segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ARTIGO NA VEJA SOBRE GAYS, ESPINAFRE E CABRAS ME DEIXOU CABREIRA

O artigo publicado esta semana na Veja pelo diretor de redação e colunista J. R. Guzzo é baixo até para os famosos padrões do veículo semanal. Não é nada que a gente não ouça diariamente, mas dói os olhos ver algo tão rasteiro publicado na revista de maior circulação nacional. O texto “Parada gay, cabra e espinafre” pode ser resumido a “Deixem de mimimi, gays! Vocês já têm todos os direitos, e agora querem direitos especiais!”. Obviamente a opinião de Guzzo deve ser idêntica para mulheres, negros, trans, e qualquer grupo historicamente oprimido. Vivemos em total igualdade! Quem falou? A Veja, ué.
Na realidade, não sei se o artigo foi escrito por alguém que não entende bulhufas do assunto ou que entende e quer se aproximar da opinião de seu leitorado cada vez mais conservador. O velho dilema: ignorância ou má fé? Ou um pouquinho dos dois? Pra começar, é estranha a insistência em usar homossexualismo. Certo, um montão de gente não sabe que o termo correto é homossexualidade, porque o sufixo ismo denota doença. Eu só fui aprender isso quando comecei o blog, quase cinco anos atrás. E dei umas derrapadas até alguém me apresentar o exemplo definitivo: se não falamos heterossexualismo, por que homossexualismo? Que pessoas comuns não saibam disso até vai, mas faz tempo que o movimento LGBT vem tentando ensinar a mídia a adotar termos menos ofensivos.
É típico dos conservadores centrar-se apenas no indivíduo. Assim, não existe contexto, não existe condição social, não existe história, nada. Fracassos e sucessos podem ser creditados a indivíduos, naquela ideologia que todos estamos em condições iguais. Para Guzzo, não há comunidade ou movimento gay, pois o que temos são indivíduos. Se ele não acredita na existência do movimento gay, tampouco deve acreditar que o movimento feminista exista. 
Só porque os movimentos são plurais e abrigam várias correntes, às vezes antagônicas, não quer dizer que não existam, pô. Somos pessoas únicas e diferentes, mas fazemos parte de um movimento. E, assim como eu não sou apenas mulher e feminista, ser mulher e feminista faz parte da minha identidade. Assim como ser gay e ativista faz parte da identidade de quem está no movimento LGBT. É uma identidade política. Isso é o básico do básico. Não somos fortes individualmente, somos fortes socialmente, como grupo. Sério, só porque a direita é individualista ao extremo e não consegue se mobilizar, isso não significa que a esquerda -– e movimentos sociais estão ligados a direitos humanos e à esquerda –- não consiga. 
Mais adiante Guzzo confunde “não gostar” com discriminar, desrespeitar, maltratar. Aí já é má fé mesmo, não é possível. Desde quando gays, ou mulheres, ou negros, ou trans, lutam para “serem gostados”? Se uma pessoa tiver pensamentos preconceituosos, mas sem traduzi-los em palavras ou ações, não saberemos que a pessoa é preconceituosa. Porque alguém é homofóbico, ou machista, ou racista, ou transfóbico, pelo que fala e pelo que faz, não pelo que pensa. Trocando em miúdos que o autor entenda: uma coisa é não gostar de espinafre, não ter relacionamento com espinafre, e, se alguém te oferecer espinafre, dizer educadamente, “Não, obrigado”. Outra coisa é dizer que espinafres são inferiores a brócolis, fazer leis que se aplicam a todas as verduras, menos aos espinafres, sair por aí cortando espinafres, tratar espinafres com insultos espinafróbicos, ensinando as criancinhas a atacar qualquer espinafre que aparecer na merenda escolar.
É inacreditável que um sujeito com uma coluna numa revista argumente nesse nível, dizendo que homofobia não existe porque, na realidade, matam-se muito mais héteros do que gays. É o mesmo que dizer que misoginia não existe, porque muito mais homens morrem por causas violentas que mulheres. Filho, héteros não são mortos por serem héteros. Homens não são mortos por serem homens, ou por serem vistos como propriedade de outros homens. Não são crimes de ódio. Se sou assaltada na rua, isso é violência urbana, não machismo, e qualquer um está sujeito a esse drama (quer dizer, qualquer um que ande na rua, não num carro blindado com ar condicionado e janelas travadas –- dessa forma as chances de ser assaltado também diminuem consideravelmente). Mas se sou assassinada por um ex-marido ciumento que não aceitou o fim do relacionamento, a gente tem um nome pra isso: é feminicídio. Quinze mulheres são mortas por dia no Brasil, quase sempre por companheiros ou ex-companheiros. As causas desses crimes são completamente diferentes das causas de outros homicídios. E o mesmo ocorre com assassinatos cometidos contra gays, lésbicas, e travestis. Eu me sinto burra tendo que explicar algo tão óbvio pra qualquer pessoa com QI superior ao de um mascu.
Aí Guzzo compara as restrições de doar sangue impostas a homossexuais com restrições a... pessoas doentes. O cara faz uma comparação dessas no século 21, quase quatro décadas depois de associações psiquiátricas decretarem (tardiamente!) que ser gay não é doença. (Já já publico um guest post de um leitor gay que não pôde doar sangue, simplesmente por ser gay).
Na parte mais involuntariamente divertida do artigo, o autor diz que casamento tem que ser entre homem e mulher, não entre homem e cabra. Putz, semana passada mesmo eu comentei que os argumentos usados contra casamento gay hoje em dia são os mesmos usados contra casamento interracial até 1965: que, se casamento entre pessoas de raças diferentes (opostas?) fosse liberado, as pessoas se casariam com bichos, com parentes, com a Estátua da Liberdade (juro que já ouvi esse argumento). Acho que teve gente que leu meu post e pensou: “Nossa, como ela exagera! É claro que nos dias atuais ninguém mais fala essas besteiras em público!” Obrigada por me dar um exemplo tão atual, Guzzo.
Sem falar que o argumento de que um casamento, para ser legítimo, para formar uma família, precisa ter filhos -– isso me ofende pessoalmente. Meu casamento hétero não gerou filhos porque eu e meu marido quisemos assim. E não considero meu casamento menos válido que qualquer outro. Somos um casal, mas também somos uma família. Talvez Guzzo não esteja a par das últimas estatísticas -– de que a família “tradicional” (marido, esposa, filhos) deixou de ser maioria no Brasil. E viva a diversidade!
Guzzo considera toda e qualquer reivindicação do movimento LGBT “nociva”, mas o título de “mais nociva de todas essas exigências” ele reserva à criminalização da homofobia (e ele nem deve saber que o PL 122 também criminaliza a misoginia, ou que criminalizar homofobia seja tão possível que juristas já aprovaram a criminalização para o novo Código Penal). Será que, em 1989, quando a lei que criminalizava o racismo foi implantada, Guzzo também foi contra? Claro que sim! Assim como conservadores são contra as cotas raciais (e sociais) hoje, já que eles acham que não existe racismo no Brasil. É sempre o mesmo princípio: se fingirmos que não existe discriminação e/ou violência específica contra grupos que vêm sendo discriminados há séculos, não precisamos fazer absolutamente nada para impedir que ela aconteça. E com um bônus track: ainda podemos chamar de preconceituosos quem luta contra a discriminação e violência. Quantas vezes você já ouviu que “você que é racista, porque você acha que raças e racismo existem!”, ou “o negro é o verdadeiro racista”?
Guzzo termina seu artigo dizendo o que nós feministas ouvimos de gente mal informada ou mal intencionada todos os dias: que já conquistamos tudo que queríamos conquistar, não existe mais preconceito, não há mais por que lutar (e nem foram vocês que foram bem sucedidas nas suas lutas –- foi só o -– gasp! -– “avanço natural das sociedades no caminho da liberdade”; se vocês tivessem ficado em casa, tranquilamente lavando suas panelas de Teflon, teriam conseguido de qualquer jeito o direito a voto, as leis não cumpridas de equiparação salarial, o fim da justificativa de “matar para lavar a honra", e tantos outros avanços que vieram “naturalmente”).
Portanto, segundo Guzzo, como vocês gays já conseguiram tudo que queriam, graças a um sistema tão justo e bonzinho -– e vocês ainda reclamam, seus ingratos com o patriarcado! -–, aceitem que agora vocês serão julgados apenas “por seus méritos individuais”, que é o que realmente importa. Logo, já que alguns de vocês conseguem passar no vestibular e se tornar presidentes de uma empresa (escamoteando o fato de você ser gay, e tudo bem, porque como “suas opções em matéria de sexo” não são importantes, você faz muito bem em escondê-las), revoga-se a homofobia. E, mesmo que vocês quisessem prosseguir nesse combate inglório, vocês não têm nem movimentos pra isso mesmo!
Ah, e a pá de cal pra mostrar que nada se salva do artigo: Guzzo diz que o Projeto Apollo “foi feito pra levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal”. As pessoas acreditam em cada coisa repetida à exaustão, né? A frigideira revestida com Teflon foi uma invenção francesa de 1954. Nada a ver com o Projeto Apollo.
Talvez artigos tão rasos como o do Guzzo devam ser ignorados. Talvez a melhor forma de protesto seja trocar o avatar para fotos de cabras, como tantas pessoas bem humoradas fizeram. Mas eu continuo ficando cabreira demais com tamanha ignorância. Ou má fé. Ainda não decidi.

168 comentários:

Flavio Moreira disse...

Lola:
Um ótimo post do "Objetivando Disponibilizar" sobre esse artigo(?) da Óia: http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3775

Maiê F. Rezende disse...

Eu sou a favor de fazer uma vaquinha (sem trocadilhos) e mandar uma cabra de presente para a redação da Veja.

aiaiai disse...

eu sou super a favor de ignorar a veja quase sempre. Não assino e não compro desde 1989 quando publicaram a horrenda e desrespeitosa entrevista com o Cazuza (eles editaram de uma forma tão obtusa que a repórter se demitiu). Evito ler mesmo quando estou na sala de espera de consultórios. Aprendi a levar sempre um livro.
Mas, qd vejo na net algum texto como esse, acho que temos que nos posicionar e mostrar o absurdo.
Pois, por mais que nós ignoremos a tal revista, ela ainda é muito lida no brasil. Tem a maior tiragem, é adotada como material de leitura em escolas (eu já fiz uma reclamação formal uma vez na escola do meu filho por eles adotarem textos desse lixo, e deu certo). Ela é lida por inércia. Da mesma forma que as pessoas vêem o JN por inércia. Estão acostumados, acham que devem ler/ver p não ficar por fora do assunto da semana, etc.
Então, a gente não pode ignorar. tem que mostrar que é absurdo, que dizer q porque saiu na veja é verdade é uma bobagem, etc.
neste caso, foi pior ainda pois é um artigo de 3 páginas, escrito por um jornalista de alta graduação na editora abril e que, por ter sido escrito da forma que foi, pode levar muita gente a achar que o cara na verdade está do lado dos homossexuais.
a veja, mais uma vez, desrespeita a inteligência dos leitores, ofende e desinforma.

Anônimo disse...

Por mim deveria ter uma enxurrada de cartas ridicularizando esse texto, passeata, protesto, na porta da veja e tudo mais. Fazer barulho mesmo. e a idéia de mandar uma cabra para lá é ótima. mas tenho dó da cabra.

Lord Anderson disse...

Eu confesso que fiquei um tempo esperando alguem desmentir esse artigo, pq era non-sense demais.

Uma colocação absurda, apesar de não ser novidade imbecis comparem relações homo-afetivas com zoofilia e pedofilia, oq mostra como suas mentes são fechadas e presas no preconceito.

Infelizmente a Veja ainda é a revista mais lida do pais, por isso não para ignorar esse tipo de texto.

Pelo menos nos dias de hoje a meios de rebater na hora e não mais aceitar passivamente esse tipo de asneira.

E sobre o teflon, eu vi um comentario muito pertinente.

Se o chefe de redação não tem capacidade de usaro google por 5 min pra fugir do senso comum no quesito frigideiras, oq dira de temas mais complexos como sexualides, direitos e cidadania?

Mirella disse...

Já fiquei super confusa com este artigo.

Gay equals to espinafre?

Então é assim, ninguém é obrigado a gostar, mas quando é criança é obrigado a comer?

O Popeye era apenas mais um agente da Gaystapo?

Comer te deixa mais forte?

Fica ótimo no risoto?

Seria Popeye o idealizador do kit-gay?

Ótima fonte de ferro?


tantas perguntas, estou confusa.

Rita Candeu disse...

kkkkkkkkkkk

puts Maiê

eu vim toda inspirada pra aplaudir a Lola
e topo com essa sugestão?

morri de rir - tô dentro e arrecadando fundos - se é que me entende

Rita Candeu disse...

Lola Lolinha

arrasou nessa postagem

bjsssssssssssssssssssssssssssssss

Anônimo disse...

'porque o sufixo ismo denota doença."

-
ops, escorregou lola ?

Mascu disse...

Uhh..dur... Mas nois nao temos o dereito nem de criar nosso filhos e que protestamos samos chamados de nazistas!!!

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/11/policia-investiga-morte-de-bebe-deixado-no-carro-em-volta-redonda.html


" pai contou na delegacia que esqueceu da filha porque não tinha o hábito de levá-la à creche. Ele disse que só lembrou que havia esquecido do bebê no carro quando a mãe telefonou questionando a ausência de Manuella na creche. "

J.T.Mercadante disse...

Acho que deveria sim ser organizado um movimento de frente ao prédio da editora.
Muitas fantasias de cabras e seus parceiros.
Ah.. Não pode faltar espinafre também!
Sr. Guzzo mostrou que a idade chegou, porém não trouxe nada de crescimento intelectual e como pessoa!

MCarolina disse...

E ainda tem uma cabra ilustrando o texto! Não parece brincadeira? Coisa de blog tosco de gente tosca? Idéias estúpidas e texto ruim. É até difícil comentar.

Igor disse...

Esse negócio de cabra deixa mesmo todo mundo cabreiro!

Anônimo disse...

"...que o autor entenda: uma coisa é não gostar de espinafre, não ter relacionamento com espinafre, e, se alguém te oferecer espinafre, dizer educadamente, “Não, obrigado”. Outra coisa é dizer que espinafres são inferiores a brócolis, fazer leis que se aplicam a todas as verduras, menos aos espinafres, sair por aí cortando espinafres, tratar espinafres com insultos espinafróbicos, ensinando as criancinhas a atacar qualquer espinafre que aparecer na merenda escolar. "

uhahuahuahuuhauha genial

Ana Cristina Oliveira disse...

Agora quero ser uma cabra, para arrumar um marido e ser feliz em minha casinha de cerca branca e minha pia cheia de panelas de teflon.
Obrigada Guzzo pela luz na minha vida trasviada. Afinal pra que me ariscar em protestos e lutas se o a ordem natural das coisas me salvará... aliais isso me lembra aquela ideia de Darwin que não vale pra nada...

¬¬'

Camila Fernandes disse...

Inacreditável. É assim que eu defino o artigo do Guzzo, junto com VERGONHA ALHEIA. E "NAONDE" que isso é jornalismo? Heim, Veja? Heim?!

Lola, eu moro em Belo Horizonte, e aqui na Savassi (região que é o chamado "coração de Beagá") começaram a surgir, recentemente, notícias muito alarmantes. Há um grupo de skinheads atacando as pessoas. Sim, skinheads, EM PLENO 2012. E não estou sendo dramática. Uma colega de faculdade VIU dois skinheads perseguindo um rapaz negro. Não só viu, como quase foi acertada por uma pedra no meio da confusão. Um jornalista, também conhecido de amigos meus, foi espancando por ter se despedido de um amigo com um ABRAÇO. Eu realmente não entendo um mundo onde um homem é atacado por simplesmente abraçar outro homem (lembra muito aquele caso dos irmãos e outro, de pai e filho, que foram atacados na mesma situação).

E aí um palhado da Veja vem dizer que não existe homofobia? Alguém vem me falar que não existe racismo? Ah, não. Não mesmo. Eu não acho que a gente deveria ser obrigado a escutar (ou ler) algo tão obtuso.

Anônimo disse...

Para que a humanidade nao fique entediada (uma vez que os gays e as mulheres ja alcançaram os seus direitos) eu estou criando o movimento pela uniao zoo-afetiva.
A musica que escolhi para acompanhar o movimento é essa bela historia de amor de Quim Barreiros: http://www.youtube.com/watch?v=hla3Avlz5xo

Unam-se a mim todos vocês que nao têm mais pelo que lutar e querem poder ter o direito de casar com a sua cabritinha querida!!!!

Pili disse...

Eu sou a favor da blogagem coletiva. (corretiva??)E da postagem coletiva. A gente envia diretamente pra veja nossas considerações, mas tem que ser em MASSA!

Lais disse...

Definitivamente má-fé.

LOVE MAKES A FAMILY disse...

Apoiado, Maitê! ( comentário das 10:55)

Carolina Lucas Paiva disse...

Só pode ser má fé. O cara nem se importou em pesquisar a fonte de seus exemplos.
A frigideira é um exemplo. Chamar o kit anti-homofobia de kit gay é outro. Falta de informação realmente houve.
A questão é: essa falta de informação foi proposital?
Eu creio que sim, pois é muito estranho que um cara que tem uma coluna em uma revista semanal não tenha o mínimo cuidado de pesquisar suas fontes.
Ele sabe que os leitores geralmente não questionam o que leem e aproveitou para falar um monte de bobagens e falácias.

Anônimo disse...

Esse texto é para chorar. Como alguém com ideias tão estúpidas tem coragem de escreve-las na revista de maior circulação nacional e essa revista permitir que isso seja publicado? Juro como fiquei atônita com o nível de argumentação da pessoa, comparar os homossexuais com espinafre e cabras. Esse texto só mostra que ainda tem muito porque se lutar e não podemos parar.

Anônimo disse...

O sonho da Veja é ser a Fox News brasileira.

Não há nem muito o que comentar sobre esse texto.

Mas eu tb fico bem "cabreira" com esse texto Lola. Ainda mais sabendo que a maioria das vozes (e as mais) altas vão ser defendendo a "liberade de expressão" desse cara.


Nuba ofKau disse...

Vindo da Veja...
Sabe, uma revista que recebe parte das "propinas" que "denuncia" deve ser menos séria ainda quando se trata de uma carta editorial, coluna ou algo do tipo.

Dizem que a Veja tá indo a falência, que o editorial de todas as marcas de abril tá com os dias contados e que por isso que eles compraram o Anglo (sistema anglo de ensino)...tipo, Veja é piada até pros direitistas.

Anônimo disse...

A Veja deveria, bom, fechar. Ou começar a ser responsável em suas publicações.

Mas, falando de coisas mais próximas à realidade, ela deveria ser obrigada a ceder um espaço na próxima edição explicando timtim por timtim cada non sense dessa matéria.


Sofia

Ana M disse...

Tava pensando aqui...os espinafres devem ficar tão tristes porque não gosto deles =((((

Clara Gurgel disse...

Lolaaaa! Vou pegar a sua cabrinha emprestada. Ficou linda de noiva. Quanto ao texto...me deu uma preguiça, mas uma preguiça...Guzzo teve seus 15 minutos de fama. Precisar, precisava não...

Anônimo disse...

Li o artigo ontem a noite, fiquei boba. Como é possível uma publicação nacional fazer tamanho esforço pra calar a boca que quem ta atrás de igualdade de direitos?

Perfeita a sua analise Lola, só vou discordar de uma coisa: não acho que seja nem ignorância, nem má fé. Pra mim isso é medo da mudança social (que não vem nada de naturalmente mesmo) disfarçado de 'Sabemos mais e melhor do que vocês e a a gente diz que vocês já deviam se dar por satisfeitos'. E é a mesma coisa repetida over and over again contra todas a minorias que lutam por direitos.

Bruno S disse...

Esse artigo pode ser colocado na categoria do inacreditável. A cada trecho que leio do texto, ele fica mais nonsense.

Triste mesmo é que o artigo encontrará receptivadade em boa parte do público que lê a revista.

No mais fico com a impressão de que algumas posições conservadoras, quando são defendidas fora do arcabouço de regras de algumas religiões ficam completamente risíveis.

Nuba ofKau disse...

Acabei de ler o texto lá no http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/?p=3775 e é bem o tipo da Veja mesmo.

Sério, pra escrever pra veja você faz um teste pra mostrar o quão chato você consegue ser escrevendo?

O "livro de estilo" deles é cheio desses truquezinhos manjados para fazer o autor parecer "distante" e racional...hahaha. E os adjetivos que eles escolhem para parecerem intelectuais, que chato.

Luizfst disse...

O Guzzo tá querendo pegar a vaga de "polemizador" barato que ficou em aberto com a saída do Mainardi. Só pode ser isso, ou eles têm a convicção que a imbecialidade de seus leitores está cada vez maior!

Marcelly disse...

sou a favor dessa vaquinha aeeeeeee...


o foda eh que apesar da VEJA ser um lixo eh assim que as pessoas pensam..ou a VEJA as faz pensar assim??

fica a duvida...

Anônimo disse...

Você viu, Lola???

Essas integrantes do FEMEN são umas psicóticas, sujando o nome do feminismo

http://noticias.terra.com.br/brasil/fotos/0,,OI228793-EI306,00-Garotas+do+Femen+quebram+Loja+Marisa+em+BH+contra+comercial.html

FOXX disse...

eu li o texto me sentindo tão mal, fisicamente mesmo mal.

Anônimo disse...

Olha, eu também não sei até onde é ignorância, até onde é má fé. Mas fiquei cabreira também até da escolha do vegetal. Espinafrar (verbo) é desmoralizar, ridicularizar... Bom, me desculpe se é paranóia, mas com todos hortifruti à mão, logo esse! :-)
Lília

Anônimo disse...

Lola, acabei de te enviar um e-mail, pedindo ajuda. O cara que me estuprou me mandou uma mensagem, meio que me ameaçando. Não sei o que fazer. Tô aterrorizada.

lola aronovich disse...

Anônima das 14:03, seu email não chegou. Tem certeza que mandou pro meu email correto? é lolaescreva@gmail.com
Não sei se poderei te ajudar, mas quero ao menos ler seu email.
Força, moça!

Aline Tomasuolo disse...

Pessoal, vai ter um ato de repúdio na frente da Editora Abril, dia 23/11 às 17:00 na Av. Nações Unidas, 7221.

O pessoal também esta trocando as fotos no facebook por uma imagem de espinafre. Rsrsrs

Vamos participar!!

Segue o link do evento no facebook:
23/11
https://www.facebook.com/events/276247535811120/



Priscila Boltão disse...

Tô tão besta que nem sei oq comentar. Tipo, sério. Lola, confio na sua palavra mas não acredito q alguém escreve tanta bobagem tentando ser levado a sério, simplesmente não acredito.

Claudia disse...

Francamente, acho que todos nós mordemos a isca. Uma revistinha que não consegue ficar de pé só consegue leitores na base desse tipo de polêmica esdrúxula. É isso. Pá de cal, não leio, não comento, não farei dela meu assunto, não vou dar ibope pra esse tipo de jornalismo que prima pela "pauta do que fazer".

Anônimo disse...

"Já fiquei super confusa com este artigo.

Gay equals to espinafre?

Então é assim, ninguém é obrigado a gostar, mas quando é criança é obrigado a comer?

O Popeye era apenas mais um agente da Gaystapo?

Comer te deixa mais forte?

Fica ótimo no risoto?

Seria Popeye o idealizador do kit-gay?

Ótima fonte de ferro?


tantas perguntas, estou confusa."


Socorro! HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Lucy

Anônimo disse...

Lola, eu sou a Anônima das 14:03. Enviei de novo.

Meu e-mail é do hotmail. O título do assunto é "O cara que me estuprou está me ameaçando".

Estou aterrorizada. Com muito medo mesmo. Talvez estja até ficando paranóica, neurótica, sei lá. Parece que tô perdendo a sanidade.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Lola,feminismo termina em ismo tbm.

Lucas Zelesco disse...

Pá de cal na pá de cal: é possível "descobrir" (como diz o autor) a frigideira Tefal?
Assim, tipo, um belo dia o descobridor (não inventor, descobridor!) acorda, olha pro lado e vê uma frigideira.
"Vou chamá-la de frigideira Tefal", diz ele.

Esse Guzzo, além de não conhecer NADA sobre sociedades, suas multiplicidades e as lutas pelo fim das desigualdades, ainda prova ser um ignorante em ciência, tecnologia e afins. Deve achar que bebês nascem em repolhos.

Ótimo texto, ótimo blog!

Anônimo disse...

Vocês não tem como negar o fato de que como qualquer movimento revolucionário a ética é a ética do partido ou o do movimento, não existindo qualquer moral fora dele. Exemplo, o próprio trecho do artigo do Guzzo, quando a folha de sp diz que houve apenas algumas mil pessoas e não milhões nas paradas da vida. Ou seja se a mentira é a favor está certo, se a verdade a incomoda pior para os fatos.
E mais está pra sair da gaveta dos petista uma maravilha de estatuto reinvidicando cotas para turminha glsxyz. Ora porra! Dar o ré no quibe trás alguma necessidade especial? Precisa estar escrito na testa que o sujeito faz ou deixa de fazer? É simplesmente patético.

Anônimo disse...

“porque o sufixo ismo denota doença”

O que poderíamos dizer então do MarxISMO, do LeninISMO, do SocialISMO e do ComunISMO, hein? :-P

Anônimo disse...

“É uma identidade política. Isso é o básico do básico. Não somos fortes individualmente, somos fortes socialmente, como grupo.”

Básico do básico do Marxismo e daquele discurso da “consciência de classe”, vc quis dizer?

Anônimo disse...

“Que pessoas comuns não saibam disso até vai, mas faz tempo que o movimento LGBT vem tentando ensinar a mídia a adotar termos menos ofensivos.”

1ª Emenda da Constituição dos EUA e Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão da Revolução Francesa... já ouviu falar?

Gabriela disse...

O capitalismo o sistema revolucionário q salvou milhões da miséria.

Eu li isso na veja.Depois disso qualquer coisa é piada.

Mila disse...

Eu parei de ler quando o artigo praticamente diz que homofobia não existe. Estou escrevendo uma matéria para o jornal da UnB sobre transfobia (quem quiser me ajudar com dados, depoimentos, ou manifestando indignação mesmo - rami.rodrigs@gmail.com) e fiquei abismada com o número de mortes sofridas pelo grupo LGBT, especialmente os trans. E com a crueldade tb.
Além da violência "convencional), como o autor mesmo explica (sequestro relâmpago, assaltos) existe a violência cometida claramente por ser/parecer homossexual. Isso não dá pra ignorar.

Anônimo disse...

Cara Lola.

Sei que não estou comentando sobre seu ótimo post mas acho importante.

Envio o endereço de duas páginas do Facebook com conteúdo totalmente misógino e que trata as mulheres como: coisas, objetos, pedaços de carne.

http://www.facebook.com/CabraMacho.Oficial


http://www.facebook.com/OrgulhodeSerMachista.Brasil

Peço que todos homens e mulheres conscientes DENUNCIEM estas páginas!

Obrigada

Sawl

Livia Siqueira disse...

"Gay equals to espinafre?

Então é assim, ninguém é obrigado a gostar, mas quando é criança é obrigado a comer?"

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Melhor comentário q eu já vi por aqui...

André Ribeiro de Oliveira disse...

Texto altamente conservador que revela o preconceito do autor, cuja visão é extramente retrógrada. Mas o que poderia se esperar de um texto publicado em um veículo direitista, elitista e conservador como a Revista Veja?

Anônimo disse...

Eu sei que esse não é post para comentar isso, só quero dizer que estou revoltada com as coisas que estou lendo desse mascu, Lola!
http://ask.fm/aforismosmentefeminina

Gabriel disse...

Quem disse que os assuntos que debatemos não repercutem em outros lugares? http://kibeloco.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Kibe-Loco-compara-Gays-Cabras.jpg

Jefferson Reis disse...

A Veja é um lixo e só serve para gerar mais ignorância e desviar a atenção pública para coisas inúteis.

Carol NLG disse...

Sério, eu fiquei um tempão esperando alguém me dizer que no final do "artigo" tinha uma plaquinha escrita "pegadinha". Sério...

Enfim, eu acho cabras super fofinhas! Eu vivo dizendo que vou adotar uma por aqui. Se eu adotar uma cabra e ela passar a morar comigo, vamos formar uma comunhão estável?

Outra, segundo o autor casais homossexuais não podem casar e formar família porque não podem ter filhos! Bom, eu tenho vários amigos que não querem ter filhos. Quer dizer que o casamento deles na verdade não deveria acontecer? E mais: eu sou casada mas ainda não tenho filhos. Meu casamento só passa a ser válido quando eu tiver filhos? É ex tunc ou ex nunc?

E, pra completar, eu adoro espinafre! Tenho que casar com cabras?

Aline Tomasuolo disse...

De acordo com o dicionário, ismo, é um sufixo de origem grega e indica origem, crença, escola, sistema, conformação. Ou seja, palavras com essa terminação indicam que uma ideologia é seguida, que existe algo consolidado como regra ou, pelo menos, que se acredita ser uma regra. Assim temos o positivismo, catolicismo, presidencialismo, helenismo, jornalismo, feminismo, masculinismo, etc.
O Sufixo ismo não quer dizer que seja uma doença. Mas o termo em conjunto “homossexualismo" é designado como pejorativo. Ele não leva em conta a formação do termo, que se levasse não significaria doença e muito menos sexualidade, mas um movimento ou algo relacionado. Além disso, o sufixo "ismo" é usado pela OMG (Organização Mundial da Saúde) para designar doenças, por isso não é usado mais.
A palavra homossexualismo sugere preconceito e adjacentes à condição da sexualidade, e a palavra homossexualidade sugere apenas a orientação sexual. Quando falamos em sexo e na condição ou orientação sexual, o correto é falar em sexualidade, e não "sexualismo". Crescemos e somos educados ouvindo os termos "sexualidade" e "heterossexualidade". Nesse caso, qual a real justificativa para não se disseminar o termo correto, homossexualidade?

Carolina Lucas Paiva disse...

Aos metidos a espertalhões que descobriram hoje que feminismo termina com ismo, prestem atenção.
O sufixo ismo serve para designar:
- sistema político
- religião
- ideologia
- doença (leram bem?)
- esporte
- etc.

Logo, é meio óbvio que o sufixo ismo não denomina somente doenças.

A questão toda é: homossexualidade era considerada uma doença até pouco tempo atrás, graças ao preconceito. É por isso que usar o termo homossexualismo é ofensivo. Remete àquela época, tenderam filhins?

Se você fala heterossexualidade, porquediabos falar homossexualismo? Lógica cadê? Acho que montou em uma cabra e tá comendo espinafres por aí.

Vivi disse...

Lola, gostei do post!
Quando chega neste nivel de baixaria , além da raiva, eu me pego pensando "mas não é possivel.." na crença de que algum leitor da Veja que seja só ingênuo de ler Veja pense : "putz será que eles não exagereram? " fazendo questinar a própria revista, pois para toda ideologia fascista, tem que existir algo de "parecer coerente" algo que essa matéria nem faz questão de ser, de tão simplista e ridícula.

Só outra coisa , vc diz "só porque a direita é individualista ao extremo e não consegue se mobilizar".
Se eu entendi bem eu acho o contrário Lola, ainda que a direita tenha o individualismo como ideário o seu poder de organização é muito , mas muito superior à esquerda, infelizmente. Ele é o status quo, é o pensamento propagado pelo mundo, da televisão, dos valores ensinados na escola, no modelo famíliar dominante, em suma, os interesses capitalistas (o capitalismo!) e suas mais variadas formas de se organizar-Estado-ideologia (mídia entra aqui)-polícia, política, etcetcetc ...
Neste sentdo, muito, muito organizado e mobilizado em todas as frentes-todos os dias, a Veja aqui é tb uma faceta desta mobilização não?

Desculpe se entendi errado o que disse.
O ponto que vc argumenta da crítica da revista por ser a de maior circulação é algo muito relevante mesmo! INFELIZMENTE de maior circulação (vê mobilização?). Por isso blogs de grande visibilidade como o seu tem um importante papel em desmistificar esta merda!! Abraços!!!

Carolina Hesse disse...

vamos todos manifestar nossa indignação na própria caixa de email da Abril? acho o momento válido para transcendermos as redes sociais e atingi-los mais intimamente:

http://veja.abril.com.br/fale_conosco/escreva_redacao.html

Augusto disse...

O que poderíamos dizer então do MarxISMO, do LeninISMO, do SocialISMO e do ComunISMO, hein? :-P

Aos burros, a palavra homossexualismo com a intenção de doença. Essa palavra carrega esse peso durante sua trajetória. O movimento gay, então, resolveu mudar isso, transformando-a para homossexualidade (afastando do significado inicial). Não são todos os -ismo que indicam doença. Em cada palavra, o -ismo significa a mesma coisa. Existem prefixos e prefixos homônimos homógrafos e, como o tal, possuem apenas sua grafia e fonia iguais. É necessário saber analisar a formação de cada palavra para saber se o neólogo foi preconceituoso ou não na hora de criar uma palavra.

Outro exemplo é o uso de termos terminados em -ete. Empreguete é um exemplo que muda a função da empregada, lhe dá um sentido mais feminino. Esse termo dá à empregada um carácter mais 'social'. Porém, nem todos os sufixos -ete são usados com essa função. O -ete pode ter carácter carinhoso, depreciativo ou de tamanho diminuto.

Entendem, portanto, que é necessário estudo antes de cair em falácias como as citadas acima. O fato de existirem palavras nas quais o sufixo -ismo não indica doença não anula o preconceito da palavra.

Anônimo disse...

Deixa eu ver se entendi. Gays não devem casar pois as cabras e os espinafres são doenças, enquanto o Oscar Wilde era gay, mas teve sorte de somente ser preso, já que a civilização evolui e hoje em dia todos são respeitados, a menos que sejam cabras, espinafres ou um desses viados desgraçados que ficam exigindo direitos.

Anônimo disse...

@Sofia

"A Veja deveria, bom, fechar. Ou começar a ser responsável em suas publicações.

Mas, falando de coisas mais próximas à realidade, ela deveria ser obrigada a ceder um espaço na próxima edição explicando timtim por timtim cada non sense dessa matéria."

Certíssima, Sofia!!
Bem que alguma instituição do movimento poderia entrar com um recurso/processo pelo direito de resposta.
Jé pensou esse texto da Lola sendo publicado na revista como resposta?!



A.H.B. disse...

Não esperava que uma revista reacionária e podre como a Veja fosse agir diferente. São iguais a esse jornalista de Joinville, que disse: "Eu faço jornal pra um grupo social dominante, com valores dominantes, (...) mas tem que defender valores éticos, familiares, estéticos."

A grande mídia é toda dominada por essa opinião. E por isso eles continuarão fazendo propaganda conservadora.

E exatamente por isso devemos continuar lutando, denunciando e nos opondo ao discurso reacionário.

Washington da Cruz disse...

Lola,acompanho-a,respeito-a e a admiro.Parabéns pela luta e pela coragem.
Só um senão:o prefixo "ismo" não necessariamente denota doença(vide diciionário Houaiss).

Um grande abraço.

Pretty Visitors disse...

Ótimo texto! Muito tem-se falado sobre o artigo, no entanto, esse é o primeiro texto que faz analogias com os diversos grupos oprimidos.

Anônimo disse...

Lola sei que não tem nada a ver com tema, mas você precisa ver esses vídeos e comentar a respeito:

http://www.youtube.com/user/MrOguardiao

Há vídeos relacionados a "mulher". Só que o gracioso que fez a página não se atentou que estamos no século XXI ou talvez não costume conviver com mulheres. E não estou aqui considerando relações de uma única noite. Os argumentos são tão pueris que limito-me a postar o link.

Nina Caetano disse...

lola, não sei se viu o texto do deputado jean wyllys sobre esse lixo: http://jeanwyllys.com.br/wp/veja-que-lixo

é bem bacana! engraçado, eu tinha acabado de postar o dele no face, quando vi o seu artigo, postado por uma amiga.

Anônimo disse...

Concordo com o Guzzo. Não vi nada desse estrondo todo que a Lola viu no texto. Há sim um excesso de auto-clamor nessa vertente do politicamente correto dirigido aos homossexuais no Brasil, um exagero e um perversão da verdade. Respeito o direito do gay a tudo que qualquer cidadão comum tem, casamento, filho, etc, mas, por favor, menos exibição e ostentação. É tão afrontoso ver dois homens se beijando em público quanto ver um casal hétero fazendo o mesmo. E não onde foi que a Lola tirou doença do sufixo "ismo"? Que coisa mais tola! Cristianismo é a doença por cristo? Hahahahaha. Racionalidade, amigas, racionalidade! Menos paixões. A paixão dá a impressão de que estão certas, equivocadamente.

Mari Lee disse...

Ato em frente à Editora Abril na sexta-feira 23/11
https://www.facebook.com/events/276247535811120/

Ajudem a divulgar!

Mari Lee disse...

Ato em frente à Editora Abril na sexta-feira 23/11

https://www.facebook.com/events/276247535811120/

Ajudem a divulgar!

Rose disse...

Eu não tenho nada contra quem gosta de espinafre, mas daí a comê-los na frente das pessoas? É nojento., não é natural, deus não criou o brócolis e o espinafre, ele criou o brócolis e a alface para o bem da tradicional salada. Tudo bem que seja um espinafre, mas precisa mostrar que é um? Não pode parecer brócolis ou couve? (rsrs)
Mas por que homens não podem casar com cabras ou com crianças? Pelo simples fato de que seria abuso, afinal, nos dois casos somente uma das partes seria livre para decidir. E por que não, com irmãos ou outro parente adulto? Porque, biologicamente, seria um risco (casamento consanguíneo é fator de risco para produzir descendentes com anomalias, seria um revés evolutivo ( se bem que a história nos conta que já foi permitido, inclusive pela igreja). Então, por que homossexuais adultos que não são parentes não poderiam casar? Supondo que o impedimento seja o fato de não gerar filhos, isso é uma inverdade (afinal, reprodução assistida, barriga de aluguel é uma realidade tanto para casais héteros quanto homo) ? Porque..porque eu não gosto de espinafre, oras. Rsrs
Resumindo, se não for por pura homofobia, não há motivo para ser contra o casamento homoafetivo.

Adriano disse...

É só burrice e ignorância a serviço de uma ideologia bem definida.

Luiz Prata disse...

Além do Objetivando Disponibilizar e do Jean Wyllys, o site Jezebel também traz lúcidos comentários sobre o péssimo texto da Veja (aliás, "péssimo" e "Veja" na mesma frase é pleonasmo):

http://jezebel.uol.com.br/10-erros-do-texto-parada-gay-cabra-e-espinafre/

LisAnaHD disse...

"Perder o essencial de vista, e iludir-se com o secundário, raramente é uma boa ideia." --J.R. Guzzo

O júnior Guzzo, autor do texto de que trata o post, terminou sua própria redaçao com uma carapuça para si mesmo e nem se deu conta?!! Ao CABRA J.R. Guzzo tá faltando SIMANCOL... dançou na self interpretation de texto, hein? E umas liçoes de boas maneiras lhe cairiam bem, no caso cair-lhe-iam... So full of shit this guy seams to be.

Renato disse...

Lola, precisaremos de bastante apoio pra fazer isso aqui virar realidade: http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/58726/mpf+quer+retirar+frase+'deus+seja+louvado'+das+cedulas+de+reais.shtml

Ricardo Oliveira disse...

Que blog racista!! Assumam logo que odeiam Homens e Brancos. Lí vários textos desse blog e é sempre a mesma coisa. Racismo disfarçado de "defesa de minorias". Não sejam hipócritas, acham que ninguém percebe facilmente qual a intenção do blog?

Porque a autora não assume logo o que escreve nas entrelinhas?

- Todo Homem hétero é culpado de tudo deve morrer!
- Todo Branco é culpado de tudo e deve morrer!
- Todo Cristão é culpado de tudo e deve morrer!

Lei.7716
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de RAÇA, COR, ETNIA, RELIGIÃO ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7716.htm

* Branco também é cor, também é raça, também te etnia e também tem religião!!



Binha disse...

Lola, seu texto está incrível!Ainda estou inconformada com o "avanço natural das sociedades"... não pode ser sério, é má fé mesmo!

Binha disse...

Lola, seu texto está incrível!Ainda estou inconformada com o "avanço natural das sociedades"... não pode ser sério, é má fé mesmo!

Antonio disse...

Falando no Teflon: Na Inquisição Católica Européia não se queimava ninguém na fogueira. Enforcava-se, empalava-se, esquartejava-se, mas queimar não. Queimar quem queimavam eram os puritanos nos EUA

Anônimo disse...

Lola, seus comentaristas são muito inteligentes ( exceto os mascus ), alguns divertidíssimos ( inclusive os mascus)! Bjos

Binha disse...

Para o anônimo de 20:47
Um trecho do site do deputado: http://jeanwyllys.com.br/wp/veja-que-lixo
'Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade". Entendeu, ou quer que a "tola" da Lola desenhe?

Anônimo disse...

Boa noite Lola

Entendo seu ponto de vista, mas o texto do J.R. Guzzo, apesar de ter pecado nos exemplos dados, tem uma abordagem interessante, na qual você critíca.
Eu vejo que estas diferenciações mais separam do que aproximam os grupos homossexuais dos demais, exatamente por pregarem a diferença. Existem sim diferenças de pensamentos, mas pregar uma unidade do grupo para tomar as decisões eu discordo totalmente.
Você deu um exemplo sobre os homicídios, onde a cada dia 12 mulheres morrem nas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros, mas em dados estatísticos ele é contado como homicídio sem diferenciação, sendo que as leis são iguais para todas as vítimas de violência ou qualquer atitude de barbárie.

Entendo que houve muita luta e que foi preciso vencer vários tabus para atingir as conquistas, mas ultimamente tenho vivenciado mais uma procura para ser diferente, de que qualquer pensamento diferenciado acaba se tornando homofóbico. Vejo que procura pregar esta idéia.

Anônimo disse...

a questao de sufixo -ismo eu acho exagero. romantismo, realismo e outros ismos nao sao doença. alem disso, cancer é doença e nao tem o tal sufixo. obesidade é considerada doença e termina com -idade. excesso de purismo.

Raziel von Sophia disse...

Anon das 23:19


Vamos supor que... Tu sofres bullying desde criança sendo chamado de pastel. Pastel para lá, pastel para cá, vamos espancar o pastel, etc.
Ai tu consegue uma namoradinha ou namoradinho, e por carinho ela ou ele, sem conhecimentos do bullying, resolve te chamar de "pastelzinho gotosinho da *insira apelido carinhoso da pessoa*"

Irias gostar de ser chamado de pastel pelo contexto ser diferente ou pediria para ser chamado de outra forma? Pois é....

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

é tao natural q a sociedade tao boazinha com as mulheres iam dar direito a elas votarem por ver sua importância,sem elas precisarem lutar, tanto que as sufragistas foram duramente rechaçadas.

Serio,esse tipo de texto...essa revista toda serve como papel higienico mais nada.

Sphynx disse...

Eu sei que o Brasil tem sérios problemas educacionais, e a gente tem que ter paciência com as pessoas de menos informação.

Mas me irrita profundamente ver gente supostamente instruída (apesar de tudo, vou presumir que instrução seja requisito pra ser colunista de uma revista como a Veja, quanto mais diretor de redação) fazer analogia entre casamento de pessoas do mesmo sexo e casamento com animais, e dizer: "se não pode esse, não pode aquele; se puder esse, estaremos abrindo as portas para aquele, blá blá".

Animais não celebram contrato, animais não fazem manifestações de vontade diante da lei, nem conhecem a lei, não têm patrimônio, não fazem planos de vida. Mas pessoas, geralmente, sim. A possibilidade de o casamento interracial, ou agora o casamento entre essoas do mesmo sexo, levar "naturalmente" a legalizar o casamento com animais é zero por cento, por causa dessas "pequenas" diferenças.

Diferenças essas que são mais sutis e imperceptíveis do que a cabeça dessa gente consegue absorver, ou apenas que eles ignoram há décadas por má-fé argumentativa mesmo?

Anônimo disse...

Há, sim. Vai ser difícil você entender, o debate está muito carregado, mas vamos tentar.

Não é por homofobia. É pelo mesmo motivo que um Suicida não tem o "direito" de se suicidar, e não se dá uma garrafa de pinga a um alcoólatra. Embora aparentemente isso só afete a vida privada da pessoa, se existe a convicção de que a homossexualidade é um mal, então apenas ser indiferente a isso, e deixá-la casar seria tão perverso quanto dar cachaça a um alcoólatra ou um revolver a um depressivo. Enfim, é por amor ao bem mais profundo destes é que são impedidos de casar. Como um pai que diz não ao filho e provoca a ira deste, mas sabe que está fazendo seu bem.

Homofobia não é ser contra a homossexualidade. Homofobia é discriminar o homossexual. Estes devem ser aceitos e amados, como todo ser humano.

Não digo que todos os que são contra o casamento homoafetivo pensem assim. Tem muito ódio e preconceito misturado, eu sei. Mas existe também outro lado. Por isso, contesto sua frase "se não for por pura homofobia, não há motivo para ser contra o casamento homoafetivo".

Anônimo disse...

Sujeito A: "Sou contra mais direitos para gays. Acho que do jeito que está, está bom".

Sujeito B (respondendo): "Você é um burro, imbecil, desinformado, tosco, desgraçado, reacionário, um lixo humano, homofóbico, deveria ser preso por falar esta asneira, cala essa maldita boca, filho de um cão!"

Sujeito B (indo embora, pensando): "Coisa que eu não admito é a intolerância!"

-b. disse...

Aquele momento que um texto é tão, tão, tão ruim que faz a Lola concordar com o Cardoso.

Tinha visto os memes de cabras, e etc e não tinha entendido.

Priscila Boltão disse...

Ok, new rule: toda vez que eu ver comentários como do Ricardo Oliveira ou do anônimo das 20:47 eu não vou mais me preocupar em tentar dialogar. Eu vou só dizer oq digo agora.
"Obrigado pela sua opinião irrelevante, agora pegue sua cabra e a leve pra comer um espinafre".

Caroline Pires disse...

Só posso agradecer MUITO pelo texto!
Muitíssimo obrigada!

Everton Ferreira disse...

Parabéns Lola! Há tempos não lia um texto tão bom com teores de Arnanldo Jabor. É assim que as lambanças deste país devem ser divulgadas, com inteligência e coerência gramatical. Saiba que ganhou mais um fã!

Mirella disse...

Apenas isto:

cabraspracasar.tumblr.com

Camila Fernandes disse...

"O que poderíamos dizer então do MarxISMO, do LeninISMO, do SocialISMO e do ComunISMO, hein? :-P"

Ai meu Buda, lá vamos nós de novo. CONTEXTO, galera, contexto. Marxismo, Socialismo e Comunismo são termos que designam ideologias políticas. É óbvio que, neste caso, o sufixo -ISMO não se refere a doença. Não estamos falando de Ciências Biológicas aqui, mas de Ciências Políticas.

A palavra HOMOSSEXUALISMO, por outro lado, desde o seu surgimento esteve ligada a um desvio sexual (e/ou moral), um problema biológico. O homossexualismo se tornou um objeto de estudo para a Psquitria porque foi considerado uma doença mental. Ele foi estudado e classificado como uma insanidade. Pessoas foram sujeitas a tratamentos e punições, muitas vezes cruéis. Ainda são, em pleno século XXI. É por isso que existe um movimento tão forte no sentido de mudar a palavra. Muita gente continua associando a homossexualidade a doença, a perversão, a desvio moral. E se nós não conseguimos fazer as pessoas entenderem a importância de abolir um termo tão historicamente carregado de toda a sorte de preconceitos, quem dirá fazer com que elas se dispam dos mesmos preconceitos.

Qual é, galera, "homossexulidade" estava listado no CID (Classificação Internacional de Doenças) até 1990! Apenas duas décadas atrás, gente. O CID é publicado pela Organização Mundial de Saúde e usado no mundo inteiro. A lista "fornece códigos relativos à classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças". Não é exagero. "Homossexualismo" não é "só uma palavra".



Se você ainda não entendeu, eu desenho (no sentido figurado): algumas palavras significam coisas diferentes, dependendo do contexto em que estão inseridas. Por exemplo, para a Comunicação, "semiologia" tem determinado significado. Para a Medicina, tem outro. Não é tão difícil assim, vamos lá. Faça um pequeno esforço para entender. Não é APENAS sobre a grafia da palavra. É, também, a situação em que ela surgiu, o peso que ela carrega, a questão histórica.

Então, aprendemos? Não vamos mais fazer papel de idiota? Ótimo.



Desculpa a falta de paciência, mas é que eu escuto esse dilema do -ISMO há tantos anos que estou quase imprimindo um panfleto e colando na testa das pessoas que vem com esse papo.

Leonardo Simoes disse...

Ótimo Texto
Concordo plenamente com seu argumento.
Parabéns!

Artemis disse...

A Veja faz muita matéria paga ou baseada em suas alianças...
Muita gente está percebendo que as matérias do Guzzo e a do Reinaldo Azevedo (atacando o procurador laicista Jefferson Dias) apresentam "argumentos" muito semelhantes à direita religiosa, claro que excluindo as passagens com versículos bíblicos. Na falta de dinheiro, na falta de apoio, com os recentes fracassos do PSDB, será que...? Até Silas Malafaia estão tratando como vítima!

Anônimo disse...

PARA Ricardo Oliveira

Ricardo, vc interpreta os textos dos blog de forma ERRADA.
A Lola NÃO prega a morte de homens brancos e héteros, vc tá enganado!
Ela é CASADA com um homem branco e heterossexual, como poderia ser CONTRA um grupo do qual o homem que ela ama faz parte?!
O que a Lola e TODOS(AS) nós somos contra, e confirmamos isso, são os mascus, machistas , misóginos, racistas, homofóbicos, enfim, contra os preconceituosos em geral!
Vamos analisar as seguintes afirmações:
Um HOMEM não pode criticar uma mulher que utiliza métodos contraceptivos porque NÃO é ele que corre o risco de engravidar.
Ou em outra situação, achar que é "frescura" uma parente ou conhecida se sentir abalada porque um grosseirão desconhecido falou "vc é gostosa e vou te chupar!".
Um BRANCO não pode achar que foi "brincadeira" um negro ter sido confundido com um bandido quando ambos estavam em uma loja!
Um HÉTERO não pode pensar que não "há nada demais" em um gay(ou uma lésbica) ser ofendido ou agredido na rua apenas por sua opção sexual.
Enfim, é sobre estas situações que a Lola fala, situações de preconceito que uma pessoa que NÃO se encaixa em nenhuma minoria sabe o que é ser discriminado!
O caráter NÃO está no: sexo, raça, opção sexual da pessoa.
O preconceito se manifesta contra pessoas que estão fora do padrão establecido pela sociedade patriarcal.
Entendeu agora?
A propósito, meu marido é branco, cristão e muito hétero. Claro que não levei em conta nem a religião nem a raça quando o conheci e me apaixonei por ele, já quanto à segunda questão, se ele fosse gay, seria apenas um bom amigo como tantos amigos gays que tenho e os amo muito.
Ninguém quer que homens brancos, héteros e cristãos morram, querido, queremos sim que os preconceitos morram!


Sawl

Ariel disse...

É aquela velha ideia: o patriarcado e a elite anunciando que agora já está tudo bem, que ninguém precisa mais protestar por nada, está já tudo saindo pela culatra, que esses protestos vão fazer todos odiarem vocês, vejam só, como nós também já estamos cansados de vocês, seus nojentos, voltem para seus armários, voltem para suas senzalas, POR FAVOR PAREM DE PROTESTAR PELOS SEUS DIREITOS POIS JÁ ESTÁ TUDO COMO DEVERIA ESTAR!

Confesso que me dá uma tristeza profunda ler um texto recheado de termos como "preconceitos imaginários e direitos duvidosos", "homossexualismo", "coisa mais natural do mundo", "kit gay", entre outros.

Como a vítima nunca de fato o é, mas sempre "se imagina", "se considera" vítima. Pois isso é uma "questão estritamente pessoal" que, de acordo com esse "jornalista", nunca deveria ter sido levada a público, então a culpa claramente é desses homossexuais histéricos.

Enquanto isso, a insinuação "petralha" de que Kassab seja mais um conservador "no armário" é um "insulto grave", e transformar a homofobia em crime é "nocivo".

Já o ódio, o preconceito, a causa gay, a homofobia e o holocausto vêm sempre entre aspas. Nocivo é termos uma revista como essa em circulação.

Deixo aqui minha ideia para o departamento de marketing: Troquem o fraquíssimo trocadilho entre "Veja" e "Seja" para o muitíssimo mais atual "Velha". Garanto que o público de vocês vai entender.

O que me consola é perceber que isso é apenas o esperneio de uma geração e de uma mentalidade que já vão tarde, o último canto desse cisne horrendo antes de morrer. E a percepção de que as novas gerações estão cada vez mais alinhadas a ideologias humanistas. Observando as tendências do último século, acredito que o futuro nos reserva um mundo mais humano.

Guzzo, apesar de você, amanhã há de ser outro dia.

Mônica disse...

Fico até com medo de dizer isto, mas, infelizmente, concordo com o autor do texto em um ponto: homofobia não pode ser criminalizada.
Sou totalmente contra homofobia, machismo ou qualquer tipo de preconceito.
Temos de lutar para combatê-los todos.
Mas, quanto à criminalização, sou contra (ou pelo menos ainda sou, talvez um dia alguém me convença do contrário).
Isso porque sou contra criminalização de pensamentos, opiniões e modos de vida. Por mais que eu abomine certos comportamentos, sou contra criminalizá-los. Alguém só pode ser punido pelo que faz, nunca pelo que é (por mais imbecil que seja).
Criminalizar opiniões, pensamentos e modos de vida é prática de ditaduras (tenho quase certeza de que nazismo fazia isso direto).
Por favor não leiam isso como um comentário homofóbico.
A exceção desse ponto, o texto é medonho.

ViniciusMendes disse...

Criminalizar a homofobia não é criminalizar o pensamento homofóbico (pq né? vam pensa um pouco, não tem como vigiar pensamento). Criminalizar a homofobia é criminalizar a discriminação por orientação sexual: Impedir alguém de entrar em um local por ser homossexual, impedir que quando um casal homossexual se beije em público venha um segurança falar que ali é um local de família, julgar violência contra homossexuais ou trans motivada pela orientação sexual como crime de ódio e não como violência urbana. Não tem NADA a ver com impedir as pessoas de serem homofóbicas... Aliás, todos nós temos o direito de ser tão idiotas quanto quisermos.

No mais, já fui comparado com muita coisa, mas nunca antes com um espinafre, e não sei ainda se considero isso um elogio ou uma ofensa xD

Adriano Senkevics disse...

Texto sensacional. Obrigado por me dar o prazer de ler uma crítica tão adequada e fundamentada à má fé (Lola, se você ainda não decidiu, digo que já decidi, rs) desse colunista. Abraços!

Mirella disse...

Mônica,


criminalizar a homofobia é tipificar uma discriminação baseada em discurso de ódio. Você pode pensar o que quiser, mas não pode:

- bater em alguém por não ser hetero

- constranger alguém por não ser hetero

- barrar acesso a elementos básicos da sociedade civil, como emprego, educação, inclusão social, casamento civil


Se, somente na sua cabeça, você pensar que não gosta de gays, mas em nenhum momento destratar alguém, agir com violência com alguém, impedir acesso aos direitos que você, hetero, já nasceu tendo, então você não será homofóbica.


O que não dá é ignorar a violência que milhões (sim, MILHÕES) de pessoas sofrem, desde a física até a psicológica, apenas por não serem heterossexuais.

Imagino que você não seja contra a criminalização do racismo, certo? Homofobia é a mesmíssima coisa, porém direcionada a quem sofre com discriminação de orientação sexual.

Repense, por favor, sua postura ante a criminalização da homofobia. Pense em quantas pessoas foram expulsas de casa por serem gays. Pense nas pessoas que morrem apenas por serem gays (Uganda quer aprovar uma lei de pena de morte para quem é gay. O crime lá será ser gay. Sim, estou falando seríssimo). Pense nas pessoas que não podem constituir uma família apenas por serem gays. Pense nas pessoas que não podem visitar no hospital x parceirx. Pense em quem é impedido de entrar num clube. Pense nas pessoas comparadas a espinafres e a cabras numa das maiores revistas do país. Estas pessoas podem ser sua médica, colega de trabalho, cobrador de ônibus, uma de suas melhores amigas, seu vizinho. Acha mesmo que estas pessoas merecem ter menos direito à vida, à dignidade? Que não podem ter o direito de denunciar uma violência sistemática, cotidiana?

Peço que repense, por favor.

Carolina Lucas Paiva disse...

"Não é APENAS sobre a grafia da palavra. É, também, a situação em que ela surgiu, o peso que ela carrega, a questão histórica." [2]

Todos temos o direito de se fazer de desentendidos (para não dizer palavra pior), mas alguns abusam desse direito.

Para o Anôm 20:47
Hahahahaha. Racionalidade, amigo, racionalidade! Menos ignorância seletiva. A ignorância seletiva faz com que você pareça certo equivocadamente.

Anônimo disse...

Entendo e compartilho a indignação de Lola (autora do artigo em anexo). Concordo com boa parte do que ela escreveu. Mas discordo das generalizações de que a direita é assim e a esquerda é assado. Essas generalizações e o uso de termos esquerda e direita enfraquecem o texto de Lola, que tem toda razão de estar indignada com o imbecil editorial da Veja (que eu não li, tomei conhecimento através do texto de Lola).
Lola, direita e esquerda são termos que perderam os seus significados originais há tempos. Principalmente no Brasil, onde o principal partido da "esquerda" - o PT - não só está fazendo um governo aliado com a "direita" mais radical e de diversos matizes (Evangélicos, Collor, Sarney), mas também está implementando medidas típicas da direita (privatizações e reduções de impostos, por exemplo) e copia medidas implantadas pela ditadura militar (aumento do poder do estado na economia, escolha de empresas a serem promovidas por subsídios estatais, ampliação de monopólios, proteção de mercado para empresas multinacionais estabelecidas no Brasil).
Não estou criticando nem elogiando as medidas citadas acima, estou apenas usando-as para mostrar como os significados de esquerda e direita se perderam e não fazem mais sentido.
Por exemplo: quase todos as pessoas engajadas politicamente concordam que a ditadura militar iniciada em 1964 foi de direita, porque ela derrubou um Presidente de esquerda (João Goulart) e lutou contra guerrilheiros e terroristas com formação comunista soviética. Por outro lado, a política econômica da ditadura incluiu muitas medidas consideradas de esquerda por quem entende minimamente de economia. Então a ditadura militar foi de direita em algumas áreas e de esquerda em outras?
O mesmo raciocínio acima pode ser facilmente aplicado ao Governo PT.
Em conclusão: esquerda e direita perderam significado, principalmente aqui no Brasil - que aliás não tem um único partido político que se auto-classifique como de direita. Como disse Kassab: o PSD não é um partido de direita, nem de centro, nem de esquerda, muito pelo contrário!

CCX disse...

Quem ainda compra a Veja, quem????

Anônimo disse...

finalmente algum lugar que mostra e comenta sobre a matéria por completo. Todos os outros meios só falavam de cabras e mais cabras, e deixavam tudo fora de contexto.

Anônimo disse...

“Mas o termo em conjunto “homossexualismo" é designado como pejorativo.”

Quem decretou? Quantos “scholars” sérios já escreveram a respeito? (citar apenas o Chomsky e o Zizek não vale) Alguém com poder efetivo do legislativo, executivo ou judiciário dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França ou até mesmo Holanda já decretaram algo parecido? Que eu saiba, não… e afinal de contas, quem é o “dono” dos significados das palavras e dos termos?

Bom, eu mesmo quando lia ou via o termo “homossexualismo” nunca o interpretava como sugestão de doença...

Ateu e Pacifista disse...

Sobre o PL 122, em minha opinião, necessita de alguns ajustes no sentido de deixar os tópicos mais claros, para evitar interpretações subjetivas (que dão base a certas argumentações).

Por exemplo, poderia ficar mais clara sua abrangência, para que não entre em conflito com outras leis, como a liberdade de crença e expressão.


Outra questão muito importante, em minha opinião, é sobre punições. Eu gostaria que fossem estabelecidas medidas socioeducativas, ao invés de punição com prisão. Explico: eu acredito na educação (e todos sabem que prisão não educa ninguém) e acredito que o preconceito, como o nome já diz, advêm da falta de informação/educação.

Acontece que é muito mais fácil e menos trabalhoso "varrer o problema pra de baixo do tapete", tirando a pessoa preconceituosa de circulação sem precisar educá-la.


O povo carece de educação/informação vindas das mais variadas vertentes. O preconceito surge da falta de informação, que leva a uma percepção estreita de realidade.


Ainda sobre punições, nos casos em que haja violência física ou tentativa de violência, como acontece com grupos de lunáticos skinheads e simpatizantes do nazismo, a prisão torna-se necessária para defender a integridade física dos cidadãos e cidadãs. Nesses casos extremos (skinheads, nazistas), infelizmente, fica muito mais difícil adentrar e ultrapassar as camadas espessas da intolerância e do preconceito em suas mentes, para conseguir chegar no bom senso e educar essas pessoas.



Sobre o artigo da veja, acredito que esteja acontecendo o que eu já estava desconfiado que aconteceria. O atual governo, chamado de "esquerdista radical" por alguns, já tentou impor a limitação da liberdade de imprensa.

Acredito que certos segmentos da imprensa estão com medo de terem sua liberdade expressão usurpada. Depois da PL 122 com tópicos subjetivos, que poderiam atentar contra a liberdade de expressão, o próximo passo seria atacar a imprensa. Já anda ocorrendo censura entre os humoristas com a moda do politicamente correto. A verdade é que a imprensa, como um todo, está se pelando de medo da volta da censura.

Em minha opinião, o sonho dos atuais políticos que estão governando o Brasil é criar um modelo de gestão nos moldes do governo do "companheiro" Hugo Chaves.



Acredito que aulas de civilidade, igualdade de direitos e deveres, convivência pacifica em sociedade, etc, devam fazer parte de uma nova matéria nos currículos escolares. Tentaram inserir um kit anti-homofobia, que acabou não dando certo. Acredito que a intenção tenha sido boa, mas foi feito de maneira um tanto limitada. O kit não deveria tratar apenas da questão homossexual, mas o preconceito como um todo. Deveria tratar da igualdade de direitos e do respeito à diversidade, sem se prender a um determinado grupo. Nesse sentido, TODOS se sentiriam amparados pelo programa.



Pra finalizar, gostaria de dizer que sou totalmente contra a censura, não importa que argumento ou desculpa esteja usando. Explico: a censura pode começar aos poucos, pode começar com humoristas, programas de televisão, comerciais, mas acaba chegando uma hora que ela avança para a liberdade de imprensa e também acaba afetando cada cidadão e cidadã. Por exemplo, a pessoa vai ter que tomar cuidado com o que escreve até mesmo em um blog, um twitter, uma rede social.

"Visão do futuro": Criticar o governo? Expor mensalão e a corrupção? Nem pensar, a censura não deixa...


Censurar qualquer coisa é tentar impor uma opinião (do censurador) como verdade absoluta pra todos. Pode começar com coisas bobas como censurar piadas e comerciais, mas vai expandindo e afetando a todos, até mesmo aquele que um dia censurou.

felipe disse...

Gente, esta resvista sempre foi uma porcaria!!Sem mais...

Mihaelo disse...

O JR Guzzo é um dos membros do Conselho de Administração da Veja, sei disso por que assino a revista Viagem e Turismo, basta ler o expediente.Faz 8 anos que eles me mandam centenas de folhetos de publicidade da Veja escrevendo sempre em segunda pessoa como se estivessem falando com um velho amigo! Sensacional, são muito idiotas, achar que eu um dia irei assinar um panfleto capitalista!!!

Mas e casamento com extraterrestres(racionais obviamente) poderá? Ou será antinatural, visto que por eles ou elas serem de outra espécie, não haveria reprodução? Fico no aguardo da resposta.
E para quem escreveu sobre as notas de dinheiro. O Ministério Público Gaúcho entrou com solicitação no STF de retirada da expressão "Deus seja louvado" para substituí-la por "Paixão Côrtes seja louvado". Está no .obairrista.com

Camila Fernandes disse...

"Quem ainda compra a Veja, quem????"

Meus pais.
._.

Hamanndah disse...

"Não é por homofobia. É pelo mesmo motivo que um Suicida não tem o "direito" de se suicidar, e não se dá uma garrafa de pinga a um alcoólatra. Embora aparentemente isso só afete a vida privada da pessoa, se existe a convicção de que a homossexualidade é um mal, então apenas ser indiferente a isso, e deixá-la casar seria tão perverso quanto dar cachaça a um alcoólatra ou um revolver a um depressivo. Enfim, é por amor ao bem mais profundo destes é que são impedidos de casar. Como um pai que diz não ao filho e provoca a ira deste, mas sabe que está fazendo seu bem. "

Então, se seu(sua) filho(a), irmão(irmã) for gay, você prefere que ele(a) mande uma bala na própria cabeça? É isso?

Cara, como ser limitado é duro!!

Daniel disse...

CCX: Uns 9 milhões de pessoas, talvez.

Anônimo disse...

alguem postou nos seus comments: enviar uma cabra pra redação da veja, mas tem dó da cabra.... realmente... tenho dó de quem ainda lê essa revista, quem ainda dá R$1,00 pra esse tipo de veiculação. Pleno 2012 e temos que ler que homossexuais não devem doar sangue, assim como os diabéticos ... lamentável... eu espero retratação da Veja, mas acho que eles não vão comentar nada... como sempre...
btw, Belo texto :)
abs a todos

Anônimo disse...

Outra crítica/reflexão sobre a reportagem: https://esparrela.wordpress.com/2012/11/13/entre-cabras-e-beijos/

Carla disse...

"se existe a convicção de que a homossexualidade é um mal, então apenas ser indiferente a isso, e deixá-la casar seria tão perverso quanto dar cachaça a um alcoólatra ou um revolver a um depressivo." - Isso é homofobia porque apenas uma mente limitada e homofóbica tem a convicção de que a homossexualidade é um mal, sacou?

Mônica disse...

Resposta à Mirella:

Mirella,

Eu repenso sim minha posição todo santo dia. Até porque tenho como objetivo de vida tentar ser todo dia um pouco menos preconceituosa.

Mas não vou repensá-la pelos motivos que tu me deste, porque sei que a criminalização da homofobia não vai fazer nenhum pai deixar de expulsar o filho de casa, nem vai possibilitar que gays se casem…

(Engraçado, né, que parece ser mais fácil passar uma lei criminalizando homofobia do que legalizando o casamento gay? Isso não é um indício de que a criminalização é uma falácia?)

Quero deixar bem claro que sou contra qualquer tipo de violência. Quando digo que sou contra a criminalização da homofobia, me refiro a pensamentos, opiniões ou modos de vida.
Mas, me diga uma coisa: alguém que bate em um gay deve sofrer punição maior do que alguém que bate em um hétero? Se sim, por que? Tem como punir com mais rigor um crime de ódio sem estar punindo indiretamente a pessoa por seu PENSAMENTO? A integridade física de um gay é um bem maior do que a integridade física de um hétero?

A esses questionamentos, somo ainda outros de ordem mais prática: como saber (e quando digo saber quero dizer “ter certeza”, porque estamos falando de direito penal) se um crime é de ódio ou não? O que é afinal um crime de ódio? Vamos decidir caso a caso?

Tu estás certa: criminalização da homofobia é o mesmo que criminalização do racismo. Mas tu te enganaste quanto à minha opinião: sou contra a criminalização do racismo. E - esta vai ser forte - sou contra também leis protetivas direcionadas unicamente a mulheres. (Na minha opinião, a Lei Maria da Penha é inconstitucional em vários pontos.)

É pelo fato de já ter estudado direito penal que penso assim, não porque não queira o bem dos gays. Tenho essa opinião por acreditar que ela é essencial para preservar a democracia. Talvez um dia eu mude de ideia. Mas talvez as pessoas pró-criminalização mudem. De qualquer forma, para chegarmos à melhor “solução” é importante um debate qualificado. Só quis trazer o ponto de vista da “ciência penal” (a minha opinião sobre ela, claro). Aprender um pouco sobre direito penal pode ajudar muito nesse debate.

Por fim, não sei de onde tu tiraste que eu acho que um gay merece ter menos direito à vida e à dignidade. (Confesso que essa insinuação chegou a me ofender). Sou a favor de que os gays tenham todos os direitos que os héteros têm, sem exceção. Só não acredito que isso vá ser alcançado por meio do sistema penal. Até porque não é essa a finalidade dele.

Anônimo disse...

NÃO NÃO MANDEM UMA CABRA!! Se eles tratam serem humanos do jeito que tratam, imaginem o que não vão fazer com uma cabra!

Mandem apenas o cocô dela.

Daniel Vieira disse...

Lola, excelente! Seu exemplo com os espinafres é ótimo. Eu escrevi um texto mostrando a diferença entre opinião e discriminação usando tomates (q eu odeio rs). Fica o link: http://pluralidadeediversidade.blogspot.com.br/2012/03/tomates-e-grande-diferenca-entre.html

Abraços

Ateu e Pacifista disse...

Estava lendo os coments e não pude deixar de falar: Na minha opinião, a Mônica foi perfeita em suas colocações.


Sensata, lúcida e totalmente em prol da verdadeira igualdade de direitos, e não a "pseudo-igualdade" (que trata pessoas de forma diferente perante à lei).


Eu já comentei que ando muito desanimado em relação aos movimentos sociais, que têm caído na banalização e na faceta hipócrita do politicamente correto. Mas comentários sensatos e que apoiam a verdadeira igualdade, como o da Mônica, me dão até ânimo pra continuar defendendo o que acredito ser a verdadeira igualdade, não aquela "pseudo-igualdade" que funciona até a segunda página e trata pessoas de forma diferente perante à lei.

Mônica disse...

Ateu e pacifista,

agradeço por suas palavras, porém seu comentário me deu a ideia de que talvez eu não tenha me feito tão clara quanto deveria quanto às minhas opiniões.

Eu acredito que os iguais devem ser tratados como iguais, mas o diferentes têm que ser tratados como diferentes. A "igualdade perante a lei", na minha opinião, não é suficiente para garantir uma sociedade justa e igualitária.

Por isso, sou a favor, por exemplo, das cotas nas universidades.

A minha única restrição é quanto à criminalização de pensamentos, opiniões e modos de vida. Só isso.

Existe uma antiga discussão sobre o "direito penal do fato" e o "direito penal do auto", que, sintetizando muito toscamente, é a diferença entre criminalizar condutas que violem "bens jurídicos" e criminalizar a conduta do "inimigo". O primeiro escolhe as condutas que vão ser consideradas crime e o segundo as pessoas que vão ser consideradas criminosas, num resuminho bem tosco como eu falei.

Além disso, não tenho nada contra o politicamente correto.

Amilton L S J disse...

Meu Deus... como alguém que tenha um pouco de discernimento possa gastar seus reais comprando uma revista quanto esta???

Ateu e Pacifista disse...

Olá Mônica, tomei a liberdade de selecionar esse trecho da tua postagem para comentar:
___________________________________
"Eu acredito que os iguais devem ser tratados como iguais, mas o diferentes têm que ser tratados como diferentes. A "igualdade perante a lei", na minha opinião, não é suficiente para garantir uma sociedade justa e igualitária."
___________________________________


Nessa questão tenho uma opinião um tanto diferente. Acredito que todos são diferentes, cada qual com suas particularidades, mas perante a lei todos esses diferentes devem ser tratados como iguais.

Sobre a igualdade perante a lei não ser suficiente para garantir uma sociedade justa e igualitária, acredito que a solução esteja na educação, alto investimento em educação. E também inserir novas matérias nos currículos escolares, matérias que abordem igualdade de direitos e deveres, respeito à diversidade, etc.

Na questão das cotas, em minha opinião, acredito que seja uma medida rápida que tenta criar igualdade através da desigualdade. Talvez para criar dados positivos para estatísticas, como medida eleitoreira. Como ex-aluno de escola pública não faço questão de ser tratado de forma diferente através de cotas.

Sobre o politicamente correto, em minha opinião, pelo que tenho percebido nas mídias e nas ruas, este vem muitas vezes de mãos dadas com a hipocrisia.

Abraço.

Mirella disse...

Mônica, se você acha que passar uma lei criminalizando a homofobia é "fácil" em qualquer modo ou ainda mais fácil do que uma lei para o casamento civil igualitário, é um direito seu. Só não é condizente com a realidade, pois se assim fosse ambas as leis não estariam tramitando há tantos anos.
Paciência, ué. Se você não entende a necessidade de tipificação de um crime (daí a classificação de crime de ódio), fazer o que.

Pois bem, a pessoa não está só tendo uma opinião quando mata alguém pela sua sexualidade. Não é um pensamento. Uma coisa é dizer que é "contra o estilo de vida gay" (o que quer que isto signifique). Outra é discriminar (profissionalmente, juridicamente, socialmente) e impedir acesso a direitos básicos. O primeiro não sofrerá nada com a lei que criminaliza a homofobia (isto é só uma demonstração de sinceridade autoafirmativa, mas com pouquissimo efeito colateral). O segundo sim.

Este tipo de pensamento é típico de quem acha que todo mundo é desocupado e adora uma delegacia, então vão se formar filas de gente inventando homofobia inexistente e que ser hetero será crime e ninguém vai poder dar um fora em quem é gay. Porque é tão mais fácil se prender a casos de denúncia falsa que reconhecer a realidade.

Um exemplo análogo é o de uma pesquisa que perguntou a estudantes universitários dos EUA quantas denúncias de estupro eram mentira. A maioria pensa que 50% é inventada. Aqui mesmo sempre aparece alguém para falar disso, de como o homem sofre e todos são estupradores enquanto as vadias mentem para ganhar dinheiro. Claro, porque o sonho de uma mulher é falar sobre sua vida sexual à polícia.
O percentual correto é de 2 a 8%.
Ou seja, em 100 mulheres que denunciam, 42 a 48 mulheres tem seus abusos taxados como mentirosos sem o ser. E tem seu direito à denúncia criticado e tido como privilégio. Sabe, não consigo ver muito privilégio aí.

Se você acha qualquer lei deste tipo um privilégio inconstitucional, acho interessante procurar saber o que é o princípio de Isonomia.

E é óbvio que crimes diferentes devem ter penas diferentes. A motivação do crime é essencial para seu julgamento, se houve dolo ou não, reincidência, etc.


Ademais, não pretendo convencer você de nada, ok? Tenho pavor disso.
Mas sempre que alguém aparece com alguma argumentação eu procuro responder, pois muitas pessoas lêem sem comentar e acho bom oferecer contrapontos. Eu mesma já aprendi muito com este tipo de debate por aqui. Falo menos dirigida a você e mais em relação aos seus argumentos, que costumam aparecer neste tipo de conversa.

Anônimo disse...

Não concordo que o único problema na comparação entre "não gostar de gays" e "não gostar de espinafre" seja apenas a manifestação ou não do "não gostar" na forma de discriminação e privação de direitos. O grande problema para mim é a neutralidade que essa comparação imbecil pressupõe, quando todos sabemos que não há neutralidade nenhuma em "não gostar" de gays ou de qualquer outro grupo social. Então podemos simplesmente não gostar de certos grupos assim como podemos não gostar de uma comida, uma cor ou seja lá o que for? Isso é banalizar demais a questão. Já a comparação com o relacionamento com uma cabra eu já acho que é passível de criminalização e espero que os ativistas LGBT estejam cuidando disso.

Mônica disse...

Mirella, vamos tentar de novo?

...Mônica, se você acha que passar uma lei criminalizando a homofobia é "fácil" em qualquer modo ou ainda mais fácil do que uma lei para o casamento civil igualitário, é um direito seu. Só não é condizente com a realidade, pois se assim fosse ambas as leis não estariam tramitando há tantos anos....


Quando foi que eu disse que passar esse tipo de lei é fácil? Vamos ler de novo o meu comentário? Eu disse “parece ser mais fácil”. Existe diferença entre dizer “é fácil” e dizer “PARECE ser MAIS fácil”. Eu nunca disse que nenhuma das duas coisas é fácil. Mas uma PARECE ser mais fácil que a outra. A minha impressão está descolada da realidade? Pode até ser. É só minha impressão. Isso está bem claro na minha fala.

...Paciência, ué. Se você não entende a necessidade de tipificação de um crime (daí a classificação de crime de ódio), fazer o que.

...

Não entender a necessidade da tipificação é diferente de achar que a criminalização é a melhor opção. Eu entendo perfeitamente o contexto que levou a sociedade (ao menos parte dela) a desejar a criminalização. Mesmo assim, ainda não me convenci de que isso será uma coisa boa, de que sera uma “solução”.

(continua)

Mônica disse...

...Pois bem, a pessoa não está só tendo uma opinião quando mata alguém pela sua sexualidade. Não é um pensamento...

Correto. Perfeito. E por isso CP tipifica a conduta de “matar alguém”. Salvo melhor juízo, a conduta pode ser punida sem necessidade de criminalizar a homofobia.

...Uma coisa é dizer que é "contra o estilo de vida gay" (o que quer que isto signifique). Outra é discriminar (profissionalmente, juridicamente, socialmente) e impedir acesso a direitos básicos. O primeiro não sofrerá nada com a lei que criminaliza a homofobia (isto é só uma demonstração de sinceridade autoafirmativa, mas com pouquissimo efeito colateral). O segundo sim...

Não vejo nenhum problema em criminalizar CONDUTAS (ações) discriminatórias, mas entendo que elas não devam “proteger” a um ou outro grupo específico. Caso contrário, não passam nos questionamentos que eu propus no comentário anterior. Como eu disse antes, como vamos definir o que é discriminatório e o que não é… Como não correr o risco de penalizar alguém só porque ela pensa diferente?

...Este tipo de pensamento é típico de quem acha que todo mundo é desocupado e adora uma delegacia, então vão se formar filas de gente inventando homofobia inexistente e que ser hetero será crime e ninguém vai poder dar um fora em quem é gay. ...

Tu estás dizendo que eu tenho esse tipo de pensamento? Se sim, baseada no que exatamente? Em que momento no meu comentário eu falei em “inventar homofobia”, “não ter o que fazer” e assim por diante?


...Porque é tão mais fácil se prender a casos de denúncia falsa que reconhecer a realidade.

Um exemplo análogo é o de uma pesquisa que perguntou a estudantes universitários dos EUA quantas denúncias de estupro eram mentira. A maioria pensa que 50% é inventada. Aqui mesmo sempre aparece alguém para falar disso, de como o homem sofre e todos são estupradores enquanto as vadias mentem para ganhar dinheiro. Claro, porque o sonho de uma mulher é falar sobre sua vida sexual à polícia.
O percentual correto é de 2 a 8%.
Ou seja, em 100 mulheres que denunciam, 42 a 48 mulheres tem seus abusos taxados como mentirosos sem o ser. E tem seu direito à denúncia criticado e tido como privilégio. Sabe, não consigo ver muito privilégio aí.

...

E lá vamos nós outra vez… Quem falou em denúncia falsa? Quem se prendeu a casos de denúncia falsa?

A minha discussão diz respeito à criminalização e não à punição. Se a denúncia é falsa ou verdadeira á algo que se discute no processo criminal, no momento da punição. Não tem nada a ver com criminalizar ou não uma conduta.

O fato de eu ser contra criminalização de pensamentos, opiniões e modos de vida não significa que eu não “reconheça a realidade.” Sou a favor de toda e qualquer medida a favor da igualdade, menos da criminalização, pelo menos por enquanto.

Porque, é sério, esse era o estilo nazista de fazer direito penal. Pode até parecer uma coisa boa hoje, mas amanhã não se sabe onde vai parar. Na dúvida, é melhor respeitar a opinião de todos, mesmo os mais imbecis. A democracia é uma coisa frágil.
(continua)

Mônica disse...

...Se você acha qualquer lei deste tipo um privilégio inconstitucional, acho interessante procurar saber o que é o princípio de Isonomia.

..

Adorei esse conselho. Achei muito bonito desqualificar o meu discurso com um “vou mandar ela procurar se informar para ela parecer bem burra”. Por que tu não explicaste, então, o que é o princípio da isonomia? Por acaso o princípio da isonomia tem um siginificado só? Eu não posso ter a minha própria interpretação de isonomia? É um conceito dado e imutável, então?

Bonito também dizer que eu acho que “qualquer lei deste tipo” é um privilégio inconstitucional, quando a única coisa que eu disse é que eu considero EM ALGUNS PONTOS de uma determinada lei inconstitucional.

Como eu já referi em outro comentário (porque eu tento explicar minhas ideias, não fico apenas mandando os outros se informarem), para mim, isonomia é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. Mas isso não muda a minha opinão sobre a criminalização de pensamentos, opiniões e modos de vida.

...E é óbvio que crimes diferentes devem ter penas diferentes. A motivação do crime é essencial para seu julgamento, se houve dolo ou não, reincidência, etc.


..

....Ademais, não pretendo convencer você de nada, ok? Tenho pavor disso.
...

Aham, senta lá…

...Mas sempre que alguém aparece com alguma argumentação eu procuro responder, pois muitas pessoas lêem sem comentar e acho bom oferecer contrapontos. Eu mesma já aprendi muito com este tipo de debate por aqui. Falo menos dirigida a você e mais em relação aos seus argumentos, que costumam aparecer neste tipo de conversa...

Pediria a gentileza de que, da próxima vez que for falar menos dirigida a mim e mais aos meus argumentos, não use frases que comecem com “este tipo de pensamento é típico de quem acha que”, dando a impressão de que eu posso ser esse tipo de pessoa. E também não diga mais que os meus argumentos “costumam aparecer neste tipo de conversa” a não ser que possa apontar exemplos.

Por fim, se tu tens intenção de continuar esse debate, pediria também que respondesse aos meus questionamentos do comentário anterior. Se quem bate em gay merece punição maior do que quem bate em hétero e assim por diante. São perguntas que me afligem. Não tenho resposta para elas. Se tu puderes me responder talvez consiga me convencer a mudar de opinião, mesmo não tendo essa pretensão…

Anônimo disse...

daqui a pouco estarão queimando a "Veja" em praça publica!

Mihaelo disse...

A lei da criminalização da homofobia em hipótese alguma criminaliza pensamentos,opiniões e modos de vida. Quem diz isto é um completo alienado.
Todos os homofóbicos poderão continuar mantendo o seu modo de vida homofóbico livremente, poderá continuar vomitando sua fúria homofóbica à vontade em jornais e revistas como fazem atualmente, continuarem pensando homofobicamente e emitindo opiniões homofóbicas sem problemas nenhum.
A criminalização da homofobia só valerá para crimes contra pessoas homossexuais!!! Mesmo que alguém diga a um homossexual que odeia homossexuais, isto não será conduta criminosa tipificada na lei antihomofobia! O crime será bater em um homossexual, matar um homossexual, proibir um homossexual de entrar em propriedades privadas de uso público, como lojas,moteis,bares,restaurantes,etc. A lei da criminalização do racismo não proíbe ninguém de ser racista! Tanto que os racistas editam livremente seus livros e publicam textos na imprensa sem problema nenhum. O direito a ter pensamentos e opiniões racistas não é impedido a ninguém e nem o direito a ter um "modo de vida racista"!
O casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi legalizado na Argentina. Mas lei criminalizando homofobia que eu saiba não.Então não tem nenhum fundamento a ideia de que parece ser mais fácil aprovar uma lei criminalizando homofobia.

Mirella disse...

Mônica,

Mas uma PARECE ser mais fácil que a outra.

Eu (veja bem, eu) não acho nenhuma das duas fácil. Nenhuma das duas parece ser fácil para mim ou parece ter mais aceitação ou coisa do tipo. E eu apoio as duas coisas. E com a sua fala, você deu a impressão de dizer que o que quem luta pela criminalização da homofobia quer é colocar gente na cadeia porque pensa diferente em vez de lutar contra uma violência desigual pela primeira parecer ser mais fácil. Achei que talvez não fosse o que quis dizer e resolvi me ater ao conteúdo do que falou. Comentei que ambas as causas tem encontrado resistência para seguir há muito. Nunca vejo ninguém que defende uma coisa não defender a outra, porque isto não faria sentido. São causas irmãs. Logo, não parece que uma coisa possa ser mais fácil que a outra, para mim.

"ainda não me convenci de que isso será uma coisa boa, de que sera uma “solução”."

Beleza!

Não vejo nenhum problema em criminalizar CONDUTAS (ações) discriminatórias (...) Como não correr o risco de penalizar alguém só porque ela pensa diferente?

Porque será a ação a ser penalizada, não o sujeito. Não é "achar ser gay errado" que será criminalizado, e sim impedir acesso a direitos básicos. Pensar diferente é uma coisa, tolher direito dos outros é outra. Não dá para ser mais clara que isto. Pense o que quiser, apenas não atrapalhe a vida dos outros.

Tu estás dizendo que eu tenho esse tipo de pensamento?

Eu disse isso? Não, né. Como disse depois, um dos argumentos utilizados é que todo mundo vai ser preso por futilidades, que ser hetero vai ser crime e absurdos assim. E que muita da resistência da criminalização vem disto. De inverter quem é o oprimido. Desculpe se não ficou claro.

Quem falou em denúncia falsa?

Ninguém. EU falei em exemplo análogo, de desqualificar denúncias, não acreditar que o problema é sério, de pessoas que sofrem uma violência de gênero (análoga à violência contra a sexualidade). Como, mais a frente, você citou a Maria da Penha, peguei um exemplo de violência contra a mulher para ilustrar que, no meu ponto de vista (e no do Congresso), a posição de homens e mulheres na sociedade está desigual e, portanto, aplica-se o princípio de Isonomia. Ademais, a Lei Maria da Penha não se aplica exclusivamente a mulheres ou agressões cometidas exclusivamente por maridos, ela engloba em escala crescente diversos tipos de violência doméstica.

Para evitar atritos do tipo "ah que bonito me mandou pesquisar" etc aqui vão algumas notícias da imprensa a respeito:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/criada+para+mulheres+lei+maria+da+penha+tambem+ajuda+homens/n1597115878522.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5358556-EI5030,00-MS+Lei+Maria+da+Penha+protege+homem+que+apanharia+da+mulher.html

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/11/12/interna_cidadesdf,333367/juiz-aplica-lei-maria-da-penha-a-favor-de-rapaz-que-sofria-amecas-de-mulher.shtml

Mirella disse...

Se a denúncia é falsa ou verdadeira á algo que se discute no processo criminal, no momento da punição. Não tem nada a ver com criminalizar ou não uma conduta.

Como vai haver processo criminal sem criminalização?

Na dúvida, é melhor respeitar a opinião de todos, mesmo os mais imbecis.

Como eu repeti algumas vezes, pensar que ser gay é errado não é o problema. Pensem o que quiser, é um direito. Não é isto que será criminalizado, e sim a discriminação. Existe uma enorme diferença entre pensar e discriminar, ofender, violentar. Você pode pensar em matar várias pessoas, mas se não matar, não é crime. Felizmente não estamos na distopia de Orwell do 1984.

Bonito também dizer que eu acho que “qualquer lei deste tipo” é um privilégio inconstitucional,

Leis deste tipo: leis que visam criminalizar e corrigir um desequilíbrio e uma opressão, tipo a do racismo, da violência doméstica, da homofobia. Você já disse ser contra a criminalização de todas as atitudes acima porque considera inconstitucional. Não tem como ser um pouquinho inconstitucional, meio inconstitucional. Ou é ou não é. Se tem uma parte da lei (a mais importante, eu me atreveria a dizer, que é a que destaca proteção para os grupos oprimidos) que é inconstitucional, então é e pronto.

Aham, senta lá…
Ué, não quer acreditar, não acredita. Quando você disse que não era homofóbica eu não comentei com um "aham, senta lá".

E também não diga mais que os meus argumentos “costumam aparecer neste tipo de conversa” a não ser que possa apontar exemplos.

Bom, eu costumo acompanhar alguns fóruns de discussão e o que você diz não é a reinvenção da roda nem nada. Qualquer pessoa que participa de algum tipo de movimento social ou militância já ouviu seus argumentos. Você quer exemplos? Google tá aí para isso, né. Coloque:

lei racismo inconstitucional
plc122 inconstitucional
lei maria da penha inconstitucional

e você achará blogs sérios e blogs já não tão sérios que pensam assim, com toda a argumentação possível.


ou veja in loco aqui no blog da Lola os comentários em posts sobre a temática de homossexuais, por exemplo:

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/search/label/homossexuais


Se quem bate em gay merece punição maior do que quem bate em hétero e assim por diante.

O hétero apanhou porque é hétero? O hétero apanhou porque estava de mãos dadas com sua namorada hétero? O hétero foi expulso de casa porque era hétero?
É daí que parte a tipificação do crime como homofobia. E se um hétero for discriminado pela sua orientação ele também poderá ser beneficiado pela lei que criminaliza a homofobia. Porque é uma lei que criminaliza discriminação baseada em orientação sexual, seja ela qual for.

o texto atual da PLC122/2006 é este:

Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para punir a discriminação ou preconceito de origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, e dá outras providências.

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

ou seja, os religiosos que também são contra a aprovação da PLC122 são eles mesmos protegidos por ela.

Este é o link da PLC, com mais informações sobre o texto:
http://www.plc122.com.br/plc122-06/#ixzz2CByNEG00

Mirella disse...

Com esta lei, qualquer um que seja discriminado poderá efetuar alguma denúncia com base nela. Ou seja, caso um hétero tenha algum direito tolhido pela sua orientação sexual, ele terá o mesmo direito que um homossexual terá de denunciar. Da mesma maneira que um branco que tenha restrito seu acesso a direitos, da mesma maneira que um homem. Acontece que quem sofre com as leis são outras pessoas, em número muito maior. Por estes motivos eu não vejo a lei como inconstitucional. Inconstitucional (e o Congresso concorda comigo nos dois primeiros casos) é pessoas que morrem em razão do seu gênero, da cor da sua pele ou da sua orientação sexual.
Ademais, a lei não tem viés educativo. Dependendo de qual for a ação que resultou na denúncia, as penas alternativas podem oferecer este viés, porém seu caráter é punitivo (e aí já entramos também em toda uma outra seara criminal, de como é o nosso sistema penitenciário). Mas ações educativas seriam o kit antihomofobia que, surprise, surprise, foi visto como "propaganda gay".

talvez consiga me convencer a mudar de opinião,

NOSSA!
Nada me deixaria mais feliz que isto. Sério, é a razão da minha existência. Por favor, me dê a oportunidade de lhe convencer. Sério, por favor, é minha maior ambição na vida, tudo que um dia eu quis para mim, finalmente encontrei minha vocação na vida...

Ana Cristina Oliveira disse...

gentem vejam isso é legal:

Dep Jean comentando o artigo: http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/jean-wyllys-veja-que-lixo.html?fb_action_ids=4597965143133&fb_action_types=og.likes&fb_source=timeline_og&action_object_map={%224597965143133%22%3A172177296256633}&action_type_map={%224597965143133%22%3A%22og.likes%22}&action_ref_map=[]

e um videozito engracadinho sobre a Veja: http://rafucko.com/2012/11/12/editor-adjunto-da-revista-veja-explica-mal-entendido-em-reportagem-sobre-gays/

Anônimo disse...

Lola,

Não leio Veja e vivo no exterior, assim que tudo o que sei deste assunto está vindo das piadas no Facebook e do seu artigo.

O artigo está muito bom, mas eu gostaria de corrigir uma inverdade citada lá, a afirmação que a palavra homossexualismo indica uma doença por causa do sufixo ismo.

Será que cubismo é uma doença? E Cristianismo, budismo ou judaísmo?

Em todas estas palavras, o sufixo "ismo" utilizado é de origem grega, "ismó", designando um conjunto de crenças ou doutrinas de um determinado grupo, podendo ser de linha escolar, religiosa, filosófica, teatral, política e musical.

Desta forma, se por um lado pelo lado médico realmente o relacionamento ao homossexualismo deixou de ser como a uma doença, ainda assim a palavra continua sendo valida como representação de um grupo com uma crença ou um modo de ser.

Tendo isto aclarado, gostaria de parabenizá-la por um excelente artigo.

Helio

Mônica disse...

Mihaelo,

dizer que a minha impressão não tem fundamento baseado em um exemplo de outro país é que não tem fundamento.

Dizer que "quem é contra isso ou aquilo é um completo alienado" não é um argumento. É uma tentativa de desqqualificar a pessoa que pensa assim.

(Quem mais é um completo alienado? Todo mundo que pensa diferente de ti?)

Se a ideia no projeto de lei não é criminalizar pensamentos, opiniões ou modo de vida, acho que quem a defende deveria começar abolindo do seu vocabulário a expressão "criminalizar a homofobia" e substituí-la por algo mais preciso.

Gabriel Nantes de Abreu disse...

"Ainda assim a palavra continua sendo valida como representação de um grupo com uma crença ou um modo de ser."

Ser gay/homossexual é sentir atração sexual por pessoas do mesmo sexo, Se se fala em "sexualidade" e "heterossexualidade" só se pode falar em "homossexualidade". Até uma pessoa com Q.I de ostra entenderia que usar o termo homossexualismo e bissexualismo é pejorativo quando se fala em heterossexualidade e sexualidade, Larguem de má fé pelo amor de deus e para de usar o termo homossexualismo. Grato.

Carolina Lucas Paiva disse...

Anônimo 10:46

Muita gente já explicou isso, é só ler nos comentários. E inclusive já foi repetido aqui ad eternum que o sufixo ismo não define somente doença.
O motivo pelo qual somos contra a expressão "homossexualismo" é que historicamente ela era usada para denominar uma doença, e que continuar usando essa expressão não tem cabimento, pois carrega o estigma de doença. E sim, isso tudo também já foi explicado nos outros comentários.
Parabéns, tio, você é só mais um entre o vários que falaram "ain mas enton tudo que termina com ismo é doença agora?"

:P

Gabriel Nantes de Abreu disse...

Fiquei tão fulo com o "ismo" que nem parabenizei a Lola por mais um texto perfeito. Obrigado viu!

Milena disse...

Lola, eu já enviei uma reclamação à revista. Mesmo não sendo leitora da Veja, é inadmissível que uma revista do porte da Veja cometer uma atitude irresponsável dessas. Vamos todos registrar nossa insatisfação. Nós podemos mudar a situação!!

Milena disse...

Lola, eu enviei um e-mail para a Veja, dizendo o como estou pasma com a situação. Mesmo não sendo leitora da Veja, é difícil acreditar que uma revista respeitada como ela, tenha cometido a atitude irresponsável de publicar esse texto. É inadmissível. Não sei se irão me responder, mas pelo menos continuarei mandando e-mails, demonstrando minha insatisfação na internet, entre amigos, com alunos, colegas de trabalho. O importante é não aceitar a situação. Beijos, Lola. Adoro seu blog.

Thiago Peralva disse...

Olá querida! Quero lhe parabenizar pelo texto e seus argumentos super inteligentes! A cada trecho do texto do Guzzo que eu lia, ia repudiando, a todo instante. É triste nos dias de hoje que uma Revista de grande circulação nacional permita que aquilo seja publicado. Um texto de tamanho mal gosto com argumentos completamente estupidos e ultrapassados. Espero realmente que as pessoas que leram isso que ele escreveu, não tenham a inteligência de uma cabra pra concordarem com qualquer coisa que tenha sido dita por ele. Mais uma vez, parabéns pelo blog.

Nuba ofKau disse...

Dá preguiça: a página da Jezebel tem uns (poucos, ainda bem) comentários do tipo "sou gay e concordo com o cara, liga pra xingamento quem quer, todo mundo é ofendido e eu não sou especial"...#bocejo

Anônimo disse...

Ótimo post. Você mostrou bem cada parte do artigo do Guzzo onde este tenta parecer ser a favor da homossexualidade mas na verdade está falando tudo que os homofóbicos pensam. Artigo dele é extremamente conservador mas com ar de inovador, uma vergonha pois é uma revista de grande circulação nacional e infelizmente assim como, muitas coisas faladas na Rede Globo, são tomadas como verdades absolutas.

Anônimo disse...

Mirella for the win!

Mônica disse...

Aham, senta lá…


Ué, não quer acreditar, não acredita. Quando você disse que não era homofóbica eu não comentei com um "aham, senta lá".

Que bom que agora vc disse que me considera homofóbica. Porque em todos os teus comentários vc falou como se eu fosse uma pessoa homofóbica e fosse dizer qualquer coisa só para não admitir que a homofobia deva ser criminalizada.

Falou como se uma pessoa que seja contra a criminalização deve ser também contra qualquer direito dos gays.

Eu tinha pedido, por favor, para que minhas palavras não fossem lidas como homofobia. Foi pedir muito?

Vc até poderia ter concluído (é um direito seu) que eu sou homofóbica, mas poderia optado no seu comentário por se ater ao que eu disse, aos argumentos que eu usei. Ao invés disso, preferiu trazer um monte de coisa para a discussão que não tinha nada a ver com o que eu estava falando. Misturou as coisas. Usou um monte de “este tipo de pensamento típico de quem”,”este tipo de lei”, “este tipo de discussão”, “este tipo de argumento”. A

o invés de ler só o que eu disse, ou dispensar uma certa bondade até (eu pedi para não ler como homofóbia), preferiu uma attitude de “estou manjada desse tipo de pessoa homofóbica” e achou que podia supor de mim o que bem entendesse. Só porque eu usei a palavra fácil numa frase já saiu dizendo que eu achava que a coisa era fácil…

Pois bem, tenho para dizer que talvez eu seja homofóbica mesmo. Quero acreditar que não, mas sinceramente não sei. Tenho certeza que sou preconceituosa. Assim como vc também é, surprise, surprise!

Preconceito não é um negócio que vem registrado na nossa carteira de identidade. Ele mora lá no fundinho da alma e, por isso, às vezes nem sabemos que ele está lá.

(continua)

Mônica disse...



Eu sei que já fui (mais) homofóbica (do que sou hoje). Mas acho que melhorei muito nessa questão. E espero até o final da minha vida melhorar muito mais. Já disse, tenho isso como meta de vida, porque acho que é só isso que eu (qualquer pessoa) pode fazer, tentar mudar. Porque não se acaba com décadas de preconceito inculcado de uma hora para outra. Nem mesmo participar de movimentos de militância garante que a pessoa vá se livrar do preconceito, surprise, surprise!

Então, homofóbica ou não, eu só quis levantar uma discussão de uma coisa que me incomoda. (Eu sou muito adepta de um direito penal mínimo e garantista, realmente acredito que seja coisa boa, não vou me livrar dessa convicção com muita facilidade.) Achei que num blog feminista eu poderia debater isso, porque normalmente tá cheio de pessoas inteligentes aqui. E cheio de pessoas muito além de mim no que diz respeito à luta pela igualdade.

Mas não. Surprise, surprise pra mim. O que aconteceu foi que eu fui tomada por uma homofóbica (alguma coisa mais?) e tive de passar a maior parte do tempo explicando os meus argumentos, explicando que minha divergência se atém a um ponto só - a criminalização - , explicando que a minha opinião não tem nenhuma relação com acreditar ou desacretidar as vítimas.

(Sério, vc acha que se um pessoa diverge de ti em um único ponto do teu discurso o melhor a fazer é jogar ela no balaio de homofóbicos de todos os tipos? Um pouquinho mais de tolerância não ia bem?)

Querida, eu sei que mudar minha opinião não é meta da tua vida nem nada. Acreditei (ingenuamente) que vc pudesse ter interesse sim em me convencer. Afinal, pelas tuas opiniões superengajadas, achei que vc ia ficar feliz em mudar a opinião de alguém sim. (Tu já tinha dito que tem horror ??? de convencer ??? as pessoas, então não sei mesmo daonde fui tirar essa ideia, bateu uma bobeira.) Eu não tenho horror??? de convence ninguém, acho bacana. Essa discussão, no entanto, não sei se vale mais a pena. Não obsante, umas coisinhas preciso pontuar.

1. dizer que uma coisa é mais fácil que a outra é diferente dizer que uma, a outra ou as duas são fácil. Duas coisas podem ser dificílimas, mesmo assim uma delas pode ser menos difícil, e, portanto, mais fácil, que a outra.Ok?
2. “Não tem como ser um pouquinho inconstitucional, meio inconstitucional” Até a última vez que eu chequei, a lei era composta de vários artigos. E até a última vez que eu chequei dava para um artigo da lei ser inconstitucional e o outro não. Bom, foi isso que eu disse, que alguns pontos de uma determinada lei eram inconstitucionais. E a única vez que eu falei em inconstitucionalidade foi aí, vc já aproveitou e deu uma generalizada.

3. “Como vai haver processo criminal sem criminalização? Concordamos, então, que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa?

4. “Ademais, a Lei Maria da Penha não se aplica exclusivamente a mulheres ou agressões cometidas exclusivamente por maridos, ela engloba em escala crescente diversos tipos de violência doméstica.” Essa á a tua opinião? Se sim, que bom. Então concordamos que a “proteção” da lei deve se aplicar a qualquer ser humano vulnerável. Porém, espero que tu saiba que essa não é a única interpretação. Tem muita gente que não entende assim.

5. Tem gente por aí muito boa (e muito feminista) que considera mecanismos como os trazidos pela Lei Maria da Penha machistas, porque eles reforçam o papel de submissão da mulher já que retira dela e dá ao Estado o empoderamento da decisão. Surprise, surprise. Nem tudo que reluz é ouro.

Anônimo disse...

uma dúvida: não se faz teste nas pessoas que vão doar sangue pra saber se elas tem doenças?

vickron disse...

Eu só não entendo o preconceito contra o sufixo ismo... Ativismo é doença? Cristianismo é doença? Realismo é doença? Comunismo é doença? Se deveriamos falar homosexualidade no lugar de homosexualismo, será que deveriamos falar, atividade, cristandade, realidade, comunidade no lugar daqueles outros? Eu acho que tanto faz. Leio comunismo como o sistema politico que foca na comunidade... Leio cristianismo como a religião que congrega as pessoas que acreditam na cristandade... E por fim, como você lê o homosexualismo em função da homosexualidade? pra mim as duas palavras são válidas, o conceito pejorativo, estará com ismo ou com dade... O pejorativo está na maldade com que se usa a palavra... Maldade, crueldade, ruindade, imbecilidade e falsidade... todos terminam em dade...

Gabriel Nantes de Abreu disse...

VICKRON

Vou ser taxativo. O correto é usar o mesmo sufixo que se usa para sexuaLIDADE. Não se fala sexuaLISMO.

Antigamente se falava em homossexuALISMO para tratar como patologia diferenciando de cara das palavras heterosexuALIDADE e sexuaLIDADE.

Entendeu o preconceito de quem utilzia homossexualismo//bissexualismo em vez de homossexualidade e bissexualidade ou precisa de desenho?

Enquanto não se falar em sexualismo, não se pode usar o termo homossexualismo. FIM

Anônimo disse...

Olha a resposta do Jean Wlly sobre esta materia da veja:
http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/16278-jean-wyllys-veja-que-lixo


beijos,
yra

Mihaelo disse...

Buenas Mônica:

Essa ideia de quew não se pode comparar com outros paísez é ridícula, as diretoras de escola onde trabalhei também adoravam usar essa idiotice.A humanidade é uma só. O fato de que os capitalistas necessitam segmentar as pessoas para poderem garantir a dominação e os seus lucros não altera o fato de que todos os seres humanos são pessoas com as mesmas necessidades e que sofrem dos mesmos preconceitos, não importando onde vivam.
Todas as leis que criminalizam atos sempre são ultraprecisas.A lei que criminaliza racismo é extremamente precisa. Não existe nenhuma possibilidade de uma pessoa ser presa por dizer que odeia negros! Ela só pode ser acionada judicialmente se ptransformar o pensamento e as suas palavras e dirigi-las a uma pessoa negra.
A criminalização do aborto é extremamente específica e precisa.Nenhum mulher jamais foi presa por defender o aborto. Ela só será presa se praticar ou ajudar outra mulher a praticá-lo.
É óbvio que a Lei da Criminalização da Homofobia não tem nenhuma chance de ser aprovada, visto que o Brasil não é um país laico, sendo a maioria dos deputados e senadores cristãos e como tal legislam de acordo com suas crenças religiosas e não de acordo com os interesses e necessidades do povo, para o qual esta maioria retrógrada de parlamentares está se lixando, como bem disse o deputado nepotista do PTB gaúcho Sérgio Moraes.

roseanjos disse...

Nossa, as pessoas são homofóbicas, racistas, misóginas... e nem sabem. Daí se ofendem quando alguém diz isso para elas.

Ps. Povinho preguiçoso, custa ler os comentários anteriores?

Anônimo disse...

Quando voce vai perceber que preconceito sempre vai existir? Voce pode tentar calar as pessoas, mas nada vai mudar o que tem na cabeça delas.

Outra coisa que sempre vai existir é violência. Óbvio que violência contra a mulher mais ainda. E se não me engano isso JÁ É CRIME, não? Qual o próximo passo agora? Proibir meninos de nascerem, pois eles se tornarão mais forte que meninas e terão maior poder de "estrago"?

Qualquer coisa além das leis que já existem vão prejudicar os homens de bem, como eu, que só querem viver uma vida normal, sem ter que viver dando lugar pra pessoas que o estado julga inferior e necessitado de ajuda.

Anônimo disse...

'uma dúvida: não se faz teste nas pessoas que vão doar sangue pra saber se elas tem doenças?'

se você contrair o virus hoje só vai aparecer num exame daqui a três meses

Bruna B. disse...

http://www.maedefilhogay.blogspot.com.br/2010/11/nem-tao-iguais-assim.html

Mônica disse...

Mihaelo,

1. eu nunca disse que não se pode comparar países,

2. não sou diretora da escola onde vc trabalhou, não sou diretora de escola nenhuma. Sinto muito vc não gostava (ou não concordava, sei lá) da diretoras da escola, mas as outras pessoas do mundo não são elas,

3. a Mirella citou uma lei penal que visa punir discriminação. Citou também o número do projeto da lei que seria para criminalizar a homofobia. Quanto à "legalizãção do casamento" ela não citou nenhuma a lei e se existe um projeto não disse o número. São indícios que a lei da criminalização é mais conhecida. Se é mais conhecida é porque "tá mais na mídia". E se "tá mais na mídia" poder ser que seja mais fácil passar no legislativo.Estou falando do Brasil. Só por aí já poderia COMEÇAR uma argumentação. O que eu estou falando tem fundamento (mesmo que vc ache que quem que pensa diferente de ti não tenha fundamento. Ah! e tb seja alienado e pense idiotices e seja ridículo. Mais algum elogio??)

5.ao falar de pensamentos diferentes dos teus vc parecer usar o tempo todo palavras do tipo alienado, idiotice, ridículo... Vc é o dono da verdade agora? O único jeito de ver o mundo é o teu? Qualquer pensamento divergente é sem fundamento? Não acho que assim dê para ter uma discussão interessante.

6. fico feliz que pelo menos vc reconheça que a criminalização tem que ser de condutas. Eu concordo com isso. Mas acho que a questão não se encerra por aí.


Mirella disse...

Mônica, onde eu disse que você é homofóbica? Quando eu não desdenhei da sua colocação fica claro que te dei ao menos o benefício da dúvida.
"aham senta lá" é usado quando se coloca em cheque a informação dita. Se eu não diz isto, é porque não duvidei.
não estou perseguindo você, estou debatendo. Da mesma maneira que não tento convencer você, tento oferecer argumentos porque pode acontecer de você me convencer. Não tô tentando ganhar nada aqui, e como disse antes, debato colocações porque muita gente vem aqui e não comenta, mas lê tudo. Isso aqui é muito maior que eu e você. Por isto incluo informações que não estão dentro do que falamos, porque imagino que sirva de embasamento para quem lhe de fora.
Quando citei a lei que criminaliza a homofobia estava argumentando o que ela criminaliza, pois você tem o temor de que se criminalize o pensamento, então ilustrei o que está descrito na lei. Se você contestasse a proposta que universaliza o casamento civil igualitário, teria aqui trazido a mesma.
De qualquer maneira, um post inteiro seu foi se defendendo de algo que eu não disse, apenas de suposições feitas da imagem que você criou de mim. Beleza, notado.
Quanto à inconstitucionalidade de um artigo e não da lei inteira, estamos falando da criminalização da homofobia,e achá-la inconstitucional é por inteiro, e não das partes da lei, pois já não estamos falando da lei inteira.
É inconstitucional a criminalização da homofobia e ponto, uma opinião. Não dá para achar isto um pouco inconstitucional, pois é constituída de um único ponto: previnir discriminação de orientação. Se é contra este ponto, é tudo que há para ser contra.
E quando citei a lei estava mostrando que a proposta inclui discriminação contra qualquer orientação, logo, se um hetero sofrer dissociação de gênero será contemplado. Assim, se é conhecida por criminalizar a homofobia é porque a homofobia é mais presente no cotidiano que a, digamos, "heterofobia". Mas, na eventualidade de está acontecer, será contemplada.
Ademais, não tenho o poder de convencer ninguém. Cada um convence a si e tentar convencer alguém é subestimar esta capacidade. Eu só argumento e tento contribuir com o debate, procurando me concentrar no objeto e não no sujeito (e muitas vezes falho). Você não é pior nem melhor que eu, apenas não acreditou quando eu disse que meus argumentos visam o debate geral, apesar de me dirigir a você. Você me colocou em dúvida desde o primeiro momento que pedi para que você revisse sua posição, ficou ofendida com algo e em vez de falar, fica com ironia e sarcasmo. Colocou um monte de condições "se eu quisesse continuar o debate", mas não argumentou com o que eu disse depois.
Passar bem, para mim já deu. Achou que viria debater com "pessoas inteligentes"que te dariam um tapinha nas costas porque não é homofóbica e se decepcionou com uma comentarista? Paciência.

Anônimo disse...

vish! e o guzzo é que é reacionário?

Anônimo disse...

Lindo seu texto, Lola!

Analisando as sutilezas, as diretas e as indiretas do texto do jornalista, inspirei-me. Se fosse escrever um roteiro de filme policial (ou de sacanagem, de horror, sei lá) baseado no texto infeliz da Veja, a história fictícia seria assim:

"JORNALISTA INESCRUPULOSO E ATEU MANTÉM RELACÕES OBSCURAS COM ALTO ESCALÃO DA IGREJA XXXXXX, QUE É DECLARADAMENTE HOMOFÓBICA. EM TROCA DE ALGUNS MILHÕES PAGOS POR TAL FUNDAÇÃO RELIGIOSA, PENSA EM JOGAR SUA DECADENTE CARREIRA E SEU NOME NO LIXO, ASSINANDO UMA ENOJANTE MATÉRIA SENSACIONALISTA BASEADA NOS FUNDAMENTOS RELIGIOSOS RETRÓGRADOS DA PODEROSA INSTITUIÇÃO. MAS ACONTECE UMA REVIRAVOLTA INESPERADA. APESAR DE SER CONTUNDENTEMENTE CRITICADO POR BOA PARTE DA POPULAÇÃO EVIDENTEMENTE AGREDIDA COM SEU EDITORIAL, A REVISTA NA QUAL PUBLICOU SUA MATÉRIA AINDA ANGARIA OUTROS MILHARES DE ASSINANTES, SEGUIDORES DA SEITA DA IGREJA XXXXX, QUE SIMPATIZARAM COM O TEXTO DO JORNALISTA. A PARTIR DAÍ ELE PUBLICA UM BEST SELLER CHAMADO "Lei das Consequências Indesejadas" E TORNA-SE SÓCIO DA REVISTA, QUE PASSA A SER DE FORMA OCULTA DA MANIPULADORA IGREJA XXXXXX. O JORNALISTA CONTINUA ATEU, APESAR DOS MILAGRES QUE ACONTECEM EM SUA VIDA E DOS MILHÕES QUE TRAZEM FELICIDADE APENAS PARA SI."

Final infeliz.

Will S. J. disse...

Fiz um video sobre esse artigo desse escroto:
http://youtu.be/57i37O-Cj7U

Anônimo disse...

Sou totalmente favorávela opinião do J.R. Guzzo. Não entendo porque essa manifestação tão grande contra o artigo, estamos em um país democrático e a liberdade de expressão prevalece. Também sou contrário ao casamento gay, kit anti-homofobia. Somos iguais antes de tudo.

Joana disse...

Ótimo vídeo do PC Siqueira detonando esse artigo da Veja.

http://www.youtube.com/watch?v=_OPG2Z1AdFs&feature=watch-vrec

Anônimo disse...

Esse foi,de longe,a melhor crítica sobre o artigo que eu li. Você expressou tudo em palavras,tudo que eu jamais conseguiria expressar. Sem dizer que seus argumentos estão perfeitamente expostos,e eu concordo com cada letra.

Anônimo disse...

When I initially commented I clicked the "Notify me when new comments are added"
checkbox and now each time a comment is added I get several emails with the same
comment. Is there any way you can remove people from that service?
Cheers!

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Also see my website :: Weblog

Anônimo disse...

Excelente post. É raro, na web, um texto de tamanha qualidade. Parabéns, Lola. Vou visitar seu blog sempre.