acharão mais prático carregar toalhas, é questão de achismo meu com achismo seu). E aponto a semelhança de fazer uma progressão onde não necessariamente existe uma - quando se usa a linha de argumento "andaremos pelados" (que foi o que entendi pelo trecho "Mas mesmo sendo cultural, é razoável impor algum limite porque se a liberdade de vestimenta for ilimitada o que impediria um professor de ir dar aula pelado?"), com os argumentos dos outros grupos. Por isso digo que quem segue a linha de "andaremos pelados" comete a mesma falácia da ladeira.
Tudo bem ter um posicionamento conservador (e já expus que discordo dele, mas há momentos em que só se pode concordar que há discordância). Mas supor que, ao permitir que essas meninas possam ir de shortinho pra escola, em pouco tempo haverá exigências de que se ande pelado, passa do ponto de discordância ideológica para o de suposições pouco fundadas - como a de que todos vão virar gays e casar com animais, todos viverão de bolsa-família ou todos seremos indiferentes ao infanticídio.

André disse...

3:50

Roupa íntima é desnecessária, basta ver o que acontece nos clubes naturistas. Essa questão dos argumentos dos odiadores eu respondi acima. Repito apenas que não é o fato das meninas irem na escola de shortinho que permitiria que professores fossem pelados, mas sim o argumento utilizado.

Anônimo disse...

Escola é lugar de estudar, e se tem bermuda (no caso de SP), ela serve muito bem pro calor. Como o caso é querer fazer moda, fica à critério do colégio, sim. Se é uniforme, é um código criado pelo colégio.

Giseli Pessoa disse...

Olá muito bom o blog mas minha opinião sobre este tema: Sou mulher, mas não concordo do uso de shortinhos, como os homens não vão com shortinhos curtíssimos para faculdades, já pensou? Texto bem polêmico.

Anônimo disse...

Sou homem e sempre fui de calça comprida pra aula, mas não dou a mínima se as mulheres vão de burca ou totalmente nuas, sempre defendo que cada um se veste do jeito que quiser, no entanto vocês vão me chamar de machista porque direi que vocês querem defender a liberdade feminina e retirar a masculina. Uma coisa é me criticarem porque estou tocando uma mulher sem consentimento, ou flertando, dando cantadas, isso eu concordo que é errado porque você está invadindo o espaço da outra pessoa, outra coisa é me criticarem porque estou olhando para um corpo sensual, ou porque virei o rosto ao não gostar de uma mulher feia que vi.
Quem sabe o que é sensual ou não é, sempre foi e sempre será o(a) próprio(a) observador(a), não existe essa besteira de "ensinar que os corpos das mulheres nuas não são sensuais", isso é patético. Isso seria como a ensinar para a maioria das mulheres que Thiago Lacerda e Reynaldo Gianecchini são horríveis, ensinar para as mulheres que sensuais são o Stênio Garcia e o Tiririca. Existem variações no conceito de cada pessoa sobre o que é sensual, mas existe uma predominância nos padrões que definem isso.
Uma vez eu andava em plena luz do dia, bem distraído pela rua e de repente avistei uma mulher (provavelmente ela tem problemas psiquiátricos) totalmente nua vindo em minha direção e imediatamente mudei para o outro lado da rua com medo que ela me agarrasse. Por causa da minha reação, os machistas poderiam dizer que sou "gay", as feministas poderiam dizer que sou preconceituoso (ela era bem feia por sinal e não darei nenhuma descrição), mas eu digo para machistas e feministas que ninguém tem nada a ver com isso. A não ser que eu a agarrasse ou gritasse alguma coisa pra ela, eu daria razão para que as feministas me acusassem de assédio ou violência.
Falo isso porque uma vez eu falei com uma feminista na internet que não canto mulheres na rua porque acho isso ridículo (penso assim muito antes de conhecer o feminismo), mas eu OLHO SIM, e ela me disse que não sou melhor do que os que cantam, que sou um MACHISTA ESCROTO. Se for assim, sou machista escroto mesmo e vou continuar sendo mesmo, eu olho para onde eu quiser, os olhos fazem parte do MEU corpo e ninguém vai policiá-los. Ninguém vai me dizer o que é feio ou bonito. Usar pouca roupa só expõe a aparência, seja ela beleza ou o "feiura", mas apenas o belo é sensual, o feio é repulsivo.
Uma coisa é ensinar que uma mulher nua não está disponível ou se oferecendo para ninguém e que os homens devem respeita-la, com isso eu concordo, respeitar a liberdade das mulheres se vestirem como quiserem. Outra coisa é querer dizer para os homens que mulheres com pouca roupa não são sensuais, isso é utópico e patético. Não tentem interferir no livre arbítrio, sou ateu mas digo que nem Deus consegue. Dizer que os homens têm que tampar os olhos quando decotadas siliconadas passarem com suas minissaias aparecendo metade das nádegas, é cercear a liberdade masculina, é querer oprimir a sexualidade masculina, é tratar de forma pejorativa (como tarado ou agressor) todo homem hétero.
Liberdade, coisa pela qual vocês lutam tanto e a de um começa onde termina a do outro.
Sem tolerância não há liberdade, e a tolerância deveria ser uma via de mão dupla, mas não nunca é o que vejo acontecer.