domingo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: TODA ROSA TEM ESPINHOS

Hoje é Dia Internacional da Mulher, e esse dia levanta várias reações (a Cynthia apontou algumas no ano passado). Uma, a da pessoa sem noção, é "Ah, pra quê um dia da mulher? Mulher não é igual ao homem? Não conseguiu tudo que queria? Não precisa de dia especial!". Outra reação é a da mulher sentir-se lisonjeada com a homenagem. E aí tem a reação que a Marjorie escrevou aqui neste guest post que na realidade não é bem um guest post. Ela que tomou a iniciativa de enviar este ótimo texto pros blogs que quisessem publicá-lo, algo meio viral. E, como eu acho que não escreveria melhor, taí. Devo apenas dizer que não tenho opinião totalmente formada sobre o dia de hoje. Por um lado, lógico que eu gostaria que o sistema lembrasse de nós mulheres todos os dias do ano, e não só hoje. E por lembrar de nós eu quero dizer: não nos discriminar, não nos pagar salários menores aos dos homens, não nos bater, não nos estuprar, não adotar padrões duplos para o comportamento sexual, não interferir nos nossos corpos, e não ver apenas nossos corpos (pedir pra não ver nossos corpos é impossível, então peço que ao menos considerem também outras qualidades nossas). Entre outras coisas. Por outro lado, sinto a alegria da migalha: que bom que pelo menos lembram da gente um dia por ano! (se bem que a-do-ro como a mídia impressa comemora o dia: ou é mostrando mulheres como mães, ou mostrando mulheres como mulherzinhas do tipo "maiores consumidoras do capitalismo", como já dizia Germaine Greer nos anos 70. Só. Feminismo segue sendo ofensa). Eu não rejeito rosas, e inclusive aceito chocolates, mas seria pedir demais que um tratamento respeitoso às mulheres fosse estendido pros 364 dias restantes? (É, vamos fantasiar que hoje nenhuma mulher seja violentada ou apanhe do companheiro). Vamos ao texto da Marj, que consegue ser/estar ainda mais revoltada do que eu:

Dispenso esta rosa!

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: "parabéns".

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde "obrigada", pensando: "mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?".

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a "feminilidade", a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade -- da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo "deflorar" (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a -- afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são "p***s", inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o "sexo frágil" e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro. Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes "passionais" -- o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como "românticos" exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que "amam demais", não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a "sedução" para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de "respeito" e as mulheres têm "mentes perigosas". A mensagem subliminar é: "cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado". E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua "mente perigosa" causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo "pós-feminista" afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso -- onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor...). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser "feminina". Porque, sim, feminilidade é isso: é "se cuidar". Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: "let yourself go"). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. "Você se ama? Então corrija-se". Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são "convidativas", propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo "ê lá em casa" para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o "combo" da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando "chupá-la todinha".

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

...Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu **.

33 comentários:

carolina disse...

BOUAAA!!!! É por isso q eu te amo!

Cereja disse...

Nunca fui muito fa~ do dia internacional da mulher, admito que talvez seja algo valido por convidar a gente ao debate... Mas no final acho que esse dia acaba sempre com um certo gostinho de tapa na cara, de lembranca de que a gente nao e' igual mas obrigada pelos servicos prestados - tome aqui essa rosa. Essa rosa eu tambem dispenso.

asnalfa disse...

Amei o texto ,principalmente a ultima frase que é a minha cara.

Estao ai as minhas rosas para vcs!

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:ClVYXDTQvaPaeM:http://farm2.static.flickr.com/1032/537379758_e86eabffeb.jpg


PS: to brincando

L. Archilla disse...

AMEI!!! esse ano eu fiz certo: primeiro fiz meu texto sobre o dia da mulher, depois naveguei pra ler os outros. toda vez eu faço o contrário, e desisto de escrever pq acho que todo mundo já falou oq tinha q ser dito, e de maneira bem mais clara do que eu.

Renata disse...

Lola, concordo ocm quase tudo, mas ficou faltando lembrar que o preconceito muitas vezes parte da pp mulher. E que é preciso falar tudo isso sim, reivindicar, lutar, mas sem querer nos igualar aos homens no sentido de queremos ser exatamente como eles em tudo. Porque mulheres e homens são diferentes e essas diferenças devem ser respeitadas. Vivi na pele o preocnceito, por parte de muitas mulheres inclusive, qdo parei de trabalhar pra cuidar da minha filha. Qdo meu marido, o homem que me bancou e me apoiou, sempre me respeitou demais por isso. Por que não fazer isso se pra criança o ideal é ficar com a mãe nos primeiros anos? Não nos igualamos aos homens aqui, e ser diferente não é ser inferior. Há homens que não respeitam isso, mas cabe a nós mesmas respeitar primeiro.
O mesmo se aplica a outras situações, como o padrão de beleza citado no texto.
Beijo
Renata

Anônimo disse...

À todas as mulheres que tem respeito por si próprias, vai meu abraço de parabéns, em todos os dias de suas vidas!
Dispenso tambem essa rosa.
Meu artigo "Estejamos Atentas" para esta data (no site Palanque Marginal), está falando da violência sexual contra crianças.Fatima

Masegui disse...

Lolinha,

Só hoje pude ler os últimos posts, portanto vou comentar tudo aqui.

As crônicas das viagens de férias são ainda melhores do que as pesquisas do Google. Vocês estão intimados a tirar férias de 3 em 3 meses, desde que você se comprometa a narra-las aqui.

Sobre a excomunhão: Não dá pra explicar aqui porque acredito em Deus, mas cada vez mais abomino as igrejas e suas hipocrisias.

Parabéns à Marjorie... não pelo dia, pelo belíssimo texto. E já que não posso arriscar um "parabéns", posso pelo menos dizer a todas vocês duas palavrinhas? "desculpe e obrigado".

Beijão,

L. Archilla disse...

Renata, talvez tenha faltado ressaltar que ser feminista não implica necessariamente em contrariar TODOS os padrões impostos às mulheres. Por exemplo: vc não PRECISA ser mãe, mas se vc escolher ser mãe, tem todo o direito! inclusive de parar de trabalhar, se puder. vc não está proibida de usar maquiagem, mas não é menos mulher se não o fizer.

enfim, não acho q seja o seu caso, mas muitas mulheres se dizem não-feministas pq entendem que o feminismo, de alguma maneira, impede a mulher de ser mãe, vaidosa ou dona-de-casa, mas o fato é que, na perspectiva feminista, a mulher pode ser o que ela quiser.

lola aronovich disse...

Renata, acho que este bloguinho vive dizendo que as mulheres são machistas tb, que o que falam contra outras mulheres volta contra elas próprias, e que temos muita culpa no cartório porque criamos e educamos crianças com base em divisão de tarefas. Nós cultivamos o padrão duplo. Temos que mudar tanto quanto os homens. Até porque quem sofre as piores consequências de viver num mundo machista e misógino assim somos nós.
As feministas apóiam o direito de escolha de cada mulher, a liberdade pra poder fazer o que quiser, tanto com seu corpo como com a sua carreira. Não há nada de errado em largar o trabalho e ficar em casa cuidando dos filhos. É só que não ter a sua própria independência financeira pode ser perigoso, já que os casamentos terminam em 50% dos casos e a mulher (que é quem fica com os filhos) sempre leva a pior.

Elyana disse...

Eu tb concordo com tudo oq a Marjorie falou mas não resisti e dei meus próprios pitacos sobre o tema ;)

Complementando oq a L. Archilla falou: A maravilha do feminismo é que ele nos permite ser livres. Abraçando o feminismo vc pode fazer oq quiser, e não oq esperam que vc faça ;)

Helena disse...

adorei o post! também dispenso essa rosa.

e tem uma frase muito interessante de Cheris Kramarae e Paula Treichler: "Feminism is the radical notion that women are people."

Mi disse...

Pontos válidos e importantes de serem levantados; agora a última frase, francamente... não tem a menor necessidade de baixar o nível. Poderia ter concluído de uma forma muito mais elegante.

Ana Rute disse...

"Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu **"

haha não podia acabar melhor!

Nessita! disse...

As minhas rosas sou eu quem compra, não preciso de uma data específica para tê-las.

Dia Internacional da Mulher só me lembra de que somos ainda minoria e que há muito o que se mudar.

Dai disse...

Parabéns... pelo texto! Dia 8 de março, dia de luta... e sim, o feminismo vive! Mulheres e homens, vivemos numa sociedade machista, ser feminista sempre será um paradoxo. Um paradoxo necessário porque parte do desejo de que ainda, nesta vida, a gente possa alcançar viver num mundo sem machismo, sem sexismo, sem racismo. = **

Renata disse...

Lola e outros que comentaram meu comentário,
Acho que o que disse tem a ver mesmo com a noção da liberdade que se busca com a luta feminista, só que essa noção é desvirtuada muitas vezes, e para os dois lados. Cabe a cada um de nós lutar pelo que consideramos ideal. E a liberdade tem seu preço tb, né? Tem o risco que eu em teoria corro, como a Lola falou, de ter abberto mão da minha carreira e um dia meu marido e eu nos separarmos. Como eu ficria nessa situação? Só que todas as decisões envolvem riscos, não é mesmo? Alguem tb falou sobre fazermos o que quisermos sem se importar com o que os outros dizem. Isso tb é fácil em teoria. Não só em relação a isso mas em tudo tomar decisões fora do maistream exige muita certeza, força e vontade.
No mais, concordo com todas que dispensam a rosa, me identifico com o texto qdo ele menciona o sorriso amarelo ao agradecer parabens e outras lembranças do genero e sigo lutando pra criar minha filha nesse mundo machista e cheio de preconceito. Minha bandeira tem sido a maternidade. Tenho aprendido muito e aposto na dedicação às nossas crianças como uma forma de termos um futuro melhor.
O dia de hoje tem uma história por trás, achedito que a maioria aqui conheça. E vejo como uma data para reflexão e debate, como o que está acontecendo aqui. Não que não devamos pensar e falar sobre isso o ano todo...
Beijo
Renata

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

História do Dia Internacional da Mulher:
História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
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Só para ficar aqui marcado.

olhodopombo disse...

dia da mulher eh todo dia,
assim como dia de homem.
eu heim, que não venha ninguem com fingimentos pro meu lado dando parabens, ou flor ,que sou capaz de dar um tabefe!dia de mulher eh como dia de indio, , eh todo dia, enquanto se estver vivo!
mas se tivesse que homenagear mulher eu so homenagearia mulheres do tipo Judith, que decapitou o general de Nabucodonosor, o Holofernes, homenagearia a Maria Bonita, a cangaceira, homenagearia a Deborah, primeira governadora de Israel,
homenagearia Golda Meir, a primeira Ministro de Israel, pela luta que começou aos 16 anos em prol do estado de Israel....
por Frida Khalo,a mexicana,e todas as mulheres que morreram queimadas na Inquisição, as que morreram no Holocausto, as indias de todos os continentes e as mulheres matrizes africanas...

iaeeee disse...

adorei o texto!

alana disse...

É isso mesmo, belo texto!

Que todas as leitoras e mulheres que visitam esse blog e compartilham de ideias como estas, dispensem as rosas e corram atrás de seus direitos e escolhas.

* E por favor, não votem na enquete do fantástico! rsrs

Anônimo disse...

Cara Lola,

Postagem nova no blog do Igor,
a série: E assim nasceu a Blogosfera... excelente artigo do Prof. Roberto Grün. Apareça por lá.
http://alexeievitchromanov.zip.net

Alberto

Luma disse...

Viu esse projeto? http://www.girleffect.org/

Ollie disse...

Lola, eu adoro salto alto.
Nunca achei limitante, pelo contrário, sempre achei que fosse um artifício para a mulher ficar mais alta.
Detesto sapato sem salto.

Elaine Crespo disse...

Eu não li o texto dela! Pra ser franca! Porque não concordo em nada inclusive com o título!
Existem dias para que as pessoas passem e lembrem das lutas que outras mulheres antes de nós tivera para que hoje ela se der ao direito de recusar a rosa.
è uma homenagem a luta e não a mulheres e mesmo se fosse existe dia para crianças, avos, namorados, professores, etc!

Adoro datas e acho que merecemos um dia! Afinal somos MULHERES!


Um beijo
Elaine

Chris disse...

SHOW.
Uma pena que só hoje consegui acessar a internet para ler os muitos ótimos textos sobre o dia de ontem.
Beijos a todas

Flor Juliete disse...

Amo rosas. Mas não estas.

Curti muito seu blog.

Parabéns...

Milla disse...

Amei o texto da Marjorie e saí mandando via e-mail para contatos, hohohoho...

Quanto a Elaine Crespo, ela bem que podia ler o texto, só para não fazer uma crítica tão baseada em achismo e preconceito...
[Dá para ver só no seu comentário que você não leu nada.]

Marlos Drumond disse...

Olá, sempre questionei o porquê desse dia, mas acho que mulheres como vc e algumas outras que conheço devem receber parabéns todos os dias, não só hoje, por honrar aquelas mulheres que foram mortas naquela fábrica nos estados unidos naquele dia 8 de março. Elas queriam o esforço do seu trabalho reconhecido justamente, e acho que isso TODOS queremos, e mais, que não só reconheçam nosso trabalho, mas que nos reconheçam como seres humanos em toda a sua plenitude. Por isso, parabés.

Marlos Drumond disse...

Ah, você acabou de ganhar um seguidor...

Nana disse...

"Mas porque eu deveria receber parabéns por ser mulher?".

No aniversário as pessoas também recebem parabéns por terem nascido e ninguém questiona. :P

Mateus Barbassa disse...

Hoje, dia 08 de março. Dia da mulher. Mais uma data inventada. Inventada pelo nosso cinismo. E hipocrisia. Para que pensemos: Olha está tudo bem. As mulheres já até tem seu dia. Ledo Engano. Triste constatação. Ainda habitamos um mundo extremamente patriarcal e machista. Sim. Ainda xingamos mulheres que gostam de sexo de uma série de "adjetivos" nada legais. Mulheres ainda são encaradas como propriedades de seus maridos. Mulheres ainda ganham menos em cargos iguais ao dos homens. Ainda existem poucas mulheres em cargos de liderança. É só olhar o nosso Congresso. Pouquíssimas mulheres. Mulheres ainda são mortas apenas por ser mulher. Triste. Muito triste. E eu não vejo muito uma tentativa de mudança não. Vejo mais uma tentativa de varrer tudo para debaixo do tapete e deixar tudo como está. É mais cômodo. E aí, inventam um dia para elas. Você, homem, vai lá e compra uma flor e ou um bombom. Oferece para ela. Ela se não tiver consciência da situação, vai ficar toda felizinha e vai te agradecer. E continuará aceitando que os outros 364 dias não são dela, mas daquele que lhe deu a flor. Entendem? Isso é sutileza. Por isso, que acho o Capitalismo tão genial. Porque ele pega qualquer luta séria e faz uma grande misturada e tira dali, uma nova forma de cinismo. Podemos concordar ou não com esse mecanismo. Mas que é genial, isso não há como negar. Não. Não vou dar parabéns pelo dia da mulher. Não assumirei meu cinismo perante o mundo. Não. Minha palavra não será gasta com tal hipocrisia. Mas meus gestos, minhas ações, ah essas serão todas para vocês, mulheres... E sim. Sou feminista. E nem venha com seu blá blá bla. Gostaria de poder escrever que sou um humanista. Mas infelizmente não posso fechar os olhos para algo muito mais latente que ocorre em nossa sociedade. Enfim... É isso.

bloglesbicodaisa disse...

Gostei do post.. não concordo com tudo o que foi dito e também gostei dos comentários... acho que o importante é que seja falado no assunto.. expor nossas opiniões