sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CHEINHAS DE SI

Uma leitora me recomendou por email este Bate-papo UOL com Fluvia Lacerda. Ok, eu nunca tinha ouvido falar na Fluvia, mas aprendi que ela é uma modelo brasileira plus size de 31 anos que mora e faz sucesso em Nova York. Quando ela tinha 23 anos, estava em NY porque queria trabalhar na ONU. Já tinha uma filha. Foi uma olheira (descobridora de talentos, é isso?) que chegou pra Fluvia num ônibus em Manhattan e perguntou qual o seu manequim. Ela achou a pergunta mal-educada, mas respondeu. Não sabia que havia um grande mercado no exterior para modelos que vestem entre 42 a 48. Ela conta na entrevista que sempre teve este tipo de corpo e que nunca desejou ser magra: “Nunca fiz essa associação que pra ser feliz eu devia ser magra, ou que pra ter vida amorosa eu tinha que ser magra”. Como ela sempre se sentiu confortável consigo mesma, não foi afetada pelo que deveria ser, nem deixou de fazer qualquer coisa devido ao seu biotipo. Sempre foi fisicamente ativa, sempre se vestiu bem (não compra roupa “que emagrece”, ou roupa menor que ela), não se deixou abater por ser gordinha. Ela pede para que as mulheres não se deixem afetar pelo padrão único, que é mesmo calculado pra nos deprimir e pra vender, e que exerçam seu poder como consumidoras. Mais pra frente, ela pretende lançar uma grife com seu nome no Brasil. Segundo ela, “Não basta pegar uma roupa e adicionar mais tecido”, precisa ter uma moda própria. “Não tente se espremer”. Concordo com o recado que uma espectadora mandou pra Fluvia: “Você passa muita segurança pras meninas que estão acima do peso”. Sem dúvida. É certeza que haveria menos distúrbios alimentares se mais gente como Fluvia ganhasse voz na mídia.
E, claro, se a mídia não cometesse atrocidades como essa:Parece matéria paga!

Sem a menor responsabilidade, a Veja deu capa pra um remédio pra diabetes, recomendando que ele seja usado para emagrecer. Não precisa ser médico pra saber que é perigoso usar uma medicação feita pra uma coisa pra combater outra coisa, ainda mais sem testes. A Anvisa correu pra alertar às consumidoras (porque, óbvio, a esmagadora maioria de usuári@s de emagrecedores é mulher, já que ser jovem, linda e magra continua sendo nossa única missão na vida) dos efeitos colaterais.
Olha, temos mais escolhas do que pensamos. Podemos ser saudáveis e viver a vida numa boa. Ou podemos dar ouvidos pra mídia, pros bullies (que agem como se estivessem eternamente na quarta série e parecem ter saudades da época em que chamavam a coleguinha de gorda baleia balofa), e pra sociedade em geral, que insiste que mulher gorda é horrorosa e nunca vai atrair ninguém.
Todo mundo tem amig@s gord@s, e é só olhar pras pessoas nas ruas pra perceber que elas vem em todas as formas, tamanhos e cores. Que é raríssimo ver alguém minimamente parecida com a Gisele. E que todas essas pessoas, com todas suas imperfeições, não estão sozinhas. Os casais são bem variados.
E agora vou fazer uma revelação bombástica. Uma das mulheres que mais está sendo criticada atualmente por fazer sexo casual com vários parceiros é a Letícia, do blog Cem Homens em um Ano. Ela meio que desistiu da sua meta, que nunca foi realmente uma meta séria. O que ela quer é exercer sua sexualidade livremente e transar com quem quiser, com quantos quiser. Bom, Letícia recebe inúmeros convites por dia. Se ela quisesse, teria uma fila pra levar pra cama. E, muito antes do blog, Letícia já transava muito. Tudo isso talvez você já saiba. O que você talvez não saiba é que Letícia é gordinha. É sim, ela revelou isso sem muito estardalhaço num post, e eu já tinha visto um vídeo com ela. Sei seu nome verdadeiro, que não revelo nem sob tortura, porque respeito sua privacidade. Só falo aqui do seu tipo físico depois que ela disse ser gordinha. Claro que eu estava ansiosa pra que ela fizesse isso, porque é um choque pra tantos paspalhos que juram que gorda morre só e fazem questão de patrulhar os amigos que transam, namoram e casam com gordas. Na vida real poucas são Giseles (ou Brad Pitts). Mas não se esqueçam que as não-Giseles têm, ou podem ter, vidas perfeitamente felizes e completas.
Fluvia e Letícia têm algo em comum, fora o fato de serem cheinhas: autoconfiança. É isso que é sexy. É isso que atrai.

133 comentários:

Bonnie disse...

Me lembrou um texto que li ontem mesmo. Vale a pena dar uma olhada, Lola: http://jezebel.com/5838386/size-12-woman-savors-mocking-american-apparels-distasteful-plus+size-model-search

Lord Anderson disse...

Muito bom o post.

Não conhecia a modelo, mas ela é de fato linda.

Espero que ela consiga trazer sua marca para o Brasil e ajudar tantas mulheres que lutam contra o constante borbadeio sobre sua auto-estima.

Paula disse...

Amei o post! Tem uma mulher linda, também gordinha, que eu sou super fã! É uma cantora Inglesa chamada Adele e ela tem uns 22 anos! Ela faz um super sucesso pq é talentosa mas vejo muita gente comentar o quanto ela é linda. E é mesmo! Acho ela uma super inspiração para as meninas e mulheres consideradas "acima do peso". Dá uma olhada nesse link que aparece ela bem à vontade no estúdio: http://www.youtube.com/watch?v=lazyDlfaptM

Beijinhos, Lola!

letícia disse...

Não conhecia a modelo e ela é linda.
Eu tinha essa meta de vida: ficar magra. Por muito tempo foi meu sonho. Mas de uns tempos pra cá (com muita leitura, mto pensamento e o feminismo/seu blog ajudou) estou mais tranquila.
Antes, se eu precisava de roupa (porque as do guarda roupa estavam velhas - sou dessas que usa meia dúzia de roupas sempre e elas ficam "surradas" logo) eu pensava "vou comprar qdo emagrecer" e demorava para comprar, só quando era de fato necessário.
Se formos reparar, é que nem vc disse, não há várias Giseles nas ruas. Esse padrão-de-revista só serve para procurarmos defeitos em nós mesmas e maneiras de acabar com isso (seja com remédios, tratamentos estéticos etc).

juliamorena disse...

Lola, eu li essa matéria da Veja e fiquei chocada com a falta de responsabilidade que tiveram ao publicá-la. Fico pensando o quanto de dinheiro não levaram do laboratório que descobriu o remédio e esse "efeito mágico" de emagrecimento. Tenho muitos problemas com meu corpo e uma dificuldade enorme pra me aceitar, mas nunca tomei remédio ou pensei em fazer cirurgia de redução de estômago (apesar de já ter tido indicação) pq sei que o problema da engorda (e do emagrecimento) tá muito mais no meu psicológico do q no meu estômago. Admiro muito que não se restringe a vida com isso. Apesar de sempre ter uma carreira, nunca terem faltado namorados durante a minha vida (e até marido, embora eu tenha me separado) nunca fiquei confortável na minha pele. Esses posts ajudam muito e me fazem aos poucos enxergar por outro prisma. Obrigada!

Maíra disse...

Parabéns pelo post. Não tem nada que eu queira tanto quanto me sentir bem com meu corpo. Hoje mesmo uma amiga minha, magrela, disse que eu posso ter engordado mas continuo linda e fazendo sucesso com os caras. Posso até fazer sucesso, mas acho difícil me aceitar. Ainda mais com um pai como o meu, que é maravilhoso, mas que quando eu tinha 12 anos disse que eu nunca arrumaria namorado (se ele falasse algo assim hoje em dia, não gostaria da resposta - e números - que eu teria pra dar). Não é uma coisa simples de se superar, ainda mais quando você é lembrada 24/7 de como é feio ser gordo.

Maíra disse...

Como Paula lembrou, ADELE!!! Adele é linda, talentosa, gorda. Diz que gosta de comida, de um bom vinho, e que odeia exercício - e que portanto sua forma nunca foi uma questão. Chego lá, sério!

**Leny** disse...

Eu tenho uma amiga que está acima do "peso ideal" (o que é o peso ideal?). Nem por isso ela tem sua vida sexual afetada, pelo contrário..e vou te dizer viu, rapazes muito bonitos!
Essa amiga foi em um programa, as produtoras queriam insistir na idéia de ela estar infeliz com o peso dela, quer dizer, gorda não pode usar saia curta, imagina! É um ato de atrocidade contra a sociedade! Ser gorda e feliz com seu corpo vai contra a sanidade humana! Ah! Dá um tempo, né....
Confesso, ainda sou muito bitolada com meu peso, mas minha mente está se abrindo e melhorei muito com o tempo. Parabéns a essa modelo e que ela possa influenciar mais exemplos no Brasil, essa ditadura da anorexia tem que acabar e já!

Giovanni Gouveia disse...

Essa tal libertinagem de expressão já matou gente (lembra do "corram pra se vacinar"?), além de bulimia e anorexia.
Falando em Veja, olha o que aconteceu com uma aluna de escola pública no stand da Abril:
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2011/09/08/niteroienses-sao-vitimas-de-racismo-na-bienal-do-livro-404173.asp

Bruno S disse...

O mais agradável na valorização da imagem dessa modelo é que o corpo dela parece com o das pessoas com as quais nos relacionamos no dia a dia.

Algumas um pouco mais gordas, outras um pouco mais magras, mas pessoas de verdade.

Dária disse...

Ótimo post Lola!
Já tinha visto uma entrevista da Flúvia, no programa de Marília Gabriela, e gostei bastante dela realmente. Segurança em todas as respostas, tranquilidade... se saiu bem! ;)
E de fato, ela é linda! =)

Dária disse...

Engraçado o Bruno falando em pessoas de verdade, me lembrou que uma vez quis fazer um texto sobre a beleza das pessoas da verdade, das mulheres especificamente... e a inversão social.
Na época sai pedindo pras minhas amigas me mandarem fotos em que se sentiam bonitas, sexy, atraentes. Até hoje nenhuma mandou.

Juliana disse...

ela é linda mesmo! e essa idéia de lançar uma marca direcionada para pessoas "acima" do peso é genial.

Paula disse...

Nossa... com relação à Adele, eu tb penso em um dia chegar lá, @Maíra. E tb tenho pai que se sente visivelmente incomodado com pessoas acima do peso. E eu tenho 2 irmãs magras! Então, imagina a pressão velada para eu emagrecer. Minha professora de Pilates é cheinha e ele veio me perguntar se minha professora era aquela "gordona". Dá pra sentir que é quase como um asco o que ele sente por pessoas acima do peso. E a gente sabe que pai é o primeiro amor da vida da menina. Muito anos depois, acho que venho avançando um pouco nessa questão.

Mas olha aqui, para ilustrar, o que a Adele fala dela: http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI262818-8197,00-ADELE+FALA+SOBRE+RELACAO+COM+O+CORPO+EU+GOSTO+DE+SER+ASSIM.html

Muito linda!

Bruno S disse...

Pois é Dária,

muitos dos modelos de beleza que nos são apresentados parecem de plástico.

São até bonitas de olhar, mas parecem um boneco.

Niemi Hyyrynen disse...

Muito legal o post

Quando eu era criança era um pouco gordinha, por causa da zoação (juntando o fato de ser gordinha e usar oculos = clássico) cheguei a entrar em depressão.

Dai na adolescencia foi uma luta para me adequar, emagreci (ok) e tentei usar lentes de contato ( o que não deu certo ).

Mas até hj sinto como se estivesse presa dentro do meu proprio corpo, como se ele fosse uma jaula...=/

Daní Montper disse...

Acho lindas mulheres como a Fluvia e a Adele (que é uma cantora maravilhosa mesmo).
Conheço vários mulheres cheinhas - ou gordas - que são felizes e de bem com o corpo, e ser sexy tem mais a ver com atitude do que com aparência, sem dúvidas!

É legal a gente ver que estão valorizando as mulheres de verdade novamente - pois teve uma época em que consideravam bonitas as mulheres que tinham mais curvas - o que mostra que beleza é subjetiva e influenciada pela cultura/tempo.

Se aceitar como é, é tudo!

Giovana Damaceno disse...

Já li outras matérias sobre Fluvia em que ela diz que assume, sim, seu peso, mas que faz questão de se manter saudável, comendo corretamente e praticando exercícios físicos.
Para mim a questão crucial é esta. Não adianta bater no peito e dizer que se assume gorda, mas não viver com saúde. Não vale a pena.
Fiquei bem acima do que seria meu peso normal após fazer quimioterapia, que no combate ao câncer de mama pode ser 'engordativa'. Fora as disfunções hormonais sofridas até hoje, que me causam retenção de líquido.
Sinceramente, não gosto muito de me ver no espelho com um corpo que não acho que seja o meu, mas me preocupo muito mais em me manter saudável do que ficar magrela. Se é pra ficar 'fofucha', que seja com educação alimentar e atividade física.
Quanto à Veja, tenho dito incansavelmente que é uma revista podre, uma vergonha para a minha classe. Inclusive ela foi título de uma crônica minha esta semana, postada no meu blog.
Beijo, Lola!

Daniel S.Orlandi disse...

Oi Lola.

Eu conhecia a Fluvia de uma entrevista com o Jô Soares, ela é linda sim, inteligente e sexy por ser quem é e se amar assim ( pacote completo rs).

Bjo

Nadja G. disse...

Lola, nao sei se vc conhece mas tem um blog que chama Mulherao http://mulherao.wordpress.com/ que trata bastante dessas questoes.

Uma vez no meu blog escrevi um post sobre o fato de eu nao ser magra:

http://seviranosquase30.blogspot.com/2010/08/magra-nao-fazer-o-que.html

Beijos

cuteatheist disse...

Sabe o que eu percebo? Geralmente pessoas gordas que não se preocupam demais com isso são mais felizes! Tod@s @s gord@s que conheço pessoalmente são pessoas felizes, alegres, de bem com a vida. Já algumas pessoas que conheço, que estão sempre de dieta e todo dia na academia, geralmente são depressivas.

Eriquitas disse...

Tô me sentindo tão melhor dps ler este, d+!
Obrigada por compartilhar Lola!
Beijos

aqueladeborah disse...

Adorei Lola =)

Esses dias falaram pra mim:
- Minha irmã não se cuida, é gordona, tipo tamanho 48

E eu respondi:
- E eu uso 50

Sou Vegan, não bebo, não fumo, evito açúcar, já ouvi que "devo comer escondida para ser assim". Peso 80 quilos, manequim 50 com 1,70 de altura e sem qualquer modéstia, depois que passei a me aceitar o que não falta é gente bonita e interessante em minha companhia ;)

Conhece a Beth Ditto?
http://www.youtube.com/watch?v=UECeJzd-G30

Como defletir ataques gordofóbicos:

http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/01/28/defletindo-ataques-gordofobicos/

Daní Montper disse...

Teve um produto, não lembro qual, que fez um comercial com duplas de mulheres, amigas, e então perguntavam para cada uma o que achavam que tinham de bonito em si mesmas - e elas não sabiam o que responder, e depois perguntaram pras amigas o que achavam de bonito na amiga e elas elencavam várias coisas, bem bacana!

Outra gordinha assumida é a Preta Gil.

Mariá disse...

Lolaaa, cuidado. É fato que a discriminação contra gordos/gente acima do peso não deve acontecer por questões estéticas, isso é ridículo. Mas segundo dados do Ministério da Saúde (e isso eu não soube por revistas, soube por uma médico que trabalha lá) são as pessoas "gordinhas" as que mais trazem despesas à saúde pública - ou, em outras palavras, têm mais problemas de saúde. Não são os obesos mórbidos. São os gordinhos os que mais têm infartos, derrames, problemas articulares, diabetes, e mais uma sequencia de problemas relacionados diretamente com o excesso de gordura corporal.

Por favor, é importante que você deixe claro isso. As pessoas tamanho GG podem são ser feias e nem devem ser discriminadas ou julgadas pela forma física - mas é preciso, sim, combater as gordurinhas. Por seu próprio bem, e pelo bem das despesas nacionais, mesmo. Raramente uma pessoa é gorda por problemas fisiológicos; normalmente é excesso de comida (e comida ruim) e falta de exercícios mesmo. E mesmo que alguém diga que ninguém tem nada a ver com sua vida, com a proporção de gordinhos/obesos galopante como das últimas décadas, a saúde pública pode passar por sérios problemas...

Mariá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge Dias disse...

Lola Aronovich, devo dizer que adorei o post.
Normalmente não concordo com 100% do que você diz, mas hoje gostei MUITO do que fez pelas mulheres com essa matéria extremamente bem escrita e falando de uma realidade maravilhosa - a da diversidade.
Sou homem e concordo muito com o que você falou.
Parabéns!

Gordoi disse...

Quem gosta de mulher magra é estilista. Não conheço nenhum estudo sério, mas informalmente, entre os homens que conheço a maioria esmagadora (eu incluso) acha feio o tipo modelo. Um grande mito construído pela mídia.

Aline disse...

Eu já tinha ouvido falar da Flúvia. Minha mãe é costureira e as clientes que usam números acima do 44, tem um grande problema para encontrar roupas bonitas, estão elas mandam fazer.
Ela assina uma revista chamada Manequim, que mostra modelos de roupas. Geralmente as capas são meninas magérrimas. A uns 3 anos atrás a manequim pôs a Flúvia pela primeira vez na capa e ano passado tiveram duas matérias com ela.
Achei muito bacana, mas achei o espaço pequeno. 3 vezes em 3 anos!

Unknown disse...

Eu era gordinha na infância, fui muito zoada pelos meus primos e na escola algumas pessoas só ficavam perto de mim em dia de prova. Por incrível que pareça, meus amigos eram os meninos, que naquela época não ligavam pro corpo das pessoas. Na adolescência eu virei um palito às custas do estirão, aí vieram mais apelidos por ser magrela. Parece que as outras pessoas se incomodam mais com o nosso corpo que a gente mesmo.
Minha opinião é que, estando saudável, seja feliz com o corpo que você tem. Ninguém precisa ser magrelo para ser bonito.

André disse...

O interessante da capa da Veja é que a moça da esquerda parece mais saudável e, com certeza, é mais atraente que a moça da direita.

Mariana. disse...

fica aqui o meu protesto contra as pessoas que classificam manequim 42 como sendo p pessoas gordas ou acima do peso.

Só nesse mundo em que um esqueleto é visto como sexy p classificar alguém com manequim 42 como sendo gorda.

PS: eu uso 38 e msm assim algumas pessoas recomendam que eu emagreça. acho que tá tudo errado.

Lucas disse...

Esse tipo de post deveria ser lido por todos e todas. Conheço homens que também estão presos dentro dessa ditadura estética. É utilidade pública.

Escarlate disse...

Gostei muito do post, é muito importante quebrar o mito do combo magreza= saúde= felicidade. A época em que eu mais adoeci e fiquei com anemia foi quando tentei emagrecer de todos os jeitos. Comia pouco, fazia muitos exercícios e vivia deprimida. Tinha perdido a cor. O corpo? Dentro dos padrões da mídia, mas não era feliz e nem saudável.

Esse padrão anoréxico é absurdo. A esmagadora maioria da população JAMAIS vai chegar perto do padrão Gisele. E como vc mesma falou, é raríssimo ver pessoas assim.

Ainda não me livrei de todos os meus fantasmas da dieta, mas sou saudável, com certeza. Estou no meu peso ideal, mas não ideal para o padrão "cabide de estilista". Nós mulheres temos que trabalhar muito o feminismo nas nossas vidas, pq senão a gente é levada com a maré.

A capa da Veja foi tão irresponsável que eu to com nojo até agora. Esse remédio pode dar câncer e pancreatite, entre outras doenças que nem se sabe quais podem surgir. Mas como com certeza eles ganharam um belo de um patrocínio em cima, tão pouco se lixando para as mulheres que vão se ferrar tomando isso.

A Line disse...

Fico muito feliz que haja pessoas como a Fulvia que se gostam do jeito que são e que inspiram outras mulheres a se gostarem também. Penso que, mais que uma questão de bem-estar, é uma questão de liberdade.

Eu, mesmo com alguns quilinhos ganhos nos últimos 5 anos, sou bem mais magra que a Fulvia e ainda assim não me sinto muito confortável com meu formato. Claro que isso não me impede de vestir o que eu quero, fazer o que eu quero, comer o que eu quero e ter uma vida sexual ótima, mas ainda me sinto meio presa à imagem da magreza como beleza. Vez ou outra penso que eu deveria emagrecer uns 5 kg, essas coisas, e isso às vezes me deixa angustiada.

Porque a gente tende a pensar que, quando emagrecermos esses tais 5 kg, o desconforto que sentimos hoje vai desaparecer por completo, e nos tornaremos as mulheres mais lindas e seguras do planeta. Mas sabemos, ou deveríamos saber, que não é isso que acontece. Quando alcançamos o tal peso "ideal" - por definição inatingível -, outras questões começam a nos pressionar: nosso cabelo, nossa altura, nossas roupas, as estrias e celulites, a pele do nosso rosto, nossa panturrilha (!), nosso comportamento (seja mais isso, seja menos aquilo, etc.). Ou seja, nunca acaba. Vejo mulheres lindas que são super paranoicas com coisas muito imbecis, tipo "ah, não posso tomar muito suco de laranja porque engorda". Essas expectativas nos consomem, e temos que aprender a ser saudáveis e cuidar do nosso corpo sem desejar um padrão de beleza imposto e irreal, que existe apenas para que gastemos nosso dinheiro com shakes, revistas, géis e roupas
milagrosos, ou então torremos todo o nosso salário no shopping com qualquer coisa desnecessária só pra descontar nossa frustração por não sermos perfeitas.

Quanto à Veja... Bem, eu não li a matéria ainda. Ontem estava no supermercado com o namorado e vi essa capa. De cara não acreditei que fosse a Veja, não pq eu dê a ela qualquer credibilidade, mas pq achei meio surreal demais, até pra Veja. Me bateu um certo pânico, porque, para um público leitor médio, a Veja é uma revista tida em alta conta. Imagina o estrago que uma revista como essas pode fazer? Sei lá, é muito diferente de uma revistinha "feminina" chulé que vende receitas mirabolantes pra perder 3 kg em uma semana tomando sopa de sei lá o quê. É um medicamento (laboratório famacêutico + Veja = muuuuito dinheiro na roda) sendo oferecido de forma apelativa demais, medonha, terrível.

Espero que a coisa esteja tendo alguma repercussão por aí (ainda não vi nada além do seu post), como já aconteceu tantas outras vezes com outras capas horrendas dessa revista.

Daniela Palma disse...

Há também uma cantora holandesa de jazz que vem fazendo muito sucesso na Europa, chamada Caro Emerald, que foge completamente do estereótipo de "mulher holandesa", não é loira, nem magra; tem cabelos pretos e é gordinha. Canta divinamente, usa roupa justa e dança sensualmente. Muito linda:

http://www.youtube.com/watch?v=jo1cyl0QbWo&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=CFA6dEwWOb4&feature=relmfu

A Line disse...

Ah, já ia me esquecendo! Tem esse blog, o Mundo GG, de uma menina aqui de BH que estudou na mesma faculdade que eu http://mundogege.blogspot.com/.

A Ana Paula tbm está se iniciando como modelo plus size e o blog dela é muito bom. Nele ela já tratou, inclusive, da questão de gostar de ser gordinha x problemas de saúde. Vale a pena.

Liana disse...

A Fluvia é linda, passa uma imagem muito segura de si. Ruim é quando nos deixamos levar pelas opiniões alheias e acabamos nos distanciando de nós mesmas. Quando isso acontece, quase sempre fazemos escolhas bem inadequadas. A sociedade entende o corpo feminino como um bem público, juntando isso com aquela idéia religiosa de que mulher deve se martirizar para expurgar os pecados dá nisso. É ótimo ver mulheres como a Fluvia, acaba sendo um bálsamo no meio de tanta loucura.

Lara disse...

Gosto bastante das entrevistas da Fluvia ela é um incentivo para muitas mulheres que tentam aceitar seu peso.

Eu emagreci 15 kgs e me sinto melhor comigo do que antes muito embora tenha horas em que queira pesar uns 50 kg rss o que seria abaixo do recomendado para minha altura é complicado não me achar
gorda as vezes mesmo estando dentro do peso normal, talvez um dia eu consiga lidar melhor com essas questões e me olhe no espelho sem querer mudar nada ou então pouco.

Tenho amigas que são bem resolvidas com seus pesos tanto gordinhas quanto mulheres reais que estão dentro do peso normal, sem serem magérrimas.
Gosto de observar as pessoas na rua e noto que a maioria das mulheres que vejo estão acima do peso, o que mostra que o padrão que tentam nos empurrar está fora da realidade.

Mariana K disse...

Concordo com o Lucas, o post é de utilidade pública.

Divulguei no facebook e quando aparecer a marca dela aqui, vou divulgar muito também.
Acho muito importante que tamanhos maiores tenham moda própria, sem estigma. Minha mãe é gordinha e sei como é chato ir numa loja de tamanhos especiais e só ter roupas que parecem sacos ou que tentam "disfarçar" seu tamanho. É esse tipo de coisa, e não a gordura em si, que põe a autoestima das cheinhas pra baixo.

P.S.: Conheço poucas pessoas sexualmente atraídas por mulheres que não iam preferir a Flúvia do que a Gisele!

Lara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lara Silva disse...

Uma das coisas complicadas para quem, como eu, nunca foi magra, é encontrar roupa bonita para comprar. Pelo menos aqui em Brasília, somente em lojas especializadas se encontra um tamanho 46/48 que te deixe com um visual legal. E normalmente é muito caro!

Graças a Deus eu também, pelo menos neste quesito, estou autoconfiante. Já fiz a besteira de me entupir de anfepramona (com receita médica), emagrecer 30 quilos de uma vez e ganhar tudo de novo super rápido. Isso faz muito mal à saúde e à auto-estima.

Como sou diabética e faço controle de dois em dois meses, vou perguntar à minha endócrino se este remédio me ajudaria em alguma coisa. A reportagem da veja se preocupou tanto com a parte estética que se esqueceu de explorar as vantagens da medicação no tratamento da diabete.

Gabriele disse...

Já tinha lido algumas coisas sobre a Flúvia, muito legal. Sobre a Adele, foi muito bem lembrada aqui nos comentários, li esses tempos que ela deu uma declaração para responder aos críticos que a mandam emagrecer que era mais ou menos assim "eu nunca tive tanto dinheiro quanto hoje, se eu quiser ir para um spa, contratar um personal trainer, fazer uma lipo, eu posso, mas eu não quero e pronto". E o engraçado é que o CD dela é o mais vendido desde sei lá quando, ela tem batido recordes, e mesmo assim não existe uma "superexposição" da imagem dela como a gente vê com uma Lady Gaga ou Beyonce da vida. Vejo muita gente acha "Rolling in the deep" lindíssima mas nem sabe o nome e o rosto de quem canta.

Daní Montper disse...

Daniela Palma, amo jazz e amei sua indicação da Caro Emerald - que não conhecia até agora!!

Linda também, e canta maravilhosamente!

Daní Montper disse...

Gabriele, é verdade, e já vi gente que depois descobrir quem é ela dizer que ela tem que emagrecer, como pode alguém que faz tanto sucesso e canta tão bem ser gorda? Aff, dá vontade de mandar praquele lugar, né?

Daní Montper disse...

Olha eu aqui pela terceira consecutiva! prometo ser a última - viram isto?
http://gnt.globo.com/moda/noticias/Gordinha-faz-ensaio-provocador-em-protesto-contra-grife.shtml

Paula disse...

Faço coro a @Daní Montper! Sua indicação foi ótima @Daniele Palma! A Caro Emerald canta muitooo e é linda! adorei o som! ;)

Michelle Silva Toti disse...

Na minha opinião a moça da capa não precisava emagrecer!
Eu tenho 59Kg, 1,65 mt. e não sou nada saudável. Colesterol, triglicérides e glicemia altos. Sei que meu problema é o sedentarismo, mas quando falo que preciso ir à academia, as pessoas dizem: - P/ quê? Vc não precisa emagrecer.
É assim, nós não questionamos as questões de saúde, só a parte estética.
Não adianta ser magra e não ter qualidade de vida e saúde.

Ana Amorim disse...

Um ótimo post, pra mostrar que mulheres que são consideradas "gordas" pela sociedade também despertam desejo!
-
E essa capa da revista Veja me assombrou. Quando vi, fiquei realmente chocada, não só por dizer que o remédio para diabetes pode ser usado para emagrecer, como também porque a mulher "gorda" da capa não é gorda! Ela só se transformou num tipo modelo magérrima (que eu não considero feio, mas pra mim tanto faz ser como no antes ou como no depois, todas lindas). Um absurdo!

ff disse...

Oi Lola!

Eu acompanho sempre o blog e realmente acho que o conteúdo do blog é excelente, sempre muito bem trabalhado. Mas quando se trata dessas aspectos sobre pessoas a ciam do peso, fica muito, mas muito mesmo forçado. Evidentemente enquadrar as pessoas em padrões extremamente rígidos é um absurdo. Acreditar que para ser feliz e atraente uma mulher precisa ser magra, alta, loira e blablabla também é um absurdo. Todas as pessoas podem e deve se aceitar e tudo mais. Mas não é possível afirmar que pessoas a cima do peso não devem emagrecer. Note que emagrecer não significa virar um esqueleto como maioria das super modelos. Mas existe sim, uma faixa de peso e percentual de gordura SAUDÁVEL que varia de acordo com sua altura, idade, e quantidade de atividade física. Essa modelo por exemplo, certamente tem o percentual de gordura a cima do saudável, afirmo isso pois trabalho como personal trainer e estou me especializando em fisiologia do exercício. Para uma pessoa que não é um atleta, não é possível ter 1,60, pesar 70Kg e achar que está tudo bem, porque não está. As vezes a questão não é nem o peso, mas sim a quantidade de gordura, por esse motivo você pode ser magro e não ser saudável. Mas sinceramente, das modelos plus size que eu vi, quase todas aparentavam ter o percentual de gordura alto demais. Isso acarreta muitos danos a saudade (problemas de pressão, problemas cardíacos, etc). Por mais que a pressão social exista e seja cruel, é meio irresponsável estimular as pessoas a não emagrecerem, quando isso é necessário. E muito legal ajudar a melhorar a auto estima das pessoas, mas se você está a cima do peso, e se um MÉDICO constatou isso, você precisa emagrecer, fazer dieta, praticar exercícios, tudo isso orientado por profissionais, claro. Negar isso é tão ruim quanto afirmar que você precisa ter 1,80 e 45Kg. Anorexia é uma uma doença e obesidade também.
Espero não ter ofendido ninguém, só quis deixar minha opinião de profissional sobre essa assunto, já que o números de pessoas a cima do peso está aumentando no mundo inteiro e é evidente a ligação disso com doenças como as já citadas a cima.

Pri disse...

Gente, sei que o chamado peso ideal tem a ver com altura, e blábláblá...
Mas essa modelo está no SEU peso ideal!
Está saudável, linda e bem consigo mesma, quem irá determinar para ela que seu peso não é o ideal? Já que, como vi em comentários acima, tem magra que ttbm tem problemas de saúde! Algumas pessoas não é o fator peso que os faz doentes, e sim os maus hábitos!

Priscilla Marx disse...

Cresci me sentindo péssima, gorda e feia, tinha 1,70m e pesava 62Kg, manequin 40, (eu era magra!!!!) mas meus pais e meus amigos me chamavam de gorda, por ser corpulenta e ter seios fartos, só agora aos 30 anos é que sei que eu não era gorda. Hoje estou realmente acima do peso e, apesar disso me sinto bem, atraente e desejada. A sociedade tem fabricado muitos males com seus padrões e ideais!

Van Magenta disse...

Tem 2 Tumblrs com essa temática, acho importante pra que as gordinhas se valorizem:
http://curveappeal.tumblr.com/
http://gostosa.tumblr.com/

Escarlate disse...

Peraí "ff", se a pessoa come de modo saudável, faz exercícios físicos e tá com os exames em dia, quem é que vai falar de "excesso de gordura"? Que eu saiba, o importante é estar saudável na SUA faixa de peso. Só pq existe uma tabelinha bonitinha de peso mín. e máx. não quer dizer que quem nao está dentro tá errado.

Conheço pessoas magérrimas que são super saudáveis, mas não conseguem engordar de jeito nenhum. E conheço pessoas gordas que fazem muito mais exercício que eu. Se os exames estão bons, e aí?

Leonísia disse...

minha amiga mais sexualmente ativa veste nº 46 e esbanja beleza e felicidade.

ff disse...

Escarlate: é exatamente isso que eu quis dizer. Se a pessoa está saudável e um profissional constatou isso tudo bem, o problema que isso não representa o a maioria das pessoas a cima do peso.
E faz muito tempo que os profissionais repeitáveis da minha área não utilizam "tabelinhas bonitinhas" pois existem muitos tipos físicos diferentes.
A questão que eu quis trazer é independente do peso, da proporção Kg x Altura. Por exemplo, para mulheres "normais" (para atletas isso tudo muda) o percentual de gordura saudável varia de 15 % até 20 %. essas modelos super magras certamente estão abaixo de 15 %, assim como a a maioria das modelos plus size e das pessoas "gordinhas" que eu vejo estão a cima de 20%. Eu afirmo isso dessa forma, pois trabalho todos os dias com isso, fazendo avaliações físicas e da para ter uma ideia só pela dobra abdominal (a concentração de gordura logo abaixo do umbigo).
Claro que também é possível, você aparentemente ser magra, mas por ter uma vida nada saudável ter o percentual de gordura tão alto, quanto pessoas visivelmente gordas, eu já trabalhei com pessoas assim. A grande questão é: é preciso ter uma maior quantidade de "massa magra" (músculos) e manter o percentual de gordura dentro do aceitável.
Claro que isso não tem nada a ver com ser bonita, atraente ou feliz.
Eu só quis afirmar que é preciso ter cuidado quando se fala de tópicos relacionados a saúde, pois pode-se cometer absurdos como a essas "revistas femininas" publicando dietas realmente perigosas e não raramente exercícios físicos literalmente errados.

Anna disse...

sempre pesei por volta de 48 kg (sou baixinha, tenho 1,55 de altura). Recentemente viajei de férias e sim, ENFIEI O PÉ NA JACA. Caprichei na cervejinha, comi muuuuuito churrasco, sorvete, chocolate, pizza... e engordei 4kg. QUATRO QUILOS! Na minha primeira semana de volta à minha cidade, eu me dei ao trabalho de contar, e foram TREZE pessoas a me falar que eu estava "cheinha", que tinha dado uma engordadinha, se não estava me incomodando estar "tão" acima do peso. 4kg gente, eu estava pesando 52kg.
Eu sou falsa magra, meu peso nunca passou dos 55kg mas eu tenho celulite, estria, pancinha. E é engraçado como eu sou a que menos se incomoda com isso, mas sempre tem alguém para sugerir que eu "aproveite" que não tenho tendência a engordar e vá fazer musculação "pra dar uma definida".

Blythestock disse...

tenho lido o blog já há algum tempo, mas hj achei q devia comentar. 1o, em relação a patética capa da veja, provavelmente foi paga, sim. Um dos meus médicos me disse q sempre q o nome comercial é citado, ao invés do ativo, existe uma transação comercial por trás. Lamentável, em muitos níveis. Mas é uma tolice dizer q magreza é sinônimo de saúde. Inclusive um amigo da facul, já formado em Medicina (faço Letras) diz q seu modo de vida, principalmente de encará-la, pode contar muito mais: q já viu gente magra, mas descontente, com índices de colesterol, triglicérides, etc, muito mais fora do padrão do q gente "acima do peso", mas feliz. Falando da minha família, posso te dizer q meu sobrinho, q sempre foi magrinho, varapau, está em dieta já há mais de um ano pq o colesterol ruim dele estava super alto, e ñ tem baixado.
Eu mesma fui gordinha na infância, emagreci depois e só fui engordar qdo mudei pra São Paulo, pq compensei (compenso?) a não adaptação à cidade com comida. Meu pai usa toda chance q tem pra dizer como tô gorda, minha irmã então... Aliás, acho q só não fiquei plus size antes por causa dela, q é obcecada com isso. No momento, me sinto infeliz com várias coisas na minha vida, mas meu peso tá beeeeem no fim da lista, pq tem tantas outras coisas mais importantes... Mas como já foi dito pela Flúvia e reforçado nos comentários, é muito difícil se vestir qdo vc sai desse padrão, a maioria das lojas não trabalha com números grandes e quando tem, são roupas feias, com cara de "velha", como já resmunguei no meu twitter, como se você, por ñ se importar em estar acima desse padrão ridículo, não se gostasse e consequentemente não se importasse em ficar mal vestida. Mesmo na revista manequim, as roupas plus size costumam ter essa vibe senhora, como se ñ fosse possível ser jovem e se contentar com seu corpo mesmo ele não sendo igual ao da Gisele. Ih, viajei demais aki, sei lá se dá pra entender alguma coisa...

Rebecca disse...

Tenho 1,70 de altura e peso 70kg. Sou muito mais bem resolvida hoje do que quando tinha a mesma altura e pesaga 58kg (e continuava me achando gorda, claro!). Namoro ha mais de um ano um menino lindo, que eu amo e que me ama, e que, pasmem, é mais magro que eu! hahahahahaha

Tem pessoas que falam sobre isso comigo, que acham engraçado o fato dele ser mais magro que eu. Para mim, o engraçado é as pessoas repararem nisso rs

Eu como e bebo o que eu quero, mas dou uma segurada na alimentação durante a semana pra me manter saudável. Adoro legumes e verduras e como sempre, e isso nunca fez com que eu fosse magérrima naturalmente. Óbvio que eu não me sinto uma beldade todo dia, mas lido muito bem com o meu corpo e com o meu tamanho 42 ^^

É isso meninas, esse foi só um pouquinho do meu testemunho pra dizer que nós podemos sim ser bonitas, amadas e felizes sem vestir um manequim 36 ;)

Lola, adoro o seu blog e estou todo dia por aqui!

Mil beijos!

Paula disse...

Eu acho que temos que nos preocupar com a saúde sim. Mas tb acho que esse discurso serve pra justificar um preconceito embutido contra as pessoas que estão acima do peso.

Tomar refrigerante faz mal? Faz. Mas ninguém discrimina quem toma. Dormir pouco faz mal? Faz. Mas ninguém discrimina aquele amigo que vira a noite na balada e vai trabalhar cedo no outro dia. Não controlar os acessos de raiva faz mal? Faz. Mas ninguém discrimina pessoas que perdem o controle e não praticam o tal "contar até 10" antes de explodir diante de uma frustração - a não ser que tenha sido alvo da explosão.

Todos temos maus hábitos que podem vir comprometer a nossa saúde. Mas, acho que na maioria das vezes esse é um discurso utilizado por quem se sente incomodado com pessoas que estão acima do peso. "ff", não estou me referindo a vc, não te conheço, não estou dizendo que vc tem esse tipo de preconceito e lança mão desse discurso com esse intuito. Na verdade, acho que vc está certa, tá fazendo sua parte pq vc trabalha com isso. Só estou dizendo que esse discurso é bastante utilizado até mesmo por quem tem "culpa" no cartório. Digo, quem tem hábito de comer batata frita, doces e refrigerantes e não engorda, lança mão desse discurso pra criticar um gordo. Fumantes igualmente.

Não sou a favor de "vamos todos engordar e ser feliz", mas senti vontade de escrever tudo isso pq cansei de gente olhar pra mim e vir me alertar "quanto a minha saúde". Sou estudada, bem informada, e sei o que um sobrepeso pode causar a minha saúde. Então não venha com esse papo pra cima de mim qd na verdade o que lhe incomoda é a minha silhueta.

Roberta disse...

Já fui tão noiada com isso.
Me preocupei e fiz dieta.Tudo pra que?Emagrecer e continuar com a baixa auto-estima Aff
Que falta de logica

ana_alice disse...

sempre aparecem os FISCAIS DA SAÚDE. engraçado q só se preocupam com a saúde de gente gorda. gente que BEBE tá liberada, mas gente que come não! sério, oq vcs tem a ver com a saúde dos outros? é CONTAGIOSO? não. então parem de falar bobagem.

alegar gastos com a saúde pública é ridículo, uma desculpa esfarrapada pra camuflar preconceito. outras pessoas tb geram grandes gastos pra saúde pública. fumantes, drogados, bebedores, portadores de DSTs. mas esses vcs n combatem, combatem?

tenho preguiça dessa gente.

Bruno S disse...

Acho interessante esse ponto de que pais, mães, irmãs, irmãos, amigos(?) sempre se prontificam a avisar a pessoa(principalmente se for mulher) de que ela está gordinha.

Será que é tão difícil de perceber que o primeiro a perceber é a própria pessoa? E que possivelmente ela estará suficientemente incomodada sem os lembretes?

iz b. disse...

Lola, nunca comentei aqui no seu blog antes, apesar de te acompanhar há uns dois anos. Tenho 16 anos e tô concluindo o ensino médio. Sempre gostei muito de ler o que você escreve, e dessa vez achei que poderia contribuir nos comentários.
Eu vejo muitos posts e campanhas por aí contra essa influência da mídia e da indústria da moda no que se refere às mulheres e a forma como elas se vêem. Sempre concordei e apoiei a maioria delas, ainda mais sendo uma garota cheinha. Mas, nos últimos tempos, eu descobri que essa é a parte fácil de "superar". Você vê uma garota muito magra na tv ou num anúncio e já tem a noção de que aquilo não é como você deve ser, que você é saudável, que não deve se preocupar com esse padrão da sociedade. O mesmo com as roupas. Não deu? Tente um número maior, não tem problema nenhum nisso. Para mim, a parte difícil mesmo está aqui em casa.
Nunca fui magra. Sempre soube disso, meus pais também. O que acontece é que, agora, eles pareceram esquecer. E isso é MUITO complicado. Ter seus pais [ou qualquer parte da sua família, na verdade] colocando pressão e te pertubando a respeito do seu peso é uma das coisas mais desgastantes do mundo [e eu digo isso como estudante em ano de vestibular, que tem que aguentar uma quantidade razoável de pressão]. Após um certo episódio em que eu pedi calças de números maiores [jeans 42, no caso] e ganhei um “número maior não, vá emagrecer” como resposta dos meus próprios pais, a minha auto-estima foi arruinada de uma forma que nunca tinha sido. Já uma amiga, da minha idade, acabou com um sério distúrbio alimentar por que, dentre outros motivos, tinha uma mãe em casa que “não queria uma filha gorda.” Soa absurdo, mas acontece com frequência. São os lares em si, e não só nós, meninas, que precisam ser conscientizados.

ff disse...

Paula: eu entendo exatamente o que você quis dizer, e sim, principalmente por trabalhar no meio eu concordo que muita gente (inclusive colegas) fala na saúde mas na verdade está incomodada com a silhueta. E traz embutido todo uma série de preconceitos e padrões impostos pela sociedade. Mas posso garantir que essa não foi minha intenção.
ana_alice: eu não me considero uma "fiscal da saúde", mas como eu trabalho, especificamente nessa questão física e de exercícios, eu achei importante comentar pois o post foi escrito por uma pessoa leiga no assunto, só isso. E sim, eu sou contra o cigarro, contra drogas, contra bebida, sempre falo sobre isso para meus alunos que buscam qualidade de vida. Sempre falo da importância de se dormir bem, evitar "virar a noite", sobre se alimentar bem, beber bastante água e tudo mais. Esse é o papel do educar físico orientar as pessoas sobre hábitos mais saudáveis, por isso sim, a saúde dos outros me importa, se não eu não teria escolhido essa profissão. E como o post em questão é sobre peso, foi sobre isso que eu falei não porque eu tenha alguma coisa contra as pessoas que são gordas.

Blythestock disse...

só pra mostrar como a moda é sem noção, nessas fotos vc tem as mesmas roupas em tamanho 36 e "pasme", 42. http://models.com/v-magazine/v-size-1.html
pra mim, o q ficou é q 36 é magro, parece doente, e 42 é q é "normal"

Alessandra Hirai disse...

Eu acho interessante post e assuntos relacionados a beleza. Agora, dizer que só quem é gordinho que sofre preconceito e é relacionado a uma estatura física feia, definitivamente isso não é verdade!
Eu fui magra, muuuuito magra por anos! Cheguei a ser modelo, mas por causa da minha altura (1,65cm) e a minha vontade de estudar e ser uma assistente social não levei a "carreira" adiante. Desde os meus 8-9 anos comecei a sofrer bullying na escola. Cada história terrível, desde os apelidos ridículos até abuso e violência verbal e física.
Na adolescência eu tinha uma vontade doida de engordar, a qualquer custo, só pra ter um pouco de paz e respeito. Eu usava mil calças uma por cima da outra, tomava remédios, fazia dieta para engordar, mas NADA funcionava, eu não ganhava um kilo! Na rua ouvia coisas do tipo: "essa aí tá no crack", ou que eu tinha bulimia, anorexia, afina, eu além de magra era modelo. Eu nunca experimentei drogas, nunca tive problemas de saúde, muito menos de alimentação, comia de tudo (e mais um pouco).
Depois de um tempo resolvi me aceitar, tocar a vida em frente, e claro, depois que eu me descobri e entendi a questão social envolvida nesse conceito excludente, foquei em outros (verdadeiros) valores e aceitei que o meu físico não fazia de mim uma pessoa melhor ou pior.
Na minha humilde opinião, saúde é o que realmente importa, mas antes de julgarmos uma pessoa pq ela é magra, ou gorda, ou baixa, ou alta, ou qualquer outra coisa fora desse padrão ridículo que nos foi imposto, devemos pensar nos dois lados da moeda.

Niemi Hyyrynen disse...

Alegar gastos com a saúde pública não deveria ser argumento pra ninguem atacar nenhum tipo de pessoa, seja ela fumante, alcoólatra, usuário de drogas, portador de DST..gordo, magro...

Nanda disse...

Sabe o que é curioso? Os preconceitos estão tão arraigados ao cérebro que quando fui ver o bate-papo com a Flúvia não esperava nada menos do que aquilo que ela mostrou: inteligência, bom-humor, delicadeza. Ao contrário das situações nas quais vejo modelos magras sendo entrevistadas e não estranho nenhuma asneira que possa sair da boca delas, afinal, é esperado.
É engraçado que estejamos tão acostumados com as gordinhas tendo que desenvolver outros atributos - inteligência e bom humor sendo os principais - que automaticamente esperamos isso da Flúvia.
E mais engraçado ainda que não esperemos inteligência de uma modelo magra.

Mariá disse...

"alegar gastos com a saúde pública é ridículo, uma desculpa esfarrapada pra camuflar preconceito. outras pessoas tb geram grandes gastos pra saúde pública. fumantes, drogados, bebedores, portadores de DSTs. mas esses vcs n combatem, combatem?
"

Que ridículo. Não seria incoerente se não combatêssemos isso também? (nos casos dos portadores, combate-se a DST) Campanhas contra a bebida são zero quando não envolvidas com a questão da direção, mas isso sozinho basta: a maior causa de morte dos joevns brasileiros hoje é por acidentes de carro e a maior parte destes é por casua de bebida. Fumo tem campanha contra. Drogas também. DSTs então? Quem está a favor dessas coisas? Só quem também afirma que o prazer individual vale mais do que os bilhões gastos com medicação, recuperação e remédios.

É válido diser que por questão estética, ser gordo o ser magro não tem nada a ver. O importante é ser feliz e se sentir bem. Mas como a ff falou, a maioria das pessoas gordas tem mais massa ruim que boa.

Eu sou alta e estou dentro do peso. Mas não sou lá muito saudável, eu sei. Tenho um índice de gordura alto pra minha constituição. Um lutador de sumô é mais saudável que eu, porque eles são fortíssimos e têm mais massa magra (músculo) que eu. Além do mais, eles praticam exercícios físicos fortíssimos.

E a obesidade - o excesso de gordura que causa problemas como colesterol alto, triglicérides altos, etc - é doença. DOENÇA. Se você é gordinho e saudável, seja feliz, porque você não é doente. Mas a esmagadora maioria dos outros gordinhos é. Não digo que magros possam ter vários problemas de saúde que nem os gordos, mas muitas vezes isso tem a ver com o percentual de gordura - e outras com outras causas que não tem nada a ver com o tema.

Não é um problema estético ser gordinho. Odeio o bullying com todas as forças e acho que as pessoas têm mais o que fazer do que julgar as outras pela aparência. Mas é um problema de saúde. Assim como é um problema de saúde beber demais. Ou fumar demais. Ou usar drogas.

A ff tem razão em pedir cautela à Lola com esses temas que encolvem saúde. Muita gente usa esse argumento de "não é saudável' pra alimentar o preconceito, mas o argumento em si não é preconceituoso. É verdade. Doenças relacionadas diretamente com a obesidade (veja bem, com pacientes obesos ou com sobrepeso) matam cerca de 30000 pessoas por ano nos EUA.

Eu não sou um pau-de-virar-tripa. Tenho minhas "alcinhas" (meus ficantes acham o máximo). Nada de mais. Mas fico de olho em tudo porque não quero entupir as coronárias. Isso é mais importante.

Flasht disse...

Pra quem não sabe, gordas transam mais que as demais

O que não deve ser visto com bons olhos, oras
As demais estão se achando superior? procurando quem dá mai$?

E as gordas se entregam fácil para não perder oportunidade?

Mariá disse...

Flashtttt!! Há quanto tempo!! Como vai a senhora sua mãe? Já saiu do spa? =D

Mariá disse...

(atenção para as exaltadas: o recado anterior foi apara o flasht, dentro da lógica flasht de ser. Não me ataquem)

Alessandra Hirai disse...

Nanda: E não esperar inteligência de uma modelo magra não seria uma forma de preconceito?

Liana disse...

rs Não tinha uma campanha por aí para ajudar a pagar tratamento psiquiátrico do ***** *?

Barbara disse...

A modelo é lindíssima. Quanto à capa da Veja fiquei curiosa pra saber o que era, afinal eles usaram aquela fórmula clássica: compre a revista e descubra um milagre. Mas fiquei sabendo da orientação da Anvisa antes, a respeito do remédio para diabéticos, e estou chocada com a falta de responsabilidade da revista.

Mas o que eu quero mesmo dizer é: não me conformo chamar de plus size numeração entre 42 e 48. Poxa, 42 é muito pouco, a maioria das pessoas saudáveis varia entre 40 e 44!

Barbara disse...

Aliás, eu não acho que foi matéria paga pela Novo Nordisk, não....porque a própria empresa veio a público desaconselhar o uso do remédio para outros fins.

Apesar de que, na prática, muito mais gente vai tomar conhecimento da reportagem da Veja que da nota da empresa.

O.o

Ártemis disse...

Eu raramente cito nomes, mas...

Tomara que esse Flasht seja só troll, caso contrário ele é muito burro.

Vivien Morgato : disse...

Eu nunca imaginaria a Leticia gordinha, essa realmente me surpreendeu.
Eu desencanei momentaneamente do peso por conta do contexto, de coisas mais graves que aconteceram comigo agora.
Coincidentemente esse problemas exigem que eu emagreça, a última coisa que posso agora é me tornar diabética e os remédios + peso podem propiciar isso. Então, volto ao tema que me move desde os 12 anos....dietas.
Eu francamente não gosto de estar gordinha. Nem vou usar espaço aqui pra falar sobre isso, porque já falei disse antes e ,afinal, todo mundo que está ou esteve "acima do peso" sabe quanta merda se houve tooooodo o tempo, de tooooodo mundol.
Há que ser forte pra aguentar, eu confesso que não dou conta, é uma bosta.
Bom, quanto a Veja, é o que a gente espera, né? Uma revistinha de quinta, que usa mais adjetivos que substantivos e tem uma coleção de idiotas escrevendo....bom.

Em tempo: eu lia um blog de moda de uma jovem gordinha, como a modelo que vc citou.
Uma das coisas que ela dizia era ao mesmo tempo óbvio e estranho: de onde se tirou a ideia de quem está gordo não quer comprar roupa?


Só dá pra comprar roupa de tia triste.

Liana disse...

Ártemis, ele não é apenas troll como é também uma figura singular, de fala imponderável e presença fantasmagórica que assombra cá o blog da Lola e, dizem menina(falando que nem comadre agora), que vai puxar o pé/trollar em sites afins. Ele meio que faz parte do folclore local. Tem gente que se gaba de ter histórias do Curupira, Iara, Boi-tatá, Chupa-cabra, Abominável homem das neves, gnomos, Matinta Pereira bem.. nós temos o Flash t. Às vezes ele leva um senhor sabão aqui mas continua voltando, que nem mosquito em lâmpada, numa vibe super masoquista. Olha, é triste. Vou para por aqui porque tô ficando emotiva.

ana_alice disse...

"ff", me desculpa se eu soei grosseira pq me exaltei, acho q vc se expressou de forma educada, apesar de discordar de alguns pontos. por ex, qd vc diz que as modelos plus size não sejam saudáveis. me parece q essa flúvia tem uma vida normal e cheia de disposição, sem diabetes e infartos, só pq tem as coxas gordas e banha na barriga.

e mesmo aquelas q de fato tem problemas de saúde, será mesmo q precisam desse tipo de "lembrete"? quer dizer, a vida pra eles já não é difícil o suficiente? eles precisam mesmo ser lembrados q são doentes? como se já n soubessem...

mariá, volto ao meu ponto: é problema de quem se a pessoa tá entupindo as artérias? é problema de quem se ela vai ter um ataque do coração aos 40 anos de idade? não é problema de ninguém senão da própria pessoa, cada um sabe onde seu calo aperta. não é uma doença contagiosa, então ninguém tem nada a ver com isso.

todo mundo sabe de cor o discurso da vida saudável, a gente ouve isso na tv desde que nasce, sabe q sedentarismo é ruim, sabe q certos alimentos são nocivos, mas a maioria das pessoas prefere correr o risco a mudar o estilo de vida.

muitas simplesmente não engordam, por isso ninguém fica as perseguindo para apontar seus erros e afirmar categoricamente q elas estão com o pé na cova.

acredito que até exista quem esteja bem intencionado ao dar esses conselhos que não foram pedidos, mas oq eu vejo, leio, ouço e vivo é diferente, são pessoas usando esse discurso (q elas mesmas nem seguem, muitas vezes) para se sentirem superiores às outras, como se fossem cidadãos de primeira classe, mais dignos ou qq coisa assim.

pq se importam tanto em catalogar o outro como doente e ficar repetindo isso o tempo todo? qual a proposta? isolar aquela pessoa socialmente? bom, estão conseguindo.

ninguém aqui tá celebrando a gordura, mandando os outros engordarem, mas tentando desconstruir essa ideia de que alguem é-doente-e-vai-morrer só pq é gordo. e até mesmo que alguém q veste 42 seja gordo, pq não é. todas as minhas amigas são magras, mas metade delas se acham gordas. vivem numa neurose, se proibindo, se sentindo feias. isso não é legal, gente.

imagina q engraçado seria se todo mundo saísse com uma tabuleta dizendo sobre suas doenças? "alcoolatra", "cocainomano", "maconheiro", "aidético", "cardíaco", "sedentário", "diabético", "esquizofrênico"... o gordo faz isso, ele n tem como "esconder" a própria condição, então acho super cruel isso de ficar apontando o dedo pra uma coisa q já está obvia. simplesmente não tem propósito. ainda mais quando essa "doença" (mesmo qd é realmente doença) não apresenta nenhum risco pro resto da sociedade.

acho q é um preconceito onde o discurso "nada contra, mas..." é super aceito, quando não deveria. piada de gordo é tão engraçado qt piada de negro.

Drica disse...

Lola, eu tenho lido seu blog faz pouco tempo (soube de vc pelo blog da Leticia Fernandez), e tenho gostado muito, muito. E essa é a primeira vez que comento.
Bom, eu sofro também preconceito por questões de aparência, só que do lado contrário. Eu sou uma mulher muito bonita e eu chamo a atenção por isso. Só que eu não sou muito vaidosa, sou saudável, me alimento bem e me exercito e tal, e fui gordinha após as minhas duas gestações só que voltei a forma. Bom, a genética me ajuda bastante. Só que, profissionalmente, as pessoas nunca esperam nada de mim que não seja "a função decorativa". Sou profissional liberal e sou muito inteligente. Ocorre que quando eu consigo as coisas com muito esforço, várias vezes, escuto "brincadeirinhas" de que "com essa beleza nada é muito dificil", mas isso não é elogio, isso pra mim é ofensa. Eu preciso ficar provando que sou capaz sabe? Meu meio profissional é muito machista, as pessoas no estado onde moro em geral são machistas, e tem gente que me trata de uma forma como se a minha única "função" na vida fosse decorativa. Também percebo isso dos amigos do meu marido. Recebi, no decorrer dos dez anos do meu casamento, inúmeras "brincadeiras" com insinuações de que eu teria casado por interesse(meu marido não é "tecnicamente bonito"), quando na verdade casei por amor. Nunca fui, nem sou materialista.
Isso sem falar, que no periodo pós- gravidez, quando eu ainda estava acima do peso, recebi uma pressão enorme para voltar a forma. Tinha gente que olhava pra mim e dizia "tadinha, engordou, antes da gravidez parecia uma miss... e agora engordou...". Eram tantos comentários dessa natureza, de familiares inclusive, que fiquei deprimida. Parece fraqueza, mas naquele momento, com a descarga hormonal do final da gravidez, isso foi de uma pressão insuportável. Então, eu concluo que de todo modo, as pessoas pressionam as outras, seja pela feiura ou pela beleza, pela gordura ou por qualquer invencionice que a mídia padroniza como "esteticamente perfeito". É o material humano Lola, que precisa de melhoramentos urgentemente, na ética e na moral. Um abraço.

Barbara disse...

Gente, as pessoas que chegam na cara dura e comentam a sua aparência (mesmo fingindo que estão te dando um toque de saúde), merecem uma sapatada na cabeça. Coisa mais sem noção, muito mal-educado chegar pra alguém e dizer: deu uma engordadinha, né?! Fazer comentários sobre a comida da gente então, nossa....

Eu estou levemente acima do peso (1,58 e 56 quilos, engordei 8 quilos nos últimos dois anos), mas não tô muito preocupada....faço academia por saúde e porque não quero engordar mais, mas o engraçadinho que ousar vir falar de minha aparência comigo iria ouvir muito! Só que eu tenho cara de poucos amigos e ninguém toma essas intimidades comigo!

Mariá disse...

Ana Alice, eu tinha feito um post ENORME, mas acabou se apagando. O que tenho pra dizer é: você está me julgando mal. Vou recomeçar dizendo que acho que a modelo é muito bonita de verdade, que não acho que as aparências valham muito, apenas para a própria pessoa, e que conheço uma multidão de moças acima do peso que são muito, mas muito lindas. E gostam de ser assim. E ninguém tem nada a ver com isso, porque ser gordinha é mil vezes mais sexy que ser magricela.

Resolvido o tema da beleza, volto ao tema da saúde.

Você diz que se a pessoa quiser se estourar o problema é dela. OK. então quando ela tiver um infarte, sugiro que ela se cuide sozinha. Porque né?, ela escolheu ser assim, pode arcar com isso, correto? Pode arcar com um hospital particular e com as despesas. Pode arcar com o tratamento. Com o próprio dinheiro e com o plano de saúde.

Porque, se for assim, eu REALMENTE não me importo. Cada um sabe o que faz com seu dinheiro. Que se estoure, coma o que quiser (comida também vicia), se quiser fumar, também fume, se quiser se drogar, que se drogue, DSTs?, faça coleção. Mas o que eu não quero é que o meu - na forma de impostos, na forma de SUS - venha a beneficiar gente que tá tomando veneno. Sério mesmo. Porque o que antes não eram dados expressivos, hoje alcançaram patamares epidêmicos, sem nenhuma hipérbole.

A ideia não é de de cidadãos de segunda classe, mas de uma coisa absolutamente sem sentido. No início do século XX a cocaína era vendida como remédio. Muita gente cheirava sem se viciar, mas tinha muita gente viciadésima. A cocaína é bem vista? Não. A comida gordurosa, açucarada e em excesso, e o estilo de vida sedentário tampouco deveriam ser bem-vistos, e infelizmente o estilo "saudável" não é tão bem-visto assim. Comida não é coca e óbvio que um Big Mac de vez em quando não mata ninguém, mas comida altamente industrializada e doce vicia mesmo - e tudo o que chega a viciar precisa ser regulado.

Não é questão de virar a cara pra pessoa - é questão de se preocupar por ela. Como você vai argumntar que cada um cuida do próprio nariz, melhorarei - me preocupo com a saúde dos meus filhos do futuro, dos meus afilhados expostos a isso, e dos impostos que vou pagar. Os obesos não são uma minoria como os negros, ou como as mulheres. Não são diferentes, não merecem privilégios para alcançar a igualdade. Até pouco tempo atrás, ser gordo era se gordo e só. Pouquíssimas pessoas são obesas por disfunções, e não podem emagrecer nem com reza braba. Ou seja: ser gordo (obeso, doente) não se configura em uma classe especial, se configura em falta de cuidado.

Meninas, não entrem em pânico se achando baleias feias. Se querem emagrecer de verdade, disciplina e acompanhamento faz isso. Mas façam isso pela saúde de vocês, não porque o mundo diz que você é feiosa. Vocês não são feiosas.

A propósito, não gosto de piadas de gordos. Justamente porque não vejo muita relação entre gordura e beleza, ou inteligência.

Mariá disse...

A propósito, provavelmente tô muito pior que muita gente, que meu percentual de gordura é altíssimo apesar do meu manequim 42. Minha constituição é esguia, vocês diriam que sou magra - mas não tem nada a ver. Mas eu sei disso, e me controlo pianinho porque não quero me estourar com 40 anos.

E olha que odeio comer mato e correr feito macaco na academia DX

Barbara disse...

Mariá, concordo com você que obesidade é um problema seríssimo de saúde pública. Não à toa está sendo chamado de epidemia.

Mas não concordo que obesidade é falta de cuidado - é uma doença. Também acho que comida vicia (especialmente açúcar, há pesquisas demonstrando) e ninguém fala que um viciado em drogas deve se curar só com força de vontade, não é mesmo? Todo mundo sabe que é necessário tratamento. Mesma coisa pra obesidade.

E olha, justamente por ser um problema de saúde pública, a gente não pode chegar nas pessoas falando pra comer direito, ainda que eu concorde que isso afeta a todos nós através do SUS. Afinal, doenças sexualmente transmissíveis também são problema de saúde pública e a gente não sai dizendo assim sem contexto pras pessoas usarem camisinha, isso seria surreal. As instituições responsáveis é que devem agir, por exemplo as escolas, que vem parando de vender salgadinhos e refrigerantes e passam a oferecer opções saudáveis.

Mariá disse...

Barbara, é verdade, você tem razão que muitas vezes as pessoas realmente não têm controle e se viciam. Mas acho também meio disparatado comparar comida com uma droga pesada - no exemplo que dei eu disse mesmo que "comida não é coca". Muita gente só gosta de comer, é gordinha, e na base da força de vontade pára. Fumantes também. Ambos são drogas "leves" baseados mais no hábito do que na própria composição química (embora OBVIAMENTE isso tenha um valor duro e certo na equação). Acho que, se você coloca no alto patamar do vício, você corre o risco de eximir a pessoa completamente da responsabilidade. E choverão processos sobre gente que se vicia em Big Mac mas não levanta um dedo pra entrar num grupo de aconselhamento ou mesmo se esforçar pra seguir as regras da nutricionista.

Não é questão de falar sem contexto. Mas você vê propagandas do tipo "use camisinha" e o anúncio enorme de que fumar é prejudicial à saúde nos maços de cigarro. Propagandas que estimulem hábitos mais saudáveis de alimentação ainda estão por vir, e precisam vir, porque estão no mesmo saco.

E claro que as escolas devem agir, mas quem controla as escolas são as pessoas. E quem não vê nada de mal, quem acha que o problema das crianças estarem comendo apenas amido de milho (comida pra engordar porco!) é apenas dos pais que deixam, e que se exploda? Discussões como esta é que são legais pra que se torne clara a noção de causa e efeito. Antigamente não se relacionava o fumo com as (mais) recorrentes pneumonias, bronquites e problemas respiratórios. Quer dizer, se sabia, mas não se dava a devida importância.

Barbara disse...

Eu acho que a obesidade, como problema de saúde pública que é, deve ter políticas públicas de prevenção e tratamento. Não se pode ignorar que a previsão é de 75% de obesos nos EUA em 2020, e nossos índices não são muito diferentes dos de lá.

Mas o fato é que se alguém chegasse pra mim e me dissesse como eu devo comer, eu levaria super a mal. A gente sabe o que faz bem e o que não faz. Então não interessa se eu estou chupando uma lata de leite condensado, ninguém tem direito de chegar e falar que está errado, ainda que esteja.

Acho muito chato, por exemplo, gordinhos que vão ao otorrinolaringologista e tem que ouvir que devem emagrecer. Se eu quisesse resolver meu problema de peso, eu estaria no nutricionista ou no endócrino, ora bolas.

gotadagua disse...

Gosto daqui. Gosto muito da forma como você escreve Lola e concordo com muitas coisas que você diz, outras nem tanto, e de outras discordo plenamente. Infelizmente nunca consigo ler os coments, por isso sempre evito fazê-los, hoje foi uma exceção.

Nem vou discutir a irresponsabilidade da veja, até porque, né? A mim não surpreende em nada uma matéria desse nível; quanto à famigerada ditadura da magreza.. sem comentários. Aliás, um: - A modelo plus size é linda.

Mas convenhamos que dizer que o problema é da pessoa se ela está entupindo as artérias e vai ter um ataque cardíaco aos 40 anos é no mínimo simplista, sem querer ofender.

A gordura e o açúcar são drogas e como tais causam dependência, não é a toa que a obesidade vem paulatinamente se tornando um problema de saúde publica mundial. E é um problema de saúde porque ser obeso não é um estilo de vida, não é como fazer uma tatoo ou colocar um piercing. E sim, estou falando de obesos, mas afinal não dá pra esquecer que todo obeso já esteve apenas uns "quilinhos" acima do peso ideal um dia. Me preocupa esse discurso de "coma o que quiser, o quanto quiser e aceite-se como vc é, mesmo que vc esteja 10, 20 kg acima do peso. Afinal todo gordo pode ser feliz também." Engraçado que não vejo as pessoas fazendo o mesmo discurso para os fumantes, alcólatras, viciados em crack.

A indústria alimentícia ganha rios de $$ porque produz alimentos que viciam as pessoas e ninguém combate isso. O pior é que o jogo sujo e cheio de esperteza começa cedo, na infância. Mas é só uma bolachinha recheada oras!! Tem crianças por aí de 5, 6 anos com obesidade mórbida e a culpa é de quem? Delas? Ah sim, afinal quem manda se entupir de porcaria?!


Ai eu leio aqui algumas pessoas achando o supra sumo da liberdade ser gord@ e feliz em plena ditadura da magreza... Sério mesmo? Lamento informa-l@s mas vocês são completamente dependentes.

Rafael disse...

OT: Precisei comprar um livro no submarino e usei seu link para entrar. Confere lá se pingaram a merreca. Um amigo meu disse que nem sempre eles creditam os produtos.

Mariá disse...

Ah, poxa, mas não é assim o.o Eu não defendi isso de chegar na cara das pessoas e mandar elas emagrecerem assim do nada. Mas é uma coisa que deve estar firme e corrente na cabeça das pessoas. Praquela gordinha crônica (veja bem, não a pessoa que engordou uns quilos em uma temporada razoável de festas, mas a pessoa que faz a cozinha de doceria), quando reclamar que não entra mais nas roupas ou que não cabe na poltrona do avião (esmagando o pobre que estava ao lado), não seja vista com complacência. Ou compra roupa maior e escolhe uma fileira vazia e fica quieta, porque quer ser assim, ou emagrece. É o mesmo de fumantes que reclamam de tosse e garganta seca. Você fica olhando com cara de ¬¬

Claro que opinião você guarda pra si, mas o que deve estar claro pra todo mundo é que, se for perguntado, responder que é, precisa emagrecer e fazer isso e isso e isso. E não dizer "ahnnn, nem tanto".

P. Yuuko disse...

Não sei se alguém já postou, mas tem um tumblr que eu adoro: http://gostosa.tumblr.com/

O tema é "gostosa que se acha gorda". Eu, particularmente, acho a grande maioria das mulheres de lá lindas. E não tem nenhuma magricela.

Mariá disse...

Gotadagua: Obrigada. Esse é um ponto que eu não queria abordar porque poderia começar uma saraivada de "sou linda porque sou gordinha" e não é o ponto.

Não é que todo obeso vá, necesariamente, morrer de ataque cardíaco aos 40 anos. É uma generalização grosseira, mas acontece e muito (as 30000 mortes por ano que falei lá em cima, por várias causas e tendo como motor a obesidade). Mas aceitar a obesidade e sobrepeso como algo absolutamente natural e "revolucionário" em tempos de magreza é perigoso.

ff disse...

ana_alice: nem precisa se desculpar. Eu entendo perfeitamente que sociedade de forma geral "persegue" mesmo as minorias e quem é diferente, por isso nos irritamos mesmo quando alguém vem com um discurso que é, ou parece ser preconceituoso.
Acho que a Mariá e a gotadagua disseram tudo sobre a questão e representam como eu penso. Não há necessidade de ficar se repetindo, princialmente nesse questão de quanto a indústria dos alimentos pode ser tão alienante quanto a "ditadura da beleza". E claro que eu não saio falando para as pessoas como elas devem comer e viver suas vidas, mas dou sim, conselhos para meus alunos pois este é meu papel e sim a essência da minha profissão e dos meus valores como ser humano dizem que eu deve me preocupar com o bem estar do próximo.
E só para finalizar: eu decidi comentar pois estavam falando sobre uma área em que eu tenho condições de me pronunciar de forma profissional e científica e achei interessante contribuir com a conversa. Além disso, senti necessidade de chamar a atenção para responsabilidade que deve existir quando se decidi publicar algo relacionado a saúde, para não cair no absurdo da Veja, por exemplo. Foi mais recado para Lola, do que para as (os) comentaristas. A luta contra os preconceitos é sempre válida, mas seria interessante, quando se fala de assuntos sérios, como saúde incluir a opinião de um médico, nutricionista ou mesmo educador físico.

Barbara disse...

Pois é, Mariá, não falo especificamente de você, porque não te conheço, mas tem gente por aí que adora vigiar o que a gente come...tenho um colega que TODO DIA faz comentário, tipo: meninas, vocês já pesaram hoje? Ele não faz por mal, apenas é engraçadinho demais, mas quando fala comigo eu nem me dou ao trabalho de responder. Outro colega já fez um comentário desagradável quando me viu comendo chocolate....olha, acho uma puta falta de educação. Respondo no melhor estilo "vai cuidar da tua vida".

Mas olha, de fato eu acho muito perigoso esse pensamento de "só é gordo quem quer".

Nanda disse...

Alessandra Hirai: exatamente isso. Estamos tão acostumados a mulheres que são padronizadamente bonitas e não precisarem de mais nada além disso, que não esperamos algo inteligente delas. Já das que estão fora do padrão, elas obrigatoriamente tem que ser inteligentes.

Elisa Maia disse...

Tamanho 42 é plus size??? Geente, eu tenho umas calças e saias 42 e acho que NINGUÉM concordaria que eu sou plus size! Do link que alguém postou aí em cima, com fotos da modelo em tamanhos 36 e 42, de fato a impressão é que o ultimo tamanho é normal e o primeiro é doente!
Quanto à discussão sobre "ser gordo e ser feliz" vs obesidade como problema de saúde, fico com ambas as posições. Ora, se você está bem de saúde, que importa quanto você pesa? Acho que existe uma supervalorização do número (peso em kg) em detrimento de outros fatores. Quer dizer, ninguém se importa se está saudável ou se realmente APARENTA estar gordo: o que as pessoas conferem, controlam e temem é o número que aparece na balança. E, na verdade, isso é o de menos! Só porque você pesa 10kg a menos do que a sua altura (sabe, aquela convenção de que se você tem 1,70m, tem que pesar 60kg), não significa que você esteja com boa saúde, MUITO MENOS que esteja "bonita"! O inverso também se aplica: você pode ter 1,70m e pesar 80kg e isso não quer dizer que esteja feia nem que tenha problemas de saúde.
Porém, é fato que existem pessoas descompensadas pra comer, que são gordas porque comem demais, ou porque comem excesso de açúcar, gordura etc. Além do vício físico, há outra possibilidade: o vício psicológico. Há quem use comida como forma de lidar com seus problemas emocionais (eu sou uma delas: tô brava/triste? Me entupo de sorvete! Bem clichê mesmo!). Pra essas pessoas, eu diria que vale a pena procurar tratamento, não estético, mas psicológico. Nesses casos, a gordura não é problema, é sintoma. Igualmente, há quem beba, fume, cheire, transe, se corte, em decorrência de conflitos emocionais.
Deve ficar claro que o importante é realmente estar feliz, independentemente do peso. Se você não está feliz, vá atrás de se resolver. Não pela sua aparência física, mas pela sua saúde mental.

... disse...

Eu sempre fui gordinha. Nos ultimos 6 meses perdi 15 quilos (ainda faltam 10), sem remédio e dando umas escapadas do regime de vez em quando.
Decidi emagrecer porque estava me sentindo mal,tinha dores e falta de ar... Mas mesmo se eu chegar no peso que quero, ainda vou estar fora dos "padrões", nunca vou vestir 36,38,40... É absurda essa obrigação imposta de se parecer com um anuncio de lingerie.
Sobre a VEJA o que me incomodou foi a garota da capa sequer ser gordinha.Se tivessem mostrado um caso de obesidade mórbida (em que remédios são realmente necessários)seria mais justificável...

ana_alice disse...

eu realmente acho q a questão de gastos do SUS é um ônus q se paga por viver em sociedade. daqui a pouco vão querer culpar a vítima de bala perdida pq ela mora na favela. "podia morar em outro lugar, é só uma questão de força de vontade". olha, até podia, mas esse esforço não é tão pequeno.

outra coisa q eu acho meio equivocada é partir do pressuposto q todo gordo está disposto a dar gastos pro SUS ou processar o mcdonalds por sua condição. eu sou dessas pessoas q se tiver um infarto com 40 anos, morro feliz. não vou dar gasto pra ninguem, prometo. e não sou só eu, certamente. milhares de pessoas q só tem sobrepeso ou uma obesidade menor provavelmente vão ter um histórico tão saudável qt os demais. outras, com graus de obesidade maiores, talvez precisem de ajuda. mas n acho q elas tenham q ser crucificadas por isso. a barbara falou dos viciados em drogas, mas eu acho q viciados em açucar (ou seja lá oq for) são ainda mais toleráveis. pq se drogar é uma escolha ativa, né? comer não, é um passo natural do nosso cotidiano.

outra coisa: eu acho q qm quer fumar pode fumar à vontade. é uma questão de escolha individual. ok, tenho minhas ressalvas, ninguem nasce fumando (eu, pelo menos, n escolhi minha alimentação. introduziram todas as coisas perniciosas nos meus hábitos qd eu era pequena. i can blame mamãe por minhas escolhas na menoridade) quem fuma, fuma pq quer. mas é a própria saúde q está acabando, então é um problema da pessoa.

gotadagua disse: "ahhh então pq vc n defende isso pra usuário de crack?" pq o consumo de certas drogas (alcool, inclusive) altera o estado de consciência da criatura e transforma ela num perigo pra sociedade. não conheço ninguém q fica doidão comendo hamburguer e depois sai atropelando, matando e estuprando por aí. por isso acho q certos vícios são socialmente mais aceitáveis.

vc fala em "gordo q cultua a própria gordura se achando revolucionário". já disse ali acima q ninguém aqui faz apologia à gordura.

eu adoraria emagrecer, pretendo voltar a fazer exercicios físicos (confesso q tem sido difícil pra caramba encarar meu medo da sociedade), mas n pretendo deixar de comer oq eu gosto. n acho de verdade q isso signifique "ataque cardíaco em breve", mas se tiver q ser assim, n me importo. tenho esse direito.

ana_alice disse...

gordo ocupa muito espaço? olha, de vez em quando ocupa sim. da mesma forma, o fumante de vez em qd é espaçoso qd dá baforada na nossa cara. mas outras pessoas podem ser espaçosas por outros motivos: a vizinha de cima q samba na sua cabeça, a tia q escuta sertanejo, a velhinha q usa perfume doce e enjoativo, a colega de trabalho q não cala a boca, a prima q tem uma voz irritante...

mais uma vez: esses pequenos incômodos fazem parte de viver em sociedade. por isso q toda pessoa milionária se isola, compra uma mansão, para de trabalhar, se muda pra uma ilha, etc. tenho certeza q todo mundo aqui já ouvir falar em contrato social na escola. tá tudo lá, a gente abre mão de parte da nossa liberdade. se vc quer ter suas particularidades respeitadas, respeite a dos outros. sempre q possível o fumante (educado) vai evitar fumar em locais cheios, da mesma forma q o gordo vai tentar comprar uma cadeira maior ou sentar numa poltrona vazia. nem sempre isso é possível, mas a gente tem q tolerar.

não to dizendo q vc, mariá, desrespeita alguém (não me parece ser o caso mesmo), mas é algo q as pessoas em geral tem q ter em mente, de se colocarem no lugar do outro.

terceiro ponto: não acho q as pessoas tem q achar as outras bonitas. não quero q ninguém me ache bonita, só n quero ser julgada pelo meu tamanho em situações cotidianas q nada tem a ver com meu tamanho.

vcs sabem como é difícil pra um gordo ir pra academia tentar emagrecer? ele tem q vencer a pressão psicologica, esse lado emocional afeta bastante a nossa vida. aí vai comprar uma roupa pra malhar, um maiô, e não acha. aí chega na academia e vira alvo de piada. é algo bem complicadinho... não é tão "só é gordo quem quer" não...

n to me fazendo de vítima, não sei onde está escrito q gordos precisam de "cotas" e ajudas especiais. só precisam do mesmo tratamento dado aos demais. se todo mundo pode entrar em qq loja sem ser julgado pela aparência, q o gordo possa fazer isso tb. se todo mundo encontra roupa pro seu tamanho, q o gordo tb possa. se as cias aereas são acessíveis até pra cadeirantes e cegos, pq não pra gordos?

ana_alice disse...

a barbara citou um excelente exemplo. vc vai ao médico com dor de ouvido, diz q sabe o motivo (mergulhei com golfinhos, fui a um show de rock, sei lá) e ele te manda emagrecer. cara, oq isso tem a ver? e eu acho q se ele se sente livre pra ter um pensamento desses, não é só pq ele é um péssimo profissional, mas pq é um pensamento q domina o tal do "consciente coletivo". é uma regra tão implícita na sociedade de q gordo é doente sempre, q o médico já começa a te atender de má vontade.

disseram q certos alimentos são como drogas. taí, nisso eu concordo plenamente. acho mesmo absurdo q seja mais barato comer um lanche calórico horroroso doq um prato nutritivo e saudável. e q esse mesmo lanche seja encontrado em qualquer esquina e seja de fácil aquisição, ao passo q uma boa refeição seja mais difícil. e q esse mesmo lanche seja anunciado na tv de 2 em 2 minutos, e q comida saudável n seja. e q programas sociais de crianças e adolescentes sejam sempre associados a esse tipo de lanche por esses anuncios e pelos próprios pais q levam seus filhos lá.

só n acho q dá pra responsabilizar a pessoa q já está viciada com esse papo de q "isso faz mal, para de comer". vc por acaso vira pro depressivo e fala "para com essa tristeza, tenha pensamentos positivos". não. não é assim q se consegue resultados.

fora o caráter injusto dessa cobrança só recair sobre aquele q apresenta visivelmente esse suposto dano a saúde, o gordo, mas q seja ok pra um magro comer esse lanche.

parte-se da falsa premissa q o magro come o tal lanche "de vez em quando e com moderação" ao passo q o gordo "tá lá de novo se enchendo de fast food, q falta de vergonha na cara".

mta gente ironiza qd um gordo diz q come normalmente, acha q ele está mentindo. oq seria esse normal? eu vejo todos esses programas de alimentação saudável na tv e sempre acho as dietas muito restritivas. só salada salada salada. e não é isso q todos os meus amigos magros comem. eles tb comem arroz, pão, macarrão. comem tanto quanto eu e tb são sedentários.

falaram aí das escolas, um outro ponto super válido. na minha época de escola (há uns 12 anos) não existia legislação q obrigasse a venda de produtos saudáveis. na cantina da escola só tinha salgadinho. não to reclamando, viu? eram deliciosos. todo mundo adorava, magros e gordos. mas a gente realmente n escolhia, certo? era a única coisa oferecida. eu n posso dizer q eu tinha discernimento suficiente pra fazer escolhas saudáveis, nem queria. então concordo q a escola estimule a prática de exercícios, q controle (pelo menos tente) oq as crianças comem, e tal. acho realmente é o melhor passo pra se conseguir alguma mudança.

mas eu n to defendendo o livre arbitrio de crianças, mas de adultos. adultos podem, sim, fazer oq quiserem com seus corpos. auto mutilaçao e suicídio não são ilegais. beber, fumar e comer tb não.

ff, claro q se alguem te procura pedindo sua ajuda profissional, vc está certíssima em alertar. eu vejo o programa da Gillian na GNT (you are what you eat) e vejo o resultado, vejo as pessoas saudáveis e bem dispostas. acho ótimo q exista um profissional pra prestar esse tipo de atendimento. oq eu falo pras pessoas em geral evitarem são esses "alertas" genéricos q só servem pra disseminar preconceito.

ai, gente, tinha até mais coisa pra falar, mas já falei demais. obrigada pelas respostas anteriores.

gotadagua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gotadagua disse...

ana_alice sinta-se a vontade para re-escrever o meu comentário do modo que você quiser. Mas as aspas são para reproduzir ipsis litteris o texto original, e não foi o caso. Você quis dar um tom agressivo que não usei. #ficaadica

denise disse...

Acho belíssima essa modelo que o texto fala, já havia visto entrevistas com ela algumas vezes, ela é mais conhecida fora do Brasil.
Embora eu a ache muito bela, tenho que concordar com a GOTADAGUA sobre esse assunto, acho também que isso vale para as anoréxicas, mas creio que esse tipo de distúrbio alimentar é bem menos freqüente que a obesidade, talvez por isso que muitas aqui enfatizaram esse problema, pois é mundial, e como foi dito ha uma conjuntura que conspira contra quem deseja manter a saúde, e temos que lutar contra, mas não é nada fácil.

Laurinha (Mulher modernex) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marussia de Andrade Guedes disse...

Pois eu digo também que na vida real poucas são Flúvias e Leticias. A maioria das pessoas gordas são pouco atraentes.E digo isso por ser gorda. E digo que engordar foi a pior coisa que fiz comigo. Envelheci mil anos por conta disto e tive minha vida sexual prejudicada sim. Não seria honesto negar isto. Acho que todos tem direito de serem magras ou magros, gordas ou gordos e não devem sofrer preconceitos mas no meu caso e no de muitos só causou danos.

Marussia de Andrade Guedes disse...

E tem mais, a modelo em questão não é gorda é cheinha. Tem cintura fina e não tem barriga. Tem um rosto lindo e não afetado pelo excesso de peso. Mas a obesidade, na maioria das vezes, não se apresenta assim de forma tão harmoniosa. Sejamos francos gente!

samira disse...

Fiquei pasma tb quando ví a capa da Veja, e a primeira coisa que pensei foi justamente isto: matéria paga, na cara de pau!!!!!!Pensei mesmo que vc fosse falar a respeito...
Não conhecia a modelo, que é linda!

Marussia de Andrade Guedes disse...

Ana, o médico tem toda razão de aconselhar a perda de peso. Você não sabe o quanto é complicado o paciente obeso. Ontem participei da cesárea de uma paciente obesa e o anestesista quase não conseguiu fazer a raqui. A agulha não chegava na coluna vertebral. Depois de muito tempo, várias tentativas, um terceiro cirurgião teve que entrar só para segurar a barriga da paciente. Obesidade é um problema sério!

Sandrog disse...

Eu devo ser advinho, porque logo que voce anunciou o blog da nova Bruna Surfistinha aqui eu ja disse: "aposto que eh uma gorda". Nao adianta, voces ate tentam, mas nunca saem do lugar comum.

Gabi disse...

Oi, Lola, lembra de mim, do guest post "milha filha quer ser miss", pois é, ela acabou participando do concurso e ficou em segundo lugar, a mocinha do silicolne levou o primeiro. Agradeço muito aos conselhos que as amigas do blog deram, foram de uma utilidade muito grande. Apos o desfile, ela recebeu um cartão de uma fotografa, que diz ter gostado muito do estilo dela e a convidou para fazer um book. Fomos a tal agencia e tudo me pareceu bem sério, mas a minha surpresa maior veio da minha filha. Ela não quer ser modelo! Disse que é muita pressão, que conversou com muitas meninas que já estão na carreira e que não pretende se sacrificar tanto. Ela continua vaidosa, mas está se alimentando melhor e tem começou a fazer terapia pouco antes do desfile. Acho q isso a tem ajudado muito. Lola, novamente agradeço pelo espaço que você me deu publicando aquele e mail. Sei que apesar da melhora, ainda temos um caminho longo para percorrer e muitas coisas para superar. Tudo de bom sempre...

GiM disse...

Na maior parte das vezes que a questão "peso" aparece por aqui, surgem muitos comentários de gente que, talvez sem perceber, tenta combater discrimanção com discriminação da forma oposta.

Poxa gente, o tema central é aceitação, amor próprio, confiança em si mesmo, ser feliz! Não é promoção das pessoas gordas ou das magras.É *respeito* pelo próximo, independente da forma que ele exiba. É um ser humano.Se tem problemas de saúde por estarem abaixo ou acima do peso, isso é com eles e com os profissionais que lidam com a saúde.

Galera, o mundo fica mais fácil quando nos unimos.Sempre que leio um post desses, acho muito bacana, motivador. Mas me entristeço quando sinto uma espécie de pé na bunda para quem é magro e está aqui. Só deste post, olha o que ficou reservado para pessoas magras: homens acham magras no padrão modelo feias;magrelas;cabides de estilista;esqueleto;das modelos magras se esperam asneiras;

Chegaram a ver os comentários da Alessandra Hirai? A discrimanção existe para todos os lados e não trás felicidade para ninguém.

A questão de ser atraente está muito mais no que transmitimos do que com a aparência. Flúvia fica ainda mais atraente depois que conhecemos as idéias dela e como ela se posiciona em relação a isso.Show!

Jéssica Azevedo disse...
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Jéssica Azevedo disse...

Post mais que maravilhoso, ja conhecia a modelo, assim como ja achava ela linda.. Enquanto ao post e a alguns comentarios alheios, diria que a "obesidade" afetaria sim sua relação sexual, que os médicos enxergam a obesidade de uma maneira muito radical embora não digo que estejam errados, porem uma dor que sinto na cabeça não necessariamente é sitomas de obesidade como 90 % deles falam sem fazer nenhum exame, so olhando para nosso fisico..enquanto a auto-estima, relações e qualquer outro tipo de coisa, so é afetado dependendo de sua posição. Não sinto que minha é afetadapelo simples fato de não me deixar abalar porque tenho quilinhos acima.. antes agia muito dessa forma.. hoje não mais.. Então um conselho para as gordinhas, não deixemse abalar pelo o que amigos e as outras pessoas falam, viva apenas para se sentir bem e feliz!

mundomel disse...

Então, essa reportagem da Veja foi ridícula. Mas o que de bom pode sair da Veja?????? E alguém aí reparou que a mulher da foto nem é gorda????

E essa Flúvia é linda!!! Uma das mulheres mais bonitas que já vi! É uma pena que é um caso raro e sem força na mídia.

A.H.B. disse...

Então... *comentário atrasado* - Acho que não só as gordinhas não deveriam ser pressionadas por seu peso, como as magras deveriam ser deixadas em paz. Ficam perguntando - e eu sou realmente bem magrinha - "qual o seu truque?" e coisas do gênero. A minha resposta usual é "Um bom bifão mal-passado e sorvete de sobremesa." - o que é verdade, eu gosto bastante de comer, principalmente churrasco e doces.
Vejo que muitos blogs feministas falam muito sobre peso e realmente me sinto "de fora", ou como se eu fosse menos feminista por ser magra ou estivesse fazendo algum tipo de dieta maluca e escondendo isso de todo mundo porque "todo mundo tem um peso extra normalmente."
Algumas pessoas não têm e é tão normal quanto o inverso.
*Desabafo*

Laetitia disse...

estavam falando sobre gordura e saúde e, bom... eu sou um péssimo exemplo, engordei muito em pouco tempo, sou sedentária demais, não posso dizer que os meus hábitos/minha "engorda" tenham trazido algo de bom pq não trouxeram, não. mas, olha... eu acho lamentável a postura que os médicos têm quando atendem um gordo ou mesmo alguém um pouco acima do peso, que é a de analisar qq coisa superficialmente e botando a culpa na gordura. pô, gente! minha mãe tem a minha altura e pesa 10kg a menos, é magrinha mesmo, mas o colesterol dela é mais alto que o meu. eu, só pela minha pança, já sou logo julgada como doente, relaxada e tudo mais (isso pq eu me alimento bem, como de tudo e não demais, só não faço exercícios físicos)... essa postura médica é prejudicial tanto pros gordos quanto pros magros, pq um será julgado sempre doente e o outro, sempre saudável. custa analisar caso a caso e esquecer o tamanho da barriga e da bunda da pessoa?

Maria Valéria disse...

Eu já tinha lido várias matérias sobre a Fulvia.
Nem tenho muito o que acrescentar, Lola.
Não conheço a Leticia( que vc cita no seu post) pra flar sobre a autoconfiança dela, mas as matérias que li sobre a Fulvia só ilustram o que vc falou sobre isso.
Sempre fui magra, até os meus 25 ou 30 anos- depois disso engordei muito- e embroa ainda tenha biotipo de ' magra', estou cheinha no quadril( que é onde engordo). Conclusão: meu manequim pra calças, que era 42, passou para 44.
Não tenho conseguido emagrecer de dois anos pra cá, por uma série de motivos que não vou enumerar aqui.
Mas durante esse dois anos, percebi que os homens não ligam MESMO pra essas ' gordurinhas a mais'.Quer dizer, os HOMENS DE VERDADE, né, e não os idiotas que reparam e sabem o que é ' celulite, ' estria'- porque HOMEM QUE É HOMEM mesmo, NEM SABE O QUE É ISSO!!
Aliás, pelo contrário!! Eles até me preferem mais cheinha do que magra como eu era antes( já ouvi isso de vários homens, juro por deus).Olha que paradoxo-!! vc não se sente bem com seu corpo, pq sempre foi NORMAL ser magricela- mas os homens dizem exatamente o contrário, que vc tá ótima!! Não é sinal de que tem algo errado nesse país?( uma amiga que mora na Europa diz que lá as pessoas não estão nem aí com essa cobrança pela magreza- tanto que ela não se acostumaria a morar no Brasil de novo)
TODO MUNDO pode ser lindo, mesmo com suas ' imperfeições'.
ótimo ´ post!!!
Ótimo post

Pri disse...

Começo meu comentário frisando que não escrevo em nenhum um momento pensando na questão saúde ou estética, escrevo pensando somente na questão do tamanho das roupas e a relação disso com o que EU penso, NÃO É VERDADE ABSOLUTA, é meu pensamento.

Estou abismada!!! Gente, claro que tem gente que vai me chamar de doida, mas, acho que com tudo o que tem se falado sobre a modelagem plus size, marcas se vangloriando de trabalhar a modelagem 42 a 48, é um jeito "educado" de falar que, quem não usa tamanhos pequenos está fora do padrão. A própria tradução do termo é tamanho maior, grande,um tamanho extra, portanto, fora do padrão. Gente, isso apesar de ser visto como revolucionário (pensando do jeito que a magreza excessiva e em alguns casos "forçada" é imposta na indústria da moda e na sociedade), PARA MIM é uma forma de opressão sim. Onde está escrito que isso é obrigatoriamente o tamanho maior e fora do padrão? Desde quando existe um padrão correto quando se fala em ser humano?

Com todo o respeito as modelos plus size, que acho DIVINAS mesmo, poucas top models "tamanho padrão" exibem igual simpatia, alegria e aparência saudável; também não digo que é em todos os casos que vejo isso; penso que a indústria da moda, pressionada em aceitar mulheres "normais"(normais para essa indústria)utiliza de maneira pejorativa esse termo, impondo às mulheres um padrão que não existe na grande maioria dos casos, desde quando se utiliza de uma minoria para estipular um padrão a ser guiado? Qualquer pesquisa se baseia pela quantidade, então, como que pessoas magérrimas podem ser um padrão se são minoria? Frisando que, tanto magras quanto gordas, existem bonitas e feias nos dois casos, não é questão beleza que falo aqui.

Não é nem questão de ser chamada de gorda ou não, mas levando em consideração o que vem acontecendo no mundo da moda, como pro exemplo a modelagem das roupas, que quer queiram quer não, diminuiu sim, não é só gorda que percebe isso, a mesma calça 40 de pouco tempo atrás, hoje é um 38 e olhe lá! Muita gente que possui o mesmo corpo a tempos percebe que a numeração das suas roupas mudou, e seu corpo não, eu já constatei isso comparando calças da mesma loja e marca, uma 42 comprada no passado, e uma 44 hoje e, adivinhem, mesmo tamanho. Lógico que quem não quer entender fala que isso é pensamento de gorda recalcada, teoria da conspiração, cada um tem um termo para denominar seus preconceitos.

Agora, o tamanho extra (ou o chique plus size) são tamanhos que a pouco tempo eram considerados normais. Gente, até pouco tempo atrás as misses usavam 40 e 42! Hoje eu vejo mulheres na televisão bem gordinhas (e de estatura alta) e falam que usam manequim 42,o que para mim, em mulheres não muito baixas, sempre foi um tamanho pequeno, "normal".

E quem usava os tamanhos plus antes, como é que fica? Já que esse é o plus size, qual é o nome do outro tamanho? Quem usa 46 e 48 já enfrenta muitas dificuldades, e quem usa acima disso?

TENTO COMPREENDER o fato da exigência de top models serem muito magras, penso na questão da criação das roupas, desfiles, e tals, aceito que nesse meio dos desfiles possa existir o PADRÃO, agora, IMPOR esse padrão a toda uma sociedade? Isso pode ser imposto às mulheres que querem esse meio, como qualquer profissão tem suas exigências, isso não cabe a mim julgar.

Mas é incrível como o NORMAL passou para FORA DOS PADRÕES assim tão facilmente. Seria uma enorme demonstração de respeito se os grandes estilistas criassem roupas de tamanhos "normais" tão lindas e que vistam tão bem quanto as que são feitas pensando nas magras, no padrão. É óbvio que muita roupa que sai das passarelas, mesmo que se compre um 44 ou 46 (o manequim certo para a pessoa), não fica legal (mesmo que não seja justissima ao corpo) porque muitas dessas roupas não são criadas para pessoas desse manequim.

Acho injusto classificar todas as mulheres de acordo com os termos e padrões do mundo da moda.

Desculpem o desabafo e os erros de português!

Abraços a todos!

Maria Valéria disse...

Pri, assino embaixo de tudo o que vc escreveu!!!

E finalizando, pelo raciocínio do mundo da moda, então, eu sou SIM, GORDA,DESDE OS MEUS 13 ANOS DE IDADE!!! simplesmente pq tenho biotipo de quadril largo, e desde que me entendo por gente usava calça 42. Mesmo com cintura fina( que tenho até hoje) e sendo chamada de magricela, de esquelética por colegas de classe, amigos e até por ( ex agora) namorado, eu era GORDA!!! Isso há dez anos atrás, imagina hoje que uso calça 44 ... do que seria chamada? de baleia??? de orca???
então, ok, sou GORDA, mas super feliz com o corpo que deus me deu!!!
ahhf cada uma né???
beijos

GiM disse...

Lola queria pedir que pensasse com muito carinho em abordar a questão de ser magro hoje. Desde que existe um absurdo complô para tentar uniformizar pessoas e espremer uma rica mistura étnica num único padrão ideal, não tem sido nada fácil pra quem é naturalmente magro não sofrer com com o sentimento de revolta da maioria que é pressionada para viver neste padrão. Seria interessante debater sobre o outro lado. Acho que muitas pessoas sequer podem imaginar quantas situações dolorosas e absurdas existem para quem está do lado oposto ao seu.

Robson Fernando de Souza disse...

Eu já disse que a Veja não serve nem como amortecedor de cocô de cachorro ou combustível de fogueira de São João (aliás, fogueiras juninas estão cada vez mais ambientalmente incorretas)?

lola aronovich disse...

GiM e outras pessoas magras que também sofrem patrulhamento por serem magras: escreve um guest post pra mim? Por favor? Eu tinha certeza absoluta que já tinha publicado pelo menos um guest post de uma pessoa magra que, tal qual uma pessoa gorda, também é cobrada para mudar de corpo, e chamada de palito, vareta, magricela, anoréxica, doente etc etc. Mas fui procurar e não encontrei. Então ou eu não publiquei, ou eu publiquei e não encontrei, ou alguém me mandou um guest post sobre o assunto e ele ficou perdido no meio de emails. Mas quero muito publicar algo do gênero. Sei muito bem que pessoas magras são vítimas de bullying. Já vi acontecer.

Rafaela disse...

Gostei do post. Mas sinceramente, como uma pessoa gorda sei que isso só funciona na teoria. Sou observadora e sinto na pele que as coisas não são fáceis assim! Não acho legal, mas se queremos interagir e ter uma vida normal temos que ser igual ao que a mídia diz que tem que ser. Isso afeta não só as relações amorosas como as amizades e até mesmo trabalho. É uma realidade, não estou sendo pessimista nem antifeminista.

carolpd disse...

Não quero parecer chata mas essa história que homens preferem as gordinhas é pura lolota, SEMPRE, que eu vejo um rapaz bonito na rua ele ta com uma namorada bem magrinha ao seu lado, dificilmente eu vejo uma gordinha ao lado de um cara bonito, é triste mas é a realidade. :(

Luísa Schenato disse...

carolpd eu acho que o pessoal confunde essa de preferir gordinhas com preferir as mulheres o que eles normalmente chamam de gostosas, mulher magra, com cintura fina, mas com peitão e bundão, tipo as Panicats ou "cantoras" de funk.

GiM disse...

Escrevo sim Lola, pode deixar! bjs

Gaia disse...

carolpd

Isso é verdade. Uma namorada dentro dos padrões traz status.

Bruna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruna disse...

Há um mês atrás, mais ou menos, saiu uma reportagem da FSP sobre o sofrimento que pessoas mto magras passam. Não me atrevo a escrever um guest post, aliás só resolvi escrever o comentário depois de ver a sugestão da Lola, pq sempre q falei sobre o que passo ouvia q eu não tinha do q reclamar. Sofri mto na infância, na adolescência e até fazer uns 25 anos. Ainda tenho dificuldade de me achar bonita, mas hj é só de vez em qdo. Fiz loucuras, engordei 12 quilos em poucos meses: não vou mentir, valeu a pena sim, pq me senti bem pela primeira vez, apesar de continuar mto magra ainda.

uma mosca. disse...

Pra vc ver...eu que me considero super "aberta" e "não preconceituosa" e adoro o seu blog...imaginava a Letícia estilo Angelina Jolie! Aliás, eu não imaginava...eu tinha certeza!!
Bem, me sinto uma pessoa melhor agora...por ter percebido que era uma tremenda bobagem e por perceber que minha auto-estima acaba de subir alguns degraus =)

uma mosca. disse...

Mas eu ainda acho que: é claro que é megaimportante que,além de lindas e confiantes, sejamos saudáveis!! Não devemos entrar na paranóia da magreza, e nem achar que só existe um padrão de beleza, mas obesidade não é saúde!!

Thata disse...

Concordo inteiramente com Luísa Schenato.
Essa valorização das "gordinhas", na verdade é uma glorificação das "gostosonas" "poposudas".
Aliás, observando bem a foto da modelo, nota-se que ela tem uma cinturinha bem estreita em comparação aos quadris largos. Queria ver se fosse o contrário!!!
Queria ver se uma mulher como ela mas com a barriga enorme seria modelo!!!

Ora, o problema é o DESTAQUE ABSURDO que se dá à BELEZA da mulher: isso explica POR QUE as magras, as gordinhas de corpo "proporcional", as gordinhas de corpo "bolinha", as consideradas "mulherões", SOFREM TANTO! Cada uma pela discriminação que sofreu por causa do tipo de corpo que tem. Na TV brasileira, e isso é típico do Brasil - fico p. da vida ao ver - qualquer apresentação de uma mulher talentosa é precedida pelo destaque de sua beleza física, a qual suplanta inclusive seu talento. "O que você acha de fulana. Ah, ela, além de linda, é..."

Mas, voltando, Lola, te adoro, mas desculpe - o pessimismo, talvez: ficarei feliz quando testemunhar uma modelo de sucesso que NÃO tenha um corpão violão, ainda que "plus size", uma mulher com muita barriga e pouca bunda.
Aí as coisas terão mudado significativamente.