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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

RESPOSTA À PERCEPÇÃO EQUIVOCADA DE UMA LEITORA, E MEU FUTURO DE VIDA

No meu post sobre as vantagens de não ter um carro, uma leitora e comentarista frequente disse que não vê nada de “nadar contra a corrente” em ser uma sem-carro, perguntou se eu era comunista e disparou: “Sinto que você justifica muito sua condição supostamente livre de bens materiais quando na verdade você gostaria é de ter muito mais e morar em cidades grandes. É uma percepção; não vá ficar chateada comigo”. Eu comecei a responder a Gi e ficou longo demais. Tá aqui como post:

Tudo bem você ter sua percepção sobre mim, Gi, mas ela está completamente enganada. Eu tenho bens materiais, ué, como todo mundo. Só que tenho menos que muita gente, porque não gosto de gastar ou de me encher de coisas que não preciso. Se eu quisesse “ter mais”, eu compraria. Tenho dinheiro pra comprar o que quiser, simplesmente porque guardo dinheiro desde que comecei a trabalhar, com 19 anos.
Quanto a morar em cidades grandes, eu morei boa parte da minha vida em metrópoles. Nasci em Buenos Aires, morei 6 anos no Rio, e 16 em SP. Tudo cidade enorme. Não sinto nenhuma vontade de viver em algum lugar com mais de um milhão, um milhão e meio de habitantes. Uma cidade como Joinville, de porte médio (500 mil pessoas), pra mim é o ideal. Nem grande nem pequena. Não gostaria de viver numa cidade com menos de 300 mil - quero dizer, não sei, nunca vivi em cidade pequena. Mas vim a Joinville porque quis, e esta é uma ótima cidade.
Embora eu não seja “supostamente livre de bens materiais”, eu sou livre. Posso morar onde quiser. Não tenho filhos e sempre gastei menos do que ganhei. Logo, tenho dinheiro. Isso me dá liberdade pra fazer o que eu quiser. O negócio é que eu não quero muita coisa. Minha vida tá legal do jeito que é. Este ano (ou ano que vem) vou ter que enfrentar muitas mudanças, porque termino meu doutorado em julho. Daí começa uma nova etapa na minha vida. Se eu quiser utilizar o que aprendi em dois anos de mestrado e quatro de doutorado, só sendo professora universitária mesmo. Eu adoro lecionar (dou aula de inglês há doze anos), e amei a experiência de lecionar numa universidade (dois semestres de estágio docência). Acho que eu gostaria de fazer isso por muitos anos, mas antes tenho que passar em algum concurso. Nunca fiz nenhum, e eles parecem difíceis pacas. Não sei se tenho condições de passar. E também preciso fixar algumas metas: quantos concursos vou tentar? Eles são caros. Calculo gastar entre mil e mil e quinhentos reais em cada concurso (mas esse tópico dos concursos é longo, e merece um post só pra ele).
Uma amiga minha tentou dois concursos. Não passou, e foi trabalhar numa empresa particular como coordenadora de cursos de intercâmbio. Outra amiga não deseja sair de Floripa, porque acabou de reformar sua casa, e seu marido tem um bom emprego. Ainda uma outra passou num concurso e vai começar logo a lecionar na Universidade Federal do Espírito Santo. Outra foi trabalhar em Portugal, na área em que se formou. Outra partiu pra um pós-doutorado (isso existe!). Então não sei bem o que vou fazer, mas há opções. Tenho disponibilidade pra morar em outro lugar. Um objetivo que parece viável seria morar numa capital nordestina. Só não sei se dá pra se mudar pra lá na cara e na coragem, sem eu ou o maridão ter um emprego mais concreto.
Fazendo algum concurso, as chances de morar numa cidade um tanto “indesejada” (minúscula e sem cinema) são grandes. Mas tudo bem morar num lugar longe do ideal por alguns anos, enquanto eu melhoro o meu currículo. Lembre-se que, quando eu terminar meu doutorado, terei 42 anos. Tem gente que termina com 30. É diferente.
Também não teria problema em voltar a dar aula de inglês numa escola de idiomas. Eu não estaria utilizando o que aprendi, apenas teria um título pros alunos dizerem “Ohhh, ela é doutora!” e se iludirem pensando que ensino inglês melhor que as outras professoras por causa de um título que não tem nada a ver com a história. Um emprego desses renderia um certo sentimento de desperdício, eu acho, porque pra dar aula de inglês eu não precisaria de mestrado ou doutorado (nem de graduação). Mas o lado bom é que é fácil dar aula de inglês. Não é nenhum desafio. Preparar aula pra universidade exige infinitamente mais tempo e esforço.
Eu gostei de ficar um ano fazendo tão pouquinho quanto fiz em Detroit. Assim, sem trabalhar, ou trabalhando pouco, lendo, pesquisando, e escrevendo pro blog e pro jornal. O maridão também gostou dessa boa vida. E aí seria outra opção: e se a gente meio que se aposentasse já? Não temos dinheiro suficiente pra isso ainda, mas o fato de gastar pouco permite algumas extravagâncias. Por exemplo, se cada um desse dez horas de aula particular por semana (e trabalhar dez horas por semana não é nada, convenhamos), já receberíamos o suficiente pra nos manter. Juro que dá vontade. Claro que pra mim é mais fácil conseguir aluno particular de inglês que é pro maridão conseguir aluno de xadrez. E claro que se o maridão descolasse um emprego legal a gente teria que pensar duas vezes antes de mudar.
Portanto, estou numa fase de muita expectativa e indecisão. Este ano será um dos mais indefinidos da minha vida, e sou uma pessoa que gosta de planejar antecipadamente. No entanto, estou bem calma. Tranquiliza saber que a gente tem o suficiente pra nos sustentar por um bom tempo.
Outra coisa que me deixa mais zen é lembrar que, quando chegamos a Joinville, quinze anos atrás, o maridão tinha muito menos experiência como professor e técnico de xadrez, e eu não tinha nem um diploma universitário, quanto mais um doutorado. E mesmo assim nos saímos bastante bem. Então não será agora que estamos mais qualificados que a vida vai dar errado. E eu sempre procuro olhar pro lado bom. Meu lema é “We can work it out”, dos Beatles. E o que o pessoal do Monty Python canta ao ser crucificado em A Vida de Brian, “Always look on the bright side of life”. Turum, turum, turum tum tum.

98 comentários:

Anônimo disse...

Oi Lola! Eu sou concursada, foi difícil sim, mas com sacrifício de algumas horas diárias de estudo e muita perseverança tudo é possível. Acredito que você conseguiria facilmente lecionar também em faculdades particulares, pois todas querem doutores em seus quadros e não é tão fácil assim encontrar profissionais com esse nível de qualificação. Aqui em Brasília, por exemplo, tem muitas particulares, mas infelizmente o custo de vida é alto e você não quer morar em cidade muito grande, so...
Quanto ao seu estilo de vida, mais regrado, eu admiro, embora ache extremamente difícil exercer a "simplicidade voluntária", enfim, o desapego mesmo das coisas materiais, como carro, por exemplo. Eu poderia ter um carro melhor, mas tenho também essa filosofia de que carro é meio de transporte, basta que me leve de um lugar para outro, mas ao mesmo tempo carro é conforto e confesso que fico muito feliz de ter um quando volto pra casa do trabalho em dia de chuva e olho pro ônibus lotado ao meu lado. Disso eu não abriria mão, a não ser que o transporte público fosse excelente, com um metrô muito bom, o que não é o caso da imensa maioria das cidades brasileiras. Boa sorte em sua tomada de decisões! Vai dar tudo certo. Beijo.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Eu estava escrevendo um comentario, mas acabei me enrolando e ele ficou confuso. Queria dizer que acho bacana vc saber o que quer da vida, e viver de acordo com isso. E dai que os outros nao concordem ou queiram viver diferente? Eu compartilho algumas das suas prioridades e nao compartilho outras. E dai? Se voces dois estao felizes assim ninguem tem nada com isso. E feliz ano novo!

Giovanni Gouveia disse...

As escolhas de vida são pessoais e intransferíveis.
Engraçado que temos semelhanças nessas escolhas, salvo uma ou outra diferença, talvez por termos nascido no mesmo ano (do calendário chinês), e sermos regidos pela cabra
Também vivo com "bem pouco", mas nunca consegui acumular, primeiro por princípio (eu sou comunista por opção e formação), depois por prioridades, embora não esbanje, use griffes famosas, ou coisas do gênero, não me furto a comer e beber bem de vez enquanto, e com o advento de Danton a grana tem se escasseado cada vez mais rápido...
Acho o cúmulo quando tenho conhecimento de pessoas que vivem em prédios de alto luxo, com carro importado novo, mas com dispensa e geladeira vazias, isso sim é pensar pobre...
Morar em cidade “grande” tem seus prós e contras, jamais moraria em Sampa, sempre tenho que ir lá, e, apesar das deliciosas pizzas do bexiga, não encontro atrativos como uma cidade “morável”, Recife, que eu nasci, me criei e sempre fui apaixonado, figura entre as maiores cidades deste país, dizemos que é a menor cidade grande, pq a área só é maior que uma ou duas capitais, tem seu lado podre (violência, poluição, transito caótico...) mas também pra onde me viro encontro amigos (à vezes costumo encontra-los em outras cidades), além do mais moro a 200 metros de uma praia maravilhosa... A população da cidade do Recife é de 1,5 milhão, aproximadamente, mas a Região metropolitana soma outros tantos, o que (chuinf) talvez a exclua de tua lista, em compensação, acho que é o único caso no Brasil, há duas universidades federais instaladas aqui (não são dois campi, são duas universidades federais, com reitores diferentes), além de uma estadual, e uma particular em cada esquina...
Li recentemente que a UFPI vai abrir concurso pra adjunto e assistente (não sei em que área), mas, como dizem meus amigos piauienses, “no Piauí nem o vento é fresco”, o calor de lá não é apenas humano, esqueça que você já sentiu calor na sua vida, em Teresina o bicho pega... Mas, além de vários campi da UFPB (Campina Grande é uma cidade bem agradável, apesar de não ser litorânea), da UFRN (Natal é um sonho de consumo), o Governo Lula tem aberto Universidades em várias cidades dessas bandas, numa delas caberá a Doutora Lola Aronovich...

P.S. Eu achava que só podia fazer pós doc depois de algum tempo como doutor(a)

P.S. 2. Não conheço Anália de 20 anos, mas conheço a prima de minhas sobrinhas que tem 19, que aliás mora em Floripa...

Anônimo disse...

Lola, vem morar aqui pelas bandas do nordeste, vem!!! Claro, em fortaleza, no ceará né? :D

Santiago disse...

É Lola; está ficando difícil de disfarçar sua incoerência e falta de conteúdo.

A Gi também percebeu, (e a Gi fala na lata), e logo mais outros mais medrosos também descobrirão.


A Gi não está equivocada e nem teve um percepção equivocada; ele esta certa. Quem é equivocada permanentemente é você.

Bom... uns nasceram pra ser Reinaldo Azevedo, outros...

Giovanni Gouveia disse...

Outros nasceram pra ser gente...

Giovanni Gouveia disse...

Parafraseando o provérbio:
Diz-me o que lês, e eu te direi quem és

Como diz uma comunidade do Orkut:

Você lê a veja? Azar o seu...

Copiando Mário Sérgio:

Mary had a little lamb,
his fleece was white as snow,
Ev'rywhere that Mary went,
that lamb was sure to go.
And you could hear them singing:
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la.
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la.

Falando por mim:

A inveja é uma...

Anônimo disse...

To exatamente nessa mesma fase.. precebendo que estamos "trocando de estagio" e que novas metas e prioridades precisam ser traçadas e seguidas. To meio com medo... MUITO assustado e preocupado.. mas sei que vou conseguir. Hoje me preocupo mais com minha saúde e bem estar financeiro do que há 10 anos... antes tivesse feito como vc, estaria um pouco mais tranquilo agora. De qquer forma, me lema é NUNCA É TARDE DEMAIS. Sou uma pessoa positiva e sei que vou conseguir fazer tudo direitinho...

Anônimo disse...

Lola, você me tranquiliza! Assim como você eu traço metas pra seguir a vida acadêmica. enquanto isso minha família pergunta: você vai fazer o quê com esse diploma? e com aquele congresso? pra quê artigo?
Parece que você simplesmente está inventando pra não trabalhar, essa é a visão da sociedade sobre a vida acadêmica. Se você não trabalha o suficiente pra ter um carro e uma empregada (que no Brasil são verdadeiras mucamas, acho horrível o jeito que uma faxineira é tratada) então está só "enrolando".(e eu trabalho!)
Assim como você eu também não gosto de gastar, sempre tento ter guardado dinheiro suficiente para ficar pelo menos 6 meses sem trabalhar, é uma segurança.
É interessante o pessoal que tem complexo de empresário, todo mundo acha que vai chegar muito longe (longe = ter um iate), mas na verdade são pessoas com empreguinhos, que trabalham demais pra poder ir "pras Europa" nas férias pela CVC e perdem muito da vida, de curtir os filhos, ou simplesmente ler um bom livro (que não seja auto-ajuda financeira).
Não acho que você esteja no fundo desejando uma vida que não tem, aos 40 anos é muito difícil alguém se enganar assim.

Cris disse...

adorei o comentário do Giovanni

"tem gente que nasceu para ser gente"

outros para ser e ler Reinaldo Azevedo!

cada com os seus problemas!

Bjo Lola...o blog tá cada vez melhor!

Anônimo disse...

Giovanni, palmas para você!


Até esqueci do que iria comentar...


Bacci,

João disse...

Lola, perdoa-me por não ter lido teu blog antes. Teu estilo continua do jeito que gosto: leve e descontraído. Há quem não goste, claro. Afinal, nem Ele agradou a todos. Boa sorte na escritura da tese e na tua vida pessoal neste ano de tantos planos diferentes dos feitos até agora. E quanto aos concursos, não precisas ser tão modesta; claro que conseguirás passar na maioria daqueles para os quais te inscreveres. Abraço. João. (Aquele do mestrado, lembra?)

Leila disse...

ai lola, relaxa! Mas dsentendimentos acontecem! Fora que todo mundo supõe q todo mundo é igual, que vc quer as mesmas coisas que os outros. Querem te normatizar, isso é fruto do capitalismo!
hauahauha o engraçado q ela falou q vc é comunista meio "Ó MEU DEUS! nao me diga q vc é comunista", como se fosse uma doença e não uma posição política.
Anyway eu entendo que esse ano é um ano de muita crise e mudança, daqui a dois anos, quando me formar será eu chorando minhas pitangas a você! Boa sorte com os concursos, apesar de você estar receosa eu acredito que você será bem sucedida! E pense em ir pra Belém, apesar de nao ser uma cidade muito grande meu amigo que mora lá está apaixonadissimo pela cidade, e olha q ele ama sampa!
Boa sorte em tudo lola!
beijão

Masegui disse...

Obrigado companheiro PDF, poupou-me o desgosto!

Anônimo disse...

Mas Lola, você não sabia que é proibido pensar/ser diferente?
Se te pegam sendo feliz sem ser milhionária é paredão de fuzilamento direto, sem direito à apelação.
Onde já se viu isso? Que afronta! Hunf! Isso é coisa de gente do contra. É birra só para acabar com a ordem e o progresso.
Se isso se espalha daqui a pouco vai ter gente achando que pode ser feliz sem um jatinho particular, um iate... e óh céus, que Deus não permita, sem carro! O fim dos tempos.
Vá logo arrumar uma prestação para pagar e deixar de ser comuna!


Mas falando sério, deve ser ótimo passar dos 20, 30, 40... e ver que ainda podemos manter essa sensação de liberdade para escolher outros caminhos.

Anônimo disse...

Só posso falar por mim.
Eu AMO Brasília. Já faz 10 anos que moro aqui e só me mudaria em último caso.
Brasília e o chamado entorno tem por volta de 2 milhões de habitantes.
Nem acho aqui uma cidade grande não, mas o entorno e as cidades satélites acabam se tornando quase que cidades dormitórios.
O custo de vida é alto?
É, especialmente aluguéis.
Mas se vc se organizar, dá pra guardar dinheiro tb.
Mas morar num lugar com qualidade de vida, arborizada, com baixo nível de poluição pra mim não tem preço ;)

Giovanni Gouveia disse...

Ô Mineiro maneiro, sabe que agente tá aqui pra isso, né não?

Anônimo disse...

Oi, Lola! Eu moro aqui nos "isteites" e sofro pois em Gyn dava para andar de bicicleta. Lá teve algumas pessoas que pensaram em criar ciclovias e assim o fizeram. Aqui é uma piada falar em bicicletas e ciclovias. As pessoas se enfiam dentro dos carrões gastadores de gasolina até para ir a esquina. Tudo aqui é feito para quem tem carro. Será que essa gente nunca viu falar de iniciativas como Paris em que a prefeitura add bikes no seu cotidiano?

bjs
Mari Biddle

Anônimo disse...

Oi, Lola!
Acho muito legal viver dessa forma e fico com um pouco de inveja boa, rsrsrs!
Quando a gente tem filho, a coisa complica mais. Gente, o que se gasta em escola e convênio de saúde, pelamordedeus!
Além disso, nasci exilada e fui criada longe de toda a minha família (que tb é de Recife, como o Gio! :o) )Isso me fez muita falta, principalmente em momentos muito críticos da minha vida, como a doença e morte da minha mãe quando eu era adolescente. Termina que eu sou super grudada em família, tanto na minha quanto na de meu marido :o) Acho doloroso pensar em sair de Sampa. E aqui a vida é cara mesmo!
Bjs,
Anália

S. disse...

Eu sou mais uma da turma dos sem-carro, enquanto nao houver necessidade nao vou ter um mesmo. As pessoas acham esquisita a escolha, mas eu so' coloco na balanca o quanto eu gastaria com a manutencao, seguro, combustivel versus pagar um passe mensal de onibus e pegar taxi quando preciso. E' uma diferenca consideravel, por enquanto pra mim nao esta' valendo a pena pagar a conveniencia que e' ter um carro. Prefiro mandar o dinheiro que sobra todo o mes pra poupanca para nao ser pega de surpresa quando algum imprevisto chegar, eles sempre chegam.

Sinceramente, nao entendo porque algumas pessoas gostam de confrontar quem nao segue o estilo de vida deles, as vezes ate' nas minimas coisas (nem estou falando so' aqui do blog, mas em geral mesmo). Cada um tem a sua percepcao de sucesso, suas prioridades... pra que se dar ao trabalho de ficar apontando o dedo pra quem pensa diferente de voce? Acho que uma coisa e' levantar uma discussao, outra coisa e' atacar gratuitamente - isso nao adiciona em nada.

S. disse...

Mari: aqui no Canada' e' a mesma coisa. Em certas cidades o sistema de transporte publico e' melhor, mas a maior parte dos lugares deixa muito a desejar. Onde eu moro tem ruas que nem calcada tem, esse negocio de andar a pe' nao esta' previsto no planejamento urbano nao. Quanto mais construir uma ciclovia...

Anônimo disse...

É lola, tem que se sacrificar sim, muitas vezes tem que se sacrificar até os nossos sonhos por causa de certas coisas. Imagino que não deva ser fácil para o Maridão também, Xadrez não é muito popular e deve ser um ramo dificilimo para se trabalhar...mas para se fazer aquilo que se gosta também tem um preço. Depende da pessoa querer pagá-lo. Eu admiro o seu estilo de vida, também sempre me preocupei na vida apenas com aquilo que é essencial e nunca viver de aparências ou querer ser aquilo que não sou. Gente pobre querendo ser rica, e gente rica querendo parecer ainda mais rico não dá. Para essas pessoas a vida é uma competição onde uma pessoa é melhor que a outra quando tem mais bens.
Espero que tudo se defina da melhor maneira possivel Lola, porque sinceramente você tem capacidade e perfil para fazer aquilo que quiser!

Anônimo disse...

Agora eu queria falar de AUSTRALIA, já estreou no Brasil, não?
Eu ainda estou no calor das emoções, não quero falar muito porque sei que vc não gosta de saber nada sobre o filme antes. E foi assim que eu fui ver o filme, sem saber nada porque o trailer não conta muita coisa. Esperava que pudesse até ser um musical como o moulain rouge, já que o diretor é o mesmo, nem sabia que tinha uma história.
Pois bem, quando o filme começou, nas primeiras cenas eu já senti um arrepio. EXTREMAMENTE bem filmado, cada cena um delirio. No desenrolar, parece que estamos folheando as páginas de um grande romance, que nos apresenta uma história aos poucos. Depois vem um monte de nomes e factos para explicar a história e a magia se perde, bocejo e perco as esperanças. Em seguida a história se deslinda em dois actos e se une em cenas drámaticas, na forma de um cavalo sujo de sangue. A partir dai AUSTRALIA não decepciona, Baz faz uma perseguição a um menino mestiço parecer muito mais que uma perseguição, a camera ao nivél do chão, o atravessar de uma cerca no deserto, os ânimos exaltados no deserto e os segredos prontos para ser revelado me prenderam na poltrona.
Tem um erro terrivél de continuidade que é inadmissivél, e musica as vezes rouba a cena, assim como as claques que nos dizem para rir, uma musica não nos deve dizer para chorar, não gostei, era melhor não ter musica nenhuma, ou talvez só um dedilhar no piano bastaria.
Mas muitas cenas são arrebatadoras. A história é classica, a gente sabe o que vai acontecer sempre, mas também acrescentou ótimos elementos, como preconceito contra aborigenes e mulheres.
Tem um porte de um vento levou para a nossa época.
Mas algo me diz que a academia vai desprezar australia no Oscar porque é muito receita pronta. Mas ao mesmo tempo não é! Muitas vezes lembra um Rei leão filmado na realidade.
Xii lola, isso porque eu não queria falar muito...desculpe.

Serge Renine disse...

Aronovich:

Feliz ano novo! Muita saúde e prosperidade.

Me incomoda muito você sempre falar que o seu marido está desempregado. Acho que isso o humilha, mesmo que ele não reclame para você.

Ele é um grande enxadrista que acabou de vencer um campeonato, portanto nem justo é.

Com todo respeito, acho que você não precisa fazer isso.

L. Archilla disse...

ai, Lola, eu nem sei o que dizer. na boa... tá certo que eu leio o seu blog há algum tempo, mas mesmo pra quem cai aqui pela 1a vez, fica muito fácil entender quais são suas prioridades, e elas passam longe do american way of life (carro, filhos, visita semanal ao salão de beleza e milhares de tralhas que a gente nunca usa). eu não só respeito esse estilo de vida como admiro. gostaria de viver sem pintar unha e cabelo, mas pra mim é muito difícil. e vc, mesmo sabendo q eu sou um ser perdido na vaidade, me respeita, visita meu blog, não faz nenhum tipo de comentário sobre minha vida pessoal. ninguém é obrigado a ser igual a ninguém, mas convenhamos... entrar aqui e deixar um comentário desses é no mínimo falta de educação. "você gostaria é de ter muito mais e morar em cidades grandes". nem eu, q sou psicóloga, leio mente desse jeito. pra resumir, acho que tem troll disfarçado de ursinho carinhoso por aí...

Tayná Tavares disse...

Nossa, Tia Lola é culta. auhauhauha
Eu concordo com você sobre a parte do não ter tantas ambições materialistas assim. Quando imagino um futuro pra mim, imagino numa cidade tipo Volta Redonda mesmo, que não é nem grande (como eu detesto), e nem muito pequena como aquelas do interiozão. Também não quero uma casa luxuosa, apenas confortável, tanto pra mim quanto para os meus amigos, e uma estabilidade financeira para me proporcionar isso e uns trocados extras no final do mês para ir no cinema, comprar meus filmes, livros e outras coisitchas que eu não sei viver sem.. Mais que isso, acho exagero.

Tayná Tavares disse...

Ps: você que sabe de todos os lançamentos de filmes.. Pode me dizer se é mentira o boato sobre Donnie Darko 2?

E eu vou ver o filme (se eu foses você 2) na segunda e te conto o que achei depois huahauhauha

Beijããão

Anônimo disse...

Eu queria já ter uma idéia do que vou fazer da minha vida. Me formo em junho e não sei o que vai ser depois. Tava com vontade de sair do país, fazer algum curso fora, mas cadê o dinheiro?

Eu moro em Aracaju e aqui é bem legal de se morar. A universidade federal daqui abre direto concurso pra professor substituto. E conseguir emprego nas faculdades particulares daqui é a coisa mais fácil do mundo. Não tem doutores sobrando em Aracaju e todo mundo quer contratar um.
Eu nasci em São Paulo e morei no Rio na minha infância e não sei se conseguiria viver lá de novo. O ritmo de vida aqui é totalmente diferente. Tudo é pertinho, não tem poluição, não tem engarrafamento.

Anônimo disse...

Lola

Eu admiro vc ser assim. Eu não sou, sou consumista desenfreada. Sempre quero o que ta na moda (mas eu compro tudo em liquidação, difícil eu comprar alguam coisa com preço integral). Adoro roupas e AMO sapatos e bolsas. Cada vez que compro uma bolsa nova meu marido me proíbe de compar outra por um prazo de um ano :P

Mas eu queria ser menos consumista sim. Acho que seria mais feliz. Uma vez vc escreveu um post sobre qto por mes vc e seu marido precisam pra viver e pra mim aquele valor não seria o suficiente. Não por somente por causa do meu consumismo, mas com filhos e morando nos EUA, sempre tenho que incluir uma viagem por ano ao Brasil, fora acompanhar meu marido nas viagens a congressos dele (ele é professor da CU aqui em Boulder e qdo ele tem congresso pra ir em lugares interessantes, sempre vou). Já fomos para a Alemanha, Portugal, Italia, Havaí (2x) e esse ano já tem a lista de onde vou querer ir. Adoro viajar e conhecer outros países. Nestas viagens acabamos gastando mais (principalmente agora que somos 3).

Eu acho que são pouquíssimas pessoas no Brasil que conseguem guardar dinheiro. Vc é um exemplo. Vc não precisa ganhar 10.000/mes pra conseguir guardar. Então não sei pq as pessoas tem dificuldade de aceitar quem simplesmente não tem vontade de comprar coisas que não ache importante ou necessárias. É como se essas pessoas achassem que o normal fosse sempre querer e se vc não quer nada, vc deve ter um problema, ser comunista etc...

É quase com achar que mulher tem que gostar de comprar, usar salto, maquiagem e homem tem que gostar de futebol, carro etc...Se vc ta fora dos padrões, vc que tem um problema...

Bjo gde

Anônimo disse...

Ah, esqueci de comentar, eu sou de Curitiba e até terminar a faculdade lá achava que nunca iria gostar de "cidade do interior". Mas fui pra São Carlos, interior de SP fazer meu mestrado e doutorado e adivinha só: não volto a morar em cidade com mais de 250.000 habitantes. AMO cidade pequena desde que se tenha uma cidade gde por perto (Denver fica a 30 min da minha casa). Eu não sei o que é engarrafamento a não ser um dia de neve. E ainda da pra desviar a hwy e ir pro trabalhopor ruazinhas alternativas.

Boulder é como Sanca, só que muito mais bonita. Às vezes meu marido fala da gente se mudar pq ele quer dar aula numa universidade mais conceituada mas eu falo que pra cidade gde eu não vou não. Quero criar minha filha sem paranóia de violencia, engarrafamentos etc...

Então não entendo o que a Gi fala no comentário dela sobre vc querer mesmo é ir morar em cidade gde. Quem disse que a felicidade está nas cidades com milhões de habitantes????

Juliana disse...

Muitos terminam doutorado com 30 e outros ainda antes... o Marotti terminou com 25, hahaha. Diz ele, mas ainda não sei como, você sabe os detalhes? Meu amigo George tá começando com 22, mas ele começou a graduação com 15.

Acho fantástico vc e o Sílvio serem compatíveis financeiramente, economizando, gastando menos que ganham e tudo mais. Eu cresci com uma mãe econômica e um pai esbanjador e acabei me tornando uma mistura dos dois. Sou um pouco neurótica, tento economizar, gastar pouco, fazer sobrar dinheiro no fim do mês (não conseguiria viver sobrando mês no fim do dinheiro) mas às vezes dou umas esbanjadas desnecessárias(tipo agora, acabei de torrar um pouquinho num videogame, haha), mas costumo calcular pra ver se não vai fazer falta. Claro que eu não precisava (esse último gasto, por exemplo), mas quero me agradar um pouquinho também, hehehe.

A questão dos concursos realmente é complicada, mas o bom é que o Sílvio tem essa disponibilidade de se mudar. Isso dá muito mais flexibilidade nas escolhas que vocês forem fazer daqui pra frente. Desde que você vá para um lugar que tenha internet (também faço votos para que tenha um cinema legalzinho), pode ir pra qualquer lugar! hehe

lola aronovich disse...

Dulce, há um outros detalhes sobre fazer concurso que falarei num outro post. Sobre as faculdades particulares, há muitas que preferem contratar mestres a doutores porque pagam menos. Tem uma lei que precisa ser mudada que prejudica muito os doutores. Ela diz que universidades particulares precisam ter tanto por cento (não lembro quanto) de mestres OU doutores. Nessa palavrinha, “OU”, o pessoal faz a festa. Tem muita universidade particular que não está preocupada com o nível de ensino. Se pode pagar menos pra ter um mestre, por que contrataria um doutor? Em 2005, quando eu era quase mestre, procurei uma particular pra dar aula, e ainda mandei dois amigos meus, ótimos professores, pra lá. Acabaram contratando um que eu também conhecia e que ainda não tinha mestrado (estava terminando um mestrado desses feitos em empresa, sob encomenda, que sinto muito, mas não dá pra comparar com uma pós de uma federal), só pra pagar menos. Três meses depois me ligaram pedindo se eu não podia pegar as aulas, porque o outro prof. não havia dado certo. Não dava, claro, já era metade do semestre. Sinceramente, conheço mais particulares assim que as que prezam pelo ensino.
E sobre o estilo de vida mais regrado, eu realmente estou na turma dos “frugais”. Tem muita coisa que simplesmente não é importante pra mim. Estou preferindo a vida sem carro, mas não sei se mais pra frente dará pra manter isso. Obrigada pela torcida!

lola aronovich disse...

Barbara, feliz ano novo pra vc tb! Pois é, é impossível todo mundo ter as mesmas prioridades. Eu gosto que a gente seja diferente. A sociedade insiste demais em querer que todos sejamos padronizados. Pra mim, viva o diferente. E o diferente, no caso da classe média, é não ter carro. Entre muitas outras coisas.


Gio, concordo. A gente vive fazendo opções. Há vantagens e desvantagens em morar numa cidade enorme como Rio e SP. Eu já morei e, sinceramente, não quero mais, porque pra mim as vantagens eram muito poucas, se comparadas às desvantagens. E sei que a gente cria laços com uma cidade. É assim que vc deve se sentir quanto a Recife. Conhece todo mundo, conhece a cidade com a palma da mão... Acho que nunca me senti dessa forma em relação a SP (Rio muito menos, eu era criança). Não sabia que Recife tinha duas universidades federais, ou que Piauí é tão quente assim. Não conheço Piauí, mas me encantei por Natal (faz tempo, em 1990). Pra Recife eu fui em 99, eu acho, não tenho certeza, e não gostei tanto quanto de Natal, Fortaleza e São Luis. Vamos ver, sei que o governo Lula tem aberto muitas vagas. Sobre pós doc, pelo que sei, pode fazer imediatamente depois ao término do doc. A UFSC abriu ano passado suas primeiras vagas pra pós-doutorado na minha área.

lola aronovich disse...

Sarah, ah, eu gostaria de morar em Fortaleza. Adorei a cidade quando estive aí, mas faz tempo, em 1990. Eu iria com prazer (e o maridão tb).


Gio, obrigada pela resposta ao trololó. Acho impressionante alguém citar gente que escreve na Veja como “pessoas para serem copiadas/invejadas/admiradas etc”. No mundinho dessa gente não entra a noção que muitas pessoas consideram o pensamento direitista do Azevedo & cia como o supra-sumo do atraso.

lola aronovich disse...

Pab, vc tá na mesma fase que eu? Que legal! Vamos passar esse estágio juntos. Eu acho que as pessoas costumam ter muito medo de mudança, mas nem sem ela é ruim. Às vezes é pra melhor. Às vezes fico com medo tb do que está por vir. Mas estou me sentindo bem mais calma. Eu sabia que 2009 seria um ano de muitas decisões. Concordo contigo: nunca é tarde demais. Pra nada na nossa vida. Torço pra que tudo saia bem pra vc.


Mary V, EU te tranquilizo?! Dizendo que estou num momento confuso da minha vida? Há, a sua família não entende a vida acadêmica? Ela não sabe que sem publicar artigos e ir a congressos não há futuro nenhum pra gente? Concordo contigo sobre ter empregada. Eu não consigo me imaginar tendo uma. E o mesmo sobre poupar. Ter dinheiro guardado é importante pra mim, me traz segurança e também liberdade. Liberdade de, que estou num emprego que não gosto, posso sair quando quiser. Posso morar em qualquer lugar. E esse dinheiro não foi guardado com enorme sacrifício. Tenho tudo que quero. Vou gastar em quê? Em roupa cara? Férias CVV pras Europa? Não é meu estilo de vida. Eu realmente sou do jeito que sou desde... desde nem sei quando. Acho que desde a minha infância, pra dizer a verdade. Eu não fui consumista nem na minha adolescência...

lola aronovich disse...

Obrigada, Cris! Também adorei o comentário do Gio. Aliás, ele é seu marido? (ok, sei que há muitas Cris por aí). Passei no seu blog rapidinho e vi que vc é católica, feminista, e socialista, e que vc tenta “conciliar essa confusão toda”. Quer escrever um guest post sobre como é tentar lidar com essa confusão? Catolicismo e socialismo eu até entendo (os teóricos da libertação conseguem), mas e o feminismo, como fica nisso tudo? Pergunto porque, na minha fase muito religiosa, aos 13 anos, essas duas áreas entravam em conflito direto! Quero dizer, sei que tem muita feminista católica. Só não sei como vcs conseguem!


Chris, eu sei que vc não é mulher do Gio porque no seu nome leva h...

lola aronovich disse...

João, vc por aqui! Que ótima surpresa! (pra quem tá boiando, favor não confundir meu querido amigo João, que conheci no mestrado, e que me dava carona de Floripa a Joinville, com o João Neto). Tudo bem, eu te perdoo por vc não ter vindo aqui antes, mas vê se não falta mais, tá? E aí, como vai o trabalho? Gostando? Vc é sempre tão otimista em relação ao meu futuro! Mas obrigada mesmo assim. Não quer passar aqui algum dia? Abração!


Leila, é verdade. Tem muita gente querendo “normatizar” os outros. Querendo que todo mundo se encaixe num modelito pré-fabricado de fórmula mágica de felicidade que tem que servir pra todos. Tamanho único, ainda por cima. Não dá, né? E essa pergunta do “vc é comunista? Isso nem existe mais!” eu também percebi: como se ser comunista fosse uma ofensa, uma doença, uma marca de fracasso, e não uma escolha política. Ué, ser capitalista hoje em dia é muito fácil. É só ser. Eu não me considero uma comunista, nunca fui, mas socialista? Sem dúvida.
Então daqui a dois anos é a sua vez de sofrer? O que vc está fazendo agora, que eu não sei? Belém? Nunca ouvi muita gente falar bem de Belém. E É uma cidade grande, não? Vou considerar, sim. Não sei se, prestando concurso, posso ter alguma escolha sobre onde morar. Mas vamos ver... Obrigada pela força!

lola aronovich disse...

Mario, vc anda muito silencioso. Eu queria ser aposentada como vc!


Débora, pois é, parece que é proibido sair um tiquinho que seja do padrão pré-concebido. O que é viver a vida sem nunca ter uma dívida sequer? Bom, minha vida é assim. Eu nunca devi nada. Nunca comprei nada em prestações. Se não tenho dinheiro pra comprar no ato, não compro. Pensando bem, mesmo tendo dinheiro, não compro... Mas é que sou “economicamente responsável”, eufemismo pra pão-dura. É muito bom, sim, ser livre a vida toda. Na realidade, acho que comecei a me sentir livre quando saí de SP.

lola aronovich disse...

Lila, acho que eu moraria em Brasília sem problemas. Conheço muita gente que adora a cidade. É como eu te disse, faz 20 e poucos anos que fui aí. Muita coisa deve ter mudado. Eu mudei tb. Sabe que cidade eu conheci há uns dez anos (acho), e gostei muito? Goiânia! Vc conhece? Tem alguma coisa a ver com Brasília, fora ficar perto?


Gio, vc e o mineiro com cara de padre precisam se conhecer pra beber juntos... Sem dirigir depois!

lola aronovich disse...

Mari, não entendi o que é “Gyn”. Sou péssima em siglas e abreviações. Mas tem tanta cidade nos States que é assim, centrada nos carros... Salvo honrosas exceções, o país simplesmente não foi feito pensando em transporte coletivo ou alternativo. Se essa crise do petróleo vingar, e parece que é uma questão de tempo, o país inteiro vai precisar se reconstruir. Mudar toda sua mentalidade, que é uma apologia ao individualismo. E carro é individualista...


Anália, claro, não acho que o meu estilo de vida seja compatível com quem tem filhos. Aí as prioridades (e despesas) mudam completamente. Acho que deve ser bem difícil pra casais com filhos juntarem dinheiro. Não impossível, mas certamente mais difícil. É tudo uma questão de escolhas: pra vc, morar em Sampa é imprescindível, por causa dos laços familiares. Isso compensa qualquer coisa negativa da cidade - inclusive o custo de vida...

lola aronovich disse...

Cereja, pois é, se eu tivesse um carro neste momento, seria pra pagar uns 15 mil pelo valor do carro mais uns 2 mil entre taxas e seguro pra deixar um carro na garagem. Não compensa de jeito nenhum! Prefiro deixar esses 17 mil rendendo no banco. Aliás, sinceramente, pra minha vida atual ter carro parece uma coisa tão sem sentido que não acredito que haja gente querendo me convencer do contrário. No futuro é possível que carro venha a se tornar importante pra mim, mas agora? Não mesmo. É, “live and let live”. Não parece ser um tema tão difícil pra se seguir.
O que?! O Canadá é parecido com os EUA no quesito “tudo feito pro carro”? Nunca imaginei.


Cavaca, tem razão, não é fácil pro maridão. Ela ama xadrez, não consegue se imaginar fazendo outra coisa, mas certamente não dá pra se ficar rico jogando e lecionando xadrez. Tudo tem um preço. Óbvio que “ficar rico” nunca foi um objetivo nem pra ele nem pra mim. Mas é imporante ter o mínimo pra se viver fazendo o que gosta. Acho que vc põe o dedo na ferida quando diz que, pra muita gente, a vida é uma competição. Não consigo entender isso. Eu não me importo nada por alguém ter uma casa melhor que a minha. Carro, então, é piada! Porque pra mim sempre foi um meio de transporte, nunca um símbolo de status.
Sobre Austrália, o filme ainda não chegou aqui (nem sei quando chega). Então vc gostou? Até agora só vi o trailer, uma ou duas vezes, e não me entusiasmou. Mas tomara que seja bom. Pelo jeito não vai ser muito lembrado pelo Oscar. Depois de eu vir o filme, vc me fala desse gigantesco erro de continuidade? Tem vezes que eu nem noto!

lola aronovich disse...

Serge, obrigada, sumido! Pra vc também, um ótimo 2009! Sobre o maridão, eu não acho que falo sempre que ele está desempregado, mas no momento ele está, ué. Eu provavelmente tenho uma visão do que é estar desempregado mais “neutra” que a sua. Vc não acha que, se estou falando do meu futuro, e meu futuro o inclui, preciso mencionar o trabalho dele? Não estamos muito preocupados por ele estar desempregado agora. Gastamos pouco e temos dinheiro guardado, portanto...


Lauren, bom, a Gi me lê faz tempo, acho que até faz mais tempo que vc, e por isso é estranho que ela tenha essa percepção tão distante de mim. Acho que uma característica que dá pra ver em mim, até meio de imediato (fora o meu feminismo, claro), é o meu anti-consumismo. Ou até anti-capitalismo. E isso pra tudo, desde a vaidade pessoal à casa onde moro. De certo modo, é um pouco ofensivo sim dizer pra alguém que se diz feliz com o que tem (que é o meu caso - eu pelo menos não costumo reclamar muito da minha vida) que “na verdade” essa pessoa não está feliz, e gostaria de ter uma vida completamente diferente. Mas acho que ela não quis ofender. Acho apenas que é uma pessoa com dificuldades pra ver “um outro lado” em muitas coisas.
Agora, eu nem sabia que vc era “um ser perdido na vaidade”. Agora que sei, vixe, vade retro, Satanás! Abração pra vc.

Serge Renine disse...

Aronovich:

Eu já vi, no pouco tempo que visito seu blog, você falar do desemprego do seu marido umas cinco vezes, ou mais, nos posts. Mas eu entendi sua explicação e, afinal, isso não é da minha conta. Acho que tenho um jeito diferente de ver desemprego.

Desculpe!

L. Archilla disse...

ahahahahah eu sou!!! não vivo sem esmalte, milhares de shampoos diferentes, roupas legais e mais tudo isso que inventaram que mulher precisa! droga!

lola aronovich disse...

Tayná, “tia” Lola?! Ai, ai, ai. E de onde vc tirou que sou culta? Então, vc definiu perfeitamente o que é um vidão pra mim: uma casa confortável numa cidade nem grande nem pequena pra poder ir ao cinema, e comprar filmes e livros. Bom, a parte do “comprar” dói um pouco a minha alma, sabe?
EU sei do lançamento de todos os filmes? De onde vc tirou isso? O imdb jura que sim, que sai um DD2 este ano. Tá aqui.


Luma, nem fala uma coisa dessas de Aracaju que eu vou correndo praí! Não conheço a cidade, mas só ouço falar coisas boas daí. Mas se a universidade daí “abre direto” concurso pra prof. substituto quer dizer que não contrata. Prof. substituto não é o melhor emprego do mundo.
Então vc tão com as mesmas indecisões que eu, só que uns 20 anos atrás? Aproveita que vc é nova. Dá pra errar muito mais, testar mais, experimentar. Não que não dê na minha idade, mas acho mais fácil quando se é jovem. Aproveita!

lola aronovich disse...

Ana, eu pensei que Boulder, CO (onde vc mora) fosse uma cidade grande. Então não é? É chocante como nos EUA as cidades são pequenas. Pega as 10, 20 maiores cidades americanas e tá cheio de lugar com menos de um milhão de habitantes.
Vc parece ter uma vida ótima, Ana. Viajando um monte e tal... Eu gosto da IDEIA de viajar, mais que da realização em si. No fundo sou preguiçosa e caseira.
Sobre ser menos consumista, isso não é difícil. É só se controlar e pensar muito se vc precisa da tal bolsa ou do tal par de sapatos. O melhor geralmente é deixar a compra pra depois que passa o impulso de “eu quero!”. Pelo menos é isso que o pessoal de finanças pessoais diz. Eu não sei, porque não tenho o menor ímpeto consumista. Quer dizer, talvez eu até tenha, mas eles se restringem à comida.
Não acho que é tão pouca gente no Brasil que guarda dinheiro. E eu conheço gente que ganha muito menos que eu e que consegue juntar. Sei que é até sacrilégico se dizer algo assim num país pobre, mas eu sinto que, se não pra todo mundo, pelo menos da classe média baixa pra cima, o que vale não é o que se ganha, mas o que se gasta. É uma regrinha básica: gastar menos do que se ganha. Sempre. Todo mês. Se num mês não der, compensar no outro.
E sobre morar em cidades grandes, eu conheço muito mais gente que mora em SP querendo sair de lá que gente de outros lugares querendo ir pra lá. Desde quando cidade grande é sinônimo de qualidade de vida, né?

lola aronovich disse...

Ju, ah, sei que tem gente que termina doutorado com 25, mas nem sabia que o Marotti era um deles. Acho TÃO legal quem tem doutorado aos 30... Fica um monte de portas abertas por muito tempo. É, essa compatibilidade financeira entre eu e o Silvio é fundamental. Já pensou se apenas um de nós fosse pão duro e o outro, um gastão? Não daria certo. Teríamos conflitos permanentes. Pelo que li, muitos casamentos acabam por causa disso. Realmente calhou de encontrar uma pessoa tão anti-consumista como eu. A gente é diferente em várias coisas, inclusive no que se refere a consumo. Guardar dinheiro é mais importante pra mim que pra ele. Acho que ele prefere armazenar ferro-velho. Sem brincadeira! Pelo menos às vezes ele age como se um depósito de portas de madeira apodrecendo na nossa garagem durante anos fosse mais valioso que 20 mil reais no banco... Ele tem enormes dificuldades em se livrar de coisas desnecessárias, de jogar coisa fora. Eu não tenho. Putz, agora lembrei que faz TRÊS MESES que pedi pra ele escrever um guest post pra mim sobre como é viver com uma mulher pão-dura e até agora... nada!

lola aronovich disse...

Serge, cinco vezes, já? Então eu provavelmente ando falando mais do que devia. Espero em breve ter boas notícias e dizer que ele está trabalhando. Já era esperado. Quando a gente foi pra Detroit, em julho de 2007, sabia que até 2009 ia ser muito difícil ele encontrar um emprego. Mas já te disse que ele conseguiu fazer e guardar dinheiro dando aulas nos EUA, e só isso já segura as despesas por um bom tempo. Fora o meu dinheiro, fora o dinheiro que temos guardado... Não estamos preocupados, pelo menos não por enquanto.


Lauren, é, a mim eles não pegam! Eu não caio nessa que não vivo sem esmalte! Minhas unhas são virgens há 41 anos e eu sobrevivi numa boa até aqui!

Cris disse...

Oi Lola!
Que bom que tu gostaste do blog!
Vou me inspirar e escrever algumas linhas sobre ser feminista, ser católica e não ser maluca!

Não sou casada com o Gio. Conheci ele e o blog por aqui mesmo! Acho que deve ser outra Cris.

Vou lá colocar o texto no forno! ;)

bjo

Anônimo disse...

Nossa, acabei de descobrir que Boulder tem até menos gente do que eu imaginava: http://www.bouldercolorado.gov/index.php?option=com_content&task=view&id=468&Itemid=1658

Mas tem tudo! Pra falar a verdade, só vou a Denver qdo quero trocar de ares um pouco pq em Boulder, e suburbios, tem restaurantes ótimos, bares, cinemas, lojas, shoppings, tudo que uma cidade gde tem. Talvez não tenha uma ou outra loja mais específica mas no geral, vc nem precisa "ir até a capital" pra fazer compras maiores.

Acho que essa é a diferença entre cidade pequena no Brasil e aqui. E Boulder po ser super ambientalista e outdoorsy tb se difere da maioria das cidades americanas. Aqui todo mundo anda de bicicleta, recicla, tem carros pequenos. A cidade foi considerada a melhor cidade dos EUA quem gosta de viver outdoorsy.

Leila disse...

ah lo, belém está crescendo muito como centro de ensino e pesquisa1
parece q a faculdade de lá é muito boa... bse voc~e quiser pesso mais informação a meu amigo q foi pra lá, ele disse q a cidade é linda, e as pessoas bem recepctivas
eu estou fazendo faculdade de psicologia, e daqui a dois anos acaba, dai nao sei se vou pra mestrado, se volto pra sao paulo, se fico lá e mudo com o namorado, se fico lah mas nao mudo com ele, se vou pra outro pais fazer mestrado, simplesmente nao sei
por isso eu disse q vou estar em crise, fora q qndo o namorado se formar acho q vou me mudar pro canadá com ele. FALE EM CRISE HEIN?

Anônimo disse...

Lola,

Que história é essa de "depósito de portas de madeira apodrecendo na garagem"???
Fiquei encafifada: será que tem alguém que gosta mais de guardar coisas que meu marido??? Ele tem TODOS os cadernos do colegial e da faculdade! Como fizemos a mesma faculdade, temos todos os livros repetidos, pq ele não deixou eu doar os meus, mesmo eu jurando de pés juntos que, em caso de divórcio, eu deixaria todos os livros de Economia com ele. Tudo que quebra, vai para a oficina dele junto da garagem, pois pode ter alguma pecinha que vai servir para consertar alguma coisa no futuro (mesmo que longínquo). Tem uns 10 ferros de passar roupa. Dizem que os cancerianos são assim mesmo, rsrsrs!
Bjs,
Anália

Unknown disse...

Pomerode é uma cidade pequena, 26.000 habitantes. Nunca morei em outra cidade. Gosto daqui mas acho que tem muitas coisas que podem melhorar. No municipio existem vários problemas de cidades pequenas: monopólios de empresas, não tem cinema, programas culturais são poucos, quando tem são voltados para cultura alemã, o governo daqui sempre foi de direita e a maioria da população também é. Em seu favor a cidade tem: ótima gastronomia, zoológico, belezas naturais, tranquilidade, bons indices em educação e saúde. Gosto de morar aqui, mas naõ sei por quanto tempo. Quero muito um dia morar em cidade grande, assim como Joinville ou Curitiba.

Anônimo disse...

Lola, Gyn é Goiânia! Fiz faculdade lá na UFG....lembra de um ministro da fazenda da era FHC? Ele "infestou" Goiânia de Universidades particulares! Nem precisa de vestibular ou qualquer outra coisa que o valha para ingressar nas facu particulares. Uma pena! Mas a UFG e a Católica ainda tão caminhando.
bjs

Mari Biddle

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Menina! Que aula particular bem paga essa que com 10 por semana dá pra se sutentar! Eu quero morar em Joinville e far aula particular de inglês...


P.S.: Desculpem as outras "Crises", mas euzinha aqui (Cris Prtaes) sou casada com Gio.

P.S.2: Sou do interior de São Paulo, mas sou muito grata por viver em Recife que tem 2 universidades federais, 1 estadual, várias particulares e um sem número de cursos de inglês...Aulas pariculares dessa língua custam em média R$30,00 a hora.

P.S.:Tem uma parada de ônibus na frente do meu prédio.

Unknown disse...

incrível, mas eu errei o "spelling" do meu próprio nome! PRATES.

Anônimo disse...

Oi Lola td bem?
Eu leio seu blog a tempos mas esse é meu primeiro comentário.
Liberdade é poder olhar pra sua vida e se sentir feliz com ela como está, ou ter sempre a possibilidade de mudar quando for necessário. Podem ser mudanças sutis ou bruscas, mas parte da felicidade é saber que vc tem essa chance de mudar quando puder e o que quiser.
A felicidade tá dentro da gente e infelicidade também, nao interessa nada a sua volta, desde bens materiais a grandes metrópoles.
Sou publicitária e não passo 2 semanas sem repensar meu estilo de vida. Eu amo o que faço e tenho mta liberdade pra criar onde trabalho, o que a maioria dos publicitarios não tem, seja por porte de agencia, verba de cliente... etc
Mas devido a essa liberdade existe mta pressão criativa tb e isso acaba com os nervos a curto prazo, então to sempre exausta e me perguntando se sou mais feliz assim, no miolo do furacão e participando dele quase 18 horas por dia... ou se seria mais feliz numa praia vivendo mais humildemente e lendo 1 livro atrás do outro.
Pra ter essa resposta, sei que só mudando radicalmente, e isto o que ainda me deixa feliz em SP não me permite que eu faça agora :D
No fim das contas é olhar pra trás e ver se a gente faria diferente não acha? Eu não faria... teria percorrido o mesmo caminho até hoje, e isso sim é satisfação e garante com que eu durma em paz comigo mesma!

PS: Mega ultra inveja da sua organização financeira. Não rola um cursinho não?! rsss

Bjo e parabéns pelo blog.

Ana disse...

Ó, eu acho que vc passa. Tb tem os CEFETs e no Nordeste se vive bem com pouco.

Aqui no Rio vai abrir pro Pedro II. Paga legal pra quem é doutor e é excelente pra trabalhar, sou ex aluna e ex contratada de lá. Se houver duas vagas, pode ser que a gente venha a ser até colegas de trabalho, quem sabe? :-D

Sobre não ter mta coisa, eu tb não ligo. A única coisa que eu gosto mto é livro, Cd, comer e beber bem e viajar. Meu marido, idem. Acho chato entulhar a casa de móveis e trecos. Nisso somos bem parecidas mesmo. :-)

Cristine Martin disse...

Oi Lola!

Como dizia minha mãe, 'cada um sabe onde lhe aperta o calo..'

Se você e o Sílvio estão felizes com suas escolhas de modo de vida e de consumo (ou não consumo), ótimo! Concordo 100% com você sobre gastar menos que se ganha, e não entendo como alguém (e tem muuuita gente que vive assim) consegue *não* ter uma reserva financeira, deve dar uma insegurança danada...

Gosto de conforto, geladeira cheia, mas não sou consumista do tipo 'trocar de carro sempre' ou 'comprar as últimas novidades eletrônicas'. Meu velho PC tá dando pro gasto? ótimo, pra quê comprar um novo? Não preciso de uma TV de LCD, ou outras tranqueiras que muita gente vive correndo atrás.

Mas tem razão, não se pode sair dos padrões e do comportamento esperado que logo caem em cima... por acaso alguém paga suas contas? então não ligue, e sejam felizes!

Sobre como fazer pra conseguir guardar dinheiro, uma vez li uma boa sugestão: tratar a si mesmo como credor. Ponha sua poupança na lista das contas a serem pagas, e em primeiro lugar. Primeiro poupe, e depois gaste o que sobrar. Não é uma ótima idéia?

Um grande beijo, e ótimas decisões neste ano cheio delas.

Anônimo disse...

amada filha Luluzinha de meu coracao, vai assim mesmo porque eu nao sei usar o mac. Estou superproud com o seu post de hoje. Concordo com muitas coisas e acho que gostaria de ser como voce em muitas coisas. However, estou superfeliz em Sampa, paseando adoidada, indo nos museus, na USP, comendo em lugares muitos bonitos que seu irmao e a Lou nos levan e me divertindo muito com a Cielito, que o apart tem gymn e ate sauna. da pra acreditar? Tem um monte de canais q1ue passam filmes como cults alternativos, por exemplo. Nao da pra ir no cinema desta vez, filmes horrorosos, e outros infantis, include me out. Mas amanha vou na opera, minha amada opera. AMO SAO PAULO, o que que tem? E depois que a Consu viajar, vou me deliciar visitando meus amados amigos. Vou ter que ir nas Lan houses porque a Luzia E, COMO ERA a palavra ? Ludita, ne?
Pra os meus amados cavaleiros o Gi, o Masegui, o Cavaca e o Serge, mando carinhos. P ras as mocas amadas, variaS, MUITAS, MANDO CARINHOS , e pra o meu amado genrinho tambem. LA MAMACITA, QUE AMA SAMPA, LOUQUINHA, NE? MUITAS SAUDADES DE MEUS GATOS.

Anônimo disse...

Oi Lola. Acho que Gyn(Goiânia) tb tem uma boa qualidade de vida.
O clima é um pouco mais quente em relação à Bsb.
Lá o custo de vida é baixo: roupas, aluguéis, compras de imóveis, restaurantes, tudo isso bem mais barato que em Bsb (Brasília).
Tem várias feiras, algumas com mtas comidas boas. Tem corredor exclusivo de ônibus, trechos com bilhete único ou tarifa reduzida, é bem arborizada e com pouca poluição.Ah, lá tem mais motociclistas no trânsito.
O melhor são os goianienses, gente boa, simples e receptiva.
Gosto mto de lá tb, mas acho q não troco por Brasília por Gyn.
A arquitetura particular de Brasília e boa qualidade de vida me seduziram.
Aqui me sinto em casa como em nenhum outro lugar q conheci até hoje ;)

lola aronovich disse...

Cris, então, gostaria de ler algo seu sobre o assunto, se puder. Abração!


Ana, menos de 120 mil habitantes? Uau! Imaginava que fosse uma cidade do tamanho de Joinville, com uns 500 mil... Acho que tenho uma amiga morando aí. Tenho certeza que é no Colorado. Vou perguntar pra ela. O marido, americano, é repórter de TV na área de esportes.
Imagino que aí tenha de tudo, sim, e que nem seja preciso ir a Denver. Aliás, qual a população de Denver? Vai ver que nem é tanta gente!

lola aronovich disse...

Leila, se puder pedir mais informações a seu amigo sobre Belém, agradeço. Bom, dois anos ainda é bastante tempo. Muita coisa pode acontecer até lá. Deixe pra se preocupar em 2010. E se vc tiver que se mudar pro Canadá nem parece ser tão ruim, né?


Analia, ai, nem me fala. A história das portas do maridão é uma saga e vale um post. É que ele já teve, muito antes da gente se conhecer, um depósito de material de construção. Aliás, era do pai dele. Depois o depósito foi vendido, e o irmão do maridão ficou com o dinheiro (parece que deu pra comprar um apê), e o Silvio ficou com algum material. Adivinha quem saiu perdendo? Quando ele se mudou de SP pra Joinville, trouxe as portas de madeira. Muitas portas. Que ficaram todas na nossa garagem, apodrecendo e atraindo ratos e baratas. Eu sou muito paciente, porque permiti que as portas ficassem aqui ANOS. Finalmente ele as vendeu, por quase nada. Mixaria.
Será que homem é assim? Assim de colecionar bugigangas e velharias? O maridão fica zangado quando eu peço pra ele por favor arrumar a bagunça e se livrar de um monte de tralha. Se eu não me engano, ele é de libra, então acho que é algo mais de gênero que de signo...

lola aronovich disse...

Clau, imagino que, pra uma pessoa jovem, viver numa cidade tão pequena quanto Pomerode seja bem ruim. Sei que a cidade tem um dos melhores índices de qualidade de vida no país, mas pô, são 26 mil pessoas apenas! Não sei se eu me acostumaria a viver num lugar tão pequeno. Mas é como disse a Ju, tendo internet, a distância fica muito menor. Então vc quer morar em Joinville ou Curitiba, hein? Vc conhece aqui? Ah, li que o zoo de Pomerode tá fazendo o maior sucesso por causa de duas filhotas de puma. Vc já foi lá vê-las? Mande um beijo por mim!


Mari, vc bebeu?! Eu não ia decifrar em mil anos que Gyn é Goiânia! Que tipo de abreviação é essa? Puxa, então Goiânia tá cheia de universidades particulares? Isso não é muito bom... Quando estive aí, o que mais me lembro é de ter comido muito tomate-cereja. Era tão baratinho!

lola aronovich disse...

Oi, Nat, tudo bem? Obrigada pelo primeiro comentário! Eu concordo com sua definição de liberdade. É justamente isso: fazer avaliações periódicas e mudar o que não se gosta. É muito bom poder fazer isso. E tb acho que felicidade tem muito mais a ver com o estado de espírito de cada um do que onde se mora. As pessoas cometem suicídio até na Suécia...
É, sei que vcs publicitárias trabalham pacas. Que bom que vc tem bastante liberdade na sua agência. O que eu acho tb é que a gente não precisa levar a vida que tem pro resto da vida. Pode ser temporário. Por exemplo, vc pode continuar trabalhando 18 horas por dia por mais alguns anos, e depois dar uma parada e trabalhar apenas 10 horas por semana... Ou não trabalhar nadinha! É o que eu digo: eu não me incomodaria em viver numa cidade “indesejada”. A gente tem que fazer alguns sacrifícios na vida por um tempo determinado. Mas não pra sempre! Eu gosto dessa flexibilidade.
Sobre o “cursinho” de responsabilidade financeira, eu quero falar muito mais sobre isso. Adoro escrever sobre finanças pessoais! Apareça sempre, Nat!

lola aronovich disse...

Cris, vc errou seu próprio nome? Suponho que esse seja o efeito colateral de ser casada com um Gio! A aula particular aqui em Joinville varia entre 30 e 40, por aí. Imagina só, 10 horas por semana a 35 reais dá 350 por semana. Vezes 4 dá 1400, certo? E mais isso do maridão? 2,800 reais por mês? Ô, não só dá pro nosso sustento como a gente ainda guardaria dinheiro todo mês! Tô falando, a gente vive com muito pouco!


Ana, pois é, descobri que não posso prestar concurso pros CEFETs. É uma longa história que preciso contar num post. Que legal que somos tão parecidas nisso de gastar! (ou não gastar. Ou gastar pouco).

lola aronovich disse...

Oi, mãe! Tudo bem? A Consu me mandou um email ontem dizendo que vcs estão se divertindo às pampas aí em Sampa. Que legal que vcs estão num lugar com academia e sauna! Quer dizer, a academia eu dispenso... E filmes com canais alternativos, e ópera, e museus e tudo! É, sobre a programação do cinema, já estive em SP várias vezes em que era inimaginável ir ao cinema. Porque os filmes eram muito ruins!
Seus gatos estão enlouquecendo o seu genrinho querido. Sério! Principalmente o Calvin, que fica querendo entrar e sair várias vezes por noite. Eu nem acordo, mas o Silvio, tadinho, tá ficando insone. Os gatos estão comendo muito tb. Impressionante como comem! E estão muito carentes, pra variar.
Ah, hoje fiz uma coisa terrível, espero que vc me perdoe. É que fazia um tempão (desde segunda!) que eu não colocava uma migalha de chocolate na boca. E hoje comi um dos tabletinhos que a Consu tinha deixado pra vc. Era um da República Dominicana, e tava muito bom. Mas prometo não chegar perto dos outros. Abração!

lola aronovich disse...

Cristine, todo mundo precisa ter uma reserva financeira que possibilite no mínimo 6 meses sem salário, pra cobrir qualquer imprevisto. Isso é o básico! Não entendo o pessoal que vive endividado, dependendo do salário de cada mês pra cobrir o que gasta. Ai, tô precisando comprar uma TV. Sério! Mas isso é tão “traumático” pra mim que preciso compartilhar com minhas leitoras(es) através de um post. Soon... Eu leio bastante livros e blogs de finanças pessoais, e o conceito de “pay yourself first” (pague-se primeiro, ou separe uma parte do seu salário pra aplicação, antes de comprar qualquer coisa) é sempre repetido. Pra mim faz todo o sentido. Obrigada pela torcida!


Lila, é, eu prefiro uma cidade com custo de vida mais baixo, como Goiânia, que Brasília. Pra mim custo de vida é muito importante. Mas fico feliz que vc se sinta tão realizada em Brasília!

Anônimo disse...

We can work it out é ótima, adorava ouvir um tempo atrás.
E quanto a esse negócio de saber viver com o que se tem, dá uma liberdade imensa, mesmo.
Você já contou aqui no blog como veio parar em Joinville?

Anônimo disse...

Lola, sei que a pergunta/ brincadeira não foi comigo, mas vou responder. Quem deve ter bebido foi o pessoal do DAC / Anac.
Gyn é a abreviação oficial de Goiânia usada nos aeroportos. O pesoal acabou incoporando a abreviação no dia-a-dia(tem hifen?).
E a de Brasília é Bsb. :)

Anônimo disse...

Acho que você faz muito bem Lola
cada pessoa escolhe as suas prioridades
muitos acham que o importante é aproveita torrando grana
comprando carros do ano
casas imensas
e outros
preferem viver bem
mas sem tantos gastos
muitas vezes desnecessarios
o importante e achar que esta fazendo o certo
Bem pelo menos é o que eu penso

Anônimo disse...

Uau, economizando desde os 19? É muito auto controle, parabéns. Economizar mais é uma das minhas metas para o futuro próximo. Lolinha must be a very rich girl by now. ;)

Não é adorável quando leitores nos percebem de forma equivocada? Pois é, eu já posso dar aulas sobre o assunto.

Felipe Guimarães disse...

Lola eu não sei se você olha seus posts antigos então vou fazer meu comentário aqui. Acabei de ver Ensaio sobre a cegueira e adorei. Sua crítica é mil vezes melhor que a minha (que novidade). Afinal sou amador e faço isso por diversão... Você é profissional com todas as letras...

:D

Anônimo disse...

Olha só, e eu achando que Denver tinha 2 milhões de habitantes: http://en.wikipedia.org/wiki/Denver

Tem nada...só 500 e poucos mil. É tipo Joinville. E é a 26a. maior cidade dos EUA. Se contar Aurora que é uma cidade conurbada com Denver, mais ao Sul (e eu achando que Aurora era "bairro" de Denver) aí da os 2 milhões e poucos (e passa a ser a 21a. maior área metropolitana dos EUA). Aurora é uma região de mais baixa renda e muitos imigrantes ilegais, mais violência etc...Mas a população é 3x maior que a de Denver em si.

Depois me fala se sua amiga mora por aqui mesmo e onde. Ela é brasileira ou ameriacana?

bjo

Anônimo disse...

Ah, sempre esqueço te te falar. Eu li as críticas do Metacritic (as especializadas) e quase todos os meios de deram uma nota mais baixa pra Benjamin falam que ele nada mais é que um Forest Gump dos anos 2000. Então considerando que vc não gosta de Gump, to achando que vc não vai gostar tanto de Benji qto eu gostei. Eu adoro o Gump tb :)))

Anônimo disse...

Eu sou pao dura tambem e meu marido adora. Sabe como eh, essa coisa de mulheres que querem imitar Sex and the City deixam meu marido de cabelo em pe, e fazem ele valorizar ainda mais meu pao-durismo, hehehe.

Sobre juntar dinheiro, a gente (agora que as coisas estao mais tranquilas e os dois estao com emprego full time) tira uma parte do salario no inicio do mes, guarda, e passa o resto do mes com o que sobrou! Como a gente sempre inventa de comprar alguma coisa, o dinheiro acaba antes do mes e a gente fica fazendo malabarismo ate o salario entrar de novo! Parece maluquice, mas funciona!

Anônimo disse...

Oi, Lolinha!

Tbém gostaria de um post especial sobre finanças e economia. Acho que vc é super controlada e faz a alegria dos economistas, pois segue todos os conselhos. Ainda chego lá!

(E como vc tem váris "crises" comentando, pra vc não se perder, eu sou a Cris que te mandou aquela foto com fantasia de bruxa)

Beijos

JAM disse...

lola,

teu blog continua uma delicia. Gostei da parte : Pos doutorado (existe!!!!)....

e exatamente isso que marido veio fazer na alemanha...pos doutorado...

Olha, nao tenho carro aqui. sabes que carro e barato aqui na europa (com apenas 1 mes de trabalho se compra um carrinho usado em excelente estado)...Um novo?!?! Financiamentos e precinhos camaradas....

Entretanto, o transporte publico e excelente...Pra que carro?!? Se podemos viver bem e tranquilos utilizando o transporte publico...

No Brasil tinha um fiat uno (1.0) que me satisfazia demais. Um celular que nao tirava foto!!! *R*R* meus amigos (administradores de empresas como eu) achavam um absurdo eu nao ter um carro melhor ou um celular melhor...hahaha...

Mas eu vivia tao bem desta forma. Pra mim, a prioridade e pagar minha previdencia privada, guardar para o futuro e emergencias. Viajar tb e uma delicia, e gosto de gastar com coisas assim...

Sempre vivi bem simples, priorizando o que e importante pra mim...O que nao inclui uma BMW e ferias pela CVC na europa...

Adoro viajar sem limites, parando aqui e ali, ficando o tempo que da...E isso nao se faz pagando um pacote pela CVC *R**R

Adorei todos os coments e espero que as pessoas consigam abrir a cabeca para as coisas que estao ao redor...nao vivemos para comprar BMW, ou Ferraris...Vivemos para sermos felizes.

Se felicidade dependesse de dinheiro, o bilionario Mercle (95 no ranking mundial) nao teria se matado esta semana...Fiquei pensando...Esse cara se matou por causa da crise (as empresas ja receberam ajuda financeira) e la no nordeste do brasil (de onde eu sou) tem pessoas felizes ate sem ter um cano de agua na porta ...

e assim vamos...

Giovanni Gouveia disse...

Minha adorável Mamacita Nelly, obrigado pelo carinho, e diga aos seus (suas?) amig@s luditas que não usem tamancos nos computadores, há outras formas, mais eficientes, de danificá-los, ou será que até pra isso eles se apegam ao passado sem máquinas?... :D

Lola, sobre ser católica/feminista, além do movimento internacional das Mulheres pelo Direito de Decidir Mulheres pelo Direito de Decidir , tem uma teóloga feminista católica fantástica, chamada Ivone Gebara

Denise Arcoverde disse...

Começou. Vá por mim, já respondi muito a esse tipo de comentário, chega uma hora que não dá mais, é desgastante. O melhor é ignorar logo. Eu não li o tal comentário, não sei se a Gi é a Gi que eu conheço - não acredito que ela escreveria algo tão gratuitamente grosseiro e mal educado - mas nem vou ler, essas coisas me cansam. Fuja!

lola aronovich disse...

Simone, não é? Eu adoro We can work it out. Podia servir de mantra pra muita gente.
Não, acho que não contei ainda como vim parar aqui em Joinville. Vou contar, então, em breve. Obrigada pela sugestão.


Lila, tá brincando! Sério que o DAC/Anac bolou que Gyn seria Goiânia e Bsb, Brasília?! Mas Goiânia não tem Y, e Brasília só tem um B...

lola aronovich disse...

Dyego, obrigada pelo apoio. Eu acho, sinceramente, que a maior parte das pessoas trabalha não porque gosta, mas porque precisa. E precisa pra quê? Pra, com o salário, acumular um monte de coisas que não precisa. Vira um círculo vicioso. O capitalismo, óbvio, se beneficia disso. Mas não sei se esse estilo de vida faz as pessoas mais felizes. A mim não faz (não que eu saiba direito, porque nunca entrei nessa ciranda).


Lolla, desde que comecei a trabalhar, gasto mais do que ganho. Então guardo dinheiro todo ano. Até em 2004, quando eu e o maridão gastamos bastante indo a Moscou. E quando eu recebia bolsa de mestrado de 720 reais... Eu não sou uma rich girl (aliás, no começo de 2008 escolhemos um belo ano pra colocar 20% das nossas aplicações em fundos de ações, ó Deus...), porque o dinheiro guardado tem que dar pra uma kitinete pra minha mãe, uma casa pra nós, quando definirmos onde moraremos, e a aposentadoria. O maridão vai fazer 52 anos este ano, já tá na hora da gente começar a se preocupar. Eu realmente gostaria de me aposentar com 50. Não parar de trabalhar necessariamente, mas só trabalhar se eu quiser. E tendo uma renda que me permita escolher. Vamos ver se dá...
E vc aí no Rio, sua lesma de 70 quilos? Sobrevivendo ao calor?

lola aronovich disse...

Felipe, fui lá no seu blog, li sua crítica (bem legal), deixei um comentário. Que bom que vc amou o filme tanto quanto eu. Tomara que vc consiga convencer as pessoas da sua idade a verem o filme, porque ele é importante, eu acho. Aliás, vc sabe quando sai em dvd?


Ana, olha só tudo que vc aprendeu! Incrível, né? Denver é do tamanho de Joinville... Isso que eu imaginava. Incrível como as cidades americanas são pequenas. Sabe que nunca ouvi falar em Aurora? Lá em Detroit, se considerasse a área toda, subúrbios e tal, era a 11a maior cidade americana. Mas Detroit em si tem 900 mil habitantes, e encolhendo (o pessoal realmente tá indo embora de Michigan). Ah, essa minha amiga chama-se Astrid. Estudamos juntas no high school, numa escola americana (internacional, na verdade) em SP. Ela é sueca/alemã e mais alguma coisa. Tem dupla ou tripla nacionalidade. Tenho certeza absoluta que ela mora no Colorado (adora esquiar, inclusive), e acho que é em Boulder.
Ish, Benjamin Button é um novo Forest Gump?! Iiiiiiiic! Bom, verei o filme de qualquer jeito, e daí digo minha opinião. Mas adianto que não gostei do trailer (acho que tava mais pra teaser, porque não conta nada da história).

lola aronovich disse...

Barbara, pois é, mulheres pão-duras são o que os maridos chamariam de “low maintenance”, caso as sustentassem. Quando eu vejo filmes em que o carinha compra anel de diamamente pra presentear a amada, eu penso que houve um erro de programação quando me fizeram, porque nada dessas coisas (jóias, roupas, flores, bombons caros) me inspiram. Teve uma vez, anos atrás, que eu e o maridão brigamos feio e, no dia seguinte, ele deixou uma caixa de Bis com um recado “De onde isso veio tem muito mais”. Depois ele disse que estava se referindo ao supermercado. Mas me reconquistou, sabe? Uma caixa de Bis.
É muito bom quando as duas partes do casal recebem salário. Assim realmente dá pra juntar dinheiro. Mas que é isso de “a gente sempre inventa de comprar alguma coisa”?! Controlem-se, pessoas!


Cris, vou fazer alguns posts sobre finanças. Na realidade, já tenho muita coisa escrita faz uns 3 meses, mas sempre falta tempo de acabar, organizar e publicar. Deve ter material pra 4 posts... Eu sempre fui super controlada, e só recentemente (coisa de 3, 4 anos pra cá) comecei a ler coisas sobre finanças pessoais - um assunto que me interessa muito.

lola aronovich disse...

Jamine, ah, isso que seu marido foi fazer na Alemanha?! Mas pós doc é coisa de um ou dois anos, não? Depois vcs pretendem voltar pra Bélgica? E aí, tá gostando da Alemanha?
É, carro na Europa e nos EUA é muito barato. Eu fiquei surpresa quando vi um Honda, que é um carro que todo mundo fala que não quebra nunca, à venda em Detroit por 2 mil dólares. Claro, acho que o carro tinha uns 15 anos de idade, mas era um Honda. Aqui no Brasil o mesmo carro deve ficar em quanto, 20 mil reais? A diferença de preços é gritante.
Mas o mais legal é isso que vc diz: a cidade ser tão bem-estruturada, com várias alternativas de transporte público, que carro passa a ser uma futilidade. Seria uma maravilha se no Brasil as cidades fossem assim.
Ah, eu não tenho celular...
Um bilionário se matou? Eu nem sabia. Mas certamente dá pra ser feliz, independente da classe social. Não tô falando de pessoas miseráveis que vivem em meio a guerras e epidemias (porque nesses casos não acredito em felicidade), mas seria preconceituoso achar que pobres em lugares pacíficos não podem ser felizes. Claro, a gente gostaria que eles deixassem de ser pobres e virassem classe média. Que todo mundo tivesse suas necessidades básicas cobertas...

lola aronovich disse...

Gio, é, já já minha mãe vai ficar com uma amiga nossa muito querida que não tem computador. Dá uma angústia falar com ela... Porque é só por carta ou telefone...
O “Mulheres pelo Direito de Decidir” eu conheço, mas essa Ivone Gebara, não. Eu queria ler uns relatos mais pessoais de como católicas feministas conciliam as duas coisas (que, pra mim, são antagônicas).


Dê, é só que, por enquanto (porque acho que vai chegar uma hora que simplesmente não terei mais tempo), eu respondo a todos os comentários. E fui responder a Gi e ficou uma resposta longa demais, então transformei em post. Vc acha perda de tempo responder, né? Entendo vc! Eu acho que é a mesma Gi que vc conhece, mas não sei, é um nome comum. Obrigada pelos conselhos!

Anônimo disse...

Hahaha, agora eu tenho que responder!
Na verdade, nosso gasto maior eh com viagens! E esse ano, depois de dois anos na Europa sem ir nem ate a esquina (vivendo de bolsa), resolvemos tirar a barriga da miseria. Entao quando eu digo "comprar alguma coisa", me refiro a algo do tipo "A RyanAir esta em promocao, vamos comprar passagem?"
E admito, no final do ano compramos uma maquina fotografica (para as viagens, essa eh a desculpa), um Wii (que aqui eh mais ou menos barato), trocamos de celular... (eu fiquei uns 5 anos com um modelo Nokia 1100 de uns 10 dolares)
Mas a gente eh controlado, todas essas compras foram super pensadas, com antecedencia, planejamento de meses. E muita pesquisa de precos. E foram as unicas do ano de 2008 todo!
Outra coisa: eu gasto bastante com comida. Acho importante comprar comida fresca, saudavel, da melhor qualidade possivel. Ai ja viu, ne? Isso nao sai nada barato.
Tou perdoada? Odeio consumismo desmiolado, nao gosto de promover esse estilo de vida nao, por isso quis deixar a explicacao aqui.
Na verdade nos estamos, depois de uns anos mais espartanos, relaxando um pouquinho. Mas so um pouco, ja que o dinheiro guardado fica intocado!

Giovanni Gouveia disse...

"Eu queria ler uns relatos mais pessoais de como católicas feministas conciliam as duas coisas (que, pra mim, são antagônicas).
Como também antagônico é ser feminista numa sociedade machista...
Vários padres, de orientação à esquerda, não falam em Deus "pai", mas Pai e Mãe... A luta é muito mais árdua, mas é uma luta que tem que ser enfrentada, pra desespero de Ratzinger e cia...

JAM disse...

sim lola, ele veio fazer pos-doc...e acredito que sera apenas de 1 ano e voltaremos para o sol do brasil...

estamos morando na guest house da universidade e estou adorando o local: supermercados, farmacias, hospital...tudo pertinho...

marido vai trabalhar a pe todos os dias, so quando bate a preguica pega o tram. e eu so pego transporte publico se for para ir a locais mais distantes...o resto...tudo a pe. e com o bebe, carrinho...e ate mais facil fazer as coisas a pe ou de tram (pois os carrinhos aqui podem entrar no tram...)

quando eu morava na belgica, uma amiga nossa queria veder o ford fiesta dela, pq ela tava indo morar em outro pais por 500 euros!! ele tava super conservado e a tentacao bateu...*R**R mas vimos que nao precisavamos...na epoca, meu marido usava bike para ir a universidade e eu o tram para ir estudar...entao, continuamos sem carro...

bjos pra vc!!

Dai disse...

Seu post parecia ter sido escrito pra mim, por isso amo tanto os blogs, essas possibilidades de convergência de sentimento e idéias são muito alentadoras, fazem a gente se sentir menos só.
Bom, antes vou comentar o que você conta. Leio seu blog há algum tempo e um dos motivos de minha admiração é exatamente sua relação com o consumo e com o trabalho. Não dá para maquiar muito uma coisa evidente como a desigualdade econômica de nossa sociedade e todas as mazelas que decorrem dela, o sistema capitalista é uma máquina de moer gente, um monte de gente passa fome e vive em condições sub humanas, um pingo tem tanto dinheiro que nem sabe onde enfiar, e, no meio da pirâmide, temos a classe média vivendo às voltas com prestações e investimentos muito mais vinculados a uma projeção de status para o outro do que à própria satisfação pessoal, o testemunho de alguém que consegue lidar com isso de uma maneira safa e digna sempre é algo inspirador e que pode ajudar a, também, driblar essas sedutoras estratégias de sugar nosso dinheiro, articuladas pelo mercado. Eu tenho 31 anos e não tenho carteira de motorista – ou carta, como dizem aí – já fui socialmente ridicularizada inúmeras vezes por “não pertencer ao rol das pessoas independentes”, mas, com o aquecimento global como está, adquiri excelentes argumentos ambientalistas para usar em minha defesa. Não gosto de andar por aí envolta numa tonelada de lata que polui o mundo e ainda piora o trânsito das cidades. Aliás, graças ao péssimo planejamento urbano da maioria delas, engarrafamentos não são mais privilégio das grandes.
Quanto aos teus planos, acho que sei como está se sentindo, mas, não deve desanimar, pense que é melhor estar apreensiva por poder contar com um leque maior de possibilidades que pela escassez destas. Eu sou mestre em comunicação e ainda não consegui lecionar para além do estágio docência, há mais de um ano repito o ritual semestral de enviar currículos às universidades privadas, e, assim como você mencionou acima, vi que muitas delas preterem candidatos com mestrado em universidades públicas e melhor conceituadas, onde a pesquisa é mais valorizada, preferindo especialistas ou mesmo graduados com experiência técnica apenas. Abri mão de realizar alguns concursos em lugares muito distantes, pois tinha medo de acabar abdicando do emprego se não conseguisse me adaptar. Eu nasci numa cidade pequena, Mossoró, no RN, de 200 mil habitantes, e durante a adolescência tive inúmeros problemas de sociabilidade, sou até bem comum, viu, mas imagino que um ser com idéias um pouco menos conservadoras tinha de ser vista como esquisita. Acho que por causa disso implico um pouco com o provincianismo e esse qui-qui-qui típico de cidade do interior, onde todos se conhecem. De lá pra cá, já morei em Natal, onde me formei em jornalismo, Recife (onde fiz o mestrado), Rio, Brasília e novamente Natal. Exceto por Brasília, onde eu vivia em sobradinho, cidade satélite, e não tinha carro, não tenho depoimentos ruins a dar. Embora eu goste de Bsb, e até cogite voltar para o doutorado, na época meu lazer era algo inviável, não podia, por exemplo, nos finais de semana ir ao Cine Academia – que além de lindo e luxuoso, tem a melhor programação de filmes da cidade – ou ao CCBB, onde também há ótimos filmes e exposições. O serviço de transporte coletivo tem horários restritos e pouquíssimos veículos e o metrô, como já disse sua leitora lá de cima, só funciona mesmo para ligar Taguatinga ao plano. Não desgosto das cidades grandes, mas prefiro as médias. Maringá, por exemplo, que acabo de visitar, achei perfeita, saí com a sensação de que adoraria viver lá, a programação de cinema deixa a desejar, mas o custo de vida é atrativo, a cidade é tranqüila, uma graça.
Natal, onde moro atualmente, é linda, de fato, tranqüila e hoje conta com uma grande quantidade de serviços que fazem de sua qualidade de vida razoável. A programação de cinema melhorou bastante, acho que temos 16 salas e duas sessões semanais do chamado “cinema de Arte”. Como acompanho seu blog, sei que aqui estamos melhor em termos de circuito que em Joinville. Aqui, creio que você encontraria, sim, emprego como professora, há muitas faculdades particulares e bons cursos de inglês, com seu currículo também poderia se candidatar a uma vaga na federal, assim que abrisse concurso. Houve um, há pouco tempo, uns dois meses, se eu soubesse da sua intenção em mudar para cá, teria lhe avisado. Mas surgirão, certamente, novas oportunidades. Se quiser me mandar seu CV, fique à vontade, posso encaminhar a algumas faculdades (estou nessa vibe com o meu), também posso lhe mandar o email e site de algumas delas. Tenho uma prima que ensinou por anos numa universidade privada daqui, no curso de Letras, hoje é professora concursada do CEFET, acho que posso perguntar a ela o email da coordenadora, caso seja a mesma de sua época. Aqui você não se sentiria uma completa estrangeira, Natal é bem diversa, há uma crescente leva de paulistas, fluminenses, gaúchos e mesmo estrangeiros que migram de seus lugares de origem e vem viver na cidade, atraídos, sobretudo, pelo mar. Mas, aqui também existem dificuldades, como em toda parte, aconselho que, caso decida, venha com algo já encaminhado. Como ponto negativo, Natal é hoje uma das cidades com maior custo de vida do Nordeste. Comparada a Maringá, por exemplo, posso te adiantar que é bem mais caro morar aqui. Um apartamento na orla custa o mesmo que um na avenida Atlântica. Os estrangeiros estão loteando o litoral e fixando uma residência de verão na cidade que está expulsando os natalenses. O preço de imóveis ficou sem parâmetro, já que é cotado em euro – um crime! Por isso eu penso, muito fortemente, em sair daqui. Não sou uma pessoa muito solar, não sentiria muita falta da praia. Estou exatamente com as mesmas questões e angústias existenciais, farei uma prova de concurso este fim de mês, mas são 13 para uma vaga, sigo enviando currículos, estou com um anteprojeto de doutorado pronto e me sinto na obrigação (e necessidade, logicamente) de tentar de tudo um pouco. Ai, ai.

Dai disse...

nossa, que comentário enorme, deu vergonha, agora...rs.

lola aronovich disse...

Barbara, ah bom! Agora vc explicou tudo. Comprar passagem pra quando se vai viajar pra um outro continente realmente é uma necessidade. O maridão tb só comprou uma máquina digital quando fomos a Moscou! Essa foi a mesma desculpa. Não sei direito o que é um Wii. Celular a gente não tem. Tivemos quando vivemos nos EUA. Mas aqui, com linha telefônica em casa, não vejo necessidade. Legal, Barbara: compras pensadas e planejadas com pesquisa de preços? Vc é das minhas então! Tá perdoada sim. E comigo tb é assim: o dinheiro guardado não vê a luz do dia muito fácil!

lola aronovich disse...

Gio, ah, é diferente o antagonismo entre ser feminista num mundo machista e ser feminista e católica ao mesmo tempo. Eu não posso escolher o mundo em que vivo, apenas tentar mudá-lo. Mas posso escolher a minha religião, ou inclusive não ter nenhuma. Por isso acho incrível as feministas que conseguem ser católicas apesar de todo o machismo que há na religião. Fico feliz que tanta gente enfrente o Ratzinger dentro da própria igreja..


Jamine, sério? Só mais um ano e aí vcs voltam pro Brasil? Pensei que voltariam pra Bélgica! É ótimo poder fazer tudo a pé! Vcs parecem muito bem instalados aí na Alemanha.
E legal saber que vcs abriaram mão de um carro de 500 dólares... simplesmente porque não precisaram dele!

lola aronovich disse...

D, obrigada pelo comentário, muito interessante. Pois é, tem muita gente que entra e permanece nessa “máquina de moer carne” conscientemente. Muita gente que se mata de trabalhar pra comprar um carro/casa/roupas caríssimas, sem jamais se perguntar “Eu preciso mesmo disso?”. Viram escravos do consumo e do trabalho, um círculo vicioso. Quem gasta menos pode viver com menos, e isso dá uma grande liberdade. Eu não preciso ganhar 4 mil reais por mês pra sobreviver. Se precisasse, teria que trabalhar um monte. Gastando menos de 1,500, posso trabalhar o quanto quiser e meio que no que eu quiser. Isso é liberdade, eu acho.
Mas há uma grande pressão pra quem é de classe média e não entra no padrão para que entre logo. Isso de ser “socialmente ridicularizada” por não ter carta, por exemplo. Não parece uma lavagem cerebral? Ué, eu falo com orgulho que não tenho carro, nem celular, nem TV a cabo... Não dá pra viver com um padrão que torna o mundo insustentável.
Isso que vc falou de Natal me preocupa. Eu já imaginava que a cidade estava cara, porque li que muitos turistas europeus estão comprando imóveis aí. E não tem como isso não afetar toda a região. Não tenho muita vontade de morar num lugar com custo de vida alto.
Acho que, por vc ser jovem, pode tentar um concurso numa cidade menor, mais distante. Não precisa morar numa cidadezinha pra sempre. Só alguns anos. Vai que vc gosta? Nada precisa ser pra sempre. E vc já morou em várias cidades, tem bastante experiência de mudança. Boa sorte com os concursos! Posso ver que vc tá com uma ansiedade parecida com a minha, mas pensa bem: vc tem dez ano a menos! Pode “experimentar” muito ainda.
Não conheço Maringá, mas já ouvi falar maravilhas dela. Suponho que seja bem parecida com Joinville, só que um pouco menor.
Muito obrigada pela oferta em enviar meu currículo para universidades particulares. Tenho interesse, sim. Acho que vou te enviar o CV em breve, então. Mas não sei se não seria melhor já tentar um lugar com custo de vida menor, como João Pessoa, Maceió, Aracaju... Fortaleza tá equivalente a Natal? Agradeço muito por todas as informações. Era isso mesmo que eu queria ouvir sobre uma cidade.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

pois é, Lola, e tudo deu muito mais certo do que o esperado! assim seja forever and ever...