segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CRÍTICA: O SILÊNCIO DE MELINDA / Um silêncio que só beneficia o agressor

Kristen Stewart de boca fechada no ótimo O Silêncio de Melinda.

Esses dias peguei na locadora um dvd que nunca tinha sequer ouvido falar, O Silêncio de Melinda (Speak). É um filme americano independente de 2004, e eu só o loquei porque é estrelado pela Kristen Stewart, a protagonista de Crepúsculo. Em Silêncio, ela faz uma menina de 13 anos que vem tendo problemas na escola. Os colegas a odeiam porque, no verão anterior, ela havia chamado a polícia numa festinha. O filme usa flashbacks para retornar constantemente a essa festa, e não é difícil adivinhar o que aconteceu. Melinda dança com um rapaz um pouco mais velho, eles se beijam, ele a leva para o seu carro, onde continuam se beijando. Inexperiente, ela mal sabe o que está havendo. Ele ainda pergunta, mais como pergunta retórica que qualquer outra coisa, se ela está a fim. “A fim de quê?”, ela quer saber. Quando tenta se desvencilhar, em seguida, ele ignora seu “não”, não a deixa escapar, e a estupra. Silêncio é muito menos sobre o estupro em si que sobre as consequências desse ato na vida de Melinda. O título em inglês (Speak = Fale), já é um apelo para que as sobreviventes não se calem. A moça não conta nada pras amigas, pros pais, pra psicóloga, pra ninguém, e vive uma existência miserável, quase muda. Suas notas desabam, ninguém a trata bem. Pra piorar, ela vê seu estuprador todo dia na escola. Ele é um rapaz popular que agora namora a ex-melhor amiga de Melinda. (A partir daqui há vários spoilers. Portanto, se você planeja ver o filme sem saber o que acontece, vá direto pro último parágrafo deste texto).Um professor de artes e um aluno contestador indiretamente influenciam Melinda a ter coragem de se expor (mesmo que nenhum dos dois saiba de nada). O colega lhe explica que, pra ela realmente tornar-se uma revolucionária, o silêncio não pode ser tão eloquente como seu discurso. E pouco a pouco ela nota que terá que falar. Ela procura sua ex-amiga e não consegue nem lhe dizer o que houve naquela festa. Tem que escrever: “Eu fui estuprada”. A amiga acredita nela, e faz a clássica pergunta “Você já o tinha visto?”, pensando tratar-se de um estranho. Só na hora em que Melinda conta quem foi é que a amiga se revolta. Ela acha que Melinda está apenas com inveja, mas a dúvida persiste. Essa amiga enfrenta o namorado, que reage agressivamente, chamando-a de “vadia”.
Na escola, Melinda tem um esconderijo secreto, uma espécie de salinha abandonada onde pendura suas pinturas. É lá que seu algoz, furioso, vai procurá-la. Pra ele, forçá-la a transar não foi estupro. “Eu posso namorar qualquer menina que eu quiser nessa escola”, ele alega, preocupado com sua reputação, já que os rumores estão circulando. Ele quer estuprá-la novamente para calá-la mais uma vez, mas Melinda luta e consegue se defender. Outras meninas ouvem a briga do corredor e abrem a porta. Uma delas diz: “Todo mundo sabe o que aconteceu. O que há de errado com você?”. E o legal é que ela diz isso pro rapaz, não pra Melinda.Ou seja, é um final feliz. A última cena mostra Melinda se preparando pra contar tudo pra sua mãe. Dá pra ver o filme inteiro aqui, no YouTube, mas não com legendas. Vale muito a pena. Desculpe contar toda a trama aqui, mas é que, como Silêncio é desconhecido, imagino que poucas(os) vão vê-lo.
Algo unânime que notei entre as sobreviventes de estupro (ao menos as que relataram suas histórias de horror no blog) é a vergonha, a culpa, o sentimento inicial de que de alguma forma “mereceram”, e um medo enorme em denunciar, ora por temer a reação do estuprador (quase sempre conhecido), ora por achar que ninguém vai acreditar. Outra unanimidade é o arrependimento, muitos anos depois, de não ter contado a história a ninguém. É comum ouvir “Hoje eu faria tudo diferente”. Esses sentimentos parecem universais, independente de local e de época. Porque o estupro também é universal. É uma arma que os homens usam para manter as mulheres com medo, em posição eternamente submissa.
Faz pouco tempo, fui parar num post do Misto Frio sobre o estupro em Joaçaba. Gostei muito da atitude do moderador do blog, que questionou por que tantos rapazes estavam procurando o tal vídeo. Diante de vários comentários nojentos (que culpavam a vítima ou diziam que eles também estuprariam a moça se estivessem lá), o moderador se posicionou, deletou alguns recados, e mais ou menos deu espaço para outras manifestações. Apareceu uma jovem que relatou haver sido estuprada recentemente por um conhecido, alguém que ela vê diariamente. Ela contou apenas a algumas amigas, que não lhe deram o apoio necessário. E está sozinha, igualzinha a Melinda, sem procurar ajuda psiquiátrica ou judicial. Conversei com ela, e ela disse que não vai denunciar o estuprador, porque não quer reviver tudo. Está com depressão, síndrome de pânico, mil e um problemas, mas quer sair dessa sozinha. Semana passada eu liguei para o 180 (número de atendimento às mulheres; a Elyana escreveu brevemente sobre essa central) para ver se podia obter informações sobre como ajudá-la. A atendente foi muito receptiva, perguntou se a moça vinha sendo ameaçada, deu endereços de algumas organizações que poderiam auxiliá-la. Mas a decisão tem que vir dela. Espero, de coração, que um filme como O Silêncio de Melinda possa ajudá-la a tomar essa decisão. A ela e a muitas outras que crêem que o silêncio é a única resposta.

58 comentários:

Paola disse...

Vou pegar!
O silêncio é a tônica!
Outro dia no "Anonimato Confiscado" um amoça confessou uma história, ela foi abusada pelo tio, o mesmo aconteceu com a irmã, ela dizia que o tio, irmão da mãe, era muito querido pelos pais, e ela nnao queria que essa verdade estragasse o relaconamento da família.
Campanhas de esclarecimento são fundamentais.
Paola

Luciano Carneiro disse...
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Leila disse...

Acabei de assistir no youtube!

mto bom o filme! Espero q a menina q vc esta ajudando tenha um final feliz como a Melinda.
O que achei ótimo foi a mae dela falando q ela nao precisava contar mas mesmo assim ela contou. Me fez pensar se a mae em uma hora dessas nao entra em negação, o q acho q seja mto comum, outro dia assisti 100 escovadas antes de dormir, ele é mais ou menos, mas tem umas partes mto boas. Principalmente qndo se trata do relacionamento mae e filha. Nao vou dar uma de spoiler q nem vc (hahaha), mas se tiver oportunidade, assista!
Beijoooousss
Beijo querida!

marjorierodrigues disse...

Nossa, quero ver. Parece ser um filme com "trigger warning" bem forte, mas que vale a pena.

(Pena que meu pc pangaré não carrega vídeos muito longos. Vou ter que procurar para alugar...)

bjs

lola aronovich disse...

Paola, pegue sim, que é muito bom. Que horrível a história dessa moça que vc conta. Quer dizer que o tio a abusou e também a irmã, mas ela não contou pra não estragar a harmonia familiar? É fogo como nós mulheres somos criadas, pra sempre harmonizar, sempre satisfazer, mesmo quando nossa felicidade e nosso prazer fiquem em segundo plano. É uma carga que a gente precisa se livrar.


Luciano, eu nem me lembro da Kristen em Quarto do Pânico. Ela era uma menininha, né? Até fiquei com vontade de rever o filme (que não gosto muito) só por causa dela. Eu nunca tinha reparado na Kristen antes de Crepúsculo. Ela é muito boa atriz, gosto dela.

lola aronovich disse...

Leila, acho que tem uma negação por parte da mãe durante o filme. Os pais são distantes, não estão muito interessados na filha (o que minha irmã falou que é super comum entre americanos). Mas, no final, quando a mãe diz pra Melinda que ela só precisa contar se quiser, acho que nessa hora - em que a mãe e todo mundo já sabe o que aconteceu - não está negando, só preservando a privacidade da filha, respeitando o que ela quiser fazer, sem pressão. Eu não vi 100 Escovadas. Talvez eu veja...


Marj, o filme foi dirigido por uma mulher, Jessica Sharzer, baseado num romance de Laurie Halse Aderson. Acho que foi feito pra ser meio que um “trigger warning”. Eu e minha irmã vimos o filme juntas, quando ela esteve aqui no começo do mês, e choramos bastante. Mesmo que, felizmente, nem eu nem ela tenhamos sido abusadas ou estupradas, um assunto desses faz parte da vivência de quase toda mulher. Como quase toda a produção cultural é feita por homens, é raro ver um assunto desses, com essa sensibilidade, pela ótica de uma mulher, ser exposto num filme.
O filme tá dividido no YouTube em doze partes, se não me engano. Cada parte tem 10 minutos. Dá pra carregar pouquinho por pouquinho.

Juliana Bittencourt disse...

Tentei pular para o último parágrafo pra não ler os spoilers mas custei a achar, hahhaa. Parece ser bem interessante o filme.
E que triste que essas "amigas" (que nesses momentos provam-se não amigas) não puderam ajudar e essa outra menina está cheia desses problemas e não quer procurar ajuda. É triste saber que tem tantas anônimas caladas por aí.

Vídeos e fotos no meu blog, olha lá depois =)

anacris disse...

obrigada pela dica dos spoilers! hahaha pulei lá pro último, pq me interessei muito, espero encontrar esse filme! Hey, desculpa a ignorancia, mas o que é um "trigger warning"? :D
bjo-bjo.

lola aronovich disse...

Ju, bom, pelo menos eu avisei pra pular pro último parágrafo. Eu fiquei super chateada por essa moça, queria poder ajudá-la. Mas muita mulher que foi estuprada (principalmente por conhecidos) se cala, e só se arrepende por ter se calado muitos anos depois. Vou olhar lá no seu blog mais tarde.


Anacris, se até na minha locadora chinfrim tinha o filme, imagino que não deve ser tão difícil encontrá-lo. Bom, pelo menos tem no YouTube. Ah, “trigger warning”. Não precisa pedir desculpas, ninguém é obrigado a falar bem inglês. Trigger é gatilho, warning é aviso. Então trigger warning é algo que pode dar o pontapé a uma lembrança traumática. Se uma mulher que está se recuperando da anorexia, por exemplo, vir algumas fotos ou dicas de dieta, isso pode desencadear uma lembrança ruim e pode ser um retrocesso na recuperação.

Leila Silva disse...

Realmente nunca tinha ouvido falar deste filme, vou tentar achar (mas acabei lendo todo o seu texto, não tem problema)

Abraço

Mari Biddle disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mari Biddle disse...

Oi, Lola


não silenciar sobre o estupro é o começo para alertar sobre esse horrendo crime. Eu silenciei....talvez porquê o estupro não aconteceu por um milagre diria aqueles que possuem fé.

Quando eu tinha 11 anos, corpo de mulher, já tinha tido a primeira menstruação e tentava viver com aquilo tudo, um primo entrou no meu quarto e começou me apalpar. Eu acordei e fiquei perguntando porquê que ele estava fazendo aquilo. Eu estava petrificada vendo o cara passar a mão em mim e mandar eu calar a boca, falar baixinho. Ele já estava tirando minha roupa quando eu sai da letargia, da pasmaceira e comecei a gritar. Ele se assustou e começou a ficar violento tentando tapar minha boca. Eu unhei ele num momento em que consegui desvencilhar dele. Ele ria de mim e passava a mão no rosto como se aqueles arranhões fizesse parte do ritual. Como tinha uma festa na casa ao lado, uma amiga resolveu passar em minha casa (to falando da Bahia com casas grandes, avarandadas e com janeloes) e viu a cena pela janela e me salvou. Só eu e ela sabemos que meu primo quase me estuprou. A partir dai eu fugiu dele mas não contei nada a ninguém. Fui para a capital estudar e o tempo passou. Hoje ele tem duas filhas. Antes de vir para os EUA eu fiz questão de me munir de coragem e perguntar para ele como ele se sentiria se um primo tentasse estuprar as filhas dele. Ele ficou com cara de palerma rindo de mim e dizendo que aquilo não era, nunca foi estupro ou tentiva. Que eu tinha encorjado ele a me agarrar pois eu era linda e blá, blá, blá....opa, eu com 11 anos brincando de amarelinha, lendo gibizinho da Monica, brincando de Bete tinha seduzido o cinico do meu primo. Nunca contei isso para ninguem. Fiquei com medo dele tentar algo com minhas irmãs (somos 4 meninas) mas o infeliz mudou-se para SP e fez a familia dele.

Enfim....os estupradores estão pertinho, pertinho da gente...

h e r i c k y × disse...

se a maioria das vítimas se sente culpada ou merecedora, a maioria dos agressores parece sentir essa legitimidade do que estão fazendo, como "só porque eu sou o cara mais bonito, ou porque eu sou forte, todas as mulheres deveriam agradecer por ir pra cama comigo". aí tu já sabe o que eles fazem.

minha série favorita era Veronica Mars. já no primeiro episódio nós aprendemos que Veronica foi estuprada um ano e meio antes; drogada com a droga do estupro (liquid X, tu já deve ter ouvido falar que é muito usada nos EUA) e acordando no outro dia sem a virgindade e procurando por sua calcinha. mais tarde, quando ela entrou na faculdade, um estuprador em série fazia a mesma coisa nas festas de fraternidades, e ainda raspava o cabelo das estudantes, que acordavam no outro dia em um estado ainda mais desesperador ao perceber TUDO que havia acontecido..

a explicação desse estuprador pra uma garota desacordada, na série, era "Eu poderia te encontrar em uma festa ou um bar.. e te traria pra cama em uma hora. Mas seria uma hora da minha vida que eu nunca mais teria de volta. E o cabelo? Eu só vou levar algo mais que você me daria facilmente." agora eu vejo que essas palavras vão um pouco além da ficção, tristemente.

em Veronica Mars ela lutou com a própria dor, SEM REVELAR AO PAI O QUE TINHA ACONTECIDO, e eventualmente trouxe a justiça os dois estupradores. mas essa parte sim, quando vai começar a acontecer na realidade, Lola? =(

Sam disse...

Senti "arrepio" so de pensar nessa historia do filme e fiquei mal (como sempre fico, por empatia) pelas mulheres q ja passaram por isso.
Ha um filme dinamarques (nao quero fazer a cult nao...rs. Eh q calhou de eu ver este filme) chamado Festen. O enredo fala do caso de um casal de irmaos gemeos que foi abusado pelo proprio pai e das consquencias disso. Eh impressionante a hipocrisia da familia e a falta de credibilidade que o agredido adquire. Um filme bem legal.

Luciano Carneiro disse...

Tem o filme legendado no Youtube? Se tiver, alguém poderia postar os links, por favor?

Pedro disse...

Já vi esse filme, hehe loquei tem um tempinho já, mto bom. E Lolinha hahahaha vc contou o filme todo né ?

Abração.

lola aronovich disse...

Leila, desculpe contar o filme todo! Espero que vc consiga achá-lo.


Mari, obrigada por compartilhar aqui a sua história de horror. Que bom que vc conseguiu gritar, que sua amiga apareceu, e que vc escapou de ser estuprada pelo seu primo. Quantos anos ele tinha na época, vc lembra? Interessante que vc o tenha arranhado e ele riu, como “se fizesse parte do ritual”. Fico feliz que vc teve coragem de confrontá-lo, ainda que muitos anos depois. A resposta dele foi clássica, típica: “Não, imagina, aquilo não foi estupro!”. Certo, estupro é o que homens sem rosto fazem com a gente nos becos escuros, nunca o que nossos amigos, conhecidos e familiares fazem, já que, aparentemente, eles têm direito a nós. Mas pode ter certeza que ele ficou balançado com o que vc disse.

lola aronovich disse...

Hericky, é, a vítima sempre pensa “O que será que eu fiz? Como eu podia ter evitado? Será que o encorajei?”. E os estupradores se aproveitam disso.
Eu nunca vi Veronica Mars. Aliás, nunca ouvi falar dessa droga, Liquid X. Que horror esse serial rapist (estuprador em série). Acredita que, nos comentários sobre o estupro em Joaçaba, veio um cara dizer que aquilo não foi estupro, porque a vítima estava inconsciente? Na interpretação dele, estupro é só quando há força. Portanto, esse estuprador em série de Veronica Mars era apenas um sujeito se divertindo...


Sam, imagina, nada a ver vc achar errado mencionando o filme dinamarquês. Eu não conheço esse filme. Será que tem nas locadoras do Brasil? Vc sabe o nome em português?

lola aronovich disse...

Luciano, eu não sei. Se alguém souber, avise, please.


Pedrinho, vc, que é todo rato de internet, sabe se tem uma versão legendada no youtube?
Pô, foi mal contar o filme todo. Fiz o que ODEIO que façam. Mas é que pensei que a maior parte não iria assistir.

Helena Leite disse...

adoro esse filme! é um daqueles que mexe com você... se não me engano até já te indiquei em um dos meus (raros) comentários... e adoro a Kristen!

h e r i c k y × disse...

e de GHB, você já ouviu?

Liquid X é a gíria que eles dão pra GHB líquido batizado com um pouco de álcool - pra colocar nas bebidas. os jovens "espertos" dos EUA usam isso nas festas porque deixa quem toma descontraído, as garotas ficam "mais afim", menos tímidas.. e os estupradores são mais espertos ainda, porque se alguém já bêbado toma isso, facilmente pode desmaiar. ainda mais uma garota fraca. GHB é conhecido como droga do estupro.

apesar da podridão do roteiro (não apenas nessa parte), eu recomendo (a primeira temporada de) Veronica Mars. é um bom mistério. =]

Sam disse...

Em portugues, se chama Festa de Familia, Festa em familia, algo assim. 'E um filme conhecido porque seguiu os padroes do Dogma 95, em que os filmes tinham q ter iluminacao mais natural possivel, dentre outras "exigencias".

Marizelia disse...
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Mari Biddle disse...

Lola, ele tinha 23 anos

lola aronovich disse...

Helena, puxa, não lembro. Se vc o indicou, eu esqueci. Eu tava na locadora procurando 5 filmes (não lançamentos) pra alugar (porque aí paga apenas 10 reais e pode ficar uma semana com eles), e tava difícil. Essa locadora não tem filmes bons. Aí vi a capa de Silêncio, reconheci a Kristen, e peguei mais por causa dela, sem saber do tema. Mas é muito bom. Viu? Se vc comentasse mais eu me lembraria!


Hericky, GHB? Não, também nunca ouvi falar. Já ouvi falar de um termo genérico, “rape drugs”, mas nada específico. Inclusive já chegaram várias buscas através do Google perguntando “Qual a melhor droga pra estupro?” e “O que colocar na bebida da garota pra ela ficar assim?”. É sério, os caras procuram essas coisas na internet!

lola aronovich disse...

Sam, ah, sei Festa de Família, sei! Eu já vi o filme, faz tempo. Nem me lembrava que tinha esse tema. Era bem bom, sim. Obrigada por lembrar!


Mari, jura? Pensei que ele tivesse uns 16. Um homem adulto querendo transar à força com uma menina de 11?! E não, isso não seria estupro ou tentativa de estupro... Pena que vc não o denunciou, Mari.

Sam disse...

Lola, vc 'e como meu pai...rsrs: ja assistiu quase todos filmes possiveis e imaginaveis, adoro isso. E viu tantos filmes que as vezes se esquece...rs. Nisso, vc 'e igualzinha a meu pai.

Confesso que uso muito seu blog para dicas de filmes para alugar ou ver no cinema. Este com certeza vou pegar. Pelo que parece 'e um otimo filme para educadores promoverem um debate com os alunos, vou mostrar os comentarios pra minha amiga q trabalha com isso.

O Embasbacado disse...
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Renan disse...

Olá! Primeira postagem por aqui. Espero postar sempre, mas para isso preciso saber se passei no vestibular!!!

Vou assistir ao filme e depois comento.

Um abraço

PS.: Apaguei minha postagem porque estou começando agora nas terras blogueiras e mudei minha exibição!

Jussara disse...

Oi, Lola.
Leio sempre seu blog mas tb nunca comentei; te acompanho desde o Lost Art.

Esse assunto de abuso/estupro de mulheres é muito chato e revoltante e acho que vc sempre fala com bastante propriedade sobre ele. Só o fato de mexerem na rua comigo já me causa muita raiva e nojo, acho que pq desde criança que mexem comigo e eu sempre detestei isso (e não entendo o fato de não respeitarem nem a uma criança). E o que me dá mais raiva além de um fulano que nunca me viu na vida sentir que tem direito sobre mim, é que eu nem visto roupas chamativas, acho que pq tb sempre tentei me "esconder" pra não ter que passar por esse tipo de situação;(como se isso fosse adiantar). Não sei como é em toda a europa, mas nos países que visitei, lembro que me sentia muito bem por andar nas ruas calmamente sem a preocupação de ser agredida e invadida pelo olhar de certos homens.

(Continua)...

Jussara disse...

Continuando: resolvi comentar hj por causa do filme; ontem quando li o seu texto fiquei com muita vontade de ver e logo consegui baixar. Assisti ontem mesmo já quase por volta da meia-noite, gostei mto e achei que a menina atuou mto bem (não lembrava que ela que tinha feito O Quarto do Pânico; desde lá ela já demonstrava ser boa atriz). Acho que o filme retratou super bem a situação pela qual as mulheres passam. Eu tenho uma prima de segundo grau que sofreu assédio moral de um tio dela (meu primo de primeiro grau), irmão da mãe dela; não sei direito como foi, pq ela não quis contar, mas apesar de não ter tido nada de físico, as palavras que ele falou foram mto pesadas; ela teve que vir morar na minha casa por uns tempos (ela mora em outra cidade) pq ficou de um jeito que não dava mais, já que ele morava na casa da família dela. O que eu achei horrível foi que qdo ela contou pro irmão dela, ele não acreditou nela de imediato, achou que ela estivesse inventando ou tivesse "sonhado" ( o cara entrava no quarto dela à noite). No filme vi isso claramente qdo a ex-amiga dela não acreditou qdo ela disse que tinha sido o fulano. Minha prima teve que fazer tratamento psicólogico de tão mal que ela ficou. Achei muito legal da sua parte tentar ajudar a moça que vc citou no post. Na família da minha prima poucas pessoas sabem; o irmão dela continua tratando o tio do mesmo jeito e a vida continua... Os pais dela não ficaram sabendo, pq ela acha que a vó dela (mãe do cara) não iria agüentar (e talvez nem chegasse a acreditar, sei lá) e tb não contou pra mãe pq ela não ia ficar calada e ela não quis se expor. No fundo até entendo (embora não apoie) quando algumas mulheres não querem falar, principalmente quando o agressor é conhecido(os motivos vc já citou). Mas acho que a família deveria apoiar essas mulheres, colocar a boca no trombone pra que os amigos ficassem sabendo e tb deveria banir o cara do convívio familiar. Mas acontece justamente o contrário: quando sabem, fazem vistas grossas, muitas vezes culpam a mulher e o cara ainda fica bem na foto. É revoltante.

Desculpe o comentário enorme. Ah, tb chorei no final do filme; tudo bem que eu choro fácil, mas achei que o final foi meio aliviante, já que ela passou o filme todo sofrendo. Achei a mãe dela mto omissa, o pai muito mais, mas acho que no final a mãe a apoiou.
Abraços.

anacris disse...

Assisti Lola! Foi tranquilo pelo youtube, adorei o filme, foi uma ótima indicação.

lola aronovich disse...

Sam, não, imagina, tô longe de ter visto tanto filme... Mas numa coisa que eu sou muito ruim é lembrar do filme pelo enredo. Lembro pelo ator, por alguma cena marcante, talvez pelo diretor. Se alguém pergunta pra mim “Vc sabe aquele filme que acontece isso e aquilo?”, eu geralmente não identifico. Mas vi vários filmes do Dogma, claro. Bom, o Silêncio de Melinda certamente é um filme mais acessível pra adolescentes que a Festa em Família...


Renan, seja bem-vindo! Tomara que vc passe no vestibular. Prestou pra que área? Abração!

lola aronovich disse...

Oi, Jussara! Obrigada pelo primeiro comentário! Muito bom, apesar de enorme. É revoltante mesmo esse assunto de estupro e abuso. E tb fico chocada que os caras não respeitem nem as crianças. Não sei, eles devem achar que as filhas e irmãs deles estão acima disso, que são especiais, que são “moças de bem”, e por isso a agressividade contra mulheres só acontece com as outras. E, quando eles abusam das moças próximas, eles nem notam que é abuso. É só uma brincadeirinha, um passatempo, não um estupro. Eu não sei como é na Europa, mas imagino que em países com mais igualdade entre os sexos isso não seja tão frequente.
Que bom que vc conseguiu ver o filme e gostou. Tb o achei muito realista, muito humano. Acho que o que ela faz no final, expor o cara (ainda que não o denuncie às autoridades), pode funcionar. Claro, depende do lugar. De nada adianta falar se ninguém vai acreditar na gente. Ou se vão pôr a culpa na gente (a gente que provocou), ao invés de pôr a culpa nele. Mas imagino que a maior parte das mulheres, pelo menos, acredite e fique com o pé atrás em se relacionar com alguém que já foi acusado de algo tão sério quanto estupro. Mas claro, é difícil, pra expor o cara a moça precisa se expor. E isso não acontece de imediato.
Eu realmente queria poder ajudar a Lirio Branco, a moça que foi estuprada. Trocamos alguns emails, mas não sei como ajudar. Insisto pra que ela procure ajude psiquiátrica.
Terrível isso que aconteceu com a sua prima. Se o tio dela ainda entrava no seu quarto, isso provavelmente foi bem mais que assédio moral. Pelo menos havia a ameaça de algo ainda mais terrível. Não entendo como as famílias podem ser tão omissas. A família tem que acreditar nos filhos, sempre. Principalmente em casos como esses. Acho raríssimo que uma mulher invente um estupro que não existiu. Apareça sempre, viu?


Anacris, que bom que vc gostou. Realmente, o filme é ótimo.

Renan disse...

Oi Lola! Prestei Direito na USP e UNESP e Letras na UNICAMP.

Assisti ao filme, gostei bastante e como montei um blog de cinema, fiz uma crítica. Gostaria que você lesse, citei seu blog por lá!

Um beijo

Elyana disse...

Uia! Que bom que vc ligou pra Central e comprovou que o serviço é bom. Assim eu fico ainda mais contente de sempre colocar o número dela em meus posts.
Adorei! ;)

Jussara disse...

Oi, Lola,

Vc tem razão em relação à minha prima, tb acho que havia ameaça de algo pior. O quarto dela tem duas camas, e ele deitava na cama que ficava vazia; na casa dela tem um problema de falta de tranca nas portas, mas depois que ela ficou um tempo na minha casa e voltou pra lá, ela pediu pra trocar de quarto e com direito à chave; e tb ele se mudou de lá, foi a condição que ela colocou pra voltar.

Torço pra que a Lirio Branco resolva procurar ajuda, pq superar isso sozinha não deve ser nem um pouco fácil; espero tb que tenha pessoas pra apoiá-la na decisão. O seu apoio sei que ela já tem e isso é mto bom!

Podexá que estou sempre por aqui, gosto de ler não só os posts como tb os comentários e as suas respostas, sempre tão boas quanto os textos ;). Vc escreve tão bem que às vezes nem tenho o que comentar.

Jussara disse...

Ah, um P.S.: achei a primeira cena, aquela em que ela pintou a boca como se estivesse costurada (vc postou a foto), super simbólica e super forte. E ali já ficou claro o pouco caso da mãe dela, que viu aquilo, uma situação meio bizarra até, inusitada, mas deu de ombros e falou: "eu não quero saber".

miatrix disse...

oi. acabei de ler -creio eu- todos os posts que voce escreveu sobre abuso/estupro/machismo, e como certas atitudes das mulheres não são desculpa para ocorridos do tipo.

alguma atitude é? se, por exemplo, você diz não, e acaba desistindo, e depois "permitindo" que alguma coisa aconteça, você ainda pode dizer que sofreu um estupro? ainda não encontrei uma resposta pra isso em lugar algum.

Jéssica disse...

Vou assistir!! Parece ser bom, adoro a Kristen só assisti o quarto do Pânico por causa dela.

E tb esse tema sempre me chama a atenção, é um assunto que deve ser mais discutido, inclusive a Pedofilia, como existe gente q faz isso com crianças é terrível.

Tive uma amiga na infância que sofreu estupro, por 3 homens vizinhos nossos, ela morreu pois só tinha 8 anos, ás vezes fico meio doida pensando no que eles fizeram. Foi estuprada e enforcada com a própria calsinha, fizeram miséria com minha amiga.
Eu tenho agora 16 anos e ano que vem vou fazer faculdade de direito, pretendo prender esses maníacos estupradores, é incrível tb a falta de compreensão da família (citados á cima), como aprópria família ñ apoia seus filhos ?
Isso é horrível.
Bjão Lola pra vc, vou ver se acho o filme no youtube, tÔ com muita vontade de ver.

NBSantos disse...

Assisti este filme à algum tempo, e revi hoje. É incrivel como me dói quando vejo o sofrimento e a angustia que a Kristen muito bem exprime em sua interpretação.
Sofri abuso quando tinha 12 anos, pelo meu tio, eu nem sabia o que era ficar, muito menos o que era sexo. É duro ver a inocência de muitas são roubadas por seres tão inumanos, e as vezes tão proximos.
òtimo texto.

Anônimo disse...

Bom,eu era pequena e tinha uns seis anos quando por engano um menino me beijou e eu tinha medo da minha mãe então resolvi esconder só q meu irmão viu.
Uma vez minha mãe,minha tia e minha avó saíram e me deixaram com ele.Ele disse pra eu deitar e disse q se eu contasse algo do q ele ia fazer,ele dizia q eu beijei o menino.
Aconteceu e fiquei quieta até ano passado.Ele ñ deve mais lembrar e isso não sai e nem vai sair da minha cabeça.Consegui coragem e falei pra minha mãe e ela ficou arrasada.Eu pedi pra ela não falar com ele.Hj eu tenho 13 e ele 15.Ele tem uma namorada linda q eu a amo muito e não digo pra ela pq eu a amo.Eu fui burra e estupida.Disse pra minha amiga e ela não acreditou.Eu não o perdoarei mas gosto muito dele.Se eu estiver errada em ñ perdoa-lo,pagarei por isso depois.Ele tbm

Letícia disse...

Esse anonimo a cima sou eu
e me identifiquei com o filme pro causa disso

Anônimo disse...

eu fui estuprada quando eu tinha 5 anos..
meu pai me estuprou.. no começo eu nem sabia o que era aquilo mas depois eu me dei conta só uns anos depois....
agora ele vai pra cadeia!
espero que ele apodreça láa!!

Mih disse...

nossa ... gostei..

Anônimo disse...

Eu estava há meses procurando esse filme, pra se ter uma idéia no meu bairro com umas dez locadoras, só uma tinha e tava arranhado. Mas acabei conseguindo baixar com legenda ontem a noite, e enquanto isso o link de seu blog ficou nos meus favoritos por mais de um mês. Eu queria ler a crítica depois de ver o filme. Naturalmente eu chorei com algumas partes do filme. E assim como Melinda, eu levei muito tempo pra contar a alguém. Sofri apenas abuso, quando era criança. E só aos quinze anos contei a alguém, e para minha melhor amiga teve q ser por carta, pq naum tinha coragem de falar. Minha mãe não sabe, e no meu caso tbm é um irmão dela. A simples idéia d vê-lo d novo me atordoa. Por que eu naum falo nada? Bem, no Brasil isso é tratado como nada. Ainda mais depois q se passa tanto tempo. E realmente o arrependimento de tão ter falado nada qndo ocorriam os abusos, qndo d fato a pessoa podia ser presa, d fato podiam acreditar em mim, existe. E eu acredito q ele seja mesmo universal, pela maneira como meninas são criadas. Por outro lado, ainda me pergunto se acreditariam numa menina de cinco anos? O silêncio, naquele momento foi a melhor arma. Hoje tenho dificuldades em manter amizades, e sou muito dependente das pessoas. Mas ainda assim, creio que consegui sair dessa por acreditar que devo seguir em frente. Como disse Melinda: -Aconteceu. Ninguém pode mudar isso.
Mas podemos impedir que aconteça de novo, podemos estar atentas a nossa volta, preservando as mulheres desse país, da nossa família, e sempre incentivando elas a dizerem a verdade. E podemos sempre seguir em frente. Ter novos sonhos, como a arte, a escrita, a música, um mundo melhor, mais justo. Vamos batalhar por isso.

Anônimo disse...

eeu vi só um pedacinho desse filme no axn, e fiqueei interessada eu vou loca-lo.!
beijoo ;x

Roberta disse...

Ola, comecei tbm a assistir esse filme no axn, mais nao consegui terminar de ver, e tbm procurei em tds as locadoras de minha cidade e nao encontrei esse dvd. Alguem pode me passar o link desse filme para donwload? Qro mto terminar de ver. Qualquer coisa me mande o link por email: robertamlopes@yahoo.com.br - Obrigado. Roberta Lopes

Anônimo disse...

Amei o filme.Tra uma mensagem mt boa para todas nós mulheres, que por mais que algo constragedor e horrível nos acontecça nunca devamos nos calar devemos " falar" assim como melinda só resolve fazer no final do filme.Acho que kristen encenou mt bem este papel ( " Melinda Sorvino")e chorei mt no final..Bem emocionante o filme e recomendo para todos e principalmente TODAS que por algum motivo / acontecimento se dfecidiram calar ou tentar guardar em se coração e não extravasar.

Anônimo disse...

Vi esse filme pela 1ª vez no axn de tarde.Nossa nem tenho palavras pra dizer ..O filme é mt bom e trágico ao mesmo tempo..Porque por mais q no final de toda essa trama melinda conte para alguém do seu esturpro e de certa forma ela se livre de um certo peso na conciencia ela infelizmente terá que conviver com esse acontecimento na mente pro resto de sua vida e a cada vez que ela ficar triste ou infeliz ela se lembrará desses momentos difíceis pelo qual passou e chorará.

Anônimo disse...

A trama é muito boa...Mas non sei o que faria se eu fosse ela...Possivelmente mesmo tendo Deus no coração e pais cristãos acho q me mataria pois non aguentaria conviver com aquele tipo de bully constante.Escrevi os 3 cometários que antecedem esse e prefiro no n me anuncia r, pois vc sabe néh..Por mais que vc queira extravasar ou emitir sua opinião sobre determinado assunto a internet nunca mais será a mesma ..Mas o q posso dizer é que tenho 15 anos ( a idade aproximada de melinda) E ADORO DESENHAR ARVORES!!!!!!!!!!!!

Carlelia Fernandes disse...

Olá
Assisti o filme e gostei muito apesar de ter perdido o final. O filme relata a história de muitas crianças e adolescentes não só do nosso país mas no mundo
Felizmente no Brasil temos um serviço nacional e gratuito. É o DDN. Disque Denúncia Nacional de Violência contra a criança e ao adolescente.É o Disque 100.O serviço funciona até as 22h. A ligação é gratuita.O denunciante não precisa se identificar.É muito importante que se dê um BASTA nesta situação de violência contra as nossas crianças e adolescentes e o primeiro passo é vc se conscientizar e às outras pessoas da importancia e da responsabilidade que todos nós temos com as crianças e adolescentes. Se vc desconfiar, ver ou souber de algum tipo de violência contra uma criança e ou adolescente, Ligue e Denuncie.Se você não fizer você está NEGLIGENCIANDO mais uma vez a vítima.
Carlélia Lima

Analu disse...

Lola, me siga no twitter: @iamanalu
Toda vez que exagero nos pontos de exclamações me lembro de vc. Saudades!!! Serjão também!!!, rs....

Analu disse...

Lola, me siga no twitter: @iamanalu
Toda vez que exagero nos pontos de exclamações me lembro de vc. Saudades!!! Serjão também!!!, rs....

Camila disse...

Eu vi o trailer desse filme quando estava procurando outros filmes da Kristen...e fiquei louca pra assistir na hora!!
Acabei de assistir...é incrível!!A história realmente me prendeu!!É angustiante a situação da Melinda,o fato dela não contar pra ningúem...
Achei terrível a atitude das amigas dela..e daí que ela estragou a festa??Afinal elas eram amigas e alguma coisa séria deveria ter acontecido..por isso eu amei o final(opss naum vou contar mais).
Recomendo o filme!!E espero que ele ajude as pessoas que estejam passando por uma situação parecida..naum consigo nem imaginar uma barra como essa...
-A Kris atua bem,não?!-

Tom disse...

Homens de verdade não agem assim, nem mesmo animais!Assisti esse filme ontem e fico triste por um filme com uma temática tão importante não ser divulgado. Espero que muitas vitimas se encorajem com esse filme.

May disse...

Sei que o post é antigo e provavelmente ninguém vai ler, mas Speak é um livro, altamente challenged e banido em escolas nos EUA. É triste saber que um material que estimula as mulheres a falarem é considerado muito gráfico e “pornografico“ por ter uma cena de estupro. Aliás se você quisesse falar sobre isso eu adoraria, os livros banidos e tal. :)

Comunicação e Negócios disse...

REalmente é um bom filme, pois trata-se de uma tema que devemos sempre discutir. Pois infelizmente este crime é maid do que comum.

Mas "filmamente" falando, rs.
Possui muitos erros.

Não tem como, eu realamente não gosto desta atriz (a principal).
Até acho que tem futuro, mas até então é muito caricata. Com certeza existem inúmeras melhores do que ela.

Bem, e o enredo é muito parecido com "Festa em Família". Aliás, é incrível como os americanos tendem a "chupar" idéias de filmes europeus.

Eu recomendo que veja o filme que citei. REalmente verá o que lhe digo. Direção de arte e narrativa muito mais verossímil.

Sei lá, achei tudo meio enlatado.

Mas com certeza é um tema que deve ser sempre encarado com seriedade.

Valeu!